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Manágua — vítima dum trágico pesadeloDespertai! — 1973 | 8 de agosto
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a Deus. Continuarão em seus esforços de achegar-se a Deus? Crerão na Bíblia — que “haverá grandes terremotos” neste tempo do fim? Só o tempo dirá. — Luc. 21:7, 11.
A obra de reconstrução já começou nos prédios, mas nenhum homem pode trazer de volta os entes queridos que morreram. Apenas o Criador, Jeová Deus, pode. E temos a segura promessa, registrada nas Escrituras, de que Ele fará isso. — João 5:28, 29.
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Coopere com as defesas de seu corpoDespertai! — 1973 | 8 de agosto
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Coopere com as defesas de seu corpo
O CARRO ia a uns 185 quilômetros por hora quando colidiu com a traseira de outro carro que ia a uns 90 quilômetros por hora. Uma das vítimas do acidente, não satisfeita com a compensação recebida, acionou o fabricante do carro que estava correndo tão velozmente. Ele acusou o fabricante de ter feito um carro capaz de correr a tal velocidade. No entanto, o Tribunal de Apelações Regional dos EUA que julgou o caso decidiu de forma diferente. Sustentou que, quanto ao fabricante, seu “dever é evitar defeitos ocultos e perigos latentes e escondidos. Não é obrigado a antever e precaver-se do uso obviamente errado de seu produto”.
Há algumas autoridades no campo da medicina que se poderia dizer que consideram o corpo humano como aquela vítima do acidente considerava o carro com o qual foi ferida. Mas, nem todos fazem isso. Alguns avaliam a sabedoria refletida em sua forma. Assim, o cientista W. B. Cannon escreveu um livro intitulado “A Sabedoria do Corpo”. A sabedoria na forma, contudo, não significa que abusar do corpo não o prejudicará, e é nisso que muitos manifestam falta de bom juízo. Como se expressou o Dr. Linus Pauling: “Constantemente ferimos a nós mesmos por fazer coisas para as quais nossos corpos jamais foram intencionados.” E qual é o resultado? Uma aceleração do processo do envelhecimento, da doença e da morte.
Não há dúvida, ao examinarmos o corpo, verificamos que o Criador fez provisões maravilhosas para seu bem-estar. O homem não é um robô, mas, antes, tem a habilidade e a liberdade de escolher entre um proceder sábio e um proceder tolo e assumir as conseqüências. Em grande medida, a saúde de nosso corpo está sujeita à lei divina: “O que o homem semear, isso também ceifará.” Se cooperarmos com as defesas de nosso corpo, poderemos reduzir ao mínimo a possibilidade de saúde ruim e de doença. — Gál. 6:7.
Entre as defesas pelas quais o corpo preserva sua higidez se acham os sistemas de defesa imunológica (inclusive os glóbulos brancos e os anticorpos), o interferon, os hormônios e até mesmo a pele. Poder-se-ia assemelhar todos a soldados, policiais e a bombeiros que servem para proteger uma família, uma cidade ou uma nação de perigos que a ameaçam. A razão e o bom senso, naturalmente, indicaria que os cidadãos cooperassem com tais defesas, se hão de gozar de proteção e segurança. E assim, também, a pessoa tem de fazer sua parte, precisa cooperar com as defesas de seu corpo, se há de continuar saudável.
As Defesas Imunológicas
Tem-se descrito a “imunidade” como “palavra de uso diário, ordinariamente aplicada a um conjunto elaborado de reações pelas quais o corpo se defende de microrganismos invasores”. Nestas reações se acham envolvidas várias espécies diferentes de glóbulos brancos que servem quais defensores da pureza da corrente sangüínea. Estes se multiplicam grandemente quando agentes estranhos, nocivos ou virulentos invadem ou atacam o corpo. Assim, o diagnóstico de apendicite pode, às vezes, ser confirmado pelo que é conhecido como “quadro sanguíneo”.
O que move tais glóbulos brancos a agir, o que os habilita a reconhecer estes vários inimigos invasores estrangeiros, também conhecidos como antígenos? Bem, as gama-globulinas, uma das proteínas do sangue, produzem anticorpos, que se agarram aos antígenos, assim rotulando-os como intrusos e fazendo com que os glóbulos brancos os ataquem e destruam por meio da ação enzimática. Pensava-se certa vez que um antígeno causava as células do plasma produzirem um anticorpo especialmente adaptado para isso. Mas, agora, compreende-se que as células do plasma dispõem de potencialmente milhares de diferentes tipos de anticorpos, e, assim, quando as bactérias atacam o corpo, elas se unem a qualquer certo número de anticorpos que aconteça se adaptarem a elas um tanto livremente.
O processo tem sido ilustrado da seguinte forma: Ao invés de o antígeno ser como o homem que foi ao alfaiate mandar fazer um terno sob medida (como certa vez se pensava), é como o homem que se dirige a uma grande loja de roupas que tem milhares de ternos de vários tamanhos e formas, e apanha dentre vários aquele terno que cai um tanto bem nele, mas não necessariamente de forma perfeita.
Daí, o que acontece? O corpo envia um sinal e as células do plasma começam a produzir esse determinado anticorpo aos milhares. Que os anticorpos não precisam adaptar-se de forma perfeita pode-se depreender do fato que a inoculação com a varíola bovina (que é bem similar, mas não é idêntica ao vírus da varíola) pode produzir a imunidade à varíola.
Leva tempo para que o corpo produza, todos estes anticorpos e, às vezes o corpo sucumbe aos invasores e fica doente. Entretanto, uma vez que se lhe conceda o tempo necessário, o corpo em geral ganha a luta, e, como resultado do aumento de anticorpos, o corpo provavelmente ficará um tanto imune aos ataques futuros. Assim, há um ditado: “Não há imunidade como a imunidade da convalescência.” Exemplificando: a pessoa que teve varicela ou catapora quando criança fica imune a tal doença. Por meio de inoculações, contudo, os homens têm amiúde conseguido prover ao corpo a imunidade artificial, como para as doenças bem-conhecidas — a difteria, a coqueluche, o sarampo e outras.
A corrente sangüínea de alguns parece não ter a gama-globulina e, em resultado, não produz anticorpos, assim tornando tais pessoas suscetíveis a todos os tipos de infecções bacterianas. Estas, contudo, constituem raras exceções. Sem comparação, os corpos humanos deveras possuem este mecanismo defensivo muitíssimo eficaz. Por que, então, alguns ficam doentes quando expostos às bactérias prejudiciais e outros não ficam? Porque se acha envolvido mais de um fator. Para começar, há a questão dos genes. Sabe-se que a predisposição a certos males é herdada e, assim, se a pessoa ficará ou não doente depende ‘da suscetibilidade ou da resistência herdada. É óbvio que, se ambos os pais forem diabéticos, a pessoa provavelmente sucumba às doenças infecciosas que afligem os diabéticos. Tal pessoa, portanto, precisaria ter muito mais cuidado do que outra cujos pais gozavam de saúde abundante.
Um fator relacionado que ajuda a explicar o fato de que alguns sucumbem às infecções, enquanto que outros não, é que as infecções e as moléstias não são apenas uma questão de virulência, isso é, da força das bactérias, como certa vez se pensava. A infecção é também uma questão de ecologia, isso é, da condição do hospedeiro, o seu corpo. Assim, experiências
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