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Sigamos o Agente Principal da Regência DivinaA Sentinela — 1973 | 15 de junho
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gentias, para que pudessem repeti-la com a sua boca e guardá-la com apreço no coração. Jesus Cristo tornara-lhes esta informação possível também por descer do céu, para dar testemunho sobre Deus e seu propósito; e ele fora também ressuscitado dentre os mortos, pelo Deus Todo-poderoso, para que pudesse ser um testemunho vivo do cumprimento e da realização do propósito de Deus. Provou-se assim também inconfundivelmente que ele era o “Senhor”, o Agente Principal da regência divina de Jeová. Portanto, a “palavra” vitalizadora estava lá onde os gentios podiam obtê-la, tão perto deles quanto sua boca e seu coração. Mas, a questão era: O que iam fazer com ela? Se quisessem ter a salvação eterna, havia apenas uma coisa que podiam fazer com ela. Também, o que deviam fazer com ela para a salvação fora-lhes ordenado pelo próprio Deus. Lembre-se de que Moisés foi inspirado a chamar esta “palavra” de “mandamento que hoje te ordeno”. (Deu. 30:11-14) Para sermos salvos, temos de obedecer.
26, 27. (a) Que “palavra” devemos aceitar em fé segundo Deus ordena? (b) O que disse Jesus aos judeus quanto a qual era a obra de Deus pela qual perguntaram, e como disse Paulo aos gregos no Areópago, em Atenas, que esta é a “obra” que Deus ordena?
26 Sim, Jeová Deus, que estabelece todos os termos para a salvação, ordena que aceitemos com fé a palavra, a saber, que Jesus Cristo é Senhor e que Deus o ressuscitou dentre os mortos. Isto foi exatamente o que Jesus disse aos judeus em resposta à sua pergunta: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” Jesus disse: “Esta é a obra de Deus, que exerçais fé naquele a quem Este enviou.” (João 6:28, 29) Isto se aplica também aos não-judeus ou gentios incircuncisos. Portanto, não resta outro proceder senão que os gentios informados se dediquem a Deus para fazer a vontade de Deus, para realizar a obra de Deus. Precisam desviar-se dos falsos deuses idólatras aos quais haviam estado dedicados até então. Isto está em harmonia com o que o apóstolo Paulo disse aos gregos pagãos reunidos no Areópago, em Atenas:
27 “É verdade que Deus não tem tomado em conta os tempos de tal ignorância, no entanto, agora ele está dizendo [intima, Pont. Inst. Bíbl.; manda, Brasileira] à humanidade que todos, em toda a parte, se arrependam. Porque ele fixou um dia em que se propôs julgar em justiça a terra habitada, por meio dum homem a quem designou, e ele tem fornecido garantia a todos os homens, visto que o ressuscitou dentre os mortos.” — Atos 17:30, 31.
“DECLARAÇÃO PÚBLICA PARA A SALVAÇÃO”
28. (a) O que se nos ordena fazer por meio do coração? (b) Qual é a “palavra” que devemos aceitar em fé? (e) Como cultivamos tal fé em nosso coração, ao ponto de fazermos o quê?
28 Em harmonia com a nossa dedicação a Jeová Deus, para fazer a sua vontade por guardar os seus mandamentos, temos de obedecer assim como ordenados: ‘exercer fé no coração’. Sabemos que do coração procede a afeição ou o amor, e que tem o poder de motivar seu dono. É com ele que sentimos apreço. Portanto, em que precisamos “exercer fé” com ele? Naquela “palavra” que Jeová Deus trouxe para perto de nós por meio de Jesus Cristo. O apóstolo Paulo disse que esta “palavra” é, segundo ele, “a ‘palavra’ da fé, que estamos pregando”. A aceitação desta “palavra” pregada pelo apóstolo Paulo exigia o exercício de fé, e nós precisamos fazer isso com o coração. Precisamos fixar o coração nesta “palavra” pregada. Precisamos criar no coração amor por esta “palavra”. Precisamos aumentar com o coração o apreço sincero desta “palavra”. Tal condição do coração induzirá ou motivará a pessoa a ter fé nesta palavra, a aceitá-la e a agir segundo ela.
