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SalmaneserAjuda ao Entendimento da Bíblia
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Babilônia. Ele é, pelo visto, alistado como rei sobre a cidade de Babilônia durante cinco anos, sob o nome de Ululaia. (Ancient Near Eastern Texts, de James B. Pritchard, p. 272, nota 4) Josefo também cita Menandro, de Tiro, como descrevendo um sítio daquela cidade efetuado por Salmaneser V. [Antiquities of the Jews (Antiguidades Judaicas), Livro IX, cap. XIV, par. 2] À parte disto, a Bíblia é a fonte primária de informações a respeito deste rei.
DOMÍNIO DE ISRAEL
Durante o reinado do Rei Oséias, de Israel (c. 748-740 AEC), Salmaneser V avançou sobre a Palestina, e Oséias se tornou um vassalo, sendo-lhe imposto um tributo anual. (2 Reis 17:1-3) No entanto, numa época posterior, Oséias deixou de pagar o tributo e verificou-se que conspirava junto com o Rei Sô, do Egito. Por causa disto, Salmaneser colocou Oséias sob detenção, e, posteriormente, sitiou Samaria por três anos, após o que a cidade bem-fortificada finalmente caiu, e os israelitas foram levados para o exílio. — 2 Reis 17:4-6; 18:9-12; compare com Oséias 7:11; Ezequiel 23:4-10.
O registro da Bíblia não credita especificamente a Salmaneser V a captura final de Samaria. Sargão II, que sucedeu no trono assírio a Salmaneser V, afirma ter tomado a cidade. Ao passo que muitos assiriologistas sugerem que Salmaneser V morreu ou foi assassinado enquanto o sítio estava em progresso, e que Sargão II concluiu a conquista, é um tema de discussão se ele realmente fez isto. De qualquer modo, os registros de Sargão II se referem à deportação dos israelitas, no total de 27.290 pessoas, e o transplante, para Samaria, de pessoas de outras terras conquistadas. — Veja Ancient Near Eastern Texts, de James B. Pritchard, pp. 284, 285.
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SalmomAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SALMOM
O filho do maioral de Judá, Nasom, provavelmente nascido durante a peregrinação de quarenta anos pelo deserto. Salmom casou-se com Raabe, de Jericó, por meio da qual tornou-se pai de Boaz. Ele era, por conseguinte, um elo na linhagem genealógica que levava a Davi e a Jesus. (Núm. 2:3; Rute 4:20-22; Mat. 1:4, 5; Luc. 3:32) Em 1 Crônicas 2:11, ele é chamado de Salma. No entanto, este descendente de Rão — Salmom — cuja progênie vivia em Belém, não deve ser confundido com o Salma mencionado em 1 Crônicas 2:51, 54, como sendo o “pai” ou construtor de Belém, pois este último era descendente de Calebe, irmão de Rão. — Compare com 1 Crônicas 2:9, 18.
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SalmoneAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SALMONE
Um promontório de Creta, geralmente identificado com o cabo Sidero, no extremo oriental da ilha. Paulo navegou por Salmone, em 58 EC, a caminho de Roma, para ser julgado. No entanto, fortes ventos aparentemente não permitiram que o barco, proveniente de Cnido, velejasse ao N de Creta, passando pela ponta S da Grécia, e prosseguindo para Roma. Forçada a ir na direção S, a embarcação passou por Salmone e, depois disso, gozou de alguma proteção contra o vento, enquanto velejava ao longo das praias meridionais de Creta. — Atos 27:7.
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Salmos, Livro DeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SALMOS, LIVRO DE
Um livro que consiste, aparentemente, em cinco coleções de cânticos sagrados ([1] Salmos 1-41; [2] 42-72; [3] 73-89; [4] 90-106; [5] 107-150), cada coleção concluindo com uma bênção proferida sobre Jeová. Segundo seu lugar no livro, os salmos singulares eram, evidentemente, conhecidos pelo número, desde os tempos antigos. Por exemplo, o que é agora chamado de “segundo salmo” era também assim designado no primeiro século EC. — Atos 13:33.
