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Do modo do homem ou do modo de Deus — qual?A Sentinela — 1968 | 1.° de julho
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em água. Assim, será que nossos corpos pertencem a nós mesmos, ou a Deus, ou à ciência moderna? — Rom. 12:1.
27. No caso das transfusões de sangue forçadas aos filhos, que tipos de corpos estão envolvidos, e, a quem designa a Palavra de Deus a tarefa de cuidar dos filhos menores?
27 Os judeus ultrajados estão apelando em favor especialmente de cadáveres, mas, no caso das transfusões de sangue, é o corpo vivo que está envolvido. E, quando o corpo de um filho de menor idade é violado por uma transfusão forçada, com a ajuda de um guardião designado por um Tribunal, contrário aos protestos religiosos e constitucionais dos pais naturais, a questão se torna muito séria: A quem pertence o corpo do filho — ao Estado político, ou aos pais de carne e sangue? A lei de Deus coloca a responsabilidade do cuidado dos filhos menores e de seu treinamento religioso sobre os pais cristãos. A estes se incumbe a criação de seus filhos na mesma fé e práticas religiosas que os pais seguem, para obedecerem a Deus como governante antes que ao homem ou o Estado neste respeito. — Efé. 6:4; Tito 1:5, 6; contraste-se com Mateus 2:13-21.
O MODO DE DEUS PARA SE USAR O SANGUE
28. (a) De que modo advogam as testemunhas de Jeová a salvação do mundo pelo sangue? (b) Por beberem do cálice na Ceia do Senhor, o que faziam e indicavam os apóstolos?
28 Nós, como testemunhas de Jeová, advogamos a salvação do mundo da humanidade por meio de sangue, não pelas transfusões de sangue médicas, mas pelo modo de Deus usá-lo para a vida sempiterna. Quando seu Filho, Jesus Cristo, estabeleceu a Ceia do Senhor, pouco antes de derramar seu sangue na estaca de morte, há dezenove séculos atrás, abençoou um cálice de vinho e o passou a seus fiéis apóstolos, e disse: “Bebei dele, todos vós; pois isto é meu “sangue do pacto”, que há de ser derramado em benefício de muitos, para o perdão de pecados.” (Mat. 26:27, 28, margem [ed. de 1950, em inglês]) Jesus não transformou ali o vinho em sangue; e, ao beber daquele cálice, os apóstolos não beberam sangue humano, canibalescamente. As palavras de Jesus significavam meramente que o vinho representava seu sangue. Por beberem o vinho que tinha esse significado simbólico, os apóstolos prefiguraram como, pela fé em Cristo, absorveriam, assimilariam os benefícios de seu sangue derramado, e apoderar-se-iam deles. O derramamento do sangue de Jesus significava o derramamento de sua vida humana em favor do mundo da humanidade.
29, 30. (a) Como e por que fez Deus que seu Filho participasse do sangue e da carne? (b) Como é que Jesus ainda reteve o valor de sua vida humana em sua ressurreição?
29 Visto que a vida está no sangue, o sangue de Jesus tem valor. Era sangue perfeito, sem doenças, pois Jesus nascera como perfeita criatura humana, mediante uma mãe virgem. O derramamento de seu sangue era, em realidade, a deposição de sua vida humana perfeita como sacrifício a Deus em favor de toda a humanidade pecaminosa. (1 João 2:1, 2) Jeová Deus primeiro transferiu a vida perfeita de seu Filho celeste desde o céu para a terra, a fim de que pudesse participar do sangue e da carne e pudesse prover um perfeito sacrifício humano. (Gál. 4:4; Heb. 2:14, 15) Visto que Jesus morreu como homem inocente, fiel a Deus, Jeová Deus o levantou de entre os mortos no terceiro dia. Visto ter sido ressuscitado qual Filho espiritual de Deus, Jesus ainda retinha o valor de sua vida humana sacrificada. Por isso, em Hebreus 13:20, lemos:
30 “O Deus de paz . . . com o sangue dum pacto eterno tirou dentre os mortos o grande pastor das ovelhas, o nosso Senhor, Jesus.”
31, 32. (a) Com o que, portanto, apresentou-se Jesus Cristo na presença celeste de Deus? (b) Por que a atuação de Jesus como Sumo Sacerdote de Deus foi mais eficaz do que a do sumo sacerdote de Israel?
