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Preste serviço sagrado de toda a almaA Sentinela — 1978 | 1.° de fevereiro
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fato, assim vos será ricamente suprida a entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.” (2 Ped. 1:10, 11) Quer sejamos do restante ungido dos herdeiros de Cristo, quer da “grande multidão”, a exortação de Pedro a ‘fazermos o máximo’ aplica-se a cada um daqueles que querem usufruir as bênçãos do Reino.
22 Este não é o tempo para reduzirmos nosso serviço sagrado. Antes, Pedro nos suplica: “Que sorte de pessoas deveis ser em atos santos de conduta e em ações de devoção piedosa, aguardando e tendo bem em mente a presença do dia de Jeová.” (2 Ped. 3:11, 12) Jesus não deu aos anjos a tarefa de fazer discípulos, esperando que se materializassem para fazer a obra de separação das “ovelhas” dos “cabritos”. Antes, ele a deu àqueles que mostram ser verdadeiros seguidores dele, tanto pelo seu serviço, como pela sua devoção de toda a alma. (Rev. 12:17) Agora é o tempo de agradarmos o nosso Rei celestial por meio da atividade regular do Reino, não por oferecermos um sacrifício deficiente ou indiferente de louvor, por um serviço ocasional ou irregular. — Mal. 1:6-8; Luc. 13:24, 25.
23. Que perspectivas maravilhosas tem aqueles que agora prestam serviço sagrado a Deus de toda a alma?
23 Ao passo que ocupamos a nossa vida com serviço sagrado, prestado de toda a alma, podemos ter a certeza de estar entre a multidão feliz de sobreviventes do Armagedom, que se alegrarão de continuar em tal serviço dia e noite perante o trono de Deus, após o fim da grande tribulação. E conforme nos diz Revelação 7:17: “O Cordeiro, que está no meio do trono, os pastoreará e os guiará a fontes de águas da vida.” Que perspectiva maravilhosa se apresenta a nós, se continuarmos a prestar serviço sagrado a Jeová de toda a alma!
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O que o sábio queria dizer?A Sentinela — 1978 | 1.° de fevereiro
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O que o sábio queria dizer?
O ALTÍSSIMO, por ser o Criador do céu e da terra, merece nosso temor e espanto reverente. O Rei Salomão enfatizou isso de maneira vigorosa ao escrever: “Guarda os teus pés, sempre que fores à casa do verdadeiro Deus; e haja um achegamento para ouvir, em vez de se dar um sacrifício como fazem os estúpidos, pois não se apercebem de que fazem o que é mau. Não te precipites com respeito à tua boca; e quanto ao teu coração, não o deixes apressar-se a produzir uma palavra diante do verdadeiro Deus. Pois o verdadeiro Deus está nos céus, mas tu estás na terra. Por isso é que as tuas palavras devem mostrar ser poucas.” — Ecl. 5:1, 2.
No que se refere a um lugar de adoração, a pessoa deve ter bem em mente para onde vai, cuidando de seus passos. A “casa do verdadeiro Deus” certamente não é lugar para pessoas moralmente aviltadas ou para os que não têm consideração para com as coisas sagradas. (Sal. 15:1-5) É um lugar para se “ouvir”, quer dizer, para se prestar atenção ou para se obedecer a preceitos divinos.
Não se deve ser igual ao tolo, que deixa de usar sua faculdade de raciocínio e que escolhe um proceder contrário às ordens de Deus. O tolo talvez ofereça um sacrifício como dever religioso ou como manifestação externa de piedade. Contudo, ele se nega a reconhecer que isto tira o valor do seu sacrifício, tornando-o, de fato, detestável a Deus. Provérbios 21:27 esclarece isso: “O sacrifício dos iníquos é algo detestável. Quanto mais quando é trazido junto com conduta desenfreada [“vileza de coração”, Nova Bíblia Inglesa].”
Por causa da grandiosidade de Deus — porque ele reside nos céus mais altos — é preciso dar também cuidadosa atenção às orações que se fazem. O coração, como órgão motivador, não deve ser deixado a provocar palavras impulsivas e irrefletidas. Deve-se chegar a Deus com plena percepção de sua majestade e dignidade, e não se deve divagar distraidamente quando se faz oração. É mais apropriado expressar-se em poucas palavras, mas de coração e com reverência.
Reforçando este ponto com um dito proverbial, Salomão prosseguiu: “Pois o sonho certamente chega por causa da abundância de ocupação, e a voz do estúpido, por causa da abundância de palavras.” (Ecl. 5:3) Quando alguém se preocupa desnecessariamente com assuntos materialistas ou ambiciosos, que excluem o Criador, resultam disso sonhos egoístas, pessoais. Tal “abundância de ocupação” pode levar a devaneios vãos e também pode ocupar a mente da pessoa à noite, deixando-a num estado sonhador e privando-a do sono tranqüilo. Assim como indevidas preocupações materiais podem dar margem a devaneios vãos, assim também a conversa ociosa pode causar problemas. Não leva muito tempo até que se revele que a voz do falador é a dum tolo. Forçosamente serão proferidas coisas tolas e impróprias. Portanto, é preciso prevenir-se contra a conversa irrefletida, e, conforme já se mostrou antes, isto se aplica especialmente a oração.
A cautela a respeito de se falar irrefletidamente, por certo, aplica-se a fazer votos. Salomão declarou: “Sempre que fizeres um voto a Deus, não hesites em pagá-lo, pois não há agrado nos estúpidos. O que votares, paga. Melhor é que não votes, do que votares e não pagares. Não permitas que a tua boca faça a tua carne pecar, nem digas diante do anjo que foi um engano. Por que devia o verdadeiro Deus ficar indignado por causa da tua voz e ter de estragar o trabalho das tuas mãos?” — Ecl. 5:4-6.
Ninguém é obrigado a fazer um voto a Deus; este é um ato espontâneo. Por isso há necessidade de se ter muito cuidado em não se falar precipitadamente quando se faz uma promessa solene a Deus. Se alguém hesitasse em cumprir seu voto, agiria como estúpido, quer dizer, como alguém moralmente deficiente, em cuja palavra não se pode confiar. Falar descuidadamente pode obrigar a carne a fazer algo que talvez seja muito difícil, levando ao descumprimento do voto e fazendo assim a carne pecar. Refletir bem antes de se fazer um voto evitará que se fale precipitadamente. Assim não haverá nenhum desejo de se livrar do voto, com a idéia de que fora um erro.
Deixar de cumprir um voto pode ter conseqüências muito sérias. Jeová Deus pode “ficar indignado”, retirando seu favor e sua bênção, pelo menos parcialmente. Em resultado, aquilo que a pessoa edificou é derrubado’. O salmista resumiu o assunto de modo bem apropriado: “A menos que o próprio Jeová construa a casa, é fútil que seus construtores trabalhem arduamente nela. A menos que o próprio Jeová guarde a cidade, é fútil que o guarda se mantenha alerta.” — Sal. 127:1.
Salientando o que impedirá que se façam tais votos precipitados, Salomão disse: “Teme o próprio verdadeiro Deus.” Isto significa que se deve ter reverente respeito pelo Criador, não se agindo de modo a desagradá-lo. Quando falta tal temor, aplica-se a seguinte declaração do Rei Salomão: “Por causa da abundância de ocupação há sonhos, e há vaidades e palavras em abundância.” (Ecl. 5:7) Sim, o indevido envolvimento em assuntos que não são espirituais produz sonhos desassossegados de interesse pessoal, desapontamento e frustração, “vaidades” e conversa irrefletida perante Deus, que pode levar a que se faça um voto precipitado e depois se deixe de cumpri-lo. Portanto, somos realmente sábios sempre que fazemos todas as coisas com o devido temor ou reverência de Jeová Deus.