29. A respeito de que precisamos ter fé no coração, e, portanto, a quem se deve dirigir a nossa ação principal para a salvação?
29 A respeito de que se exige que ‘exerçamos fé no coração’? A respeito de que “Deus o levantou dentre os mortos”. Ora, vemos aqui que não se trata apenas de ‘crer no Senhor Jesus’ para ser salvo. (Atos 16:31) Em primeiro lugar, precisamos ter fé em Deus. Ainda é verdade, conforme Paulo nos lembra, que “todo aquele que invocar o nome de Jeová será salvo”. (Rom. 10:13) É a Jeová que devemos amar de todo o coração, alma, mente e força. Ele é o Todo-poderoso que ressuscitou a Jesus Cristo dentre os mortos para a vida imortal. Portanto, é a Jeová que se dirige nossa ação principal. É a ele que devemos fazer nossa dedicação de fazer a Sua vontade, de guardar os Seus mandamentos. — Rom. 10:8, 9.
30. (a) O que devemos crer no coração quanto a que Deus fez para com Jesus Cristo? (b) Assim, em que sentido tornou Deus disponível para nos uma “palavra” substancial?
30 Portanto, nosso coração dedicado, cheio de amor e apreço, precisa induzir-nos a ter fé em que Jeová Deus realizou o espantoso milagre de ressuscitar dentre os mortos a Jesus Cristo, que fora pendurado numa estaca. Deste modo, Deus tornou possível que Jesus Cristo ascendesse à presença divina no céu e ali apresentasse o valor de seu sacrifício expiador a favor de toda a humanidade, comprando assim a todos. Por morrer em sacrifício, Jesus Cristo desceu ao “abismo”, mas o espírito ou a força ativa de Jeová desceu àquele “abismo”, a fim de “fazer subir a Cristo dentre os mortos”. O Deus Todo-poderoso, Jeová, podia assim fazer com que, mediante um Cristo vivo, a “palavra” nos estivesse disponível, podia dar conteúdo ou substância a esta “palavra” e podia fazer com que esta “palavra” contivesse para nós uma mensagem vitalizadora. Pensando bem, Jeová é assim o principal para com quem devemos agir por nos dedicar a ele. Mas precisamos fazer isso por meio de seu Agente Principal, Jesus Cristo. — Rom. 10:6, 7; Heb. 2:9, 10; 5:8, 9.
31. Portanto, o nome de quem temos de invocar para ter salvação, mas por que precisa nossa boca também fazer confissão a respeito de Jesus Cristo?
31 Segue-se inevitavelmente que precisamos “invocar o nome de Jeová” para ser salvos. (Rom. 10:13; Atos 2:21; Joel 2:32) Isto requer que a boca faça alguma coisa, motivada pelo coração. Com a boca somos obrigados a invocar o nome de Jeová. Mas agora, desde que Deus fez subir a Cristo dentre os mortos, não podemos fazer esta invocação à parte de Jesus Cristo. Precisarmos também fazer com a boca confissão a respeito de Jesus Cristo. É por isso que o apóstolo Paulo, ao considerar a “palavra” da fé que ele pregava, prosseguiu: “Pois, se declarares publicamente esta ‘palavra na tua própria boca’, que Jesus é Senhor, e no teu coração exerceres fé, que Deus o levantou dentre os mortos, serás salvo. Porque [1] com o coração se exerce fé para a justiça, mas [2] com a boca se faz declaração pública para a salvação.” — Rom. 10:9, 10.
32. (a) Como é chamada em outras traduções da Bíblia esta declaração pública que fazemos com a boca? (b) Quando se faz esta confissão oral para a salvação?
