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  • Segurança — o alvo esquivo!
    Despertai! — 1979 | 22 de maio
    • Segurança — o alvo esquivo!

      “UMA das mais graves quebras da segurança da embaixada em muitos anos.” Essa foi a descrição do equipamento eletrônico de espionagem descoberto na Embaixada dos Estados Unidos em Moscou, em maio de 1978. Os diplomatas só podem fazer especulações quanto à quantidade de informações secretas monitoradas pelo aparelho receptor, em forma de um prato, oculto por tempo desconhecido num velho tubo de chaminé.

      Para a grande maioria das pessoas, naturalmente, tais assuntos da alta segurança do estado não são preocupações diárias. Os assuntos de segurança pessoal mais imediatos, porém, certamente que o são. Como é sua vida influenciada pela busca de segurança?

      Segurança Pessoal

      Talvez tenha feito um seguro de vida para trazer certa medida de segurança à sua família, no caso de sua morte. Conhece, também, pessoas que investiram em imóveis ou em outros valores—metais preciosos, pedras preciosas, moedas antigas, obras de arte, ou até mesmo em selos postais—como segurança em face da inflação. Para onde quer que olhe, as pessoas se empenham arduamente em obter segurança financeira para elas próprias e suas famílias, de todo modo possível, mas nem sempre com êxito.

      Em adição, cada dia, de modos práticos, relacionamo-nos automaticamente com a consciência da segurança. Examine por um instante seu próprio padrão de vida.

      De quantas fechaduras e ferrolhos precisa cuidar antes de sair de casa? Constituem apenas parte de uma precaução elementar de segurança. Mesmo assim, calculadamente um quarto de milhão de casas são arrombadas e assaltadas cada ano, apenas nas Ilhas Britânicas.

      Destranca seu carro, que talvez esteja ele mesmo trancado numa garagem, antes de poder dirigi-lo. Quando anda em público, segura sua carteira ou bolsa da melhor forma possível, para precaver-se contra os ladrões. Antes de iniciar seu dia de trabalho, precisa mostrar um ‘passe de segurança’para entrar numa fábrica, num conjunto de escritórios, como fazem muitos?

      Talvez prefira levar seus filhos de carro para a escola e apanhá-los na volta, também, porque ‘é mais seguro fazer isso’. Quando volta para casa, aventura-se a sair sozinho à noite, sem algum meio de proteção, ou abriria sua porta antes de verificar quem é o visitante?

      Na Nigéria e em outros países africanos, as pessoas de todas as rodas da vida possuem aberta, e também secretamente, alguma espécie de fetiche como meio de proteção pessoal. Estes encantamentos são usados como salvaguarda contra a feitiçaria ou o perigo, e para trazer êxito nos negócios, na lavoura e na caça.

      Os visitantes da Nigéria observam que a maioria dos anfitriões abrem as garrafas de bebidas na frente de seus convidados, porque poucos nigerianos beberiam voluntariamente de uma garrafa que já estivesse aberta. Qual o motivo? O temor de serem envenenados com feitiçaria! Mas a pessoa que possui um fetiche se sentirá completamente segura contra tal mal. Efetivamente, com seu fetiche, sentir-se-á mais protegida do que se estivesse cercada por uma guarda armada.

      Tais exemplos (e poderá pensar em muitos outros) são acontecimentos cotidianos que agora são tidos como corriqueiros. Todavia, é uma realidade da vida que a segurança pessoal nunca é tão facilmente conseguida.

      ‘Nova Indústria Crescente’

      Nos anos recentes, a segurança veio a ser reconhecida como nova ‘indústria crescente’. Da proliferação de lojas que estocam fechaduras, ferrolhos e trancas de segurança, aos alarmas e sistemas de monitoração mais sofisticados, conforme os empregados para reduzir os roubos de lojas, há um surto de vendas. E, caso não deseje comprar uma das muitas raças especialmente treinadas de cães para guardar sua propriedade, é agora possível comprar um cassete que grava os latidos ferozes dum cão. O gravador, conectado com a campainha da porta, toca de imediato quando se aperta sua campainha.

      Além disso, mundialmente, o número de firmas de segurança que empregam guardas treinados (e freqüentemente armados) subiu dramaticamente. Isto moveu o Parlamento a propor uma legislação especial para reforçar a segurança pessoal nas Ilhas Britânicas, que agora emprega quase duas vezes mais homens e mulheres que as forças policiais. Pensa-se que esta nova indústria tem um papel chave a desempenhar em contribuir para a redução do crime e para a manutenção da segurança.

