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  • Felicidade num mundo anárquico e desamoroso
    A Sentinela — 1984 | 15 de dezembro
    • Felicidade num mundo anárquico e desamoroso

      “Felizes os sem defeito no seu caminho, os que andam na lei de Jeová” — SALMO 119:1.

      1, 2. (a) De quem provém a felicidade genuína e por quanto tempo é possível usufruí-la? (b) Em vez de “as Bem-aventuranças”, como deveria chamar-se a primeira parte do Sermão do Monte, e por quê?

      A FELICIDADE provém do Criador do homem. Ele é o “Deus feliz”, que tem boas novas para nós. (1 Timóteo 1:11) Seu propósito é dar felicidade eterna para suas criaturas humanas aqui na terra. Mesmo agora, elas podem desfrutá-la por se amoldar aos regulamentos Dele. — Salmo 119:26, 33.

      2 Dezenove séculos atrás, Jesus Cristo, o Filho do “Deus feliz”, proferiu o que veio a ser conhecido como o Sermão do Monte. De acordo com Mateus 5:1-12, esse sermão começa com o que é chamado de “as Bem-aventuranças”. Mas, segundo o idioma grego, para o qual o relato do discípulo Mateus sobre a vida terrestre de Jesus Cristo foi traduzido, seria melhor se fossem chamadas de “as Felicidades”. O próprio relato de Mateus no idioma hebraico usa a palavra hebraica que significa “feliz”.

      3. (a) Satisfazia o escritor do Salmo 119 os requisitos para desfrutar as felicidades especiais delineadas por Jesus Cristo? Explique. (b) Descreva os sentimentos que expressou o salmista a respeito do pacto da Lei mediado por Moisés.

      3 Um homem da antiguidade que satisfazia os requisitos para desfrutar as felicidades delineadas pelo Messias judaico, Jesus Cristo, foi o escritor judaico que sob inspiração divina escreveu o Salmo 119, o mais longo da Bíblia. Em harmonia com os fundamentos para se ser feliz, fornecidos por Jesus Cristo, o salmista estava cônscio de suas necessidades espirituais. Ademais, ele se sentia pesaroso, tinha temperamento brando, tinha fome e sede de justiça, era misericordioso, foi vituperado e perseguido e contra ele se faziam falsas acusações de toda sorte de coisas iníquas. Ele escreveu o salmo centenas de anos antes de nossa Era Comum, enquanto a nação de Israel ainda estava sob o pacto da Lei que o profeta Moisés havia mediado entre Jeová Deus e essa nação, em 1513 AEC, no monte Sinai. Apropriadamente, o salmista não achava falta alguma na Lei daquele pacto, pois provinha de Deus. Bem sabia que as nações pagãs em volta de Israel não tinham nada que se comparasse àquela Lei divina. Ele a considerava sumamente iluminadora, dizendo nos Sal. 119 versículos 105 e 130: “Lâmpada para o meu pé é a tua palavra e luz para a minha senda. A própria exposição das tuas palavras dá luz, fazendo que os inexperientes entendam.”

      4. (a) Em que ordem foi composto o Salmo 119, e por que é útil isso? (b) Ao fazerem referência ao “livro dos salmos”, Jesus e seus discípulos estabeleceram um padrão para quem, e com que objetivo?

      4 Para facilitar a memorização o salmista compôs o salmo em ordem alfabética, de modo que, no hebraico, em cada uma das 22 estrofes, que se acham em ordem alfabética, todas as oito linhas da estrofe começam com a mesma letra hebraica. Cada verso da primeira estrofe debaixo da primeira letra hebraica Álefe, que serve de cabeçalho, começa com esta primeira letra, Álefe. Cada verso da segunda estrofe começa com a segunda letra hebraica, Bete. E assim continuam as 22 estrofes do salmo, que correspondem às 22 letras do alfabeto hebraico. Com versos hebraicos em cada uma das 22 estrofes, o salmo totaliza 176 versos ou versículos. No seu ensino, o próprio Jesus se referiu ao “livro dos Salmos”. (Lucas 20:42, 24:44) Ao fazê-lo, Jesus estabeleceu um padrão para seus discípulos. — Atos 1:20; 13:33; 1 Coríntios 14:26; Efésios 5:19; Colossenses 3:16; Hebreus 4:7; Tiago 5:13.