32 Quando é que “com a boca se faz declaração pública para a salvação”? Isto se dá e precisa dar-se antes de o crente dedicado ser batizado “em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo”. (Mat. 28:19, 20; Atos 16:31-33; 17:33; 19:1-7) Esta declaração pública é uma confissão, conforme mostra a Tradução Interlinear do Reino, em inglês, e outras traduções bíblicas (Almeida; Figueiredo; Com. Taizé) As traduções do Centro Bíblico Católico e do Pontifício Instituto Bíblico de Roma vertem isso como ‘profissão’. Esta confissão ou profissão é feita por nós oralmente perante o ministro cristão ou a ele, o qual preside ao batismo em água. Naturalmente, continuamos a fazer esta confissão em nossas reuniões congregacionais. (Heb. 10:23) Também a fazemos perante autoridades governamentais ou judiciárias, que talvez exijam uma explicação de nossa esperança cristã. (1 Ped. 3:15) Também a fazemos na nossa pregação pública de casa em casa e nas revisitas que fazemos às pessoas nos seus lares, quando achamos que estão interessadas. Mas esta confissão começa forçosamente antes do batismo.
33. O que significa a confissão, e o que temos de confessar perante outros para obter a salvação?
33 Naturalmente, confissão significa declarar, revelar, admitir ou professar algo a outro ou a outros. Então, o que e que precisamos declarar ou professar oralmente aos outros? É claro que é a “palavra”. Paulo disse: “Se declarares publicamente essa ‘palavra na tua própria boca’, que Jesus é Senhor, . . . serás salvo.” (Rom. 10:9) Por isso não podemos deixar a Jesus Cristo fora dos propósitos e dos arranjos de Deus, porque Jesus é “o Agente Principal da salvação deles”. (Heb. 2:10) Precisamos declarar, confessar, admitir ou professar oralmente que Jesus não só é o “Senhor” do Rei Davi, mas também o nosso próprio “Senhor”. (Sal. 110:1; Atos 2:34-46) Precisamos fazer esta declaração perante outros, segundo a “palavra inspirada pelo espírito de Deus.
34. Segundo 1 Coríntios 12:2, 3, sob a direção de que confessamos que Jesus é Senhor, e por quanto tempo nos apegamos a esta confissão para a salvação?
34 Foi por isso que o apóstolo Paulo disse: “Portanto, quero que [vos, anteriores devotos dos ídolos,] saibais que ninguém, falando pelo espírito de Deus, diz: ‘Jesus é amaldiçoado!’ e ninguém pode dizer: ‘Jesus é Senhor!’ exceto por espírito santo.” (1 Cor. 12:2, 3) O espírito de Deus em nós guia-nos para fazermos a confissão, profissão ou declaração correta perante outros, a saber, que Jesus é “Senhor” por designação de Deus. Deus ressuscitou a Jesus dentre os mortos para que fosse um Senhor vivo. Deus assentou o ressuscitado Jesus à sua própria mão direita e o fez “Senhor” mais elevado do que toda a restante criação. Se desejarmos a salvação eterna, teremos de apegar-nos à declaração, confissão ou profissão pública que fizemos antes de nosso batismo em água, a saber, que Jesus Cristo é o Senhor a quem Jeová Deus designou sobre nós e a quem aceitamos amorosamente.
NEGAR-SE A SI MESMO
35. O que disse Jesus aos seus apóstolos sobre o que terá de ser feito por aquele que deseja segui-lo?
35 Confessarmos com a boca que Jesus Cristo é nosso Senhor impõe-nos certas obrigações. Jesus referiu-se a isso depois de censurar Pedro por tentar dissuadi-lo de continuar no seu caminho até a morte na estaca de tortura, em Jerusalém. Lemos: “Então disse Jesus aos seus discípulos: Se algum quer vir após de mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me.” (Mat. 16:24, Soares) A versão do Pontifício Instituto Bíblico reza: “Quem quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” Explicando o significado de “negar”, o Novo Dicionário Brasileiro Melhoramentos diz, entre outras coisas: “Não reconhecer; abandonar, largar, repudiar.”