      O crime, às vezes organizado em escala internacional, e conectado com seqüestros de aviões e de pessoas, também alarmou recentemente o mundo dos seguros de forma incomum.

      Depois do seqüestro do filho de Lindbergh, nos EUA, no ano de 1932, pela primeira vez tornou-se disponível o seguro contra seqüestros e resgates, através da Lloyd’s de Londres. Recentes atos de terrorismo internacional impulsionaram atualmente o nível corrente dos prêmios anuais da Lloyd’s, de 16.000.000 de libras esterlinas (Cr$ 690.000.000,00), há quatro anos para entre 55.000.000 a 110.000.000 de libras esterlinas (Cr$ 2.300.000.000,00 a Cr$ 4.600.000.000,00). Isto significa que o mercado segurador de Londres, atualmente, não pode apresentar menos que o total de 5.500.000.000 de libras esterlinas (uns Cr$ 230.000.000.000,00) em riscos diretos de seqüestro e resgate apenas. Deveras trata se de alto preço para os que buscam a “segurança”.

      “Imperturbado pelo perigo ou apreensão”, é a definição de “seguro” fornecida pelo Dicionário Conciso de Oxford. Assim, no mundo hodierno de crescente crime, considera honestamente sua perspectiva como sendo assim descrita favoravelmente como “segura”? Ou sente crescente sensação de insegurança, apesar de tudo que possa fazer? Continue lendo, ao considerar a pergunta:

  • Por que esta é uma ‘geração insegura’?
    Despertai! — 1979 | 22 de maio
    • Por que esta é uma ‘geração insegura’?

      “EXISTE uma subcorrente de medo, de modo que as pessoas desejam crer em algum tipo de força controladora, que esperam venha a cuidar delas.”

      Veiculando tais palavras de um estudante de Oxford, The Sunday Telegraph, de Londres, em abril de 1978, revelou inesperado aumento da participação religiosa entre os estudantes. Esta tendência, tão diferente do extremo envolvimento político dos anos anteriores, reflete o que o jornal chama de “as incertezas de uma geração insegura”.

      Numa era de prosperidade sem par, tal situação constitui algo um tanto paradoxal. É como uma casa construída de cartas, reluzente e ostentosa, todavia, delicadamente erguida e condenada a cair. As pessoas sentem tal instabilidade. O que faz com que a geração atual se sinta tão “insegura”? É possível determinarmos a fonte desta ‘subcorrente de medo’ — e sobrepujá-la?

      Valor da Educação

      Desde o término da segunda guerra mundial, na maioria dos países adiantados expandiram-se grandemente as instalações educacionais. Entretanto, não se pode dizer que a educação, em si, garanta a segurança. Como meio para se atingir certo fim, ao que conduz? Trata-se duma pergunta importante. Infelizmente, para muitos, hoje em dia, o fim da estrada da educação é um beco sem saída, sem quaisquer empregos e apenas sombrias perspectivas — numa só palavra, a insegurança!

      Atualmente, nas Ilhas Britânicas, há um e meio milhão de desempregados, e o total parece estar aumentando. Já existem mais jovens sem emprego do que em qualquer outra época desde a guerra. Um rapaz de 16 anos, sobrepujado pela depressão de não poder conseguir emprego, apesar de muito esforço, enforcou-se. Um membro de sua Comissão Educativa local comentou: “Trata-se dum caso extremo, mas ilustra a angústia que muitos jovens sentem.” Ir direto da escola para a fila dos desempregados é um medo real sentido por muitos jovens, medo diretamente ligado à sensação de insegurança.

      Hong Kong também possui uma sociedade progressiva em que as condições exercem extrema pressão sobre os jovens. Para a maioria, a educação, visando obter um emprego de altos vencimentos, é o que buscam como segurança. Inevitavelmente, o fracasso significa o desastre. Isto conduz não só à frustração, mas, semelhantemente, à depressão e à tragédia.

