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SaulAjuda ao Entendimento da Bíblia
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no lado oposto, Golias, de manhã cedo e à noitinha, durante quarenta dias, saía do campo filisteu, desafiando Israel a fornecer um homem para lutar com ele num único combate. O Rei Saul prometeu enriquecer e fazer uma aliança matrimonial com qualquer israelita que abatesse Golias. Também, a casa do pai do vitorioso devia ser ‘isentada’, provavelmente do pagamento de impostos e do serviço compulsório. (Compare com 1 Samuel 8:11-17.) Quando Davi chegou a este cenário com suprimentos alimentares para seus irmãos e certas porções para o chefe dos mil (possivelmente o comandante sob o qual serviam os irmãos de Davi), suas interrogações aparentemente sugeriram sua disposição de acolher tal desafio. Isto resultou em ser levado à presença de Saul e à sua subseqüente vitória sobre Golias. — 1 Sam. 17:1-58.
Cria inimizade para com Davi
Saul, depois disso, colocou a Davi sobre os homens de guerra. Isto com o tempo resultou em Davi ser exaltado em cânticos mais do que o próprio rei. Saul, portanto, veio a encarar Davi com suspeita e com ódio invejoso. Em certa ocasião, quando Davi tocava harpa, Saul ‘começou a se comportar como profeta’. Não que Saul começasse a proferir profecias, mas, como alguém que profetizava ao ouvir música, ele apresentou um distúrbio físico como o de um profeta pouco antes de profetizar, ou quando profetizava. Enquanto se achava nesse estado perturbado incomum, Saul por duas vezes arremessou uma lança sobre Davi. Fracassando em suas tentativas de fincar Davi na parede, Saul mais tarde concordou em dar Mical, sua filha, em casamento a Davi, condicionando isto à apresentação de 100 prepúcios dos filisteus. A intenção de Saul ao fazer esta oferta era que Davi morresse às mãos deles. Essa trama falhou, Davi apresentando, não 100, mas 200 prepúcios, de modo a fazer uma aliança matrimonial com Saul. Por conseguinte, intensificaram-se o temor e o ódio do rei contra Davi. A Jonatã, seu filho, e a todos os seus servos, Saul mencionou seu desejo de ver Davi morto. Quando Jonatã intercedeu por ele, Saul prometeu não matar Davi. Todavia, Davi se viu obrigado a fugir por amor à vida, uma vez que Saul lhe arremessou uma lança pela terceira vez. Saul então mandou que mensageiros vigiassem a casa de Davi, e ordenou que ele fosse morto pela manhã. — 1 Sam. 18:1 a 19:11.
Nessa noite, Davi fugiu por uma janela de sua casa, e correu para Ramá, onde Samuel morava. Junto com Samuel, passou então a residir em Naiote. Quando as notícias disto chegaram a Saul, ele mandou mensageiros para capturar Davi. Mas, ao chegarem, eles “começaram a comportar-se como profetas”. Evidentemente o espírito de Deus operava neles de tal modo que eles olvidaram por completo o objetivo de sua missão. Quando isto voltou a acontecer com dois outros grupos de mensageiros despachados por Saul, ele foi pessoalmente a Ramá. Igualmente veio a ficar sob o controle do espírito de Deus, e isso se deu por um período prolongado, o que evidentemente forneceu a Davi suficiente tempo para fugir. — 1 Sam. 19:12 a 20:1; veja PROFETA (Os Meios de Designação e de Inspiração).
Davi poupa a vida de Saul como ungido de Deus
Após estas frustradas tentativas contra a vida de Davi, Jonatã, pela segunda vez, declarou-se a favor de Davi. Saul, porém, ficou tão enraivecido que arremessou uma lança sobre o seu próprio filho. (1 Sam. 20:1-33) Desse tempo em diante, Saul perseguiu implacavelmente a Davi. Ao ficar a par de que o sumo sacerdote Aimeleque tinha ajudado Davi, Saul ordenou que ele e seus sacerdotes associados fossem executados. (1 Sam. 22:6-19) Mais tarde, ele planejou atacar a cidade de Queila, de Judá, porque Davi residia ali, mas abandonou tal plano quando Davi escapou de lá. Saul prosseguiu em seu encalço, caçando-o nas regiões desérticas. Uma incursão dos filisteus, contudo, paralisou temporariamente tal perseguição, e habilitou Davi a refugiar-se no deserto de En-Gedi. Por duas ocasiões depois disso Saul ficou em posição de permitir que Davi o matasse. Mas, Davi se recusou a erguer sua mão contra o ungido de Jeová. Na segunda vez, Saul, sabendo da restrição de Davi, até mesmo prometeu não causar nenhum dano a Davi. Mas tratava-se duma expressão insincera, pois foi somente quando ele soube que Davi fugira para a cidade filistéia de Gate que ele cessou a perseguição. — 1 Sam. 23:10 a 24:22; 26:1 a 27:1, 4.
