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A base para equacionar os problemas da humanidadeDespertai! — 1975 | 22 de outubro
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Temos de ser conduzidos à perfeita união com o Criador. Como Aquele que realmente se importa conosco, Jeová Deus já lançou a base para isto.
Para compreender o que ele fez, as razões disso e por que seu arranjo livrara a humanidade das fraquezas e das imperfeições, temos de encarar os assuntos do Seu ponto de vista. A Bíblia revela que Deus é justo e “santo”, puro no grau superlativo. (Êxo. 39:30; Sal. 89:14; Isa. 6:3; João 17:11) Por conseguinte, aqueles que são pecaminosos, imperfeitos, maculados ou impuros não podem, por seus próprios méritos, travar uma relação aprovada com Ele. (Col. 1:21) Apenas por ter seus pecados expiados ou cobertos podem fazê-lo. O arranjo para expiar os pecados teria de estar em plena harmonia com a justiça e santidade de Deus. Suas criaturas inteligentes deveriam poder reconhecer a justeza do arranjo de Deus. Para avaliar o que estava envolvido, precisamos retornar ao próprio início da raça humana.
A Bíblia nos diz que, quando o primeiro homem, Adão, transgrediu a lei de Deus, vendeu a si e sua descendência por nascer à escravidão ao pecado e à morte. (Rom. 5:12-19; 7:14-25) Todos os descendentes de Adão vieram assim a necessitar de livramento. A justiça exigia um preço a ser pago.
Ilustrando: um pai talvez use mal seus bens e incorra em tremenda dívida. Dever-se-ia exigir que seus credores ignorassem sua dívida para poupar os filhos dele do sofrimento? Após a morte do pai, seria correto deixar a família meter-se cada vez mais em dívidas, sem jamais se preocuparem com os gastos desenfreados? Não teria isso um efeito ruim até mesmo sobre pessoas não diretamente envolvidas, animando-as a desperdiçar seus próprios bens ou os de outros?
Como se poderia endireitar os assuntos se os filhos, ficassem infetados com os modos de agir de seu pai e inclinados a desperdiçar os seus bens e recursos? Como poderiam as dívidas ser pagas e os filhos ser ajudados a vencer suas fraquezas?
Alguém de fora da família teria que entrar em cena e cuidar das dívidas. Daí, no caso dos filhos que mostrassem evidência de realmente quererem evitar o proceder de seu pai, este estranho poderia assumir a responsabilidade de quaisquer dívidas em que houvessem incorrido até o tempo em que ele pudesse ajudá-los a vencer suas fraquezas.
Isto é similar ao que Jeová Deus propôs para libertar a humanidade da escravidão ao pecado e à morte. O primeiro passo foi fazer provisões para o pagamento do preço de redenção. Qual era tal preço? Adão tinha usado crassamente mal seus bens, sua vida humana perfeita, perdendo-a pela rebelião contra Deus. Destarte, perdeu a vida humana perfeita para seus descendentes. O preço de redenção para sua prole, portanto, tinha de ter valor correspondente ao que havia sido perdido. Isto se harmonizaria com o princípio de justiça encontrado na lei mosaica: “Alma por alma.” — Deu. 19:21.
Nenhum dos descendentes de Adão poderia prover esse preço valioso, visto que nenhum possuía a vida humana perfeita. Diz a Bíblia: “Nenhum deles pode de modo algum remir até mesmo um irmão, nem dar a Deus um resgate por ele, (e o preço de redenção da alma deles é tão precioso, que cessou por tempo indefinido).” — Sal. 49:7, 8.
Jeová Deus, contudo, proveu tal preço valioso na pessoa de seu próprio Filho. Transferiu a vida deste do domínio celeste para o útero da virgem Maria. Desta forma, a criança que Maria deu à luz, Jesus, veio a ser um filho humano perfeito de Deus. (Luc. 1:35; Fil. 2:5-7) O homem Jesus Cristo poderia, assim, dar sua vida humana perfeita em sacrifício. — Mat. 20:28.
Quando o fez, Jesus Cristo forneceu o preço exato necessário para resgatar ou comprar a raça humana. No entanto, para que as pessoas de per si tivessem suas “dívidas” canceladas, ou seus pecados perdoados, à base do valor expiatório do sacrifício de Jesus, tinham de se valer desta provisão nos termos de Deus. Tendo suprido uma base legal para o perdão de pecados, junto com os requisitos para que fossem perdoados, Jeová Deus mantém sua própria justiça quando lida com humanos imperfeitos que sinceramente desejam servi-lo. De nenhum modo encoraja a anarquia. — Mat. 6:12; Rom. 3:25, 26; 1 João 1:9.
Já mais de mil e novecentos anos se passaram desde que a raça humana foi comprada com o sangue precioso de Jesus Cristo e desde a ressurreição dele à vida celeste imortal. (Atos 13:34-37) Todavia, os humanos ainda morrem. Por quê? Porque o tempo de Deus aplicar os benefícios expiatórios do sacrifício de Cristo ao ponto de libertar a humanidade da imperfeição ainda se acha no futuro. (Rev. 22:1, 2) Significa isto que Deus não fez nada mais para libertar a raça humana de suas fraquezas e inaptidões?
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Um governo que libertará a humanidadeDespertai! — 1975 | 22 de outubro
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Um governo que libertará a humanidade
POR cerca de dezenove séculos Jeová Deus prepara um governo que trará alívio à humanidade pecaminosa e moribunda. Escolhe dentre a humanidade os regentes desse governo e os traz à união sob seu Filho, qual Cabeça. (Efé. 1:9, 10) A perspectiva diante de tais pessoas é a ressurreição à vida celeste imortal, para servirem quais reis-sacerdotes. (1 Cor. 15:42-54; Efé. 1:3-23; Rev. 20:6) Junto com Jesus Cristo, estes reis-sacerdotes administrarão os benefícios expiatórios do sacrifício de Jesus e libertarão o gênero humano da escravidão ao pecado e à morte. Bilhões agora mortos serão incluídos entre os beneficiários de seus serviços ao serem restaurados à vida. — Atos 17:31.
Que garantia temos de que a regência de Jesus Cristo e seus associados não apresentará nenhuma das caraterísticas indesejáveis dos governos do homem? Por que podemos ter fé no corpo regente que Deus escolhe por tantos séculos? Quando se pensa em termos de regência humana, talvez pouco se confie em qualquer governo ter a solução para nossos muitos problemas. Através da história, a posição social, a categoria, as proezas militares, a fama, a riqueza ou coisas semelhantes amiúde determinaram quem regia. Em muitas terras, até mesmo a pessoa mais habilitada teria muitas dificuldades em granjear alta posição sem o apoio de fortes partidos políticos e generosas contribuições de campanha. Os homens não conseguiram imaginar um sistema pelo qual possam certificar-se de que as pessoas colocadas em cargos sejam de tal integridade que não se deixem corromper nem influenciar a usar sua posição para fins egoístas.
Regentes Provados, Habilitados
O que dizer da escolha dos reis-sacerdotes no governo de Deus, seu reino celeste?
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