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Que diz a libertação feminina?Despertai! — 1972 | 22 de novembro
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The National Observer: “Para aqueles que ainda não o fazem, já é tempo de levar a sério a libertação feminina.”
Isto se dá porque, ao passo que há desacordo entre as pessoas que favorecem a libertação feminina, as áreas de acordo são ainda mais fortes. Por exemplo, na Europa, o clamor tem o mesmo tom que nos EUA: que as mulheres são cidadãos de segunda classe e sofrem discriminação no casamento, na educação, no treinamento vocacional e nos empregos. Elas, também, exigem igual pagamento por igual trabalho, reforma em prol do aborto, jardins de infância e centros para o cuidado diurno.
O que dizer, então, das afirmações dos que apóiam o movimento de libertação feminina? É válido seu argumento? Há alguma verdade naquilo que dizem?
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Há alguma verdade naquilo que dizem?Despertai! — 1972 | 22 de novembro
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Há alguma verdade naquilo que dizem?
SERIA fácil rejeitar a libertação feminina como sendo inteiramente um produto de senhoras que simplesmente gostam de se queixar. Muitos homens pensam assim a respeito disso.
Todavia, escreveu um sábio: “Quando alguém replica a um assunto antes de ouvi-lo, é tolice da sua parte e uma humilhação.” — Pro. 18:13.
Se sentisse dor no corpo, apreciaria o médico que lhe mandasse embora dizendo que era apenas um queixoso? Ou gostaria que ele analisasse o problema e lhe dissesse qual é a causa e se há um remédio?
Outro princípio bíblico afirma: “Quanto àquele que tapa seu ouvido contra o clamor queixoso do de condição humilde, ele mesmo também clamará e não se lhe responderá.” — Pro. 21:13.
Assim, o sábio ouve. Pesa os fatos para discernir se a queixa é válida ou não. Daí, age de acordo.
Que Motivo Há de Queixa?
Se passar os olhos sem preconceitos pela História, será obrigado a concordar que as mulheres têm muitos motivos de queixas.
Através da História, o poder político, econômico e religioso tem estado mormente nas mãos dos homens. Mas, o resultado tem sido uma triste repetição de brutalidade. A respeito apenas da Segunda Guerra Mundial, declara a World Book Encyclopedia: “Calculou-se que os mortos civis e militares totalizaram 55 milhões. . . . Os civis sofreram as maiores perdas. . . . por bombardeios, massacres, emigrações forçadas, epidemias, e subnutrição.
Naturalmente, não se pode dizer que as coisas teriam sido melhores se as mulheres fizessem todas as decisões. Quando as mulheres governaram algumas nações, as coisas realmente não eram diferentes. Leia a história sobre Cleópatra do Egito, Zenóbia de Palmira, Maria I (“Maria Sanguinária”) da Inglaterra, ou Maria Stuart, a Rainha da Escócia. Verificará que sua regência não representou melhora.
Todavia, permanece o fato de que os homens têm sido os responsáveis primários pelas guerras. Também, as armas de guerra foram quase que todas inventadas pelos homens. As mulheres presenciaram a destruição de seus lares, a morte ou aleijamento de seus entes queridos. A medida que os exércitos varriam grandes áreas, as mulheres aos milhões eram brutalizadas. Incontáveis números foram violadas.
Por outro lado, quanto protestam as mulheres em qualquer dos lados da guerra? Em ambas as guerras mundiais, por exemplo, não eram as alemãs tão laboriosas em ajudar seu esforço de guerra como as inglesas ou as estadunidenses? Quando foi a última vez que ouviu dizer que a maioria das mulheres se recusaram a apoiar as guerras de uma nação? Algumas das maiores promotoras de certos esforços de guerra têm sido as mulheres.
É verdade, contudo, que nos vários países muitas senhoras têm sido tratadas pouco melhor do que os animais ou os escravos através da História. Entre outras coisas, ensinaram-lhes a cometer suicídio quando seus maridos morriam, a prender e deformar seus pés, não lhes permitiam comer à mesma mesa que os homens, ou foram vendidas pela melhor oferta, sem se considerar seus sentimentos. E até em tempo de paz, milhares de mulheres são violadas a cada ano. A lista dos atos opressivos contra as mulheres é longa, não se pode negar isto.
Até mesmo em muitas sociedades ‘avançadas’, atualmente, as mulheres deveras sofrem formas de discriminação. O Times de Nova Iorque declarou: “A lei estadunidense, com suas raízes na sociedade medieval, que considerava as mulheres como bens móveis, e com aprimoramentos adicionados por gerações de legisladores e juízes masculinos, apresenta muitas modalidades que se poderia dizer que negam às mulheres a igual proteção perante as leis.”
No estado de Nova Iorque, as jovens consideradas “como precisando de supervisão”, podem ser presas até que tenham dezoito anos. Mas, a idade de livramento para os rapazes é de dezesseis anos. Sally Gold, advogada do Departamento dos Assuntos dos Consumidores, diz que “uma jovem de 16 anos poderia . . . ser colocada num reformatório até por quatro anos, por comportamento promíscuo”. “Não existe tal noção para os rapazes”, afirma. Um rapaz de dezesseis anos que fosse igualmente promíscuo não poderia ser punido.
O Que Dizer da Vida Familiar?
Mais mulheres se queixam de seu papel na vida familiar. Há alguma verdade em suas afirmações? O psicólogo de Cornell, Urie Bronfenbrenner afirma:
“Tenho muita simpatia pela ira e frustração refletidas no movimento de Libertação Feminina. Não só as mulheres sofrem discriminações no chamado mundo masculino, mas também têm sido privadas do prestígio em seu papel como mulheres.
“Costumava acontecer que a mãe era apreciada em sua vizinhança por ter criado bem os seus filhos. Agora, a mãe ainda é responsável por seus filhos, mas não obtém suficiente apoio nem reconhecimento. Seu marido está ausente a maior parte do tempo, e suas vizinhas amiúde não são realmente suas amigas.
“Estamos criando uma situação em que as mulheres se sentem frustradas em ambos os mundos.”
Muitos pais transferem a responsabilidade de treinar seus filhos para a mãe. Em resultado, a mãe tem de fazer decisões e cuidar de assuntos que o marido deveria cuidar. Sobre isto, disse a revista Look:
“A mulher estadunidense é acusada de substituir o marido qual cabeça da família. Na mente dela, ela enfrenta esta acusação contra-atacando que ela dificilmente conhece uma família em que a mãe não lute — em vão — para que o pai faça as decisões importantes nas vidas dos seus filhos, exerça a disciplina, seja um modelo de masculinidade para seus filhos. . . .
“Por livre escolha, e debaixo dos protestos
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