      5. Ao começar o Salmo 119, as experiências de quem provavelmente tinha em mente o escritor?

      5 Sem dúvida o salmista se baseou na sua experiência pessoal ao começar o Salmo 119, dizendo: “Felizes os sem defeito no seu caminho, os que andam na lei de Jeová. Felizes os que observam as suas advertências . . . Têm andado nos Seus caminhos. Tu mesmo ordenaste as tuas ordens para serem cuidadosamente guardadas. Quisera eu que meus caminhos fossem firmemente estabelecidos para guardar os teus regulamentos! Neste caso não me envergonharia ao olhar para todos os teus mandamentos. Elogiar-te-ei em retidão de coração ao aprender as tuas justas decisões judiciais. Continuo a guardar os teus regulamentos. Oh! não me abandones inteiramente.” — Salmo 119:1-8.

      6. (a) Como se destacam nesse salmo as palavras-chaves? (b) De que era o salmista um estudioso, e como é corroborado isso?

      6 Nessa primeira estrofe de 8 versos hebraicos notamos a ocorrência das palavras-chaves lei, advertências, ordens, regulamentos, mandamentos e decisões judiciais. No decorrer dos 176 versículos hebraicos, o salmista enfatiza essas palavras. Por exemplo, ele usa a palavra “lei” 25 vezes, “advertências” 22 vezes, “ordens” 21 vezes, “regulamentos” 21 vezes, “mandamentos” 20 vezes, “decisão(ões) judicial(is)” 21 vezes; e a palavra relacionada “mandamento” é usada duas vezes nesse salmo. Apesar de o salmista ter usado com freqüência essas palavras, que talvez soem como termos jurídicos, não há evidência de que ele tivesse sido advogado ou jurista profissional, ou mesmo juiz. Ele era acima de tudo um estudioso da Palavra escrita de Jeová, o que é corroborado pelo seu uso, 15 vezes, da expressão “tua palavra”. Caso tivesse sido rei da nação de Israel, ele estaria sujeito à ordem divina de escrever uma cópia pessoal da Lei do pacto de Jeová com Israel, para seu próprio estudo e uso. (Deuteronômio 17:14-18) O salmista não considerava enfadonho ou fatigante o estudo detido da “palavra” de Jeová com esses aspectos em mente. Ele apelava aquilo que pudesse ajudá-lo a ser um cumpridor da lei. (Salmo 119:40, 131, 174) Somos como ele?

      7. (a) Como nos beneficia conhecer a lei de Deus e andar nela? (b) A que se refere a palavra “Tora”, mas debaixo de que arranjo se acham os cristãos?

      7 Quando comparamos a lei de Jeová com as leis internacionais e nacionais dos países sob o controle invisível do “pai da mentira”, Satanás, o Diabo, podemos exclamar como o salmista: “Tua lei é verdade. Tu estás perto, ó Jeová, e todos os teus mandamentos são verdade.” (João 8:44; Salmo 119:142, 151) Assim, por ‘andarmos na lei de Jeová’, nós, como o salmista, ficamos protegidos contra andar nos caminhos do erro mundano, que nos prejudicaria física e espiritualmente. Isto resulta em felicidade para nós. (Salmo 119:1) Resulta em termos a bênção e a aprovação divinas. Tem bom efeito sobre o nosso coração, como o Salmo 119:97, 126 e 127 indica. O salmista estava sob o pacto da Lei mosaica que continha a “Tora”, o conjunto de leis divinas composto de centenas de leis distintas. As hodiernas testemunhas ungidas de Jeová estão sob o novo pacto (do qual Jesus Cristo é o Mediador), com uma “lei” escrita, por assim dizer, “no seu coração”. (Jeremias 31:31-34) Por estudar as Escrituras Gregas Cristãs elas se familiarizam com a “lei” do novo pacto e seus mandamentos.

      8. (a) Tem este mundo anárquico uma perspectiva brilhante diante de si? (b) Como descreveu o salmista sua angustiante preocupação quanto ao fracasso dos judeus em obedecer à Lei de Deus? (c) Como se cumpriu a profecia de Jesus a respeito da Jerusalém infiel, e o que prenuncia isso para a cristandade?

      8 Avizinha-se o tempo devido para que o justo e legítimo legislador, Jeová, tome medidas contra este mundo anárquico. Uma perspectiva angustiante jaz à frente. Nos seus dias, o salmista, que amava a lei de Deus, chorou por causa da situação existente. (Salmo 119:136) Jesus Cristo, alguns dias antes de sofrer uma morte cruel como mártir, chorou pela cidade de Jerusalém, onde se observavam as tradições mas se violavam as leis. (Lucas 19:41) Trinta e sete anos depois de os judeus chegarem ao cúmulo de suas infrações por fazer com que o inocente Messias, Jesus Cristo, fosse morto às mãos de gentios, Jeová realmente agiu. (Salmo 119:126) As coisas lamentáveis preditas por Jesus Cristo deveras sobrevieram à cidade em 70 EC. Hoje, aquilo que foi prefigurado por Jerusalém e pelo povo judaico sobre o qual ela governava, envolve algo em escala tremendamente maior. A cristandade, a atual infratora que corresponde àquela cidade, é muitíssimo maior do que a antiga Jerusalém e a nação de Israel. A seu próprio modo, Jeová moverá o coração dos elementos políticos deste mundo a se voltarem contra toda a religião organizada do mundo, incluindo a cristandade, o fraudulento Reino de Cristo. — Revelação (Apocalipse), capítulo 17.

