BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • Sobreviventes dentre todas as nações
    Sobrevivência Para Uma Nova Terra
    • daquela nação, mas cujo coração as induziu a participar na verdadeira adoração em associação com os israelitas. Faz-se delas menção digna de nota no registro bíblico. Será que elas também têm um equivalente moderno? Sim, têm. Retratam de muitas maneiras aqueles que não são israelitas espirituais, mas que prezam a maravilhosa perspectiva de vida eterna como súditos terrestres do Reino de Deus. São os de quem Deus falou a Abraão, dizendo que pessoas de “todas as nações da terra” abençoariam a si mesmas por meio de seu “descendente” — Gênesis 22:18; Deuteronômio 32:43.

      11. (a) Que menção se fez deste grupo por ocasião da dedicação do templo de Salomão? (b) Como ‘se juntam a Jeová’ “estrangeiros” hoje em dia, conforme predito em Isaías 56:6, 7?

      11 Sempre tem sido do propósito de Deus que toda a humanidade estivesse unida na verdadeira adoração. O Rei Salomão, apropriadamente, orou por ocasião da dedicação do templo em Jerusalém que Jeová ouvisse a oração dos estrangeiros que procurassem prestar adoração aceitável ao lado de Israel. (2 Crônicas 6:32, 33) E, em Isaías 56:6, 7, Deus prometeu: “Os estrangeiros que se juntaram a Jeová para ministrar-lhe e para amar o nome de Jeová, a fim de se tornarem servos seus, . . . eu também vou trazer ao meu santo monte e fazê-los alegrar-se dentro da minha casa de oração. . . . Pois a minha própria casa será chamada mesmo de casa de oração para todos os povos “ Refletindo o espírito aqui demonstrado, os “estrangeiros” hodiernos ajuntam-se agora dentre todas as nações, não simplesmente como observadores casuais, mas como pessoas que ‘se juntam a Jeová’. Fazem isso por dedicarem a sua vida a ele, simbolizando isso pela imersão em água e depois por servir de maneira a demonstrar seu amor ao “nome de Jeová” e a tudo o que este representa — Mateus 28:19, 20.

      12. Como indica a Lei mosaica se os que têm a esperança de ser súditos terrestres do Reino de Deus têm de ajustar-se às elevadas normas que se aplicam ao Israel espiritual?

      12 Requer-se deles tanta fidelidade como a dos que são cristãos ungidos com o espírito. Sob a Lei mosaica, Jeová exigira que o “residente forasteiro” que adotasse a verdadeira adoração se enquadrasse na mesma lei obrigatória para Israel. (Números 15:15, 16) A relação entre eles não devia ser apenas a mera tolerância, mas o genuíno amor (Levítico 19:34) Do mesmo modo, os prefigurados pelos residentes forasteiros procuram harmonizar sua vida plenamente com os requisitos de Jeová e servir em amorosa união com os remanescentes do Israel espiritual — Isaías 61:5

      13. Que pormenores encontrados em Isaías 2:1-4 devemos tomar a peito, se quisermos sobreviver para a “nova terra”?

      13 Jeová, por meio de seu profeta Isaías, descreveu a multidão de pessoas desejosas de “todas as nações”, que hoje afluem à casa universal de adoração de Jeová. Ele predisse: “Muitos povos certamente irão e dirão: ‘Vinde, e subamos ao monte de Jeová, à casa do Deus de Jacó e ele nos instruirá sobre os seus caminhos e nós andaremos nas suas veredas.’” Em resultado disso, ‘forjaram das suas espadas relhas de arados’, e, mesmo no meio deste mundo dilacerado por lutas, ‘não aprendem mais a guerra.’ (Isaías 2:1-4) Vê a si mesmo no meio desta multidão feliz? Compartilha seu desejo de aprender os requisitos de Jeová, de aplicá-los na sua vida e de deixar de confiar em armas de guerra? Deus prometeu que uma grande multidão dos que adotam esse proceder sairá da grande tribulação’ como sobreviventes para a Sua “nova terra” pacífica. — Revelação 7:9, 10, 14; Salmo 46:8, 9.

  • Quem mostra o caminho para a libertação?
    Sobrevivência Para Uma Nova Terra
    • Capítulo 9

      Quem mostra o caminho para a libertação?

      1. (a) A que devemos sujeitar-nos para ser salvos durante a “grande tribulação”? (b) Como foi isto ilustrado pela maneira em que Deus usou Moisés?

      SOMENTE por aceitarmos a liderança de Jesus Cristo e por apresentarmos evidência convincente de que realmente o escutamos e que andamos nos seus passos podemos ser salvos deste mundo iníquo e ser preservados vivos durante a vindoura “grande tribulação”. (Atos 4:12) Isto foi bem ilustrado pelos acontecimentos que cercavam a libertação dos israelitas naturais da servidão no Egito, em 1513 AEC. Jeová levou Israel milagrosamente a salvo através do Mar Vermelho e destruiu o exército egípcio perseguidor. Em tudo isso, Deus usou Moisés para guiar seu povo. — Josué 24:5-7; Êxodo 3:10.

      2. (a) Quem era a “vasta mistura de gente” que partiu do Egito junto com Israel? (b) Sem dúvida, o que foi que atraiu muitos deles? (c) Em que questão foram logo postos à prova?

      2 Quando os israelitas saíram marchando do Egito, com a perspectiva de entrar na Terra da Promessa, outros se juntaram às suas fileiras. Conforme Moisés escreveu mais tarde: “Com eles subiu também uma vasta mistura de gente.” (Êxodo 12:38) Quem eram eles? Eram egípcios e outros estrangeiros que lançaram sua sorte com Israel. Haviam visto as pragas atemorizantes que Jeová trouxe sobre a opressiva nação egípcia para demonstrar que ele era o único Deus verdadeiro e que os deuses do Egito eram falsos, não podendo libertar os que os adoravam. Também, sem dúvida, o que ficaram sabendo dos israelitas da perspectiva de vida numa “terra que mana leite e mel” parecia-lhes algo bom. (Êxodo 3:7, 8; 12:12) Mas reconheciam também plenamente a Moisés como aquele que Deus suscitou para ser governante e libertador do Seu povo? Eles foram logo postos à prova. — Atos 7:34, 35.

