BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • Página dois
    Despertai! — 1988 | 8 de janeiro
    • Página dois

      “Dirija com Segurança!”

      Quantas vezes já se disse isso a membros de uma família ou a convidados que estão partindo num veículo! Trata-se de um bom lembrete. Dirigir um veículo pode ser arriscado. Há muitos fatores envolvidos para você chegar em segurança ao seu destino. Todo ano, milhões de pessoas não chegam.

      Pode-se fazer algo para melhorar o dirigir em segurança? O correspondente de Despertai! na Grã-Bretanha examina a situação em diversos países, e oferece conselhos abalizados para ajudar os que dirigem veículos motorizados a dirigi-los dum modo que poupe não só a própria vida, mas também a de outros.

  • Dirigir com segurança — é premente necessidade
    Despertai! — 1988 | 8 de janeiro
    • Dirigir com segurança — é premente necessidade

      QUANTO ao dirigir, tem-se dito que “simplesmente não existe nenhuma outra atividade que dê margem a tantas lesões corporais e sofrimentos, mas que exija tão pouco treino contínuo e responsabilidade reais”. Já teve alguma vez de sair da frente de um veículo que avançava em sua direção? A pé, viajando num veículo, ou como motorista, já presenciou algum acidente de trânsito e mostrou-se preocupado com a carnificina que ocorre nas estradas?

      Na Grã-Bretanha, “o número de pedestres mortos ou gravemente feridos tem subido nos últimos cinco anos”. — Jornal The Times.

      “Cerca de 4.000 homens, mulheres e crianças são mortos nas rodovias canadenses . . . todo ano.” — Jornal The Toronto Star.

      Nos Estados Unidos, de 1981 a 1985, os acidentes com veículos motorizados provocaram 233.200 mortes. — The World Almanac, 1987.

      “O carro . . . mata mais que a tuberculose, o câncer e as doenças do coração no Rio de Janeiro [Brasil].” — Jornal O Estado de S.Paulo.

      Em escala mundial, a que isto equivale?

      O Dirigir Tem Seu Preço

      Calcula-se que, em todo o mundo, os acidentes de trânsito ceifam anualmente duzentas e cinqüenta mil vidas humanas! De acordo com The Toronto Star, isto é “mais do que todos os que morrem todo ano em guerras, crimes, e acidentes industriais”.

      Na Grã-Bretanha, o custo de uma única morte na estrada é calculado como sendo de 252.000 libras esterlinas (uns Cz$ 32 milhões). Por que tanto? Além do que se investiu na pessoa, da perda da renda pessoal em potencial, e dos danos materiais, há as despesas de ambulância, de hospital, e de outros serviços. Dirigir sem segurança custa realmente caro!

      O “Potencial Para Matar”

      John Moore, ex-Ministro dos Transportes da Grã-Bretanha, verificou ser “espantoso que cerca de 5.000 vidas são ceifadas, todo ano, na Grã-Bretanha — e, mesmo assim, raramente há um murmúrio da mídia [e do] público britânico”. Alguns grupos de pressão a favor da segurança nas estradas afirmam que ‘matar com um veículo corre o risco de tornar-se uma forma aceitável de homicídio’.

      Apesar desta aparente falta de interesse, uma conclusão é inevitável: Como você dirige pode fazer toda a diferença entre a vida e a morte para alguém, possivelmente para você mesmo. Alex Miller, examinador sênior de candidatos a motorista da Polícia de Strathclyde, na Escócia, explica: “Todo carro é uma arma letal, fornecendo ao motorista o potencial para matar.”

      Como motorista, o que isto representa para você? É algo que deve motivá-lo a pensar muito, não é? Todavia, muitos que dirigem veículos dão muito pouca atenção a isso, especialmente os que dirigem depois de beber.

      Da R. F. da Alemanha vem a notícia de que “em 1984, houve 40.332 acidentes de trânsito em que algumas pessoas morreram ou ficaram aleijadas, e 20.000 que envolveram graves danos à propriedade — todos eles envolvendo motoristas embriagados”. Na Grã-Bretanha, o álcool está ligado a 1 de cada 3 mortes nas estradas.