ESTILO
A poesia do livro de Salmos consiste em idéias ou expressões paralelas. (Veja HEBRAICO [A Poesia Hebraica] .) Característicos são os salmos em acróstico ou alfabéticos. (Salmos 9, 10, 25, 34, 37, 111, 112, 119 e 145) Nestes salmos, o verso ou versos iniciais da primeira estrofe começam com a letra hebraica ‘áleph. (álefe), o(s) próximo(s) verso(s) com behth (bete), assim prosseguindo até completar todas ou quase todas as letras do alfabeto hebraico. Este arranjo talvez também servisse como ajuda para a memória.
CABEÇALHOS (EPÍGRAFES)
Os cabeçalhos ou epígrafes encontrados no início de muitos salmos identificam o escritor, fornecem matéria de fundo, dão instruções musicais ou indicam o emprego ou a finalidade daquele salmo. (Veja as epígrafes dos Salmos 3, 4, 5, 6, 7, 30, 38, 60, 92, 102.) Por vezes, as epígrafes fornecem as informações necessárias para se localizar outros textos que elucidam determinado salmo. (Compare o Salmo 51 com 2 Samuel 11:2-15; 12:1-14.) Visto que outras partes poéticas da Bíblia são amiúde introduzidas de forma similar (Êxo. 15:1; Deut. 31:30; 33:1; Juí. 5:1; compare 2 Samuel 22:1 com a epígrafe do Salmo 18), isto sugere que os cabeçalhos originaram-se, quer dos escritores, quer dos colecionadores dos salmos. Isto é apoiado pelo fato de que, já na época da escrita do Rolo do Mar Morto dos Salmos (datado entre 30 e 50 EC) as epígrafes faziam parte do texto principal.
ESCRITORES
Dentre os 150 salmos, as epígrafes atribuem 73 a Davi, 11 aos filhos de Corá (um destes [Sal. 88] também mencionando Hemã), 12 a Asafe (evidentemente referindo-se à casa de Asafe), 1 a Moisés, 1 a Salomão, e 1 a Etã, o ezraíta. Adicionalmente, o Salmo 72 é “referente a Salomão”, e, pelo visto, foi escrito por Davi. (Veja o V. 20.) Por meio de Atos 4:25 e de Hebreus 4:7, evidencia-se que os Salmos 2 e 95 foram escritos por Davi. Os Salmos 10, 43, 71 e 91 parecem ser continuação dos Salmos 9, 42, 70 e 90, respectivamente. Por conseguinte, os Salmos 10 e 71 podem ser atribuídos a Davi, o Salmo 43 aos filhos de Corá, e o Salmo 91 a Moisés. Há indícios de que o Salmo 119 pode ter sido escrito pelo jovem príncipe Ezequias. (Observe os versos 9, 10, 23, 46, 99, 100. ) Isto deixa mais de 40 Salmos sem indicação ou menção específica de seu compositor.
Os salmos singulares foram escritos num período de cerca de mil anos, desde o tempo de Moisés até depois da volta do exílio babilônico. (Sal. 90 [epígrafe]; 126:1, 2; 137:1, 8) Visto que Davi compôs a muitos deles, e organizou os músicos levitas em vinte e quatro grupos de serviço, é razoável deduzir-se que ele iniciou a coleção destes cânticos a serem utilizados no santuário. (2 Sam. 23:1; 1 Crô. 25:1-31; 2 Crô. 29:25-30) Depois disso, outras coleções devem ter sido feitas, como se pode inferir da repetição encontrada no livro. (Compare o Salmo 14 com o 53; 40:13-17 com o 70; 57:7-11 com o 108:1-5. ) Numerosos peritos acreditam que Esdras foi o responsável pela organização do livro de Salmos em sua forma final.
COMPILADO DESDE DATA REMOTA
Há evidência de que o conteúdo do livro de Salmos foi fixado numa data bem remota. A ordem e o conteúdo do livro na Septuaginta grega concordam basicamente com o texto hebraico. É razoável, portanto, que o livro de Salmos tenha sido concluído no século III AEC, quando se iniciou o trabalho desta tradução grega. Um fragmento do texto hebraico, datando da parte posterior do primeiro século EC e contendo o Salmo 150:1-6, é seguido logo após por uma coluna em branco. Isto parece indicar que este antigo manuscrito hebraico concluía ali o livro de Salmos, e, assim, semelhantemente, correspondia ao Texto Massorético.