36. (a) Quando foi que Pedro negou a Jesus três vezes e a quem reconheceu assim? (b) Ao renegar a Jesus, o que afirmava Pedro quanto a quem pertencia?
36 Na noite em que Jesus foi traído por Judas Iscariotes, o apóstolo Pedro negou Jesus três vezes. Depois que os que suspeitavam de Pedro o acusaram três vezes de ser companheiro de Jesus, conforme nos diz Mateus 26:74, Pedro “principiou então a praguejar e a jurar: ‘Não conheço este homem!’” Ao negar assim a Jesus, Pedro excluiu-se dos companheiros ou seguidores de Jesus. Fazendo isso, Pedro não só se separou de todos os outros. Não, mas antes, colocou-se do lado dos que não seguiam a Jesus, mas que achavam que Jesus devia ser julgado pela sua vida. Ou, para se usar a outra palavra, “renunciar”, Pedro, ao renunciar a Jesus como seu Líder e Instrutor, afirmava pertencer a outro como seu líder e instrutor. Ao renunciar a Jesus, Pedro não se colocou numa situação neutra, numa posição que não favorecesse nenhum dos lados na questão, numa posição isolada e sem relação com qualquer outro. Ao renunciar a Jesus, Pedro tinha de afirmar pertencer a outro.
37. Portanto, o que significa negar-se a si mesmo para se seguir a Jesus, e em harmonia com a vontade de quem se faz isso?
37 O mesmo se dá com o que Jesus disse aos seus discípulos, em Mateus 16:24. Quando alguém se nega e toma sobre si a estaca de tortura, continuando a seguir a Jesus, ele não está apenas dizendo Não! a si mesmo quanto a um desejo pessoal agora e outro desejo pessoal em outra ocasião. Ele está de fato dizendo Não! a si mesmo quanto ao resto de sua vida como alguém que egoistamente não seguia a Jesus Cristo. Quando alguém nega a si mesmo, ele dá as costas para seu proceder egoísta e materialista na vida e torna-se seguidor de Jesus, levando uma estaca de tortura mortal assim como Jesus fez. Nega-se quanto a ser seu próprio líder, e decide, reconhece e professa a Jesus Cristo como seu Líder e Instrutor. Este passo é dado, naturalmente, segundo a vontade de Deus.
38. O que significa negarmo-nos a nós mesmos para seguirmos a Jesus, e, iguais a ele, escravos de quem nos tornamos?
38 A Tradução do Novo Mundo verte Mateus 16:24: “Se alguém quer vir após mim negue-se a si mesmo e apanhe a sua estaca de tortura, e siga-me continuamente.” Neste caso, então, o que significa negar-se a si mesmo? Certamente, significa não mais reivindicar ser dono de si mesmo. Neste caso, cedemos ou entregamos o domínio sobre nós mesmos a outro, e reconhecemos e admitimos que este é nosso dono. Não nos tornamos simplesmente de ninguém. Então, quem se torna nosso dono, visto que nos negamos a nós mesmos para nos tornarmos carregadores duma estaca e seguirmos continuamente a Jesus Cristo? Não há dúvida de que Jesus negou-se a si mesmo; isto significava que ele reconhecia e admitia que Jeová era seu dono, e que ele mesmo era escravo de Jeová. Concordemente, quando nós nos negamos para nos tornar seguidores de Jesus, concedemos ou cedemos o domínio sobre nós mesmos a Jeová, cujos escravos cristãos nos tornamos. Não pertencemos mais a nós mesmos.
39. (a) Que ação exige isso então da parte daqueles que fazem esta escolha? (b) Como se simboliza isso, mas apenas depois de se fazer que confissão?
