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  • A segurança espiritual provida para nós por Deus
    A Sentinela — 1975 | 1.° de março
    • numa condição digna da vida eterna em paz e felicidade no vindouro novo sistema de coisas de Deus para a humanidade. Até o presente, as testemunhas sobreviventes de Jeová, na Europa, procuram permanecer dentro desta segurança espiritual, porque na iminente “grande tribulação”, os meios de segurança materiais, financeiros e militares, criados pelo homem, não resultarão na preservação da vida para a nova ordem de Deus. “Os tesouros do iníquo de nada aproveitarão, mas é a justiça que livrará da morte.” — Pro. 10:2.

      4. Por que é a segurança espiritual preferível à física, e que salmo bíblico a descreve?

      4 A segurança espiritual significa ter a proteção de Deus para nossa vida espiritual, em harmonia com Seus requisitos para a vida eterna. Deus aprova aqueles que têm segurança espiritual, embora possa permitir que sofram a morte às mãos inimigas, por sua fidelidade a Ele. É a sua espiritualidade mantida até a morte que ele recompensará com a ressurreição às bênçãos e oportunidades de vida na nova ordem justa Dele. A segurança espiritual é preferível à segurança física que os homens materialistas procuram prover. A segurança espiritual é a espécie essencial que desejamos. Esta é a segurança que nos descreve o belo Salmo noventa e um da Bíblia.

      5. Que se pode dizer a respeito do compositor do Salmo 91 e em que fixa nossa atenção?

      5 O compositor inspirado do Salmo 91 provavelmente foi o mesmo homem que o escritor do Salmo 90, a cujo último versículo o Salmo noventa e um segue sem ser interrompido por um cabeçalho que anuncie quem é o compositor dele. Neste caso, foi o profeta Moisés, cujo nome é dado no cabeçalho do Salmo 90. Embora isso pareça ser indicado pelas circunstâncias, não há certeza disso. Não obstante, é um dos escritos inspirados da Palavra Sagrada de Deus, e isto é o que importa, que o torna veraz e fidedigno. Escrito pelo menos 460 anos antes de nossa Era Comum, não faz menção direta do há muito prometido Messias, o Ungido de Deus, ou Cristo. Focaliza nossa atenção Naquele que era a Fonte Divina da segurança espiritual até mesmo do Messias, o Cristo.

      6, 7. Como usou Satanás o Salmo 91:11, 12. quando procurou tentar Jesus Cristo, e por que não teve êxito?

      6 Por exemplo, no ano 29 de nossa Era Comum, o grande Adversário de Deus aplicou os versículos onze e doze a certo homem no Oriente Médio. Satanás, o Diabo, o Tentador, quis arruinar a espiritualidade deste homem, deturpando enganosamente a própria Palavra inspirada de Deus. Naqueles versículos 11, 12 do Salmo 91, o Tentador introduziu a idéia da segurança física. Argumentou que especialmente um “filho de Deus” teria tal proteção e defesa física, pessoal. Para provar isso ao Diabo e ao povo judaico, o homem devia lançar-se de cima do parapeito do templo em Jerusalém e deixar os anjos carregá-lo suavemente até o pavimento do templo, contrário às leis da gravidade. Isto seria como que um “sinal do céu”.

      7 Mais do que a quaisquer outros, este Salmo 91 devia ajustar-se a este homem, recentemente ungido com o espírito de Deus para ser o Messias, o Cristo. O Diabo tramou assim o que ele achava ser verdadeira tentação para este homem ungido de Deus. Mas o homem, Jesus Cristo, percebeu o truque, viu a aplicação errônea do Salmo 91:11, 12. Negou-se a abandonar sua segurança espiritual.

      8. Como repeliu Jesus a tentação de Satanás, e com que benefício para si mesmo?

      8 Fez isso por recorrer à ordem inspirada que foi dada por intermédio do profeta Moisés. O registro bíblico nos diz: “Jesus disse-lhe [isto é, ao Diabo]: ‘Novamente está escrito: “Não deves pôr Jeová, teu Deus, à prova.””’ (Mat. 4:7; Deu. 6:16) Jesus cria nos santos anjos, sim, mas não cria que aqueles anjos o protegeriam contra ele mesmo, se tentasse indevidamente desafiar a lei conhecida de Deus, da gravidade, para fazer de si mesmo um espetáculo egoísta, temerário, perante o povo judaico no templo. Neste caso, apegar-se Jesus sabiamente ao seu lugar de segurança espiritual resultou na sua segurança física. Não sofreu morte prematura dum modo que não cumprisse as Escrituras. Permaneceu vivo “no lugar secreto do Altíssimo”. — Sal. 91:1.

      O “LUGAR SECRETO DO ALTÍSSIMO”

      9, 10. (a) Rejeitava Jesus o Salmo 91 quanto a ter aplicação a ele pessoalmente? (b) A quem mais se aplica também o salmo, e de que modo?

      9 O Salmo 91 aplica-se a um tempo de muitos perigos, tais como os mencionados pelo salmista, para dar consolo, confiança e convicção aos que passam por este tempo perigoso. Jesus Cristo, quando esteve na terra qual homem, pôde tomar a peito este salmo maravilhoso, porque não pode haver dúvida de que se aplicava a ele, qual pessoa. Quando rejeitou a proposta do Diabo, baseada falsamente nos Sal 91 versículos onze e doze, ele não rejeitou o salmo no que se aplicava a ele de modo certo. Se havia alguém que fixava sua afeição em Jeová Deus, era Jesus Cristo, em cumprimento do Sal 91 versículo quatorze.

      10 Logicamente, aplica-se a todos os seus discípulos batizados, que fielmente seguem os seus passos e imitam seu exemplo. Não é que cada um destes possa dizer: ‘Este salmo aplica-se a mim individualmente, assim como se aplicou a Jesus Cristo. ‘Não, mas aplica-se a estes verdadeiros discípulos como classe, e quem se encontrar nesta classe pode derivar força espiritual dele. O salmo não predisse alguém específico dentre os discípulos verdadeiros e leais de Cristo.

      11-13. (a) Onde fala Revelação sobre os remanescentes dos irmãos espirituais de Jesus Cristo, e por que precisam estar no lugar de segurança provido por Deus? (b) Como mostrou a Sentinela de 1.º de agosto de 1927, em Inglês, quem está no “lugar secreto de segurança”?

      11 O livro bíblico de Revelação, capítulo doze, versículo dezessete, menciona “remanescentes [ou: um restante, resto]” dos irmãos espirituais de Jesus Cristo como estando na terra afligida por ais, depois do nascimento do reino messiânico de Deus nos céus, no ano de 1914 E. C.

