-
Vingança do sangue dos inocentesA Sentinela — 1973 | 15 de novembro
-
-
Mas, apesar deste apavorante ato retributivo de Jeová, os líderes da religião falsa, dos dias de Jesus, não podiam negar a sua própria culpa de sangue, assim como tampouco puderam os líderes religiosos do tempo de Jeremias, pois, em ambos os casos, suas saias estavam vermelhas do sangue dos fiéis de Jeová, inclusive o do seu próprio Filho amado. — Mat. 23:33-36; 27:24, 25; Luc. 11:49-51.
16. Que atitude adotam as nações hoje na questão da santidade do sangue e qual deve ser o nosso conceito?
16 Agora, hoje, a culpa de sangue de todas as nações da terra atingiu sua plenitude. Tão grande é a culpa de sangue da “meretriz” Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa, que se diz que ela está embriagada com o sangue do povo de Jeová. (Rev. 17:5, 6; 18:24) O Vingador do sangue, da parte de Jeová, está para vir a qualquer momento para golpear, e ai daquele que for apanhado na companhia dela! (Rev. 18:4) Tais culpados de sangue “não viverão metade dos seus dias”, segundo disse Davi. (Sal. 55:23) Devemos seriamente orar junto com o salmista: “Livra-me da culpa de sangue, ó Deus, o Deus da minha salvação”, e “salva-me dos homens culpados de sangue”. (Sal. 51:14; 59:2) Então, no futuro muito próximo, quando se elevar no céu o poderoso coro de louvor a Jeová, por terem sido destruídos os últimos elementos de Babilônia, a Grande, e por ter sido vingado o sangue de todos os inocentes, nossa voz se juntará na terra a todos os que escaparam da espada retributiva do Vingador de Jeová. — Rev. 19:1, 2, 15, 21.
-
-
Abandonar a cidade de refúgio significa perder a vidaA Sentinela — 1973 | 15 de novembro
-
-
Abandonar a cidade de refúgio significa perder a vida
1. Em que situação está a cristandade, assim como estiveram os judeus nos dias de Jesus?
MUITA culpa de sangue recai hoje sobre a cristandade e sobre todo o mundo. Muitas pessoas sinceras, por não terem matado pessoalmente um homem ou se empenhado diretamente numa guerra, não se apercebem de sua própria participação pessoal nesta culpa. Não obstante, precisam assumir parte desta responsabilidade com os representados na profecia como tendo derramado sangue inocente. A cristandade está atualmente na mesma situação dos judeus dos dias de Jesus, aos quais Jesus disse: “Eu vos estou enviando profetas, e sábios, e instrutores públicos. A alguns deles matareis e pendurareis em estacas, e a outros deles açoitareis nas vossas sinagogas e perseguireis de cidade em cidade; para que venha sobre vós todo o sangue justo derramado na terra, desde o sangue do justo Abel até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a quem assassinastes entre o santuário e o altar. Deveras, eu vos digo: Todas essas coisas virão sobre esta geração. Jerusalém, Jerusalém, matadora dos profetas e apedrejadora dos que lhe são enviados.” — Mat. 23:34-37.
2. Como veio Jerusalém a ter antecedentes manchados de sangue, e que retribuição recebeu ela?
2 A história manchada de sangue de Jerusalém não provinha de ela se empenhar em guerra teocrática sob o comando de Jeová Deus, mas porque ela derramou sangue inocente e matou deliberadamente muitos dos profetas de Deus, até mesmo Jesus, Filho de Deus, que foi ali condenado à morte. Isto não foi feito em inocência, pois, sete séculos antes, nos dias de Jeremias, Jeová expôs a culpa de sangue de Jerusalém quando disse por meio de seu profeta: “Também, nas tuas saias foram achadas as manchas de sangue das almas dos pobres inocentes. Não as encontrei no ato de arrombamento, mas estão em todas estas. Mas tu dizes: ‘Permaneci inocente. Decerto, a sua ira recuou de mim.’ Eis que entro numa controvérsia contigo por dizeres: ‘Não pequei.’” (Jer. 2:34, 35) Agindo diretamente em harmonia com estas palavras, Jeová expressou em 607 A. E. C. sua ira contra Jerusalém pelo arbitrário derramamento de sangue por parte dela, e seus executores babilônicos derramaram o sangue dela para o chão, numa espantosa destruição. Jerusalém sofreu também outro banho de sangue, em cumprimento das palavras de Jesus, e antes de esse terminar, no verão de 70 E. C., 1.100.000 haviam morrido na cidade sitiada.
CULPA DE SANGUE PELA RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA
3. Por que pereceram muitos que não haviam tirado diretamente nenhuma vida?
3 Que especialmente os da cristandade dêem atenção a este exemplo de advertência. Nem todos os judeus mortos pelos babilônios ou pelos romanos eram diretamente culpados de matar os profetas de Deus ou de outro modo tirar uma vida humana, mas eles pereceram junto com os que derramaram deliberadamente sangue inocente. Por quê? Porque defendiam os antecedentes e as tradições do judaísmo, e por isso compartilhavam da responsabilidade desta sociedade no seu derramamento de sangue.
4. Por que não pode Jeová desconsiderar os antecedentes da cristandade?
4 A cristandade é realmente o equivalente moderno de Jerusalém e de seu domínio de Judá. Os antecedentes da cristandade perante Deus estão manchados com o sangue injustamente derramado desde o começo dela no quarto século, nos dias de Constantino. Estes antecedentes não podem passar despercebidos, porque Jeová, que não muda, declarou a Noé: “Exigirei de volta vosso sangue das vossas almas. Da mão de cada criatura vivente o exigirei de volta; e da mão do homem, da mão de cada um que é seu irmão exigirei de volta a alma do homem. Quem derramar o sangue do homem, pelo homem será derramado o seu próprio sangue, pois à imagem de Deus fez ele o homem.” — Gên. 9:5, 6.
