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  • Vender sangue é um grande negócio
    Despertai! — 1990 | 22 de outubro
    • (Coleta de Sangue), os pobres e os desempregados afluem aos incontáveis bancos de sangue de Bogotá, na Colômbia. Eles vendem uma pint [cerca de meio litro] de sangue por meros 350 a 500 pesos. Os pacientes talvez paguem de 4.000 a 6.000 pesos pelo mesmo meio litro de sangue!

      É evidente que, do precedente, emerge pelo menos uma realidade global: Vender sangue é um grande negócio. ‘E daí? Por que não deveria o sangue ser um grande negócio?’, alguns talvez perguntem.

      Bem, o que deixa muitas pessoas apreensivas quanto a uma grande empresa em geral? É a ganância. A ganância se mostra, por exemplo, quando uma grande empresa persuade as pessoas a comprar coisas das quais elas realmente não necessitam; ou, o que é ainda pior, quando continua a impingir ao público alguns produtos reconhecidos como perigosos, ou quando se recusa a gastar dinheiro para tornar seus produtos mais seguros.

      Se o comércio de sangue está manchado com tal espécie de ganância, a vida de milhões de pessoas em todo o mundo corre grande perigo. Será que a ganância corrompeu o comércio de sangue?

  • Dádiva de vida ou beijo da morte?
    Despertai! — 1990 | 22 de outubro
    • Dádiva de vida ou beijo da morte?

      “Quantas pessoas têm de morrer? De quantas mortes os senhores precisam? Digam-nos de quantos mortos precisam para crerem que isto está acontecendo.”

      DON FRANCIS, um dos diretores dos CDC (sigla, em inglês, dos Centros de Controle de Moléstias), deu um murro na mesa, ao bradar as palavras acima, numa reunião com altos representantes da indústria dos bancos de sangue. Os CDC tentavam convencer os donos dos bancos de sangue de que a AIDS estava espalhando-se através dos estoques de sangue daquela nação.

      Os donos de bancos de sangue não se convenceram. Eles disseram que a evidência era muito tênue — apenas um punhado de casos — e decidiram não acelerar os testes de detecção do vírus no sangue. Isso aconteceu em 4 de janeiro de 1983. Seis meses depois, o presidente da Associação Americana de Bancos de Sangue asseverou: “Existe muito pouco ou nenhum perigo para o público em geral.”

      Para muitos peritos, já existia suficiente evidência que justificasse certas medidas. E, desde então, aquele “punhado de casos” original ampliou-se de forma alarmante. Antes de 1985, talvez 24.000 pessoas recebiam transfusões infectadas com o HIV (sigla, em inglês, do Vírus da Imunodeficiência Humana), que causa a AIDS.

      O sangue contaminado é um modo tremendamente eficaz de disseminação do vírus da AIDS. Segundo a revista The New England Journal of Medicine (4 de dezembro de 1989), uma única unidade de sangue pode transportar suficientes vírus para causar 1,75 milhão de infecções! Os CDC disseram a Despertai! que, até junho de 1990, apenas nos Estados Unidos, 3.506 pessoas já tinham manifestado a AIDS por meio de transfusões de sangue, de derivados de sangue e de transplantes de tecidos.

      Mas estes são números frios. Não podem nem sequer começar a transmitir a profundeza das tragédias pessoais envolvidas. Considere, à guisa de exemplo, a tragédia de Frances Borchelt, de 71 anos. Ela declarou firmemente aos médicos que não queria uma transfusão de sangue. Mesmo assim, foi-lhe dada uma transfusão. Ela sofreu uma morte agonizante de AIDS, enquanto sua família observava sem poder fazer nada.