      Será que tais estatísticas detêm os motoristas que costumam beber? Não, segundo um porta-voz da polícia na Inglaterra, que observou: “Existe ainda um número substancial de motoristas que se dispõem a arriscar-se e põem em perigo a eles próprios, suas famílias e outros usuários das estradas.” O Professor Robert Kendell, da Universidade de Edimburgo, afirma que “algo em torno de 10 por cento da população masculina da [Grã-Bretanha] dirigem um carro pelo menos uma vez por semana acima do limite legal [de teor alcoólico no sangue]”. O que significa isto, senão puro egoísmo?

      Alguns produtores de bebidas alcoólicas na Grã-Bretanha tentam minorar o problema por promover esquemas de transporte até o pub [bar favorito]. Estas envolvem empresas de aluguel de ônibus ou de carro empenhadas em transportar o bebedor de ida e volta até sua hospedaria favorita, seja qual for a condição física dele. A nível grupal, alguns motoristas que gostam de beber tentam evitar tal perigo por determinarem antecipadamente qual deles guiará o carro que levará o grupo para casa, e que concorda em permanecer sóbrio e só tomar refrigerantes. Será que tais esforços, embora sejam muito elogiáveis, alcançam êxito? Notícias publicadas no jornal Glasgow Herald afirmam que tais iniciativas “não bastam para reduzir de modo significativo a incidência dos que dirigem depois de beber”.

      Qual, então, é a solução para o problema do motorista que bebe? “Em última análise, temos de tornar o dirigir depois de beber algo anti-social”, conclui Peter Joslin, chefe de polícia do condado de Warwick, acrescentando: “Nosso único conselho é: ‘Não dirija depois de beber.’”

      É esta uma orientação realística? Alguns países impõem de forma estrita seus regulamentos de trânsito, ministrando pesadas punições ao motorista embriagado. A legislação da Suécia dá poder às autoridades para confiscar o carro de um motorista perigoso, assim como tomariam o facão ou o revólver dum criminoso violento. A Associação Britânica de Magistrados alegadamente apóia um movimento para cassar os motoristas que não passam nos testes de bafômetro, sempre que, antes de o processo ser julgado, acredite-se que eles possam cometer de novo tais transgressões.

      Há, contudo, mais coisas envolvidas em dirigir com segurança do que apenas permanecer sóbrio.

      [Foto na página 3]

      Em todo o mundo, o total de pessoas mortas anualmente em acidentes de trânsito ultrapassa a população da Islândia.

  • Evite a velocidade excessiva e a agressividade!
    Despertai! — 1988 | 8 de janeiro
    • Evite a velocidade excessiva e a agressividade!

      “SE O carro fosse inventado hoje em dia, ele seria banido”, assevera Geoff Large, diretor-adjunto da RoSPA (Real Sociedade Para a Prevenção de Acidentes), da Grã-Bretanha, que cuida da segurança das estradas. “Jamais se permitiria vender algo que matasse e ferisse um terço de um milhão de pessoas, por ano, apenas neste país.”

      Os fabricantes de veículos reconhecem o perigo em potencial de seu produto. Eles investem amplas somas, bem como fazem grandes esforços de aprimorar os acessórios de segurança incluídos nos carros modernos. Mas, como comenta a Sunday Express Magazine, de Londres: “Os motoristas cônscios da segurança sabem que a proteção do carro — e de seus ocupantes — não é algo que sai barato.” Embora a publicidade possa destacar os acessórios de segurança, o que capta a atenção do comprador? Não raro, é o desempenho do veículo, como ele atinge a velocidade máxima em tempo mínimo, sua potência, bem como suas linhas aerodinâmicas e aspecto esportivo.

      O juiz aposentado, Richard Spiegel, crê que os motoristas alemães parecem “ter uma relação neurótica com a velocidade . . . que ainda é a causa mais freqüente de acidentes”. É esta atitude que, acredita ele, é explorada na “publicidade da indústria automobilística”. Dá-se isso também em seu país?

      Outros fatores, tais como a crescente densidade de tráfego, e a decrescente qualidade da malha rodoviária, tornam o dirigir mais arriscado em muitos países. Notícias do Brasil focalizam os perigos dos cruzamentos não-sinalizados. “Nestas situações”, comenta o jornal de língua inglesa, Brazil Herald, “um ou mais motoristas subitamente ficam confusos, hesitantes, o que pode resultar num acidente”.

      Confrontados com tais riscos, é imperativo que os motoristas de veículos modernos, de alto desempenho, sejam pessoas responsáveis, bem treinadas, e que se importam com outros. A publicação sueca Trygg i trafiken? (Seguro no Trânsito?) oferece a seguinte avaliação: “Depois do direito de votar, a carteira de motorista é a coisa mais importante que a sociedade lhe pode confiar.”

