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Implementos AgrícolasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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nos tempos antigos provavelmente se parecia a dois tipos ainda utilizados em algumas partes das terras bíblicas atualmente: Um consiste em tábuas de madeira juntadas e curvadas para trás, na frente. Sua parte de baixo é dotada de pedras afiadas ou facas. (Compare com 1 Crônicas 21:23; Jó 41:30; Isa. 41:15.) O seu utilizador fica em pé sobre o trenó, para fazê-lo baixar com o peso. O outro tipo possui um banco para o manejador e consiste em uma estrutura de carroça baixa, de quatro cantos. Nessa armação se fixam dois ou três rolos paralelos, giratórios, dotados de tiras de ferro. — Compare com Isaías 28:27, 28.
Pás de joeirar, provavelmente feitas de madeira, eram usadas para lançar o cereal debulhado no ar, de modo que o vento soprasse a palha e as glumas para longe. — Mat. 3:12.
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Imposição Das MãosAjuda ao Entendimento da Bíblia
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IMPOSIÇÃO DAS MÃOS
Veja MÃO.
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ImpostoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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IMPOSTO
Veja TRIBUTAÇÃO.
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InauguraçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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INAUGURAÇÃO
Investidura cerimoniosa no cargo; início do funcionamento, com cerimônias solenes, de uma instituição ou dum lugar. A palavra provém do latim inaugurare, mas a palavra portuguesa não mais apresenta o significado original do latim, que era de “adivinhação por augúrio”, isto é, pela leitura de presságios ou de portentos. “Inaugurar”, revestido de seu significado moderno, é, assim, um equivalente apropriado do verbo hebraico hhanákh (forma do nome, hhanukkáh) quando significa “iniciar, dedicar ou consagrar formalmente”. Similarmente, “inaugurar” é uma tradução apropriada do verbo grego egkainízo, que significa primariamente tornar novo, renovar, ou inovar, como pela dedicação. — Veja FESTIVIDADE DA DEDICAÇÃO.
Quando entrou em vigor o pacto da Lei mosaica, ele foi solenemente iniciado por cerimônias apropriadas de sacrifícios animais, e pela aspersão de sangue sobre o altar, sobre o livro e sobre o povo. O apóstolo Paulo se referiu a este evento como o egkainízo, ou ato de inauguração daquele pacto. — Êxo. 24:4-8; Heb. 9:18-20.
Pelas palavras de Paulo, “tampouco o pacto anterior foi inaugurado sem sangue” (Heb. 9:18), ele indica que o novo pacto foi similarmente posto em vigor — inaugurado — pela morte, ressurreição e ascensão de Jesus ao céu, para ali apresentar o valor de sua vida humana, e, depois disso, para derramar espírito santo sobre seus discípulos. Jesus Cristo, sendo ressuscitado no espírito, podia realmente entrar no verdadeiro “lugar santo”, os céus da presença de Jeová, e, com seu sacrifício redentor, tornou possível que seus seguidores ungidos entrassem também no céu. Assim, podia-se dizer que ele iniciou, inovou ou inaugurou o caminho para os céus que, depois disso, seria utilizado por outros. — Heb. 10:19, 20.
Lemos também sobre as cerimônias solenes que envolviam as ofertas feitas pelos maiorais tribais na inauguração do altar do tabernáculo no deserto. (Núm. 7:10, 11, 84-88) Houve uma assembléia especial para a inauguração do templo de Salomão e de seu grande altar sacrificial. — 1 Reis 8:63; 2 Crô. 7:5, 9.
Quando o templo foi reconstruído sob Zorobabel, depois do exílio babilônico, houve cerimônias solenes de inauguração, em que se sacrificaram centenas de animais. (Esd. 6:16, 17) Mais tarde, os muros em torno da Jerusalém reconstruída foram restaurados, sob a direção de Neemias, e, novamente, realizou-se elaborada festa de inauguração, dois grandes coros de agradecimento participando em louvar a Jeová. — Nee. 12:27-43.