      3. (a) Por que era vital seguir as orientações de Moisés? (b) Qual era o significado do ‘batismo em Moisés’? (c) Por que é isso importante para os israelitas espirituais?

      3 Quando Israel, junto com a “vasta mistura de gente”, se aproximava das margens do Mar Vermelho, o Rei do Egito e suas forças militares foram em perseguição deles para trazê-los de volta à escravidão. Para serem libertados, tinham de ficar juntos e seguir as orientações de Moisés, porque Jeová usava Moisés para guiá-los. Jeová, por meio duma nuvem sobrenatural, deteve o inimigo enquanto partia as águas do mar e secava o leito deste. Em nítido contraste com o que aconteceu depois com os egípcios, todo o Israel e a “vasta mistura de gente” escaparam junto com Moisés através do leito seco do mar. (Êxodo 14:9, 19-31) Enquanto marchavam através dele, com as águas do mar à sua direita e à sua esquerda, e a nuvem da presença de Deus por cima deles, ocorreu algo significativo. A Bíblia o chama de batismo — não um batismo literal em água, mas um simbólico, em Moisés, como profeta de Jeová, enviado por Ele para ser seu Libertador. (1 Coríntios 10:1, 2) Do mesmo modo, todos os israelitas espirituais que hão de sobreviver à destruição desde mundo iníquo precisam passar por um batismo similar em Cristo como libertador, e precisam dar evidência convincente de que aderem de perto à liderança dele. A hodierna “mistura de gente” precisa acompanhá-los.

      4. Quão grande é a autoridade que Jeová concedeu a Cristo?

      4 Jeová tem dado grande autoridade ao seu Filho, Jesus Cristo. Por meio deste, Deus tornou possível que fôssemos ‘livrados do atual iníquo sistema de coisas’, para não compartilharmos da horrível sorte deste. (Gálatas 1:3-5; 1 Tessalonicenses 1:9, 10) Jeová, por meio de Moisés, deu a Israel leis que afetavam as perspectivas imediatas de vida do povo. Quando eles obedeciam a essas leis, eram grandemente beneficiados. Mas algumas leis aplicavam também a pena de morte pela desobediência. Mais tarde, Jesus tornou-se profeta maior do que Moisés. O que ele ensinava eram “declarações de vida eterna”, e deixar de obedecer deliberadamente a essas declarações acarreta a morte da qual não há livramento. Portanto, quão importante é que tomemos a peito o que ele diz! — João 6:66-69; 3:36; Atos 3:19-23.

      5. O que torna a sujeição a Jesus tão atraente?

      5 A idéia de se sujeitar a um líder não parece desejável a alguns. Eles viram muitos abusos da autoridade. Mas as próprias palavras de Jesus refletem um espírito reconfortador. Ele nos convida cordialmente: “Vinde a mim, todos os que estais labutando e que estais sobrecarregados, e eu vos reanimarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, pois sou de temperamento brando e humilde de coração, e achareis revigoramento para as vossas almas. Pois o meu jugo é benévolo e minha carga é leve.” (Mateus 11:28-30) Que perspectiva atraente! Os que aceitam este convite cordial, depositando plena confiança nele, não ficarão desapontados. (Romanos 10:11) Terão uma segurança tal como a de ovelhas no rebanho dum pastor amoroso.

      O GENUÍNO PASTOR EXCELENTE

      6. (a) De que modo era a nação de Israel como ovelhas num aprisco? (b) Que promessa fez Jeová a respeito dum pastor para essas “ovelhas”, e como se cumpriu isso?

      6 A nação de Israel era como um rebanho de ovelhas pertencente a Jeová. Ele proveu o pacto da Lei, que era como os muros protetores dum aprisco, protegendo-os contra o modo de vida das ímpias nações gentias. Encaminhava também os acatadores ao Messias. (Efésios 2:14-16; Gálatas 3:24) Sobre esse Pastor-Rei messiânico, Jeová predisse: “Vou suscitar sobre [minhas ovelhas] um só pastor e ele terá de apascentá-las, sim, meu servo Davi.” (Ezequiel 34:23, 31) Isto não queria dizer que Davi, que já estava morto, reinaria de novo pessoalmente sobre o povo de Deus. Antes, Jeová suscitaria da linhagem real de Davi um pastor-rei por meio de quem Ele proveria segurança. (Jeremias 23:5, 6) Houve diversas ocasiões em que certos homens afirmavam falsamente ser o libertador messiânico, mas no ano 29 EC Jeová usou João, o Batizador, para apresentar Jesus Cristo às “ovelhas” de Israel como o único realmente enviado por Deus, o Messias com credenciais autênticas. Tratava-se do celestial Filho de Deus, cujo princípio de vida havia sido transferido para o ventre duma virgem judia, a fim de que nascesse na linhagem real de Davi. O nome Davi significa “amado”; portanto, após o batismo de Jesus em água, Jeová declarou apropriadamente, de modo audível, desde o céu: “Tu és meu Filho, o amado; eu te tenho aprovado.” — Marcos 1:11.

      7. (a) Como demonstrou Jesus, qual “pastor excelente” a profundidade de sua preocupação amorosa para com as “ovelhas”? (b) Como se contrasta isso com a conduta de anteriores messias falsos?

      7 Jesus disse, menos de quatro meses antes de sua morte: “Eu sou o pastor excelente; o pastor excelente entrega a sua alma em benefício das ovelhas.” (João 10:11) Ele contrastou seu papel com o dos falsos messias, que haviam surgido anteriormente, dizendo: “Quem não entra pela porta do aprisco das ovelhas, mas galga por outro lugar, esse é ladrão e saqueador. Mas, quem entra pela porta é pastor de ovelhas. Para este o porteiro abre, e as ovelhas escutam a sua voz, e ele chama por nome as suas próprias ovelhas e as conduz para fora. Tendo retirado todas as suas, vai na frente delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. De modo algum seguirão a um estranho, mas fugirão dele, porque não conhecem a voz de estranhos.” — João 10:1-5, 8.