39 Então, o que exige isso de nós, os que fazemos esta escolha? Exige nossa dedicação sem reservas a Jeová Deus, para fazer a sua vontade, em imitação de seu Filho Jesus Cristo. É da sua vontade que sejamos discípulos fiéis de Jesus Cristo. Sua vontade é que declaremos, confessemos e professemos que Jesus Cristo é nosso “Senhor” designado por Deus. Jesus torna-se assim nosso Amo, com a autoridade de nos dar ordens e de designar-nos a deveres. Fazemos esta dedicação a Jeová Deus, naturalmente, depois de nosso arrependimento e de nossa conversão a ele. Levamos nosso modo de vida convertido ao seu objetivo real ao nos dedicarmos a Jeová Deus por meio de seu Agente Principal, Jesus Cristo. Simbolizamos então esta dedicação pela imersão em água. Esta é a vontade de Deus, para fazer a qual nos dedicamos a Ele. Antes de nosso batismo em água, temos de fazer uma declaração pública ou confissão com a boca para a salvação, em expressão aberta do que cremos no coração. Apenas por fazermos isso tomamos o caminho da salvação eterna provinda de Deus mediante Cristo.
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A relação do batismo em água com a salvaçãoA Sentinela — 1973 | 15 de junho
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A relação do batismo em água com a salvação
1. (a) Como relaciona 1 Pedro 3:20, 21 a passagem de oito almas humanas através do Dilúvio com o batismo cristão? (b) Em que é o batismo diferente da água?
A RELAÇÃO do batismo em água com a salvação é comentada pelo apóstolo Pedro na sua primeira carta, capítulo três. Depois de dizer que Jesus foi ressuscitado em espírito e que pregou aos espíritos em prisão, Pedro prossegue: “A paciência de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se construía a arca, na qual poucas pessoas, isto é, oito almas, foram levadas a salvo através da água. O que corresponde a isso salva-vos também agora, a saber, o batismo, (não a eliminação da sujeira da carne, mas a solicitação de uma boa consciência, feita a Deus,) pela ressurreição de Jesus Cristo.” (1 Ped. 3:20, 21, UM; Taizé; Rohden; L. Ramos) Não é a água que salva. O batismo não é a água batismal. O batismo é a passagem pela água, pela imersão nela. O batismo é um ato, não água.
2. (a) Como mostra Hebreus 11:7 o que foi que resultou na salvação de Noé durante o dilúvio? (b) Apesar de Noé andar com Deus antes do dilúvio, que medidas decisivas tinha de tomar para ser salvo?
2 Noé não foi salvo pela água do Dilúvio. Como foi salvo é contado em Hebreus 11:7: “Pela fé Noé, depois de receber aviso divino de coisas ainda não observadas, mostrou temor piedoso e construiu uma arca para a salvação de sua família; e, por intermédio desta fé, ele condenou o mundo e tornou-se herdeiro da justiça que é segundo a fé.” Já antes do Dilúvio, “Noé era homem justo. Mostrou-se sem defeito entre os seus contemporâneos.” (Gên. 6:9) Mas, veio o tempo em que Noé teve de fazer uma grande decisão. Isto se deu quando Deus o avisou sobre coisas que aconteceriam na sua geração e lhe mandou que construísse uma enorme arca. Fazer isso, exigiu fé e obediência da parte de Noé. A questão era então: Faria Noé a vontade de Deus? Ele decidiu cumprir esta maior tarefa na sua vida. Por isso comprometeu-se, e dedicou-se a fazer a vontade de Deus. Isto resultou na salvação dele e de sua família. Eles foram salvos naquela arca. — Veja Hebreus 10:7-9.
3. (a) Portanto, o que simbolizava a arca salvadora de vida no que se referia a Noé e sua família? (b) O que obtiveram estas oito almas no íntimo pela sua obediência devido à sua fé?