      Um grupo que se intitula de Samaritanos de Hong Kong, segundo noticiado, recebeu 1.225 telefonemas de estudantes deprimidos, num período de seis dias, em agosto de 1977. O Hong Kong Standard, de 13 de agosto de 1977, resumiu a situação como segue: “Nosso sistema educacional, bem como a atitude materialista de correr atrás do dólar, de nossa sociedade, que nos impede de ver os valores humanos básicos em seu mérito correto, desempenha uma parte principal em levar os jovens ao suicídio.” Todavia, havendo crescente número de estudantes e decrescente número de oportunidades de emprego, a pressão de chegar ao topo da árvore dificilmente poderá diminuir.

      Tecnologia Moderna

      Que dizer, porém, da tecnologia moderna? Não abrirá novos campos de empenho e de emprego? Muitos acalentavam tal idéia, nas décadas passadas, mas não a acalentam mais. Com efeito, as autoridades agora soam o aviso dum aumento dramático do desemprego nos anos logo à frente. Um grupo de economistas de Cambridge, Inglaterra, em data recente, chegou até a predizer um total de cerca de cinco milhões de desempregados, nas Ilhas Britânicas, provavelmente no espaço de 10 anos. Por que fizeram esta sombria previsão?

      Os rápidos aperfeiçoamentos da microeletrônica aceleraram a automação a um grau anteriormente insuspeito. Saudada originalmente como meio de romper a rotina do trabalho repetitivo, compreende-se agora que a tecnologia dos computadores também pode, eficazmente, substituir o trabalho intelectual. Um perito desenhista projetista, à guisa de exemplo, poderá levar 25 vezes mais tempo num projeto que um computador, programado para projetar. Tendo presente a eficiência e os lucros, não é difícil adivinhar o que acontece com o elemento humano.

      Propuseram-se várias soluções — aposentadoria mais cedo, a redução da semana de trabalho, mais e mais extensos feriados a cada ano, bem como a inevitável elevação da idade de conclusão do curso escolar. Todavia, todas, ou qualquer das soluções, não podem equacionar o problema, e continua a insegurança básica quanto ao emprego.

      Nas circunstâncias normais, é justo dizer, como faz a Bíblia, que “se alguém não quiser trabalhar, tampouco coma”, mas, que dizer dum homem que está ansioso para trabalhar e a quem se lhe nega tal oportunidade? (2 Tes. 3:10) Infelizmente, muitos hoje caem nessa categoria, e, nos países onde não existe nenhum sistema de seguro social, eles são simplesmente obrigados a mal continuar vivendo num estado de perpétua insegurança.

      Delinqüência

      “O trabalho acaba com esses três grandes males: o enfado, o vício e a pobreza.” Assim filosofou o escritor francês do século 18, Voltaire. Se homens e mulheres capazes e treinados não conseguem empregar as mãos num dia honesto de trabalho, dificilmente é de se admirar que, hoje em dia, muitos se voltem para uma vida criminosa. A frustração tem sua válvula de escape, conforme se vê nas Ilhas Britânicas, onde cerca de 38 por cento de todos os crimes são cometidos por gente desempregada.

      Ainda mais alarmante tem sido o surto relacionado de terrorismo violento através do mundo. As dificuldades, na Itália, foram atiçadas por uma geração mais jovem, insegura e alienada (20 por cento dos formandos de faculdades, na Itália, habilitam-se para cargos que simplesmente não existem) e refletem o estado infeliz de coisas de muitos países europeus. Todavia, procurar mudar o “sistema” pela força e intimidação somente pode gerar sua própria insegurança.

      Muitas autoridades se voltam para forças policiais maiores e mais fortes, e para legislação mais estrita, a fim de combater a onda de crime. Por certo, tais passos restritivos podem conduzir bem à contenção das atividades criminosas, mas, inevitavelmente, as pessoas da sociedade decente pagam alto preço por sua segurança. Não só a carga da lei tem de ser suportada pelos impostos, mas também há restrições que cerceiam a liberdade de toda a sociedade, em certo grau. Não existem substitutos para a honestidade e integridade, a fim de se restaurar a segurança desejada.

      Tensão Internacional

      Será que os problemas internacionais fugirão do controle? Este temor atinge também os da geração mais jovem, ao procurarem planejar sua vida. Sabem que seus próprios pais e avós enfrentaram a insegurança gerada pela guerra. Todavia, vêem os líderes mundiais ainda indispostos a concordar entre si, e o engano e a intriga internacionais continuam a por em perigo a paz.

