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Apreço pela santidade da vida e do sangueA Sentinela — 1978 | 1.° de dezembro
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Heb. 10:29) É possível ficar livre da conduta infrutífera. (1 Ped. 1:18, 19) Podemos fazer parte da congregação de pessoas que Deus aprova e guia. (Atos 20:28) E há a esperança de perfeição e vida eterna sob o domínio dum reino, que inclui pessoas compradas por este sangue. — Rev. 5:9, 10; 12:10, 11; Col. 1:20.
23. Qual deve ser nosso conceito sobre o sangue?
23 Todos os que têm apreço pelo valor de sua própria vida precisam assim reconhecer o que Deus diz sobre o sangue. Ele o considera como sagrado. Determinou seu exclusivo uso e aceitabilidade para o sacrifício no altar. E mostra claramente, na sua Palavra, que toda a nossa esperança de um futuro eterno repousa sobre o sangue sacrificial de seu Filho. Mas, como podemos nós, pessoalmente, mostrar nosso apreço e reconhecimento da santidade do sangue? Estes assuntos importantes serão considerados no próximo artigo.
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Resolutos na questão da vida e do sangueA Sentinela — 1978 | 1.° de dezembro
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Resolutos na questão da vida e do sangue
1, 2. Como costumam às vezes surgir questões sobre o sangue?
‘JUIZ Autoriza Transfusões de Sangue’ proclamava a manchete dum jornal da Virgínia, E. U. A. artigo começava assim:
“Quinta-feira de manhã, um juiz federal autorizou o Hospital Naval de Portsmouth a administrar transfusões de sangue a uma senhora criticamente enferma, que as havia recusado durante quatro dias, alegadamente com risco de vida, . . .”
2 Notícias desta espécie costumam aparecer de vez em quando, chamando muita atenção sobre o valor tanto da vida como do sangue. Antes de sabermos dos resultados do caso mencionado, poderíamos fazer algumas perguntas fundamentais: Que crenças profundas induzem pessoas tais como esta a recusar transfusões de sangue? Será que a Palavra de Deus exige isso realmente de todos os cristãos? Em caso afirmativo, quão firmes devem ser nossas convicções religiosas, caso o médico diga que precisamos duma transfusão? Também, será que há outros aspectos, além do uso clínico do sangue, em que nosso conceito sobre a vida e o sangue é importante e até mesmo pode afetar nosso futuro?
VIDA PROVENIENTE DO SANGUE
3. Baseados em Revelação 7:14, que motivo temos para ter muito respeito pelo sangue?
3 O livro de Revelação ilustra um apreço pelo sangue, que centenas de milhares de pessoas têm hoje. Depois de ter uma visão dos 144.000 prospectivos herdeiros do reino messiânico, o apóstolo João viu “uma grande multidão . . . de todas as nações”, que tinha a perspectiva de viver para sempre no restaurado paraíso terreno. Mas, como podem os homens viver para sempre, livres do pecado e da imperfeição? A “grande multidão” clama, com apreço: “Devemos a salvação ao nosso Deus . . . e ao Cordeiro”, Jesus Cristo. Reconhecem que esta salvação só é possível porque “lavaram as suas vestes compridas e as embranqueceram no sangue do Cordeiro”, Jesus. — Rev. 7:9, 10, 14.
4, 5. (a) Por que envolve a atitude correta para com a vida e o sangue mais do que apenas a crença? (b) Como é isso corroborado pela Bíblia?
4 Conforme já mencionado no artigo precedente, logo desde o primeiro livro da Bíblia, Deus indicou o derramamento sacrificial do sangue de Jesus, para que os homens pudessem ganhar a vida eterna. (Gên. 3:15; 22:2-10; Isa. 53:10-12) Embora aquele sacrifício ainda estivesse no futuro, Jeová tornou claro que seus adoradores deviam considerar a vida e o sangue como sagrados. Mas, ele exigiu também que suas ações se harmonizassem com este conceito divino. Não se subentendia a conduta no que Deus disse a Noé e sua família, quando pela primeira vez lhes permitiu comer carne animal? Deus disse: “Todo animal movente que está vivo pode servir-vos de alimento. Como no caso da vegetação verde, deveras vos dou tudo. Somente a carne com a sua alma — seu sangue — não deveis comer.” (Gên. 9:3, 4) Portanto, se matassem um animal para alimento, teriam de tomar medidas deliberadas para fazer escoar o sangue do animal, para que o sangue não fosse consumido.
5 Não se tratava dum mero regulamento dietético, nem dum rito religioso sem objetivo. Essa atuação envolvia um altamente importante princípio de moral: O sangue representava a vida que provinha de Deus. E é digno de nota que ele passou a dizer que, embora o animal pudesse ser morto para alimento, não se podia matar um homem. Portanto, se o sangue animal, representando a vida, devia ser encarado como sagrado, e não ser ingerido para sustentar a vida, é óbvio que a vida e o sangue humanos deviam ser encarados e tratados como ainda mais sagrados. — Veja Mateus 6:26.
6, 7. (a) A quem se aplica Gênesis 9:3, 4? (b) Como apoiava o pacto da Lei o requisito de Gênesis 9?
6 Visto que Noé era antepassado de todos os homens, esperava-se de todos os homens uma conduta coerente com a santidade da vida e do sangue. Muitos eruditos bíblicos aperceberam-se desta relação. Por exemplo:
“O sangue era reconhecido como a sede da vida, e, portanto, como algo sagrado. . . . A proibição do sangue tornou-se uma das leis dietéticas do código mosaico, mas, por causa de sua inclusão dentro das provisões deste pacto com Noé, os judeus posteriores a consideravam como obrigatória para toda a humanidade.” — A New Catholic Commentary on Holy Scripture, p. 187.
7 Conforme este comentário observou, quando Deus, mais tarde, proveu o código da lei para Israel, ele também lhes proibiu o consumo de sangue. Ordenou: “Apenas toma a firme resolução de não comer o sangue, porque o sangue é a alma e não deves comer a alma junto com a carne. . . . Deves derramá-lo na terra.” (Deu. 12:23, 24; Lev. 17:10, 13) Deus não impôs, então, aos demais da humanidade sua lei contra a ingestão de sangue, assim como tampouco o fez quanto à sua lei contra a idolatria. (Atos 17:30, 31; 14:16) De modo que o gentio podia comprar e decidir comer carne com o sangue nela. (Deu. 14:21) Mas, o adorador do Criador não podia fazer isso. De fato, se um israelita, evidentemente despercebido, na ocasião, de que não se escoara o sangue, comesse carne com sangue, ele tinha de tomar medidas para se purificar de seu erro desintencional. — Lev. 17:15, 16.
8. É o sangue animal que está proibido, ou é o humano? (2 Sam. 23:14-17)
8 Se o sangue animal, representando a vida, não devia ser ingerido para sustento, isso se aplicava ainda mais ao sangue humano. Podemos facilmente ver isso no que aconteceu quando Jesus, certa vez, falou figurativamente sobre comer sua carne e beber seu sangue. Alguns discípulos judaicos, que não discerniram que ele usava apenas símbolos, ficaram chocados e o abandonaram. (João 6:60-66) Sim, a idéia de ingerir sangue, quer animal, quer humano, era repugnante para os que se preocupavam com o conceito de Deus.
UM REQUISITO CRISTÃO
9. Como se pode mostrar que isto se aplica também aos cristãos?
9 No entanto, talvez tenha ouvido falar que a proibição bíblica do sangue não se aplica aos cristãos. Quais são os fatos sobre isso? Esta questão foi decidida em 49 E. C.,
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