3 Esta arca, portanto, tornou-se símbolo da dedicação de Noé a fazer a vontade de Deus e de ele fazer esta vontade com fé e obediência. Esta arca, que era uma expressão concreta, tangível e prática da dedicação de fazer a vontade de Deus, foi o que salvou a Noé e mais sete almas humanas. Não foi a água do Dilúvio que os salvou; esta causou a morte dos que estavam fora da arca. Dentro da arca, Noé e sua família passaram pela água e foram salvos. Por Noé dedicar-se a fazer a vontade de Deus com respeito à arca e depois construí-la, ele obteve uma boa consciência para com Deus. Sua família fez o mesmo. A justiça que talvez tivessem antes da construção da arca não os teria salvo, por si só, através do Dilúvio. A casa em que Noé morou com sua família até entrar na arca foi destruída.
4. Conforme ilustrou o caso dos judeus sob o pacto da Lei mosaica, por que é uma boa consciência algo que temos de solicitar a Deus?
4 Algo correspondente a isto ocorre com os que se tornam discípulos batizados de Jesus Cristo. Não nascemos com uma boa consciência para com Deus, nem a produzimos por nós mesmos, nos nossos próprios termos, por obras de justiça própria. Os Judeus procuravam obter uma boa consciência perante Jeová Deus por se empenharem em prol da perfeição na execução das obras ordenadas no pacto da Lei mosaica com a sua nação, mas eles falharam. Este era o motivo pelo qual, anualmente, em cada Dia da Expiação (10 de tisri), eles tinham de mandar oferecer sacrifícios propiciatórios para si, pelo sumo sacerdote de Israel, a fim de restabelecer a sua boa consciência para com Deus. Portanto, a boa consciência é alguém que temos de solicitar a Jeová Deus.
5. (a) Como solicitamos a Deus uma boa consciência e como a obtemos? (b) Até então, a vontade de quem fazíamos?
5 Foi por isso que Pedro disse, ao declarar o que estava envolvido no batismo: “Não a eliminação da sujeira da carne, mas a solicitação de uma boa consciência, feita a Deus.” (1 Ped. 3:21) Então, como fazemos a solicitação a Deus, pedindo uma boa consciência? Fazemos isso do mesmo modo como Noé, pela nossa dedicação antes de passarmos pela água. Iguais a Noé, dedicamo-nos a Jeová Deus para fazer a sua vontade, e daí em diante passamos a fazê-la. E visto que isso tem que ver com nossa associação com o novo pacto de Jeová, do qual Jesus Cristo é o Mediador, precisamos fazer assim como o povo de Israel fez, no monte Sinai, antes de ser aceito no pacto da Lei mosaica, dedicando-se a Deus com as palavras: “Tudo o que Jeová falou estamos dispostos a fazer.” (Êxo. 19:8; 24:7, 8) Até então, temos “feito a vontade das nações” e vivido “para os desejos dos homens”; mas, daí, dedicamo-nos a viver “para a vontade de Deus”. (1 Ped. 4:1-3, 19) Isto resulta em obtermos uma boa consciência, pois, quando sabemos que fazemos a vontade de Deus temos uma boa consciência.
6. Visto que agora podemos fazer a vontade de Deus apenas de modo imperfeito, o que precisa ser aplicado a nosso lavor para retermos uma boa consciência?
6 É claro que podemos fazer a vontade de Deus apenas de modo imperfeito, e por isso precisamos que o sangue expiador de Jesus Cristo seja aplicado por Deus a nosso favor, para nos purificar da mancha do pecado e da imperfeição. É como pergunta Hebreus 9:14: “Quanto mais o sangue do Cristo, o qual, por intermédio dum espírito eterno, se ofereceu a Deus sem mácula, purificará as nossas consciências de obras mortas, para que prestemos serviço sagrado ao Deus vivente?”
7. (a) O que representa então realmente nossa dedicação a Deus por intermédio de Cristo, na linguagem de 1 Pedro 3:21? (b) Para mantermos esta boa consciência a que precisamos recorrer constantemente?
