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  • A promessa segura duma nova ordem
    A Sentinela — 1977 | 1.° de dezembro
    • A promessa segura duma nova ordem

      “Mas os próprios mansos possuirão a terra e deveras se deleitarão na abundância de paz.” — Sal. 37:11.

      QUANDO DEUS criou o homem e a mulher, teve por objetivo que vivessem num lar paradísico. Preparou-lhes “um jardim no Éden”, no qual, segundo diz a Bíblia, “Jeová Deus fez . . . brotar do solo toda árvore de aspecto desejável e boa para alimento”. (Gên. 2:8, 9) Além disso: “Deus os abençoou e Deus lhes disse: ‘Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra, e sujeitai-a, e tende em sujeição os peixes do mar, e as criaturas voadoras dos céus, e toda criatura vivente que se move na terra.’” (Gên. 1:28) As condições de vida, de nossos primeiros pais, estavam incluídas nas seguintes palavras: “Era muito bom.” — Gên. 1:31.

      Sem dúvida, pois, quando Deus criou o homem e a mulher, deu-lhes um maravilhoso modo seguro de vida. Eles possuíam um belo lar para morar, saúde perfeita, alimento delicioso, trabalho agradável para fazer e o privilégio de cuidar das outras formas de vida. Também tinham o privilégio de ter filhos, os quais seriam instruídos em ajudá-los a estender as fronteiras daquele paraíso edênico, de modo que o paraíso se estenderia finalmente sobre a terra inteira. Assim, é evidente que, quando Jeová criou os humanos, ele teve por objetivo que toda a família humana usufruísse abundantes bênçãos materiais. E deviam usufruir tais coisas em verdadeira segurança — em segurança no mais pleno sentido. Em troca, Deus exigiu corretamente a obediência às suas leis, a qual resultaria no maior bem para toda a família humana. — Gên. 2:17; Sal. 19:7-11.

      No entanto, por causa de sua rebelião, nossos primeiros pais, Adão e Eva, perderam esses benefícios. Violaram a lei de Deus, querendo decidir por si mesmos o que era bom e o que era mau. (Gên. 3:1-6) Escolheram o proceder de independência com respeito a Deus. Por meio disso, porém, abandonaram a orientação e a bênção que só podem proceder do Criador. E visto que os humanos não foram criados para serem bem sucedidos na sua independência de Deus, esse proceder levou inevitavelmente a dificuldades. (Jer. 10:23) Os séculos de pesar que a família humana tem sofrido desde então são ampla evidência deste fato. As lastimáveis conseqüências incluíam a perda da genuína segurança. Assim, nos milhares de anos desde a rebelião do homem, bilhões de pessoas passaram a sofrer as condições de pobreza, fome, moradia inadequada e medo. Centenas de milhões tiveram sua vida ceifada pelas guerras ou por outros atos de violência. A tudo isso acrescentou-se a exploração do povo comum por líderes políticos, comerciais e religiosos, inescrupulosos. (Ecl. 8:9) E a família humana é também afligida pela desagradável perspectiva da morte por velhice ou por doença. — Rom. 5:12.

      ONDE SE ENCONTRARÁ VERDADEIRA SEGURANÇA

      Todavia, será que isso mudou o propósito de Deus para com a terra e a família humana? Não, o seu propósito declarado ainda é ter a terra inteira transformada num paraíso, no seu tempo designado. Este globo ainda se tornará um belo lar ajardinado, para o usufruto eterno dos seus habitantes. Sob o governo do reino celestial de Deus, nas mãos de Cristo, este grandioso futuro é uma certeza. (Mat. 6:10) Até mesmo os mortos serão trazidos de volta à vida. (Atos 24:15) Por isso Jesus pôde prometer ao malfeitor compassivo, executado junto com ele: “Estarás comigo no Paraíso.” — Luc. 23:43.

      Naquela nova ordem, sob o governo do reino de Deus, as pessoas novamente terão verdadeira segurança. Sentir-se-ão seguras no conhecimento de que têm o melhor governo de todos os tempos trabalhando a seu favor. (Isa. 9:6, 7) E, conforme demonstrado pelos milagres realizados por Jesus, enquanto estava na terra, a humanidade receberá grandes benefícios materiais. Por exemplo, saúde fraca, doenças epidêmicas, a velhice e a morte serão eliminadas, dando lugar a vibrante saúde e vida eterna. (Mat. 15:30, 31; João 11:43, 44; 1 Cor. 15:25, 26) Assim, naquela nova ordem, Deus “enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor”. — Rev. 21:4.

      Nem mesmo animais selvagens perturbarão a segurança do povo na nova ordem de Jeová. Porque podemos esperar que as condições paradísicas espirituais, preditas nas seguintes profecias, e mesmo desde já evidentes entre o povo de Deus, se reflitam no paraíso literal da nova ordem: “Vou concluir com elas um pacto de paz, e hei de fazer cessar no país a fera nociva, e elas realmente morarão no ermo em segurança e dormirão nas florestas.” (Eze. 34:25) “O lobo, de fato, residirá por um tempo com o cordeiro e o próprio leopardo se deitará com o cabritinho, e o bezerro, e o leão novo jubado, e o animal cevado, todos juntos; e um pequeno rapaz é que será o condutor deles. E a própria vaca e a ursa pastarão; juntas se deitarão as suas crias. E até mesmo o leão comerá palha como o touro.” — Isa. 11:6, 7.