      12 A respeito dos remanescentes da “semente” da mulher celestial daquele reino, Revelação 12:17 (Versão Almeida, rev. e corr.) diz: “E o dragão [Satanás, o Diabo] irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo.” Visto que Satanás, o Diabo, e seus anjos demoníacos guerreiam contra este restante ou resto da semente da mulher na terra, o restante certamente precisa estar no lugar de segurança espiritual provido por Deus, cujos mandamentos o restante guarda. Em harmonia com este fato óbvio, o parágrafo inicial do artigo “Lugar de Segurança”, publicado na Sentinela de 1.º de agosto de 1927, em inglês, na página 227, citou Revelação 12:17 e depois disse:

      13 “Os que são do ‘restante’ certamente procurarão com diligência saber o lugar secreto de segurança, e, sendo introduzidos nele, estarão ansiosos de permanecer ali.”

      14, 15. (a) Com este entendimento, que série de artigos foi iniciada lá em 1927? (b) Isto se deu oito anos antes de se considerar na Sentinela que multidão hodierna de pessoas?

      14 Assim, com este entendimento dos que então moravam no “lugar secreto do Altíssimo”, iniciou-se a série de três artigos consecutivos que tratavam do Salmo 91, intitulados “Lugar de Segurança”, “Por Que em Segurança” e “Defesa e Segurança”, publicados nos números ingleses da Sentinela de 1.º e 15 de agosto e 1.º de setembro de 1927.a Acontece que este comentário sobre o Salmo 91 foi publicado oito anos antes de se começar a formar a “grande multidão”, descrita em Revelação 7:9-17, a partir do ano de 1935. (Veja o artigo de duas partes, intitulado “A Grande Multidão” publicado nos números, em inglês, da Sentinela de 1.º e 15 de agosto de 1935.) Descrevendo esta “grande multidão”, o inspirado apóstolo João diz em Revelação 7:14, 15 (V. Trinitariana, 1948):

      15 “Estes são os que vieram da grande tribulação: e lavaram as suas vestiduras e branquearam as suas vestiduras, no sangue do Cordeiro: por isso estão diante do trono de Deus, e o servem de dia e de noite no seu templo; e aquele que está assentado sobre o trono, habitará entre eles [ou: estenderá sobre eles a sua tenda, Tradução do Novo Mundo].”

      16. (a) Também a “grande multidão” deve estar em que lugar de segurança, e por quê? (b) Além de Jesus Cristo, quem é predito no Salmo 91 e a partir de quando há necessidade especial da aplicação do Salmo 91?

      16 Segundo esta descrição profética, os membros fiéis da “grande multidão” devem hoje compartilhar da segurança espiritual com os “remanescentes” da semente da mulher no “lugar secreto do Altíssimo”. Senão, o Deus Todo-poderoso não os preservaria durante a “grande tribulação”, a fim de saírem dela vivos na terra e para a nova ordem de Deus. Nesta nova ordem justa, os da “grande multidão” continuarão a prestar a Deus serviço sagrado, dia e noite, nos pátios de Seu templo espiritual. Pode-se ver, assim, que o Salmo 91, além do próprio Jesus Cristo, não predisse nenhum discípulo individual de Cristo, mas refere-se aos discípulos batizados dele como classe ou congregação, até o dia de hoje. O tempo de necessidade especial de sua aplicação é a partir do ano de 1919, depois da expulsão de Satanás e de seus anjos demoníacos do céu para a vizinhança desta terra, expulsão deles que se seguiu ao nascimento do reino messiânico de Deus nos céus, em 1914 E. C. — Rev. 12:1-13.

      17. Ao passarmos agora a examinar o Salmo 91, que pergunta pessoal podemos fazer a nós mesmos?

      17 Ao empreendermos agora um exame do Salmo 91, podemos perguntar-nos pessoalmente: Pertenço eu à classe favorecida a que se refere e dirige este salmo fortalecedor da fé? Se pudermos responder que sim, então podemos ter a certeza de que teremos a segurança espiritual descrita no salmo. O salmo começa descritivamente, dizendo: “Quem morar no lugar secreto do Altíssimo procurará para si pouso sob a própria sombra do Todo-poderoso.” — Sal. 91:1.

      18. Qual é o “lugar secreto do Altíssimo” e por que não pode ser visto nem discernido pelos mundanos?

      18 O “lugar secreto do Altíssimo” não é o lugar onde ele mesmo reside, nos céus invisíveis aos olhos humanos, ou mesmo escondido das hostes celestiais. Não é o lugar celestial representado pelo Santíssimo, o compartimento mais recôndito da tenda de adoração construída pelo profeta Moisés no ermo do Monte Sinai, no ano 1513 A. E. C. A presença divina foi simbolizada ali pela milagrosa luz Xequiná, que pairava sobre a tampa propiciatória da dourada Arca do Pacto. O Altíssimo não precisa para si nenhum lugar secreto, para se abrigar das ameaças e dos perigos descritos no Salmo 91. Antes, o “lugar secreto” é o lugar oculto, o esconderijo, que ele proveu para os que cumprem os requisitos especificados no Salmo 91. É um lugar de abrigo, de proteção para eles. Visto que é um lugar de segurança espiritual, não pode ser visto pelas pessoas do mundo com os seus olhos naturais, e, não tendo discernimento espiritual, não podem ver que os que moram nele estão neste “lugar secreto”.

      19. (a) Os que estão no “lugar secreto” são protegidos espiritualmente em que questão, conforme sugerido por que título? (b) Quando foi esta questão divulgada ao mundo?

      19 No entanto, a segurança espiritual que os que fielmente moram ali usufruem atesta que estão realmente ali. Os fatos mostram que são espiritualmente protegidos na questão suprema que agora se apresenta perante todo o céu e terra. É a questão indicada pelo título Daquele que provê o “lugar secreto”, a saber, o “Altíssimo”. Sim, é a questão da Soberania Universal. Esta foi trazida à atenção do mundo da humanidade no meio da Segunda Guerra Mundial, na qual as nações lutavam pela questão de quem deve dominar a terra, e alguns meses antes de os Estados Unidos da América ficarem envolvidos nesta luta mundial. Na assembléia internacional das testemunhas cristãs de Jeová em S. Luís, Missúri, E. U. A., no verão de 1941, o então presidente da Sociedade Torre de Vigia (dos E. U. A.) proferiu um discurso sobre “Integridade”. Neste discurso, perante dezenas de milhares de congressistas, ele declarou e esclareceu que a questão perante toda a criação era a da Dominação Universal. — Veja o artigo “Integridade”, publicado na Atalaia (agora Sentinela) de dezembro de 1941 e janeiro de 1942, na página 4 desta última, parágrafo 19.

      20. Quando é o tempo de se solucionar esta questão suprema, e quem são os que vêem e tomam seu lado na questão a favor daquele que há de ser vindicado com respeito a ela?

