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A necessidade de materiais ininflamáveisA Sentinela — 1967 | 15 de junho
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espírito santo, ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias, até à terminação do sistema de coisas.” — Mat. 28:19, 20.
30. (a) Ao nos aproximarmos do dia da destruição de Babilônia, a Grande, que perguntas surgem quanto ao nosso trabalho de construção? (b) O que não desejamos sofrer então, mas, o que desejamos receber?
30 Que espécie de trabalho é o nosso trabalho de construção? Que espécie demonstra ser atualmente, quando a exposição das falsidades, o modo de pensar modernista, a insanidade do nacionalismo e a desconsideração para com as leis de Deus põem à prova a genuinidade e a perseverança do Cristianismo de cada pessoa? Que espécie demonstrará ser nosso trabalho de construção no dia bem às portas, quando Jeová Deus destruir Babilônia, a Grande, e, junto com ela, todo cristão de imitação? Não desejamos sofrer dano causado pelo fogo e ver desaparecer todo o produto de nosso trabalho cristão de construção. Preferimos receber a recompensa pelo trabalho da espécie correta, feito com materiais duradouros, à prova de fogo, ininflamáveis. Diz 1 Coríntios 3:14, 15: “Se permanecer a obra de alguém, que sobre ele construiu, receberá uma recompensa; caso se queimar a obra de alguém, sofrerá perda, mas ele mesmo será salvo; contudo, nesse caso, será como por intermédio do fogo.”
“SALVO . . . COMO POR INTERMÉDIO DO FOGO”
31. Como construtor, por que Paulo escreveu suas duas cartas à congregação de Corinto, e que recompensa desejou ter, segundo a sua primeira carta aos tessalonicenses?
31 O apóstolo Paulo não queria sofrer nenhum dano causado pelo fogo. É por isso que, no caso da congregação coríntia, escreveu suas duas cartas aos coríntios. Disse-lhes que desejava “vos apresentar como virgem casta ao Cristo”. (2 Cor. 11:2) É por isso que Paulo escreveu aos cristãos perseguidos em Tessalônica e disse: “Vós vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, visto que aceitastes a palavra sob muita tribulação, com alegria de espírito santo, de modo que viestes a ser um exemplo para todos os crentes na Macedônia e na Acaia. Pois, qual é a nossa esperança, ou alegria, ou coroa de exultação — ora, não sois de fato vós? — perante o nosso Senhor Jesus, na sua presença? Vós, certamente, sois a nossa glória e alegria.” (1 Tes. 1:6, 7; 2:19, 20) Que recompensa para Paulo foi apresentá-los como produto de seu trabalho!
32, 33. (a) O que se pode dizer a respeito do construtor que sofre dano causado pelo fogo, quanto a se ele mesmo será salvo? (b) Para arrancá-lo do fogo, o que terão de fazer seus irmãos, os “colaboradores de Deus”?
32 Será que o construtor que edificou sobre Cristo como Alicerce com materiais inflamáveis conseguirá atravessar o fogo e ser por fim salvo? É possível que não! Ele próprio poderá ser destruído no fogo! No entanto, se for salvo para a vida eterna, então será porque conseguiu passar pelo fogo que destruiu seu próprio trabalho de construção em outros. Para obter tal salvação depois de se demonstrar um construtor tão ruim assim, terá de incorporar em si mesmo os materiais de construção, as qualidades cristãs, que o tornem por fim à prova de fogo. Terá de ser arrancado do fogo destrutivo pela intervenção amorosa e oportuna de seus irmãos cristãos.