7 De modo que a nossa dedicação a Deus, para fazer a sua vontade, é realmente uma “solicitação de uma boa consciência, feita a Deus”. A boa consciência não resulta de fazermos nossas próprias obras de autojustiça, que são “obras mortas”, mas sim de fazermos as obras prescritas de Deus, a vontade de Deus. É para fazer isso que nos dedicamos a Ele. Para mantermos esta boa consciência desde que a obtemos, precisamos recorrer continuamente aos benefícios do sangue derramado de Jesus Cristo, como sacrifício propiciatório do grande e antitípico Dia da Expiação. Conforme nos faz lembrar Hebreus 9:22, “a menos que se derrame sangue, não há perdão”. Por este motivo, nós, os que somos perdoados mediante Cristo, “não [temos] mais consciência de pecados”. — Heb. 10:1, 2.
8. (a) Visto que nos arrependemos, fomos convertidos e nos dedicamos, o que aplica Deus a nosso favor, com que resultado para nós? (b) Portanto, o que se pode dizer que simboliza nosso batismo em água? (c) Que textos indicam se é apenas o batismo em água que nos salva?
8 Portanto, nossa dedicação de nós mesmos a Deus constitui uma “solicitação de uma boa consciência, feita a Deus”. Por quê? Porque nós, em nossa condição imperfeita e pecadora, não somos aceitáveis a Deus. Portanto, visto que nos arrependemos do pecado e damos meia-volta ou somos convertidos, e por nos dedicarmos a Deus mediante Cristo, Jeová aplica a nós o sangue purificador do sacrifício expiador de Cristo, aliviando-nos assim da condenação do pecado e dando-nos uma boa consciência para com Ele. Pode-se dizer, assim, que nosso batismo em água, passarmos obedientemente pela água batismal, simboliza nossa dedicação a Jeová Deus por meio de Jesus Cristo. Noé e sua família foram salvos por empreenderem obedientemente a fazer a vontade de Deus, construindo a arca, e nossa dedicação a Deus, para fazer a sua vontade e depois cumpri-la fielmente é o que ‘nos salva também agora’. Neste respeito, invocamos o nome de Jeová para ser salvos. (Heb. 13:15, Soares) Cremos no Senhor Jesus para ser salvos. (Atos 4:12) Fazemos abertamente uma confissão ou declaração pública, com a boca, de que “Jesus é Senhor” e de que cremos no coração que “Deus o levantou dentre os mortos”, para sermos salvos.
9. O que não pode dizer mais tarde aquele que dá tais passos positivos sobre a sua “solicitação de uma boa consciência, feita a Deus”?
9 Por este motivo, ninguém que dá passos positivos tais como o arrependimento, a conversão e a dedicação, tem razão para dizer mais tarde que a sua “solicitação de uma boa consciência, feita a Deus”, nunca foi respondida e que Deus nunca lhe deu uma boa consciência, e que sua dedicação, por isso, não tinha valor e não o obrigava a nada.
10. (a) Para que precisamos apresentar-nos, a fim de sermos salvos? (b) Por que é também “pela ressurreição de Jesus Cristo” que tal batismo nos salva agora?
10 Por isso, podemos assim avaliar agora que, se quisermos ser salvos, teremos de apresentar-nos para o batismo em água, em imitação de Jesus Cristo e em obediência à sua ordem. (Mat. 28:19, 20) Nada podia ser declarado de modo mais claro do que o seguinte, em 1 Pedro 3:21, a saber: “O que corresponde a isso salva-vos também agora, a saber, o batismo, . . . pela ressurreição de Jesus Cristo.” Temos de crer com o coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos. O ressuscitado Jesus Cristo é necessário para a nossa salvação, porque só o ressuscitado Filho de Deus pode agir como Sumo Sacerdote de Deus em oferecer a Deus, no céu, o valor de seu sangue vital, derramado a nosso favor para a obtenção do perdão de pecados e a resultante boa consciência. Ele é necessário para que Deus nos dê uma boa consciência em resposta à nossa solicitação. — 1 Ped. 3:22.
NOSSO LÍDER MESSIÂNICO
11. Em que resulta para os da “grande multidão” lavarem suas vestes compridas no sangue do Cordeiro e que bom motivo tem para aclamar este Cordeiro de Deus?