      9. (a) Contraste o proceder de derramamento de sangue da cristandade com a atitude e conduta das Testemunhas de Jeová. (b) O nosso proceder se harmoniza com que padrão? (c) Por que razões Cristo rejeita a cristandade hoje?

      9 Não é verdade que duas guerras mundiais irromperam na cristandade, e que seu clero apoiou tais conflitos em que tanto sangue foi derramado? Em nítido contraste com tais violadores da lei do novo pacto de Deus, que manda que se mostre amor fraternal, o salmista disse algo que serve de padrão para as Testemunhas de Jeová hoje: “Tenho odiado a falsidade e continuo deveras a detestá-la. Tenho amado a tua lei.” (Salmo 119:163) Ele queria ser sincero ao obedecer as leis. Expressou seu desagrado para com uma atitude dúbia e indiferente, ao dizer: “Tenho odiado os dúbios, mas tenho amado a tua lei.” (Salmo 119:113) Esse é o parecer de Jesus Cristo para com a cristandade hoje, pois ela se parece à congregação na antiga Laodicéia. Com toda a justiça, ele pode dizer à cristandade: ‘Porque és morna, e não és nem quente nem fria, vou vomitar-te da minha boca.’ (Revelação 3:16) Não podemos amar o mundo anárquico e desamoroso e, ao mesmo tempo, amar a Cristo. Não se pode ficar no meio-termo. O amor ardoroso deve ser a força motivadora por trás da obediência a Deus. Jeová nunca inspiraria a um devotado servo seu a dizer algo que fosse menos vigoroso do que o seguinte: “Terei gosto em teus mandamentos que tenho amado.” — Salmo 119:47.

      10. (a) De que devemos gostar igual ao salmista? (b) Em que poderia ter resultado a tribulação do salmista, mas, a que proceder se apegou ele, e com que efeito sobre nós?

      10 Gostarmos da lei de Jeová conduz à salvação. O salmista admitiu isso, ao dizer: “Se não fosse que gosto da tua lei, então eu teria perecido na minha tribulação.” (Salmo 119:92) Sua tribulação não se referia a alguma doença mortífera. Ele se sentia atribulado devido aos presunçosos (para com Deus), que o odiavam e perseguiam. Sob tal pressão, ele poderia ter cedido aos objetivos daqueles israelitas e ter agido de modo contrário à vontade de Jeová, se seu amor à lei de Deus não fosse tão grande. Que exemplo excelente é o salmista hoje para nós, os que vivemos sob tanta pressão da parte dum mundo em que a anarquia é tamanha que o amor da maioria da humanidade se esfriou, nesta terminação do sistema de coisas! — Mateus 24:3, 12.

      11. A nossa salvação provém de que, e, por isso, como encaramos os planos humanos?

      11 É somente por guardar a lei de Deus que podemos ter base para esperar a salvação eterna. Anelamos passar a salvo para o novo sistema divino de novos céus e uma nova terra. Quase no fim do Salmo 119, o versículo 174 expressa esse desejo por nós, dizendo: “Tenho anelado a tua salvação, ó Jeová, e gosto da tua lei.” Portanto, rejeitamos os planos e arranjos propostos pelos homens para a salvação deste mundo anárquico e desamoroso.

      Os Acatadores da Lei São Perseguidos

      12. (a) Quem incita e leva a cabo a perseguição contra a “mulher” e sua “semente”, e por quê? (b) Como têm sido repreendidos os perseguidores?

      12 Foi predito que as Testemunhas de Jeová seriam perseguidas em escala mundial durante os últimos dias deste moribundo velho sistema de coisas que está sob a inflexível governança do dragão simbólico, Satanás, o Diabo. Revelação 12:17 destaca o objetivo dele, dizendo: “O dragão ficou furioso com a mulher [a organização de Jeová comparável a uma esposa] e foi travar guerra com os remanescentes da sua semente [à parte do Reino recém-nascido], que observam os mandamentos de Deus e têm a obra de dar testemunho de Jesus.” A perseguição geralmente se origina dos que ousam se desviar dos mandamentos de Deus para estes últimos dias do visível sistema de coisas do dragão, na terra. Por meio da mensagem do Reino proclamada mundialmente pelas Testemunhas de Jeová, Jeová tem repreendido a tais pessoas amaldiçoadas, como diz o Salmo 119:21: “Censuraste os presunçosos amaldiçoados que se transviam dos teus mandamentos.” Muito diferente é o caso dos fiéis a quem esses perseguidores presunçosos vituperam e injuriam, como sucedeu no caso do salmista: “Os próprios presunçosos caçoaram de mim ao extremo. Não me apartei da tua lei.” — Salmo 119:51.