PRESERVAÇÃO EXATA DO TEXTO
O Rolo do Mar Morto dos Salmos fornece evidência da preservação exata do texto hebraico. Embora seja c. 900 anos mais antigo do que o Texto Massorético, que goza de aceitação geral, o conteúdo desse rolo (41 salmos canônicos na íntegra, ou em parte) corresponde basicamente ao texto em que a maioria das traduções se baseiam. O prof. J. A. Sanders observou: “A maioria [das variações] são ortográficas, e só importam para os peritos interessados em indícios quanto à pronúncia do hebraico na antiguidade, e em assuntos deste jaez . . . Algumas variações se recomendam, de imediato, como aprimoramentos do texto, em especial as que oferecem um texto hebraico mais claro, porém, fazem pouca ou nenhuma diferença quanto à tradução ou à interpretação.” — The Dead Sea Psalms Scroll (O Rolo do Mar Morto dos Salmos), p. 15.
INSPIRADO POR DEUS
Não pode haver dúvida de que o livro de Salmos é parte da Palavra inspirada de Deus. Com referência a si mesmo, Davi escreveu: “Foi o espírito de Jeová que falou por meu intermédio, e a sua palavra estava na minha língua.” (2 Sam. 23:2) Tal inspiração é confirmada pelo apóstolo Pedro (Atos 1:15, 16), pelo escritor da carta aos Hebreus (3:7, 8; 4:7), e por outros cristãos do primeiro século. (Atos 4:23-25) Bem destacado é o testemunho do Filho de Deus. (Luc. 20:41-44) Após sua ressurreição, ele disse a seus discípulos: “Estas são as minhas palavras que vos falei enquanto ainda estava convosco, que todas as coisas escritas na lei de Moisés, e nos Profetas, e nos Salmos [o primeiro livro dos Hagiógrafos, ou Escritos Sagrados, e, por isso, designando esta inteira seção], a respeito de mim, têm de se cumprir.” — Luc. 24:44.
Preditas as experiências e as atividades do Messias
Um exame das Escrituras Gregas Cristãs revela que muita coisa foi predita, nos Salmos, a respeito das atividades e das experiências do Messias, como demonstrarão os seguintes exemplos:
Quando se apresentou para o batismo, Jesus significou com isso que vinha para fazer a “vontade” do seu Pai em conexão com o sacrifício de seu próprio corpo ‘preparado’, e, com referência a pôr fim aos sacrifícios animais oferecidos segundo a Lei, consoante descrito no Salmo 40:6-8. (Heb. 10:5-10) Jeová aceitou a apresentação que Jesus fez de si mesmo, derramando Seu espírito sobre ele e reconhecendo-o como seu Filho, conforme predito no Salmo 2:7. (Mar. 1:9-11; Heb. 1:5; 5:5) Também, segundo predito no Salmo 8:4-6, o homem Jesus era “um pouco menor que os anjos”. — Heb. 2:6-8.
No decurso de seu ministério, ele ajuntou e treinou discípulos. A estes, não se envergonhou de chamar de “irmãos”, conforme fora escrito no Salmo 22:22. (Heb. 2:11, 12; compare com Mateus 12:46-50; João 20:17.) De acordo com o que fora predito nos Salmos, Jesus falou por meio de ilustrações (Sal. 78:2; Mat. 13:35), manifestou zelo pela casa de Jeová por purificá-la do comercialismo, e não agradou a si mesmo. (Sal. 69:9; João 2:13-17; Rom. 15:3) Todavia, foi odiado sem causa. (Sal. 35:19; 69:4; João 15:25) O ministério de Cristo Jesus a favor dos judeus circuncisos serviu para comprovar as promessas feitas a seus antepassados, e, mais tarde, moveu as pessoas das nações a glorificar e a louvar a Jeová. Também isto fora predito. — Sal. 18:49; 117:1; Rom. 15:9, 11.
Na ocasião em que Jesus entrou em Jerusalém, cavalgando um jumentinho, as multidões o saudaram com as palavras do Salmo 118:26. (Mat. 21:9) Quando os principais sacerdotes e escribas objetaram ao que os meninos no templo diziam, reconhecendo Jesus como sendo o “Filho de Davi”, Jesus silenciou os oponentes religiosos por citar o Salmo 8:2. — Mat. 21:15, 16.
O livro de Salmos apontava a traição que
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