      20 As questões da dominação da terra e das soberanias nacionais dos povos no momento estão sendo acesamente disputadas. A situação mundial, bem como a cronologia bíblica, assinalam esta geração como aquela em que o Altíssimo terá de resolver de uma vez para sempre a questão antiquíssima da Dominação Universal ou Soberania Universal. Quem ocupa o “lugar secreto do Altíssimo” são os que vêem a questão e se decidiram inequivocamente a favor da soberania universal Dele, e por isso mantêm a neutralidade cristã para com os conflitos das nações mundanas pela soberania e dominação nacional da terra. Os moradores não-políticos no “lugar secreto do Altíssimo” não poderiam entrar nem permanecer ali, a menos que reconhecessem e se apegassem à soberania universal Dele. Aguardam ansiosamente que Ele vindique a sua soberania universal dentro desta geração, na “guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no lugar simbólico chamado Har-Magedon. — Rev. 16:13-16.

      21. No século vinte A. E. C., que rei estava do lado certo na questão da soberania universal, e a que patriarca abençoou ele, com que palavras?

      21 Segundo o registro bíblico, Melquisedeque, rei de Salém, no Oriente Médio, estava do lado certo da questão da soberania universal, no século vinte antes de nossa Era Comum. Isto é provado pela breve narrativa escrita sobre ele pelo profeta Moisés. Este rei antigo atribuiu ao Soberano Universal a vitória obtida pelo patriarca Abraão (ou Abraão) sobre quatro reis invasores da terra da Mesopotâmia. Neste respeito, Gênesis 14:18-20 nos diz: “E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe para fora pão e vinho; e ele era sacerdote do Deus Altíssimo. Abençoou-o então e disse: ‘Bendito seja Abraão do Deus Altíssimo, produtor do céu e da terra; e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus opressores na tua mão!’ Então, Abraão deu-lhe um décimo de tudo.”

      22, 23. (a) Como deu Abraão, logo depois, evidência pública de tomar sua posição do lado do Soberano Universal? (b) Como agiu o Soberano Universal dentro do seu direito, conforme registrado em Deuteronômio 32:8?

      22 Por dar a Melquisedeque, qual sacerdote do Produtor do céu e da terra, um décimo de todos os despojos da vitória sobre os quatro reis incursores, Abraão tomou sua posição ao lado do sacerdote-rei Melquisedeque do lado do Soberano Universal. Em evidência pública disso, Abraão jurou em nome do Soberano Universal. Fez isso ao devolver ao rei de Sodoma as propriedades que ele, Abraão, lhe havia recuperado. Gênesis 14:21-24 nos informa: “Depois, o rei de Sodoma disse a Abraão: ‘Dá-me as almas [as pessoas resgatadas], mas toma para ti os bens.’ A isso Abraão disse ao rei de Sodoma: Ergo deveras minha mão em juramento a Jeová, o Deus Altíssimo, Produtor do céu e da terra, que, desde o fio até o cordão de sandália, não, não tomarei nada daquilo que é teu, para que não digas: “Fui eu que enriqueci a Abraão.” Nada para mim!”’ Aquele em cujo nome Abraão jurou agiu como Soberano Universal quando reservou para os descendentes de Abraão, os israelitas, a terra no Oriente Médio que havia prometido a Abraão. Moisés diz sobre isso:

      23 “Quando o Altíssimo deu às nações uma herança, quando separou uns dos outros os filhos de Adão, passou a fixar o termo dos povos com respeito ao número dos filhos de Israel.” — Deu. 32:8.

      24. Como se mostrou no anúncio feito a Maria que os anjos fiéis reconheciam o Soberano Universal, e como mostrou Jesus Cristo tal reconhecimento nas palavras que dirigiu aos seus discípulos a respeito de emprestar?

      24 Até mesmo os fiéis anjos celestiais reconheceram a soberania universal do criativo Produtor do céu e da terra. Assim foi que, quando o anjo Gabriel explicou à virgem judia, Maria, como ela se tornaria milagrosamente mãe de seu filho primogênito, que havia de ser chamado Jesus, ele lhe disse: “Espírito santo virá sobre ti e poder do Altíssimo te encobrirá. Por esta razão, também, o nascido será chamado santo, Filho de Deus.” (Luc. 1:35) E mais tarde, este Filho adulto mostrou que também reconhecia quem era o Soberano Universal ao dizer aos seus discípulos: “Continuai a amar os vossos inimigos e a fazer o bem, e a emprestar sem juros, não esperando nada de volta; e a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque ele é benigno para com os ingratos e os iníquos.” — Luc. 6:35.

      25. Que oração a respeito da questão de importância suprema há de ser respondida dentro de nossa geração, e, portanto, em que está nossa segurança?

      25 Aproximou-se o tempo em que a oração inspirada será respondida contra todos os que se opõem à soberania universal do Produtor do céu e da terra: “Fiquem envergonhados e perturbados para todo o sempre, e fiquem encabulados e pereçam; para que as pessoas saibam que tu, cujo nome é Jeová, somente tu és o Altíssimo sobre toda a terra.” (Sal. 83:17, 18) Portanto, nesta geração, quando a questão suprema da soberania universal há de ser resolvida permanentemente, nossa segurança está em morarmos no “lugar secreto do Altíssimo”, apoiando inabalavelmente Seu lado na questão. Morarmos ali será para nós uma proteção contra sermos desastrosamente influenciados e desencaminhados por toda a propaganda política, controversa, que agora predomina na terra. — Sal. 27:5.

      “A PRÓPRIA SOMBRA DO TODO-PODEROSO”

      26, 27. (a) Quem são os acolhidos quais hóspedes no “lugar secreto do Altíssimo”? (b) Por que pode Este impor sua soberania, e, por isso, é razoável que façamos o quê?

      26 O que procurará para si “quem morar no lugar secreto do Altíssimo”? O inteiro versículo inicial do Salmo 91 responde: “Quem morar no lugar secreto do Altíssimo procurará para si pouso sob a própria sombra do Todo-poderoso.” Neste caso, procurar para si pouso significa ser tratado como hóspede do Todo-poderoso. Este Todo-poderoso é o mesmo que o Altíssimo. O mesmíssimo Ser tem ambas as qualidades, de suprema alteza e de onipotência.

      27 Por ser todo-poderoso, pode manter sua supremacia, sua soberania universal. Ele pode impor a sua soberania a qualquer e a toda parte da criação, contra quaisquer criaturas inteligentes, viventes, que se rebelem contra ela. É inútil que qualquer criatura se oponha ou desconsidere a soberania do Altíssimo, porque Ele é o Todo-poderoso. A coisa razoável a fazer é reconhecer sua soberania legítima e ser submisso, leal e fiel a ela, sempre o reconhecendo como o Soberano na vida da pessoa. Os que fazem isso são os levados ao “lugar secreto do Altíssimo”, como hóspedes do Todo-poderoso.

