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  • O que fará você em face do ataque de Satanás?
    A Sentinela — 1977 | 1.° de fevereiro
    • O que fará você em face do ataque de Satanás?

      “Revesti-vos da armadura completa de Deus, para que vos possais manter firmes contra as maquinações do Diabo.” — Efé. 6:11.

      1. Contra quem precisamos todos estar em guarda, e por quê?

      QUER saiba disso, quer não, você, leitor, e todos os demais da raça humana têm um adversário feroz, com quem precisam contar. Talvez não se tenha apercebido de que realmente existe tal odiador de toda a humanidade, mas não se engane neste respeito. Você está sendo acossado por um assassino mentiroso e premeditado. Exige atenção especial da sua parte, porque este é invisível. Não, não poderia enxergá-lo, nem que estivesse bem ao seu lado. No entanto, por métodos violentos, ele “tem os meios de causar a morte”. De quem se trata? De Satanás, o Diabo. — Heb. 2:14.

      2. Quem é Satanás, e qual é seu objetivo primário?

      2 Mas, o que é que ele quer? Por que está você, pessoalmente, em perigo? Bem, é preciso lembrar que antes ele era adorador do verdadeiro Deus, Jeová, mas “não permaneceu firme na verdade”. Tornou-se apóstata, colocando sua própria ambição e seu desejo de ser adorado à frente dos interesses de seu Criador. A fim de justificar suas ações e atrair a adoração a si mesmo, ele tomou por objetivo quebrantar a integridade de todas as criaturas, no céu e na terra. Quer destruir a relação que você tem com Deus. É por isso que você está sendo atacado. — João 8:44; Mat. 4:9.a

      3. Qual é o alcance da influência do Diabo na terra?

      3 A adoração do Diabo talvez nem lhe venha à mente, contudo, o fato é que a maioria daqueles que pensam que estão adorando o verdadeiro Deus na realidade estão do lado de Satanás e de seus anjos demoníacos, os quais se passaram para o modo de pensar do Diabo. Alguns talvez duvidem disso; contudo, Revelação 12:9 fala do “chamado Diabo e Satanás, que está desencaminhando toda a terra habitada”. Além disso, 1 João 5:19 diz: “O mundo inteiro jaz no poder do iníquo.” Em outro lugar, nas Escrituras, ele é chamado de “deus deste sistema de coisas” (2 Cor. 4:4) Estas referências devem tornar bastante claro para nós que, do ponto de vista do Criador, a vasta maioria da humanidade está sob a influência e o controle do Diabo.

      4. Como conseguiu Satanás obter aparentemente certa medida de ‘sucesso’?

      4 Talvez pergunte: ‘Como é possível que a maioria da humanidade tenha caído sob a influência de Satanás, evidentemente sem mesmo ela aperceber-se disso?’ Isto se dá por causa dos métodos que ele usa, os quais são tão eficazes, que até mesmo os perfeitos Adão e Eva não ficaram imunes. Tendo uma vez estado “na verdade”, ele sabe muito bem como “transformar-se em anjo de luz”. (João 8:44; 2 Cor. 11:14) Assim como alimento envenenado, quando saborosamente preparado, pode agradar bastante a alguém insuspeito, assim Satanás amiúde usa coisas que agradam aos desejos naturais, normais, mas deturpa-os de modo que certamente podem ser fatais. Quer levar-nos ao ponto em que, quando nos apercebemos do que aconteceu, já é tarde demais. Persistir neste proceder mortífero por certo tempo logo cauteriza nossa consciência, de modo que, finalmente, nosso proceder pervertido torna-se ‘normal’ para nós, e começamos a pensar que todos os outros estão errados. Será que é isso o que tem acontecido a “toda a terra habitada”, ao “mundo inteiro”? A resposta, segundo a própria Palavra escrita de Deus, é Sim!

      5. Por que se pode dizer que Satanás realmente não tem nenhuma ‘arma secreta’?

      5 Sendo biblicamente veraz, é de perguntar-se: ‘Pode alguém resistir com bom êxito ao ataque insidioso de Satanás? Há jeito de se saber de antemão exatamente quais são os seus métodos?’ Felizmente, a resposta é Sim! Por meio dum estudo da Palavra de Deus, e da história moderna da congregação cristã, podemos saber todo o espectro de suas tramas. Na realidade, ele não possui nenhuma ‘arma secreta’. Aplica-se a ele o que foi declarado em Eclesiastes 1:9:“Aquilo que veio a ser é o que virá a ser; e o que se tem feito é o que se fará; de modo que não há nada de novo debaixo do sol.” Satanás não é criador, para poder inventar algo totalmente novo e tomar-nos inteiramente de surpresa. Ele tem limitações. Por tanto, consideremos algumas das “artimanhas” que Satanás tem usado no seu ataque total contra a humanidade e vejamos o que podemos fazer para aprontar nossas defesas. — Efé. 6:11, O Novo Testamento Vivo; Kingdom Interlinear Translation.

