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TrôadeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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as boas novas a respeito de Cristo, pois, como ele afirma, “se me abriu uma porta no Senhor”. Depois de um período não revelado de tempo, porém, o apóstolo ficou preocupado por Tito ainda não ter chegado, e, assim, partiu para a Macedônia, esperando encontrá-lo ali. — Atos 20:1; 2 Cor. 2:12, 13.
Evidentemente Paulo passou aquele inverno na Grécia, antes de retornar a Trôade, na primavera setentrional de 56 EC. (Atos 20:2-6) Desta feita, Paulo permaneceu sete dias ministrando aos irmãos cristãos em Trôade, e edificando-os espiritualmente. Quando se reuniu com eles na noite antes de partir, e enquanto Paulo ‘prolongava as suas palavras até à meia-noite’, um rapaz chamado Êutico, que estava sentado na janela do terceiro pavimento, adormeceu por volta da meia-noite e despencou de lá, vindo a falecer. O apóstolo milagrosamente fez o rapaz retornar à vida e continuou conversando com a assembléia até o romper do dia. — Atos 20:6-12.
É provável que Paulo visitasse Trôade de novo depois de ser solto, em 61 EC, de sua detenção doméstica em Roma. O apóstolo Paulo escreveu a Timóteo durante o seu segundo encarceramento em Roma, por volta do ano 65 EC, pedindo que Timóteo lhe trouxesse um manto e certos rolos e pergaminhos que Paulo havia deixado com Carpo em Trôade. Parece muito improvável que tal pedido fosse feito cerca de nove anos depois, como se daria se a última visita de Paulo ao lar de Carpo ocorresse em sua terceira viagem missionária, em 56 EC. — 2 Tim. 4:13.
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TROMBETA
[Heb. , hhatsotseráh; gr. , sálpigx]. Antes de Israel ter levantado acampamento no deserto pela primeira vez, Jeová ordenou a Moisés que fizesse “duas trombetas de prata . . . obra batida”. (Núm. 10:1-10, 13) Embora não se forneça nenhuma outra descrição dos instrumentos, moedas em circulação na época dos Macabeus, bem como um relevo do Arco de Tito, representam as trombetas como tendo de uns 45 a 90 cm de comprimento, retas, e terminando num pavilhão. Josefo declara que havia ligeira expansão perto do bocal, e que o furo era só um pouco maior do que o duma flauta, o que provavelmente produziria um tom estridente, alto. Na inauguração do templo de Salomão, 120 trombetas soaram. — 2 Crô. 5:12.
Descrevem-se três sinais, empregando-se dois métodos de toque: (1) o toque de ambas as trombetas convocava todos os homens representantes da inteira assembléia de Israel para a tenda de reunião; (2) o toque de uma só trombeta convocava apenas os maiorais, que eram cabeças de milhares; e (3) toques trêmulos assinalavam a ordem de levantar acampamento. — Núm. 10:3-7.
Jeová orientou adicionalmente que, em épocas de guerra, as trombetas soassem um “toque de guerra”. (Núm. 10:9) Isto era feito, posteriormente, pelo sacerdote que acompanhava o exército. (Núm. 31:6) Abias, de Judá, quando procurava evitar a guerra com Jeroboão, de Israel, apontou para estas “trombetas para tocar o alarme de batalha” como garantia divina da vitória de Judá na guerra. Quando Jeroboão persistiu obstinadamente em sua agressão, suas forças foram derrotadas por um exército de Judá que fora muitíssimo encorajado pelos “sacerdotes [que] tocavam alto as trombetas”. — 2 Crô. 13:12-15.
Jesus mandou que seus ouvintes não tocassem trombeta a fim de atrair atenção para os seus atos de caridade, em imitação dos hipócritas. (Mat. 6:2) Sugere-se em geral que, neste caso, a trombeta é empregada em sentido metafórico, Jesus avisando para se evitar a ostentação ao se fazerem dádivas de misericórdia.