      Ou considere a tragédia de uma jovem de 17 anos que, sofrendo de forte hemorragia menstrual, recebeu duas unidades de sangue apenas para corrigir sua anemia. Quando tinha 19 anos e estava grávida, descobriu que a transfusão a tinha contaminado com o vírus da AIDS. Aos 22 anos, manifestou-se a AIDS. Além de ficar sabendo que logo morreria de AIDS, ela ainda teve de ficar pensando se havia transmitido tal doença ao seu bebê. A lista de tragédias prossegue infindavelmente, variando dos bebês aos idosos, em todo o mundo.

      Em 1987, lamentava o livro Autologous and Directed Blood Programs (Programas de Sangue Autólogos e Dirigidos): “Quase tão prontamente quanto foram definidos os grupos originais de risco, ocorreu o inimaginável: a demonstração de que esta doença potencialmente letal [a AIDS] podia ser transmitida, e estava sendo transmitida, pelo estoque de sangue doado voluntariamente. Esta era a mais amarga de todas as ironias médicas; que a preciosa dádiva vitalizadora do sangue pudesse transformar-se num instrumento de morte.”

      Até mesmo medicamentos derivados do plasma ajudaram a disseminar esta praga em todo o mundo. Os hemofílicos, a maioria dos quais utilizam um agente coagulante tirado do plasma para tratar sua moléstia, foram dizimados. Nos Estados Unidos, dentre 60 a 90 por cento deles pegaram a AIDS antes de ser estabelecido um processo de tratamento do remédio pelo calor, a fim de eliminar o HIV.

      Ainda assim, até os dias atuais, o sangue não está seguro contra a AIDS. E a AIDS não é o único perigo advindo das transfusões de sangue. Longe disso.

      Os Riscos Que Fazem a AIDS Parecer Insignificante

      O Dr. Charles Huggins diz que o sangue “é a substância mais perigosa que utilizamos na medicina”. Ele sabe o que diz; é o diretor do serviço de transfusões de sangue num hospital de Massachusetts, EUA. Muitos acham que uma transfusão de sangue é tão simples quanto encontrar alguém de sangue compatível. Mas, além dos tipos ABO, e do fator Rh, para os quais se faz rotineiramente o teste de compatibilidade, talvez haja mais ou menos 400 outras diferenças para as quais o sangue não é testado. Como observa Denton Cooley, cirurgião cardiovascular: “Uma transfusão de sangue é um transplante de órgão. . . . Acho que existem certas incompatibilidades em quase todas as transfusões de sangue.”

      Não é surpreendente que transfundir tal substância complexa poderia, como um cirurgião se expressa, “confundir” o sistema imunológico do corpo. Com efeito, uma transfusão de sangue pode suprimir a imunidade por até um ano. Para alguns, este é o aspecto mais ameaçador das transfusões.

      Daí, existem também as doenças infecciosas. Elas têm nomes estranhos, como a doença de Chagas e o citomegalovírus. Os efeitos variam da febre e dos calafrios até à morte. O Dr. Joseph Feldschuh, da Faculdade de Medicina de Cornell, EUA, diz que existe 1 probabilidade em 10 de contrair-se alguma espécie de infecção através duma transfusão. É como brincar de roleta russa com um revólver com tambor de dez balas. Recentes estudos também demonstram que as transfusões de sangue durante a cirurgia do câncer podem, na realidade, aumentar o risco de recidiva.

      Não é de admirar que um programa noticioso de TV afirmasse que a transfusão de sangue poderia ser o maior obstáculo para a pessoa recuperar-se duma cirurgia. A hepatite infecta centenas de milhares e mata muitos mais receptores de transfusão do que a AIDS, mas recebe pouca publicidade. Ninguém sabe a extensão das mortes, mas o economista Ross Eckert diz que pode ser equivalente a um jato DC-10, repleto de passageiros, que caia todo mês.

      Os Riscos e os Bancos de Sangue

      Como é que os bancos de sangue reagem à exposição de todos estes riscos de seu produto? Nada bem, acusam os críticos. Em 1988, o Report of the Presidential Commission on the Human Immunodeficiency

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