      MÉTODOS DE ATAQUE

      6. Qual é o ataque frontal de Satanás e como podem os cristãos enfrentá-lo?

      6 Na sua guerra, Satanás amiúde usa do ataque frontal. Este método é caraterizado por ameaças, encarceramentos, proscrições e atos de violência, cujas chamas muitas vezes são atiçadas pelo nacionalismo. Alguns perderam o emprego, o lar, membros da família e até mesmo sua própria vida, por adotarem uma posição intransigente, enquanto sofriam tal ataque. Por meio de tais táticas para amedrontar, nosso inimigo espera vencer-nos e aterrorizar-nos, para que capitulemos. Ele sabe que é natural que os homens façam algo para aliviar-se de sofrimento e ansiedade. Quando se tem dor de cabeça, procura-se fazer algo para aliviar a dor. Satanás acha que, se puder fazer com que você sofra o bastante, então vai transigir para obter alívio, rompendo assim sua relação com Jeová Deus. Nos tempos modernos, em todos os continentes da terra, as testemunhas cristãs de Jeová tiveram de suportar estas coisas. O uso da ameaça de tais coisas mantém a maior parte das pessoas “na linha” com o que é “normal”, mas os verdadeiros cristãos, que não têm medo de “remar contra a maré”, permanecem fiéis.

      7. Como usa Satanás o medo?

      7 Outra ‘artimanha’ que afeta especialmente os recém-associados com a congregação cristã é a de Satanás usar o medo do que possam pensar os vizinhos, os amigos e os parentes. Os membros íntimos da família talvez se esquivem de nós, e talvez até mesmo nosso cônjuge pode opor-se a nós deve tal ataque repentino tomar-nos de surpresa? Não! Não advertiu Jesus: “Não penseis que vim estabelecer paz na terra; vim estabelecer, não a paz, mas a espada. Pois vim causar divisão; o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a jovem esposa contra sua sogra. Deveras, os inimigos do homem serão pessoas de sua própria família”, (Mat. 10:3-36) Ao passo que procura harmonizar-se com os princípios bíblicos, talvez verifique que tais pessoas exerçam pressão sobre você. Por meio deste método, Satanás espera que o desejo normal que você tem, de ser aceito, fará com que desista. Já foi alvo de tal ataque?

      8. Como pode nosso desejo de segurança ser usado contra nós?

      8 Outro ponto em que Satanás procura minar-nos refere-se ao nosso desejo humano de ter segurança. Cristo Jesus aconselhou seus ouvintes: “Parai de estar ansiosos”, e: “Portanto, nunca estejais ansiosos, dizendo: ‘Que havemos de comer?’ ou: ‘Que havemos de beber?’ ou: ‘Que havemos de vestir?’” Mais tarde, o apóstolo Paulo disse: “Não estejais ansiosos de coisa alguma.” (Mat. 6:25, 31; Fil. 4:6) Em outras palavras, se nós fizermos a nossa parte, Jeová Deus cuidará de que tenhamos as necessidades da vida. Todavia, Satanás não quer que confiemos no Criador. Antes, tendo por objetivo eliminar os interesses espirituais, ele quer que pensemos que temos de usar extraordinária iniciativa pessoal, para protegermos contra a inflação, bem como contra a escassez de combustível, alimentos e outros artigos. Mesmo aqueles, cujas necessidades pessoais para o futuro próximo são bem cuidadas, sentem-se ansiosos quanto ao que vai acontecer nos meses e anos à frente. Alguns acham que têm de armazenar mais do que é normal, a fim de proteger-se contra escassez inventada ou profetizada. Quão poucos são os que seguem o conselho simples da Palavra de Deus: “Assim, tendo sustento e com que nos cobrir, estaremos contentes com estas coisas”! Muitos deixaram que este ataque sutil de Satanás relegasse a solução espiritual para os problemas da vida. Neste assunto, portanto, como se está saindo você? — 1 Tim. 6:8; Rev. 6:5, 6.

      9. Dê um exemplo de como Satanás pode usar desejos inocentes como instrumentos de ataque.

      9 Outro desejo natural que todos temos é a necessidade de diversão e recreação. Mas, o sutil Satanás pode transformar um desejo inocente, de um pouco de mudança de ritmo, num ataque total, que pode ser tão devastador para a nossa espiritualidade como a ansiedade, o medo do homem e o nacionalismo. Nosso interesse nos esportes, na música e em outras formas de entretenimento pode cativar nossa atenção a tal ponto, que o gasto de tempo e de dinheiro, desta maneira, interfira em cumprirmos com nossas obrigações espirituais. Como se compara o tempo, o interesse e o dinheiro que você usa em empenhos das horas de folga com o gasto em cuidar dos assuntos espirituais? Sua resposta é até certo ponto um indício do sucesso que Satanás tem em atacá-lo.

