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O tema central das boas novas — o Reino de DeusA Sentinela — 1978 | 15 de maio
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descer da vida superior, espiritual, para a natureza humana, em humilde obediência ao seu Pai e por amor à humanidade: “Ele se esvaziou e assumiu a forma de escravo, vindo a ser na semelhança dos homens. Mais do que isso, quando se achou na feição de homem, humilhou-se e tornou-se obediente até à morte, sim, morte numa estaca de tortura.” (Fil. 2:7, 8) Grande foi o amor do Pai em assim sacrificar seu Filho. O apóstolo João escreveu: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” — João 3:16.
COMO O SOFRIMENTO DE JESUS AJUDOU A HUMANIDADE
13. Por que era necessário que Cristo sofresse e morresse?
13 Por que era necessário que o Filho de Deus sofresse todas essas provações e até mesmo a morte? Primeiro, o propósito de Deus, de ter um governo justo do Reino para expressar sua soberania, exigia isso. Ao mesmo tempo, a morte de Jesus era essencial para a salvação e a vida de toda a humanidade. Como?
14. (a) O que garantiu para nós a carreira terrestre de Jesus? (b) Como são a carreira vitalícia de Jesus e seu resultado descritos pelo apóstolo Paulo?
14 Em primeiro lugar, o proceder adotado por Jesus Cristo, segundo a vontade de Deus, magnifica a justiça e a minuciosidade de Deus, e garante um governo inabalável e incorruptível para a terra. Provê uma firme base para a nossa fé. Porque Jesus, para se habilitar como Rei e Sumo Sacerdote celestiais, teve de passar pela mais severa e mais esquadrinhadora prova. Sobre isso, o apóstolo Paulo disse:
“Cristo, nos dias da sua carne, ofereceu súplicas e também petições aquele que era capaz de salvá-lo da morte, com fortes clamores e lágrimas, e ele foi ouvido favoravelmente pelo seu temor piedoso. Embora fosse Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu; e, depois de ter sido aperfeiçoado, tornou-se responsável pela salvação eterna de todos os que lhe obedecem, porque ele tem sido chamado especificamente por Deus como sumo sacerdote à maneira de Melquisedeque [um sacerdote dos tempos de Abraão, antes de se fazer o pacto da Lei, e que recebera sua designação diretamente de Deus].” — Heb. 5:7-10.
15. (a) O que suplicava Cristo a Deus com fortes clamores e lágrimas? (b) Como aprendeu ele a obediência, e com que resultado?
15 Jesus manteve a sua integridade de modo perfeito. Seus ‘clamores a Deus’ não eram para evitar sua morte como sacrifício para a humanidade, mas a morte devido ao desfavor de Deus por qualquer infidelidade ou falha de sua própria parte. Ele queria que sua carreira fosse coroada de êxito. “Aprendeu a obediência.” Havia sido obediente no céu, em condições totalmente favoráveis. Mas na terra a obediência a Deus trouxe perseguição e sofrimento, até mesmo situações esmagadoras. Jesus era perfeito e justo, sem falha de nascença, mas, no fim de sua carreira, ficou aperfeiçoado de maneira muito mais ampliada, como Rei-Sacerdote plenamente qualificado, provado e fiel.
16. De que modo resultaram a prova e o sofrimento terrestres de Jesus na salvação da humanidade?
16 De que modo resultaram a prova, o sofrimento e a morte terrestres de Jesus na salvação da humanidade? Novamente, o apóstolo responde:
“Ele estava obrigado a tornar-se igual aos seus irmãos, em todos os sentidos, para se tornar sumo sacerdote misericordioso e fiel nas coisas referentes a Deus, a fim de oferecer sacrifício propiciatório pelos pecados do povo. Por ter ele mesmo sofrido, ao ser posto a prova, pode vir em auxílio daqueles que estão sendo postos à prova.” — Heb. 2:17, 18.
A RAÇA HUMANA COMPRADA POR CRISTO
17-19. (a) Em que situação má encontrava-se a raça humana? (Rom. 7:14; Sal. 49:6-9) (b) Como se tornou Jesus a solução para a situação calamitosa da humanidade?
17 Quando Adão se rebelou contra Deus, tornou-se inimigo de Deus, perdendo assim sua vida e causando que sua descendência nascesse pecaminosa — vendida em escravidão ao pecado e à morte. (Gên. 3:17-19; Sal. 51:5) Portanto, os filhos não eram pecadores deliberados. Podiam ser remidos. (Rom. 8:20) Jesus Cristo, como Sacerdote, tinha de oferecer um sacrifício de valor e qualidade exigidos para expiar o pecado. Nenhum homem da descendência de Adão podia fazer isso com dinheiro, nem mesmo com o sacrifício de sua vida — o preço era alto demais, porque aquilo que se exigia era o equivalente de Adão, uma vida humana perfeita. Cristo proveu o necessário “resgate correspondente por todos”. (1 Tim. 2:5, 6) Veio para suprir o que a Lei havia prefigurado com os seus sacrifícios inferiores de animais.
18 A respeito de Jesus dirigir-se a Deus por ocasião de seu batismo, o registro retrata Jesus como dizendo: “‘Sacrifício e oferta não quiseste, porém, preparaste-me um corpo [humano, perfeito]. Não aprovaste os holocaustos e as ofertas pelos pecados.’ Então disse eu: ‘Eis aqui vim (no rolo do livro [o rolo da Lei, especialmente para os reis, como em Deuteronômio 17:19, 20] está escrito a meu respeito) para fazer a tua vontade, ó Deus.”’ — Heb. 10:5-7; Sal. 40:7, 8.
19 De modo que Deus tornou tudo o que havemos de receber — todas as nossas esperanças — dependentes de Jesus Cristo. O que este grandioso Rei tem feito e fará para o nosso bem será considerado no artigo que segue.
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Os “filhos de Zeus”A Sentinela — 1978 | 15 de maio
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Os “filhos de Zeus”
● Segundo as mitologias grega e romana, Castor e Pólux eram filhos gêmeos de Leda e descendentes do deus Zeus (Júpiter), sendo por isso chamados Dióscuros (em grego: dióskouroi) ou “Filhos de Zeus”. Entre outras coisas, eram considerados como protetores dos marujos, capazes de salvar marinheiros dos perigos do mar. O barco alexandrino em que o prisioneiro Paulo foi de Malta para Putéoli, em caminho para Roma, levava como figura de proa os “Filhos de Zeus”, talvez tendo a imagem ou símbolo, e possivelmente o nome de Castor num lado da proa, e o de Pólux, no outro. — Atos 28:11; Ajuda ao Entendimento da Bíblia, (ingl.), p. 1691.
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