      8. (a) A que novo “aprisco” conduziu Jesus os judeus que o seguiam? (b) Quantos tem ele levado a este aprisco?

      8 Os do aprisco judaico que acatavam a liderança do pacto da Lei aceitaram a Jesus como o Messias, quando João, o Batizador, como “porteiro”, o apresentou. Mostraram ser as “próprias ovelhas” de Jesus e ele os conduziu a um novo aprisco ou redil figurativo, pertencente a Jeová. Este aprisco representava uma relação favorecida com Jeová, à base do novo pacto, feito com o Israel espiritual e validado pelo sangue do próprio Jesus. Por meio deste pacto, tornou-se possível que obtivessem a vida celestial junto com Cristo qual “descendente” de Abraão, por meio de quem adviriam bênçãos para pessoas de todas as nações. (Hebreus 8:6; 9:24; 10:19-22; Gênesis 22:18) Jesus Cristo, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos e restabeleceu na vida celestial, é a “porta” deste aprisco do novo pacto. Em harmonia com o propósito de seu Pai, ele trouxe a este aprisco apenas um número limitado — só 144.000 — primeiro dentre os judeus, e mais tarde dentre os samaritanos e os gentios. Jesus, como o Pastor Excelente, conhece cada uma de suas ovelhas por nome, e dá-lhes amoroso cuidado e atenção pessoais. — João 10:7, 9; Revelação (Apocalipse) 14:1-3.

      9. Quem são as “outras ovelhas” mencionadas por Jesus, e quando são ajuntadas?

      9 No entanto, Jesus não limita seu pastoreio a este “pequeno rebanho” dos que obtêm o Reino celestial. (Lucas 12:32) Ele disse também: “Tenho outras ovelhas, que não são deste aprisco; a estas também tenho de trazer, e elas escutarão a minha voz e se tornarão um só rebanho, um só pastor.” (João 10:16) Quem são estes? São os que não estão no novo pacto; não são israelitas espirituais. São pessoas ajuntadas dentro da provisão de vida eterna na terra, feita por Jeová, à base da fé que exercem no valor sacrificial do sangue de Jesus. Muitas delas entram numa associação íntima com os membros do Israel espiritual agora, enquanto estes ainda estão na terra, e, junto com eles, voltam-se para Cristo qual Pastor Excelente. Aqueles, das “outras ovelhas”, que ainda estão vivos na terra e que agora se manifestam constituem a “grande multidão” de Revelação 7:9, 10, 14, e têm a perspectiva de sobreviver à vindoura grande tribulação.

      10. O que se requer para alguém ser uma destas “outras ovelhas”?

      10 Para alguém se enquadrar na descrição bíblica de tais “outras ovelhas” que são resguardadas e preservadas pelo Pastor Excelente, ele precisa ‘escutar’ a voz Deste e evidenciar que realmente faz parte do “um só rebanho”, que inclui os herdeiros genuínos do Reino celestial. Está fazendo isso? Com quanta atenção está escutando a voz dele?

      11. O que dará evidência de que realmente ‘escutamos’ o que Jesus disse em João 15:12?

      11 Sem dúvida, sabe que Jesus disse: “Este é o meu mandamento, que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.” (João 15:12) Como influi este mandamento na sua vida? Mostra o tipo de amor que Jesus exemplificou? É seu amor realmente abnegado? Evidenciam as suas ações e sentimentos tal amor para com todos na congregação cristã e para com os membros de sua própria família?

      12. (a) Se formos mesmo ‘ensinados por meio de Jesus’ quanta mudança causará isso em nós? (b) Portanto, que devemos fazer com as coisas que aprendemos da Bíblia?

      12 O apóstolo Paulo declarou que, se realmente ‘ouvirmos’ a Jesus e formos “ensinados por meio dele”, toda a nossa personalidade mudará. Poremos de lado a personalidade que se conforma com o nosso anterior modo de vida e revestir-nos-emos da “nova personalidade”, que reflete as excelentes qualidades de Jeová. (Efésios 4:17-24; Colossenses 3:8-14) Quando estuda a Bíblia, está pensando seriamente nos pontos em que você pessoalmente precisa fazer ajustes para agradar a Deus? Está fazendo conscienciosamente tais mudanças? Nota a obra vital que Jesus mandou fazer em nossos dias — a pregação das boas novas do Reino estabelecido de Deus — e está procurando meios de participar nisso? Será que o apreço pela benignidade imerecida de Deus para com você suscita no seu coração o desejo de fazer isso? — Mateus 24:14.

      13. (a) Se não tivermos cuidado, como poderíamos ser desencaminhados pelo nosso coração? (b) Então, até que ponto temos de seguir os passos de Cristo?

      13 Temos de ter cuidado para não permitir que nosso coração nos desencaminhe. Milhões de pessoas professam crer em Jesus Cristo, e talvez possam até mesmo citar algumas das coisas que ele ensinou, mas aplicam apenas o que acham conveniente. Alguns talvez evitem adotar uma conduta que consideram flagrantemente errada. A perspectiva de vida na terra paradisíaca, sob o Reino de Deus, pode parecer-lhes boa, e talvez gostem agora de se associar com os que sinceramente se esforçam a aplicar princípios cristãos na sua vida. Mas, se quisermos estar entre aqueles que sobreviverão para a “nova terra”, teremos de escutar com atenção tudo o que Jesus diz. É vital reconhecer que nós mesmos não podemos com bom êxito dirigir os nossos próprios passos. Temos de escutar o Filho de Deus, aquele que foi comissionado por Jeová como Libertador de Seu povo, e andar cuidadosamente nos seus passos. — Jeremias 10:23; Mateus 7:21-27; 1 Pedro 2:21.

