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Podem ajudá-lo os novos santos do ano santo?Despertai! — 1976 | 8 de junho
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for School and Home, “[santo] em geral se aplica àquele que foi oficialmente declarado pela Igreja como tendo alcançado o céu”. — Vol. 9, p. 538.
Mas, o que aconteceu com aquele conceito cristão primitivo sobre os santos? Por que o atual entendimento difere tanto do encontrado na Bíblia? A New Catholic Encyclopedia oferece a seguinte explicação:
“No que tange à intercessão dos mortos em favor dos vivos — a respeito da qual nenhuma menção é feita nos mais antigos livros ao V[elho] T[estamento], em que se encontra, como é bem sabido, um conhecimento bem imperfeito da sorte dos mortos . . . Se, nos escritos do N[ovo] T[estamento] — assentados, é preciso lembrar, não como tratados formais, mas, antes, como peças casuais — nada sobre o assunto é explicitamente mencionado . . .” (Grifo acrescentado)
Parece razoável que a Bíblia não é explícita em tal ensino principal porque ela, alegadamente, contém apenas ‘conhecimento imperfeito’ e fala ‘casualmente’ demais sobre tais assuntos? Ou, será que o ‘conhecimento perfeito’ é transmitido mais exatamente pela admissão muito mais forte desta mesma Encyclopedia a respeito da veneração de relíquias?
“É, assim, em vão procurar justificativa para o culto de relíquias no Velho Testamento; nem se dá muita atenção às relíquias no Novo Testamento. . . . [O ‘pai’ da Igreja] Orígenes, parece ter considerado essa prática como um sinal pagão de respeito a um objeto material.” — Vol. 12, págs. 973, 235, grifo acrescentado.
Esta admitida falta de apoio bíblico para tais práticas induziu os primitivos reformadores a começar a “levantar vozes contra o culto das relíquias”, relata esta Encyclopedia. Assim, “o Concílio de Trento considerou tais erros e, num decreto promulgado em sua 25.ª sessão, não fez nenhuma referência à Escritura, mas apelou à tradição apostólica e à prática constante da Igreja” para apoiar a veneração de relíquias. — Vol. 12, p. 238, grifo acrescentado.
Mas, e se ‘fizermos mesmo referências à Escritura’, ao invés de a posteriores tradições e às ‘práticas da Igreja’? Pode-se verazmente dizer que a Bíblia ‘não é explícita’ quanto a se os santos podem ajudá-lo a orar a Deus, como sugere a New Catholic Encyclopedia?
Achegar-se a Deus do Seu Modo
A maioria dos cristãos conhece a oração do “Pai Nosso”. Jesus a formulou quando lhe foram pedidas orientações sobre como orar, e ele sugeriu que se usasse a expressão “Pai Nosso” para iniciá-la. Pense no calor e na intimidade com Deus subentendida nessas palavras! Poderia usufruir esta relação calorosa e paternal, por preferir orar a um santo? Os primeiros santos cristãos deveras oraram amiúde em favor dos concristãos. Mas, isto de forma alguma substituía a intimidade pessoal usufruída pelo cristão ao falar com seu Pai celeste. — Mat. 6:9; Luc. 11:1, 2.
Mas, que dizer do papel de Jesus Cristo? Não é similar ao de um “santo”? Poderá ler na católica New American Bible (NAB) por que não é: “Em Cristo e pela fé nele, podemos falar livremente a Deus, achegando-nos a ele com confiança.” Assim, os cristãos sinceros sempre falam “a Deus” em oração, e não a nenhum outro. Ao mesmo tempo, reconhecem o papel de Cristo qual mediador sacrificial, que lhes dá confiança para dirigir-se a Deus como “Pai Nosso”. Por isso, a Bíblia mantém que “é por meio dele que nós dirigimos nosso Amém a Deus, quando adoramos juntos”. — Efé. 3:12; 2 Cor. 1:20, NAB; compare com Hebreus 7:24, 25.