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Incensário (Porta-lume)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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INCENSÁRIO (PORTA-LUME)
Incensários eram empregados de vários modos, com relação ao serviço no santuário. Havia incensários de ouro que, pelo que parece, serviam como receptáculos para os pedaços de pavio queimados, que eram removidos das lâmpadas do candelabro de ouro. (Êxo. 25:38; 37:23; Núm. 4:9) Os porta-lumes de cobre do altar da oferta queimada evidentemente serviam como cinzeiros ou utensílios para a remoção de brasas do fogo. (Êxo. 27:3; 38:3) Primariamente, usavam-se incensários para queimar incenso. (Lev. 10:1) Cada manhã e entre as duas noitinhas, o sumo sacerdote fazia com que incenso perfumado fumegasse sobre o altar de ouro do incenso. (Êxo. 30:7, 8) Daí, anualmente, no Dia da Expiação, o sumo sacerdote levava o incensário, sem dúvida o “incensário de ouro” mencionado por Paulo, para dentro do Santíssimo. — Lev. 16:12, 13; Heb. 9:3, 4.
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IncensoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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INCENSO
Composto de resinas e bálsamos aromáticos que se queima lentamente, desprendendo fragrante aroma. As palavras hebraicas qetóreth e qetohráh provêm da raiz qatár, que significa ‘queimar, fumegar ou defumar, especialmente por queimar madeira ou especiarias fragrantes; oferecer fumaça sacrificial ou transformar sacrifícios em fumaça’. O equivalente nas Escrituras Gregas Cristãs é thumíama, de thumiáo.
O incenso sagrado prescrito para uso no tabernáculo do deserto era feito de materiais custosos que a congregação contribuiu. (Êxo. 25:1, 2, 6; 35:4, 5, 8, 27-29) Ao dar a fórmula divina para esta mistura quádrupla, Jeová disse a Moisés: “Toma para ti perfumes: gotas de estoraque [ou opobalsameira], e onicha, e gálbano perfumado, e olíbano puro. Deve haver a mesma porção de cada. E tens de fazer disso um incenso, uma mistura aromática, trabalho de fabricante de ungüento, salgado, puro, algo sagrado. E um pouco dele tens de reduzir a pó fino e tens de pôr um pouco dele diante do Testemunho na tenda de reunião, onde me apresentarei a ti. Deve ser santíssimo para vós.” Daí, visando inculcar-lhes a exclusividade e a santidade do incenso, Jeová acrescentou: “Quem fizer um igual a este para regalar-se com o seu cheiro tem de ser decepado [na morte] do seu povo.” — Êxo. 30:34-38; 37:29.
Num período posterior, os judeus rabínicos adicionaram outros ingredientes ao incenso do templo. Josefo afirmava que se compunha de treze especiarias de doce fragrância. [Wars of the Jews (Guerras Judaicas), Livro V, cap. V, par. 5] Segundo Maimônides, alguns destes itens extras incluíam o âmbar, a canela-da-china, a canela, a mirra, o açafrão e o nardo.
Na ponta O do compartimento Santo do tabernáculo, junto à cortina que o dividia do Santíssimo, localizava-se o “altar do incenso”. (Êxo. 30:1; 37:25; 40:5, 26, 27) Havia também um similar altar do incenso no templo de Salomão. (1 Crô. 28:18; 2 Crô. 2:4) Sobre estes altares, a cada manhã e a cada noitinha se queimava incenso sagrado. (Êxo. 30:7, 8; 2 Crô. 13:11) Uma vez por ano, no Dia da Expiação, pegavam-se brasas do altar, num incensário ou porta-lume, junto com dois punhados de incenso, levando-os para dentro do Santíssimo, onde se fazia que o incenso fumegasse diante do “trono de misericórdia” da Arca do Testemunho. — Lev. 16:12, 13.
O sumo sacerdote Arão inicialmente oferecia incenso sobre o altar. (Êxo. 30:7) No entanto, Eleazar, filho dele, recebeu a supervisão do incenso e de outros itens do tabernáculo. (Núm. 4:16) Parece que a queima do incenso, exceto no Dia da Expiação, não estava restrita ao sumo sacerdote, uma vez que se menciona o subsacerdote Zacarias (pai de João, o Batizador) como cuidando de tal serviço. (Luc. 1:8-11) Logo depois de começar a funcionar o serviço do tabernáculo, os dois filhos de Arão, Nadabe e Abiú, foram mortos por Jeová por tentarem oferecer incenso com “fogo ilegítimo”. (Lev. 10:1, 2; compare com Êxodo 30:9; veja ILEGÍTIMO.) Mais tarde, Corá e 250 outros, todos sendo levitas, mas não da linhagem sacerdotal, rebelaram-se contra o sacerdócio arônico. Como prova, Moisés os instruiu que tomassem incensários e queimassem incenso na entrada do tabernáculo, de modo que Jeová pudesse indicar se Ele os aceitava como Seus sacerdotes. O grupo pereceu no ato, com seus porta-lumes (incensários) na mão. (Núm. 16:6, 7, 16-18, 35-40) Assim também, o Rei Uzias foi atacado de lepra quando presunçosamente tentou queimar incenso no templo. — 2 Crô. 26:16-21.