  • “Não terão mais fome”
    Sobrevivência Para Uma Nova Terra
    • Capítulo 10

      “Não terão mais fome”

      1. Quão séria é a preocupação mundial com os alimentos?

      UM DOS principais problemas com que o mundo se confronta hoje está relacionado com os alimentos. Os preços elevados causam dificuldades a muitos. Outros confrontam-se com a própria inanição. Noticiou-se há pouco tempo que cada ano 40 milhões de pessoas — em alguns anos tantas quantas 50 milhões — morrem por não conseguir o alimento de que necessitam. Cerca de dez vezes mais delas sofre de desnutrição. Embora alguns países produzam muito mais do que sua população pode consumir, a rivalidade política e a ganância comercial muitas vezes frustram os esforços de colocar os excedentes à disposição daqueles que mais precisam deles. — Veja Revelação (Apocalipse) 6:5, 6.

      2. Por que é que pessoas, mesmo em países onde há abundância, têm motivos de preocupação?

      2 Mesmo os países que parecem ter abundância se confrontam com um futuro perturbador. Por quê? Os métodos atuais de lavoura muitas vezes dependem do petróleo, e o suprimento global deste não é ilimitado. A grande dependência de fertilizantes comerciais está poluindo seus suprimentos de água. O uso excessivo de pesticidas, com o objetivo de proteger as safras, também está destruindo organismos de que a produtividade futura do solo depende. Em quase cada campo de empenho humano, os problemas sérios continuam a multiplicar-se. Aurelio Peccei, presidente dum foro internacional de intelectuais, comparou o mundo a “uma bala que ricocheteia, virando de uma calamidade para outra”. Será que é ser realístico basear as esperanças quanto ao futuro num mundo com tais antecedentes? — Jeremias 10:23; Provérbios 14:12.

      3. Quem pode garantir abundância de alimentos para toda a humanidade, e o que dá a você tal confiança?

      3 Milhões de pessoas, sensatamente, reconheceram a necessidade que têm da ajuda que só Deus pode prover. Tendo examinado as profecias bíblicas, sabem que Jeová Deus já entronizou seu Filho celestial, Jesus Cristo, e lhe deu toda a terra como sua propriedade. (Salmo 2:7, 8) Ele tem a sabedoria e a capacidade de garantir que toda a humanidade seja generosamente suprida dos produtos da terra. (Salmo 72:7, 8, 16; Colossenses 1:15-17) Quando o atual sistema egoísta tiver sido removido, Cristo dirigirá os esforços dos sobreviventes humanos no sentido de que toda a terra se torne um Paraíso frutífero.

      4. O que temos de fazer agora, para tirar proveito de tais provisões físicas?

      4 Os eternamente beneficiados pelo seu governo, porém, são os que discernem que o homem não vive só de pão, pessoas que apreciam valores espirituais e reconhecem a necessidade vital de derivar força por aprenderem e fazerem a vontade de Deus. A Bíblia destaca repetidas vezes a importância disso. (João 4:34; 6:27; Jeremias 15:16) Jesus enfatizou isso ao dizer: “Está escrito: ‘O homem tem de viver, não somente de pão, mas de cada pronunciação procedente da boca de Jeová.’” (Mateus 4:4) Precisamos agora de tal alimento espiritual, se havemos de sobreviver ao fim do mundo atual. Como podemos obtê-lo foi ilustrado para nós no relato bíblico a respeito de José e seus irmãos.

      “IDE A JOSÉ”

      5. Como aconteceu que José passou a ser escravo no Egito?

      5 Deus deu a José, bisneto de Abraão, uns sonhos que indicavam que José teria um papel de destaque na vida. Por causa disso, bem como pelo fato de que ele era especialmente amado pelo seu pai, os dez meios-irmãos de José o odiavam. Tramaram matá-lo, mas finalmente o venderam como escravo, e ele foi levado ao Egito. Como se ia cumprir então o propósito de Deus para com José? — Gênesis 37:3-11, 28.

      6. (a) Como foi José trazido à atenção de Faraó? (b) Quais foram os sonhos que perturbaram Faraó?

      6 Quando José tinha 30 anos de idade, Jeová fez com que Faraó, o governante do Egito, tivesse dois sonhos, que o perturbaram. No primeiro, ele viu sete vacas “de aparência bela e de carnes gordas”, mas também mais sete vacas “de aparência feia e de carnes magras”. As vacas magras passaram a consumir as gordas. Em outro sonho, Faraó viu sete espigas numa só haste, “grossas e boas”, e mais sete espigas que eram “mirradas e abrasadas pelo vento oriental”. Novamente, as mirradas consumiram as grossas. O que significava tudo isso? Nenhum dos sábios do Egito pôde interpretar estes sonhos. Mas o copeiro de Faraó lembrou-se de que, quando estivera na prisão, outro preso, José, havia interpretado corretamente uns sonhos. Faraó prontamente mandou chamar José. — Gênesis 41:1-15.

      7. (a) Como se tornou José administrador de alimentos para o Egito? (b) Quando a fome se tornou severa, o que fizeram os egípcios para continuar vivos?

      7 Não reivindicando nenhum mérito para si mesmo, José disse a Faraó: “O sonho de Faraó é apenas um só. O que o verdadeiro Deus está fazendo, ele tem comunicado a Faraó.” (Gênesis 41:16, 25) José explicou que o segundo sonho significava o mesmo que o primeiro e destacava a certeza de sua realização. Sete anos de fartura no Egito seriam seguidos por sete anos de fome. Ele aconselhou a Faraó que encarregasse um homem capaz da armazenagem de cereais durante os anos de fartura, em preparação para a fome. Faraó reconhecendo que evidentemente o próprio Deus havia revelado tudo isso a José, nomeou José como administrador de alimentos, dando-lhe no Egito uma autoridade apenas secundária à do próprio Faraó. Assim como fora predito, vieram sete anos de extraordinária fartura, e José mandou armazenar enormes quantidades de gêneros alimentícios. Depois, a predita fome apertou o país. Quando o povo pediu pão a Faraó este respondeu: “Ide a José. O que ele vos disser, isso haveis de fazer.” Assim, José vendeu-lhes cereais — primeiro pagos com dinheiro, depois com o gado deles, e finalmente em troca deles mesmos e de sua terra. Para continuarem vivos, tiveram de entregar-se completamente para o serviço de Faraó. — Gênesis 41:26-49, 53-56; 47:13-26.

