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Cálculos renais — antiga aflição que ainda temosDespertai! — 1975 | 22 de julho
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comer esparsamente laticínios, tais como leite e queijo. E visto que ingerir em demasia alimentos muito temperados provoca, segundo se sabe, os cálculos renais, use tais condimentos de modo esparso.
Entre outras coisas que os especialistas usam para impedir a formação dos cálculos de oxalato de cálcio — o tipo mais comum — acha-se a terapia oral de óxido de magnésio, com ou sem a Vitamina B6 suplementar. Relatórios das revistas médicas falam de os médicos obterem o notável êxito em impedir a recidiva dos cálculos por um ou outro de tais métodos, por um período de anos. Naturalmente, todos esses tratamentos deveriam ser feitos sob a direção dum médico plenamente familiarizado com esse tipo de terapia. O mesmo se dá quanto a impedir a recidiva de certos cálculos renais pelo uso de sais de fosfatos e antibióticos.
Mas, o remédio mais simples e mais ampla e fortemente recomendado é beber bastante água. Os médicos obtiveram notáveis resultados por fazerem com que seus pacientes bebessem cerca de meio litro de água a cada quatro horas, e até mesmo interrompessem o sono para fazê-lo. Com efeito, isto é especialmente importante, visto que parece que os cálculos renais se formam em especial durante a noite. Fazer uso de tais remédios muito poderá contribuir para impedir que sofra um segundo ataque.
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Podem os santos ajudá-lo?Despertai! — 1975 | 22 de julho
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Qual É o Conceito da Bíblia?
Podem os santos ajudá-lo?
“A QUEM devemos orar?” Respondendo a essa pergunta, Joseph V. Gallagher, C.S.P., declara: “Toda oração é feita finalmente a Deus, e a maioria das nossas orações serão dirigidas dessa forma. No entanto, às vezes gostamos de nos dirigir à Mãe Santíssima ou a um santo e pedir-lhes que participem especialmente em nossa oração.” — To Be a Catholic, A Catechism for Today (Ser Católico, Um Catecismo Para a Atualidade).
Com tal incentivo, muitas pessoas sinceras se dirigem aos “santos” em oração, considerando-os intercessores perante Deus. “Do ponto de vista teológico”, afirma a Nova Enciclopédia Católica, em inglês, “a intercessão é um ato de súplica por parte de alguém que, à vista de Deus, tem direito a fazer isso, a fim de obter misericórdia para alguém necessitado”. E, a respeito da intercessão de Maria, dos anjos e dos “santos”, esta obra de referência afirma, em parte: “O católico não deve nutrir dúvidas quanto à sua intercessão, visto que o Concílio de Trento claramente definiu este dogma — ‘os santos, reinando junto com Cristo, oferecem suas orações a Deus em favor dos homens’ . . .”
Os considerados santos pela Igreja Católica Romana incluem tanto homens como mulheres e não se limitam a pessoas do registro bíblico, tais como os apóstolos de Jesus Cristo, Pedro e João. Com efeito, os Acta Sanctorum, publicados desde 1643, mencionam mais de 17.000 “santos”. Ademais, a invocação dos santos também prevalece na igreja grega e nas várias igrejas orientais. Assim, é apropriado perguntar: Podem os santos ajudá-lo? O que indica a Bíblia?
Algumas traduções da Bíblia usam o termo “santos”. Mas, será que as Escrituras recomendam orar a eles, ou a Deus por meio deles? Bem, observe que o apóstolo Paulo instou com os cristãos para manterem “vigilância contínua e intercedei por todos os santos” e não a eles, ou por meio deles. (Efé. 6:18, tradução do Frei M. Hoepers) Recomendava a oração por, ou a favor de, todos os co-seguidores ungidos de Jesus Cristo que então viviam na terra, e não no céu. Assim sendo, Paulo se dirige aos cristãos que então viviam em Éfeso e Filipos como “santos”. — Efé. 1:1; Fil. 1:1, tradução do Pe. M. Soares.
Interessante é que a Nova Enciclopédia Católica admite indiretamente que a intercessão dos “santos” não goza de base bíblica. Declara: “A respeito da intercessão dos mortos em favor dos vivos — acerca da qual não se faz nenhuma menção nos livros mais antigos do V[elho] T[estamento] . . . temos o texto familiar de 2 Mac 15:11-16. Se, nos escritos do N[ovo] T[estamento] . . . nada sobre o assunto é explicitamente mencionado, ainda se tem, na prática da Igreja primitiva, abundante safra de evidência que demonstra fé e convicção no poder intercessor daqueles que haviam ‘morrido em Cristo’. Tal evidência . . . é vista nos muitos epitáfios, anáforas, litanias, documentos litúrgicos, atos dos mártires, e nas alusões freqüentes encontradas na literatura patrística oriental, grega e latina.”
A altamente respeitada Cyclopœdia of Biblical, Theological, and Ecclesiastical Literature, de M’Clintock e Strong, indica que a invocação dos “santos” não goza de apoio bíblico, era desconhecida da Igreja primitiva e foi “expressamente condenada pelo Concílio de Laodicéia (481 A. D.) e pelos primitivos pais”. Embora seus defensores citem certos “pais da Igreja” e liturgias antigas, esta enciclopédia observa: “Deve-se lembrar que são somente adições não-bíblicas, e que se originaram depois da infusão, no sistema da Igreja, do neoplatonismo alexandrino e do magianismo oriental, que deixou seus traços até mesmo na forma mais ortodoxa da adoração cristã, e também do credo, até os séculos 4 e 5, período na história da Igreja Cristã em que as heresias eram, para se usar uma frase comum, quase a ordem do dia.”
