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JeroboãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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muitas de suas cidades efraimitas, sendo grandemente humilhado. A vitória de Judá se deu porque Abias e seus homens confiaram em Jeová e clamaram a Ele por ajuda. — 2 Crô. 13:3-20.
Aumentando a calamidade sobre Jeroboão, seu filho, também chamado Abias, ficou mortalmente enfermo, no que o rei mandou que sua esposa se disfarçasse e então a enviou, com um presente, para o velho profeta Aijá, então cego, para indagar se seu filho se recuperaria. A resposta foi ‘Não’. Adicionalmente, fez-se a predição de que todo herdeiro varão de Jeroboão seria extirpado, e, excetuando-se este filho, em quem Jeová achou algo de bom, nenhum dos descendentes de Jeroboão teria um enterro decente, mas, ao invés, seus cadáveres seriam comidos, quer por cães, quer por aves. — 1 Reis 14:1-18.
Pouco depois, em 976 AEC, “Jeová deu [em Jeroboão] um golpe, de modo que morreu’’, pondo fim ao seu reinado de vinte e dois anos. (2 Crô. 13:20; 1 Reis 14:20) Seu filho, Nadabe, o sucedeu no trono por dois anos, antes de ser morto por Baasa, que também extirpou tudo que respirava da casa de Jeroboão. Desta forma, sua dinastia foi abruptamente encerrada, “segundo a palavra de Jeová”, e “por causa dos pecados de Jeroboão”. — 1 Reis 15:25-30.
2. Rei de Israel; filho e sucessor de Jeoás, e bisneto de Jeú. Como o décimo quarto governante do reino setentrional, Jeroboão II reinou por quarenta e um anos, desde c. 844 até 803 AEC. (2 Reis 14:16, 23) Como tantos predecessores, fez o que era mau aos olhos de Jeová por perpetuar a adoração do bezerro de Jeroboão I. — 2 Reis 14:24.
Toma-se ciência dum registro genealógico especial, feito no reinado de Jeroboão II. (1 Crô. 5:17) No entanto, a notável consecução de seu reinado foi a recuperação das terras que antes tinham sido perdidas por tal reino. Em cumprimento da profecia de Jonas, Jeroboão “restaurou o termo de Israel desde a entrada de Hamate até o mar do Arabá [mar Morto]”. Credita-se-lhe também a restauração de “Damasco e Hamate a Judá, em Israel”. (2 Reis 14:25-28) Isto pode significar que Jeroboão transformou Damasco e Hamate em reinos tributários, como já haviam sido de Judá durante os reinados de Davi e de Salomão. — Compare com 2 Samuel 8:5-10; 1 Reis 4:21; 2 Crônicas 8:4.
No rastro destes êxitos, sem dúvida veio uma onda de prosperidade material para o reino setentrional. Ao mesmo tempo, porém, aquela nação continuou em seu declínio espiritual. Os profetas Oséias e Amós ofereceram duras críticas ao rebelde Jeroboão e seus apoiadores por sua crassa apostasia, bem como por sua conduta imoral — fraude, latrocínio, fornicação, assassínio, opressão, idolatria e outras práticas que desonram a Deus. — Osé. 1:2, 4; 4:1, 2, 12-17; 5:1-7; 6:10; Amós 2:6-8; 3:9, 12-15; 4:1.
Especialmente direto foi o aviso dado por Jeová a Jeroboão pela boca do profeta Amós: “Levantar-me-ei contra a casa de Jeroboão com uma espada”, e: “Jeroboão morrerá à espada.” (Amós 7:9-11) Depois de sua morte, seu filho Zacarias subiu ao trono. (2 Reis 14:29) No entanto, houve um intervalo de onze anos entre a morte de Jeroboão e a regência de seis meses de Zacarias, o último membro da dinastia de Jeú. Possivelmente por ser Zacarias muito jovem, ou por algum outro motivo, sua realeza não foi plenamente estabelecida ou confirmada senão uns onze anos após a morte de seu pai.
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JerusalémAjuda ao Entendimento da Bíblia
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JERUSALÉM
[posse (ou alicerce) da paz dupla]. A capital da antiga nação de Israel a partir do ano 1070 AEC, mais ou menos. Depois da divisão daquela nação em dois reinos (997 AEC), Jerusalém continuou sendo a capital do reino meridional de Judá. Por todas as Escrituras, há mais de 800 referências a Jerusalém
Nome
O mais antigo nome registrado da cidade é “Salém”. (Gên. 14:18) Ao passo que alguns tentam associar o significado do nome Jerusalém com o de um deus semítico ocidental chamado Salém, o apóstolo Paulo mostra que “paz” é o verdadeiro significado da parte final do nome. (Heb. 7:2) A grafia hebraica desta parte final sugere uma forma dual, dai o significado de “paz dupla”. Em textos acádios (assírio-babilônios) a cidade era chamada de Urusalim (ou Ur-sa-li-im-mu). Nesta base, alguns peritos fornecem o significado do nome como “Cidade de Paz”. Mas a forma hebraica, que logicamente deve governar, aparentemente significa “Posse [ou alicerce] da paz dupla”.
Muitas outras expressões e títulos foram usados nas Escrituras para referir-se à cidade. O salmista, em certo caso, emprega o nome anterior, Salém. (Sal. 76:2) Outros títulos eram: “cidade de Jeová” (Isa. 60:14); “cidade do grande Rei” (Sal. 48:2; compare com Mateus 5:35); “Cidade de Justiça” e “Vila Fiel” (Isa. 1:26); “Sião” (Isa. 33:20); e “cidade santa”. (Nee. 11:1; Isa. 48:2; 52:1; Mat. 4:5; o nome “El Kuds”, que significa “Cidade Santa”, ainda é o nome popular dela em árabe.)
Localização
A importância e a grandeza de Jerusalém não eram devidas à sua situação geográfica como porto ou cidade fluvial, ou centro de comércio, nem devido às cercanias férteis. Situada comparativamente longe das principais rotas internacionais de comércio, na beirada dum deserto árido (o deserto de Judá), suas reservas de água eram limitadas.
Todavia, duas rotas internas de comércio se
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