      8. (a) Para obter os necessários alimentos, o que se exigiu dos meios-irmãos de José? (b) Por que se preservou o registro disso?

      8 A fome afetou também outros países em volta do Egito. Por fim, até mesmo os meios-irmãos de José desceram de Canaã. Haviam-se passado mais de 20 anos desde que o venderam à escravidão, e eles não o reconheceram. Curvaram-se diante dele, assim como os sonhos de José já predisseram há muito, e procuraram obter alimentos. (Gênesis 37:6, 7; 42:5-7) Com habilidade, José os pôs à prova e obteve evidência convincente de que sua atitude para com ele e seu pai havia de fato mudado. Finalmente, ele se identificou e explicou que fora realmente “para a preservação de vida” que Deus o enviara ao Egito na frente deles. Sob a sua orientação, mudaram-se com o seu pai e suas famílias para o Egito. (Gênesis 45:1-11) Tudo isso foi registrado para nosso benefício, e seu significado profético envolve acontecimentos dos nossos dias. — Romanos 15:4.

      SACIEMOS AGORA NOSSA FOME E NOSSA SEDE

      9. (a) Qual é a causa da fome espiritual hoje existente no mundo? (b) Por que é esta uma das causas básicas dos problemas da humanidade?

      9 Uma das causas básicas dos problemas da humanidade é a fome espiritual. Visto que os homens abandonaram a Jeová, ele não os favorece com o entendimento de sua Palavra, e, em resultado disso, eles sofrem “fome, não de pão, e uma sede, não de água, mas de se ouvirem as palavras de Jeová”. (Amós 8:11) As pessoas espiritualmente famintas procuram obter respostas a perguntas vitais como as seguintes: Qual é o significado da vida? Por que morrem as pessoas? Há realmente qualquer esperança quanto ao futuro? Atordoadas pela fome espiritual, tais pessoas amiúde prejudicam a si mesmas e a outros, ao passo que se empenham em conduta imoral e criminosa para satisfazer seus anseios.

      10. (a) Que condição existe entre os servos de Jeová, em cumprimento de Isaías 65:13, 14? (b) Quando ocorrem esses períodos de fome espiritual e de abundância espiritual?

      10 Em contraste com isso, Jeová tem dado abundância espiritual aos seus servos leais, e entre estes existe genuíno amor. Abriu ao entendimento deles satisfatórias verdades espirituais na sua Palavra inspirada e deu-lhes um trabalho a fazer como suas testemunhas. Eles compartilham de bom grado essas verdades com outros espiritualmente famintos, que procuram a vida numa relação com Deus. (Isaías 65:13, 14; Lucas 6:21) Lá no antigo Egito, os sete anos de fome seguiram-se aos sete de fartura. Mas nos nossos dias, os períodos de fome espiritual e de abundância espiritual são concomitantes.

      11. (a) Quem foi retratado por Faraó e quem por José e por que é assim? (b) Em que sentido é o proceder adotado pela “grande multidão” similar ao dos egípcios famintos?

      11 Hoje em dia, o governante não é Faraó. Jeová Deus, o Faraó Maior, é o Soberano Universal. Ele concedeu a Jesus Cristo uma autoridade secundária apenas à sua própria. Jesus, como o José Maior, é Aquele a quem Jeová confiou a responsabilidade de distribuir alimento espiritual sustentador da vida. As filosofias religiosas e seculares do mundo deixaram a humanidade com uma atormentadora fome espiritual. Os homens só podem ser sustentados por se voltarem para Jesus Cristo e obterem alimento espiritual da maneira como ele orienta. Milhões de pessoas, retratadas pelos egípcios famintos, estão fazendo isso. Por meio de Jesus Cristo, dedicam-se plenamente a Jeová para todo o sempre, e assim estão incluídos na grande multidão de prospectivos sobreviventes do vindouro dia da ira divina.

      12. (a) Como é que Jesus, no céu, torna disponível o alimento espiritual para nós aqui na terra? (b) O que convence você da identidade do “escravo fiel e discreto”?

      12 Mas Jesus está no céu. Como fornece ele alimento espiritual para nos beneficiar aqui na terra? Ele predisse que faria isso por meio de seu “escravo fiel e discreto”. (Mateus 24:45-47) Trata-se dum “escravo” composto, constituído de sua congregação de ungidos pelo espírito enquanto ainda na terra. (Veja Isaías 43:10.) Um restante destes ainda está no cenário terrestre. Esta verdadeira congregação cristã é facilmente identificável por se compararem os seus ensinos e as suas práticas com a Bíblia. Ela ensina genuinamente aquilo que Jesus mandou. Portanto, não está envolvida nos assuntos políticos do mundo, mas todos os seus membros são proclamadores públicos do Reino de Deus. Não estão espalhados entre as seitas da cristandade. Estão unidos, assim como Jesus disse que estariam — todos eles Testemunhas de Jeová, em imitação de seu Senhor. (Veja João 17:16, 20, 21; Mateus 24:14; 28:19, 20; Revelação 1:5.) Usufruem abundância espiritual e estão dispostos a compartilhá-la com outros.

      13. (a) Como têm muitos demonstrado ser semelhantes aos dez meios-irmãos de José? (b) Como podemos todos nós tirar proveito do alimento espiritual provido por Cristo mediante a classe do “escravo”?

      13 Muitos estão zombando desses cristãos ungidos, dizendo: ‘Acham que são melhores que nós? Acham que são os únicos que têm razão?’ Mas, com o tempo, alguns passam a reconhecer humildemente que Jeová tem realmente testemunhas na terra e que estas proclamam mesmo a Sua palavra. Chegam a reconhecer que a Bíblia mostra que haveria apenas uma só congregação cristã verdadeira e que seus membros estariam unidos. (Efésios 4:5; Romanos 12:5) Um exame honesto e humilde dos fatos conduziu-os a esta organização. Os dez meios-irmãos de José prefiguravam pessoas que anteriormente haviam perseguido os seguidores ungidos de Jesus ou os que deram apoio moral a tais perseguidores, mas agora demonstram uma genuína mudança de coração. (João 13:20) Aceitam com gratidão o alimento espiritual provido por Jesus Cristo por meio da classe de seu “escravo fiel”. Obtêm força espiritual ao se alimentarem das verdades bíblicas consideradas nas publicações da Torre de Vigia, ao assistirem regularmente às reuniões das Testemunhas de Jeová e ao participarem ativamente em fazer a vontade de Deus. É você uma destas pessoas humildes? — Hebreus 10:23-25; veja João 4:34.