Segundo Macabeus 15:11-16 tem sido citado num esforço de apoiar “a intercessão dos mortos em favor dos vivos”. Entre outras coisas, este trecho indicava que o falecido profeta hebreu, Jeremias, ‘muito orava pelo povo e pela cidade santa’ (PIB). No entanto, como muitos eruditos reconhecem, 2 Macabeus não foi escrito sob inspiração divina; é um dos livros apócrifos. Não prefere aceitar o testemunho da Palavra inspirada de Deus, a Bíblia? Pode confiar nela, pois o apóstolo Paulo escreveu: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, convencer, corrigir e educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja completo, equipado para toda boa obra.” — 2 Tim. 3:16, 17, Com. Taizé, Edições Loyola.
Jeremias, estando morto, não poderia orar em favor de ninguém. Por quê? Por causa do que Eclesiastes 9:5, 10 diz sobre os mortos. “Os mortos”, declara a tradução do Pontifício Instituto Bíblico de Roma, “não sabem nada, . . . não há atividade, nem razão, nem cognição, nem sabedoria entre os mortos, para onde vais”. Jeremias acha-se entre os da humanidade que agora dormem na morte até à ressurreição.
Muitas pessoas têm orado perante imagens de “santos”. Tem isto sido apropriado? O apóstolo João disse aos concrentes: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.” — 1 João 5:21, PIB.
Como, então, deviam as orações dum cristão ser dirigidas a Deus, a fim de lhe serem aceitáveis? Jesus Cristo disse, de forma explícita: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém chega ao Pai senão por mim. Qualquer coisa que me pedirdes, em meu nome, vo-lo farei.” (João 14:6, 14, Centro Bíblico Católico) Agora, como criatura espiritual ressuscitada e enaltecida, “este [Jesus], porque permanece para sempre, tem um sacerdócio que não passa. Por isso pode salvar perpetuamente os que por ele mesmo se aproximam de Deus, vivendo sempre para interceder por nós”. (Heb. 7:24, 25, Soares) Adicionalmente, Paulo escreveu: “Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, o homem Jesus Cristo.” — 1 Tim. 2:5, tradução de Mons. A. Negromonte.
Na verdade, os “santos” cristãos não são proclamados santos por qualquer organização religiosa. Antes, depois de tais pessoas adquirirem o conhecimento bíblico exato, Jeová Deus as santifica por meio de seu espírito santo, produzindo nelas genuína esperança de vida celeste. (Rom. 8:16, 17; 2 Tes. 2:13, 14) Essa vida é alcançada apenas pela fidelidade até à morte, e pela ressurreição como criaturas espirituais. Seu número final é de 144.000. — Rev. 2:10; 14:1-4.
Não, os “santos” que já foram ressuscitados não estão autorizados a ajudá-lo como intercessores, quando ora. Em breve, contudo, os 144.000 “santos” ressuscitados serão, junto com Jesus Cristo, os regentes da terra por mil anos. Desta forma, servirão para a bênção da humanidade. — Rev. 20:6.
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Observando o MundoDespertai! — 1975 | 22 de julho
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Observando o Mundo
‘Silêncio Sobre Religião’
◆ Os líderes religiosos lamentam que os jornais e outros periódicos estão ignorando suas ‘notícias’. Christian Century, ao passo que recentemente tomou o lado das igrejas nessa questão, declarou, todavia: “Mas, mostremos também simpatia para com os editores. Ao passo que grande parte da religião prospera hoje em dia, isso tem que ver mormente com duas áreas de interesse decrescente. Uma é a visita à cidade do guru da semana. Por um tempo, tais visitas eram exóticas e atraentes. Agora, amiúde parecem tapeações; os relatos deles tornam-se cansativos. O outro campo é o reavivamento religioso. Mas, o que podem os jornais dizer depois que já disseram que Fulano de Tal atraiu grande multidão? Repetir isso de novo, vez após vez? . . . O silêncio sobre a religião nos foros públicos sugere que há poucas razões para as pessoas sérias a levarem a sério.”
Por Que Têm Fome
◆ Podem os fazendeiros estadunidenses alimentar o mundo faminto? Uma carta escrita em Science afirma que acham-se envolvidas duas coisas: “Primeiro, os hábitos alimentares dos Estados Unidos terão de ser modificados, de modo que possamos dar-nos ao luxo de exportar o cereal; segundo, toda aquela gente de Topeka a Dacca, que será dona, cuidará e manejará esse cereal, terá de ajustar suas milhares de tarefas em uma empresa maciça e coerente de movimentação do cereal — sem motivos de lucros.” Acontecerá isto? O escritor dá a entender que Não. Por quê? “O comportamento egoísta, míope, torna-se fácil; mas não a preocupação eficaz com a humanidade em geral, e a dedicação a alvos de longo alcance.”
Alemães Abandonam Igrejas
◆ Como os alemães ocidentais economizam dinheiro nos tempos difíceis? Abandonando suas igrejas! Há um imposto obrigatório sobre todos os membros das igrejas naquele país. “Para muitos”, afirma um correspondente alemão de The Economist, “o melhor modo de poupar dinheiro não é reduzir os alimentos ou tirar férias mais modestas, mas livrar-se da obrigação de pagar o imposto à igreja”. No ano passado, 210.000 protestantes e calculadamente 65.000 católicos desistiram de ser membros das igrejas. Os alemães em apertos financeiros não deixaram de ver a afluência das igrejas. A revista observa: “As igrejas navegam sobre a onda da prosperidade econômica e a evidência de suas riquezas se acha
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