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Verá toda a terra tornar-se um paraíso?Despertai! — 1976 | 8 de junho
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a seu alcance. Poderá esperar vê-la — se fizer algo a respeito! Precisa acatar o conselho que Deus deu há muito: “Procurai a Jeová . . . procurai a justiça, procurai a mansidão. Talvez sejais escondidos no dia da ira de Jeová.” Buscar a Jeová significa familiarizar-se com ele, suas qualidades, seus propósitos e sua vontade para o leitor, tudo o que Ele revelou em sua Palavra, a Bíblia Sagrada. Buscar a justiça significa aprender os princípios justos de Deus, de justiça, honestidade e imparcialidade, e harmonizar sua vida com eles. E buscar a mansidão significa cultivar uma disposição mental branda, modesta e passível de ensino. — Sof. 2:3.
Visto que é curto o tempo antes de Deus agir contra os que arruínam a terra, também é curto o tempo para que o leitor faça tais mudanças na vida. Não há tempo a perder. Atualmente é o ‘dia da salvação’ no que lhe diz respeito. As testemunhas cristãs de Jeová em sua localidade estão prontas a ajudá-lo. — 2 Cor. 6:2.
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Podem ajudá-lo os novos santos do ano santo?Despertai! — 1976 | 8 de junho
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Podem ajudá-lo os novos santos do ano santo?
MILHARES de defensores dedicaram 93 anos de trabalho e de orações à causa. Juntos, doaram milhões de dólares. Por fim, o alvo — o Papa Paulo VI, no Ano Santo de 1975, canonizou a primeira estadunidense de nascimento, Elizabeth Ann Bayley Seton. “Oficialmente declarada pela Igreja como tendo alcançado o céu”, ela é considerada como outra santa que pode ajudar os membros da igreja a achegar-se a Deus.
Na, opinião de The Wall Street Journal, os zelosos apoiadores de Elizabeth Seton participaram num processo “mais árduo do que qualquer campanha política e certamente tão dispendioso como a maioria delas”. Dezenas de advogados e médicos tiveram de ser pagos para argumentar a favor dos méritos do caso dela e comprovar os “milagres”; montões de documentos tiveram de ser traduzidos para o italiano, para uso pelas autoridades do Vaticano.
O dispêndio de recursos sobrecarregou de tal modo até mesmo a Associação Madre Seton em seu orçamento anual de Cr$ 320.000,00 que foi necessário um apelo de emergência para mais dinheiro. Ostentosas e pomposas cerimônias da canonização em Roma, segundo se disse, custaram mais de Cr$ 1.000.000,00, destinados à celebração estadunidense. Alegados Cr$ 100.000,00 para o aluguel da Basílica de S. Pedro, apenas, durante recente cerimônia de beatificação (o último passo antes da canonização) fornece alguma idéia das despesas.
Além das amplas somas, fazer uma santa exige investigações que às vezes podem levar centenas de anos. A Congregação dos Ritos, do Vaticano, perscruta montões de evidência escrita e testemunhal em busca de provas de “virtudes heróicas” e “milagres”. Por outro lado, um “promotor geral da fé”, ou “advogado do Diabo”, apresenta muitos desafios legalísticos, chamados animadversões, contra a proposta santa em vários estágios. Em uma fase de certa investigação, para exemplificar, 55 páginas de objeções em latim foram contraditas por uma resposta de 129 páginas — trabalho de um ano inteiro!
Nem mesmo o cadáver não fica em paz. Sempre que possível, Roma deseja identificação definitiva dos restos. Uma vez exumados, os ossos de Elizabeth Seton tornaram-se “relíquias de primeira classe”. Um osso foi para o Papa Paulo; fragmentos de ossos especialmente acondicionados em caixas, galardoaram os principais patrocinadores de sua causa.
Será que o resultado vale todos os esforços feitos? Os porta-vozes da Igreja asseveram que sim. A simples perspectiva de canonização de Elizabeth Seton e cinco outros durante o Ano Santo moveu o Papa Paulo a declarar que seriam “novas estrelas . . . que brilham no firmamento da Igreja, a fim de mostrar, pela contemplação, ao homem moderno . . . que a vida vale a pena ser vivida para Deus e os irmãos”.
Por Que Tantos Esforços?
Mas, talvez fique imaginando por que tanto tempo, esforço e despesas são dispendidos para se investigar os candidatos à santidade. Bem, segundo a New Catholic Encyclopedia (edição de 1967), durante séculos os santos foram reconhecidos sem tal investigação cabal, mas surgiram problemas: “Entre os séculos 6 e 10, o número de mortos que receberam o culto dos santos aumentou notavelmente. . . . Foram escritas vidas, não raro lendárias. Em resultado disso, surgiram abusos que tinham de ser suprimidos. A necessidade urgente de regular este importante assunto produziu, gradualmente, certa uniformidade dessa prática.” — Vol. 3, p. 55.