      13. (a) Apesar dos desígnios iníquos dos perseguidores, em que resulta obedecer à lei de Deus? (b) Como se tem demonstrado isso nos tempos modernos?

      13 Vendo que as Testemunhas de Jeová procedem de acordo com a lei de Jeová para este tempo, os perseguidores presunçosos tentam causar a queda dessas Testemunhas acatadoras da lei, como ilustrado no caso do salmista, que disse: “Os presunçosos escavaram fojos para me apanhar, aqueles que não estão de acordo com a tua lei.” (Salmo 119:85) Envergonhar a esses maquinadores presunçosos não só significa desmascarar o proceder enganoso deles, mas, especialmente, a vindicação de Jeová qual verdadeiro Deus. Assim, o salmista podia orar sem nenhuma malevolência: “Envergonhem-se os presunçosos, pois me desencaminharam sem causa alguma. Quanto a mim, ocupo-me com as tuas ordens.” (Salmo 119:78) Jeová se certifica de que até mesmo a perseguição resulte em bem e que os perseguidores realmente não ganhem coisa alguma fraudulentamente. Ele atende à oração do Salmo 119:122: “Age como penhor do teu servo para o que é bom. Não me defraudem os presunçosos.” O extermínio em massa ameaçava as Testemunhas de Jeová durante as ditaduras de Benito Mussolini e Adolfo Hitler, mas por não se esquecerem da lei e dos mandamentos de seu Deus, elas ficaram firmes e muitas sobreviveram. Os sobreviventes podem repetir as palavras do Salmo 119:60, 61: “Apressei-me e não me demorei para guardar os teus mandamentos. Cercaram-me as próprias cordas dos iníquos. Não me esqueci da tua lei.” O Deus Todo-poderoso pode cortar ou arrebentar as ‘cordas’ que os inimigos usam para restringir as Suas Testemunhas e assim livrar Seus servos no Seu devido tempo para que estes efetuem a obra que ele ordenou que fizessem durante a terminação do sistema de coisas.

      14. (a) Como no caso salmista, qual tem sido a experiência das Testemunhas de Jeová, e em que tem resultado os esforços de seus inimigos? (b) Quem pode regozijar-se apesar de seus sofrimentos, e por quê?

      14 De acordo com as suas palavras no Salmo 119:84, 86, 161, o salmista sofreu muita perseguição, mesmo da parte de seus próprios compatriotas. As Testemunhas de Jeová têm sofrido perseguição, dentro e fora dos domínios da cristandade, nos países em que elas estão sob proscrição atualmente. Não obstante, o inimigo tem fracassado no objetivo de sua perseguição vil e injustificada! Para o espanto do inimigo, as Testemunhas que “andam na lei de Jeová” e “observam as suas advertências” se sentem impelidas a regozijar-se em razão do que sofrem por Jeová Deus e seu Cristo. Recordam o que Jesus Cristo disse na sua alistagem das coisas que produzem felicidade: “Felizes sois vós, pobres, porque vosso é o reino de Deus. Felizes sois sempre que os homens vos odiarem, e sempre que vos excluírem, e vos vituperarem, e lançarem fora o vosso nome, como iníquo, por causa do Filho do homem. Alegrai-vos naquele dia e pulai, pois, eis que a vossa recompensa é grande no céu, porque estas são as mesmas coisas que os antepassados deles costumavam fazer aos profetas [incluindo o salmista].” (Salmo 119:1, 2; Lucas 6:20, 22, 23) As perseguidas Testemunhas de Jeová compartilham o deleite de Jeová e continuam a ‘magnificar a lei e a fazê-la majestosa’. — Isaías 42:21.

      Benefícios do Salmo 119

      ◻ Que estruturação segue o Salmo 119, e por quê?

      ◻ Que palavras especiais usa diversas vezes o salmista?

      ◻ Qual é, em contraste com o da cristandade, o nosso conceito sobre a lei de Deus?

      ◻ O que devemos amar, apesar de serem os cristãos perseguidos?

  • Advertências e ordens do Deus dum novo sistema
    A Sentinela — 1984 | 15 de dezembro
    • Advertências e ordens do Deus dum novo sistema

      “Tenho guardado as tuas ordens e as tuas advertências, pois todos os meus caminhos estão diante de ti.” — SALMO 119:168.

