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O que o Rei faz por nósA Sentinela — 1978 | 15 de maio
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de Deus será a única, suprema, vindicada, sendo então diretamente exercida sobre toda a sua criação. — Heb. 13:8; 1 Cor. 15:24-28.
18. Tem Jeová outras coisas maravilhosas em reserva para Cristo e os seus 144.000 associados, após o término do reinado milenar?
18 Naturalmente, Cristo sempre será reconhecido e honrado pelo seu grande trabalho, e será Sumo Sacerdote e Rei honorário. Sendo Jeová o grande Recompensador. Suas relações adicionais com Cristo e os 144.000 associados celestiais dele, serão expressões do grande amor que lhes tem. (Heb. 6:10) A Bíblia não revela o que tem em reserva para eles, mas, aquilo que ele já fez, tem sido grandioso.
“Deus, que é rico em misericórdia, pelo seu grande amor com que nos amou, vivificou-nos junto com o Cristo . . . e ele nos levantou junto e nos assentou junto nos lugares celestiais, em união com Cristo Jesus, a fim de que, no vindouro sistema de coisas, se demonstrassem as riquezas sobrepujantes de sua benignidade imerecida na sua graça para conosco, em união com Cristo Jesus.” — Efé. 2:4-7.
19. Por que se precisa entender as coisas que acabamos de estudar?
19 Todas essas coisas estão envolvidas nas boas novas, e o entendimento e o apreço delas são essenciais para aquele que quer servir a Deus de modo aceitável e proclamar as boas novas a outros.
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O que o sábio queria dizer?A Sentinela — 1978 | 15 de maio
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O que o sábio queria dizer?
Estão nas Mãos de Deus
Sábio como era, o Rei Salomão não podia divisar o pleno alcance da obra de Deus — as coisas que o Altíssimo não somente faz, mas também tolera, na realização do seu grandioso propósito. Ainda assim havia uma verdade vital que Salomão ‘tomou ao coração’, depois de fazer cuidadosa investigação dos assuntos humanos. Qual era? “Os justos e os sábios, bem como suas obras, estão na mão do verdadeiro Deus.” — Ecl. 9:1.
Sim, tanto quanto à sua pessoa como quanto às suas ações, o justo e o sábio estão nas mãos ou no poder do Altíssimo. Embora possa permitir que lhes sobrevenha calamidade, eles positivamente não perderão a sua recompensa. Jeová Deus “conhece os que lhe pertencem” e fará com que todas as suas obras saiam ‘para o bem daqueles que o amam’. (Rom. 8:28; 2 Tim. 2:19) Isto pode ser motivo de consolo e encorajamento, ao vermos os justos sofrendo, enquanto os iníquos prosperam. — Ecl. 8:14.
Os eruditos bíblicos, nos últimos séculos, ficaram intrigados com o que Salomão queria dizer com a sua próxima declaração em Eclesiastes 9:1: “A humanidade não está apercebida nem do amor nem do ódio que todos eram anteriores a eles.” Pode ser que estas palavras tenham sido intencionalmente escritas de tal maneira, que se possam tirar delas vários conceitos práticos. Por exemplo, podem ser entendidas como que significando que, visto a morte acabar com o amor e o ódio das pessoas, os vivos não têm nenhuma idéia de quanto amor e ódio existia antes de nascerem, quer dizer, na vida daqueles que existiram antes de seu próprio tempo.
Ou pode ser que as palavras de Salomão devam ser encaradas no contexto anteriormente expresso, de Deus ter poder sobre os justos e os sábios, bem como sobre suas obras. O amor e o ódio que eles, bem como os demais da humanidade, tinham eram o resultado da permissão ou da tolerância de Deus. Também, o Altíssimo previu muito antes do nascimento deles que os homens sentiriam tanto amor como ódio. Permitiu que viesse à existência uma raça humana pecaminosa, com seu amor e seu ódio. Após a rebelião de Adão e Eva, Jeová Deus declarou: “Porei inimizade entre ti [a serpente original, Satanás, o diabo] e a mulher [não Eva, mas a “mulher” de Deus (Gál. 4:26-31)], e entre o teu descendente e o seu descendente.” (Gên. 3:15) Assim, embora Deus não estivesse ‘despercebido nem do amor nem do ódio’ que haveria entre a humanidade, tratava-se de algo que o próprio homem só viria a conhecer por dura experiência.
Por outro lado, a declaração do sábio, em Eclesiastes 9:1, poderia ser explicada assim: Entre os homens imperfeitos, as emoções do amor e do ódio são amiúde expressas sem pé nem cabeça. Portanto, falta aos homens percepção, entendimento ou compreensão da motivação de todo o amor e ódio expressos anteriormente a eles. Entendidas assim as palavras de Salomão teriam ligação com a sua subseqüente consideração das incertezas da vida e da imprevisibilidade com que a morte pode acabar com tudo. O amor e o ódio podem ser igualmente cegos e incompreensíveis.
Por estarem num mundo imperfeito e pecaminoso, os homens, quer justos quer iníquos, podem sentir tanto o bem como o mal, amor e ódio. Jeová Deus permite que tanto os justos como os iníquos usufruam alimento e bebida, bem como suas outras provisões generosas para o sustento da vida. (Mat. 5:45; Atos 14:16, 17) Além disso, no que se refere a morrer, não há distinção. Salomão prosseguiu: “Todos são iguais naquilo que todos têm. Um só é o evento conseqüente para o justo e para o iníquo, para o bom, e para o puro e para o impuro, e para aquele que oferece sacrifícios e para aquele que não oferece sacrifícios. O bom é igual ao pecador; quem jura [leviana ou irrefletidamente] é igual ao que tem estado com medo duma declaração juramentada.” — Ecl. 9:2.
Visto que não parece haver nenhuma diferença externa entre o que sobrevêm ao justo e ao iníquo, durante a sua vida, e especialmente visto que tudo acaba na morte, pode parecer que não há nenhuma vantagem real em se levar uma vida reta, temente a Deus. Salomão indicou isso como sendo uma razão da persistente transgressão entre a humanidade, dizendo: “Isto é o que é calamitoso em tudo o que se tem feito debaixo do sol, que, por haver um só evento conseqüente para todos, o coração dos filhos dos homens está também cheio do mal.” — Ecl. 9:3.
Mas, vale-lhes alguma coisa entregarem-se ao que é contra a lei? Não, porque o sábio declara: “Há doidice no seu coração durante a sua vida, e depois dela — rumo aos mortos!” (Ecl. 9:3) Enquanto vivos, agem como que fora de si, seguindo seus desejos e inclinações errados, sem freio. Finalmente, sua vida de folia e luxúria acaba de repente na morte. Então, qual é o proceder realmente sábio?
Usufrua a Vida de Modo Sadio
Deve-se apreciar a vida e usá-la bem. Salomão escreveu: “Quanto àquele que está unido a todos os viventes, há confiança, porque melhor está o cão vivo do que o leso morto. Pois os viventes estão cônscios de que morrerão [um pensamento sóbrio, que devia induzi-los a usar sua vida de modo sadio]; os mortos, porém, não estão cônscios de absolutamente nada, nem têm mais salário, porque a recordação deles foi esquecida. Também seu amor, e seu ódio, e seu ciúme já pereceram, e por tempo indefinido eles não têm mais parte em nada do que se terá de fazer debaixo do sol.” — Ecl. 9:4-6.
Apenas quando alguém está vivo pode ele ter confiança e esperança. Esta é a ocasião para se criar boa reputação perante o Criador. Enquanto há vida, há esperança de haver uma mudança para melhor, mesmo no caso de alguém que procede dum modo
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