      10. Qual é um dos mais nefandos métodos de ataque de Satanás? Explique.

      10 Talvez o método mais nefando de ataque do Diabo seja o relacionado com o desejo perfeitamente normal de casar-se e das intimidades associadas com isso. Por exemplo, um casal de noivos talvez comece a raciocinar: ‘Ora, vamos casar-nos amanhã mesmo, e nós nos amamos. Afinal, o próprio casamento é apenas um pedaço de papel e algumas palavras. O que realmente vale é aquilo que sentimos um pelo outro. Portanto, que mal haveria em começar a usufruir desde já alguns dos privilégios da intimidade concedidos aos casados?’ No Jardim do Éden, não havia nada de errado com o próprio fruto proibido, mas Jeová Deus disse que não devia ser comido, e isso fez com que comer dele fosse errado. O mesmo se aplica à relação entre um homem e uma mulher. O que estaria certo amanhã, pode estar errado hoje. A maneira sutil de Satanás é fazer-nos pensar que Jeová nos nega algo que é benéfico e agradável, sem motivo justo. Ele fomentou a idéia de que o homem tem o “direito” de decidir por si mesmo o que é bom e o que é mau. As relações sexuais promíscuas são um derivado de tal raciocínio e um laço, contra o qual nos precisamos prevenir. Os cristãos precisam demonstrar lealdade inquestionável às leis de Deus, se hão de permanecer firmes em face do ataque de Satanás.

      A PREPARAÇÃO É TODO-ESSENCIAL

      11. O que podemos fazer, a fim de nos preparar para o ataque de Satanás?

      11 Um ponto básico na nossa preparação contra o ataque de Satanás é que reconheçamos que nossa defesa não é física, mas principalmente espiritual. Isto é esclarecido para nós em Efésios 6:11-13: “Revesti-vos da armadura completa de Deus, para que vos possais manter firmes contra as maquinações do Diabo; porque temos uma luta, não contra sangue e carne, mas contra os governos, contra as autoridades, contra os governantes mundiais desta escuridão, contra as forças espirituais iníquas nos lugares celestiais. Por esta razão, tomai a armadura completa de Deus, para que possais resistir no dia iníquo, e, depois de terdes feito cabalmente todas as coisas, manter-vos firmes.” Portanto, na nossa defesa, não faz diferença se somos jovens ou idosos, robustos ou frágeis, de boa saúde ou doentios. Assim como Davi fez com Golias, podemos enfrentar um inimigo que, por todas as aparências externas, tem vantagens sobre nós, mas ainda assim podemos sair vencedores. Isto se dá assim não por causa de nossa própria esperteza, mas, antes, por nos mantermos numa condição de prontidão espiritual. De fato, este é nosso único meio de defesa.

      12. Que questão precisamos entender, para permanecer firmes?

      12 Uma coisa é ler e ouvir falar sobre outros permanecerem fiéis sob severas provas de lealdade a Deus. Mas, o que faremos nós, individualmente, quando a questão nos confrontar diretamente, quando é a nossa própria vida e integridade que estão em jogo? Para enfrentarmos tal oposição pessoalmente e permanecermos firmes, é todo-importante que nós mesmos saibamos por que Jeová permite o ataque. Temos de lembrar-nos de que passamos por uma prova de lealdade e de que aqueles que não servem por amor a Deus ficarão excluídos. Além disso, mantermos a nossa integridade provará que o Diabo é mentiroso e defenderá a legitimidade da soberania de Jeová. Se perdermos de vista este motivo de nosso sofrimento, poderemos facilmente sucumbir por nos lastimarmos a nós mesmos, o que levaria a uma transigência e a uma brecha nas nossas defesas. É de grande benefício para todos os do povo de Deus reexaminar de vez em quando o papel que pessoalmente desempenham na questão universal que envolve a soberania de Deus. — Luc. 22:31.

      13. Que estudo histórico nos ajudará?

      13 Parte dum sistema de defesa bem sucedido é saber de antemão como vamos enfrentar cada provação que possa surgir. Conforme diz 2 Coríntios 2:11 a respeito dos esforços de Satanás: “Não desconhecemos os seus desígnios.” Possuímos, na Bíblia, uma história completa de sua estratégia, de modo que ninguém precisa ser ignorante neste respeito. O bom soldado estuda batalhas históricas do passado e aplica com proveito o que aprende. Decide na mente, de antemão, como reagirá aos diversos estratagemas do inimigo. Talvez até mesmo promova confrontos fictícios para aperfeiçoar suas diversas manobras de batalha. Pois bem, “como soldado excelente de Cristo Jesus”, não poderá cada um de nós tirar proveito do registro histórico dos ataques de Satanás contra o povo de Deus, preservado na Bíblia, bem como recentemente no Anuário das Testemunhas de Jeová? Por que não tornar as diversas táticas de Satanás assunto de estudo pessoal, vendo como poderá permanecer firme em cada circunstância? Assim não será apanhado desprevenido, num momento de fraqueza. Não haverá decisões repentinas, de último instante, a tomar, porque estas já terão sido tomadas. Assim estará inclinado a reagir da maneira que sabe ser certa e persistir nisso. — 2 Tim. 2:3.

      14. O que prova que é possível resistir ao ataque de Satanás?

      14 Poderá encontrar ajuda adicional em manter a integridade ao lembrar-se do que diz na Primeira de Pedro 5:9:“Tomai vossa posição contra [Satanás], sólidos na fé, sabendo que as mesmas coisas, em matéria de sofrimentos, estão sendo efetuadas na associação inteira dos vossos irmãos no mundo.” Alguns têm cônjuges incrédulos e sérios problemas familiares. Ainda outros têm suportado tentações sutis, a perda de seu emprego e perseguição brutal, mas, ainda assim, permanecem fiéis. Pessoas ‘comuns’, com fraquezas comuns a todos nós, ‘tomaram sua posição’ e saíram-se vitoriosas. Se elas conseguiram isso, você também pode rechaçar o ataque de Satanás. Lembre-se: “Oponde-vos ao Diabo, e ele fugirá de vós.” — Tia. 4:7.

