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    • (Rev. 20:4, 6) O apóstolo Paulo declara que os santos julgarão o mundo, recebendo também o privilégio de julgar os anjos. — 1 Cor. 6:2, 3.

      O ATAQUE CONTRA O “ACAMPAMENTO DOS SANTOS”

      Em Revelação 20:7-9, prediz-se que Satanás, o Diabo, conduzirá as nações numa guerra contra o “acampamento dos santos e a cidade amada”, depois do fim do reinado milenar de Cristo. Tal profecia se refere, evidentemente, a uma rebelião terrestre contra a soberania do reino de Deus sobre a terra, o que constitui um ataque sobre os “santos” na terra. — Veja Santidade.

  • Santuário
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • SANTUÁRIO

      Um lugar reservado para a adoração de Deus, ou de deuses, um lugar santo. (1 Crô. 22:19; Isa. 16:12; Eze. 28:18; Amós 7:9, 13) O substantivo hebraico traduzido “santuário” deriva-se dum verbo que significa, em sentido físico, “ser brilhante, ser novo ou fresco, imaculado ou limpo (puro)”. A Bíblia amiúde emprega tal termo em sentido moral, para designar aquilo que é santo ou sagrado. — Veja SANTIDADE.

      Um “santuário” não precisa ser necessariamente um prédio especial, pois o situado em Siquém, a que Josué 24:25, 26 se refere, pode ter sido simplesmente o local em que Abraão, séculos antes, havia erguido um altar. (Gên. 12:6, 7) Não obstante, freqüentemente a expressão “santuário” designa, quer o tabernáculo (Êxo. 25:8, 9), quer o templo em Jerusalém. (1 Crô. 28:10; 2 Crô. 36:17; Eze. 24:21) Segundo aplicado ao tabernáculo, o termo “santuário” podia significar a inteira tenda e seu pátio (Êxo. 25:8, 9; Lev. 21:12, 23), o mobiliário e os utensílios do santuário (Núm. 10:21; compare com Números 3:30, 31) ou o Santíssimo. — Lev. 16:16, 17, 20, 33.

      Como lugar santo, o santuário de Deus devia ser conservado imaculado. (Núm. 19:20; Eze. 5:11) Por conseguinte, os israelitas deviam “ter espanto reverente” por aquele local especial em que Deus habitava de forma representativa. (Lev. 19:30; 26:2) Quando foram levados da Terra Prometida para o exílio, não mais possuíam um santuário material. Mas Jeová prometeu que Ele mesmo, por assim dizer, tornar-se-ia “um santuário” para eles. — Eze. 11:16.

      O termo grego naós é empregado em sentido amplo para representar o inteiro complexo do templo (João 2:20), ou o edifício central, com seus compartimentos Santo e Santíssimo, separados pela cortina. (Mat. 27:51) Quando Zacarias, por exemplo, ‘entrou no santuário’ para oferecer incenso, ele entrou no Santo, pois era ali que se localizava o altar do incenso. — Luc. 1:9-11.

      O SANTUÁRIO CELESTE

      O local em que Deus reside nos céus é um santuário ou lugar santo. É neste santuário celeste que o apóstolo João, em visão, viu a Arca do pacto, depois do toque da “sétima trombeta”. (Rev. 11:15, 19) Depois disso, ele observou anjos saindo do santuário, e, em relação com o derramamento das “sete tigelas” da ira de Deus, ouviu uma “voz alta” que procedia do santuário. — Rev. 14:15, 17; 15:5, 6, 8; 16:1, 17.

