-
O incentivo do lucro — inimigo sutil do mundo famintoDespertai! — 1975 | 8 de dezembro
-
-
estabelecido em breve. (Mat. 6:9, 10; 2 Ped. 3:13) A Bíblia promete que, nesse tempo, “a própria terra dará certamente a sua produção; Deus, nosso Deus, nos abençoará”. (Sal. 67:6) A terra será um paraíso.
Por que não permite que as testemunhas de Jeová lhe expliquem, pela Bíblia, o que a regência do reino de Deus finalmente significará para a terra inteira? Poderá comunicar-se com elas por escrever aos editores desta revista.
Mas, sob o atual sistema de coisas, o que dizer da lavoura? Muitos lavradores não desejam abandonar a lavoura. Avaliam que o modo de vida que escolheram tem muitos benefícios. Observa um lavrador de Wisconsin: “Há satisfação em se ter seu próprio negócio. É agradável trabalhar com animais e observá-los crescer, percorrendo seus vários estágios brincalhões da vida. É agradável, também, ver as colheitas de cereais e de feno crescerem e ceifá-las cada ano. O lavrador pode estabelecer seu próprio horário de trabalho e estar com sua família muitas vezes por dia. Assim, há uma parte agradável da lavoura, também. Muitos lavradores acham que sua ocupação os leva para perto de Deus.”
Gostam muito da lavoura. Mas, detestam o sistema mundial opressivo que obriga homens honestos — lavradores, empacotadores, vendedores, expedidores, distribuidores — a trabalhar dia e noite, dá-lhes uma retribuição mínima pelo seu trabalho e então, de algum modo, jamais leva o alimento para as pessoas que realmente precisam dele. Com verdadeiro fervor, tais pessoas oram a Deus para o cumprimento de Sua promessa: “Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” — Mat. 6:9, 10.
-
-
Nosso assombroso UniversoDespertai! — 1975 | 8 de dezembro
-
-
Nosso assombroso Universo
POR milhares de anos, as pessoas se maravilham dos céus estrelados. Numa noite clara, não se pode deixar de ficar impressionado com a beleza e a majestade das estrelas que podem ser vistas.
Os que pensam no que vêem, amiúde se perguntam: Exatamente o que “está lá fora”? Como é organizado? Haverá qualquer fim disso? De onde veio?
Sondando o Universo
Hoje em dia sabe-se mais sobre o universo do que em qualquer tempo anterior. Nas últimas décadas, toda espécie de instrumentos foram inventados para auxiliar os cientistas a procurar respostas para suas perguntas.
Agora existem mais telescópios óticos poderosos para se contemplar as estrelas e fotografá-las. Radiotelescópios maiores e mais novos captam os sinais de rádio que vêm do espaço. E instrumentos avançados que podem analisar a luz e o calor das estrelas são amplamente usados.
Em adição, os cientistas dispõem do radar e de satélites artificiais. Estes são úteis para a sondagem de nosso sistema solar contíguo, isso é, nosso sol e seus planetas e luas.
Por meio de todas essas fontes, um dilúvio de informações, bem como teorias resultantes, têm fluído. E várias coisas se tornaram evidentes. Uma é que o universo resultou ser muito, muito mais assombroso do que alguém poderia imaginar,
-
-
As ilhas Salomão acabam com a proscriçãoDespertai! — 1975 | 8 de dezembro
-
-
As ilhas Salomão acabam com a proscrição
O DIA 30 de dezembro de 1974 trouxe especial regozijo para as testemunhas de Jeová nas Ilhas Salomão. Essa data assinalou o fim duma proscrição à importação e distribuição dos periódicos A Sentinela e Despertai! naquelas ilhas do Pacífico. A proscrição continuara em vigor por dezoito anos.
O que trouxe a proscrição sobre essas revistas? Será que isto prejudicou a obra das testemunhas de Jeová nas Ilhas Salomão? O que levou ao fim da proscrição?
As testemunhas de Jeová estão ativas nas Ilhas Salomão desde o início da década de 1950. Nessa época, um nativo das Ilhas Salomão, desejoso de obter conhecimento da Bíblia, correspondia-se com o escritório da Sociedade Torre de Vigia na Austrália. Naqueles dias, havia também um europeu, súdito britânico, que servia como testemunha de Jeová nas Ilhas Salomão.
Daí veio o dia 23 de março de 1956. Naquele dia, uma proclamação de John Gutch, oficial e alto comissário britânico para o Pacífico Ocidental, proibiu a importação no Protetorado Britânico das Ilhas Salomão (P. B. I. S.) de certas publicações impressas pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (EUA), inclusive as duas revistas mencionadas acima.
Pouco depois disso, a Testemunha européia foi expulsa do Protetorado. Alguns talvez imaginassem que isso seria o fim das Testemunhas nestas ilhas. Mas, as coisas não aconteceram assim.
O nativo das Ilhas Salomão mencionado acima, que escrevera à Sociedade Torre de Vigia, continuou a absorver a verdade bíblica. Ele e dois outros nativos começaram a partilhar a mensagem bíblica com seus vizinhos em 1957. Este senhor tornou-se a primeira pessoa natural destas ilhas a ser batizada como uma das Testemunhas de Jeová.