      A corrida armamentista continua incessante e os estudantes sabem bem que um quarto de todos os cientistas gastam seu tempo no aperfeiçoamento de armas ofensivas. Talvez, menos conhecido, seja o fato de que, a cada ano, o trabalhador mediano perde o equivalente a duas semanas de seu salário para financiar a corrida armamentista. A atual geração talvez diga que eles desejam ‘Fazer Amor e não Guerra’, mas compreendem que não são donos de seu próprio destino na importante questão da segurança internacional do mundo.

      Problemas da Aposentadoria

      Para os situados no outro extremo da curta vida humana não existe pausa quanto à sensação de insegurança. Quantos cidadãos mais idosos se preocupam ao verem suas economias de toda a vida sofrerem erosão devido à continua inflação? A parcimônia e a economia parecem não constituir mais virtudes que merecem louvor. Como certo anunciante expressou sucintamente ao encorajar os leitores a contrair dívidas e negociar um empréstimo: “Do jeito que os preços sobem, nos dias atuais, não vale a pena economizar para ter as coisas que deseja.”

      Esta filosofia de vida bem que poderá satisfazer a geração mais jovem, mas, que dizer daqueles cuja aposentadoria é limitada e que tendem a confiar em suas economias? Mesmo nos países em que a pensão estatal acha-se mais prontamente disponível, o desespero entre os idosos ainda pode colher seu tributo. Nos Estados Unidos, um suicídio de cada quatro envolve uma pessoa de mais de 65 anos.

      Vivendo nesta geração, com todos os seus problemas e suas incertezas, poderá existir qualquer estabilidade? O que pode ser seguro? Convidamo-lo a considerar a evidência, ao propor a si mesmo a pergunta:

  • Quem pode sentir-se seguro atualmente?
    Despertai! — 1979 | 22 de maio
    • Quem pode sentir-se seguro atualmente?

      ALIMENTO, roupa e abrigo são necessidades básicas da vida. Sem elas, nosso apego à vida não pode estar seguro.

      Se alguém se oferecesse a lhe dar todas essas coisas essenciais, em ampla medida, certamente lhe perguntaria: “Sob que condições?” Tal promessa, a um preço alto demais, dificilmente seria uma dádiva. Todavia, em termos aceitáveis, que bênção seria!

      Válida Avaliação

      Em seu famoso Sermão do Monte, Jesus Cristo foi realístico em avaliar as exigências materiais da vida. Sua ênfase, contudo, foi no sentido de que não deveríamos ‘nunca ficar ansiosos’ quanto a obtê-las. Por quê? Existem bons motivos. Talvez aprecie examinar por si mesmo, em sua Bíblia, Mateus 6:31-33, ou o relato paralelo de Lucas 12:29-31.

      Podemos notar que Jesus, ali, reconheceu que a grande maioria jamais acataria seus conselhos. Antes, manter-se-ia em ‘ansiosa expectativa’, buscando obter bens materiais. Para tais pessoas, então, tais bens se tornam um fim em si mesmo. Todavia, conforme vimos, que segurança realmente trazem?

      No mesmo contexto, Jesus falou de tesouros acumulados “onde a traça e a ferrugem consomem, e onde ladrões arrombam e furtam”. (Mat. 6:19, 20) Com todas as riquezas excelentes hoje disponíveis, os que as possuem não estão usufruindo maior senso de segurança do que as pessoas possuíam no passado. Mais importante é que seguir seu exemplo seria ignorar as riquezas duma espécie superior. Jesus avisou sobre tal conceito a curto prazo da vida, afirmando: “Mesmo na abundância, a vida do homem não é assegurada por seus bens.” — Luc. 12:15, A Bíblia de Jerusalém.

      Onde, então, pode-se achar a verdadeira segurança? Não apenas em reconhecer que nosso Pai celeste está plenamente cônscio de nossas necessidades, mas em reconhecer que Ele se obrigou perante nós a supri-las todas. Em que termos? Simplesmente se ‘buscarmos primeiro seu reino e sua justiça’. (Mat. 6:33) Considere as seguintes experiências da vida real, e avalie como isto pode funcionar na prática.