11 Até mesmo os da “grande multidão”, reunidos hoje dentre todas as nações, tribos, povos e línguas, lavam suas vestes compridas e as embranquecem no sangue do Cordeiro Jesus Cristo, e assim obtêm uma boa consciência para com Deus. Este é um bom motivo para estarem em pé diante do trono de Deus e acenarem com palmas, clamando em voz alta: “Devemos a salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro.” (Rev. 7:9-14) Aclamam assim o Agente Principal de Jeová da regência divina. Seguem a ele como seu Pastor e Líder.
12. Quem precisa seguir, na terra, o Agente Principal da Regência Divina, e o que significará isso para os que o fizerem?
12 Todos os que se tornam discípulos dedicados e batizados deste Agente Principal da regência divina precisam segui-lo. Para fazer isso, precisam estar “olhando atentamente para o Agente Principal e Aperfeiçoador da nossa fé, Jesus”. (Heb. 12:1, 2) Fazermos isso amorosamente significará nossa salvação eterna, para o louvor eterno do grande Regente Divino, Jeová Deus.
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Serão as necessidades dos pobres alguma vez satisfeitas?A Sentinela — 1973 | 15 de junho
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Serão as necessidades dos pobres alguma vez satisfeitas?
A POBREZA não é novidade no mundo. Há quase 3.500 anos atrás, os israelitas foram informados: “Nunca deixará de haver pobre no meio do país.” (Deu. 15:11) Séculos depois, quando Jesus Cristo aceitou um ato de generosidade, ele reconheceu o mesmo fato sólido, dizendo: “Vós sempre tendes convosco os pobres, a mim, porém, nem sempre me tereis.” — Mat. 26:11.
É triste que neste atual sistema imperfeito de coisas milhões de homens, mulheres e crianças continuem a viver em pobreza. Talvez se encontre entre estes milhões.
Acha ser problema ter um emprego firme? Preocupa-se em como possa obter alimentos suficientes para a sua família, Perturba-o que a falta do necessário para a vida lhe tire a boa saúde, assim como também aos de sua família? Sente-se como que preso na sua moradia atual, em ter os meios para se mudar dum ambiente deprimente? Já se perguntou alguma vez: Terá de continuar isso assim? Serão as necessidades dos pobres alguma vez satisfeitas!
Mesmo que não se classifique entre os habitantes pobres da terra, certamente conhece gente pobre. Mesmo nas nações prósperas há pobreza. O Senador Hutert H. Humphrey observou a respeito dos Estados Unidos da América, no seu livro Guerra à Pobreza (War on Poverty), que ‘um dentre cada cinco americanos vive em pobreza, vergonha, miséria e degradação’. Sente compaixão por tais pessoas?
Em toda a terra, muitos pobres têm a esperança de que os governos humanos possam de algum modo ajudá-los. Mas eles admitem prontamente que demasiadas vezes ficaram desapontados.
Tome, por exemplo, o que aconteceu na Colômbia, na América do Sul. Lá em 1962, quando o agora falecido Guillermo León Valência se candidatou à presidência, ele muitas vezes citava uma linha dos poemas de seu pai: “Um quinhão pleno para todos.” Prometia que seu governo seria “o governo dos pobres”. Mas, aconteceu assim? Suas severas medidas econômicas prejudicaram os próprios que pretendia favorecer. Desde o fim de 1962 até o princípio de 1964, o custo de vida aumentou em 50 por cento! Em pouco tempo, o governo de Valência veio a ser chamado pelo homem da rua de “governo dos pobres ricos”.
Por causa dos repetidos desapontamentos, muitos se voltam para o comunismo e para o marxismo na esperança de que sua situação melhore. Entretanto, os países comunistas, iguais aos países controlados por outras formas de governo humano, não puderam solucionar muitos dos grandes problemas da vida. Não é verdade que são afligidos por desconcertantes condições políticas, por facções nacionalistas
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