Saul se volta para o espiritismo
Cerca de um ano ou dois depois (1 Sam. 29:3), os filisteus se voltaram contra Saul. Sem o espírito e a orientação de Jeová, e relegado a uma condição mental desaprovada, ele se voltou para o espiritismo, uma transgressão passível de morte. (Lev. 20:6) Disfarçado, Saul foi visitar uma médium espírita em En-Dor, solicitando a ela que lhe trouxesse o morto Samuel. Pela descrição que ela deu do que via, Saul concluiu que se tratava de Samuel. No entanto, deve-se observar que Jeová não tinha respondido às indagações de Saul, e, como é óbvio, não o fez por meio duma prática condenada por Sua Lei, que incorria na pena de morte. (Lev. 20:27) Por conseguinte, o que a mulher disse deve ter tido origem demoníaca. A mensagem não ofereceu nenhum conforto para Saul, mas o encheu de temor. — 1 Sam. 28:4-25; veja ESPIRITISMO.
A morte de Saul
No conflito subseqüente com os filisteus, Saul foi gravemente ferido no monte Gilboa, e três de seus filhos foram mortos. Visto que seu escudeiro se recusou a matá-lo, Saul lan- çou-se sobre sua própria espada. (1 Sam. 31:1-7) Cerca de três dias depois, um jovem amalequita se dirigiu a Davi, jactando-se de ter matado o rei ferido. Tratava-se evidentemente de uma mentira, destinada a obter o favor de Davi. Contudo, Davi ordenou que tal homem fosse executado por pretender ter matado o ungido de Jeová. — 2 Sam. 1:1-15.
No ínterim, os filisteus tinham prendido os cadáveres de Saul e de seus três filhos na muralha de Bete-Sã. Homens corajosos de Jabes-Gileade, porém, recuperaram os corpos deles, cremaram-nos e então sepultaram os ossos. — 1 Sam. 31:8-13.
Anos depois, durante o reinado de Davi, a culpa de sangue em que incorreram Saul e sua casa, relacionada com os gibeonitas, foi vingada quando sete dos descendentes de Saul foram mortos. — 2 Sam. 21:1-9.
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SEÁ
Uma medida para secos. (Gên. 18:6; 1 Sam. 25:18; 1 Reis 18:32; 2 Reis 7:1, 16, 18) De acordo com fontes rabinicas, o seá equivale a um terço dum efa. Visto que se reputa o efa como equivalente a 22 litros, à base de evidência arqueológica relativa à capacidade da correspondente medida para líquidos, o bato (compare com Ezequiel 45:11), o seá equivaleria a 7, 33 litros.
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SEALTIEL
[tenho pedido a Deus]. Descendente do Rei Davi, e ancestral de Jesus, da tribo de Judá. Sealtiel (“Salatiel”, BV; PIB) é chamado de filho tanto de Joaquim (Jeco- nias) como de Néri. Tanto Sealtiel como seu irmão, Pedaías, são chamados de pai do governador depois do exílio, Zorobabel.
Quanto ao pai de Sealtiel, observe-se o seguinte: Sealtiel é alistado em primeiro lugar entre os filhos de Joaquim que lhe nasceram durante seu exílio. (1 Crô. 3:17; Mat. 1:12) Caso Sealtiel se tenha casado com a filha, cujo nome não é citado, de Néri, por meio do qual Lucas esboça a genealogia de Jesus, Sealtiel poderia ser chamado por Lucas de “filho de Néri”, a expressão “filho” abarcando um genro, da mesma forma como Lucas mais adiante chama a José, que pelo visto se casou com Maria, filha de Eli (Heli), simplesmente de “filho de Eli”. — Luc. 3:23, 27.
Quanto ao pai de Zorobabel, observe-se que Pedaias é identificado desse modo uma vez (1 Crô. 3:19), mas o irmão de Pedaías, Sealtiel (1 Crô. 3:17, 18), é assim chamado em todos os outros casos. (Esd. 3:2, 8; 5:2; Nee. 12:1; Ageu 1:1, 12, 14; 2:2, 23; Mat. 1:12; Luc. 3:27) Caso Pedaías tenha morrido enquanto seu filho Zorobabel era menino, o irmão mais velho de Pedaías, Sealtiel, poderia ter criado Zorobabel como se fora seu próprio filho. Ou, caso Sealtiel tenha morrido sem ter filhos e Pedaías cumpriu o casamento levirato em favor dele, o filho de Pedaías com a esposa de Sealtiel teria sido o herdeiro legal de Sealtiel.
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SEAR-JASUBE
[um mero restante retornará]. O primeiro filho de Isaías. Sear-Jasube o acompanhou quando Isaías proferiu a mensagem profética ao Rei Acaz, por ocasião da invasão a Judá, realizada pelo Rei Peca, de Israel, entre os anos 761 e 759 AEC. (Isa. 7:1, 3) Isaías e seus filhos deviam servir como sinais e milagres em Israel, da parte de Jeová; por isso, o nome de Sear-Jasube predizia que ‘um mero restante retornaria’ do exílio em Babilônia. — Isa. 8:18; 10:21.
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SEBATE
Nome pós-exílico do décimo primeiro mês lunar judaico do calendário sagrado, porém o quinto do calendário secular. (Zac. 1:7; Deut. 1:3; 1 Crô. 27:14) Corresponde a parte de janeiro e parte de fevereiro. Não se tem certeza do significado deste nome.
Este mês situado em meados do inverno setentrional chega um tanto depois do auge
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