      Escolha de Prioridades

      Em todo o mundo há mais de dois e um quarto milhões de testemunhas cristãs de Jeová que estão buscando em primeiro lugar o reino de Deus. Entre elas, há cerca de 75.000 que se apresentaram para gastar, em média, 1.000 horas por ano em pregar e ensinar as “boas novas do reino”. (Mat. 24:14) Tais homens e mulheres são chamados de “pioneiros”, visto que suas designações de território podem amiúde levá-los a áreas incomuns, e até mesmo remotas.

      Se fôssemos igualar seu número total de horas (aproximadamente 75 milhões) com valores financeiros, tomando uma taxa horária de 1,10 libras esterlinas (uns Cr$ 46,00), então, anualmente, seu tempo vale 82.500.000 libras esterlinas (uns Cr$ 3.450.000.000,00). Todavia, todo este tempo é oferecido gratuitamente e com freqüência por pessoas que deixaram empregos bem pagos, até mesmo profissões liberais, para ter tal privilégio.

      Um repórter especialista em religião, tendo avaliado o trabalho de tais pioneiros, chegou à conclusão: “Em geral, sua vida é felizmente frugal . . . seu comportamento (o das Testemunhas de Jeová) é governado pela fé absoluta e profundo senso de dever, o qual não possui vínculos financeiros e nem recompensas materiais.”

      Considere-se o caso de bem-respeitado médico ginecologista. Pelos padrões deste mundo, ele ‘estava realizado’, detendo alta posição num grande hospital no Japão. Ao estudar a Bíblia com as Testemunhas de Jeová, o médico e sua esposa dedicaram ambos sua vida para servir ao seu Criador, simbolizando isto pelo batismo em água.

      Depois de um pouco de tempo, decidiram que gostariam de mudar-se para outra cidade, onde moravam apenas algumas Testemunhas de Jeová, a fim de partilhar sua fé com aquela comunidade. Para fazê-lo, o médico teve de deixar seu seguro posto hospitalar e procurar um emprego de tempo parcial, visto que tanto ele como a esposa queriam ser pioneiros. Agora moram numa modesta casa alugada. O marido trabalha dois dias por semana numa clínica de saúde local, para sustentar a ambos, e também sua mãe que mora com eles.

      Os colegas com os quais esse médico tem trabalhado afirmam que não conseguem compreender seu modo de pensar, e muito menos desejam pensar da mesma forma. Todavia, este casal tem a segurança duma paz mental e do contentamento de ajudar a congregação local com a qual se associa, bem como de dirigir numerosas palestras bíblicas em sua nova vizinhança.

      Obter Privilégios Espirituais

      Londres, Inglaterra, é o centro mundial de muitos campos especializados de comércio Há vinte e cinco anos atrás, um rapaz que trabalhava junto a uma firma internacional bem conhecida, começou, junto com sua esposa, a examinar as Escrituras Sagradas. Depois de uma consulta cabal de todos os líderes religiosos em sua cidade natal, para determinar a veracidade da doutrina bíblica, logo seguiram-se sua dedicação e batismo como Testemunha de Jeová.

      A pessoa que ajudou a este casal era, ela mesma, uma pioneira, e o ótimo exemplo que ela deu causou profunda impressão em ambos. Eles trabalharam arduamente na congregação local. Durante os anos que se seguiram, esta equipe de marido e esposa tiveram o privilégio de ajudar um total de 100 homens e mulheres a obter conhecimento da Bíblia. Quatorze deles estavam na firma onde o marido estava empregado naquele tempo, como encarregado, cuidando de milhares de empregados em todo o mundo.

      Há dez anos atrás, foi feita ao marido uma oferta de ser diretor, com um salário quatro vezes maior, com a promessa da oportunidade de logo se tornar diretor-presidente. Naquela mesma época, contudo, abriu-se o caminho para que tal casal entrasse no serviço de pioneiro. Para ter este privilégio, estavam bem dispostos a deixar a segurança de seu emprego e suas perspectivas. Do jeito como as coisas se passaram, a firma, finalmente, ofereceu-lhe um emprego de tempo parcial, com a metade do seu salário — e lhe foi concedido um cargo de diretor como recompensa pelos serviços fiéis!

      Três anos mais tarde, após a reorganização da firma, a Testemunha recebeu um ultimato de reassumir o trabalho com dedicação exclusiva ou sair. Ele saiu. Mais tarde, foi designado para servir como superintendente viajante das Testemunhas de Jeová, visitando as congregações junto com a esposa, privilégio que ainda retêm e usufruem grandemente.