33 Conforme uma tradução moderna de 1 Coríntios 3:15 (Moffatt, em inglês) apresenta o caso: “Se a obra dum homem for queimada, ele será um perdedor — e embora ele próprio seja salvo, será arrancado das próprias chamas.” Se preferir permanecer sobre o único Alicerce verdadeiro, Jesus Cristo, seus irmãos, como “colaboradores de Deus”, terão de fazer alguma reconstrução nele, construindo nele as qualidades cristãs ininflamáveis e à prova, de fogo. Por isso, Judas 22, 23 nos diz:
34. Como é que Judas 22, 23, fala dum ato similar de livramento?
34 “Continuai, também, a mostrar misericórdia para com alguns que têm dúvidas; salvai-os por arrebatá-los do fogo. Mas continuai a mostrar misericórdia para com os outros, fazendo-o com temor, ao passo que odiais até mesmo a roupa interior que tiver sido manchada pela carne.”
35. (a) Para se obter a salvação, em que proceder é perigoso demais confiar? (b) Pode alguém deixar de vir a estar sob a prova de fogo, e como é que as pessoas que amam verdadeiramente o Cristianismo desejam passar pelo fogo?
35 Nenhum de nós que professa ser cristão pode deixar de passar pelo fogo do teste decisivo. Toda pessoa que ama o verdadeiro Cristianismo desejará passar vivo por aquele fogo, com provadas qualidades cristãs, para a glória de Deus, o Grande Construtor, cujos co-trabalhadores somos nós. Confiar alguém descuidadamente que escapará da destruição eterna por ser por fim salvo por um triz com a simples perda do produto de sua atividade é um proceder demasiado perigoso. Que pessoa que verdadeiramente ama a vida no serviço de Deus deseja ser salva da aniquilação por ser arrancada do fogo? Os co-trabalhadores sinceros e sábios de Deus não desejam provar-se construtores ruins e sofrer dano causado pelo fogo. Apreciam a jubilosa recompensa que Deus apresenta a todos os seus fiéis co-trabalhadores. É isto que desejam e é aquilo pelo qual trabalham!
36. Com respeito ao beneficio pessoal, que trabalho de construção devemos apreciar, e que ação devemos tomar para com ela, de que modo, e com que resultado?
36 Que nós, então, apreciemos todo o trabalho de construção que a organização teocrática construtiva de Deus faz em cada um de nós. Ao mesmo tempo, façamos a obra aprovada de Deus em cooperação com tal organização, à medida que continuamos a construir sobre o único alicerce correto, Jesus Cristo, fazendo isso com materiais ininflamáveis, à prova de fogo, de ouro, prata e pedras preciosas espirituais. Isto resultará em nossa própria vida eterna e na de outros em quem fazemos o trabalho de construção.
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Agitação — porque é tão comum?A Sentinela — 1967 | 15 de junho
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Agitação — porque é tão comum?
1. O que parece estranho a respeito da agitação no mundo, atualmente?
JÁ OBSERVOU como a agitação surge hoje em dia nos lugares menos esperados, às vezes nas partes mais remotas da terra? Subitamente nos vemos confrontados com insurreições em todo canto. Nos países democráticos em que as pessoas podem expressar-se livremente, as demonstrações ou até mesmo tumultos podem ocorrer à mínima provocação. Até mesmo em recantos de recreio e em outros lugares, turbas de amotinados, sem nenhuma razão, quando não se acha envolvido nenhuma questão de princípios, danificam propriedades e ferem e matam pessoas inocentes. E não somente nas nações “livres”, mas, da mesma forma, nos países em que os governos são mais estritos, tais como nos países comunistas da Rússia e da China, vemos ocorrerem as mesmas coisas. Ademais, nenhum lugar está longe demais da vida “civilizada” para que nele ocorram insurreições violentas, por exemplo, em partes da África em que o modo de vida tem sido simples e até então existia pouca preocupação quanto ao mundo exterior. Qual é a razão?
2. Qual é a causa da agitação, e será que as religiões do mundo têm ajudado a resistir a ela?
2 É porque há um certo espírito que permeia este mundo, motivando a agitação. É tão comum porque a sua propagação não depende simplesmente das pessoas ou organizações humanas. Este espírito produz os mesmos frutos em toda a parte. É mais ativo por causa
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