      Embora a Bíblia não forneça pormenores sobre como essas condições serão atingidas, podemos ter fé em que se realizarão sem falta, visto que é do propósito de Jeová ‘residir’ com a humanidade e abençoá-la. Ele “não pode mentir” a respeito de seus propósitos. (Rev. 21:3; Tito 1:2) Além disso, muitas de suas profecias já se cumpriram, quer no antigo Israel, quer de modo literal ou espiritual no hodierno povo de Jeová. Isto nos assegura o cumprimento de profecias a respeito da nova ordem de Deus como sendo igualmente certo. (Isa. 55:11) Esta nova ordem segura é iminente!

  • Como poderá você encontrar verdadeira segurança?
    A Sentinela — 1977 | 1.° de dezembro
    • Como poderá você encontrar verdadeira segurança?

      “Deleita-te . . . em Jeová, e ele te concederá os pedidos do teu coração.” — Sal. 37:4.

      1. Onde se encontrará verdadeira segurança em todos os sentidos?

      A NOVA ordem de Deus será um lugar de total segurança. Em toda a terra, a profecia de Miquéias 4:4 terá seu cumprimento maior, pois, os amantes da paz “sentar-se-ão, cada um debaixo da sua videira e debaixo da sua figueira, e não haverá quem os faça tremer”. Sim, “os próprios mansos possuirão a terra e deveras se deleitarão na abundância de paz”. (Sal. 37:11) Ao passo que mesmo já hoje se pode encontrar certa medida de segurança, especialmente em sentido espiritual, entre os que adoram a Jeová, a segurança total em todos os aspectos da vida será alcançada apenas naquela nova ordem criada por Deus. Quão maravilhoso será o tempo em que Jeová, por meio de seu reino celestial, proverá bênçãos materiais tão abundantes e segurança tão duradoura, que a vida cotidiana será um ‘deleite’!

      2, 3. Quais serão alguns dos benefícios que o governo do Reino proverá? (Isa. 32:1, 2)

      2 Não mais haverá problemas com pessoas deslocadas, por terem de fugir de regiões controladas por cruéis governos ditatoriais. Tampouco haverá qualquer medo de jovens ou idosos serem separados violentamente por medonhas guerras, pois, “não levantarão espada, nação contra nação, nem aprenderão mais a guerra”. (Miq. 4:3) A paz será a regra, porque toda a humanidade será abençoada pelo grande Libertador, a respeito de quem está escrito: “Julgue ele os atribulados do povo, salve ele os filhos do pobre e esmigalhe o defraudador. . . . Nos seus dias florescerá o justo e a abundância de paz até que não haja mais lua. E terá súditos . . . até os confins da terra.” — Sal. 72:4-8.

      3 A pobreza, a fome e a penúria tampouco estragarão essa segurança. A Palavra de Deus promete que “virá a haver bastante cereal na terra; no cume dos montes haverá superabundância”. (Sal. 72:16) Sim, “a árvore do campo terá de dar seu fruto e a própria terra dará a sua produção”. (Eze. 34:27) Podemos confiar em que isto acontecerá, porque Jesus Cristo, o Rei designado do reino de Deus, quando esteve na terra, demonstrou sua capacidade de providenciar alimento suficiente para multidões. — Mar. 8:19, 20.

      ESTÁ OLHANDO NA DIREÇÃO CERTA?

      4, 5. (a) O que está hoje em jogo? (Veja Deuteronômio 30:15, 16.) (b) Como somente podemos obter a vida?

      4 Em vista do que o futuro nos reserva, na nova ordem de Deus, como devemos encarar as coisas que o mundo de hoje considera como provendo segurança, tais como o lar, uma conta bancária, o emprego ou os confortos materiais? Visto que Jeová criou os homens para usufruir bênçãos materiais, é errado possuir tais coisas agora? Não, não se pode dizer que tais coisas sejam erradas em si mesmas. Jeová nos criou com a capacidade mental, emocional e física para usufruir coisas boas. E ele promete as melhores coisas materiais na sua nova ordem. Mas, neste ponto da história humana em que estamos, a questão não é a de termos sido feitos ou não para usufruir bênçãos materiais. O que está hoje em jogo é a nossa própria vida.

      5 A evidência da profecia bíblica, cumprida, mostra que já estamos bem avançados nos “últimos dias” deste atual sistema iníquo de coisas. (2 Tim. 3:1-5) Dentro em breve, Deus executará seu julgamento adverso nele, o que resultará num tempo de aflição sem paralelo para este mundo. (Dan. 12:1) Contudo, a Palavra de Deus mostra que haverá “uma grande multidão, que nenhum homem podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas” que sai “da grande tribulação”. (Rev. 7:9, 14) Essas pessoas sobreviverão por terem a aprovação e a proteção de Deus, não por causa de alguma vantagem material que talvez tenham. Jesus disse: “Mesmo quando alguém tem abundância, sua vida não vem das coisas que possui.” (Luc. 12:15) A vida eterna, na nova ordem de Deus, só pode ser obtida por se conhecer a Jeová e se obter a Sua aprovação. — João 17:3.

