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“Servi a Jeová com alegria”A Sentinela — 1969 | 1.° de novembro
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19, 20. (a) Dê exemplos para mostrar que servir a Jeová resulta em bênção e alegria. (b) O que é necessário para se usufruir plena satisfação e verdadeira felicidade?
19 Os fiéis ministros cristãos não se sentem agora tristes em razão de uma vida dessatisfatória ou fútil. Antes, apesar de perseguição, os anos de serviço a Deus e a Sua evidente bênção sobre a obra da pregação do Reino induziram a uma das testemunhas de Jeová a escrever: “Quão satisfatório é ter passado por tudo isso! Quantas vezes senti a ajuda e a proteção de Jeová! Vez após vez encarei a morte, mas posso juntar-me ao salmista em dizer: ‘Jeová é o meu Pastor. Nada me faltará.’ . . . Deveras, Jeová nos abençoa além do que poderíamos pedir ou compreender quando respondemos à sua chamada e de todo o coração empreendemos o ministério como suas testemunhas.” (Sal. 23:1) Outra testemunha, aos noventa e três anos de idade, ministro há muito tempo, pôde declarar: “Gastar todo o meu tempo no serviço de Jeová tem sido a alegria da minha vida, e espero continuar nele eternamente em associação com Jesus Cristo e seus ‘santos na luz’. — Col. 1:12.”
20 Esta é a experiência dos que fielmente ‘servem a Jeová com alegria’. (Sal. 100:2) Podem falar confiantemente a respeito de Deus, assim como Davi fez, dizendo: “Tu me farás saber a vereda da vida. Alegria e fartura estão com a tua face; na tua direita há o agradável, para sempre.” (Sal. 16:11) Mas, para se usufruir plena satisfação e verdadeira felicidade, precisa-se ter prazer na casa de Deus.
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“Tenho prazer na casa de meu Deus”A Sentinela — 1969 | 1.° de novembro
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“Tenho prazer na casa de meu Deus”
“Não devemos negligenciar a casa de nosso Deus.” — Nee. 10:39.
1. Descreva a estrutura originalmente erigida para a adoração verdadeira, pelos israelitas, no ermo.
HÁ MAIS de trinta e quatro séculos, no ermo inóspito da península de Sinai, erigiu-se uma magnífica tenda. Ela tinha apenas uns quatro metros e meio de largura, uns quatro metros e meio de altura e uns treze metros e meio de comprimento. No entanto, junto com o seu pátio e com toda a mobília, custou bem mais de oito milhões de cruzeiros novos. (Êxo. 38:29-31; notas b e c na ed. inglesa de 1953 da NM.) Tratava-se do maravilhoso tabernáculo erigido em 1512 A. E. C., às ordens de Deus, pelos israelitas libertos por Jeová da escravidão egípcia. (Êxo. 36:2-38:20) Esta grandiosa tenda serviu como centro da adoração verdadeira de Israel por uns 485 anos.
2, 3. (a) Que edifício para o louvor de Jeová inaugurou Salomão em 1027 A. E. C.? (b) Delineie a história posterior do templo em Jerusalém.
2 Em 1027 A. E. C., Salomão, filho de Davi e rei de Israel, inaugurou em Jerusalém outro edifício para o louvor de Jeová, um templo para o qual seu pai recebera a planta arquitetônica por inspiração divina. (1 Crô. 28:11-19) O santuário deste templo, por dentro, media nove metros de largura, vinte e sete metros de comprimento e treze metros e meio de altura. (1 Reis 6:2) O templo, construído principalmente com pedra calcária e madeira de cedro, era decorado de ouro e pedras preciosas, e, sem dúvida, era um dos edifícios mais belos e suntuosos que já se construíram. Para a sua construção haviam sido contribuídos o equivalente de mais de vinte bilhões de cruzeiros novos em ouro e em prata. O Deus Todo-poderoso certamente se agradou dele, pois, após a oração comovente de Salomão, por ocasião da sua dedicação, “desceu dos céus o próprio fogo e passou a consumir a oferta queimada e os sacrifícios, e a própria glória de Jeová encheu a casa”. — 2 Crô. 6:12-7:3.