Embora não lhes fosse permitido usar A Sentinela e Despertai! em suas atividades de pregação pública, estes cristãos zelosos trabalharam arduamente. Por volta de agosto de 1958, havia 11 testemunhas de Jeová ativas nas Ilhas Salomão. Um ano depois, o número pulara para 86, sendo que 49 delas tinham sido batizadas nos doze meses prévios. Em agosto de 1962, havia 239 Testemunhas nas Ilhas Salomão, e agora seu número aumentou para mais de 600.
Os naturais das Ilhas Salomão têm bom apetite espiritual. Isto se evidencia de que 2.000 assistem regularmente às assembléias locais das testemunhas de Jeová. E 2.477 se apresentaram para a Comemoração da morte de Cristo em 7 de abril de 1974.
Parecia apropriado, assim, intensificar os esforços de eliminar a proscrição sobre as duas principais publicações das testemunhas de Jeová. Como se conseguiu isso?
Esforços Crescentes de Acabar com a Proscrição
A proscrição fora imposta sob a regência britânica. Em fins de 1973, contudo, o Protetorado Britânico das Ilhas Salomão estava próximo de alcançar o autogoverno. O Conselho de Governo, na maior parte nativo, continuou a receber maiores responsabilidades. Esta parecia ser boa hora para aumentar os esforços de acabar com a proscrição.
Uma Testemunha nativa das Ilhas Salomão se dirigiu ao Secretariado em Honiara e foi aconselhada a que escrevesse ao Primeiro Secretário. Fez-se isso, mas passou o tempo, com poucos resultados. Alguns membros do Conselho de Governo, na maior parte nativos, foram visitados pessoalmente para ver se eles suscitariam a questão na próxima reunião do Conselho. Alguns indicaram que o fariam, mas, nada resultou disso.
Em seguida, a Associação Internacional dos Estudantes da Bíblia, uma corporação legal das testemunhas de Jeová, escreveu ao Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Comunidade, em Londres. A resposta declarava em parte: “O que por fim se divulga tem de ser uma decisão do Governo do P. B. I. S., e não seria apropriado que o G. S. M. [Governo de Sua Majestade] anulasse as decisões feitas localmente sobre assuntos de interesse primário da população local.” Assim, foi necessário mais uma vez procurar os líderes locais.
Daí, aconteceu algo de novo. Houve a eleição dum Primeiro Ministro e de outros Ministros que formavam a Assembléia Legislativa. Foram feitos arranjos para uma entrevista com o Primeiro Ministro. Ele sugeriu que fosse feita uma petição dirigida ao Governador e assinada por tantas testemunhas de Jeová quantas fosse possível. Isto foi feito, e, em 16 de novembro de 1974, uma petição contendo 650 assinaturas foi apresentada ao Governador. Cópias foram também fornecidas ao Primeiro Ministro e a todos os outros Ministros da Assembléia Legislativa. A petição continha trechos relevantes com respeito à proteção dos “Direitos e Liberdades Fundamentais” garantidos no Capítulo 1 da Lei das Ilhas Salomão Britânicas de 1974. Em parte, a petição dizia:
“Respeitosamente trazemos à atenção de V. Ex.ª o Primeiro Ponto da Cláusula 10 do Capítulo 1 da Lei de 1974. ‘Exceto por consentimento próprio, nenhuma pessoa será impedida do usufruto de sua liberdade de expressão, e para as finalidades desta seção, dita liberdade inclui a liberdade de ter opiniões sem interferência, a liberdade de comunicar idéias e informações sem interferência, a liberdade de receber idéias e informações sem interferência, e a liberdade de interferência em sua correspondência.’ É nossa crença que o grupo cristão de Testemunhas de Jeová se vê privado de sua ‘liberdade de receber idéias e informações sem interferência’, devido a não poderem obter suas revistas A Sentinela e Despertai! e outras publicações da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados. Ademais crê-se que não usufruem plena ‘liberdade de comunicar idéias e informações sem interferência’ devido a não poderem distribuir as publicações acima mencionadas.”
Obteve bons resultados tal petição? Uma carta do Palácio de Governo, datada de 11 de fevereiro de 1975, e assinada pelo Governador do Protetorado Britânico das Ilhas Salomão, incluía o seguinte:
“Queira referir-se à Petição datada de 6 de novembro de 1974, assinada por V. S. e outros. Como V. S. provavelmente observou, em 30 de dezembro de 1974, o Apenso da Proclamação N.º 1, de 1956, foi emendado pela omissão dos seguintes termos:
“‘Quaisquer números passados ou futuros do periódico “Despertai!”’
“‘Quaisquer números passados ou futuros do periódico “Sentinela”.’
“Isto significa que V. S. está livre para importar e distribuir tais revistas. Ficaria grato se V. S. informasse aos outros peticionários.”
Recentes mudanças governamentais nas Ilhas Salomão resultaram deveras em maior liberdade de comunicação de idéias. Isto gera esperança, nas testemunhas de Jeová, de que as outras coisas solicitadas, tais como a permissão de trazer missionários ao Protetorado, sejam concedidas no devido tempo.
-