      6. Será que alguma parte do atual sistema iníquo de coisas oferecerá segurança? (Sal. 146:3)

      6 Nada do que este mundo oferece como segurança significará alguma coisa quando a ira de Deus sobrevier ao atual sistema humano. E todos os sistemas políticos, religiosos, militares e econômicos que agora dominam a humanidade hão de ser reduzidos a nada. Portanto, certamente não proverão nenhuma segurança. (Rev. 6:16, 17) Por isso, aquilo que agora pode parecer forte e protetivo desmoronará quando as forças destrutivas de Deus atacarem. Na antiguidade, muitos recorriam aos cavalos fortes em busca de segurança e de escape em tempos de dificuldade. Mas a Palavra de Deus diz: “Para a salvação, o cavalo é uma ilusão, e não oferece escape pela abundância de sua energia vital.” (Sal. 33:17) Hoje a situação é similar; nem os aparentemente fortes sistemas criados pelos homens, nem as vantagens materiais, proverão segurança melhor ou escape. “A salvação pertence a Jeová”, não a qualquer sistema ou obra de homens. “O nome de Jeová é uma torre forte. O justo corre para dentro dela e recebe proteção.” — Sal. 3:8; Pro. 18:10.

      7, 8. Como seriam considerados os benefícios materiais pelos passageiros dum navio que afunda?

      7 A situação atual das pessoas pode ser comparada à situação dos passageiros num navio. Não há nada de errado com os benefícios materiais que o navio costuma oferecer: a alimentação fornecida pode ser gostosa e nutritiva; as cabinas, acolhedoras e confortáveis; os outros serviços e benefícios, agradáveis. Mas, o que acontece quando o navio bate em algo e começa a afundar? Por exemplo, considere o que aconteceu ao famoso transatlântico “Titanic”, em 1912. “Os peritos haviam considerado o navio insubmergível”, diz certa enciclopédia. Mas, quanta segurança real houve no “Titanic”, com todos os seus benefícios materiais, quando bateu num iceberg e afundou? Absolutamente nenhuma segurança. O navio afundou com a perda de umas 1.500 vidas.

      8 Se tivesse estado no “Titanic”, com que se teria preocupado depois que o navio começou a afundar? Embora não tivesse condenado os anteriores benefícios materiais do navio, certamente os consideraria então como absolutamente sem importância, não é verdade? A coisa principal nesta nova situação seria a preservação de sua vida. Acharia alguém muito tolo, e até mesmo mentalmente desequilibrado, se ele então gastasse todas as suas energias tentando obter melhor acomodação, melhor refeição ou outros benefícios materiais no navio que, em poucas horas, mergulharia nas ondas!

      9, 10. Em vista de onde nos encontramos na corrente do tempo, qual deve ser nossa atitude para com as coisas?

      9 Dentro em breve, este atual sistema de coisas mergulhará na destruição. Portanto, não há agora nenhuma segurança real nele, porque parte alguma dele sobreviverá. O reino celestial de Deus “esmiuçará e porá termo a todos estes reinos” hoje existentes, e apenas o governo celestial de Deus “ficará estabelecido por tempo indefinido”. (Dan. 2:44) E visto que Jesus predisse que neste vindouro tempo de julgamento por parte de Deus “haverá grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo”, é evidente que haverá grande perda de vidas, bem como de bens materiais. — Mat. 24:21.

      10 Neste ano de 1977, já avançamos sessenta e três anos dentro do “tempo do fim”, se contarmos a partir dos meados do segundo semestre do ano decisivo de 1914. Em cumprimento da profecia bíblica, é evidente, em vista dos acontecimentos dos nossos tempos, que o atual sistema iníquo receberá em breve seu golpe mortal. Qual será então a nossa atitude? Isto depende. Depende de quê? Do que tomamos por objetivo. Se tomarmos por objetivo a vida eterna na nova ordem de Deus, então faremos tudo o que pudermos para buscar a Jeová, para conhecer a sua vontade e para fazê-la do melhor modo que pudermos. As coisas materiais do mundo não serão nossa principal preocupação. Antes, “tendo sustento e com que nos cobrir, estaremos contentes com estas coisas”. — 1 Tim. 6:8.

      11. (a) São os ricos os únicos que podem ser materialistas? (b) Por que é miopia fazer dos empenhos materiais agora a principal preocupação?

      11 Quando Jesus advertiu: “Parai de armazenar para vós tesouros na terra”, ele reconheceu plenamente quão temporários e inseguros os tesouros seriam neste atual sistema de coisas. (Mat. 6:19) Nem deu o conselho apenas aos ricos; os pobres podem igualmente estar tão determinados em obter e armazenar bens materiais. As pessoas revelam sua verdadeira motivação por aquilo que tomam por objetivo na vida, não importa qual a sua situação financeira. “Pois, onde estiver o teu tesouro, ali estará também o teu coração”, disse Jesus. (Mat. 6:21) Se alguém se empenhar constantemente em ajuntar cada vez mais bens materiais, tais como uma casa maior e melhor, mais dinheiro no banco e melhor emprego, sem se importar com as conseqüências, então demonstra que realmente quer as coisas do mundo. Prova pelas suas obras que sua mente se fixa principalmente nos benefícios do atual sistema. Mas, quão míope é isso, já que “tudo o que há no mundo — o desejo da carne, e o desejo dos olhos, e a ostentação dos meios de vida da pessoa — não se origina do Pai, mas origina-se do mundo. Outrossim, o mundo está passando, e assim também o seu desejo, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. — 1 João 2:16, 17.

