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  • Salmaneser
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • Babilônia. Ele é, pelo visto, alistado como rei sobre a cidade de Babilônia durante cinco anos, sob o nome de Ululaia. (Ancient Near Eastern Texts, de James B. Pritchard, p. 272, nota 4) Josefo também cita Menandro, de Tiro, como descrevendo um sítio daquela cidade efetuado por Salmaneser V. [Antiquities of the Jews (Antiguidades Judaicas), Livro IX, cap. XIV, par. 2] À parte disto, a Bíblia é a fonte primária de informações a respeito deste rei.

      DOMÍNIO DE ISRAEL

      Durante o reinado do Rei Oséias, de Israel (c. 748-740 AEC), Salmaneser V avançou sobre a Palestina, e Oséias se tornou um vassalo, sendo-lhe imposto um tributo anual. (2 Reis 17:1-3) No entanto, numa época posterior, Oséias deixou de pagar o tributo e verificou-se que conspirava junto com o Rei Sô, do Egito. Por causa disto, Salmaneser colocou Oséias sob detenção, e, posteriormente, sitiou Samaria por três anos, após o que a cidade bem-fortificada finalmente caiu, e os israelitas foram levados para o exílio. — 2 Reis 17:4-6; 18:9-12; compare com Oséias 7:11; Ezequiel 23:4-10.

      O registro da Bíblia não credita especificamente a Salmaneser V a captura final de Samaria. Sargão II, que sucedeu no trono assírio a Salmaneser V, afirma ter tomado a cidade. Ao passo que muitos assiriologistas sugerem que Salmaneser V morreu ou foi assassinado enquanto o sítio estava em progresso, e que Sargão II concluiu a conquista, é um tema de discussão se ele realmente fez isto. De qualquer modo, os registros de Sargão II se referem à deportação dos israelitas, no total de 27.290 pessoas, e o transplante, para Samaria, de pessoas de outras terras conquistadas. — Veja Ancient Near Eastern Texts, de James B. Pritchard, pp. 284, 285.

  • Salmom
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    • SALMOM

      O filho do maioral de Judá, Nasom, provavelmente nascido durante a peregrinação de quarenta anos pelo deserto. Salmom casou-se com Raabe, de Jericó, por meio da qual tornou-se pai de Boaz. Ele era, por conseguinte, um elo na linhagem genealógica que levava a Davi e a Jesus. (Núm. 2:3; Rute 4:20-22; Mat. 1:4, 5; Luc. 3:32) Em 1 Crônicas 2:11, ele é chamado de Salma. No entanto, este descendente de Rão — Salmom — cuja progênie vivia em Belém, não deve ser confundido com o Salma mencionado em 1 Crônicas 2:51, 54, como sendo o “pai” ou construtor de Belém, pois este último era descendente de Calebe, irmão de Rão. — Compare com 1 Crônicas 2:9, 18.

  • Salmone
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    • SALMONE

      Um promontório de Creta, geralmente identificado com o cabo Sidero, no extremo oriental da ilha. Paulo navegou por Salmone, em 58 EC, a caminho de Roma, para ser julgado. No entanto, fortes ventos aparentemente não permitiram que o barco, proveniente de Cnido, velejasse ao N de Creta, passando pela ponta S da Grécia, e prosseguindo para Roma. Forçada a ir na direção S, a embarcação passou por Salmone e, depois disso, gozou de alguma proteção contra o vento, enquanto velejava ao longo das praias meridionais de Creta. — Atos 27:7.

  • Salmos, Livro De
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    • SALMOS, LIVRO DE

      Um livro que consiste, aparentemente, em cinco coleções de cânticos sagrados ([1] Salmos 1-41; [2] 42-72; [3] 73-89; [4] 90-106; [5] 107-150), cada coleção concluindo com uma bênção proferida sobre Jeová. Segundo seu lugar no livro, os salmos singulares eram, evidentemente, conhecidos pelo número, desde os tempos antigos. Por exemplo, o que é agora chamado de “segundo salmo” era também assim designado no primeiro século EC. — Atos 13:33.

      ESTILO

      A poesia do livro de Salmos consiste em idéias ou expressões paralelas. (Veja HEBRAICO [A Poesia Hebraica] .) Característicos são os salmos em acróstico ou alfabéticos. (Salmos 9, 10, 25, 34, 37, 111, 112, 119 e 145) Nestes salmos, o verso ou versos iniciais da primeira estrofe começam com a letra hebraica ‘áleph. (álefe), o(s) próximo(s) verso(s) com behth (bete), assim prosseguindo até completar todas ou quase todas as letras do alfabeto hebraico. Este arranjo talvez também servisse como ajuda para a memória.