      1. De que maneira contribuem as advertências para a felicidade do povo de Jeová?

      O NOVO sistema justo de Deus é iminente! As Testemunhas de Jeová, que amam Sua lei justa, necessitam de advertências da Sua Palavra, e mediante a Sua organização, em ocasiões vitais. São felizes, pois observam tais advertências divinas. Essas advertências as induzem a buscá-lo, o que resulta em felicidade. A tradução portuguesa da palavra hebraica ‘edóth por “advertências”, em vez de “testemunhos” (martyría, de acordo com a versão Septuaginta grega) é mais vigorosa e mais objetiva. Indica que Jeová, dependendo da necessidade da ocasião faz-nos lembrar quais são suas leis, suas ordens, seus regulamentos, seus mandamentos e seus estatutos. Assim, ele não nos deixa esquecê-los inteiramente. Quando não ficamos irritados com tais advertências, tornamo-nos felizes por observá-las.

      2. Que base tinha o escritor do Salmo 119 para salientar tantas advertências?

      2 Se o salmista escreveu o mais tardar em fins do quinto século antes da nossa Era Comum, ele teria à sua disposição todas as Escrituras Hebraicas, de Gênesis a Malaquias. O quinto livro chama-se Deuteronômio (Versão Septuaginta grega, conforme vista acima), nome este que significa “Segunda Lei”. Evidentemente, o conteúdo deste livro era considerado, na maior parte, uma explicação (do pacto) da Lei que Jeová estabeleceu com Israel, mediada pelo profeta Moisés. Assim, Deuteronômio deve conter advertências, mas todos os outros livros da Bíblia contêm igualmente advertências de Deus para nós.

      3. (a) De que nos lembram as citações das Escrituras Hebraicas? (b) Em que sentido pode nossa felicidade ser ainda maior do que a usufruída pelo salmista?

      3 As centenas de citações das Escrituras Hebraicas feitas nas Escrituras Gregas Cristãs servem como advertências não só do que Jeová ensinou a Seu povo sujeito à Lei, mas também dos seus magníficos propósitos com respeito à congregação cristã e à raça humana remida. Os atuais discípulos de Jesus Cristo, o Moisés Maior, possuem mais advertências de Jeová Deus do que o salmista, e, por observá-las fielmente, devem ter maior felicidade do que o salmista. Ao buscarem Suas advertências por meio do estudo da Bíblia estão realmente buscando a Jeová de todo o coração.

      4. Em vez de ficarmos irritados com as advertências de Deus, qual era a atitude do salmista que devemos imitar?

      4 Aquilo que nos dá bom conselho e impede-nos de sofrer o mesmo destino dos iníquos é algo a ser apreciado. É assim que o salmista considerava as advertências de Deus. (Salmo 119:24, 119, 167) Do mesmo modo, as Testemunhas de Jeová, da atualidade, não ficam irritadas em virtude de Deus achar por bem adverti-las de coisas que têm que ver com Sua lei, quer por meio do estudo que fazem da Bíblia, quer mediante a Sua organização. Optam realmente por apegar-se às advertências dele. “Apeguei-me às tuas advertências. Ó Jeová, não me faças ficar envergonhado.” — Salmo 119:31.

      5. (a) As advertências da Palavra de Deus e da Sua organização servem a que propósito? (b) De que forma podemos mostrar pessoalmente o elevado respeito que o salmista tinha para com as advertências de Jeová?

      5 Deus não fornece advertências para envergonhar suas Testemunhas, mas por meio delas ele as guarda dum proceder vergonhoso. Elas desejam que o centro de suas afeições se incline para coisas que são realmente proveitosas para todo o futuro; portanto, juntam-se ao salmista em orar: “Inclina meu coração às tuas advertências e não a lucros.” (Salmo 119:36) Não é de admirar que não queiramos perder tais coisas de benefício duradouro por afrouxar no estudo da Bíblia ou por deixar de nos reunir regularmente com o povo dedicado de Jeová. (Salmo 119:111) O amor a Deus de toda a alma as impele nesse proceder. Embora possa significar para elas severas correções, as Testemunhas de Jeová se regozijam de que Jeová as conduz no caminho de Suas advertências, de modo a impedir que se desviem e se percam para sempre: “Exultei no caminho das tuas advertências, assim como sobre todas as outras coisas valiosas.” — Salmo 119:14.