      APRENDA DO PASSADO

      12. O que havia de errado com as pessoas nos dias de Noé?

      12 Podemos imaginar quanta zombaria os iníquos lançaram sobre Noé e sua família, nos dias antes do dilúvio, porque estes gastaram tanto tempo em fazer a vontade de Jeová. Naturalmente, tinham de trabalhar para prover suas necessidades diárias e manter um lugar de moradia, mas as suas atividades não estavam centralizadas nisso. Entretanto, os demais daquele mundo o faziam, devotando-se a estar “comendo e bebendo, os homens casando-se e as mulheres sendo dadas em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca”. (Mat. 24:38) Mas, evitando-se os excessos, será que há algo de errado em comer, beber ou casar-se? Não, porque o próprio Jeová instituiu estas coisas quando criou o homem e a mulher. O que havia de errado era que, num tempo de julgamento, em que estavam em jogo a vida ou a morte, aquelas pessoas tolamente faziam sua vida girar em torno de tais empenhos e não faziam caso da vontade de Deus.

      13. Será que os bens materiais das pessoas daquele tempo lhes ofereceram alguma segurança? Ofereceram os bens de Noé alguma segurança a ele?

      13 Jesus disse a respeito de tais pessoas: “Não fizeram caso, até que veio o dilúvio e os varreu a todos.” (Mat. 24:39) Sim, podem ter achado Noé “esquisito”, por ter renunciado aos benefícios materiais, a fim de concentrar-se na construção da arca e na pregação. Mas, que adiantou para aquelas pessoas seu empenho pelas coisas materiais e ‘divertirem-se’? Não lhes resultou disso nenhum bem duradouro. Não só perderam seus bens, mas também sua vida, visto que aquele mundo foi destruído pela água. (2 Ped. 2:5) Queira também observar bem o seguinte: Que adiantavam para Noé, seus filhos e as esposas deles os lares e os bens que tinham? Estes tampouco lhes forneciam segurança. Era na arca que estava a segurança. E quando chegou o tempo para abandonarem os lares que possuíam, eles não hesitaram. Não haviam confiado nessas coisas para ter segurança, e por isso podiam abandoná-las sem qualquer dificuldade. — Gên. 6:22.

      14. Que perda sofreram todos em Sodoma e Gomorra mas que diferença houve no caso de Ló e de suas ilhas? (Luc. 9:62)

      14 Séculos mais tarde, quando Jeová causou a destruição de Sodoma e Gomorra, por causa da grave iniqüidade delas, o que sobrou dos lares e dos bens daquelas cidades? Nada! Quando Ló e sua família abandonaram Sodoma, puderam levar muito pouco consigo. Sua casa, sua mobília e a maior parte de seus bens também foram destruídos. Mas Ló e suas duas filhas reconheciam que sua vida era muito mais importante. Compreendiam a questão envolvida. Por causa de sua fé e obediência às instruções de Jeová, foram poupados. Mas os demais da população e os bens deles não foram poupados. Conforme disse Jesus, nos dias de Ló “comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam, construíam. Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre, e destruiu a todos”. Inclusive a quem? Lamentavelmente, inclusive a esposa de Ló. Na fuga, ela desobedeceu e olhou para trás, para as coisas deixadas ali, e perdeu a vida. — Gên. 19:26; Luc. 17:28, 29.

      15. Por que comparou Jesus os nossos dias com os de Noé e de Ló?

      15 Jesus disse que, assim como foi nos dias de Noé e também de Ló, assim seria na vindoura “grande tribulação”. A vasta maioria da população da terra não se preocuparia com Deus e sua vontade. Em resultado, perderiam a vida. E quando alguém está morto, quantos de seus bens materiais pode usufruir? Nenhum deles. Mas isto não se dará com aqueles que querem continuar a viver e que recorrem a Deus em busca de segurança. Não se deixarão enlaçar pelas preocupações materiais. De fato, estão prontos para abandonar qualquer bem material “naquele dia em que o Filho do homem há de ser revelado”. Pois, Jesus disse: “Naquele dia, quem estiver no alto da casa, mas cujas coisas móveis estiverem na casa, não desça para apanhá-las, e quem estiver no campo, do mesmo modo, não volte para as coisas atrás. Lembrai-vos da mulher de Ló.” — Luc. 17:30-32.

      16. Sofreram os cristãos alguma perda quando Jerusalém foi destruída em 70 E. C.?

      16 Quão extensiva será a destruição das coisas materiais na vindoura “grande tribulação”? Apenas o tempo revelará isso. Mas, nos exemplos da história bíblica que se acabam de mencionar, a perda material foi enorme, incluindo grande perda material pelo povo de Deus. Isto aconteceu também em 70 E. C., quando os exércitos romanos devastaram Jerusalém. Os cristãos tiveram de abandonar suas casas mais cedo, talvez levando consigo apenas algumas coisas que podiam facilmente carregar. (Luc. 21:20, 21) Que aconteceu com aqueles que não quiseram partir? Não só perderam seus lares e seus bens para os romanos, mas possivelmente também a sua vida. Os cristãos que fugiram da cidade, embora também sofressem a perda de seus lares e da maioria de seus bens, salvaram a sua vida e mantiveram a sua liberdade. Assim, também, na vindoura tribulação, poderá haver grandes perdas materiais. Como encararia você tal perda pessoal?