      Indagado como se sentia agora por ter abandonado uma carreira comercial tão promissora, ele respondeu, citando as palavras de Paulo: “Considero também, deveras, todas as coisas como perda, por causa do valor superior do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor.” (Fil. 3:8) Ele acrescentou: “Trocar as riquezas materiais pelas espirituais tem sido inteiramente gratificante e nos tem dado a ambos um senso de segurança quanto ao futuro que nós jamais sentíramos antes.”

      Mas, são estes sacrifícios feitos únicamente a bem da segurança futura? Quão real é esta “segurança” em valores realísticos, hoje em dia? Consideremos algumas das vantagens prontamente disponíveis atualmente.

      Seguro na Associação Cristã

      “UMA PALAVRA DE CAUTELA: — Cuidado com os batedores de carteira.” Este conselho foi dado aos muitos milhares de delegados que assistiram aos Congressos Internacionais “Fé Vitoriosa” das Testemunhas de Jeová em 1978/79. Talvez fique imaginando por que tais conselhos práticos foram necessários. Bem, o fato é que a integridade moral usufruída pelos verdadeiros cristãos os coloca em clara desvantagem. Sabe-se que os ladrões se costumam aproveitar da confiança cândida tão claramente manifesta entre as Testemunhas de Jeová; assim, o aviso era oportuno. Mas que alegria é, para as pessoas honestas, sentirem-se seguras entre pessoas em quem elas podem confiar!

      “Na terra as nações estarão angustiadas e consternadas . . . os homens morrerão de pavor na expectativa dos males que estarão para se desencadear sobre o mundo.” Jesus contrastou esta perspectiva negativa da maioria das pessoas, na ocasião da passagem de nossa velha ordem mundial, com a dos seus verdadeiros seguidores: “Levantai vossas cabeças, porque a vossa libertação está perto.” — Luc. 21:25-28, Com. Taizé, Edições Loyola.

      Ninguém tentaria menosprezar a apreensão, a desconfiança e o medo tão evidentes, hoje em dia, em cumprimento das palavras de Jesus. Apenas a fé, alicerçada no entendimento verdadeiro das profecias bíblicas, pode trazer a segurança da paz mental.

      Apesar dos prementes problemas da atualidade, os cristãos podem contemplar o futuro com total confiança. O futuro é seguro, assim como é imutável o propósito de Deus a respeito dele. Sob Seu governo do reino, a favor do qual Jesus ensinou seus seguidores a orar, a vida será sempre um deleite de infindável associação cristã.

      Com um governo mundial que regerá nos melhores interesses duradouros de todos os habitantes da terra, as labutas do homem não serão orientadas em detrimento do próximo. A inventividade humana será positiva e construtiva, assim como as bênçãos do trabalho trazem deleite e a terra produz sua abundância. Os animais e outras formas de vida terrestre estarão em pleno acordo. Não mais se ouvirá falar da poluição da terra, do mar e da atmosfera, por causa do egoísmo humano. Salvaguardar a saúde não mais apresentará problemas. A morte, a doença e as enfermidades aleijadoras humanas serão coisas do passado esquecido. — Compare com Isaías 65:17-25.

      Aprender sobre o amor e propósito do nosso Criador é ‘residir em segurança, despreocupado do pavor da calamidade’ para todo o sempre. (Pro. 1:33) A segurança duradoura não é esquiva. É uma realidade. Poderá obtê-la a seu pedido. Por que não compartilha seus benefícios agora, em associação com as Testemunhas de Jeová, em todo o mundo?

  • Haveria tantas guerras se . . . ?
    Despertai! — 1979 | 22 de maio
    • Haveria tantas guerras se . . . ?

      Numa sessão especial nas Nações Unidas sobre o desarmamento mundial, o Embaixador Jamil M. Baroody, da Arábia Saudita, fez uma declaração cândida, segundo um despacho da UPI. Sugeriu que se limitassem os exércitos a homens entre as idades de 40 e 60 anos, sugerindo também que os quadros de funcionários dos ministérios de defesa fossem compostos de mães. Este seria um passo gigantesco para o desarmamento mundial, disse ele, visto que os homens de meia-idade “geralmente fazem as decisões de travar as guerras”, e, talvez, pensariam duas vezes se também tivessem de tomar parte nelas.

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