      CABEÇALHOS (EPÍGRAFES)

      Os cabeçalhos ou epígrafes encontrados no início de muitos salmos identificam o escritor, fornecem matéria de fundo, dão instruções musicais ou indicam o emprego ou a finalidade daquele salmo. (Veja as epígrafes dos Salmos 3, 4, 5, 6, 7, 30, 38, 60, 92, 102.) Por vezes, as epígrafes fornecem as informações necessárias para se localizar outros textos que elucidam determinado salmo. (Compare o Salmo 51 com 2 Samuel 11:2-15; 12:1-14.) Visto que outras partes poéticas da Bíblia são amiúde introduzidas de forma similar (Êxo. 15:1; Deut. 31:30; 33:1; Juí. 5:1; compare 2 Samuel 22:1 com a epígrafe do Salmo 18), isto sugere que os cabeçalhos originaram-se, quer dos escritores, quer dos colecionadores dos salmos. Isto é apoiado pelo fato de que, já na época da escrita do Rolo do Mar Morto dos Salmos (datado entre 30 e 50 EC) as epígrafes faziam parte do texto principal.

      ESCRITORES

      Dentre os 150 salmos, as epígrafes atribuem 73 a Davi, 11 aos filhos de Corá (um destes [Sal. 88] também mencionando Hemã), 12 a Asafe (evidentemente referindo-se à casa de Asafe), 1 a Moisés, 1 a Salomão, e 1 a Etã, o ezraíta. Adicionalmente, o Salmo 72 é “referente a Salomão”, e, pelo visto, foi escrito por Davi. (Veja o V. 20.) Por meio de Atos 4:25 e de Hebreus 4:7, evidencia-se que os Salmos 2 e 95 foram escritos por Davi. Os Salmos 10, 43, 71 e 91 parecem ser continuação dos Salmos 9, 42, 70 e 90, respectivamente. Por conseguinte, os Salmos 10 e 71 podem ser atribuídos a Davi, o Salmo 43 aos filhos de Corá, e o Salmo 91 a Moisés. Há indícios de que o Salmo 119 pode ter sido escrito pelo jovem príncipe Ezequias. (Observe os versos 9, 10, 23, 46, 99, 100. ) Isto deixa mais de 40 Salmos sem indicação ou menção específica de seu compositor.

      Os salmos singulares foram escritos num período de cerca de mil anos, desde o tempo de Moisés até depois da volta do exílio babilônico. (Sal. 90 [epígrafe]; 126:1, 2; 137:1, 8) Visto que Davi compôs a muitos deles, e organizou os músicos levitas em vinte e quatro grupos de serviço, é razoável deduzir-se que ele iniciou a coleção destes cânticos a serem utilizados no santuário. (2 Sam. 23:1; 1 Crô. 25:1-31; 2 Crô. 29:25-30) Depois disso, outras coleções devem ter sido feitas, como se pode inferir da repetição encontrada no livro. (Compare o Salmo 14 com o 53; 40:13-17 com o 70; 57:7-11 com o 108:1-5. ) Numerosos peritos acreditam que Esdras foi o responsável pela organização do livro de Salmos em sua forma final.

      COMPILADO DESDE DATA REMOTA

      Há evidência de que o conteúdo do livro de Salmos foi fixado numa data bem remota. A ordem e o conteúdo do livro na Septuaginta grega concordam basicamente com o texto hebraico. É razoável, portanto, que o livro de Salmos tenha sido concluído no século III AEC, quando se iniciou o trabalho desta tradução grega. Um fragmento do texto hebraico, datando da parte posterior do primeiro século EC e contendo o Salmo 150:1-6, é seguido logo após por uma coluna em branco. Isto parece indicar que este antigo manuscrito hebraico concluía ali o livro de Salmos, e, assim, semelhantemente, correspondia ao Texto Massorético.