      15. Onde podemos encontrar ajuda e como devemos fortalecer-nos?

      15 Por meio das congregações das Testemunhas de Jeová em todo o mundo, há ajuda disponível para auxiliar as pessoas a reforçar suas defesas. Jeová espera que todos os do seu povo se aproveitem ao máximo possível das diversas provisões feitas para edificá-los espiritualmente. Assim como encontramos um meio para ir comprar comida, visitar um médico e cuidar de outros assuntos vitais da vida, temos de aproveitar-nos igualmente do arranjo congregacional, para obter o necessário alimento espiritual, associação e atividade, a fim de ser fortalecidos para o dia do ataque.

      16. Como pode a oração ajudar-nos na luta contra Satanás?

      16 Visto que Satanás gosta de atacar quando menos o esperamos, nosso amoroso Pai forneceu-nos um meio de defesa instantânea, para qualquer ocasião. Chama-se oração. Os que por anos têm perseverado sob o ataque de Satanás invariavelmente mencionam a oração como fonte primária de força. Notará que, na descrição dos diversos meios que temos para nos proteger nesta luta contra Satanás, conforme delineados no capítulo seis de Efésios, salienta-se o seguinte: “Em todas as ocasiões, fazeis orações em espírito.” Embora talvez se sinta fraco, a oração pode transformá-lo numa torre fortificada. — Efé. 6:18; Fil. 4:13.

      17. É psicológico o benefício principal da oração persistente, ou o que é?

      17 Mas, de que modo ajuda a oração? É o benefício principal da oração apenas algum efeito psicológico que ela possa ter sobre nós? Não! De acordo com Tiago 5:16: “A súplica do justo, quando em operação, tem muita força.” Portanto, a oração realmente produz resultados. É verdade que o esquema geral dos acontecimentos mundiais não pode ser alterado. Mas a oração pode fazer uma diferença em como os pormenores serão efetuados. Por exemplo, como encarou Paulo este assunto, quando estava na prisão? Acha que ele disse: ‘Bem, irmãos, estou na prisão. Esta deve ser a vontade de Deus para mim, e não há nada que alguém de nós possa fazer sobre isso’? De modo algum! Antes, animou seus irmãos a orar por ele. Por quê? Note: “Mas, exorto-vos mais especificamente a que façais isso, para que eu vos seja restituído tanto mais cedo.” A persistência deles na oração podia fazer a diferença em quando ele seria solto. A oração obtém resultados. — Heb. 13:19; veja Filêmon 22.

      18. De que maneiras diversas responde Deus à oração?

      18 Mas, o que se dá se o ataque de Satanás continuar, apesar de persistente oração? Significa isso que Deus lhe virou as costas! Não! Pode estar certo de que Jeová está respondendo às suas orações, mesmo que ele não cause uma vitória jurídica, termine com uma proscrição governamental ou remova algum obstáculo ou alguma tentação. Ele talvez tenha outro modo de trazer alívio ou talvez sirva ao seu propósito justo permitir que a oposição continue. Neste respeito, somos lembrados do que Paulo disse sobre seu próprio encarceramento em Roma. Sem dúvida, ele teria desejado ficar livre, mas, compreendeu por que Jeová talvez permitisse que ele continuasse na prisão. Ele disse: “Agora desejo que saibais, irmãos, que os meus assuntos têm resultado mais para o progresso das boas novas do que de outro modo, de maneira que as minhas cadeias se têm tornado conhecimento público, em associação com Cristo, entre toda a guarda pretoriana e todos os demais; e a maioria dos irmãos no Senhor, sentindo confiança em razão das minhas cadeias, estão mostrando tanto mais coragem para falar destemidamente a palavra de Deus.” — Fil. 1:12-14; veja 2 Coríntios 12:7-10.

      19. Como serão os outros ajudados por você permanecer firme?

      19 Deus permitiu prolongada perseguição brutal de algumas Testemunhas de Jeová, em lugares tais como a Alemanha nazista, a Coréia e Malaui. Mas, não foi inspirador para nós a fidelidade delas? Não forneceram um registro público, que pode ser examinado por todos, mostrando que, como organização, não se desviam da sua lealdade a Deus? Quando você enfrentar provações na sua família, dificuldades com sua saúde ou oposição do mundo, lembre-se do bom efeito que seu exemplo fiel pode ter na edificação de seus irmãos cristãos. Que privilégio é ser usado assim por Deus! A oração pode dar-lhes a força para suportar a perseguição e a perda de “amigos” anteriores. Ela lhe ajudará a resistir às pressões materialistas e aos engodos imorais. Quão felizes somos de ter uma forte defesa espiritual, em face do ataque de Satanás!

  • Manifeste fé quando atacado
    A Sentinela — 1977 | 1.° de fevereiro
    • Manifeste fé quando atacado

      “Não vos tomou nenhuma tentação exceto a que é comum aos homens. Mas Deus é fiel, e ele não deixara que sejais tentados além daquilo que podeis agüentar, mas, junto com a tentação, ele proverá também a saída, a fim de que a possais agüentar.” — 1 Cor. 10:13.