      17. Por que é um grave erro olhar na direção errada em busca de segurança? (Sof. 1:18)

      17 Portanto, pense agora em que realmente confia para ter segurança? No “ouro” ou em Deus? Em que se fixam sua mente e seu coração — nas coisas deste sistema ou na nova ordem de Deus? Mostram os seus atos e seu modo de vida onde busca a segurança? Quão grave seria o erro de procurar a segurança na direção errada, nesta data avançada! Conforme diz Jó 31:24-28: “Se pus no ouro a minha absoluta confiança ou disse ao ouro: ‘Em ti confio!’ Se eu costumava alegrar-me por ter muita propriedade e porque a minha mão tinha achado muitas coisas; . . . isto também seria um erro a receber a atenção dos magistrados, pois eu teria renegado o verdadeiro Deus de cima.”

      18. Que perspectiva emocionante aguarda aqueles que olham na direção certa em busca de segurança?

      18 Em vista do iminente colapso dos sistemas humanos e a subseqüente enorme perda material que poderá ocorrer, seria deveras míope não nos prepararmos mentalmente para isso. Se você, leitor, amar a vida e quiser continuar vivendo, então não se prenda a alguma coisa material. “Coisas valiosas de nada aproveitarão no dia da fúria, mas a justiça é que livrará da morte.” “Quem confia nas suas riquezas — ele mesmo cairá; mas os justos florescerão como a folhagem.” (Pro. 11:4, 28) Tais “justos” serão introduzidos na nova ordem de Deus, para compartilharem ali na obra emocionante de transformar a terra inteira num Paraíso, num belo lar no qual usufruirão a vida para sempre. Tendo olhado na direção certa, eles “morarão realmente em segurança, sem que alguém [os] faça tremer”. — Eze. 34:28.

      [Foto na página 711]

      Estaria preocupado em obter maior conforto material, se o navio em que se achasse estivesse afundando?

  • Qual é sua segurança?
    A Sentinela — 1977 | 1.° de dezembro
    • Qual é sua segurança?

      . . . SEU LAR?

      . . . SUA CONTA BANCÁRIA?

      . . . SEU EMPREGO?

      1. Que desejos corretos serão satisfeitos por Jeová, e como?

      TODAS as pessoas normais desejam ter segurança. Querem ter segurança econômica, um bom lugar para morar, trabalho satisfatório, estar livres do medo e ter paz mental. Jeová implantou o desejo de tais coisas corretas quando criou o homem e a mulher. E na nova ordem de Jeová, sob o governo do seu reino celestial, essa segurança será a sorte feliz da humanidade. O salmista inspirado disse a respeito de Jeová: “Abres a tua mão e satisfazes o desejo de toda coisa vivente.” (Sal. 145:16) Na nova ordem de Deus, os desejos corretos dos homens serão plenamente satisfeitos, até mesmo além de suas expectativas.

      2. Que perda haverá na iminente “grande tribulação”?

      2 Mas, ainda não estamos na nova ordem de Jeová. Ainda vivemos no atual sistema iníquo de coisas. E este está chegando rapidamente ao seu fim. Seu término virá em breve, quando se chocar frontalmente com Deus, na iminente “grande tribulação”. (Mat. 24:21) Portanto, antes de a nova ordem de Deus se tornar realidade, é preciso eliminar o velho sistema de governo político, comercial e religioso debaixo de Satanás. (2 Cor. 4:4; Rev. 19:11-21) Nesta ocasião haverá enorme perda de vidas, quando Jeová entregar à morte aqueles que se negam a fazer a sua vontade. Também, sem dúvida, haverá muita perda material, assim como houve quando os iníquos pereceram no dilúvio dos dias de Noé e quando Sodoma e Gomorra foram destruídas, e também quando Jerusalém foi devastada em 70 E. C. — Luc. 17:26-29; 2 Crô. 36:19.

      3. Em vista do que o futuro imediato trará, qual deve ser a nossa atitude?

      3 Por isso há agora um motivo compelente, para manter o desejo normal de segurança material no seu devido lugar. Darmos atenção demais às coisas materiais pode fazer com que nos desviemos do mais importante — de fazer a vontade de Jeová e obter a sua aprovação. Conforme escreveu o apóstolo Paulo: “Ponhamos também de lado todo peso e o pecado que facilmente nos enlaça, e corramos com perseverança a carreira que se nos apresenta.” (Heb. 12:1) A falta de fé poderá facilmente vencer-nos, se ficarmos envolvidos demais nos empreendimentos comuns neste sistema de coisas. Assim como o corredor se despoja de todo peso desnecessário para disputar a corrida, assim precisamos nós fazer em correr pelo prêmio da vida eterna. Paulo compara o cristão também a um soldado, que não desvia sua atenção por se entregar a outros empenhos, dizendo: “Como soldado excelente de Cristo Jesus, participa em sofrer o mal. Nenhum homem, servindo como soldado, se envolve nos negócios comerciais da vida, a fim de que possa ganhar a aprovação daquele que o alistou como soldado.” — 2 Tim. 2:3, 4