      28. Quando trouxe o Altíssimo à atenção de Abraão que Ele é todo-poderoso e como o provou?

      28 Atualmente, para centenas de milhares de pessoas que não conhecem a Bíblia é difícil de compreender a idéia dum Ser todo-poderoso, sem igual em todo o domínio da existência. Mas, já no século vinte antes de nossa Era Comum, o Altíssimo, o Produtor do céu e da terra, trouxe este fato à atenção de seu amigo terreno, o patriarca Abraão. No ano antes do nascimento do filho de Abraão, Isaque, o Altíssimo, por meio de Seu anjo, chamou a si mesmo de todo-poderoso. Gênesis 17:1, 2, nos diz: “Quando Abraão atingiu a idade de noventa e nove anos, então apareceu Jeová a Abraão e lhe disse: ‘Eu sou o Deus Todo-poderoso. Anda diante de mim e mostra-te sem defeito. E vou fazer o meu pacto entre mim e ti, para multiplicar-te muitíssimo.’” Ele provou que nada lhe era impossível por dar milagrosamente a Abraão e sua idosa esposa o filho Isaque, quando ambos já estavam mortos quanto a ter filhos. Ele tinha cem anos e ela noventa anos quando nasceu Isaque. (Gên. 17:17; 21:1-5; Rom. 4:19-21) Este Todo-poderoso ainda existe.

      29. Apenas por meio de quem podemos hoje passar a estar no “lugar secreto do Altíssimo”, e por quê?

      29 O Todo-poderoso foi como um Ser muito íntimo para o neto de Abraão, Jacó. (Gên. 35:11; 43:14; 48:3; 49:25; Êxo. 6:3) Também para nós pode ser muito íntimo, embora, em contraste, sejamos criaturas muito pequeninas. Imagine só ser hóspede Dele no “lugar secreto do Altíssimo”! Mas, temos de lembrar-nos de que hoje somos admitidos a esta intimidade apenas por meio dos bons ofícios de seu Filho celestial mais íntimo, Jesus Cristo. Durante a noite anterior a ele depor a sua perfeita vida humana em sacrifício a Deus, pelos nossos pecados, Jesus disse aos seus apóstolos fiéis: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6) De modo que é por meio dele que nos chegamos ao mais Enaltecido em toda a existência e O reconhecemos como Soberano Universal, nosso Soberano, a quem pertencem nossa vida, nossa lealdade amorosa e nossa devoção. Assim procuramos para nós “pouso sob a própria sombra do Todo-poderoso”.

      30, 31. Que quadro evidentemente tinha o salmista em mente ao falar sobre estar “sob a própria sombra do Todo-poderoso”?

      30 Quão maravilhoso é sermos ensombrados pelo Todo-poderoso! Isto indica que ele nos dá seu interesse, sua preocupação e atenção. Este quadro não se refere a uma pessoa menor estar na sombra de alguém muito maior ou de se estar na sombra de algo sem vida, “a sombra dum pesado rochedo numa terra esgotada”. (Isa. 32:2) O quadro certo na mente do salmista compositor é o sugerido no Salmo 17:8, onde Davi ora ao Altíssimo: “Guarda-me como a menina do olho, que tu me escondas na sombra das tuas asas.”

      31 Sim, o quadro que se apresenta é o duma ave parental pairando sobre seus filhotes e lançando sombra sobre eles. Enquanto os filhotes embaixo vêem que estão na sombra de seu progenitor, sabem que têm a sua atenção e estão protegidos e salvos de aves de rapina. Que tal vôo de ave por cima indica atenção e proteção é confirmado pelo que se diz em Isaías 31:4, 5: “Assim Jeová dos exércitos descerá para travar guerra pelo monte Sião e pelo seu morro. Como aves voando, assim Jeová dos exércitos defenderá Jerusalém. Defendendo-a, também a há de livrar. Poupando-a, também terá de fazê-la escapar.”

      32. (a) Assim, a que são comparados o Todo-poderoso e nós na Sua “própria sombra”? (b) Ser ele também o Altíssimo o habilita a fazer o quê, como Anfitrião fiel?

      32 O Todo-poderoso é assim comparado a uma poderosa ave, e os que estão no “lugar secreto” de segurança espiritual são comparados à cria nova de tal ave parental. Estarem “sob a própria sombra do Todo-poderoso” torna-lhes ainda mais seguro o “lugar secreto”. Sendo Ele o Altíssimo, tudo o mais está abaixo dele, e nada abaixo dele pode escapar de seus poderes onipotentes de visão. Ele pode notar instantaneamente qualquer movimento da parte de algo ou alguém em baixo contra os que estão sob a sua “própria sombra”. Pode vir instantaneamente para defender e preservar seus ensombrados, que pousam com ele quais hóspedes espirituais. Ele, qual Anfitrião, mantém fielmente a sua honra no que se refere à sua responsabilidade para com os que acolhe como seus hóspedes. Quão consolador é pensar nisso! Onde mais poderíamos encontrar verdadeira segurança espiritual?

      [Nota(s) de rodapé]

      a Muitos anos antes, o livro intitulado “A Batalha do Armagedom”, publicado em inglês no ano de 1897, disse na página 592, parágrafo 1: “Um salmo que descreve este período declara: — ‘Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua mão direita mas não se chegará a ti [os santos fiéis, membros do corpo de Cristo, cujos membros eleitos dentro em breve estarão completos.]’ — Salmo 91:7.”

      Assim, já em 1897, a pessoa a que se fala no Salmo 91 foi considerada como pessoa composta, uma classe de discípulos de Jesus Cristo.

  • Libertação do medo de perigos espirituais
    A Sentinela — 1975 | 1.° de março
    • Libertação do medo de perigos espirituais

      1. Para se procurar tal libertação do medo, que proceder se precisa adotar?

      A FIM de ficarmos livres do medo dos perigos espirituais descritos no Salmo 91, temos de seguir o proceder que ele descreve. Com referência a parte deste proceder, o salmista prossegue: “Vou dizer a Jeová: ‘Tu és meu refúgio e minha fortaleza, meu Deus, em quem vou confiar.’” — Sal. 91:2.

      2. Quem é assim identificado por este nome exclusivo, em harmonia com Êxodo 6:2, 3?

      2 Observemos todos bem que é a Jeová que o salmista (ou aquele que ele representa) diz: “Tu és meu refúgio e minha fortaleza.” Deste modo, ele identifica o Altíssimo e Todo-poderoso como Aquele que leva o nome exclusivo de Jeová. Isto concorda com o que o Altíssimo disse a Moisés, depois de este voltar ao Egito: “Eu sou Jeová. E eu costumava aparecer a Abraão, a Isaque e a Jacó como o Deus Todo-poderoso, mas com respeito ao meu nome Jeová não me dei a conhecer a eles.” — Êxo. 6:2, 3.