O próprio Jesus claramente eliminou qualquer papel intermediário para outros no céu quando disse a seus discípulos que “ninguém pode ir ao Pai, senão por meio de mim”, e, anos depois, quando ele e outros cristãos já tinham sofrido mortes de mártires, a Bíblia ainda sustentava que “um só é também o mediador entre Deus e os homens, o homem Cristo Jesus”. — João 14:6, 13; 1 Tim. 2:5, Pontifício Instituto Bíblico.
Outra razão de a Bíblia silenciar quanto à intercessão dos santos no céu junto a Deus é que isso era absoluta impossibilidade. Por quê? Observe as palavras do apóstolo Paulo, aos tessalonicenses perseguidos, sobre a segunda vinda de Cristo:
“Não queremos, irmãos que estejais na ignorância acerca dos que dormem [na morte], . . . o mesmo Senhor, ao mando, à voz de arcanjo e ao som da trombeta de Deus, descera do céu; os que morreram em Cristo, ressuscitarão primeiro.” — 1 Tes. 4:12-16, Soares, compare com 1 Coríntios 15:22, 23, 51, 52.
Se esses santos que “morreram em Cristo” estavam ‘dormindo na morte’, não sendo ressuscitados senão na segunda vinda de Cristo, como poderiam estar em condições de interceder no céu a favor de alguém? Por isso, a Bíblia silencia sobre esse ponto, não por causa de imperfeições ou pela forma casual em que foi feito o registro, mas porque ela é coerente com seu próprio ensino sobre a ressurreição.
Daí, que dizer de todo o tempo, despesas e esforços dispendidos no processo de canonização? O editor Joel Wells, da publicação trimestral católica, The Critic, observa candidamente que “há muito mais que a igreja poderia fazer com o dinheiro gasto nisso”. Não seriam tais esforços cabais muito melhor aplicados em ensinar as pessoas sinceras a confiar em Deus como Aquele para quem nos voltar quando precisamos de ajuda; ao invés de para os santos?
“Porque o nosso sumo sacerdote não é incapaz de compadecer-se das nossas fraquezas”, afirma a Bíblia a respeito de Jesus Cristo. Por isso, ela insta: “Aproximemo-nos, pois, com franqueza, do trono da graça [de Deus], para alcançarmos misericórdia e encontrarmos graça, a fim de sermos auxiliados em tempo oportuno.” (Heb. 4:14-16, PIB) Na verdade, a ajuda de Deus virá, não por se orar a algum santo feito pelo homem, mas por oração direta ao “Nosso Pai no céu” por meio do único canal que ele designou, seu Filho, Cristo Jesus.
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Inventor avalia a TVDespertai! — 1976 | 8 de junho
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Inventor avalia a TV
Um dos inventores da televisão, o Dr. Vladimir Zworykin, expressou recentemente seu desapontamento com sua obra. “As pessoas são hipnotizadas por ela”, afirma. “Ficam vendo-a o tempo todo. Esta contaminando nossa sociedade.” A amplitude de tal ‘contaminação’ pode ser indicada pelo seguinte:
● A mania nacional do Kung-fu está transformando alguns ‘garotinhos em brutamontes’ na Grã-Bretanha, noticia a “Associated Press”. Por quê? “São pequeninos demais para entender o que vêem na televisão”, afirma a diretora duma escola londrina. “Estas criancinhas espancam umas às outras no pátio de recreio.”
● Famoso psicólogo e conselheiro matrimonial dos EUA declarou recentemente que favorecia que se marcasse todo aparelho de televisão com o aviso: “Perigo: Ver televisão pode ser perigoso para seu casamento.” Afirma que ver TV em excesso torna os casais passivos e seus casamentos perdem o viço, ao passo que a violência e a insensibilidade que vêem os torna “insensíveis, um para com o outro” quando surgem problemas entre eles.
● Outro terapeuta marital, afirma o News de Detroit, relaciona o aumento em casos de adultério à “aceitação do conceito de relações maritais subentendido na TV mediante piadas, quadros cômicos, e seriados — de que é OK divertir-se escondido da esposa.”
● Quão útil é a cobertura de TV para avaliar os méritos dos candidatos políticos? Simplesmente dá mais atenção “aos que exageram”, declarou o presidente da Faculdade Reed, de Oregon, numa recente conferência educativa.
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