      TENHA UM CONCEITO EQUILIBRADO

      4. Exige Deus que os de seu povo renunciem a lares, empregos e dinheiro?

      4 Em vista disso, devemos concluir que, já que estamos tão perto do fim deste sistema, Deus exige que os cristãos abandonem casas, empregos e dinheiro? Será que não precisam mais preocupar-se em ganhar a vida, especialmente nos tempos econômicos difíceis em que muitos são despedidos do emprego? Não, não devemos concluir isso, porque a Palavra de Deus diz também: “Certamente, se alguém não fizer provisões para os seus próprios, e especialmente para os membros de sua família, tem repudiado a fé e é pior do que alguém sem fé.” (1 Tim. 5:8) A fim de ‘fazerem provisões para os seus próprios’, aqueles que têm responsabilidades familiares usualmente precisam trabalhar, para ganhar o dinheiro suficiente para comida, roupa e abrigo.

      5, 6. Qual é a verdadeira questão atual a respeito das coisas materiais?

      5 O ponto destacado pelas Escrituras é que, embora seja importante e necessário ganhar o sustento, isto não deve ser a coisa primária na vida da pessoa. Quando alguém fica absorto nos cuidados do dia-a-dia, talvez ache que não lhe sobra tempo, nem energia, para buscar a Deus, aprender os requisitos dele e fazer a sua vontade. Portanto, terá de decidir quem será seu Deus: Jeová ou as coisas materiais. “Ninguém pode trabalhar como escravo para dois amos”, disse Jesus. “Não podeis trabalhar como escravos para Deus e para as Riquezas.” (Mat. 6:24) Quem se preocupa demais com as coisas materiais costuma ficar envolvido demais em trabalhar por elas e em cuidar delas. Este é o motivo pelo qual os abastados muitas vezes têm grande dificuldade em fazer a vontade de Deus. Estão atarefados demais em ganhar e manter sua riqueza. Por isso, Jesus observou: “Quão difícil será para os de dinheiro entrar no reino de Deus!” — Mar. 10:23.

      6 Mais cedo ou mais tarde, quer no tempo que você gastar, quer na atitude que criar, quer no apreço de seu coração, uma coisa ou outra — Deus ou as coisas materiais — sairá vencedor e se tornará o ponto focal de sua vida. Aquilo que se tornar o ponto focal determinará o seu futuro, assim como aconteceu com Ló e sua esposa. “Não vos deixeis desencaminhar: De Deus não se mofa. Pois, o que o homem semear, isso também ceifará.” (Gál. 6:7) O lavrador não pode lançar sementes de ervas daninhas e esperar colher trigo. De modo similar, se ele semear trigo, não colherá ervas daninhas. Portanto, se semearmos confiança nos benefícios materiais que este sistema agora oferece, ceifaremos desapontamento quando ele for para a destruição. Se semearmos confiança em Deus, ceifaremos as recompensas que ele dá, tanto agora como na sua nova ordem.

      7. Como demonstrou o apóstolo Paulo a atitude correta?

      7 O proceder da sabedoria prática, hoje, em vista de onde nos encontramos na corrente do tempo, é ter a atitude do apóstolo Paulo, quando disse: “Considero também, deveras, todas as coisas como perda, por causa do valor superior do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor. Por causa dele tenho aceitado a perda de todas as coisas e as considero como uma porção de refugo, para que eu possa ganhar a Cristo.” Mesmo que fazer a vontade de Deus significasse a perda de tudo, inclusive da vida, Paulo não teria recuado. Ele tinha a esperança certa da ressurreição. De fato, aguardava “a ressurreição mais breve dentre os mortos”. Paulo reconhecia que aquilo que realmente importava na vida não era a propriedade, a riqueza, a posição ou a situação social que anteriormente tinha na comunidade. Estava disposto a renunciar a tais coisas a favor do que realmente importava — fazer a vontade de Deus e obter Seu favor e Sua bênção. — Fil. 3:8, 10, 11.

      QUÃO IMPORTANTE É SEU LAR?

      8, 9. Por que não é sábio apegar-se demais a lares ou bens?

      8 A sabedoria desta atitude pode ser vista na tristeza, no desapontamento e na irritação sofridos por aqueles que ficam apegados demais às coisas materiais e que as perdem. Por exemplo, você, leitor, talvez possua agora um belo lar, mas que garantia tem de que o tenha amanhã? Talvez nem mesmo viva até lá. (Luc. 12:16-21) Mesmo agora, muitos dos que se endividaram fortemente, para ter uma casa, verificam que em “tempos difíceis”, em sentido econômico, não conseguem pagar as prestações e se vêem obrigados a renunciar à casa.