      Cuidado com a Agressividade!

      A velocidade mata. Os motoristas embriagados matam. ‘Mas’, talvez diga, ‘eu me apego aos limites de velocidade, e não tomo nenhuma bebida alcoólica quando vou dirigir. Compreendo que dirigir um veículo pode ser uma questão de vida ou morte. Que mais posso fazer?’

      “O carro amplia uma faculdade humana, a locomoção, tornando possível vencer distâncias muito mais rapidamente do que através de seus próprios meios”, escreve a psicóloga Zulnara Port Brasil, acrescentando: “Até aí, nada de mais.” Então, qual é o problema? De acordo com Zulnara, “o problema é a forma como cada motorista lida com esse poder”.

      Sem dúvida concordará com o diário francês Le Monde, que comentou: “Uma ampla e cultivada atitude mental nos faz assumir . . . o volante como símbolo de poder . . . Se a pessoa não conseguir evitar a tolice dos outros . . . pelo menos poderá controlar seu próprio modo de dirigir.” — O grifo é nosso.

      O dirigir moderno é mais árduo e arriscado devido ao que o Glasgow Herald chama de “o nível crescente de agressividade e de intolerância por trás do volante”. Adicione-se a isto “o risco de chegar aos limites [a prática de levar uma situação perigosa até o limite da segurança, antes de parar] e as técnicas de ‘navalhada’ e ultrapassagem forçada”, que se tornaram “cada vez mais predominantes, chegando ao ponto de violência física e colisões”, e tem-se a receita para a devastação nas estradas. O superintendente da polícia canadense, Ken Cocke, comenta: “As pessoas simplesmente olvidam todas as regras — e todo o mundo tem pressa. Achamos que devemos ser mais agressivos; todo o mundo avança, e ninguém quer esperar sua vez.”

      Este traço agressivo, característico do motorista atual, realmente causa dificuldades. “A pior falta”, noticia o jornal Rheinischer Merkur, “é de se seguir perto demais o outro carro. . . . Poucos usuários das estradas avaliam como os outros se sentem. Por exemplo, os motoristas de carros velozes não raro acham que os motoqueiros constituem uma ameaça. Eles se sentem desafiados, invejosos, e a inveja pode facilmente gerar agressão”. Esta característica é tão comum que “uma de cada três pessoas entrevistadas admite ter-se sentido transtornada ou mesmo insultada por ser ultrapassada”.

      A Prioridade Máxima — Dirija com Segurança!

      A crescente violência presenciada nas rodovias nos Estados Unidos parece refletir tal agressividade. Um item publicado em The Wall Street Journal, de 3 de agosto de 1987, sob a manchete “Motoristas Tornam-se Cada Vez Mais Violentos”, declarava: “Nas cidades por todo o país, a polícia observa um aumento de tiros dados nas rodovias, de brigas de socos e outras agressões físicas, muitos deles começando com pequenas discussões entre os motoristas. Em certos casos, alguns motoristas foram mortos.” Noticiou The New York Times, de 6 de agosto de 1987: “Desde os meados de junho, a violência nas rodovias do sul da Califórnia já matou quatro pessoas . . . e deixou 15 feridos.”

      Não existe, assim, qualquer dúvida a respeito: dirigir com segurança é uma necessidade, tanto para o nosso próprio benefício como para o de outros. Depois de lamentar as vidas perdidas anualmente nas estradas da Grã-Bretanha, John Moore, ex-Ministro dos Transportes, instou: “A segurança nas estradas . . . tem de estar entre as prioridades máximas de todos os usuários das estradas.”

      Do lado prático, então, como pode dirigir com segurança? A que coisas deve ficar atento? Que conselhos oferecem motoristas experientes, que dirigem com segurança? Nosso próximo artigo: “Cultive Hábitos Seguros de Dirigir”, considerará estas perguntas.

  • Cultive hábitos seguros de dirigir
    Despertai! — 1988 | 8 de janeiro
    • Cultive hábitos seguros de dirigir

      SEGUROS, cuidadosos, firmes, cautelosos, supercautelosos, irregulares, temerários, perigosos — todas estas são descrições de motoristas. Qual se aplica a você? A maioria dos motoristas talvez se considerem motoristas seguros e cuidadosos, mas os que viajam com eles, e outros usuários das estradas, talvez sejam menos elogiosos para com eles.