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Por dentro das notíciasA Sentinela — 1978 | 1.° de fevereiro
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Por dentro das notícias
Teólogos Torpedeiam a Trindade
● Um novo livro, altamente controversial, publicado na Inglaterra questiona o tradicional ensino eclesiástico de que Jesus é o Deus. Intitulado em inglês “O Mito do Deus Encarnado”, os autores do livro, sete famosos teólogos britânicos, argumentam que Jesus não era o Deus em forma humana, mas “um homem aprovado por Deus” para um papel especial.
“Na realidade, não há nada de novo sobre os temas centrais deste livro”, diz John Hick editor do livro, professor de teologia da Universidade de Birmingham. “Que o histórico Jesus não Se apresentou como o Deus encarnado é aceito por todos [os teólogos] . . . Os leigos cristãos não estão hoje plenamente apercebidos disso.” Jesus, diz Hick, “não ensinou a doutrina da trindade”. Numa seção do livro, Francês Young, lente na Universidade de Birmingham, sugeriu que a doutrina da encarnação de Cristo foi adotada pela primitiva igreja pela fusão de tradições pagãs e judaicas.
Embora os teólogos que escreveram este livro não apresentem Jesus Cristo como a Bíblia o faz, como realmente ‘o Filho de Deus’, eles trouxeram à atenção a falsidade da doutrina da Trindade, conforme ensinada pelas igrejas da cristandade. O próprio Jesus nunca afirmou ser o Deus, mas disse: “O Pai é maior do que eu.” — Luc. 1:35; João 14:28. Veja também João 20:17.
Desafiada a Psiquiatria
● No Canadá, uma pesquisa feita em Hamilton, Ontário, sobre o crime juvenil, revelou que os contraventores juvenis que receberam cuidados psiquiátricos, profissionais, tinham uma ficha criminal pior, depois disso, do que aqueles que simplesmente foram advertidos pela polícia. Margaret Birch, secretária provincial para desenvolvimento social, declarou: “Esta conclusão é uma contradição chocante às premissas que incorporamos em nossos serviços de assistência aos menores.”
Uma pesquisa britânica chegou a uma conclusão similar. Mostrou que os delinqüentes jovens que foram multados e mandados para casa tiveram menos contravenções posteriores, do que aqueles que receberam tratamento psiquiátrico.
Um problema básico da psiquiatria é que o conselho pode divergir de um psiquiatra para outro. Também, não há aceitação geral das normas do comportamento humano. Este é o motivo pelo qual aqueles que recorrem ao Criador da mente e do corpo, Jeová Deus, e que observam seu conselho para a saúde mental encontram muito mais ajuda prática do que os que vão aos psiquiatras. O conselho da Bíblia foi provado pelo tempo, aplica-se a qualquer período da história e é coerente.
Isto é de se esperar, visto que “toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas”. — 2 Tim. 3:16.
Qual É Objetivo da Vida?
● Um professor da Universidade York, de Toronto, Canadá, pediu que “os cem melhores intelectuais do mundo” discutissem numa conferência internacional, o objetivo da existência humana O Dr. DanielCappon declarou: “Visto que toda ideologia está vacilando, a religião quase que desapareceu, e a ciência é incapaz de nos dar respostas sobre motivos, não há mais ninguém que nos possa dizer de que trata toda esta história.” Ele disse que as pessoas, hoje, são menos felizes e estão mais confusas do que seus antepassados.
Entretanto, nenhum destes “melhores intelectuais” do mundo poderá responder a tal pergunta, enquanto não fizer caso daquele que pode dar a resposta, “Aquele que desde o princípio conta o final”, Jeová Deus. (Isa. 46:10) Jeová, o Criador desta terra e da humanidade, sabe qual é o objetivo da existência humana, e já determinou o futuro da humanidade. Seu objetivo está claramente declarado na sua Palavra inspirada, que nos diz: “Os próprios mansos possuirão a terra e deveras se deleitarão na abundância de paz.” Por quanto tempo? “Os próprios justos possuirão a terra e residirão sobre ela para todo o sempre.” — Sal. 37:11, 29.
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