      14. Que condições espirituais são hoje usufruídas pelos que vivem em harmonia com os princípios aprendidos deste drama bíblico?

      14 Um revigoramento alegre está sendo usufruído por todos os que assim colocam amorosamente sua vida à disposição de seu Criador, por meio de Jesus Cristo. Em sentido espiritual, “não terão mais fome, nem terão mais sede, . . . porque o Cordeiro [Jesus Cristo], que está no meio do trono, os pastoreará e os guiará a fontes de águas da vida.” — Revelação 7:16, 17; Isaías 25:6-9.

  • “Fugi do meio de Babilônia”
    Sobrevivência Para Uma Nova Terra
    • Capítulo 11

      “Fugi do meio de Babilônia”

      1. (a) Como podemos saber que espécie de adoração agrada a Deus? (b) Deus nos exorta a fugir de quê?

      MUITOS passaram de uma religião para outra na busca de respostas satisfatórias às suas perguntas sobre a vida. Encontram certas similaridades em crenças e em práticas, mas também muitas diferenças. Mas só se pode ter certeza das respostas certas e das práticas que realmente agradam a Deus quando se usa a Palavra do próprio Deus por guia. O Criador, por meio da Bíblia, familiariza-nos consigo mesmo e com o seu propósito. Expõe também para nós as raízes da adoração falsa. Nisso ele nos adverte contra o que descreve como “Babilônia, a Grande”, e exorta-nos a ‘fugir’ do meio dela. Acatou você esta advertência? — Revelação (Apocalipse) 18:4, 21; Jeremias 51:6.

      2. O que é “Babilônia, a Grande”?

      2 O que é “Babilônia, a Grande”? Encaradas de modo coletivo, todas as religiões que advogam atitudes, crenças e costumes que têm raízes na religião da antiga Babilônia constituem Babilônia, a Grande. As características identificadoras dela, portanto, podem ser determinadas pelo exame da origem e da religião da própria antiga Babilônia.

      3. (a) Como teve início a antiga Babilônia e que espírito foi promovido pelo seu fundador? (b) Como se reflete este espírito nas religiões hoje em dia?

      3 Bem mais de um século após o Dilúvio dos dias de Noé, construiu-se a cidade de Babel (mais tarde chamada Babilônia) em torno duma torre — projeto que, pelo visto, foi promovido por Ninrode. Este Ninrode estimulou nos seus associados um espírito de rebeldia contra Jeová e o desejo de procurar destaque para si mesmos. (Gênesis 10:9, 10; 11:1-9) Notou tal espírito hoje em dia — a desconsideração à Palavra de Deus, mesmo por parte daqueles que afirmam ser religiosos, e o uso da religião para chamar atenção para si mesmo ou mesmo para obter destaque?

      4. Como deturpou a religião babilônica a verdade sobre o próprio Deus?

      4 Tríades de deuses tinham destaque na religião babilônica. Havia uma tríade ou trindade composta por Anu, Bel e Ea; outra incluía Sin, Samas e Istar. Além disso, os lugares de adoração em Babilônia estavam cheios de imagens. Tudo isso desviava a atenção de haver um único Deus verdadeiro cujo nome é Jeová. (Deuteronômio 4:39; João 17:3) As qualidades e a conduta atribuídas aos seus deuses, junto com o uso das imagens sem vida, deu a muitos o conceito distorcido sobre o Criador. — Jeremias 10:10, 14; 50:1, 38; 1 Coríntios 10:14, 19-22.

      5. (a) De que modo era a crença babilônica quanto à morte realmente um embelezamento da mentira que Satanás pregou a Eva? (b) A que outros ensinos levou isso?

      5 Os babilônios acreditavam que a morte era apenas uma passagem para outra espécie de vida, mas isso contradizia o que Deus dissera aos nossos primeiros pais. Os filósofos gregos ampliaram esta idéia, dizendo que os humanos têm uma alma imortal. A primeira mentira do Diabo foi que, se Adão e Eva desobedecessem a Deus, eles ‘positivamente não morreriam’ na carne. Dizia-se então às pessoas que aquilo que vivia para sempre era uma parte interna delas, que não podiam ver. Este ensino falso levou à crença no fogo do inferno, no purgatório, no culto aos antepassados e a muitas outras coisas. — Gênesis 3:1-5; Eclesiastes 9:5, 10; Ezequiel 18:4.

      6. (a) Que outras práticas costumeiras hoje têm suas raízes na religião babilônica? (b) Quão sério é isso?

      6 A religião babilônica incluía também a prática da astrologia, a adivinhação, a magia e a feitiçaria, coisas pelas quais as pessoas têm procurado obter orientação sobrenatural, que pudesse ser usada para enriquecê-las ou para controlarem outros. (Daniel 2:27; Ezequiel 21:21) Como são comuns tais práticas hoje em dia, embora a Bíblia advirta contra todas elas! As pessoas, por se empenharem nelas, têm feito diretamente o jogo de espíritos demoníacos, que demandam um preço cruel pelos favores que concedem. Deuteronômio 18:10-12; Isaías 8:19; Atos 16:16; Revelação 18:21, 23.

      7. Que evidência observa você no sentido de que Babilônia, a Grande, (a) mantém relações ilícitas com governantes políticos, (b) tem grande riqueza e (c) é responsável por derramamento de sangue?

      7 A Bíblia, identificando adicionalmente Babilônia, a Grande, fala sobre as relações ilícitas desta com governantes políticos, sobre a riqueza dela e sua responsabilidade pelo derramamento de sangue, inclusive o de verdadeiros servos de Deus. (Revelação 17:1-6; 18:24) Os antecedentes das religiões do mundo, neste respeito, são bem conhecidos.