      1. Que perguntas sobre a fé podemos todos fazer a nós mesmos?

      Quão grande é sua fé? É suficientemente grande para sustentá-lo quando as coisas ficam difíceis? Poderia permanecer firme e ainda confiar em Jeová se fosse privado do alimento que prefere, da roupa que gosta de usar e da casa de que gosta tanto! Poderia suportar o encarceramento, a perda da saúde e até mesmo de sua vida, sem perder a fé nas promessas de Deus para o futuro? Tal “fé não é propriedade de todos”. Sem dúvida, as fiéis testemunhas cristãs de Jeová pensam o mesmo que os apóstolos, que disseram a Jesus: “Dá-nos mais fé.” — 2 Tes. 3:2; Luc. 17:5.

      2. Com respeito a oposição de Satanás, de que podemos ter certeza?

      2 Alguns talvez pensem: Isto nunca acontecerá comigo.’ Jesus advertiu os verdadeiros cristãos: “Mas, antes de todas estas coisas, as pessoas deitarão mãos em vós e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e às prisões, sendo vós arrastados perante reis e governadores por causa do meu nome. Além disso, sereis entregues até mesmo por pais, e irmãos, e parentes, e amigos, e eles entregarão alguns de vós à morte; e vós sereis pessoas odiadas por todos, por causa do meu nome.” (Luc. 21:12, 16, 17) Os apóstolos que ouviram estas palavras sabiam que, com a mesma certeza com que o sol se levantaria no dia seguinte, esta profecia teria cumprimento neles e em todos os seguidores de Cristo. Naturalmente, Jesus não disse que cada cristão individual teria de suportar todo tipo de perseguição. Estas coisas haviam de sobrevir ao povo de Deus como grupo. Mas, não importa qual o método do ataque usado, podemos ter a certeza de que Satanás cuidará de que “todos os que desejarem viver com devoção piedosa em associação com Cristo Jesus também serão perseguidos”. — 2 Tim. 3:12.

      3. Por que ainda é hoje necessário ter fé?

      3 Atualmente, temos mais do que apenas declarações proféticas; possuímos um registro histórico, delineando a perseguição que sobreveio às testemunhas cristãs de Jeová desde o primeiro século de nossa era Comum até este ano de 1977. Os que estudaram a história romana estão bem familiarizados com os relatos horríveis sobre cristãos serem dilacerados por feras, enquanto que milhares de cidadãos romanos, sangüinários, aclamavam isso das arquibancadas. Neste século vinte, o povo de Deus ainda sofre pressão. Ora, até mesmo hoje em dia, a obra cristã das Testemunhas de Jeová está proscrita em diversos países. Muitos dos verdadeiros cristãos estão encarcerados e alguns perderam a vida. De uma forma ou de outra, todos os do povo de Deus estão sujeitos a forças que se destinam a quebrantar sua integridade. Precisamos ter fé para permanecer firmes.

      4. De que modo mostraram os do povo de Jeová grande fé nos tempos modernos?

      4 Não há necessidade de se duvidar de que o povo de Deus, nos nossos dias, possui a fé para enfrentar a prova. Não exigiu fé, para um punhado de homens e mulheres, na virada do século, romper com a maneira tradicional, religiosa, de pensar e denunciar como falsos os ensinos que por séculos haviam sido adotados como sendo a verdade? E não exigiu fé, para apenas poucos milhares deles aceitarem a chamada feita no Congresso de Cedar Point, em 1922: “Anunciem, anunciem, anunciem o Rei e seu reino”? Ninguém, naquele tempo, podia ter previsto os enormes aumentos usufruídos pela organização de Deus, hoje em dia, com a qual se associam agora milhões de pessoas. E durante os anos da Segunda Guerra Mundial, quando o nacionalismo prevalecia e quando alguém que não se enquadrava politicamente era considerado como odiador da humanidade, quem foram os que se apegaram fielmente à Palavra de Deus e permaneceram neutros? As testemunhas cristãs de Jeová! Desde o seu primitivo começo, no primeiro século, até a sua história moderna, elas estiveram “andando pela fé, não pela vista”. (2 Cor. 5:7) A fé fez com que cressem naquilo que a Palavra de Deus diz, quando todos os demais escarneciam de sua mensagem. Esta crença dos fiéis foi recompensada. Sua confiança não foi em vão, e hoje há milhões de pessoas que reconhecem isso.

      5. O que ocorrerá no futuro, que exigirá fé?

      5 Mas o futuro ainda apresenta desafios, que exigirão fé, a fim de as Testemunhas de Jeová se saírem vitoriosas, em face do ataque de Satanás. Hoje, estamos à beira da destruição deste sistema de coisas. Neste ponto, não é claro exatamente até onde Jeová permitirá que o inimigo vá, no sen empenho de quebrantar a fé de Seu povo. Tampouco está claro exatamente que meios de salvação ele usará para conosco, individualmente. — Mat. 24; Mar. 13; Luc. 21.