      UM TEMPLO ESPIRITUAL, O CORPO DE CRISTO

      Os membros da congregação cristã, o corpo de Cristo, constituem um templo ou santuário. (1 Cor. 3:17; Efé. 2:21, 22; 1 Ped. 2:5, 9) Isto fornece uma base para o entendimento das palavras dirigidas ao apóstolo João: “Levanta-te e mede o santuário do templo de Deus e o altar, e os que nele adoram. Mas, quanto ao pátio que está de fora do santuário do templo, lança-o completamente fora e não o meças, porque foi dado às nações, e elas pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses.“ (Rev. 11:1, 2) O templo aqui mencionado não podia ser o de Jerusalém, pois tal estrutura tinha sido destruída cerca de três décadas antes. Sendo terrestre, às nações somente poderia ser “dado” um pátio que estivesse, igualmente, na terra. Uma vez que tal pátio está ligado ao santuário de Deus, ele podia representar razoavelmente os membros prospectivos do santuário celeste, aqueles que ainda estão na terra. Ao passo que seria impossível as nações pisarem um local nos céus, podiam pisar sobre pessoas que tinham a perspectiva de receber uma herança celeste como membros do corpo de Cristo, pessoas que deveriam tornar-se ‘colunas no templo de Deus’. (Rev. 3:12) Similarmente, a profecia de Daniel a respeito de ser deitado abaixo o lugar estabelecido do santuário (Dan. 8:11) e a profanação do santuário (Dan. 11:31) parece apontar para eventos ligados aos que têm a perspectiva de ser membros do templo espiritual de Deus, composto de “pedras vivas”. — 1 Ped. 2:5.

  • Sara
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • SARA

      [princesa], SARAI [contenciosa].

      A irmã unilateral e esposa de Abraão, e a mãe de Isaque. (Gên. 11:29; 20:12; Isa. 51:2) Seu nome original era Sarai. (Gên. 17:15) Ela era dez anos mais jovem que Abraão (Gên. 17:17) e se casou com ele enquanto viviam na cidade caldéia de Ur. (Gên. 11:28, 29) Ela continuou sendo estéril até que seus poderes pro-criativos foram miraculosamente reavivados, depois que já tinha cessado sua menstruação. — Gên. 18:11; Rom. 4:19; Heb. 11:11.

      Sara talvez tivesse seus 60 e poucos anos quando partiu de Ur, junto com Abraão, e fixou residência em Harã. Aos 65 anos, ela acompanhou o marido de Harã para a terra de Canaã. (Gên. 12:4, 5) Ali, passaram algum tempo em Siquém, na região montanhosa a E de Betel, e em vários outros lugares, antes de a fome os obrigar a dirigir-se ao Egito. — Gên. 12:6-10.

      Embora longeva, Sara era lindíssima. Por conseguinte, Abraão já havia solicitado antes a ela que, sempre que necessário, durante as viagens deles, Sara o identificasse como sendo irmão dela, de forma que outros não o matassem para então tomá-la. (Gên. 20:13) No Egito, isto resultou em Sara ser conduzida à casa de Faraó, por recomendação dos príncipes dele. Mas a intervenção divina impediu que Faraó a violasse. Depois disso, ele restituiu Sara a Abraão, solicitando que deixassem o país. Ele também forneceu um salvo-conduto para Abraão e seus bens. — Gên. 12:11-20.

      É digno de nota que um papiro antigo fale dum Faraó que deu ordens a homens armados para se apoderarem de uma mulher atraente e matarem o marido dela. Assim, não era infundado o receio de Abraão de que poderia ser morto por causa de Sara. Em vez de pôr em risco sua vida numa tentativa mal- sucedida de salvar a honra de sua esposa numa terra estrangeira, Abraão seguiu o que lhe pareceu ser o proceder mais seguro. É preciso lembrar-se de que Abraão era o dono de sua esposa. Sara se sentia feliz de servir a Jeová e a Abraão deste modo. As Escrituras jamais censuram a Abraão por ter feito isto.

      Dez anos depois de ter entrado originalmente em Canaã, Sara, com 75 anos, solicitou a Abraão que tivesse relações sexuais com sua serva egípcia, Agar, a fim de ter filhos por intermédio dela. (Gên. 16:1-3) As dificuldades resultantes tornaram evidente que este não era o modo escolhido por Jeová para cumprir a promessa previamente feita a Abraão a respeito do “descendente”. (Gên. 15:1-16) Cônscia de sua gravidez, Agar começou a desprezar sua senhora. Quando Sara se queixou disso, Abraão concedeu à sua esposa plena autoridade de lidar com Agar como serva dela. Humilhada por Sara, Agar fugiu de sua senhora, mas retornou a ela, em obediência à orientação divina, após o que deu à luz Ismael. — Gên. 16:4-16.

