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Festividade Da DedicaçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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a menção do inverno aqui pode referir-se às condições climáticas, ao invés de à estação, como motivo de Jesus ter escolhido um local abrigado para seu ensino, na “colunata de Salomão”. Esta colunata coberta achava-se no lado E do pátio externo dos gentios, onde se juntavam muitas pessoas. — Atos 3:11; 5:12.
Não existe nenhuma declaração direta, nas inspiradas Escrituras, de que Jeová tenha concedido a vitória a Judas, ou orientado a reconstrução, por parte dele, do templo, de seu novo mobiliário, a fabricação dos utensílios, e, por fim, a sua rededicação. Todavia, a fim de se cumprirem as profecias sobre Jesus e seu ministério, e para que os sacrifícios levíticos continuassem até ser realizado o grande sacrifício do Filho de Deus, o templo tinha de estar erguido e seus serviços em plena operação na ocasião em que surgisse o Messias. (João 2:17; Dan. 9:27) Jeová tinha usado homens de nações estrangeiras, tais como Ciro, a fim de cumprir certos propósitos relacionados com a Sua adoração. (Isa. 45:1) Ele poderia usar muito mais prontamente um homem dentre seu povo dedicado, os judeus.
Seja qual for o caso, os serviços do templo eram observados durante o ministério de Jesus Cristo. O templo de Zorobabel tinha sido reconstruído (substituído) de forma mais requintada por Herodes. Por esse motivo, e devido à repulsa que sentiam por Herodes, os judeus geralmente fazem menção apenas de dois templos, o de Salomão e o de Zorobabel. Nem nas palavras de Jesus nem em qualquer escrito de seus discípulos encontramos qualquer condenação da Festividade da Dedicação. No entanto, não é prescrita para os cristãos, que se acham sob o novo pacto. — Col. 2:16; Gál. 4:10, 11; Heb. 8:6.
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Festividade Da Lua NovaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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FESTIVIDADE DA LUA NOVA
A ordem de Deus a Israel era que, em cada lua nova, que assinalava o início dos meses lunares do calendário judaico, se tocassem trombetas durante suas ofertas queimadas e seus sacrifícios de comunhão. (Núm. 10:10) Nestes dias deviam ser oferecidos sacrifícios especiais, além do contínuo sacrifício diário. A oferta da lua nova devia consistir em uma oferta queimada de dois novilhos, de um carneiro, e de sete cordeiros de um ano, com as correspondentes ofertas de cereais e de vinho, e um cabritinho como oferta pelo pecado. — Núm. 28:11-15.
Isto é tudo que foi ordenado no Pentateuco quanto à sua observância, mas, com o tempo, a guarda da lua nova tornou-se importante festividade nacional. Em Isaías 1:13, 14, é colocada junto com os sábados e as épocas festivas. No tempo dos profetas posteriores, pelo menos, nos dias de lua nova, as pessoas não se empenhavam em transações comerciais, conforme indicado em Amós 8:5 (c. 803 A.E.C.). Isto era mais do que as Escrituras exigiam para os dias de lua nova. Mesmo assim, como mostram os dois últimos textos citados, a observância das luas novas pelos judeus se tornara, já naquela época, simples formalismo, odiado aos olhos de Jeová.
Embora certas formas de trabalho que não podiam ser feitas no sábado podiam ser realizadas neste dia, este era encarado como um dia para se considerarem assuntos espirituais. O povo costumava reunir-se em congresso (Isa. 1:13; 66:23; Sal. 81:3; Eze. 46:3), ou visitar os profetas ou homens de Deus. — 2 Reis 4:23.
Isaías escreveu sobre um tempo futuro em que toda a carne se ajuntaria para curvar-se perante Jeová nos dias de lua nova. (Isa. 66:23) Na profecia de Ezequiel, durante o tempo do cativeiro em Babilônia, quando lhe foi dada uma visão dum templo, Jeová lhe disse: “Quanto ao portão do pátio interno, que dá para o leste, deve continuar fechado pelos seis dias de trabalho e deve ser aberto no dia de sábado, e deve ser aberto no dia da lua nova. E o povo da terra tem de curvar-se à entrada daquele portão, perante Jeová, nos sábados e nas luas novas.” — Eze. 46:1, 3.
Os judeus atualmente celebram a lua nova com muitas cerimônias minuciosas, e atribuem grande importância a ela. Disse o Rabino Johanan: “Alguém que recita a bênção da lua no tempo apropriado é como aquele que é recebido em audiência pela Shekinah [a manifestação da presença de Deus].” [The Jewish Encyclopedia (Enciclopédia Judaica), Vol. IX, p. 244] Mostra-se que os cristãos, contudo, não estão sob a obrigação de observar uma lua nova ou um sábado, que são apenas parte duma sombra de coisas vindouras, a realidade sendo encontrada em Jesus Cristo. As festividades do Israel carnal possuem significado simbólico e um cumprimento através das muitas bênçãos mediante o Filho de Deus. — Col. 2:16, 17.
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Festividade Das BarracasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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FESTIVIDADE DAS BARRACAS
Também conhecida como Festividade do Recolhimento, ou dos Tabernáculos, é chamada de “festividade de Jeová” em Levítico 23:39. Em Levítico 23:34-43, Números 29:12-38 e Deuteronômio 16:13-15, encontram-se instruções sobre sua observância. A festividade ocupava os dias 15-21 de etanim, havendo uma assembléia solene ou sábado no dia 22. Etanim (tisri; setembro-outubro) era originalmente o primeiro mês do calendário judaico, mas, após o Êxodo do Egito, tornou-se o sétimo mês do ano sagrado, uma vez que abibe (nisã; março-abril), que antes era o sétimo mês, tornou-se o primeiro mês. (Êxo. 12:2) A Festividade das Barracas celebrava o recolhimento dos frutos do solo, do cereal e do vinho, “os produtos da terra”. (Lev. 23:39) É mencionada como “a festividade do recolhimento na volta do ano”. O sábado, no oitavo dia, assinalava o término solene do ciclo de festividades do ano. — Êxo. 34:22; Lev. 23:34-38.
A Festividade das Barracas assinalava realmente o fim do ano agrícola de Israel. Assim sendo, era uma época de regozijo e de agradecimento por todas as bênçãos que Jeová lhes concedera em forma dos frutos de todas as
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