3 O templo construído por Salomão foi destruído pelos babilônios em 607 A. E. C., e os judeus foram então levados ao exílio. (2 Reis 25:8-12) Soltos de Babilônia, sete décadas depois, pelo rei persa Ciro, retornaram a Jerusalém, e o templo foi finalmente reconstruído ali sob a supervisão de Zorobabel. (Esd. 1:1-4; 3:8-11; 6:14, 15) Séculos depois, Herodes, o Grande, reconstruiu gradualmente este templo, e este último edifício era o que estava de pé quando Jesus Cristo esteve na terra. No entanto, por causa da infidelidade dos judeus para com Jeová, e conforme predito por Jesus, este templo foi arrasado quando os romanos destruíram Jerusalém em 70 E. C. — Mat. 24:1, 2.
4. O que substituiu o tabernáculo e os templos materiais, posteriores? Queira descrevê-lo.
4 O templo foi apropriadamente chamado de “templo de Jeová”, “casa do verdadeiro Deus” e “casa de Jeová”. Jesus chamou-o também de “casa de meu Pai”. (2 Crô. 26:16; Esd. 3:8; João 2:16) O primitivo tabernáculo de Israel e os templos posteriores não existem mais; porém, seu lugar foi ocupado por um templo espiritual ainda mais glorioso. Sobre este, o apóstolo cristão Paulo disse aos concrentes em Éfeso: “Portanto, certamente não sois mais estranhos e residentes forasteiros, mas sois concidadãos dos santos e sois membros da família de Deus, e fostes edificados sobre o alicerce dos apóstolos e profetas, ao passo que o próprio Cristo Jesus é a pedra angular de alicerce. Em união com ele, o edifício inteiro, sendo harmoniosamente conjuntado, desenvolve-se num templo santo para Jeová. Em união com ele também vós estais sendo edificados juntamente como lugar para Deus habitar por espírito.” (Efé. 2:19-22) O espírito de Deus habita nas pessoas que constituem este templo, e elas são “pedras viventes”, edificadas como “casa espiritual”. (1 Ped. 2:4, 5; 1 Cor. 3:16) Os que compõem o templo espiritual somam apenas 144.000, dos quais apenas um pequeno restante vive ainda na terra. — Rev. 7:4-8; 14:1-5.
5. Como mostram os louvadores de Jeová, com esperança terrena, que apreciam ter contato com a classe do templo?
5 O templo espiritual pode estar representado numa congregação local das testemunhas de Jeová pela presença nela de um ou mais seguidores ungidos de Jesus Cristo. Todavia, devido ao pequeno número de tais ainda vivos na terra, as congregações dos servos de Deus, em algumas regiões, compõem-se exclusivamente de louvadores dedicados de Jeová com esperanças terrenas, a “grande multidão”, representados em Revelação como estando de pé perante o trono de Deus e ‘prestando-lhe serviço sagrado, dia e noite, no seu templo’. (Rev. 7:9, 15) Tais pessoas têm vivo apreço de ter contato com os da classe do templo e demonstram isso por cooperarem plenamente com o “escravo fiel e discreto”, composto de todos os cristãos ungidos, na terra, como classe. (Mat. 24:45-47) Por fazerem coisas boas aos “irmãos” de Cristo, seus seguidores ungidos, serão recompensadas com a vida eterna. — Mat. 25:34-40, 46.
HONRAR A JEOVÁ COM COISAS VALIOSAS
6, 7. (a) Qual foi a reação dos israelitas quando tiveram o privilégio de contribuir para a construção do tabernáculo e do templo? (b) Como se prontificam os servos de Jeová nas oportunidades de apoiar a adoração verdadeira? (c) Resulta pobreza desta ação de dar?
6 Os israelitas tiveram o privilégio de contribuir com ouro, prata, cobre, lã, linho e outras coisas para a construção do tabernáculo. Os de coração disposto deram alegremente esta “contribuição pertencente a Jeová”, de fato, contribuíram tanto, que se teve de parar com as doações,
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