      Cerca de treze anos depois do nascimento de Ismael, na ocasião em que Abraão recebeu ordens divinas de circuncidar todos os varões de sua casa, Abraão também foi instruído a chamar sua esposa, não mais pelo nome de “Sarai”, mas de “Sara”, que significa “princesa”. A respeito de Sara, Deus disse: “Vou abençoá-la e também dar-te dela um filho; e vou abençoá-la e ela se tornará nações; reis de povos procederão dela.” (Gên. 17:9-27) Não muito depois disso, em Manre, um dos três visitantes angélicos reafirmou que Sara daria à luz um filho. Entreouvindo isto de sua tenda, “Sara começou a rir-se no íntimo, dizendo: ‘Depois de esgotada, terei realmente prazer, sendo velho também meu senhor?’” Repreendida por ter-se rido, Sara, temerosamente, negou tê-lo feito. (Gên. 18:1-15; Rom. 9:9) Uma vez que Sara é citada em Hebreus 11:11 como exemplo de fé, é evidente que seu riso não foi uma expressão de completa descrença, mas meramente refletia certa dúvida. A idéia de ter um filho em sua velhice aparentemente lhe soava algo um tanto humorístico. O reconhecimento de Sara (em seu íntimo) de Abraão como senhor dela indicava sua obediência e sujeição a seu cabeça marital, e seu exemplo é recomendado às esposas cristãs. — 1 Ped. 3:5, 6.

      Sara e seu marido passaram a residir em Gerar. Como antes, Abraão se referiu à sua esposa como sendo sua irmã. O rei de Gerar, Abimeleque, tomou então Sara. De novo a intervenção da parte de Jeová a salvou da violação sexual. Ao restituir Sara a Abraão, Abimeleque deu gado, e servos e servas a Abraão talvez em compensação por tê-lo privado temporariamente de sua esposa. Em aditamento, ele deu a Abraão 1.000 peças de moeda de prata. Tais peças de moeda de prata deviam servir como evidência de que Sara estava isenta de todo vitupério contra ela, sendo uma mulher de boa moral. — Gên., cap. 20.

      Aos 90 anos, Sara teve a alegria de dar à luz Isaque. Ela então exclamou: “Deus me preparou riso: todo aquele que ouvir isso há de se rir de mim.” Tal riso, evidentemente, seria motivado pelo deleite e pela surpresa diante do nascimento do menino. Sara aleitou seu filho por cerca de cinco anos. Quando Isaque foi finalmente desmamado, Abraão deu uma grande festa. Nessa oportunidade, Sara observou que o filho de Agar, Ismael, já então com cerca de 19 anos, “fazia caçoada” ou brincava com Isaque de modo zombeteiro. Temendo, pelo visto, quanto ao futuro de seu filho Isaque, solicitou Sara a Abraão que este mandasse embora Agar e o filho dela. Abraão fez isso, depois de receber a aprovação divina para tal medida. — Gên. 21:1-14.

      Cerca de trinta e dois anos depois, Sara morreu, com 127 anos, e Abraão a sepultou “na caverna do campo de Macpela”. — Gên. 23:1, 19, 20.

      FIGURA NUM DRAMA SIMBÓLICO

      Ao escrever aos gálatas, o apóstolo Paulo mostrou que Sara, esposa de Abraão, representava a “Jerusalém de cima”, a mãe dos cristãos ungidos pelo espírito, o “descendente” espiritual de Abraão. Como Sara, a “Jerusalém de cima”, a mulher simbólica de Deus, jamais esteve em escravidão, e, por conseguinte, os filhos dela também são livres. Para que um indivíduo se torne um filho livre da “Jerusalém de cima”, tendo “a liberdade dela”, ele precisa ser emancipado, pelo Filho de Deus, da escravidão ao pecado. (Gál. 4:22 a 5:1, e nota da NM, sobre 5:1, da ed. 1950, em inglês.) Conforme Cristo Jesus disse aos descendentes naturais de Abraão: “Digo-vos em toda a verdade: Todo praticante do pecado é escravo do pecado. Ainda mais, o escravo não permanece para sempre na família; o filho permanece para sempre. Portanto, se o Filho vos libertar, sereis realmente livres.” — João 8:34-36; veja AGAR.

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