      9 Também, cada ano, milhares de casas são destruídas ou danificadas pelo fogo, e outras, por inundações ou tempestades. É cada vez mais freqüente que ladrões arrombam a casa e roubam. Em alguns casos, o seguro paga o prejuízo, mas em muitos outros casos não o faz. E que dizer do custo emocional para aqueles que consideram seus bens como coisa primária na sua vida? Conforme disse certa dona-de-casa: “É verdade. Quanto mais a gente possui, tanto mais tem com que se preocupar.” Também, em muitas partes do mundo tem havido guerras, distúrbios e outros atos de violência, que têm destruído casas, sem esperança de compensação.

      10. Como se beneficia o cristão, por ter o conceito correto? (Luc. 14:33)

      10 Aquele que mantém suas necessidades reduzidas ao mínimo razoável, e que está disposto a se contentar com menos, em sentido material, não tem muito a perder. Além disso, isso costuma habilitá-lo a gastar mais de seu tempo e de suas energias no estudo e no serviço de seu Criador. Pode concentrar-se em aumentar a confiança em Jeová e nas suas promessas. Fogo, distúrbios ou violência podem destruir seu lar, mas não podem destruir a verdadeira segurança que provém de Jeová. É por isso que ‘aquele que me escuta’, diz Jeová, “residirá em segurança e estará despreocupado do pavor da calamidade”. (Pro. 1:33) Tal pessoa pode corretamente dizer: “Vou tanto deitar-me como dormir em paz, pois somente tu, ó Jeová, me fazes morar em segurança.” — Sal. 4:8.

      11. Que perda material poderá haver durante a “grande tribulação”?

      11 Finalmente, no que se refere ao lar e aos bens que se possuem, será que ficarão intatos durante a “grande tribulação”? Devemos pensar que, naquele tempo de condições caóticas, nossos bens não serão afetados? (Zac. 14:13) Também, durante a “grande tribulação”, Satanás e suas hostes lançarão um ataque contra os servos de Jeová, “para ganhar muito despojo e fazer grande saque”. (Eze. 38:12) Até que ponto Jeová permitirá que os inimigos vão, não sabemos agora, mas existe a probabilidade de perda material.

      12. O que podemos aguardar?

      12 Por todos estes motivos, podemos ver que não é sábio ficar emocionalmente preso demais a coisas tais como lares e mobília, não importa quão agradáveis possam ser atualmente. Não é que Jeová os condene, mas ele sabe que o apego a tais coisas poderá ser perigoso, assim como aconteceu com a esposa de Ló. (Luc. 17:31, 32) Nós, em vez disso, aguardamos o tempo, na nova ordem de Deus, em que seus servos, em segurança total, poderão construir moradias adequadas.

      É O DINHEIRO OU O EMPREGO A SUA SEGURANÇA?

      13. Quão seguro é o dinheiro? (Ecl. 7:12)

      13 Requer dinheiro para viver neste sistema de coisas e comprar as necessidades da vida. Muitos, porém, querem ter uma conta bancária substancial, achando que ela lhes dará segurança. Contudo, a história não muito distante mostra que não é assim. Na Grande Depressão, milhares de bancos cerraram as portas no mundo inteiro, com severas perdas para seus depositantes. E um economista declarou recentemente: “O sistema bancário . . . tem revelado uma contínua deterioração desde o fim da Segunda Guerra Mundial.” Também, o valor do dinheiro tem sido corroído pela inflação, assim como um bloco de gelo se derrete no sol. Deveras, a história do dinheiro é resumida numa só palavra: insegurança.

      14. Por que tem sentido manter-se livre do amor ao dinheiro? (Mat. 19:21)

      14 Assim, embora o dinheiro seja necessário e seja agora útil, é tolice basear sua confiança nele. Pois, não importa quais as ações as autoridades possam tomar para remendar os atuais sistemas econômicos, o fato é que, dentro em breve, todos entrarão em colapso total, e esta vez para sempre. Aproxima-se rapidamente o dia em que, como já aconteceu antes, “a própria prata deles lançarão nas ruas e o próprio ouro deles tornar-se-á uma coisa abominável. Nem a sua prata nem o seu ouro poderá livrá-los no dia da fúria de Jeová”. (Eze. 7:19) Em vista disso, a Palavra de Deus aconselha sabiamente: “Vossa maneira de viver esteja livre do amor ao dinheiro, ao passo que estais contentes com as coisas atuais.” Por não acatarem tal conselho e em vez disso criarem amor ao dinheiro, “alguns . . . foram desviados da fé e se traspassaram todo com muitas dores”. (Heb. 13:5; 1 Tim. 6:10) Portanto, o amor ao dinheiro não só desvia a pessoa dos interesses do reino de Deus, mas leva a sofrer “muitas dores”, por causa de tudo pelo qual a pessoa tem de passar para obtê-lo e mantê-lo.

      15. É a riqueza de algum proveito no esforço para alcançar a vida eterna? (Sal. 49:16, 17)

      15 Os ricos talvez queiram ‘viver para sempre e não ver a cova’, e que “suas casas fiquem por tempo indefinido”, até mesmo chamando-se “os seus bens de terra pelos seus nomes”. (Sal. 49:9, 11) Mas é Deus quem determinará o futuro. Não o dinheiro, mas Jeová é quem decidirá quem ou o que será preservado durante o vindouro tempo de dificuldades. E na sua nova ordem, a terra não será loteada segundo o capricho de quaisquer ricos e poderosos que vivam hoje. Jeová, por meio de seu governo do Reino, regulamentará os assuntos econômicos, para que todos os do seu povo tirem proveito da abundância da terra. (Rom. 2:11) Portanto, quão prático e salvador da vida é o conselho da Bíblia: “Armazenai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde ladrões não arrombam nem furtam.” (Mat. 6:20) Uma boa conta com Deus, no céu, é o que importa, não uma grande conta num banco.

