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Surge o “sangue artificial”Despertai! — 1980 | 22 de junho
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se misturam com o sangue, é preciso preparar emulsões, pela dispersão de gotículas de PFC (de menos de 1/10.000 mm ou de 1/250.000 polegadas) em água, quase do mesmo modo que o creme é disperso em leite homogeneizado. Tal líquido é então misturado com antibióticos, vitaminas, nutrientes e sais. O produto final contém cerca de 80 componentes diferentes, que parecem conseguir assumir um bom número das funções vitais do sangue natural.
Extensas experiências com animais, utilizando-se emulsões de PFC, têm sido feitas nos anos recentes. A pesquisa nipônica revelou que os ratos sobrevivem com 90 por cento de seu sangue sendo substituído pelo PFC. Na Suécia e nos Estados Unidos, houve roedores que sobreviveram confortavelmente com a substituição de seu inteiro volume sangüíneo. Os cientistas nipônicos afirmam que houve macacos que sobreviveram com apenas 2 por cento de seu próprio sangue. (Veja Despertai! de 8 de fevereiro de 1980, página 30.)
Muitas Vantagens
Segundo os cientistas, as emulsões de PFC apresentam muitas vantagens. Em contraste com o sangue natural, são conservadas facilmente em condição estéril e podem ser estocadas durante meses ou até mesmo anos. Nenhuma tipagem é necessária (o que é valioso em emergências), e não se conhecem riscos de transmissão de doenças infecciosas, tais como a hepatite, a malária e a sífilis.
Outras vantagens incluem a capacidade de as pequenas partículas de fluorocarbono atingirem os vasos capilares contraídos pelo choque, tal como no caso de queimaduras. As partículas têm cerca de um milésimo do tamanho das hemácias e, assim, podem transportar oxigênio até áreas que normalmente ficariam privadas dele. Os cientistas também verificaram que os fluorocarbonos parecem estimular maior atividade dos glóbulos brancos que combatem as doenças.
Numa recente entrevista, o professor-adjunto Lars-Olof Plantin, do centro de pesquisas do Instituto Karolinska, do Hospital da Universidade de Huddinge, Suécia, apresentou a seguinte lista dos usos prospectivos do PFC: casos de emergência; grandes cirurgias; envenenamento pelo monóxido de carbono; hemorragias agudas; quimioterapia; septicemia; remoção das toxinas, vírus, tóxicos, etc.; infecções anaeróbias; terapia imunológica; substituição sangüínea. E o químico pesquisador norte-americano, Robert E. Moore, acrescenta: “[Os fluorocarbonos] poderiam ser usados para o tratamento de várias anemias, inclusive a anemia Falciforme. Poderiam ser usados para sobrepujar os efeitos dum ataque cardíaco. Por causa de sua condição neutra, poderiam ser perfeitos na condução de pesquisas biológicas, no sentido que eliminariam as variáveis.”
Existe, contudo, a necessidade de muito mais pesquisa, antes que este substituto possa ser lançado para uso normal nos hospitais. Lars-Olof Plantin e sua co-pesquisadora, Vera Novácová, declaram que todos os órgãos vitais do corpo precisam ser examinados cuidadosamente para se ter certeza de que nenhum é prejudicado pelo PFC. Precisa-se de mais pesquisa, também, para certificar-se de que o PFC não interfira nos vários sistemas orgânicos do corpo. É também importante desenvolver a melhor fórmula para a emulsão.
Entre as remanescentes incógnitas acha-se a de se o corpo pode livrar-se do PFC de modo natural, pela exalação e através da pele, na mesma taxa em que se produzem as hemácias. O alvo é descobrir emulsões estáveis de PFC que sejam eliminadas em questão de 30 dias. Embora se façam atualmente grandes esforços para equacionar tais problemas, poderiam passar anos antes de se examinarem suficientemente todos os possíveis efeitos colaterais. Assim, o uso do “sangue artificial” é um risco calculado.
Na atualidade, as agências governamentais, tanto no Japão como nos EUA, restringem o uso dos “substitutos sangüíneos”, de fluorocarbonos apenas aos casos de emergência. Com efeito, certa autoridade da Administração de Alimentos e Drogas dos EUA (FDA), o Dr. Joseph Fratantoni, disse alegadamente que a única razão que ele conseguia imaginar para que a FDA permitisse seu uso seria a recusa religiosa de permitir o emprego de sangue, como no caso das Testemunhas de Jeová. No entanto, segundo o Times de Nova Iorque, o êxito dos fluorocarbonos empregados na Testemunha, do estado de Minnesota, mencionada antes neste artigo, “exerceu um efeito catalítico sobre a pesquisa estadunidense”.
Tais casos podem fornecer aos cientistas mais informações sobre os efeitos de tais substâncias químicas sobre o corpo humano. Observando o potencial de pesquisa de tais pacientes, o Times de Los Angeles observa: “O fato de que muitos deles provavelmente sejam Testemunhas de Jeová significa que sua convicção religiosa poderá, com o tempo, resultar benéfica para pessoas de todas as crenças.”
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O impressionante mundo dos IncasDespertai! — 1980 | 22 de junho
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O impressionante mundo dos Incas
PARTINDO da cidade de Lima, nosso avião ganhou rapidamente altura na direção dos Andes. Logo aterrizamos em Cusco, o coração do antigo mundo dos Incas!
O Império Inca cresceu rapidamente de um diminuto local até ocupar uma área do tamanho da Bélgica, Luxemburgo, Países-Baixos, França, Suíça e Itália juntos.
Daí, mais rápido do que seu espetacular aumento, veio súbita queda diante de apenas uns poucos aventureiros espanhóis.
Quem eram os incas? Que tipo de vida levavam? O que provocou sua queda e desaparecimento?
Alvorecer dum Império
Nosso guia peruano explicou-nos que o
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