31 Com o equivalente de seu sangue humano perfeito, isto é, com o valor de sua vida humana, Jesus Cristo subiu para o céu e apresentou-se na presença de Jeová Deus. — Heb. 9:24.
32 Lá no céu, Jesus apresentou a Deus o valor de sua vida humana sacrificada. Agiu assim como Sumo Sacerdote de Deus, assim como está escrito: “Entrou no lugar santo, não, não com o sangue de bodes e de novilhos, mas com o seu próprio sangue, de uma vez para sempre, e obteve para nós um livramento eterno. Pois, se o sangue de bodes e de touros . . . santifica até à purificação da carne, quanto mais o sangue do Cristo, o qual, por intermédio dum espírito eterno, se ofereceu a Deus sem mácula, purificará as nossas consciências de obras mortas, para que prestemos serviço sagrado ao Deus vivente?” — Heb. 9:11-14.
33. (a) Como foi que Deus concedeu especial santidade ao sangue animal em Israel? (b) Como concede Deus especial santidade ao sangue humano, e o que significa a utilização médica dele?
33 Deus santificou especialmente o sangue das criaturas animais por fazer com que o sangue delas fosse aplicado a seu altar em expiação pelos pecados do antigo Israel. Semelhantemente, a aceitação por parte de Deus do sangue derramado sacrificialmente por seu Filho como homem perfeito, dá especial santidade ao sangue humano, em adição ao fato de que a vida da humanidade está em seu sangue. (Lev. 17:11, 12, 14) Por essa razão, a utilização deste fluido da vida em transfusões médicas, sob o pretexto de salvar vidas é profanação do sangue. Afasta a atenção do homem do fato, sim, menospreza o fato de que Deus, o Criador, salvará o mundo da humanidade por meio do sangue sacrificado de seu Sumo Sacerdote perfeito e fiel, Jesus Cristo.
34. Conhecermos estas verdades nos coloca sob que obrigação, e para o que se voltarão os cristãos que esperam a perfeição humana num paraíso terrestre?
34 Conhecendo estas verdades bíblicas vitais, temos por obrigação considerar como algo sagrado o sangue dos humanos, bem como o sangue dos animais. O sangue humano transfundido jamais nos poderá dar a vida eterna perfeita numa terra paradísica. Até mesmo os registros médicos provam que tais transfusões podem matar a nós bem como a nossos filhos menores. Para a salvação eterna à perfeição humana, os cristãos obedientes, que aguardam um paraíso terrestre sob o reino de Deus, voltam-se para o sangue derramado de Jesus Cristo, administrado do modo sagrado de Deus.
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O papiro no primeiro séculoA Sentinela — 1968 | 1.° de julho
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O papiro no primeiro século
O papiro era o material em que foram escritas as Escrituras Gregas Cristãs. Feito da medula branca da planta de papiro, era resistente e, ainda assim, relativamente barato. Por tal motivo, era universalmente utilizado nos dias de Jesus e seus apóstolos. Camden M. Cobern em seu livro The New Archeological Discoveries (As Novas Descobertas Arqueológicas), indicou alguns fatos interessantes a respeito do papiro daquele tempo. Disse: “O tamanho comum de uma folha de papiro nos dias dos apóstolos era de cerca de treze por vinte e seis centímetros, e um tipo comum era amiúde vendido em rolos de talvez vinte folhas, o preço de uma folha sendo de pouco mais de sessenta e sete centavos [do cruzeiro novo]. Ao passo que a largura dos papiros mais baratos era apenas de cerca de quinze centímetros, um de melhor qualidade chamado Charta Livia . . . chegava a ter a largura de vinte centímetros ou mais; e o de melhor qualidade, chamado Hieratica . . . , tinha até cerca de vinte e quatro centímetros de largura. . . . É duvidoso se qualquer escritor do Novo Testamento chegou a usar em sua vida os melhores tipos de papiro, e pode-se contar como absolutamente decidido que todo livro do Novo Testamento foi escrito nas qualidades médias e inferiores. Mas, durante todos os anos em que o papel de linho veio a ter uso comum — no oitavo ou nono século de nossa era — jamais foi honrado como o foi o humilde papiro daquele primeiro século, que recebeu os autógrafos dos apóstolos e evangelistas, ao contarem a história do Homem de Nazaré, ‘Um homem pobre que labutava entre os pobres.’”
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