      QUÃO GRANDE É SEU AMOR À VERDADE?

      8. Quem, realmente, é o deus de Babilônia, a Grande?

      8 Quando alguém pertence a alguma parte de Babilônia, a Grande, quando participa nas celebrações dela ou imita seus modos de agir, quem é honrado com isso? Certamente não é Jeová. Antes, tal pessoa, na realidade, se curva diante do “deus deste sistema de coisas”, aquele que tem cegado a mente da humanidade — 2 Coríntios 4:4.

      9. Como foi possível que Satanás desencaminhasse tantas pessoas em matéria de religião?

      9 Mas, como foi possível que tantos fossem desencaminhados desta maneira? A Bíblia responde que se tornaram vítimas do laço de Satanás “por não terem aceito o amor da verdade”. (2 Tessalonicenses 2:9-12) Isto não nos deve surpreender. Quantos você conhece que sempre falam a verdade — em casa, no serviço, ou quando confrontados com as suas próprias faltas? Quando se lhes mostra o que a Bíblia, a palavra de verdade de Deus, diz, quantos estão dispostos a abandonar suas anteriores crenças ou costumes, ou até mesmo mudar de modo de vida, para se harmonizar com ela? Está você disposto a isso?

      10. (a) Que espécie de pessoas está procurando Jeová? (b) Como podemos mostrar que somos desse tipo de pessoas?

      10 Jeová está procurando pessoas que têm tal amor à verdade. Ele mesmo é o “Deus da verdade”. (Salmo 31:5) Os ensinos de sua Palavra não são mera imaginação. São a verdade. Jesus disse a certa mulher em Samaria: “Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai com espírito e verdade, pois, deveras, o Pai está procurando a tais para o adorarem. Deus é Espírito, e os que o adoram têm de adorá-lo com espírito e verdade.” (João 4:23, 24) É tal tipo de pessoa que você quer ser?

      A PROVISÃO DE LIBERTAÇÃO POR PARTE DE DEUS

      11. (a) O que foi predito em Isaías 49:8, 9? (b) Quando teve isso seu primeiro cumprimento? (c) Por que nos interessa isso?

      11 Com o fim de prover-nos orientação, Jeová, há muito, fez registrar na Bíblia uma promessa de libertação das garras do controle opressivo de Babilônia. Ela teve cumprimento quando Ciro, o Grande, libertou os judeus, bem como os netineus não-israelitas, para que pudessem voltar para Jerusalém, a fim de reconstruir o templo de Jeová. Mas isso não era tudo. O que aconteceu naquele tempo indicava uma libertação adicional por meio do Ciro Maior, o Senhor Jesus Cristo. Seguirmos a orientação dele protege-nos contra sermos desencaminhados por homens que só querem ter destaque. É em especial a Jesus que se aplicava a profecia que diz: “Assim disse Jeová: ‘Num tempo de boa vontade te respondi e num dia de salvação te ajudei; e eu te estive resguardando para te dar como pacto para o povo, para reabilitar a terra, para fazer que se reentre na posse das desoladas propriedades hereditárias, para dizer aos presos: “Saí!”, aos que estão em escuridão: Revelai-vos!”’” (Isaías 49:8, 9) Como se cumpriu isso em Jesus?

      12. (a) Como se cumpriu esta profecia em Jesus? (Lucas 4:16-18) (b) Que encorajamento nos dá isso?

      12 Jeová respondia às orações de Jesus. Ajudava e protegia seu Filho Jesus, ao passo que este expunha corajosamente a falsidade religiosa e divulgava ‘a verdade que libertaria os homens’. (João 8:32) Apesar de esforços satânicos para destruir Jesus, Jeová preservou seu Filho até que a obra deste na terra estivesse terminada. Daí, ele ressuscitou Jesus para a vida imortal no céu, a fim de que continuasse ali a sua obra de libertação. Deus proveu-o como “pacto” ou garantia de haver uma libertação das pessoas da servidão a Babilônia, a Grande. Com a mesma certeza com que no céu existe o ressuscitado e glorificado Jesus Cristo, também é certo que pessoas de coração reto serão libertas da escuridão religiosa de Babilônia, a Grande. Beneficiar-se-á você com esta libertação?

      13. A partir de 36 EC, como mostrou Jesus ser “luz das nações”?

      13 Quanto ao alcance desta libertação, Jeová predisse: “Eu te dei também por luz das nações, para que a minha salvação viesse a existir até a extremidade da terra.” (Isaías 49:6) Portanto, em 36 EC, gentios, ou pessoas de nações não-judaicas, começaram a ser admitidas na congregação do Israel espiritual. No entanto, o acréscimo de gentios à congregação cristã ungida com o espírito não era o pleno alcance em que Jesus serviria como “luz das nações”.

      14. (a) Para quem mais, dentre as “nações” devia Jesus ser uma luz? (b) Esses foram prefigurados por que grupos que partiram da antiga Babilônia? (c) Que bênçãos espirituais já usufruem tais, em cumprimento de Isaías 49:10?

      14 Jesus sabia que ajuntaria também “outras ovelhas”, que usufruiriam a vida eterna na terra. (João 10:16) Estas foram prefiguradas pelos netineus não-israelitas e pelos filhos dos servos de Salomão, que se juntaram aos judeus em 537 AEC no seu êxodo de Babilônia. (Esdras 2:1, 43-58) Nos tempos modernos, já uma grande multidão de tais pessoas têm acatado a ordem de ‘sair’ de Babilônia, a Grande. Elas usufruem agora as revigorantes bênçãos espirituais preditas em Isaías 49:10: “Não terão fome, nem terão sede, nem se abaterá sobre eles o calor abrasador ou o sol. Porque Aquele que se apieda deles os guiará e os conduzirá junto às fontes de água.” Em Revelação 7:9, 16, 17, essas bênçãos são apropriadamente aplicadas à “grande multidão” de “outras ovelhas”.