      PRESERVAÇÃO EXATA DO TEXTO

      O Rolo do Mar Morto dos Salmos fornece evidência da preservação exata do texto hebraico. Embora seja c. 900 anos mais antigo do que o Texto Massorético, que goza de aceitação geral, o conteúdo desse rolo (41 salmos canônicos na íntegra, ou em parte) corresponde basicamente ao texto em que a maioria das traduções se baseiam. O prof. J. A. Sanders observou: “A maioria [das variações] são ortográficas, e só importam para os peritos interessados em indícios quanto à pronúncia do hebraico na antiguidade, e em assuntos deste jaez . . . Algumas variações se recomendam, de imediato, como aprimoramentos do texto, em especial as que oferecem um texto hebraico mais claro, porém, fazem pouca ou nenhuma diferença quanto à tradução ou à interpretação.” — The Dead Sea Psalms Scroll (O Rolo do Mar Morto dos Salmos), p. 15.

      INSPIRADO POR DEUS

      Não pode haver dúvida de que o livro de Salmos é parte da Palavra inspirada de Deus. Com referência a si mesmo, Davi escreveu: “Foi o espírito de Jeová que falou por meu intermédio, e a sua palavra estava na minha língua.” (2 Sam. 23:2) Tal inspiração é confirmada pelo apóstolo Pedro (Atos 1:15, 16), pelo escritor da carta aos Hebreus (3:7, 8; 4:7), e por outros cristãos do primeiro século. (Atos 4:23-25) Bem destacado é o testemunho do Filho de Deus. (Luc. 20:41-44) Após sua ressurreição, ele disse a seus discípulos: “Estas são as minhas palavras que vos falei enquanto ainda estava convosco, que todas as coisas escritas na lei de Moisés, e nos Profetas, e nos Salmos [o primeiro livro dos Hagiógrafos, ou Escritos Sagrados, e, por isso, designando esta inteira seção], a respeito de mim, têm de se cumprir.” — Luc. 24:44.

      Preditas as experiências e as atividades do Messias

      Um exame das Escrituras Gregas Cristãs revela que muita coisa foi predita, nos Salmos, a respeito das atividades e das experiências do Messias, como demonstrarão os seguintes exemplos:

      Quando se apresentou para o batismo, Jesus significou com isso que vinha para fazer a “vontade” do seu Pai em conexão com o sacrifício de seu próprio corpo ‘preparado’, e, com referência a pôr fim aos sacrifícios animais oferecidos segundo a Lei, consoante descrito no Salmo 40:6-8. (Heb. 10:5-10) Jeová aceitou a apresentação que Jesus fez de si mesmo, derramando Seu espírito sobre ele e reconhecendo-o como seu Filho, conforme predito no Salmo 2:7. (Mar. 1:9-11; Heb. 1:5; 5:5) Também, segundo predito no Salmo 8:4-6, o homem Jesus era “um pouco menor que os anjos”. — Heb. 2:6-8.

      No decurso de seu ministério, ele ajuntou e treinou discípulos. A estes, não se envergonhou de chamar de “irmãos”, conforme fora escrito no Salmo 22:22. (Heb. 2:11, 12; compare com Mateus 12:46-50; João 20:17.) De acordo com o que fora predito nos Salmos, Jesus falou por meio de ilustrações (Sal. 78:2; Mat. 13:35), manifestou zelo pela casa de Jeová por purificá-la do comercialismo, e não agradou a si mesmo. (Sal. 69:9; João 2:13-17; Rom. 15:3) Todavia, foi odiado sem causa. (Sal. 35:19; 69:4; João 15:25) O ministério de Cristo Jesus a favor dos judeus circuncisos serviu para comprovar as promessas feitas a seus antepassados, e, mais tarde, moveu as pessoas das nações a glorificar e a louvar a Jeová. Também isto fora predito. — Sal. 18:49; 117:1; Rom. 15:9, 11.

      Na ocasião em que Jesus entrou em Jerusalém, cavalgando um jumentinho, as multidões o saudaram com as palavras do Salmo 118:26. (Mat. 21:9) Quando os principais sacerdotes e escribas objetaram ao que os meninos no templo diziam, reconhecendo Jesus como sendo o “Filho de Davi”, Jesus silenciou os oponentes religiosos por citar o Salmo 8:2. — Mat. 21:15, 16.