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TRONCO
Antigo instrumento de confinamento e de punição, que consistia numa armação de madeira em que se prendiam os pés da vítima em posição sentada (2 Crô. 16:10; Jer. 20:2, 3), não raro enquanto ela ficava exposta à contemplação e ao ridículo públicos. O tronco romano possuía diversos olhais, de modo que, se desejado, as pernas pudessem ser amplamente distanciadas, aumentando o suplício. Em hebraico, o tronco para o confinamento dos pés é chamado de sadh (Jó 13:27; 33:11), e, uma vez que era feito de madeira, é designado pelo termo grego xy’lon (madeira). Enquanto estavam detidos em Filipos, Paulo e Silas foram confinados a troncos que lhes prendiam os pés. — Atos 16:24.
Em outras partes das Escrituras Hebraicas, uma outra palavra, mahpékheth, é vertida “tronco”. Visto que continha a idéia de torcer, parece que a pessoa assim confinada era obrigada a contorcer-se ou ficar numa encurvada postura corporal. Este instrumento talvez prendesse os pés, as mãos e o pescoço, ou, talvez, pudesse ser empregado junto com outros meios para prender o pescoço e os braços. O tronco e o pelourinho talvez fossem combinados para prender as pernas, bem como o pescoço é os braços. — Jer. 29:26.
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TRONO
[Heb., kissé’; gr., thrónos]. O termo hebraico kissé’ significa basicamente ‘assento’ (1 Sam. 4:13), “cadeira” (2 Reis 4:10), ou um assento de importância especial, tal como um “trono”. (1 Reis 22:10) Sua aplicação não se limita aos assentos dos monarcas governantes (1 Reis 2:19; Nee. 3:7; Ester 3:1; Eze. 26:16), nem se refere estritamente a um assento de costas altas (ou espaldar) e braços. Eli, por exemplo, enquanto se achava no Portão de Silo, caiu para trás de seu kissé’ , evidentemente um assento sem costas. — 1 Sam. 4:13, 18.
O único trono dum governante de Israel que é descrito em pormenores é o que Salomão fez. (1 Reis 10:18-20; 2 Crô. 9:17-19) Parece que se localizava no “Pórtico do Trono”, um dos prédios que se erguiam no monte Moriá, em Jerusalém. (1 Reis 7:7) Era ‘um grande trono de marfim, recoberto de ouro refinado, com dossel redondo por detrás, e com braços’. Embora o marfim pudesse ser o material básico desta cadeira real, a técnica de construção seguida por via de regra no templo pareceria indicar que era feito de madeira, recoberto de ouro refinado e ricamente ornamentado com painéis incrustrados de marfim. Para o observador, este trono pareceria ser feito inteiramente de marfim e de ouro. Depois de mencionar seis degraus que conduziam ao trono, o registro prossegue: “Dois leões estavam em pé ao lado dos braços. E havia ali doze leões em pé sobre os seis degraus, deste lado e daquele lado.” É apropriado o simbolismo dos leões, que denotam a autoridade governante. (Gên. 49:9, 10; Rev. 5:5) Os doze leões parecem ter correspondido às doze tribos de Israel, possivelmente simbolizando a sujeição e o apoio delas ao governante sentado neste trono. Vinculado de alguma forma ao trono havia um escabelo de ouro. A descrição deste trono de marfim e de ouro em sua posição elevada, coberto pelo dossel, com leões majestosos à sua frente, transcende a de qualquer outro trono desse período que já tenha sido descoberto pelos arqueólogos, representado em monumentos, ou descrito nas inscrições. Como o cronista observou fielmente: “Nenhum outro reino tinha feito um exatamente igual a ele.” — 2 Crô. 9:19.
EMPREGO FIGURADO
“Trono” significa, figurativamente, um assento, ou sede, duma autoridade governamental (1 Reis 2:12; 16:11), ou a autoridade régia e a própria soberania (Gên. 41:40; 1 Crô. 17:14; Sal. 89:44); um governo em exercício ou administração real (2 Sam. 14:9); o controle soberano sobre um território (2 Sam. 3:10), e uma posição honrosa. — 1 Sam. 2:7, 8; 2 Reis 25:28.