Além dos relatos fictícios sobre as “vidas” dos santos, outros “abusos” incluíam o “tráfico comercial de relíquias e verdadeiras fraudes”, relata The Catholic Encyclopedia for School and Home (Enciclopédia Católica Para a Escola e o Lar; edição de 1965, Vol. 9, p. 219) Processos complicados de canonização, adotados em fins do século dezesseis, tiveram êxito em reduzir o número médio de santos nomeados anualmente em cerca de 90 por cento, mas tal método não deixava de apresentar seus problemas — por exemplo, as enormes despesas envolvidas.
Os Primeiros Santos
Sabia que tais problemas não existiam de forma alguma para os primeiros cristãos? Métodos de identificar os santos, então, eram bem diferentes dos de hoje. Admite a New Catholic Encyclopedia: “Nas Escrituras, contudo, os fiéis em geral são chamados ‘os santos’”, ou ‘aqueles que são santos’. (Vol. 12, p. 852) “S. Paulo aplicou [santo] a todos os seus concristãos.” — The Catholic Encyclopedia for School and Home, Vol. 9, p. 538.
Se ler por si mesmo a tradução católica de Matos Soares (So), por exemplo, verá que a palavra “santo” é quase que intercambiável com “crente”, e que é aplicada aos cristãos vivos, não só aos que há muito já estão mortos. As epístolas de Paulo amiúde foram dirigidas a “todos os santos” em determinada localidade. Ele disse aos cristãos efésios que eles eram “concidadãos dos santos e membros da família de Deus”. — Efé. 2:19, So.
É interessante que tais santos até mesmo precisavam eles mesmos, às vezes, da necessária ajuda espiritual. O escravo cristão, Filêmon, foi elogiado porque “os corações dos santos foram confortados por ti, irmão”. E, ao invés de orarem aos santos especiais no céu para que intercedessem pelos cristãos aqui na terra, instou-se com todos os cristãos efésios: “Vigiando nisto mesmo com toda a perseverança, rogando por todos os santos.” — Filêm. 7; Efé. 6:18, So.
Evidentemente, então, a palavra “santo” significava algo inteiramente diferente lá nos tempos bíblicos do que significa para os que veneram agora os santos e suas relíquias. “Atualmente, contudo”, concorda The Catholic Encyclopedia for School and Home, “[santo] em geral se aplica àquele que foi oficialmente declarado pela Igreja como tendo alcançado o céu”. — Vol. 9, p. 538.
Mas, o que aconteceu com aquele conceito cristão primitivo sobre os santos? Por que o atual entendimento difere tanto do encontrado na Bíblia? A New Catholic Encyclopedia oferece a seguinte explicação:
“No que tange à intercessão dos mortos em favor dos vivos — a respeito da qual nenhuma menção é feita nos mais antigos livros ao V[elho] T[estamento], em que se encontra, como é bem sabido, um conhecimento bem imperfeito da sorte dos mortos . . . Se, nos escritos do N[ovo] T[estamento] — assentados, é preciso lembrar, não como tratados formais, mas, antes, como peças casuais — nada sobre o assunto é explicitamente mencionado . . .” (Grifo acrescentado)
Parece razoável que a Bíblia não é explícita em tal ensino principal porque ela, alegadamente, contém apenas ‘conhecimento imperfeito’ e fala ‘casualmente’ demais sobre tais assuntos? Ou, será que o ‘conhecimento perfeito’ é transmitido mais exatamente pela admissão muito mais forte desta mesma Encyclopedia a respeito da veneração de relíquias?
“É, assim, em vão procurar justificativa para o culto de relíquias no Velho Testamento; nem se dá muita atenção às relíquias no Novo Testamento. . . . [O ‘pai’ da Igreja] Orígenes, parece ter considerado essa prática como um sinal pagão de respeito a um objeto material.” — Vol. 12, págs. 973, 235, grifo acrescentado.
Esta admitida falta de apoio bíblico para tais práticas induziu os primitivos reformadores a começar a “levantar vozes contra o culto das relíquias”, relata esta Encyclopedia. Assim, “o Concílio de Trento considerou tais erros e, num decreto promulgado em sua 25.ª sessão, não fez nenhuma referência à Escritura, mas apelou à tradição apostólica e à prática constante da Igreja” para apoiar a veneração de relíquias. — Vol. 12, p. 238, grifo acrescentado.
Mas, e se ‘fizermos mesmo referências à Escritura’, ao invés de a posteriores tradições e às ‘práticas da Igreja’? Pode-se verazmente dizer que a Bíblia ‘não é explícita’ quanto a se os santos podem ajudá-lo a orar a Deus, como sugere a New Catholic Encyclopedia?
Achegar-se a Deus do Seu Modo
A maioria dos cristãos conhece a oração do “Pai Nosso”. Jesus a formulou quando lhe foram pedidas orientações sobre como orar, e ele sugeriu que se usasse a expressão “Pai Nosso” para iniciá-la. Pense no calor e na intimidade com Deus subentendida nessas palavras! Poderia usufruir esta relação calorosa e paternal, por preferir orar a um santo? Os primeiros santos cristãos deveras oraram amiúde em favor dos concristãos. Mas, isto de forma alguma substituía a intimidade pessoal usufruída pelo cristão ao falar com seu Pai celeste. — Mat. 6:9; Luc. 11:1, 2.