      “SAÍ DELA, POVO MEU”

      15. Por que insta a Bíblia com os que querem ser do povo de Deus que saiam de Babilônia, a Grande?

      15 Numa visão inspirada mostrou-se ao apóstolo João o que a execução do julgamento de Deus significaria para Babilônia, a Grande. Em vista da certeza desta execução, um anjo, falando por Deus, instava desde o céu: “Saí dela, povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte das suas pragas. Pois os pecados dela acumularam-se até o céu, e Deus se lembrou dos atos injustos dela.” — Revelação 18:4, 5.

      16. O que poderá dar indício de que realmente acatamos essa ordem?

      16 Os membros do Israel espiritual acataram esta ordem, e agora exortam outros a fazer o mesmo. Sabem que não se pode agradar a Deus misturando a adoração verdadeira com a falsa. Caso alguém se associe com as Testemunhas de Jeová, mas ainda não tiver cortado seus vínculos com Babilônia, a Grande, poderá dizer que não faz parte dela? Mesmo que ele nunca assistisse aos ofícios religiosos dela, mas se participasse no seu lugar de trabalho ou com seus parentes na celebração dos feriados religiosos dela, ainda estaria tocando em coisa imunda. (Isaías 52:11) Se ele participar em tradições de família que refletem a crença na imortalidade da alma ou o medo supersticioso de espíritos maus, ele ainda está participando nos pecados dela. Não podemos continuar indecisos. Se cremos que Jeová é o verdadeiro Deus, então temos de servir somente a ele. — 1 Reis 18:21.

      17. (a) Conforme mostrado em Revelação 14:6, 7, a que se convida as pessoas em toda a parte? (b) Para adorarem a Jeová de maneira aceitável, a que outra ordem terão de obedecer?

      17 Faz-se agora a pessoas de todas as nações, tribos e línguas o convite atraente: Participe na adoração de Jeová, o único Deus verdadeiro! (Revelação 14:6, 7) Para fazer isso, também terá de imitar os antigos servos de Deus, que acataram a ordem: “Fugi do meio de Babilônia e ponde cada um a sua própria alma a salvo.” — Jeremias 51:6.

  • Identificados para a destruição ou para a sobrevivência?
    Sobrevivência Para Uma Nova Terra
    • Capítulo 12

      Identificados para a destruição ou para a sobrevivência?

      1. Que perguntas nos incentiva esta lição a considerar?

      A SITUAÇÃO religiosa hoje existente requer que mostremos o que realmente temos no coração. Amamos realmente a Jeová e seu modo de proceder? Somos semelhantes a seu Filho, Jesus Cristo, a quem se disse: “Amaste a justiça e odiaste o que é contra a lei”? (Hebreus 1:9) Estamos dispostos a mostrar isso abertamente, para que outros saibam a nossa posição? O registro bíblico a respeito de Jeú e Jonadabe, filho de Recabe, ajuda-nos a examinar a nossa posição.

      2. Quem eram Jeú e Jonadabe?

      2 No décimo século AEC, Jeú foi ungido para ser Rei sobre o reino de dez tribos de Israel, cuja capital era Samaria. Ele foi comissionado a destruir todos os que pertenciam à casa iníqua do Rei Acabe, que incluía a rainha Jezabel, a qual havia promovido a adoração de Baal em Israel e se havia empenhado a erradicar a adoração de Jeová. Jonadabe, queneu (portanto, não israelita), sem dúvida estava a par do programa de execução a ser realizado por Jeú quando foi ao encontro dele. Mas, quão forte era o amor de Jonadabe a Jeová? Identificar-se-ia abertamente como alguém que cria firmemente que apenas Jeová, o verdadeiro Deus, devia ser adorado?

      “É TEU CORAÇÃO RETO PARA COMIGO?”

      3. Como tornou Jonadabe público a sua posição para com a adoração de Jeová?

      3 Depois de os dois homens terem trocado cumprimentos, Jeú pediu que Jonadabe esclarecesse a sua posição. “É teu coração reto para comigo”, perguntou Jeú, “assim como o meu próprio coração é para com o teu coração?” Jonadabe respondeu sem hesitação: “É.” “Se é, dá-me deveras a tua mão”, replicou Jeú. Assim, fez subir Jonadabe no seu carro e disse: “Vem deveras comigo e vê como não tolero rivalidade para com Jeová.” Jonadabe não recuou em temor. — 2 Reis 10:15, 16; veja Deuteronômio 6:13-15.

      4, 5. (a) Como fez Jeú que os adoradores de Baal se identificassem? (b) Que ação tomou então Jeú, e onde estava Jonadabe? (c) Qual é a sua reação diante da destruição dos adoradores de Baal?

      4 Chegando a Samaria, Jeú tomou medidas que obrigariam todos os que adoravam Baal a identificar-se. Os profetas, os sacerdotes e todos os adoradores de Baal foram convocados para um grande sacrifício na casa de Baal. Foram avisados de que todos os que deixassem de comparecer perderiam a vida. Jeú mandou distribuir vestimentas a serem usadas por todos os adoradores de Baal para ficarem claramente identificados. Todos os que afirmassem também adorar a Jeová viram-se assim obrigados a revelar a quem realmente serviam. Parecia ser uma ocasião gloriosa para Baal e para Satanás, o Diabo, o deus falso a quem Baal realmente representava.

      5 Não era lugar para os verdadeiros adoradores de Jeová. Fez-se uma busca para certificar-se de que apenas os adoradores de Baal estivessem presentes. Daí começou a cerimônia. No ínterim, os homens de Jeú, lá fora, preparavam-se, e, ao sinal dele, entraram em ação. “Golpeai-os! Não deixeis sair nem sequer um”, ordenou ele. Todos os adoradores de Baal foram destruídos. A casa de Baal foi derrubada. “Assim aniquilou Jeú a Baal em Israel.” Jonadabe estava ao lado de Jeú para presenciar esses acontecimentos. (2 Reis 10:18-28) Como reage você àquilo que ocorreu ali? Embora nenhum de nós se agrade da morte de outros, nem mesmo de iníquos, sabemos avaliar

Publicações em Português (1950-2026)
Sair
Login
  • Português (Brasil)
  • Compartilhar
  • Preferências
  • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Configurações de Privacidade
  • JW.ORG
  • Login
Compartilhar