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Ataque cardíaco — enfrentando nossa praga modernaDespertai! — 1976 | 22 de janeiro
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14.000 mortes anuais de ataques cardíacos na cidade de Nova Iorque.
Mas, fiquei imaginando, como estou segura de que outros pessoalmente envolvidos imaginam: O que há por trás dessa praga moderna? O que causa o acúmulo de depósitos nas artérias que resultam nos ataques cardíacos?
Conceitos Incertos, Conflitantes
As autoridades não estão certas, segundo soube. Isto é evidente de suas conclusões diferentes baseadas em contínua pesquisa. No entanto, o colesterol e as gorduras (glicérides) acham-se de algum modo envolvidos nos depósitos e no endurecimento das artérias. Uma variedade de alimentos contém colesterol. Todavia, ao mesmo tempo, o colesterol também é fabricado pelo nosso fígado e outros órgãos. Mas, em muitas pessoas, acumulam-se depósitos de substâncias gordurosas nas artérias, com desastrosas conseqüências. Por quê?
Um conceito popular, endossado pela Associação Estadunidense de Cardiologia, é que a dieta rica em gorduras saturadas e em colesterol provoca elevados níveis de colesterol no sangue, que, por sua vez, são responsáveis pela aterosclerose, em adição à arteriosclerose, comumente citada como “endurecimento” das artérias. Mas, a evidência agora também parece indicar que os níveis de colesterol no sangue podem igualmente ser determinados pela tensão emocional. Por exemplo, um estudo dos contadores públicos dos EUA revelou que seus níveis de colesterol no sangue eram mais altos antes de 15 de abril, a data limite das declarações de impostos, do que em maio e em junho, quando seu sentido de urgência já havia quase que desaparecido.
Mas, há outros conceitos. O excesso de açúcar na dieta, diz-se, provoca a produção anormal de certos hormônios, notavelmente a insulina. Crê-se que isto resulte em aumentos dos níveis de gorduras chamadas triglicérides, no sangue, afirmando-se que causam um acúmulo de depósitos gordurosos nas artérias. Outro conceito é de que o cloro nos suprimentos de água seja um dos fatores principais na precipitação dos depósitos de gorduras.
Certos fatores são geralmente aceitos pela maioria das autoridades médicas como contribuindo para os ataques cardíacos. Em adição à tensão emocional e a uma dieta alta em gorduras e colesterol, estes fatores incluem: A hereditariedade, fumar, alta pressão sangüínea e o hodierno estilo de vida sedentário. Todavia, admitidamente, a causa da aterosclerose, responsável pela maioria dos ataques cardíacos, ainda é realmente desconhecida. Sem dúvida, uma combinação de fatores se acha envolvida, e talvez haja diferentes em diferentes vítimas.
O Que Podemos Fazer
Todavia, do que aprendi, há sólidas medidas preventivas, de bom senso, que podemos tomar. “O que se exige”, disse o famoso cardiologista, Paul Dudley White, “é ampla mudança nos hábitos estabelecidos de comer demais, de letargia física, e de fumar demais”.
Visto que nem eu nem a mamãe fumávamos, não havia mister de mudar nesse sentido. Mas, ajustamos nossos hábitos alimentares, de acordo com o que li sobre o assunto. Principalmente, isto envolve ingerir pequenas refeições. Também, não mais usamos sal ou açúcar, nem bebemos café. E só raramente ou nunca comemos alimentos ricos em colesterol, inclusive leite integral, manteiga, sorvete, ovos e carnes gordurosas.
Outra importante medida para impedir os ataques cardíacos é o exercício. Andar rápido, com regularidade, é um dos melhores. Isto, pelo que parece, estabelece a circulação colateral do coração. Quando a pessoa é sedentária, as artérias que suprem sangue aos músculos talvez se estreitem, e muitos pequenos vasos talvez até mesmo desapareçam. Assim, reduz-se o sangue que chega aos músculos, e, por causa disso, também o oxigênio.
No entanto, o exercício regular, pelo que parece, amplia as artérias da pessoa, de modo a transportarem mais sangue. Também outros vasos sanguíneos surgem no tecido muscular, provendo novas rotas para transportar mais oxigênio. Especialmente no músculo cardíaco isto é uma vantagem, pois então, mesmo se uma artéria se tornar “bloqueada”, o sangue suprido por rotas auxiliares pode ser suficiente para impedir que o músculo cardíaco tenha falta de oxigênio e pare.
Mui lentamente, por um período de vários meses, mamãe aumentou sua atividade física. Agora ela cozinha, faz os serviços de casa e é bem ativa. Estou convicta de que tais cuidados são grandemente responsáveis pelo que os médicos consideram como notável recuperação.
Creio que outros fatores contribuintes para o ataque cardíaco da mamãe foram a falta de repouso suficiente, maus hábitos alimentares, mas, em especial, a preocupação. Assim, depois de seu ataque do coração, consegui pequeno papagaio e ensinei-lhe a dizer: “Não se preocupe, mãezinha. Seja feliz.” Tal disposição é importante, como também mostra a Palavra de Deus, a Bíblia: “A ansiedade no coração do homem é o que o fará curvar-se”, mas “o coração alegre faz bem como alguém que cura”. — Pro. 12:25; 17:22; 14:30.
Sei que, com toda a angústia no mundo hodierno, é difícil que muitos achem muita coisa com que alegrar-se. Todavia, descobri que há verdadeiramente uma razão agora de nos sentirmos felizes. Pois a segura Palavra de Deus mostra que as atuais condições iníquas são evidência certa de que vivemos perto do tempo em que o Deus Onipotente removerá por completo este sistema de coisas, e preservará vivos os que servem a Ele. — Mat. 24:3-14; 1 João 2:17.
Daí, será cumprida a promessa segura de Deus à humanidade de que “enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor. As coisas anteriores já passaram”. (Rev. 21:4) Na verdade, quão grandioso será viver inteiramente livre de qualquer ameaça desta praga mortífera — o ataque cardíaco! — Contribuído.
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Provisões para os viajantesDespertai! — 1976 | 22 de janeiro
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Provisões para os viajantes
● Por todo o Zaire, como em outros países de África, andar era anteriormente o meio primário de viajar. Ter de viajar longas distâncias exigia que a pessoa levasse pouca coisa, as simples necessidades da vida — água, uma esteira para dormir e, talvez, algo com que se cobrir. Mas, o que dizer do alimento e do abrigo? Os viajantes não tinham motivos de preocupar-se, pois sabiam que, uma vez chegassem a um povoado, o chefe do povoado proveria alimento bem como abrigo. Era o costume.
No entanto, se não houvesse nenhum povoado próximo e o viajante ficasse com fome, é possível que ainda houvesse provisões disponíveis. Como? Bem, em certas regiões do país era costume que a fileira de alimentos cultivados junto à estrada ou trilha fosse primariamente para os viajantes. Permitia-se-lhes comer dela tanto quanto desejassem, mas, se enchessem um receptáculo para levar comida, então estavam roubando e o dono poderia apresentar queixa contra eles. Tal provisão não é dessemelhante da que se encontra na lei mosaica, como, por exemplo, em Deuteronômio 23:24: “Caso entres no vinhedo do teu próximo, tens de comer apenas o bastante das uvas para fartar a tua alma, mas não as deves pôr num receptáculo teu.”
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