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RebecaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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posa. Isaque amou ternamente a Rebeca, e, nela, “encontrou consolo depois da perda de sua mãe”, Sara, que havia morrido três anos antes. — Gên. 24:63-67.
Semelhante a Sara, Rebeca permaneceu estéril por longo tempo. Depois de uns dezenove anos, tempo durante o qual Isaque apelou persistentemente para Jeová, ela concebeu e deu à luz os gêmeos, Esaú e Jacó. (Gên. 25:20, 26) Tão aflitiva foi a sua gravidez, ao passo que os dois lutavam entre si no útero dela, que Rebeca imaginava: “Por que é que estou viva?” Em resposta, Jeová lhe garantiu que ela se tornaria mãe de duas grandes nações, e que “o mais velho servirá ao mais jovem”. (Gên. 25:21-26) Isto, afirma Paulo, era para demonstrar que a escolha do ‘descendente da promessa’ dependia inteiramente de Deus. — Rom. 9:6-13.
Também semelhante a Sara, Rebeca disfarçou sua identidade em certa ocasião, passando-se por irmã do marido. Isto ocorreu quando uma fome na terra obrigou sua família a fixar residência por algum tempo em território filisteu, governado pelo Rei Abimeleque. Rebeca devia estar bem adentrada nos anos, todavia, devido à sua grande beleza, Isaque, o herdeiro designado do pacto abraâmico, presumivelmente corria perigo de ser morto, caso fosse conhecido que era marido dela. — Gên. 26:1-11.
Quando Isaque se estava preparando para abençoar Esaú, seu primogênito, pelo que parece ignorando que Esaú tinha vendido sua primogenitura a seu irmão, Rebeca deu os passos imediatos para garantir a bênção desejada para Jacó, a quem ela amava ternamente. (Gên. 25:28-34; 27:1-5) Não se declara se Rebeca sabia do direito legal de Jacó à primogenitura, mediante sua compra, mas ela estava bem a par daquilo que Jeová lhe dissera, a saber, que o mais velho serviria o mais jovem. Rebeca, por conseguinte, estava devidamente autorizada a certificar-se de que Jacó obtivesse a bênção de seu pai para si mesmo. O êxito do plano constituiu evidência da orientação divina sobre esse assunto. — Gên. 27:6-29.
Ulteriormente, quando Rebeca soube dos planos de Esaú de matar Jacó, ela influenciou Isaque a mandar Jacó para a terra natal dela, em busca duma esposa para ele próprio. Ter Esaú tomado duas esposas de entre os odiados cananeus havia amargurado profundamente tanto a ela como a Isaque. — Gên. 26:34, 35; 27:41-46; 28:1-5; 29:10-12.
Não se declara exatamente quando foi que Rebeca morreu, mas pode ter sido antes de Jacó ter voltado da Mesopotâmia para casa. (Gên. 35:27) Ela foi sepultada na caverna familiar de Macpela, junto com Abraão e Sara, onde, mais tarde, foram sepultados Isaque, Léia e Jacó. — Gên. 49:29-31; 50:13.
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Rebeldia (Rebelião)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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REBELDIA (REBELIÃO)
A desobediência ou resistência e o desafio a uma autoridade superior. O orgulho, o egoísmo, as pressões externas, a discordância com o critério dum superior, e o desejo de sair de debaixo da sujeição ou da opressão, seja real, seja imaginária, têm constituído as causas principais da rebeldia, ou rebelião. Em certos casos, aqueles que se rebelaram não eram pessoas constantemente rebeldes. À guisa de exemplo, Moisés e Arão serviam fielmente a Jeová Deus por muitos anos. No entanto, quando submetidos à pressão dos israelitas altercadores em certa ocasião, eles perderam o controle de si e, rebeldemente, deixaram de dar glória a Deus por uma miraculosa provisão de água. — Núm. 20:12, 24; 27:13, 14.
PRIMÓRDIOS HISTÓRICOS
A rebelião contra Deus teve início no domínio invisível. Uma criatura espiritual, que mais tarde se tornou conhecida como Satanás, o Diabo, esforçou-se, por meio duma serpente, a fazer com que Eva, a primeira mulher, se rebelasse contra seu Criador. Ele tornou atrativa a rebelião, apresentando-a como um proceder que conduziria ao esclarecimento. Eva cedeu diante da ambição egoísta de ‘ser semelhante a Deus’, no sentido de determinar por si mesma o que era bom e o que era ruim, em vez de ater-se ao critério de Deus sobre este assunto. Imaginando-se privada de algo que ela agora passara a encarar como lhe pertencendo de direito, Eva preferiu transgredir a ordem de Deus. Mais tarde, o marido dela, Adão, cedeu à pressão dela e uniu-se a ela nesta rebelião. Ele o fez, não por ter sido enganado a pensar que a serpente falava a verdade, mas, evidentemente, por ter de forma egoística preferido a companhia de sua esposa pecaminosa à aprovação de Deus. — Gên. 3:1-6; 1 Tim. 2:14.
Durante séculos depois disso, parece que a maioria da humanidade não desejou submeter-se a Deus. Desde o tempo da morte de Abel até o nascimento de Noé — um período de mais de 926 anos — apenas Enoque é mencionado especificamente como alguém que andava com Deus. (Gên. 5:22) A rebeldia também continuou a espalhar-se pelo domínio celeste. Nos dias de Noé, anjos, desejosos de prazer sensual, abandonaram de maneira desobediente os seus postos celestes, materializaram corpos humanos, casaram-se com mulheres e geraram descendentes. — Gên. 6:4; 1 Ped. 3:19, 20; 2 Ped. 2:4, 5; Judas 6.
Por volta do tempo de Noé, o espírito de rebeldia já havia saturado de tal modo a espécie humana que Jeová Deus achou apropriado destruir a raça humana por meio dum Dilúvio. Apenas Noé e sua família próxima, oito pessoas ao todo, foram achados dignos de preservação. — Gên. 6:5-8; 7:13, 23.
EM ISRAEL
Anos depois, Jeová Deus começou a lidar de
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