      É PRECISO TER FÉ QUANDO NÃO SE SABE BEM O QUE FAZER

      6. Que condições poderão surgir para provar nossa fé?

      6 Ao passo que este “tempo do fim” avança rapidamente para seu clímax, o povo de Deus poderia ser colocado em situações, em que não saberá bem o que fazer. De fato, poderão surgir emergências na nossa vida, fazendo parecer, do ponto de vista humano, que não há meio de escape. Alguns preocupam-se hoje muito com seu bem-estar no mês que vem ou no ano que vem, mas as coisas podem atingir uma crise em que as provisões de alimento, roupa e abrigo, bem como nossa liberdade e nossa vida, no dia seguinte, estejam em dúvida. Como reagiremos, se não parecer haver solução? De quem dependeremos para nos levar através disso? Nossa fé poderá ser testada até o limite.

      7. Que “segredo” aprendeu Paulo, que o fortaleceu?

      7 Duma prisão romana, Paulo escreveu uma carta à congregação de concrentes em Filipos. Nesta carta, ele fala sobre um “segredo” que aprendera de uns vinte e cinco anos de experiência como cristão. Ele disse: “Não é que eu esteja falando com respeito a ter carência, pois aprendi a ser auto-suficiente em qualquer circunstância em que esteja. Eu sei, deveras, estar reduzido em provisões, sei, deveras, ter abundância. Em tudo e em todas as circunstâncias aprendi o segredo tanto de estar suprido como de ter fome, tanto de ter abundância como de sofrer carência. Para todas as coisas tenho força em virtude daquele que me confere poder.” — Fil. 4:11-13.

      8. Por meio de que experiências aprendeu Paulo lições valiosas?

      8 Para muitos do povo de Jeová, a maneira de Ele fazer provisões para eles, em tempos de necessidade, é algo que ainda terão de sentir. A vida do apóstolo Paulo nos fornece discernimento deste segredo. Por exemplo, leia a Segunda aos Coríntios 4:8-11, onde o apóstolo Paulo diz que podemos ser oprimidos, ficar perplexos, ser perseguidos e derrubados, mas nunca “ficamos cambaleando . . . não [somos] destruídos”. Leia também a Segunda aos Coríntios 11:2-27:“Dos judeus recebi cinco vezes quarenta golpes menos um, três vezes fui espancado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no profundo; em jornadas muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores de estradas, em perigos da minha própria raça, em perigos das nações, em perigos na cidade, em perigos no ermo, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos, em labor e labuta, muitas vezes em noites sem dormir, em fome e sede, muitas vezes em abstinência de comida, em frio e nudez.” Ele, certamente, era um homem que muitas vezes tinha bons motivos para se perguntar como ia chegar ao dia seguinte. Mas, por causa de sua experiência cristã, aprendeu lições das quais nós também podemos tirar proveito.

      9. Como podemos nós aprender o mesmo “segredo” que Paulo aprendeu?

      9 Alguém que desiste quando as coisas ficam difíceis ou quando não se sabe bem o que fazer talvez nunca veja ele mesmo como Deus fortalece e provê em tempos de necessidade, bem como provê a saída duma situação aparentemente desesperada. A reação humana é refrear-se, a menos que possamos ver exatamente o que vai acontecer. É nisto que entra a fé. Ela é uma crença tão forte e poderosa, que, na mente daquele que tem fé, aquilo que não é percebido pelos sentidos humanos torna-se realidade. Ele tem uma garantia assegurada, e esta garantia é sua fé. Paulo defina a fé do seguinte modo: “A fé é a expectativa certa de coisas esperadas, a demonstração evidente de realidades, embora não observadas.” — Heb. 11:1.

      10. (a) Os israelitas foram confrontados com que obstáculo, em 1473 A.E.C.? (b) Contudo, o que lhes ordenou Deus?

      10 Um bom exemplo de como Jeová Deus espera que nossa fé funcione é encontrado em conexão com a mudança dos israelitas para a Terra da Promessa, conforme se registra em Josué, capítulos 3 e 4. Era a primavera do ano 1473 A. E. C., os israelitas estavam acampados na margem oriental do rio Jordão, um pouco ao norte do Mar Salgado. Por quarenta anos, haviam peregrinado no ermo, e, por fim, chegara o tempo de Deus para eles entrarem na terra que lhes pertencia legitimamente e a tirarem de seus inimigos. Mas, como iriam três milhões de homens, mulheres e crianças, junto com animais e suprimentos, cruzar o Jordão numa época em que as neves derretidas e as chuvas primaveris transformaram o Jordão numa torrente inundante? Contudo, a orientação de Jeová era que marchassem para dentro do rio, com os sacerdotes na dianteira. Foi-lhes dada a ordem, com a seguinte garantia: “Terá de acontecer que, no instante em que as solas dos pés dos sacerdotes que carregam a arca de Jeová, o Senhor de toda a terra, pousarem nas águas do Jordão, serão cortadas as águas do Jordão, as águas vindas de cima, e ficarão paradas como um só dique.” — Jos. 3:13.

      11. (a) Que atitude poderiam ter adotado os israelitas? (b) Como demonstraram sua fé?

