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O que o sábio queria dizer?A Sentinela — 1977 | 15 de setembro
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O que o sábio queria dizer?
Seja Equilibrado no Trabalho
Certamente é elogiável quando alguém está disposto a trabalhar arduamente e faz isso com perícia. Mas o trabalho árduo e a proficiência não necessariamente dão satisfação. O sábio Rei Salomão escreveu: “Eu mesmo vi todo o trabalho árduo e toda a proficiência no trabalho, que significa rivalidade de um para com o outro; também isto é vaidade e um esforço para alcançar o vento.” — Ecl. 4:4.
Pode-se trabalhar arduamente e com perícia, não apenas para realizar algo que valha a pena, mas para superar outros em proficiência e produtividade. Quando aqueles que trabalham lado a lado são incitados pelo desejo de se exibirem como melhores do que seus colegas de trabalho, então a competição e a rivalidade substituem a cooperação amistosa. Podem surgir ressentimentos e inveja. Podem-se adotar critérios impróprios, desconsiderando-se totalmente as limitações dos outros. Assim, todo o empenho que visa superar os outros é um “esforço para alcançar o vento”, o vazio. O resultado final é mui indesejável. O sábio evita isso.
Contudo, outro extremo a ser evitado é a flagrante preguiça. “O estúpido”, disse Salomão, “cruza as mãos e come a sua própria carne”. (Ecl. 4:5) Em vez de fazer uso das mãos, em trabalho produtivo, o preguiçoso cruza as mãos, fazendo o mínimo possível. Ele é estúpido em que sua inatividade lhe causa necessidade. Privado do devido alimento e das outras necessidades, por causa de sua indolência, põe em perigo a sua saúde e por isso talvez até mesmo pode morrer prematuramente. Prejudicando-se assim, ele “come a sua própria carne”.
Visto que tanto o trabalho competitivo como a preguiça são indesejáveis, qual é o conceito equilibrado sobre o trabalho? Salomão declarou: “Melhor é um punhado de descanso do que um punhado duplo de trabalho árduo e um esforço para alcançar o vento.” — Ecl. 4:6.
O proceder sábio é evitar ficar tão enfronhado na labuta, que não há tempo para se usufruir os frutos do trabalho. Isto significa contentar-se com o que se tem. Aquele que nunca está satisfeito simplesmente não tem descanso. Sua vida está cheia de preocupações e ansiedades com suas consecuções materiais e como pode obter ainda mais.
Em situação muito melhor está aquele que se contenta com menos. Ele não tem medo de fazer uso dos seus recursos para usufruir o alimento e a bebida, bem como recreação sadia. Preocupa-se também com os outros e tem prazer em ajudar os que estão em verdadeira necessidade. Isto está em harmonia com o conselho bíblico: “Trabalhe arduamente, fazendo com as mãos bom trabalho, a fim de que tenha algo para distribuir a alguém em necessidade.” (Efé. 4:28) Está você entre aqueles que usufruem “um punhado de descanso”, em resultado deste conceito equilibrado sobre o trabalho?
A Desumanidade do Homem Para com o Homem
A família humana tem sofrido por muito tempo terrível opressão e injustiça. Baseado nas suas observações, feitas há quase 3.000 anos, o Rei Salomão escreveu: “Eu mesmo retornei, a fim de ver todos os atos de opressão que se praticam debaixo do sol, e eis as lágrimas dos oprimidos, mas eles não tinham consolador; e do lado dos seus opressores havia poder, de modo que não tinham consolador. E congratulei os mortos que já tinham morrido, em vez de os vivos que ainda viviam. Portanto, melhor do que ambos é aquele que ainda não veio a existir, que não viu o trabalho calamitoso que se faz debaixo do sol.” — Ecl. 4:1-3.
Evidentemente, no começo Salomão deu apenas passageira atenção à desumanidade do homem para com o homem. No entanto, ‘ao retornar’, quer dizer, ao reconsiderar o assunto, ficou espantado em quão grande era realmente a opressão. Visto que os opressores tinham o poder ou a autoridade, os oprimidos eram obrigados a suportar sua sorte lastimável sem que alguém se compadecesse deles ou os consolasse. A situação era tão aflitiva, que Salomão chegou à conclusão de que os mortos estavam em melhores condições, visto que não mais tinham de sofrer os efeitos prejudiciais da injustiça. Encarado deste ponto de vista, aquele que ainda não nasceu ainda está em melhor situação, visto que não precisa ver nem sofrer esta terrível calamidade.
Quão vigorosamente isto ilustra a incapacidade humana de erradicar a injustiça e a tirania! Nem mesmo o Rei Salomão, com toda a sua sabedoria e autoridade, podia endireitar a miséria resultante da imperfeição humana. Apenas Jeová Deus, por meio de Jesus Cristo, pode fazer isso. São deveras boas novas, de que ele promete causar a libertação da aflição no tempo mais apropriado para todos os envolvidos. — Rev. 21:3, 4.
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Bênçãos derivadas por não revidarA Sentinela — 1977 | 15 de setembro
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Bênçãos derivadas por não revidar
● A Bíblia nos diz sobre Jesus: “Quando estava sendo injuriado, não injuriava em revide. Quando sofria, não ameaçava.” (1 Ped. 2:23) Aqueles que imitam Jesus em não revidar do mesmo modo têm recebido ricas bênçãos.
Isto foi o que aconteceu com uma jovem senhora na Nigéria, a qual, pela primeira vez, participava com as Testemunhas de Jeová na pregação pública. Informada de que o ocupante de certa casa era ferrenho opositor, ela ainda assim queria falar com ele. O que aconteceu?
O morador pegou num vasilhame de azeite-de-dendê e jogou todo o azeite sobre ela. Este se espalhou pelo rosto, pelo vestido e pela bolsa dela. Sem dizer uma só palavra, ela começou a enxugar o óleo da sua face. Passaram-se alguns minutos. Observando a atitude pacífica da jovem senhora, o homem sentiu-se um pouco envergonhado. Pediu-lhe que lhe dissesse por que estava visitando seu lar. Esta vez ele escutou.
Não passou muito tempo até que se iniciasse um estudo bíblico com ele. Hoje ele também participa na atividade de pregação pública, como testemunha batizada de Jeová.
Naquele mesmo país, um membro das Testemunhas de Jeová oferecia literatura bíblica às pessoas, quando se chegou a ele certo homem que professava ser “profeta cristão”. Este homem tirou a literatura dele e a rasgou em pedaços. A Testemunha não disse nada, mas abaixou-se e apanhou os pedaços, e depois os pôs na sua pasta. Um homem que observara tudo isso chegou-se então à Testemunha, dizendo: “Estive na rua observando o que nosso profeta lhe fez, sem que o senhor lhe dirigisse uma única palavra de vitupério.” Depois de elogiar a Testemunha, continuou: “A partir de hoje, estou pronto para me tornar um de vocês.” Ele se mostrou fiel à sua palavra e hoje compartilha a verdade bíblica com seus vizinhos.
Deveras, imitar o exemplo de Jesus em não revidar tem bom efeito sobre os sinceros.
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