      6. Como se têm esforçado as Testemunhas de Jeová a ser honestas consigo mesmas perante Deus?

      6 Embora tenham sido severamente criticadas e até rejeitadas por muitos, por terem cometido erros, as Testemunhas de Jeová têm sido honestas consigo mesmas perante seu Deus. Desejam trilhar os caminhos que Seu livro de advertências lhes indica. Sua história moderna mostra que têm agido assim como o salmista da antiguidade: “Tenho considerado os meus caminhos para fazer meus pés voltar às tuas advertências.” (Salmo 119:59) Somente por fazerem isto é que puderam orar a Deus para que as mantivesse vivas, a fim de que continuassem a realizar Sua obra designada apesar dos inimigos sanguinários. (Salmo 119:88) Confessando ser escravos de Deus, devido à dedicação que fizeram de si mesmas a ele mediante Cristo, e necessitar obter o verdadeiro entendimento do que ele registrou na Sua Palavra escrita, dizem: “Sou teu servo. Faze-me entender, para que eu conheça as tuas advertências.” — Salmo 119:125.

      7. Que motivos têm para ser gratas, e o que têm dito em oração?

      7 As coisas que Deus tem revelado na Sua Palavra desde o fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918, são maravilhosas para elas, de modo que desejam realizar o que essas revelações lhes indicam. (Salmo 119:129) Jeová tem estado perfeitamente justificado a trazer à nossa atenção suas advertências e a impô-las a nós como ordens. Sentimo-nos alegres de reconhecer isso em oração nas palavras do salmista: “Ordenaste as tuas advertências em justiça e em extrema fidelidade.” (Salmo 119:138) Somos gratos por tal Deus leal!

      8. Em que sentido depende a vida eterna da compreensão e da observância das advertências de Deus?

      8 Hoje as Testemunhas de Jeová compreendem bem que ganhar a vida eterna no novo sistema de coisas justo de Deus depende de obterem entendimento daquilo que ele tem para chamar-lhes à atenção, e de inteligentemente obedecerem. (Salmo 119:144) No mundo hostil onde vivem têm de orar para que o divino Ouvinte de oração as salvasse das mais ameaçadoras situações, especialmente na época atual, quando todas as nações estão sendo ajuntadas para “a guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso”, no Har-Magedon. (Revelação 16:13-16) É muitíssimo apropriada a oração: “Eu te invoquei. Oh! salva-me. E eu vou guardar as tuas advertências.” — Salmo 119:146.

      9. Que garantia temos de que as advertências divinas continuarão à nossa disposição?

      9 Embora todas as advertências escritas de Jeová Deus tenham sido fundadas há 1900 anos, com o completamento dos 66 livros da Bíblia, estão hoje disponíveis e continuarão à nossa disposição até o futuro indefinido. O Salmo 119:152, dirigido a Deus, revela-se verdadeiro: “Outrora fiquei conhecendo algumas das tuas advertências, pois tu as fundaste por tempo indefinido.” Em vista do conhecimento de algumas das advertências de Jeová, a revista A Torre de Vigia de Sião e Arauto da Presença de Cristo (em inglês) começou a ser publicada em julho de 1879. Hoje, após 105 anos de publicação, esta revista continua circulando, e isso em escala mundial, em 102 idiomas. Mesmo que se permita que os inimigos das Testemunhas de Jeová interrompam a publicação da revista, nunca conseguirão eliminar a Bíblia Sagrada, que contém as advertências de Jeová baseadas num alicerce eterno, ou de duração indefinida.

      Cumprir as Ordens do Nosso Superior

      10. Que importância dá o Salmo 119 às “ordens” de Deus?

      10 Depois de o salmista aclamar nos dois primeiros versículos a felicidade dos que andam na lei de Jeová e observam suas advertências, ele prossegue por dizer: “Realmente, eles não praticaram nenhuma injustiça. Têm andado nos Seus caminhos. Tu mesmo ordenaste as tuas ordens para serem cuidadosamente guardadas.” (Salmo 119:3, 4) Neste salmo, o compositor usa a palavra “ordens” 21 vezes, mantendo-as assim em mente.

      11. Conforme indicado no Salmo 119:168, por que tomava cuidado o salmista com sua conduta? (b) Qual é a força por trás da palavra “ordens”?

      11 O salmista nos conta como se sentia e o que fez quanto a essas “ordens” divinas. Desta forma, serviu como exemplo fidedigno para nós hoje. Ele reconhecia que Deus observava seu proceder na vida e que tinha que ter cuidado quanto a como se portava sob o pacto da Lei de Jeová. Foi com bom motivo que disse: “Tenho guardado as tuas ordens e as tuas advertências, pois todos os meus caminhos estão diante de ti.” (Salmo 119:168) As advertências são um estímulo para a memória, mas as ordens são injunções emitidas por um superior a um subordinado. Delineiam o que e como deve ser feito pelo servo, escravo, empregado ou soldado, de forma obediente. As ordens são mais vigorosas do que os preceitos, e a palavra hebraica assim traduzida a saber, piqudím, significa “designações; incumbências”. Será que o salmista considerava penosas ou desagradáveis tais ordens divinas, especialmente se guardá-las resultasse em falsas acusações ou vitupério? Ouçamo-lo: “Vê deveras que tenho amado as tuas próprias ordens. Ó Jeová, preserva-me vivo segundo a tua benevolência.” — Salmo 119:159, 169.