Mas, que dizer do papel de Jesus Cristo? Não é similar ao de um “santo”? Poderá ler na católica New American Bible (NAB) por que não é: “Em Cristo e pela fé nele, podemos falar livremente a Deus, achegando-nos a ele com confiança.” Assim, os cristãos sinceros sempre falam “a Deus” em oração, e não a nenhum outro. Ao mesmo tempo, reconhecem o papel de Cristo qual mediador sacrificial, que lhes dá confiança para dirigir-se a Deus como “Pai Nosso”. Por isso, a Bíblia mantém que “é por meio dele que nós dirigimos nosso Amém a Deus, quando adoramos juntos”. — Efé. 3:12; 2 Cor. 1:20, NAB; compare com Hebreus 7:24, 25.
O próprio Jesus claramente eliminou qualquer papel intermediário para outros no céu quando disse a seus discípulos que “ninguém pode ir ao Pai, senão por meio de mim”, e, anos depois, quando ele e outros cristãos já tinham sofrido mortes de mártires, a Bíblia ainda sustentava que “um só é também o mediador entre Deus e os homens, o homem Cristo Jesus”. — João 14:6, 13; 1 Tim. 2:5, Pontifício Instituto Bíblico.
Outra razão de a Bíblia silenciar quanto à intercessão dos santos no céu junto a Deus é que isso era absoluta impossibilidade. Por quê? Observe as palavras do apóstolo Paulo, aos tessalonicenses perseguidos, sobre a segunda vinda de Cristo:
“Não queremos, irmãos que estejais na ignorância acerca dos que dormem [na morte], . . . o mesmo Senhor, ao mando, à voz de arcanjo e ao som da trombeta de Deus, descera do céu; os que morreram em Cristo, ressuscitarão primeiro.” — 1 Tes. 4:12-16, Soares, compare com 1 Coríntios 15:22, 23, 51, 52.
Se esses santos que “morreram em Cristo” estavam ‘dormindo na morte’, não sendo ressuscitados senão na segunda vinda de Cristo, como poderiam estar em condições de interceder no céu a favor de alguém? Por isso, a Bíblia silencia sobre esse ponto, não por causa de imperfeições ou pela forma casual em que foi feito o registro, mas porque ela é coerente com seu próprio ensino sobre a ressurreição.
Daí, que dizer de todo o tempo, despesas e esforços dispendidos no processo de canonização? O editor Joel Wells, da publicação trimestral católica, The Critic, observa candidamente que “há muito mais que a igreja poderia fazer com o dinheiro gasto nisso”. Não seriam tais esforços cabais muito melhor aplicados em ensinar as pessoas sinceras a confiar em Deus como Aquele para quem nos voltar quando precisamos de ajuda; ao invés de para os santos?
“Porque o nosso sumo sacerdote não é incapaz de compadecer-se das nossas fraquezas”, afirma a Bíblia a respeito de Jesus Cristo. Por isso, ela insta: “Aproximemo-nos, pois, com franqueza, do trono da graça [de Deus], para alcançarmos misericórdia e encontrarmos graça, a fim de sermos auxiliados em tempo oportuno.” (Heb. 4:14-16, PIB) Na verdade, a ajuda de Deus virá, não por se orar a algum santo feito pelo homem, mas por oração direta ao “Nosso Pai no céu” por meio do único canal que ele designou, seu Filho, Cristo Jesus.
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Inventor avalia a TVDespertai! — 1976 | 8 de junho
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Inventor avalia a TV
Um dos inventores da televisão, o Dr. Vladimir Zworykin, expressou recentemente seu desapontamento com sua obra. “As pessoas são hipnotizadas por ela”, afirma. “Ficam vendo-a o tempo todo. Esta contaminando nossa sociedade.” A amplitude de tal ‘contaminação’ pode ser indicada pelo seguinte:
● A mania nacional do Kung-fu está transformando alguns ‘garotinhos em brutamontes’ na Grã-Bretanha, noticia a “Associated Press”. Por quê? “São pequeninos demais para entender o que vêem na televisão”, afirma a diretora duma escola londrina. “Estas criancinhas espancam umas às outras no pátio de recreio.”
● Famoso psicólogo e conselheiro matrimonial dos EUA declarou recentemente que favorecia que se marcasse todo aparelho de televisão com o aviso: “Perigo: Ver televisão pode ser perigoso para seu casamento.” Afirma que ver TV em excesso torna os casais passivos e seus casamentos perdem o viço, ao passo que a violência e a insensibilidade que vêem os torna “insensíveis, um para com o outro” quando surgem problemas entre eles.
● Outro terapeuta marital, afirma o News de Detroit, relaciona o aumento em casos de adultério à “aceitação do conceito de relações maritais subentendido na TV mediante piadas, quadros cômicos, e seriados — de que é OK divertir-se escondido da esposa.”
● Quão útil é a cobertura de TV para avaliar os méritos dos candidatos políticos? Simplesmente dá mais atenção “aos que exageram”, declarou o presidente da Faculdade Reed, de Oregon, numa recente conferência educativa.
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