      3. Estendendo-se sobre o significado de seu nome, que expressão hebraica usou o Todo-poderoso e o que significava e denotava esta, conforme vertida por algumas versões?

      3 Ao estender-se sobre o significado de Seu nome, o Todo-poderoso disse a Moisés: “Ehiéh ashér ehiéh.” Esta expressão, encontrada no texto hebraico de Êxodo 3:14, significa: “SEREI O QUE EU FOR” (tradução inglesa do rabino Leeser); ou: “Tornar-me-ei Aquilo Que me Agradar” (tradução inglesa de Rotherham); ou: MOSTRAREI SER O QUE EU MOSTRAR SER. (Tradução do Novo Mundo) Isto significa que este Todo-poderoso podia adaptar-se às circunstâncias de seu povo, e que, o que quer que ele precisasse tornar-se ou mostrar ser, por causa de seu povo e em harmonia com seu propósito, ele podia tornar-se e se tornaria ou mostraria ser. Podia enfrentar e enfrentaria com êxito qualquer situação. Portanto, por meio desta expressão hebraica, Ele não falava sobre a sua existência própria, sobre ele ser eterno.

      4. (a) Segundo a sua raiz hebraica, o que significa o nome Jeová e com referência a quem ou a quê? (b) Que dizer da aplicação deste nome a Cristo, o Filho de Deus?

      4 O nome divino está relacionado com esta expressão. O nome Jeová foi feito seu nome “memorial”, ‘meu memorial por geração após geração”. Êxo. 3:15) Segundo a raiz do nome Jeová, na língua hebraica, parece significar “Ele Causa que Venha a Ser (ou: Mostre Ser)”, quer dizer, com respeito a Si mesmo e com respeito ao que Ele se tornará ou mostrará ser, e não com respeito a criar coisas. Quem mais, em todo o domínio da vida inteligente, podia de direito dar-se um nome assim, exceto o Altíssimo e Todo-poderoso? Nem mesmo o Filho de Deus, Jesus Cristo, assumiu um nome assim. Podia receber um nome que combinava com o nome de Deus, tal como Jesua ou Jesus, que significa “Jeová É Salvação”, mas nunca o nome Jeová estritamente por si mesmo. — Jer. 23:6; 33:16.

      5. Por que é apropriado dizer a Jeová que Ele é o “refúgio” e a “fortaleza” da pessoa e o que diz sabiamente Provérbios 18:10?

      5 Assim os representados pelo salmista falando no Salmo 91:2 podem dizer corretamente a Jeová: “Tu és meu refúgio e minha fortaleza.” Especialmente desde o ano do após-guerra de 1919 E.C., tornou-se tais coisas para eles, naturalmente, em sentido espiritual. Visto que Jeová é invisível, requer forte fé para alguém dizer isso a Ele e realmente querer dizê-lo e agir em harmonia com isso. No entanto, a quem mais se poderia fugir em busca de segurança, qual refúgio, senão a Jeová, o Altíssimo? Que fortaleza poderia ser mais forte ou mais difícil de atacar e vencer do que o próprio Todo-poderoso? Foi deveras com sabedoria inspirada que o antigo Rei Salomão escreveu: “O nome de Jeová é uma torre forte. O justo corre para dentro dela e recebe proteção.” — Pro. 18:10.

      6. Embora Cristo esteja agora envolvido, contudo, o nome de quem se invoca em busca de salvação e quem é o “refúgio” e a “fortaleza” para os cristãos?

      6 No fim das contas, embora agora seja feito por meio de Jesus Cristo, o Filho de Deus, ainda assim é o nome de Jeová que as criaturas humanas decaídas e pecaminosas têm de invocar em busca de salvação eterna. Não foi apenas o profeta pré-cristão Joel quem disse isso. (Joel 2:32) Foi também o apóstolo Pedro quem disse isso no dia de Pentecostes de 33 E. C., quando se fundou a congregação cristã. (Atos 2:21) Anos depois, o apóstolo Paulo também escreveu isso, em Romanos 10:13. Embora se obtenha agora o acesso ao Altíssimo e Todo-poderoso apenas por meio de seu Mediador Jesus Cristo, ainda é em Jeová que temos de achar nosso refúgio e é ele quem é nossa fortaleza inexpugnável. — Sof. 3:12.

      O DEUS EM QUEM CONFIAR

      7-9. (a) Por que não exclui o uso da expressão “meu Deus”, no Salmo 91, que este seja aplicado a Jesus Cristo? (b) O que exclamou o duvidoso Tomé diante do ressuscitado Jesus, e o que provou João por inserir este incidente no seu Evangelho?

      7 Este Jeová foi para o salmista mais do que um refúgio e uma fortaleza. Sua plena declaração a Jeová foi: “Tu és meu refúgio e minha fortaleza, meu Deus, em quem vou confiar.” — Sal. 91:2.

      8 Chamá-lo o salmista de “meu Deus” significava que Jeová Deus era Aquele a quem adorava como o Ser divino. Esta era uma expressão correta para o próprio Jesus Cristo usar para com Jeová, e o uso da expressão “meu Deus” não impede que o Salmo 91 seja aplicável a Jesus Cristo. Quando estava perto da morte na estaca de execução, fora de Jerusalém, ele citou o Salmo 22:1 e clamou a seu Pai celestial: “Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?” (Mat. 27:46; Mar. 15:34) É verdade que, depois de sua ressurreição dentre os mortos, Jesus deixou que o apóstolo Tomé examinasse as marcas dos pregos nas suas mãos e nos seus pés e que Tomé dissesse em espanto: “Meu Senhor e meu Deus!” Mas Jesus entendeu a exclamação de Tomé de modo certo, e assim também o apóstolo João. Ao registrar este incidente na sua narrativa evangélica, João não tentou dar a idéia de que Jesus era Jeová Deus ou que Jesus era um trinitário “Deus Filho”; mas João declarou o objetivo de registrar a exclamação de Tomé por dizer logo depois da reação de Jesus a Tomé:

      9 “Jesus efetuou muitos outros sinais, também diante dos discípulos, os quais não estão escritos neste rolo. Mas, estes foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus [não: Deus Filho].” — João 20:26-31; Mat. 16:16.

      10. (a) Segundo a sua mensagem aos seus irmãos, mediante Maria Madalena, a quem ascendia o ressuscitado Jesus? (b) Por adorarmos a Jeová como o único Deus vivente e verdadeiro, contra que doutrinas somos protegidos?