Com o passar do tempo, a nação de Israel se tornou tão negligente na adoração prescrita de Jeová que fecharam o templo e queimaram incenso em outros altares. (2 Crô. 29:7; 30:14) Pior que isso, queimaram incenso a outros deuses, perante os quais se prostituíram, e, de outros modos, dessagraram o santo incenso, tudo isto sendo detestável aos olhos de Jeová. — Eze. 8:10, 11; 16:17, 18; 23:36, 41; Isa. 1:13.
SIGNIFICADO
Tendo o pacto da Lei uma sombra de vindouras coisas melhores (Heb. 10:1), a queima de incenso sob tal arranjo parecia representar a oração. O salmista declarou: “Seja minha oração preparada como incenso diante de ti [Jeová].” (Sal. 141:2) Igualmente, o livro muitíssimo simbólico de Revelação descreve os que estão ao redor do trono celeste de Deus como tendo “tigelas de ouro cheias de incenso, e o incenso significa as orações dos santos”. “E foi-lhe dada [a um anjo] uma grande quantidade de incenso para oferecer, junto com as orações de todos os santos, no altar de ouro que estava diante do trono.” (Rev. 5:8; 8:3, 4) Em vários aspectos, a queima de incenso servia como símbolo adequado para as orações dos santos que são ‘oferecidas’ (Heb. 5:7) noite e dia (1 Tes. 3:10), e são agradáveis a Jeová. — Pro. 15:8.
O incenso, como é natural, não podia tornar aceitáveis a Deus as orações dos adoradores falsos. (Pro. 28:9; Mar. 12:40) Por outro lado, as orações dum justo são eficazes. (Tia. 5:16) Assim, também, quando irrompeu uma praga da parte de Deus, Arão rapidamente “pôs . . . o incenso e começou a fazer expiação pelo povo”. — Núm. 16:46-48.
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Incenso, Altar DoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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INCENSO, ALTAR DO
Veja ALTAR.
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IncorrupçãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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INCORRUPÇÃO
Referências diretas à incorrupção só são encontradas nas Escrituras Gregas Cristãs. Nelas, tal palavra traduz o vocábulo grego aphtharsía, formado do prefixo negativo a e de uma forma de phtheíro, esta última palavra significando corromper (2 Cor. 7:2), estragar (1 Cor. 15:33), ou arruinar (Rev. 11:18), assim, reduzir a um estado mais baixo ou inferior; também, matar ou destruir (2 Ped. 2:12). A forma adjetiva áphthartos (incorruptível) também é usada. Ao considerar-se a incorrupção, é de ajuda considerar primeiro o emprego dos termos gregos para corrupção e corruptibilidade, lembrando-se, naturalmente, de que existe uma diferença entre uma coisa ser corrupta e ser corruptível, isto é, suscetível de se corromper.
CORRUPÇÃO E CORRUPTIBILIDADE
A corrupção e a corruptibilidade podem relacionar-se tanto a coisas materiais como a coisas imateriais. A coroa que os atletas gregos almejavam era corruptível, sujeita à decomposição, deterioração ou desintegração (1 Cor. 9:25), até mesmo o ouro (dissolúvel na água-régia) e a prata sendo corruptíveis (1 Ped. 1:18; compare com Tiago 5:3); barcos podem sofrer “naufrágio”, ou, literalmente, ser “corrompidos inteiramente” (da forma intensiva diaphtheíro), sofrendo o colapso em sua forma estrutural. (Rev. 8:9) O homem, a criatura carnal, é corruptível (Rom. 1:23); em sua
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