      11 O que iriam fazer os israelitas? Adotariam a atitude: É impossível vadear agora esta torrente violenta. Devemos esperar algumas semanas, até que desça o nível da água. Não gostaríamos de ver algumas de nossas tendas, de nossos animais ou filhos arrastados corrente abaixo, na tentativa de cruzá-la nestas condições “impossíveis”. No ínterim, se Jeová abrir um caminho através da água, assim como fez no Mar Vermelho, então, naturalmente, teremos prazer em cruzá-la’? Leiamos o que aconteceu: “E sucedeu que, partindo o povo das suas tendas, pouco antes de passar o Jordão, e os sacerdotes carregando a arca do pacto diante do povo, e no instante em que os carregadores da Arca chegaram ao Jordão e os pés dos sacerdotes que carregavam a Arca foram mergulhados na beira das águas, (ora, o Jordão transborda todas as suas ribanceiras todos os dias da colheita,) então as águas que vinham de cima começaram a ficar paradas. Elevaram-se como um só dique, muito longe dali, em Adão, cidade vizinha de Zaretã, ao passo que as que desciam para o mar do Arabá, o Mar Salgado, escorriam. Foram cortadas e o povo atravessou defronte de Jericó. Entrementes, os sacerdotes que carregavam a arca do pacto de Jeová ficaram parados imóveis em solo seco, no meio do Jordão enquanto todo o Israel passava em solo seco, até que a nação inteira tinha completado a travessia do Jordão.” — Jos. 3:14-17.

      12. Que lição nos ensina o exemplo dos israelitas?

      12 Que maravilhosa demonstração de fé e boa lição para todos os do povo de Deus, que talvez enfrentem incertezas no futuro! Se Jeová delineasse todos os pormenores do que irá fazer e como irá fazê-lo, que necessidade haveria de fé? Fé significa encaminhar-se na direção indicada por Deus, não importa quão impossível o rumo possa parecer, do ponto de vista humano. Jeová Deus quer ver se temos bastante fé para não nos incomodarmos de ‘molhar os pés’. Daí, se agirmos em fé, observaremos como ele pode nos ajudar a vencer a dificuldade. Não é de admirar-se que a Bíblia fale sobre a “qualidade provada da vossa fé”. — Tia. 1:3; 1 Ped. 1:7.

      NÃO HÁ PONTO DE RUPTURA

      13. No que se refere a provações, quais algumas das questões sobre as quais talvez nos perguntemos?

      13 Alguns se perguntam sobre o seguinte: ‘Tenho confiança em que Jeová é fiel e apóia seu povo. Mas, às vezes, preocupo-me comigo mesmo e como reagirei diante de certas provações e pressões. Será que terei a força necessária para perseverar? Tenho algum ponto fraco, que possa ser usado para levar-me ao “ponto de ruptura”?’ Outros talvez pensem: ‘Eu mesmo posso suportar tudo, mas, sou genitor(a) e não suportaria ver acontecer algo aos meus filhos. Não acho que agüentaria, se fossem ameaçados de sofrer dano.’

      14. (a) Por que sofremos provações nunca antes enfrentadas pelo povo de Deus? Como sabemos isso? (b) Que garantia fornece a Bíblia a respeito da tentação?

      14 Com tais perguntas na mente, quão animadora é a resposta que temos do apóstolo Paulo! Escrevendo a uma congregação de concrentes, ele recapitulou as coisas que mostraram ser a ruína de muitos dos israelitas. Na Primeira aos Coríntios 10:7-10 lemos: “Nem nos tornássemos idólatras, assim como alguns deles se tornaram; como está escrito: ‘O povo assentou-se para comer e beber, e levantaram-se para se divertir.’ Nem pratiquemos fornicação, assim como alguns deles cometeram fornicação, só para caírem, vinte e três mil deles, num só dia. Nem ponhamos Jeová à prova, assim como alguns deles o puseram à prova, só para perecerem pelas serpentes. Nem sejamos resmungadores, assim como alguns deles resmungaram, só para perecerem pelo destruidor.” Ele disse que aquelas coisas aconteceram como exemplos para os cristãos e advertiu contra a tolice de pensar que ‘isso nunca acontecerá comigo’. Ele fez então uma declaração, que mostrou ser uma das idéias mais animadoras e fortalecedoras da fé, existentes na Bíblia. Ele disse: “Não vos tomou nenhuma tentação exceto a que é comum aos homens. Mas Deus é fiel, e ele não deixará que sejais tentados além daquilo que podeis agüentar, mas, junto com a tentação, ele proverá também a saída, a fim de que a possais agüentar.” — 1 Cor. 10:13.

      15. (a) Tem a integridade do cristão um ‘ponto de ruptura’? (b) Como provê Jeová “a saída”?

      15 Sabe o que este versículo significa para os cristãos fiéis, que sinceramente procuram fazer a vontade de Deus? Se você, leitor, for tal pessoa, significa que, no que se refere à sua integridade para com Deus, você não tem ‘ponto de ruptura’. Não há poder, nem força, nem tramóia, nem ‘arma secreta’, quer visível, quer invisível, que possa ser usada contra você, com a certeza de que quebrantará sua integridade para com Deus. Você não tem nenhum chamado ‘ponto fraco’ que seus adversários possam usar contra você com êxito garantido. Se for até onde sua carne humana o leve em ser fiel a Deus, poderá saber com certeza de que, quando pensar que não pode mais agüentar na sua própria força, Jeová Deus intervirá com sua ajuda e “proverá . . . a saída”. Isto não necessariamente significa que ele elimine a tentação. Antes, o objetivo desta intervenção divina é para ‘que possa agüentar’.