Jeová, a quem até mesmo o “céu dos céus” não pode conter, não precisa sentar-se num trono ou cadeira literal. (1 Reis 8:27) Ele, contudo, representa sua autoridade real e soberania pelo símbolo dum trono. Determinados servos de Deus tiveram o privilégio de obter uma visão de Seu trono. (1 Reis 22:19; Isa. 6:1; Eze. 1:26-28; Dan. 7:9; Rev. 4:1-3) Os Salmos descrevem o trono de Jeová, sua majestade ou poder, sua posição como Juiz Supremo, como tendo sido estabelecido em justiça e em juízo “desde há muito”. — Sal. 89:14; 93:2; 97:2.
Jeová estendeu seu trono à terra de modo típico e específico em seu modo de lidar com os filhos de Israel. Uma vez que quem governasse em Israel devia ser um ‘rei que Jeová, seu Deus, escolhesse’, que governasse em nome de Jeová sobre o povo de Jeová, e de acordo com a lei de Jeová, o trono dele era realmente o “trono de Jeová”. — Deut. 17:14-18; 1 Crô. 29:23.
Além de sua identificação régia com a linhagem real de Judá, Jeová achava-se entronizado em Israel também em outro sentido. Conforme Jeremias expressou-o: “Há o trono glorioso no alto, desde o princípio; é o lugar do nosso santuário.” (Jer. 17:12) Jeová era mencionado como “sentado sobre os querubins” que se achavam sobre a tampa propiciatória da Arca do testemunho, no santuário. (Êxo. 25:22; 1 Sam. 4:4) Esta entronização era simbolizada por uma nuvem que, segundo se nos informa, produzia uma luz milagrosa que, mais tarde, os escritores judaicos chamaram a Shekhináh. (Lev. 16:2) Ao passo que Jeremias predisse a ausência da Arca do pacto quando Israel fosse restaurado de Babilônia, isto não significaria que Jeová não mais objetivasse ser entronizado em seu centro de adoração: “Naquele tempo chamarão Jerusalém de trono de Jeová.” (Jer. 3:16, 17) As profecias de restauração, expressas por Ezequiel, estão de acordo, pois, em sua visão do templo de Jeová, em que não se via nenhuma Arca do pacto, foi-lhe dito: “Filho do homem, este [templo] é o lugar do meu trono.” — Eze. 43:7.
Jeová fez um pacto para que o próprio trono do descendente de Davi ‘viesse a ser duradouro por tempo indefinido’. (1 Crô. 17:11-14) Ao anunciar o cumprimento desta promessa, o anjo Gabriel disse a Maria: “Jeová Deus . . . dará [a Jesus] o trono de Davi, seu pai, e ele reinará sobre a casa de Jacó para sempre, e não haverá fim do seu reino.” (Luc. 1:32, 33) Não só Jesus herdaria um domínio terrestre, mas compartilharia do trono de Jeová, que é universal. (Rev. 3:21; Isa. 66:1) Por sua vez, Jesus prometeu compartilhar seu trono de autoridade régia com todos aqueles que, semelhante a seus fiéis apóstolos, estivessem no novo pacto feito com seu Pai, e que vencessem o mundo, assim como Jesus vencera. Isto lhes seria concedido na “recriação”, durante a presença de Jesus. — Mat. 19:28; Luc. 22:20, 28-30; Rev. 3:21.
Em harmonia com a profecia de Jeová mediante Zacarias, de que um homem chamado “Renovo”, o edificador do futuro templo para Jeová, ‘teria de tornar-se sacerdote sobre o seu trono’, Paulo registra, a respeito de Jesus: “Temos um sumo sacerdote tal como [Melquisedeque, um rei-sacerdote], e ele se assentou à direita do trono da Majestade nos céus.” (Zac. 6:11-13; Heb. 8:1) Além de Cristo Jesus, João observou a inteira casa ou santuário espiritual de Deus, a fiel congregação cristã, entronizada como reis-sacerdotes que hão de governar por mil anos. — Rev. 20:4, 6; 1 Ped. 2:5.
Conforme predito no Salmo 45:6, e aplicado por Paulo em Hebreus 1:8, o trono de Jesus — seu cargo ou autoridade como soberano — tem a Jeová como fonte: “Deus é o teu trono para todo o sempre.” Por outro lado, também o Diabo fornece base ou autoridade para que suas organizações governem, conforme
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