      12, 13. (a) Em que sentido o modelo estabelecido pelo salmista habilitou os servos de Deus à suportar as provas durante e após a Primeira Guerra Mundial? (b) Embora fossem ‘besuntados com falsidade’, as ordens de quem obedeceu o restante?

      12 Que excelente modelo estabeleceu o salmista para os verdadeiros cristãos associados com a organização visível de Jeová no meio deste mundo sem lei e desamoroso! Viver à altura desse modelo tem-se revelado recompensador. No ambiente em que vivem, repleto de inimigos do seu Deus, sentem-se assim como o salmista, como “residente forasteiro”. (Salmo 119:19, 54) Contudo, acham que nada se equipara aos regulamentos de Deus quanto ao modo correto de viver. Escaparam por um triz durante a Primeira Guerra Mundial de 1914-18. Naqueles anos loucos de guerra, os inimigos atingiram elementos de alta responsabilidade entre o pessoal da organização visível de Jeová, a fim de apressar a destruição do Seu povo, chegando a aprisionar injustamente o presidente e outros homens que ocupavam cargos de grande responsabilidade na sede da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (dos EUA). A experiência foi similar à descrita no Salmo 119:69: “Os presunçosos besuntaram-me com falsidade. Quanto a mim, observarei as tuas ordens de todo o coração.” O Deus Altíssimo, seu Superior, precisa ser obedecido antes que aos homens aqui no escabelo de Deus.

      13 Sim, no auge da Primeira Guerra Mundial, com tal aparente êxito contra os que guardavam as ordens de Deus, os inimigos acharam que estavam prestes a exterminar o povo obediente e dedicado dele. Portanto, esse podia dizer: “Dentro em pouco me teriam exterminado na terra; mas eu mesmo não abandonei as tuas ordens.” (Salmo 119:87) O Supremo do universo frustrou a vil trama dos inimigos presunçosos.

      14. Em que sentido pôde o restante expressar as palavras do Salmo 119:45?

      14 Depois de sua libertação após a guerra, sentiram, como nunca antes, a necessidade de buscar as ordens de Deus, a fim de aprenderem qual era o propósito dele para eles durante o período inesperado de paz. Podiam citar as palavras do Salmo 119:45: “E vou andar num lugar espaçoso, pois é as tuas ordens que tenho buscado.”

      Agora e no Futuro

      15. (a) Que conceito expresso no Salmo 119 têm adotado os do povo de Deus? (b) Em que se têm concentrado desde 1919?

      15 Com a expansão da obra do Reino até os próprios confins da terra, os inimigos se têm multiplicado. Mas, isso não amedronta os do povo de Deus a ponto de se esquecerem das instruções de Deus. Persistem resolutamente. (Salmo 119:93, 94) Por não serem ouvintes esquecediços da Palavra de Deus, inclusive de suas ordens positivas, mas se tornarem cumpridores da Sua obra, o que podem dizer agora sem jactância, atribuindo o mérito a Jeová? O seguinte: “Comporto-me com mais entendimento do que homens mais idosos, pois observei as tuas próprias ordens.” (Salmo 119:100, 104) Portanto, a partir do ano do após-guerra de 1919 deixaram de se preocupar com os planos e programas das nações. Têm proclamado com constância o Reino de Deus por Cristo como a única e exclusiva esperança da humanidade, em vez da Liga das Nações e sua atual sucessora, as Nações Unidas. Que “entendimento”!

      16. Embora sejamos pressionados a fazer o que é errado, de que estamos convencidos?

      16 Quando a Palavra de Deus diz a nós, que vivemos na era das Nações Unidas, para não amar o mundo e as coisas dele, dita-nos as ordens divinas para nós. Precisamos considerar e de fato as consideramos corretas; e são corretas! Tomamos nossa posição em harmonia com o Salmo 119:128: “Por isso é que tenho considerado direitas todas as ordens referentes a todas as coisas; tenho odiado toda vereda falsa.” Devido à nossa firme posição, talvez sejamos menosprezados pelas pessoas do mundo, mas é o conceito que Deus tem a respeito de nós que conta, e, assim, não queremos nos esquecer de Suas injunções. — Salmo 119:141.

      17. Quais são as perspectivas para o futuro, e como se encontrará a proteção divina quando os opositores cercarem o povo de Jeová?