      EVITE A ANSIEDADE

      16. Mesmo em tempos de dificuldades econômicas, que equilíbrio é mantido pelo cristão? (Mat. 6:34)

      16 No entanto, a maioria das pessoas, hoje em dia, não está ficando rica. Preocupa-se mais com ganhar bastante dinheiro para arcar com as despesas. Há muita ansiedade, porque as dificuldades econômicas, mundiais, nos últimos anos, fizeram com que muitos perdessem seu emprego e sua renda. O servo de Deus, em tais circunstâncias, também tem motivo de preocupação. Mas ele mantém seu equilíbrio. Lembra-se de que a Palavra de Deus lhe diz que não devemos estar “deixando de nos ajuntar, como é costume de alguns, mas [que devemos estar] encorajando-nos uns aos outros, e tanto mais quanto [vemos] chegar o dia”. (Heb. 10:24, 25) O cristão equilibrado reconhece que “o homem tem de viver, não somente de pão, mas de cada pronunciação procedente da boca de Jeová”. (Mat. 4:4) Portanto, embora conscienciosamente faça o possível para achar emprego, a fim de suprir suas necessidades, não deixará isso interferir em ele se reunir com outros cristãos para estudar a Palavra de Deus. Nem permite que tal preocupação afete seu serviço a favor dos outros na localidade, os quais ainda não conhecem a Jeová, nem seus propósitos. Mantém em primeiro lugar as coisas mais importantes, relacionadas com Deus e sua vontade. — Fil. 1:10.

      17. Que conhecimento consolador tem o cristão, embora ele mesmo tenha problemas econômicos? (Heb. 13:5, 6)

      17 O servo de Deus que tem problemas por causa das dificuldades econômicas tem uma grande vantagem sobre aqueles que não servem a Jeová. Ele é consolado pelo fato de que o Deus a quem serve conhece melhor a sua situação do que ele mesmo, e, como Pai amoroso, pode-se confiar em que ele ajude em tempos de necessidade. Proveria Deus as reuniões para o fortalecimento espiritual, e as oportunidades para pregar as boas novas da iminente nova ordem, ao mesmo tempo deixando de apoiar os seus servos que colocam os interesses de Deus em primeiro lugar na sua vida? Também, visto que o próprio Deus diz que ‘aquele que não faz provisões para os seus próprios é pior do que um incrédulo’, não se apegaria ele mesmo a este princípio? (1 Tim. 5:8) “Há injustiça da parte de Deus? Que isso nunca se torne tal!” diz o apóstolo Paulo. — Rom. 9:14.

      18, 19. (a) Em vez de ficarmos pesarosos com a possibilidade duma perda material, por que devemos alegrar-nos em vista do iminente fim deste sistema iníquo? (b) Portanto, que proceder adotaremos neste tempo do fim?

      18 Sim, Jeová criou os homens com o desejo natural de ter boas coisas. Mas, neste apogeu das eras, todas as considerações materiais precisam ser mantidas no seu devido lugar. Nunca devemos permitir que nos dominem. Portanto, quando pensamos na “grande tribulação”, que se aproxima rapidamente, não seremos como a esposa de Ló. Não ficaremos pesarosos diante da idéia de perdermos os nossos bens, porque tal pensamento negativo pode desequilibrar-nos a ponto de pormos em perigo a nossa própria vida.

      19 Em vez disso, alegrar-nos-emos com o iminente fim deste sistema iníquo. Sabemos que isto significará a vindicação do nome de Jeová, bem como a salvação das pessoas que levam este nome e que o defendem na sua vida diária. Por causa de sua lealdade a Jeová, elas serão introduzidas numa nova ordem, onde terão a tarefa agradável de transformar esta terra num paraíso, livre da influência de Satanás e do seu sistema iníquo de coisas, e livre da escravização ao pecado e à morte. (1 Cor. 15:25, 26) Com tal grandioso futuro logo à frente, todos os que querem continuar vivos desejarão ‘basear a sua esperança não nas riquezas incertas, mas em Deus, que nos fornece ricamente todas as coisas para o nosso usufruto; para praticarem o bem, para serem ricos em obras excelentes, para serem liberais, prontos para partilhar, entesourando para si seguramente um alicerce excelente para o futuro, a fim de que se apeguem firmemente à verdadeira vida’. — 1 Tim. 6:17-19.

  • A “sinagoga dos libertos”
    A Sentinela — 1977 | 1.° de dezembro
    • A “sinagoga dos libertos”

      ■ Entre aqueles que discutiam com Estêvão havia homens da “chamada Sinagoga dos Libertos”. (Atos 6:9) Quem seriam estes homens? O liberto era o escravo forro. Portanto, os associados com a “Sinagoga dos Libertos” talvez fossem escravos libertos, que se haviam tornado prosélitos judaicos, ou então judeus levados cativos pelos romanos, mas posteriormente libertos.

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