      O livro de Salmos apontava a traição que Jesus sofreria por parte de um associado íntimo (Sal. 41:9; João 13:18), o qual, segundo predito, seria substituído. (Sal. 69:25; 109:8; Atos 1:20) Até mesmo fora predita a tomada de posição contra Jesus, por parte dos governantes (Herodes e Pôncio Pilatos), junto com homens das nações (tais como os soldados romanos) e com povos de Israel (Sal. 2:1, 2; Atos 4:24-28), assim como o fora sua rejeição pelos edificadores religiosos judeus. (Sal. 118:22, 23; Mat. 21:42; Mar. 12:10, 11; Atos 4:11) E falsas testemunhas testificaram contra ele, conforme escrito de antemão no Salmo 27:12. — Mat. 26:59-61.

      Ao chegar ao local em que seria pregado na estaca, ofereceu-se a Jesus vinho misturado com fel. (Sal. 69:21; Mat. 27:34) Fazendo uma alusão profética ao próprio ato de pregar na estaca, escreveu o salmista: “Cercaram-me cães; rodeou-me a assembléia dos próprios malfeitores. Iguais a um leão atacam as minhas mãos e os meus pés.” (Sal. 22:16) Os soldados romanos distribuíram as roupas de Jesus por lançarem sortes. (Sal. 22:18; Mat. 27:35; Luc. 23:34; João 19:24) Seus inimigos religiosos zombaram dele, utilizando as palavras registradas pelo salmista. (Sal. 22:8; Mat. 27:41-43) Sofrendo intensa sede, Jesus solicitou algo para beber. (Sal. 22:15; João 19:28) Novamente lhe ofereceram vinho acre. (Sal. 69:21; Mat. 27:48; João 19:29, 30) Pouco antes de morrer, Jesus, citando o Salmo 22:1, bradou: “Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?” (Mat. 27:46; Mar. 15:34) Exalando seu último suspiro, baseou-se no Salmo 31:5 ao dizer: “Pai, às tuas mãos confio o meu espírito.” (Luc. 23:46) Como o salmista dissera mais adiante, nenhum dos seus ossos fora quebrado. — Sal. 34:20; João 19:33, 36.

      Embora colocado num túmulo, Jesus não foi abandonado no Hades, nem a sua carne viu a corrupção, mas foi ressuscitado dentre os mortos. (Sal. 16:8-10; Atos 2:25-31; 13:35-37) Uma vez tendo ascendido ao céu, sentou-se à direita de Deus, aguardando até que seus inimigos fossem colocados como escabelo de seus pés. (Sal. 110:1; Atos 2:34, 35) Ele também se tornou sacerdote segundo a maneira de Melquisedeque (Sal. 110:4; Heb. 5:6, 10; 6:20; 7:17, 21) e deu dádivas em forma de homens. (Sal. 68:18; Efé. 4:8-11) Todos estes pormenores foram profetizados nos Salmos. A vinda de Jesus no papel de executor de Deus para despedaçar as nações é ainda futura. (Sal. 2:9; Rev. 2:27; 19:14, 15) Depois disso, Cristo, qual Rei, trará bênçãos duradouras a seus súditos leais. Embora escrita originalmente com respeito a Salomão, a descrição de seu governo, no Salmo 72, aplica-se em grau ainda maior ao Messias. A profecia de Zacarias (9:9, 10) testifica este fato, ecoando o Salmo 72:8, e é aplicada a Cristo Jesus. — Mat. 21:5.

      Quanto a outros cumprimentos do livro de Salmos, compare o Salmo 45 com Hebreus 1:8, 9; Revelação 19:7-9, 11-15; 21:2, 9-11.

      MAIS DO QUE LINDA POESIA

      Além de apontar para eventos futuros, os salmos contêm muita coisa da qual se pode derivar encorajamento e que nos pode servir de guia. Os salmos são mais do que linda poesia. Apresentam a vida como ela realmente é  — as alegrias, as tristezas, os temores e os desapontamentos. Por todos os salmos, há evidência do relacionamento íntimo dos salmistas com Jeová Deus. E as atividades e as qualidades de Deus são nitidamente colocadas em foco, motivando expressões de louvor e de agradecimento.

      Mostra-se que a verdadeira felicidade provém de se evitar a associação com os iníquos, de deleitar-se na lei de Jeová (1:1, 2), de refugiar-se em seu ungido (2:11, 12), de confiar em Jeová (40:4), de agir em consideração para com os humildes (41:1, 2), de receber a correção de Jeová (94:12, 13), de se obedecer a Seus mandamentos (112:1; 119:1, 2) e de tê-lo como Deus e Ajudador. — 146:5, 6.

      Admoesta-se-nos a ter confiança em Jeová. “Lança teu fardo sobre o próprio Jeová, e ele mesmo te susterá. Nunca permitirá que o justo seja abalado.” (55:22; 37:5) Tal confiança elimina o temor dos homens. —  56:4,  11.

      Para se obter a aprovação divina, incentivam-se a espera em Deus (42:5,  11; 43:5), e a linguagem e a ação corretas. (1:1-6; 15:1-5; 24:3-5; 34:13, 14; 37:3, 4, 8,  27; 39:1; 100:2) Dá-se ênfase ao valor das boas associações. (18:25, 26; 26:4, 5) E se dão conselhos para não se invejar a prosperidade ou o êxito das pessoas iníquas, pois elas perecerão. —  37:1, 2,   7-11.

      Os salmos indicam que os servos de Deus podem orar corretamente pedindo coisas, tais como a salvação ou a libertação (3:7, 8; 6:4; 35:1-8; 71:1-6), o favor (4:1; 9:13), a orientação (5:8; 19:12-14; 25:4, 5; 27:11; 43:3), a proteção (17:8), o perdão de pecados (25:7,  11, 18; 32:5, 6; 41:4; 51:1-9), para se ser examinado, refinado (26:2) e julgado (35:24; 43:1), para que lhe sejam ensinados a bondade, a sensatez, o conhecimento e os regulamentos de Deus (119:66, 68, 73, 124, 125, 135), para se ter um coração puro e um espírito novo e firme (51:10), e para que Deus glorifique Seu nome. — 115:1.

      Sublinha as atividades e as qualidades de Deus

      Os salmos realçam o apreço por Jeová Deus, cuja existência somente o insensato negaria. (14:1; 19:7-11; 53:1) Revelam a Jeová como sendo alguém que “ama a justiça e o juízo” (33:5), como sendo um “refúgio e força, uma ajuda encontrada prontamente durante aflições”. (46:1) Ele é um Juiz justo (7:11; 9:4,  8), o Criador (8:3; 19:1; 33:6), Rei (10:16; 24:8-10), Pastor (23:1-6) e Instrutor (25:9,  12), o Provisor tanto dos homens como dos animais (34:10; 147:9), o Salvador ou Libertador (35:10; 37:39, 40; 40:17; 54:7), e a Fonte da vida (36:9) e do conforto (86:17), da bênção e da força. — 29:11.

      Jeová ‘não se esquece do clamor dos atribulados’ (9:12; 10:14), mas responde às orações de seus servos (3:4; 30:1, 2; 34:4, 6,  17, 8), recompensando-os e protegendo-os. (3:3, 5, 6; 4:3, 8; 9:9, 10; 10:17, 18; 18:2, 20-24; 33:18-20; 34:22; veja 34:7 a respeito da proteção angélica.) Ele odeia a iniqüidade e age contra os malfeitores. — 5:4-6,  9, 10; 9:5, 6, 17, 18; 21:8-12; 99:8.

      Mostra-se Jeová como sendo atemorizante (76:7) e grande (77:13), todavia humilde (18:35); ele é santo (99:5) e viceja em bondade (31:19) e poder. (147:5) Ele é “misericordioso e clemente, vagaroso em irar-se e abundante em benevolência e veracidade”. (86:15) É impossível narrar-se o Seu entendimento (147:5) e suas obras criativas revelam sua sabedoria. (104:24) Ele conta o número de estrelas e chama a todas pelos seus nomes. (147:4) Ele consegue ver até mesmo o embrião humano. (139:16) Pode curar todas as enfermidades. (103:3) Pode fazer cessar as guerras, por destroçar o equipamento bélico do inimigo. (46:9) Ele tem atuado em muitos acontecimentos da História, na promoção de seu propósito justo. (44:1-3; 78:1-72; 81:5-7; 105:8-45; 106:7-46; 114:1-8; 135:8-12; 136:4-26) Na verdade, tal Deus merece louvores e agradecimentos. (92:1; 96:1-4; 146 a 150) Seria tolice confiar nos homens (60:11; 62:9), nas riquezas (49:6-12,  17) ou nos ídolos. — 115:4-8; 135:15-18.

      Considera o valor da palavra de Deus

      Os salmos também ensinam a se ter apreço pela palavra de Deus. Mostra-se que as declarações de Jeová são puras (12:6) e refinadas. (18:30) Sua lei é preciosa (119:72) e é a verdade. (119:142) Benefícios duradouros resultam de se observar sua lei perfeita, suas advertências fidedignas, suas ordens retas, seus mandamentos puros e suas justas decisões judiciais. (19:7-11) A palavra de Deus serve para iluminar a vereda da pessoa (119:105), e Seus mandamentos tornam a pessoa sábia e lhe dão perspicácia e entendimento. — 119:98-100, 104.

      Esclarece e suplementa outros textos

      Às vezes, o livro de Salmos esclarece ou suplementa outras partes da Bíblia. Mostra que o ‘atribular uma pessoa a sua alma’, conforme era feito pelos israelitas no Dia da Expiação (Lev. 16:29; 23:27; Núm. 29:7), dizia respeito ao jejum. (Sal. 35:13) Apenas o salmista fala do grave tratamento dispensado, pelo menos inicialmente, a José, enquanto estava preso no Egito: “Atribularam-lhe os pés com grilhetas, sua alma entrou em ferros.” (105:18) Aprendemos, dos salmos, que “delegações de anjos” estavam envolvidas em trazer as pragas sobre o Egito (78:44-51), e que, no deserto, as águas miraculosamente providas “foram através das regiões áridas como um rio” (105:41), assim fornecendo-se um suprimento de água amplo e facilmente acessível à nação de Israel e aos seus muitos animais domésticos. Os salmos fornecem evidência de que o próprio Faraó morreu no mar Vermelho. — 136:15.

      O Salmo 60 (epígrafe, Vv. 1, 3,  9) indica que os israelitas provaram reveses e grandes dificuldades antes de derrotarem os edomitas, no vale do Sal. Isto sugere que os edomitas invadiram Judá enquanto a nação guerreava, no N, contra as forças de Arã-Naaraim e Arã-Zobá.

      O Salmo 101 revela o modo como Davi administrava os assuntos de Estado. Para serem seus servos, Davi apenas escolhia pessoas fiéis. Ele não conseguia suportar indivíduos arrogantes e não tolerava a calúnia. Diariamente se preocupava em levar os iníquos às barras da justiça.

      Para obter informações adicionais, examine o livro “Toda a Escritura É Inspirada por Deus e Proveitosa”, pp. 97-102.

  • Salomão
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • SALOMÃO

      [pacífico].

      Filho do Rei Davi, da linhagem de Judá. Rei de Israel de 1037 a 997 AEC. O registro bíblico, depois de narrar a morte do filho que nascera a Davi, por meio de suas relações ilícitas com Bate-Seba, continua: “E Davi começou a consolar Bate-Seba, sua esposa. Além disso, entrou a ela e deitou-se com ela. Com o tempo ela lhe deu à luz um filho, e ele veio a ser chamado pelo nome de Salomão. E o próprio Jeová o amava. De modo que, por meio de Natã, o profeta, mandou chamá-lo pelo nome de Jedidias, por causa de Jeová.” (2 Sam. 12:24, 25) Salomão posteriormente veio a ter três irmãos bilaterais, filhos de Davi e Bate-Seba: Siméia, Sobabe e Natã. — 1 Crô. 3:5.

      A PROMESSA DE JEOVÁ A DAVI

      Jeová havia declarado a Davi, antes do nascimento de Salomão, que lhe nasceria um filho e que seu nome seria Salomão, e que este edificaria uma casa para o Seu nome. O nome Jedidias (“amado de Jah [Jeová]”) parece ter sido dado como indicação a Davi de que Jeová tinha então abençoado seu casamento com Bate-Seba, e que Ele aprovava os frutos desse casamento. Mas este não era o nome pelo qual o menino era comumente conhecido. Sem dúvida, o nome Salomão (“pacífico”) aplicava-se em relação ao pacto que Jeová fez com Davi, e no qual ele disse que Davi, sendo um homem que derramara muito sangue em guerras, não construiria a casa para Jeová, como Davi tinha fixado o seu coração em fazer. (1 Crô. 22:6-10) Não que as guerras travadas por Davi fossem erradas. Mas, o reino típico de Jeová era essencialmente de natureza e de objetivo pacíficos; suas guerras visavam eliminar a iniqüidade e os que se opunham à soberania de Jeová, estender o domínio de Israel até os limites fixados por Deus, e estabelecer a justiça e a paz. As guerras de Davi atingiram estes objetivos quanto a Israel. A

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