5. (a) Que atos da cristandade marcaram seus antecedentes, e por que não podem ser justificados? (b) Quem compartilha a responsabilidade pela culpa de sangue da cristandade?
5 As centenas de guerras da cristandade, além das inquisições e cruzadas religiosas antes de 1914, gastaram a vida de incontáveis centenas de milhares de pessoas insuspeitosas, e as duas guerras mundiais desde 1914, pelas quais a cristandade tem de levar a maior parte da responsabilidade para com dezenas de milhões de vidas, acumularam uma terrível dívida de sangue, que ela terá de pagar segundo o mandamento de Deus a respeito do sangue. Não se pode afirmar que estas guerras eram guerras teocráticas, travadas em nome de Deus, embora sacerdotes e clérigos de ambos os lados nestas controvérsias travadas na cristandade tenham dado bênçãos aos seus participantes. Isto não autorizou a ninguém a matar seu próximo e ainda assim ficar sem culpa de sangue perante Jeová Deus. Estar sob a bênção de tais sacerdotes ou clérigos não era entrar na “cidade de refúgio” do Sumo Sacerdote de Jeová, Jesus Cristo. Embora fossem travadas sinceramente por muitos, num fervor religioso ou patriótico, a invocação do nome de Deus sobre tais conflitos não isentou os participantes da culpa de sangue. Além disso, os que aprovam, ajudam ou apóiam os que diretamente derramam sangue, ou os que se empenham em propaganda e em movimentos tais que resultam no derramamento de sangue inocente, também caem sob a responsabilidade social como partícipes no crime e têm de comparecer perante o Deus da justiça, que não pode desconsiderar tal culpa de sangue, nem o fará.
6. De que outro ato é a cristandade culpada, e escapará da punição por ele?
6 De natureza muito mais séria, porém, é a culpa de sangue da cristandade, por tirar a vida de muitos dos verdadeiros servos de Deus. Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa do qual a cristandade é a parte dominante, é descrita no livro de Revelação como estando “embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus”. (Rev. 17:6) Assim como a cristandade deixou de acatar o aviso de Jeová, assim a sentença de Jeová será em breve executada nela assim como foi no seu protótipo, Jerusalém e Judá, em 607 A. E. C. e em 70 E. C. Todos os achados associados com ela, nesta ocasião, compartilharão a sua culpa e também a sua destruição. — Rev. 18:4.
COMO FUGIR PARA A ATUAL CIDADE DE REFÚGIO
7. Quando atacará o Vingador do sangue da parte de Jeová e onde haverá o único refúgio?
7 Jeová refreou misericordiosamente seu Vingador do sangue, o Senhor Jesus Cristo, de atacar com suas hostes angélicas a cristandade e todos os que compartilham a culpa de sangue dela, mas este limite de tempo terminará em breve. (Rev. 7:1-3) O Vingador do sangue humano atacará na vindoura “grande tribulação”. “Pois, eis que Jeová está saindo do seu lugar para ajustar contas pelo erro do habitante da terra contra ele, e a terra certamente exporá seu derramamento de sangue e não mais encobrirá os seus que foram mortos.” (Isa. 26:21; Mat. 24:21, 22) Quando vier este tempo de decisão, toda a humanidade estará face a face com a sua responsabilidade comunal, e isto numa escala maior do que confrontou Jerusalém e o povo judeu. Todos os que não tiverem achado o lugar de segurança terão de pagar a penalidade. A terra terá de ser limpa para todo o sempre do sangue dos que foram mortos injustamente. Terá de se fazer expiação, a fim de se cumprir o mandamento a respeito da santidade do sangue feito com Noé. A única maneira de se fugir para a segurança é achar a estrada que conduz à antitípica “cidade de refúgio” de Jeová e permanecer nela até o dia da ira de Jeová ter passado, continuando a morar nela sob o benefício do grande Sumo Sacerdote de Jeová, Jesus Cristo. Então, qual é a antitípica cidade de refúgio?
8. Qual é a antitípica cidade de refúgio e como se entra nela?
8 No antigo Israel, o homicida tinha de fugir para uma das seis cidades especialmente designadas, e, depois de se estabelecer a sua inocência quanto a uma matança deliberada, tinha de permanecer na cidade de refúgio até a morte do sumo sacerdote atuante. (Núm. 35:9-34) Assim, a antitípica cidade de refúgio tem de ser a provisão de Jeová para proteger a pessoa contra a execução pela violação do mandamento de Deus a respeito da santidade do sangue. Entramos nesta cidade por passarmos a estar e permanecermos sob os benefícios do serviço ativo de seu Sumo Sacerdote, Jesus Cristo. A vida humana perfeita de Jesus, que ele sacrificou na terra, era equivalente a que o primeiro homem Adão usufruiu no paraíso do Éden. Jesus entregou a sua vida sem pecado na morte, e, após a sua ressurreição e ascensão à destra de Deus no céu, pôde apresentar o valor do sacrifício de resgate a favor dos descendentes moribundos de Adão. Jesus tornou-se assim o Redentor da humanidade, nosso parente mais chegado. A administração dos benefícios deste sacrifício de resgate, portanto, livra-nos da culpa e provê a reconciliação da humanidade com Deus. — Heb. 2:14; 10:12; Rom. 5:11; veja Atos 2:37-40.
-