      17 Apesar da pregação intensificada do Reino de Deus por Cristo, já por mais de 60 anos, como a única esperança do mundo da humanidade, os maquinadores e planejadores dos assuntos do mundo não dão atenção. Agora há a ameaça da eliminação da inteira família humana por meio duma guerra com armas nucleares. Não só isso, mas o ódio anti-religioso exaspera cada vez mais o coração dos homens. Depois que todas as formas de religião falsa tiverem sido destruídas, os inimigos de Deus terão de lidar com as Testemunhas de Jeová. Quando os opositores irreligiosos do Reino de Deus cercarem as Testemunhas de Jeová sobreviventes, estas necessitarão como nunca antes de ajuda sobre-humana. Terão de ser cobertas com a sombra protetora duma mão todo-poderosa, a mão de Deus. Terão base para suplicar que essa mão divina venha ajudá-las, assim como é declarado no Salmo 119:173: “Sirva a tua mão para me ajudar, pois escolhi as tuas ordens.” Sob tais circunstâncias mui desafiadoras, a mão de Jeová não se revelará curta na capacidade de alcançar, de modo a não poder salvar os observadores, tementes a Deus, de suas ordens. — Isaías 50:2.

      18. (a) Por que está relacionada a sobrevivência ao fim do atual sistema de coisas com a pessoa estar na companhia correta? (b) Cientes do resultado para os que temem a Jeová, nós nos preocuparemos constantemente com o quê?

      18 À medida que nos aproximamos do fim catastrófico do atual sistema de coisas sem lei e desamoroso e do fim da separação das pessoas das nações, assim como quando o pastor separa suas ovelhas dos cabritos, na companhia de quem desejamos ser encontrados? Na companhia dos de qualidades semelhantes às de cabritos, que serão decepados eternamente de toda a existência, ou na companhia dos amantes de Jeová Deus, de qualidades semelhantes às de ovelhas? (Mateus 25:31-46) Agora é o momento oportuno para se escolher os associados corretos. Agora é o momento para se fazer a escolha do salmista, que disse a respeito do Ser Supremo: “Sou associado de todos os que deveras te temem e dos que guardam as tuas ordens.” (Salmo 119:63) Sabemos qual será o quinhão daqueles que temem a Jeová Deus, e desejamos participar com eles deste quinhão que satisfaz a alma, para a própria alegria de Jeová. Visto que o amamos, estamos profunda e constantemente preocupados em agradá-lo por fazer o que ele requer de nós. O salmista expressa bem a nossa determinação, dizendo: “Vou ocupar-me com as tuas ordens e vou olhar para as tuas veredas.” — Salmo 119:15.

      19. Que obra maravilhosa está sendo realizada agora?

      19 Desde o fim duma guerra mundial, a primeira do gênero, em 1918, o Deus Altíssimo tem realizado uma obra maravilhosa no meio do mundo opositor. Trata-se da obra de fazer com que suas Testemunhas preguem “estas boas novas do reino . . . em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações”, em vista do iminente “fim” do atual sistema de coisas que já existe há milênios. (Mateus 24:14) Queremos participar com ele nas suas obras. Queremos fazer a vontade dele, e, portanto, pedimos-lhe que nos faça cumprir a vontade dele. Nossa oração de coração ainda é a do Salmo 119:27: “Faze-me entender o caminho das tuas próprias ordens, para que eu me ocupe com as tuas obras maravilhosas.”

      20. Qual das mais maravilhosas obras de Deus resta a ser feita, e o que dirão a respeito das ordens de Deus os que forem preservados com vida?

      20 Uma das mais maravilhosas obras de Deus, que resta a ser feita, será a de preservar suas testemunhas fiéis e leais durante o vindouro fim do atual sistema de coisas, para a Nova Ordem. (2 Pedro 3:13) Será justo da parte dele salvaguardá-las por fazê-las sobreviver à morte deste sistema de coisas mortalmente doente. Ele responderá à seguinte oração inspirada da parte delas: “Eis que anelei as tuas ordens. Na tua justiça, preserva-me vivo.” (Salmo 119:40) Que essa seja a sua oração. Daí, após a maior tribulação de toda a história do mundo, e estando seguros dentro dos portais do novo e justo sistema de coisas, se sentirá sinceramente induzido a dizer: “Não me esquecerei das tuas ordens por tempo indefinido, porque por meio delas me preservaste vivo.” — Salmo 119:93.

      Ajuda Para a Memória

      ◻ Que “advertências” de Deus estão à sua disposição?

      ◻ Como poderá tirar proveito das advertências de Deus?

      ◻ O que são as “ordens” de Jeová?

      ◻ Por que deverá querer cumpri-las?

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