      Algo essencial para se dirigir com segurança é um veículo em condições de rodar pelas estradas.

      Pode Seu Veículo Rodar Pelas Estradas?

      Alguns países fazem uma inspeção das condições mecânicas dos veículos em intervalos regulares. Os resultados não raro são surpreendentes. Na França, por exemplo, recente inspeção dos veículos com cinco anos de uso revelou que 73 por cento deles estavam em condições sofríveis, péssimas, ou até mesmo perigosas.

      Para ajudar a verificar seu próprio veículo, achará útil seguir uma rotina, quase da mesma forma que os pilotos da aviação fazem, a fim de assegurar-se de que tudo esteja pronto para levantar vôo. A verificação sugerida é indicada na página 8.

      Com um veículo que tenha condições de rodar nas estradas, devidamente segurado e legalmente aceitável, você precisará de uma carteira de habilitação validada. Para obtê-la, precisa submeter-se a um exame. Conseguirá passar nele, ou será reprovado?

      O Exame de Motorista

      A maioria dos candidatos a motorista encara tal exame de motorista como um obstáculo. Certamente é um dos principais temas de conversa entre eles. Os exames variam de um país para outro.

      Na França, como em muitos outros países, os candidatos a motorista fazem um exame dividido em duas partes, a prática e a teórica. Na Alemanha, as aulas incluem noções de primeiros socorros sobre o que fazer no local dum acidente. Ademais, as autoridades ali impõem um mínimo de uma hora e meia de treino em dirigir à noite, além de pouco mais de duas horas de direção numa rodovia. Se o candidato passar no exame de motorista, ele recebe uma carteira da habilitação provisória, válida por dois anos. Caso ele passe todo esse período sem incidentes, concede-se-lhe uma carteira permanente.

      O Japão insiste que haja de 30 a 60 horas de aulas práticas por parte de instrutores habilitados, seguidas por um exame dividido em três partes: a médica (visão, daltonismo, audição), a de direção (quanto à habilidade prática), e a escrita (sobre as regras de trânsito).

      Segundo o jornal The Times, de Londres, “o duro exame de direção britânico está reprovando centenas de americanos [residentes] irados”. Apresentando uma taxa de 51 por cento de reprovações (comparada com 15 por cento nos EUA), ele é reconhecido como “um dos mais exigentes do mundo”.

      As variações vão além das tecnicidades. Ben Yoshida, que dirige uma escola de motoristas em Nova Iorque, assevera: “Em Tóquio, um inspetor submete [os candidatos a motorista] a um exame do ponto de vista de quão bem eles conseguem dirigir tecnicamente um veículo, mas, nos Estados Unidos, ele os submete ao exame para ver quão seguramente eles conseguem dirigir”.

      Sejam quais forem as diferenças, todos os motoristas precisam diligenciar em dirigir com segurança. Como podem eles fazer isto?

      Uma senhora inglesa que se submeteu ao exame de motorista aos 50 anos, e passou, verificou ser útil preparar-se por estudar de modo cabal o Código de Trânsito Rodoviárioa da Grã-Bretanha. Mas, como se dá com qualquer habilidade, ela verificou que se exige mais do que estudar um compêndio.

      A prática é essencial. Caso seja um motorista novo, aprenda a dirigir com segurança sob condições variadas. Por exemplo, quando o tempo muda, as condições da pista da estrada também se alteram. Mesmo que caia apenas uma chuva leve, a aderência dos pneus de seu veículo não será tão grande quanto numa estrada seca. Por conseguinte, torna-se imperativo reduzir a velocidade, junto com maior atenção aos perigos da estrada. A chuva pesada traz problemas adicionais, tais como quando os respingos dos veículos à sua frente obstruem sua clara visão. Sim, acostume-se a diferentes condições climáticas, e ajuste concordemente seu modo de dirigir.

      Você, provavelmente, não é um mecânico habilitado. Com efeito, “nem mesmo um de cada cinco motoristas sabe a pressão dos pneus de seu carro, ou os intervalos em que o carro deve ser revisado”, afirma o jornal Daily Mail, de Londres, acrescentando: “Nem sequer um de cada três lê alguma vez um manual e quase todos se mostram atônitos diante dos motores modernos.” Que dizer de você?