      10 Uma semana antes desta ocorrência com Tomé, o ressuscitado Jesus disse a Maria Madalena, perto do sepulcro em que se sepultara seu cadáver: “Vai aos meus irmãos e dize-lhes: ‘Eu ascendo para junto de meu Pai e vosso Pai, e para meu Deus e vosso Deus.’” (João 20:17) O Pai celestial era tanto Deus para Jesus como Ele era para os discípulos de Jesus. As Escrituras inspiradas falam muitas vezes a respeito de Jesus Cristo como sendo “O Filho de Deus”, mas nunca como sendo “Deus Filho”. (Mat. 14:33; 27:40, 43, 54; Mar. 1:11; 5:7; 15:39; Luc. 1:35; João 1:34, 49; 5:25; 10:36; 11:4, 27; Atos 9:20; Rev. 2:18; etc.) Assim, por adorarmos o Altíssimo e Todo-poderoso, Jeová, como o único Deus vivente e verdadeiro (João 17:3) somos protegidos contra a falsa adoração trinitária e outras formas de adoração pagã. Jeová é o Deus em quem temos de confiar.

      11. Em quem confiavam Paulo, Jesus, o salmista e o proverbialista?

      11 O apóstolo Paulo disse: “Isto se deu para que tivéssemos confiança, não em nós mesmos, mas no Deus que levanta os mortos. Ele nos resgatou e nos resgatará de uma coisa tão grande como a morte.” (2 Cor. 1:9, 10) Também, Hebreus 2:13 coloca as palavras de Isaías 8:17, 18, na boca de Jesus Cristo, e lemos: “E, novamente: ‘Terei nele a minha confiança.’ E, novamente: ‘Aqui estou eu e as criancinhas que Jeová me deu.’” Não nos atrevemos a pôr nossa confiança nem em nós mesmos, nem em outros homens mortais: “Não confieis nos nobres, nem no filho do homem terreno, a quem não pertence a salvação. . . . Feliz aquele que tem o Deus de Jacó por sua ajuda, cuja esperança é em Jeová, seu Deus.” (Sal. 146:3-5) O sábio Salomão expressou a mesma regra segura de conduta, dizendo: “Confia em Jeová de todo o teu coração e não te estribes na tua própria compreensão.” — Pro. 3:5.

      12. O que significa para nós confiarmos em Jeová, qual Deus, com respeito à sua Palavra, seus mandamentos e sua adoração?

      12 Por conseguinte, nossa confiança neste Deus, cujo nome é Jeová, significa apegar-nos inseparavelmente à sua adoração, sem transigir com Babilônia, a Grande, que é o império mundial da religião falsa. (Rev. 17:1 até 18:24) ‘Confiar em Jeová como Deus’ significa crer integralmente nas Escrituras Sagradas que Ele inspirou com seu espírito santo, e guardar seus mandamentos, assim como fez seu Filho Jesus Cristo. Significa guardar zelosamente a adoração de Jeová Deus, mantendo-a livre de tradições humanas e de práticas mundanas.

      13. (a) Naqueles dois versículos iniciais do Salmo 91 notamos que quatro fatores cooperando para nossa segurança? (b) Durante que tempo específico agiram a nosso favor estas quatro qualidades, e onde encontramos ilustrações dos perigos contra os quais somos protegidos?

      13 Pausemos aqui e notemos que, apenas nestes dois versículos iniciais do Salmo 91, temos as quatro denominações importantes Daquele a quem adoramos, também as quatro coisas vitais ligadas com estas denominações. Considere-as: (1) O Altíssimo com seu “lugar secreto” em que morar; (2) o Todo-poderoso com “sua própria sombra” sob a qual pousar; (3) Jeová com seu refúgio e sua fortaleza; e (4) Deus com sua fidedignidade. Deveras, esta é uma combinação insuperável de fatores produzindo juntos a segurança e a preservação dos verdadeiros adoradores que satisfazem os requisitos para usufruir tais benefícios! Esta combinação incomparável de qualidades divinas já esteve agora em operação durante todas estas décadas passadas deste “tempo do fim” do atual sistema de coisas, sendo que em conseqüência disso usufruímos até agora uma maravilhosa segurança espiritual. O salmista passa então a mostrar exatamente como isto serviu para nossa segurança espiritual, fazendo com que percebamos e apreciemos mais os perigos contra os quais fomos protegidos.

      A AMEAÇADORA “ARMADILHA DO PASSARINHEIRO”

      14, 15. (a) Que espécie de linguagem encontramos no Salmo 91:3, e por quê? (b) Que ilustração similar fornece Davi no Salmo 124, e com aplicação a quem?

      14 “Pois”, diz o salmista ao pormenorizar como as coisas mencionadas nos primeiros dois versículos são verazes e realísticas, “ele mesmo te livrará da armadilha do passarinheiro, da pestilência que causa adversidades”. — Sal. 91:3.

      15 A linguagem aqui é figurativa, pictórica, porque nós não somos pássaros literais em perigo da armadilha dum “passarinheiro” literal. Mas a comparação que se faz de nós como aves “sob a própria sombra do Todo-poderoso” é ali levada avante. O Salmista Davi comparou a si mesmo e seus companheiros a pássaros, que foram realmente apanhados na armadilha, mas da qual foram libertos. Ele diz no Salmo 124:1-8: “Diga então Israel: ‘Se não fosse que Jeová mostrou ser por nós, quando homens se levantaram contra nós, então nos teriam tragado até mesmo vivos, . . . Bendito seja Jeová, que não nos entregou como presa aos dentes deles. Nossa alma é como o pássaro que escapou da armadilha dos enlaçadores. A armadilha está destroçada e nós mesmos escapamos. Nossa ajuda está no nome de Jeová, Aquele que fez o céu e a terra.’” Neste caso, os “enlaçadores” não eram “passarinheiros” literais, e o “pássaro” que escapou da sua armadilha destroçada não era um pássaro literal, mas referia-se à “nossa alma”, a alma ou vida da nação de Israel.

      16. Que cumprimento moderno houve do Salmo 124, e há perigo de outra “armadilha’’?

      16 No cumprimento deste salmo profético, Jeová Deus destroçou a armadilha em que o restante ungido do Israel espiritual havia sido apanhado. Foi a armadilha fechada por Babilônia, a Grande, e seus cúmplices políticos, judiciais e militares. Na primavera setentrional do ano de após-guerra de 1919, Jeová destroçou esta armadilha para seu restante arrependido e não deixou que os “enlaçadores”, os passarinheiros simbólicos, metessem os dentes na carne do “pássaro” capturado. Depois, os do restante escapado do Israel espiritual foram levados ao “lugar secreto do Altíssimo” e “sob a própria sombra do Todo-poderoso”. Contudo, a “armadilha” ainda está armada para eles pelo “passarinheiro”, e Jeová tem de libertá-los para não serem apanhados nela.

      17. Quem é o simbólico “passareiro” ou “passarinheiro”, conforme salientado nos números ingleses da Sentinela de 1904 e 1927?

      17 Então, quem é este “passarinheiro” e qual é a sua “armadilha”? Já se discerniu e concordou por muito tempo que o “passarinheiro” simbólico é Satanás, o Diabo. Já no número de 1.º de março de 1904 da Sentinela, em inglês, o artigo intitulado “Sob as Suas Asas!” comentava o Salmo 91:3 e dizia a respeito do “laço do passareiro”, que eram as “imposturas de Satanás, nas quais tropeçarão todos os não protegidos”. (Página 74, coluna 2) Um número muito posterior da Sentinela, em inglês, concordava com isso e dizia: “Parece certo que o ‘passareiro’ aqui mencionado pelo profeta é o Diabo e que seu laço consiste nos métodos que emprega e trabalhar ele, por meio de sua organização, de diversos e numerosos modos enganosos, para enlaçar os que afirmam ser servos do Deus Altíssimo.” (Página 231, parágrafo 37, da Watch Tower de 1.º de agosto de 1927, apresentando o primeiro duma série de três artigos sobre o Salmo 91, Authorized Version) Dentre todos os “passareiros” ou “passarinheiros” simbólicos mencionados na Bíblia, Satanás, o Diabo, é o mais destacado.

      18. Quem é comparado a passarinheiros por Jeremias e Oséias, e quais são seus métodos?

      18 Descrevendo o método do passarinheiro simbólico, Jeremias 5:26 diz: “Pois entre o meu povo foram encontrados homens iníquos. Estão espreitando como quando os passarinheiros se agacham. Armaram uma armadilha ruinosa. É a homens que eles capturam.” De que modo os falsos profetas agiram quais passarinheiros na nação apóstata de Efraim (o reino de dez tribos de Israel), é dito em Oséias 9:8: “Quanto ao profeta, há uma armadilha de passarinheiro em todos os seus caminhos.” O grande “passareiro” ou “passarinheiro”, Satanás, o Diabo, está empenhado em capturar homens, os que pousam “sob a própria sombra do Todo-poderoso”.

      19. Qual é a “armadilha” simbólica do grande “passarinheiro”?

      19 Qual é sua “armadilha” simbólica, da qual Jeová Deus livra e resguarda os que continuam a permanecer “no lugar secreto do Altíssimo”? A “armadilha” simbólica que Satanás, o Diabo, armou aos que confiam em Jeová Deus como seu “refúgio” e sua “fortaleza” é a organização terrestre que se opõe à organização de Deus, a saber, a organização visível de Satanás. Nela é que o grande Adversário de Deus procura capturar os adoradores de Jeová e retê-los quais vítimas, para a sua ruína espiritual e finalmente a destruição.

      20. (a) Notavelmente a partir de quando salientou-se que Deus tem uma organização e que, quando não se pertence a ela, pertence-se a quê? (b) Segundo uma declaração direta, a que organização pertenciam Jesus e seus discípulos?

      20 Especialmente a partir do ano de 1922 salientou-se à base das Escrituras inspiradas que Jeová Deus tem uma organização, incluindo seu “restante” organizado na terra, e que há uma organização inimiga, a organização de Satanás, que tem uma parte demoníaca invisível e uma parte terrestre visível. Salientou-se que, quando alguém não pertence à organização visível de Jeová, então pertence à organização do Adversário. Jesus Cristo, a quem o Salmo 91 se aplica em primeiro lugar, pertence à organização de Jeová Deus. Seus fiéis discípulos também pertencem àquela mesma organização divina. Foi por isso que, ao liderar seus onze apóstolos fiéis em oração, ele disse a Deus: “Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.” (João 17:14, 16) Ele disse que este era o motivo de o mundo os odiar. — João 15:18-20.

      21, 22. (a) O que se costuma usar para atrair à armadilha, e qual é o engodo usado pelo Grande Passarinheiro? (b) O que inspirou Deus a João a escrever contra o engodo enganoso?

      21 Usualmente, uma pessoa ou criatura entra numa armadilha sem se aperceber disso. Em geral, o caçador põe um engodo para atrair a criatura insuspeita ao alcance da armadilha e acionar a armadilha por mordiscar o engodo. O “passarinheiro”, Satanás, o Diabo, é o grande Engodador. Que engodo usa para atrair as pessoas à sua organização mundana, visível, para se tornarem vítimas nela, como que numa armadilha? O engodo são as atrações egoístas deste mundo, suas prometidas oportunidades de ganhar egoistamente riqueza, fama, posição e poder. Advertindo contra tal engodo enganoso, Jeová Deus inspirou o apóstolo cristão João a escrever aos que pousam “sob a própria sombra do Todo-poderoso”:

      22 “Não estejais amando nem o mundo, nem as coisas no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo o que há no mundo — o desejo da carne, e o desejo dos olhos, e a ostentação dos meios de vida da pessoa — não se origina do Pai, mas origina-se do mundo. Outrossim, o mundo está passando, e assim também o seu desejo, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” — 1 João 2:15-17.

      23. (a) Por que não queremos ficar iguais a Demas mencionado em associação com Paulo? (b) A obediência a Revelação 18:4 nos tirou de que “armadilha” e nos levou a que lugar?

      23 Agora, dezenove séculos depois de João escrever estas palavras, a organização de Satanás, o Diabo, qual armadilha, está muito perto de desaparecer para sempre. Por que deveríamos nós, os que saímos da organização visível de Satanás para o “lugar secreto do Altíssimo”, desejar ser novamente engodados por aquela organização condenada? Não queremos ser semelhantes ao ex-cristão Demas, a respeito de quem o apóstolo Paulo disse na sua última carta, antes de sua morte: “Demas me abandonou, porque amava o atual sistema de coisas, e foi para Tessalônica.” (2 Tim. 4:10) A religiosa Babilônia, a Grande, inclusive a cristandade, foi apanhada e está presa na armadilha da organização visível de Satanás e sofrerá em breve a destruição junto com ela. Nós, em obediência à ordem de Deus em Revelação 18:4, saímos de Babilônia, a Grande, e da armadilha de Satanás, na qual ela foi apanhada. Por não voltarmos a ela, podemos continuar a usufruir os benefícios de nossa libertação da “armadilha do passarinheiro”. Sob a “própria sombra do Todo-poderoso”, temos segurança espiritual.

      A “PESTILÊNCIA QUE CAUSA ADVERSIDADES”

      24, 25. (a) O que associa o salmista com a armadilha do passarinheiro, no mesmo versículo? (b) O que simboliza isto, e por que apropriadamente assim?

      24 No mesmo versículo, junto com a “armadilha do passarinheiro”, o salmista menciona outra ameaça potencial para a segurança espiritual, a saber, uma mortífera moléstia epidêmica que é muito contagiosa, infecciosa. Ele diz: “Pois ele mesmo te livrará da armadilha do passarinheiro, da pestilência que causa adversidades.” — Sal. 91:3.

      25 Assim como a “armadilha” do passarinheiro, esta “pestilência” que causa adversidades é simbólica. Visto que o salmista, sob inspiração, associa as duas coisas, a pestilência simbólica da atualidade é algo que acompanha a armadilha do passarinheiro, a qual é a organização terrestre, visível de Satanás. Esta “pestilência” figurativa é, de fato, criada, cultivada, dentro daquela organização mundana, egoísta. Esta “pestilência” contagiosa que grassa violentamente na terra é o nacionalismo.

      26. Desde quando se apoderou o nacionalismo dos povos e o que disse recentemente o historiador Toynbee sobre o nacionalismo?

      26 Os historiadores seculares notaram que, desde a Primeira Guerra Mundial de 1914-1918 E. C., o espírito do nacionalismo se apoderou dos povos do mundo. Isto é bastante natural, porque aquela guerra foi travada pelos Aliados “pela autodeterminação dos povos”. O historiador britânico Arnold Toynbee disse tão recentemente quanto em 21 de novembro de 1972:

      “Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o nacionalismo dobrou o número dos soberanos estados locais, independentes, e reduziu pela metade seu tamanho médio. . . . Os problemas estratégicos e higiênicos da humanidade são globais e são prementes; não podem ser solucionados pelos governos de estados locais. Exigem o estabelecimento duma autoridade global dotada de poder predominante. A sobrevivência da humanidade exige união política, contudo, a atual disposição de ânimo da humanidade é cada vez mais divisória. Será que enlouquecemos?”

      27. De que modo tem sido o nacionalismo como uma “pestilência que causa adversidades”?

      27 Satanás, o Diabo, a quem Jesus Cristo chamou de “governante deste mundo”, é responsável por esta onda de nacionalismo, por meio do qual espera destruir os que disseram a Jeová: “Tu és meu refúgio e minha fortaleza, meu Deus, em quem vou confiar.” (Sal. 91:2) Esta “pestilência” política do nacionalismo causou muitas e grandes adversidades”. Apesar do estabelecimento da Liga das Nações em 1920, surgiram ditadores intensamente nacionalistas, tais como Mussolini, na Itália, Stálin, na Rússia, Hitler, na Alemanha, o partido político imperialista do Japão, e assim por diante. Proveu assim a força propulsora para a Segunda Guerra Mundial. Instigou o patriotismo fanático, gestos religiosamente fervorosos para com símbolos e emblemas nacionais, preparativos militares acompanhados por tributação pesada, rivalidades internacionais, insistência na soberania nacional, em vez de a submissão à soberania universal de Jeová e do reino messiânico.

      28. A quem causou esta “pestilência” dificuldades especiais, mas em que questão não transigiram estes?

      28 Sem se falar nas adversidades que tudo isso causou à raça humana em geral, resultou em dificuldades especiais para as testemunhas cristãs de Jeová. Mas o Todo-poderoso não deixou que ficassem contaminados com a “pestilência” do nacionalismo e caíssem vítimas dos seus efeitos mortíferos para a espiritualidade cristã. Não foram engodados nem pressionados a adorar a “fera” política que leva o número de 666, nem sua “imagem” política, as Nações Unidas, sucessoras da Liga das Nações. (Revelação, capítulo 13; 15:2-4; 20:4) Não transigiram quanto a dar devoção exclusiva a Deus e defender Sua soberania universal.

      29. Apesar da Segunda Guerra Mundial, a favor de que se expressaram em 1939, e com que efeito sobre sua espiritualidade?

      29 Em 1939, apesar do andamento da Segunda Guerra Mundial, expressaram-se unidamente, em todo o mundo, a favor da absoluta neutralidade cristã para com os conflitos políticos e militares do mundo. (Veja o artigo “Neutralidade” no número de fevereiro de 1940 da revista A Torre de Vigia; em inglês, 1.º de novembro de 1939.) Embora sofressem, alguns mesmo até à morte, por causa de sua fidelidade, Jeová Deus os manteve espiritualmente seguros “no lugar secreto do Altíssimo” e “sob a própria sombra do Todo-poderoso”.

      (A continuar)

  • A adoração verdadeira exige decisões firmes
    A Sentinela — 1975 | 1.° de março
    • A adoração verdadeira exige decisões firmes

      QUANDO Jesus Cristo esteve aqui na terra, ele tornou claro que ser discípulo dele exigia decisões firmes, envolvendo verdadeiras mudanças na vida. Ele disse: “Podeis estar certos, assim, de que nenhum de vós que não se despedir de todos os seus bens pode ser meu discípulo.” (Luc. 14:33) Isto não significa que todo aquele que procura tornar-se discípulo de Jesus deve livrar-se de seus bens, mas sim que cada um precisa encarar as suas coisas materiais como secundárias, não deixando nada interpor-se no seu serviço a Deus, como discípulo fiel de Seu Filho. — Veja 1 Timóteo 6:17-19; Hebreus 13:5.

      Cada ano, muitos milhares de pessoas demonstram que isto se deu no seu caso. Estão dispostas a fazer enormes mudanças no seu modo de vida, mudanças que os outros consideram desvantajosas e tolas.

      Uma jovem do Brasil conta as mudanças que estava disposta a fazer para viver segundo a orientação provida na Bíblia. Contando por que ela aceitou prontamente estudar a Bíblia com as testemunhas de Jeová, ela diz:

      “A Bíblia era para mim um ponto de interrogação — um mistério. Naquela época, ou estava muito ocupada, pois havia entrado na faculdade e começado a fazer teatro. Ao mesmo tempo que progredia no estudo bíblico, as portas do teatro me eram abertas cada vez mais. Recebi o prêmio de segunda melhor atriz no VII Festival de Teatro Amador.

      “Com toda esta ocupação, deixei o estudo bíblico por algum tempo. Mas a Testemunha que fazia o estudo comigo continuava a visitar-me, sempre incentivando-me para continuar o estudo, freqüentar as reuniões e nunca deixar de ler a Bíblia e outras publicações bíblicas.

      “Aos poucos, minha consciência pedia uma decisão. Começaram então a surgir perguntas: ‘Será que posso pedir a bênção de Deus ao entrar no palco com peças cujo conteúdo é contrário aos princípios bíblicos? E quanto à conduta desenfreada, não é ela condenada por Deus?’

      “Travava-se na minha mente uma grande batalha, pois eu amava o teatro com sinceridade. Surgiram propostas de continuar trabalhando tanto dentro da Universidade quanto fora dela. Deixei finalmente de fazer teatro em favor do serviço de Jeová, o que não foi fácil.

      “Agora estou muito feliz. Sinto-me protegida entre meus irmãos e minhas irmãs espirituais, que

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