      16. Que papel desempenha a fé na perseverança? Ilustre isso.

      16 Este entendimento correto da questão, à base das Escrituras, ajudar-nos-á a ter o conceito correto sobre as coisas, não importa a que extremos cheguem. Por exemplo, os pais, cujo filho talvez lhes seja tirado por perseguidores, poderão suportar isto, mas apenas com a ajuda de Deus. Saberão que fizeram o que puderam e que, se Jeová permitir que aconteça tal coisa, poderão confiantemente deixar o assunto entregue às suas mãos. Quem está mais habilitado de cuidar de seu filho? Você ou Jeová Deus e seu exército de anjos? A situação talvez pareça inteiramente desesperada, e nós talvez não vejamos logo como Jeová resolverá a questão, mas é nisso que tem de entrar a fé e a confiança infantil em Jeová. Não poderíamos agüentar sem isso. — Heb. 11:6.

      SEJA AGORA FIEL EM COISAS PEQUENAS

      17. Termos confiança em que princípio ajudar-nos-á a enfrentar as provações à frente?

      17 O povo de Deus não tem certeza quanto a que o aguarda no futuro, mas, não importa o que seja, confiamos em que o princípio declarado por Jesus seja verdade: “Quem é fiel no mínimo, é também fiel no muito, e quem é injusto no mínimo, é também injusto no muito.” — Luc. 16:10.

      18. Como nos ajudará nos dias futuros, a fidelidade “no mínimo” agora?

      18 Sendo assim, as testemunhas cristãs de Jeová esforçam-se cada dia em enfrentar com bom êxito as provas de fé que surgem. Há muitas coisas que podem assomar como obstáculos na nossa vida diária e em servirmos a Jeová, mas, se enfrentarmos estas provas com bom êxito “no mínimo”, ou no que é básico do cristianismo, seremos fortalecidos para enfrentar com fé o que quer que o futuro traga. Que o Diabo faça então o pior que puder. Que ponha em operação quaisquer tramóias que planeje. Elas não são nada de novo. Já foram enfrentadas e serão enfrentadas com bom êxito por aqueles que manifestam ter fé quando atacados por Satanás.

  • O movimento carismático não corresponde
    A Sentinela — 1977 | 1.° de fevereiro
    • O movimento carismático não corresponde

      EM TEMPOS recentes, o movimento “carismático”, às vezes chamado “neopentecostal”, tem atraído muitos religiosos praticantes. Foi especialmente notável na Igreja Católica, onde certos relatórios atribuem ao movimento de entre 50.000 a 400.000 adeptos. Houve também transtornos na Igreja Batista.

      Os carismáticos (da palavra grega que significa ‘dom do favor divino’) enfatizam a importância dos “dons espirituais”, inclusive a cura divina, falar em línguas (desconhecidas ao ouvinte), discernimento de espíritos e profecia. O que parece ter perturbado a Igreja Católica é a prática que alguns carismáticos têm chamado de “fazer discípulos”, na qual os crentes são agrupados em unidades de cerca de dez, sob a direção dum “pastor”, que os ensina e guia. Os discípulos comprometem-se a obedecer a seu pastor. Incomoda especialmente a Igreja, que, às vezes, este pastor é outro, em vez de o próprio ministro dos discípulos. Os clérigos, inclusive os de outras religiões, temem que possam ocorrer divisões na igreja. Alguns líderes carismáticos, porém, opõem-se à prática de ‘fazer discípulos’. Eles dizem que, na maior parte, ensinaram aos membros a permanecer nas suas próprias denominações.

      Para muitos, outro motivo de preocupação é que os “curandeiros” carismáticos afirmam que, quando seus esforços de cura não produzem resultados, o fracasso se deve à “falta de fé” por parte da pessoa doente. Isto produz um complexo de culpa no doente, o que, incidentalmente, complica o trabalho de qualquer médico que trate da pessoa.

      Naturalmente, quando Jesus e os apóstolos curavam os doentes, suas curas não dependiam do grau de fé da pessoa curada. Registrou-se a respeito de Jesus: “Todos os que tinham doentes com várias moléstias vieram trazê-los a ele. Curava-os, pondo suas mãos sobre cada um deles.” — Luc. 4:40; veja Lucas 6:19; 96, 11.

      O movimento carismático, sem dúvida, é o resultado do fracasso das igrejas, de satisfazer as necessidades dos seus membros quanto à alimentação espiritual. Mas, embora tenha atraído muitos, especialmente jovens, não corresponde à norma bíblica para o verdadeiro cristianismo. A Bíblia aconselha fortemente aos cristãos a não seguirem líderes humanos, tendo assim lealdades divididas, mas a seguirem a Cristo. Por isso, a Bíblia ordena também: “Saí dela [de Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa com sua multidão de seitas], povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte das suas pragas.” — Rev. 18:4.

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