      Embora não seja necessário conhecer todos os intricados pormenores mecânicos dos veículos hodiernos, é realmente útil saber os pontos básicos. Isto o habilitará a desenvolver uma ‘compreensão pelo carro’.

      Aprimore Sua Técnica

      Passar no exame de motorista lhe dará uma boa sensação, um senso de realização. E depois disso? Permitirá o rebaixamento de seus padrões? “Não raro, depois de passar no exame, muitos motoristas se tornam um tanto temerários”, comenta um instrutor de auto-escola. Ele oferece o seguinte conselho: “Conheça suas limitações e as limitações do veículo em condições variadas. Até descobri-las, é provável que sofra um acidente.” Um motorista admitiu: “Se eu dirigisse do modo como dirigi nas primeiras semanas depois do exame, eu seria um motorista mais seguro.” Por quê? Ele admite: “Eu agora assumo mais riscos.”

      Ao passar no exame, demonstra que você é basicamente um motorista que dirige com segurança. Para se tornar um bom motorista, tem então de prosseguir a empenhar-se em melhorar seu modo de dirigir. Certamente poderá aprimorar sua habilidade, com mais experiência e atenção à sua técnica de dirigir.

      Torne-se cada vez mais alerta aos possíveis perigos. “A falta de antever e de ficar alerta ao que acontece na frente, atrás e nos lados do carro é a principal falha dos motoristas atuais”, afirma Alex Miller, da polícia britânica, um dos examinadores de candidatos a motorista. Tente esperar o inesperado. Aprender a ‘ficar atento à estrada’ será de ajuda.— Veja o boxe nesta mesma página.

      A Segurança Envolve a Atitude

      “O temperamento”, de acordo com Miller, que faz exames de motorista, “é a coisa mais importante”. Um motorista com 30 anos de experiência, tanto na África como na Europa, faz a seguinte avaliação: “Dirigir é uma questão de caráter. A maneira de uma pessoa dirigir reflete a forma como ela trata os outros na vida diária.”

      Um motorista canadense focaliza a atenção no valor da atitude correta, escrevendo: “Quando a carteira de habilitação for considerada um ‘privilégio’, em vez de um ‘direito’, a etiqueta no trânsito melhorará consideravelmente a segurança de nossas estradas.”

      “Se a segurança é uma atitude mental”, declara um manual de orientação para motoristas, do Ministério de Transportes britânico, “então a humildade é um dos seus principais ingredientes”. Para muitos, isto significará uma mudança de temperamento. Será isso possível? Sim. Envolve estar cônscio de outros, ser altruísta. Quão bem a regra de ouro bíblica expressa isto: “Todas as coisas, portanto, que quereis que os homens vos façam, vós também tendes de fazer do mesmo modo a eles.” — Mateus 7:12.

      Mas, como é que isto funciona na prática? “Quando os temperamentos ficam agitados, na estrada, é realmente difícil cultivar boas qualidades”, observa um motorista da Inglaterra. Sem dúvida você concordará. O desejo de retaliar é forte. “Todavia, os cassetes de música me têm ajudado. O efeito tranqüilizador é surpreendente.” — Veja o boxe na página 9.

      “Faça um grande esforço de tentar controlar quaisquer sentimentos de irritação”, é a admoestação de um experiente motorista nipônico. “Se estiver transtornado por algum motivo, cantarole baixinho ou cante.”

      Não espere demais dos outros. As estatísticas de acidentes avisam claramente sobre o perigo advindo de motoristas arriscados. Esteja decidido a dirigir defensivamente, ou, como um motorista se expressou: “Dirija como se todos os demais na estrada fossem um perigo em potencial.”

      Reconheça, também, que pode aprender com os outros. Analise a qualidade do modo de dirigir deles. — Veja o boxe nesta mesma página.

      “Não existe muita mágica em ser um Ás do Volante”, assevera Jim Kenzie, escrevendo em The Toronto Star. “Tudo que você precisa é de algum conhecimento, de algum senso comum, [e] de alguma consideração pelo outro indivíduo.” Quer seja um motorista novo, quer um bem experiente, lembre-se de que a estrada não é lugar de exibicionismo, de impaciência ou de egoísmo.

      Por cultivar a ‘compreensão pelo carro’, por ‘ficar atento à estrada’, por concentrar-se e por antever, bem como por cultivar uma atitude humilde, terá êxito em dirigir — com segurança!

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar