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  • A escolha que todos temos de fazer
    Verdadeira Paz e Segurança — De Que Fonte?
    • Capítulo 1

      A escolha que todos temos de fazer

      1-4. (a) Que condições tem observado, que o fazem dar-se conta de quão desejável seria ter verdadeira paz e segurança? (b) Em que base predizem os líderes do mundo que esperam uma paz duradoura? (c) Que espécie de problemas precisa ser solucionada, se o arranjo de paz e segurança há de beneficiar a sua própria vida?

      CERTAMENTE deseja também paz e segurança, assim como a maioria das pessoas hoje em dia. As pessoas em toda a parte estão cansadas da guerra, da tensão e da confusão. Anseiam um alívio. Não se alegraria de ver esta terra tornar-se um lar agradável e seguro para todos os seus habitantes?

      2 Há todos os motivos para se crer que o alívio ansiado já está agora próximo! De que fonte virá?

      3 Os líderes do mundo predizem hoje com confiança a vinda duma ‘nova era’ na história do mundo. Dizem que a ameaça duma guerra global e duma destruição nuclear já é coisa do passado. Por quê? Porque, segundo dizem, a mudança dramática nas relações entre as grandes potências do mundo está trazendo um tempo de paz e segurança tal como o mundo nunca conheceu. Um estadista de destaque disse em janeiro de 1973: “Fizemos um avanço para criar no mundo aquilo que o mundo não conheceu antes — a estrutura duma paz que pode durar, não apenas em nosso tempo, mas também nas gerações futuras.”1

      4 A questão é: De que se precisa para tornar a paz e a segurança genuínas? Como pode isso tornar sua vida segura? Para que consiga isso, não teria de existir na sua própria vizinhança e no seu lar, e não teria de solucionar os problemas que o afetam seriamente? Não teria de solucionar também os problemas do crescente crime e do vício dos entorpecentes, da elevação do custo de vida e dos pesados impostos, da poluição cada vez maior e do constante enfraquecimento dos vínculos familiares? Ora, enquanto quaisquer destas situações prevalecerem, serão uma ameaça para a sua paz e segurança pessoais.

      5-8. (a) Baseado na sua própria experiência na vida, acha que os homens solucionarão esses problemas? (b) Onde mais poderemos procurar uma solução? (c) Que destaque tem a Bíblia como livro?

      5 Os homens oferecem hoje a esperança de que podem solucionar os grandes problemas que afligem a humanidade. Dizem que, não havendo mais o peso esmagador da guerra, podem aplicar a riqueza, a pesquisa e o potencial humano com muito mais vigor na procura das soluções para coisas tais como o crime, a doença, a fome, a pobreza e as péssimas moradias.

      6 Acredita nisso? Há qualquer evidência sólida, do passado ou do presente, que mostre que os homens conseguem achar tais soluções? O que mostra a história humana? O que lhe diz a sua própria experiência na vida?

      7 ‘Mas, se os homens não acharem a solução, o que mais restará?’ talvez pergunte. ‘Que escolha temos?’ Ora, que dizer de Deus? Existe o fato inegável de que a terra e as coisas vivas nela evidenciam um objetivo inteligente. (Hebreus 3:4) Portanto, onde entra Deus neste assunto? Interessa-se ele? Intervirá nos assuntos humanos?

      8 Em vista do que está em jogo, não lhe valerá a pena examinar o que a Bíblia diz sobre este assunto? Talvez se dê conta de que a Bíblia é o livro mais traduzidoa e mais divulgado na terra. Mas, sabia que ela trata dos mesmos assuntos que nos preocupam grandemente hoje, neste século vinte?

      9. O que diz a Bíblia sobre o futuro da humanidade e sobre os governos?

      9 Muitos souberam que ela prediz uma vindoura destruição do mundo, e isto talvez os perturbe. Poucos sabem, porém, o que ela diz sobre quando virá esta destruição ou suas profecias de vida aqui mesmo na terra, depois disso. (Mateus 24:21, 22; 2 Pedro 3:11-13) Talvez tenham orado para que ‘venha o reino de Deus’. Mas, poucos se dão conta de que a Bíblia fala deste reino como sendo um governo real, um governo que em breve substituirá todos os atuais sistemas políticos. — Daniel 2:44.

      10. Quais são algumas das diferenças entre o que a Bíblia diz sobre o que será feito pelo reino de Deus e o que os líderes humanos dizem que eles farão?

      10 Há uma enorme diferença entre a paz e a segurança que a Bíblia mostra serão trazidas pelo reino de Deus e as que os atuais líderes humanos prometem. Os homens falam hoje em termos de redução de armamentos por meio de tratados e pactos de paz. A Bíblia, em contraste, diz que Deus, em breve, acabará completamente com todos os armamentos e removerá as causas básicas da guerra. A segurança que Deus promete não é apenas quanto a uma guerra entre nações. É segurança contra qualquer espécie de inimigos, em qualquer parte, para que ninguém precise temer, dia ou noite. (Miquéias 4:3, 4) Os homens se preocupam agora em conseguir controlar os crimes, mas o propósito declarado de Deus é eliminar até mesmo o motivo dos crimes, desarraigando as atitudes e as condições que causam os crimes. (Salmo 37:8-11 [36:8-11, So e outras versões católicas]; Gálatas 5:19-21) As nações falam em progresso na pesquisa da medicina e em melhor tratamento dos doentes e idosos. Mas a Bíblia explica de que modo o governo de Deus produzirá plena saúde duradoura, sim, vencendo até mesmo os problemas do envelhecimento e da morte. (Revelação 21:3, 4) Sob a espécie de regência que se descreve na Bíblia, o trabalho da pessoa significará mais do que apenas obter dinheiro ou bens — tornará a vida significativa, dando-lhe objetivo e verdadeira satisfação. Pois, afinal, não importa quanto se lhe pague, quão feliz poderá ser se o seu trabalho for monótono, se sentir frustrado e se não tiver um verdadeiro senso de realização na vida? — Romanos 8:19-21; Isaías 65:21-23.

      11. Para decidirmos se teremos confiança nos homens ou naquilo que a Bíblia promete, que perguntas faremos bem em fazer a nós mesmos?

      11 O que prefere? Qual destas duas regências acha que lhe darão verdadeira paz e segurança? Achou realmente o que deseja na vida por acompanhar aquilo que o mundo em geral aceita? Se se deixou levar por aquilo que talvez atualmente seja popular, verificou que confiou numa paz falsa, numa segurança fraudulenta, que não só o deixou desiludido, mas também em grande perigo? Por outro lado, pode confiar naquilo que a Bíblia promete como sendo algo crível, prático e realístico?

      12. Por que seria proveitoso que examinássemos juntos as respostas a estas perguntas?

      12 A escolha que cada um tem de fazer não é de somenos importância. Nossa própria vida está em jogo. Portanto, a resposta a estas perguntas feitas certamente merece o seu detido exame.

  • Podem os homens produzir duradoura paz e segurança?
    Verdadeira Paz e Segurança — De Que Fonte?
    • Capítulo 2

      Podem os homens produzir duradoura paz e segurança?

      1. Por que é importante que nossa esperança de paz e segurança se baseie em realidade e verdade?

      A ESPERANÇA genuína baseia-se em realidade e verdade. Esperanças falsas apenas cegam as pessoas quanto à verdadeira esperança, enganando-as. Num tempo de crise tal como nos confronta agora, as esperanças falsas podem até mesmo tirar a vida da pessoa.

      2, 3. (a) Que perguntas faremos com proveito a nós mesmos sobre os problemas envolvidos em se trazer paz e segurança? (b) Que questão adicional confronta os que afirmam ter fé em Deus?

      2 Portanto, precisamos perguntar-nos: Reconhecemos plenamente quão grandes são os problemas que precisam ser solucionados para se trazer genuína paz e segurança? Reconhecemos quão urgente se tornou a situação? Que evidência temos realmente de que as soluções dos homens estejam à altura da imensidade da tarefa?

      3 Confrontamo-nos também com a questão de se podemos ou não confiar nos líderes do mundo e ao mesmo tempo também em Deus. Alguns acham que podem. Acham que os atuais esforços humanos para trazer paz duradoura têm o apoio de Deus. Mas têm mesmo? Visto que há tanta coisa em jogo, faremos bem em examinar os fatos.

      A URGÊNCIA E O MEDO MOVEM OS HOMENS À AÇÃO

      4-6. O que tem chegado a reconhecer os líderes do mundo quanto a seriedade do problema que confronta a humanidade?

      4 Os homens têm procurado paz e segurança duradouras durante milhares de anos, mas sem êxito. Agora, porém, existe uma nova situação, que muitos acham que induzirá os homens a atacar os problemas e a ser bem sucedidos. Qual é esta nova situação?

      5 É que, pela primeira vez, os líderes mundiais reconhecem que se precisam decidir entre a paz mundial e o suicídio mundial. Concordam em que uma guerra nuclear total seria tão mortífera, que não haveria vencedores, mas apenas vencidos. Não só isso, mas muitos, especialmente os cientistas, dizem que há perigo ainda maior na poluição mundial e também na “explosão demográfica”, com ampla fome, doença e desassossego, que esta ameaça trazer. Dizem que o tempo se esgota para uma ação global por parte de todas as nações, se quiser evitar um desastre mundial. Uma notícia de Washington, D. C., E. U. A., declarou:

      “De repente, em qualquer número de países diversos — os Estados Unidos, a Grã-Bretanha, a França, a Alemanha, a Itália, a Suécia, a Checoslováquia, a União Soviética, a Índia e o Japão — homens de influência têm sentido um perigo iminente como os homens nunca viram. Os futurólogos chamam-na de crise das crises, a culminação dos infinitos erros do homem.” — Post de Washington.2

      6 Estes homens reconhecem que, embora a humanidade possa sobreviver a estas crises uma por vez, não pode sobreviver se todas, ou mesmo diversas delas, sobrevierem de uma só vez. Portanto, a questão é: Fará o medo do desastre com que a humanidade realmente se desvie da desunião e das contendas para um rumo que resulte em verdadeira paz e segurança?

      UM MUNDO SEM GUERRA PELOS ESFORÇOS DOS HOMENS?

      7-11. (a) O que mostra a história quanto à capacidade do homem de acabar com a guerra? (b) É o temor de uma guerra atômica uma base sólida para a paz? (c) É a paz duradoura garantida pela assinatura de pactos de desarmamento ou de tratados de paz?

      7 Que motivos reais temos para crer que os homens possam acabar completamente com a guerra? O que mostra a história?

      8 É verdade que houve alguns anos esparsos em que este planeta Terra esteve livre da guerra. Mas foram muito poucos. O analista militar Hanson W. Baldwin calculou que em uns 3.457 anos de história registrada houve mais de 3.230 anos de guerra e apenas 227 anos de paz.3

      9 Mas, não será isto mudado em vista do temor mútuo duma guerra atômica? Lembre-se de que os homens aprenderam a temer as armas nucleares já há mais de um quarto de século atrás, quando as bombas atômicas arrasaram duas cidades japonesas. Mas, a que os levou seu temor desde então? Na realidade, fez com que acumulassem cada vez mais destas armas e até mesmo continuassem a inventar outras de potência destrutiva muitíssimo maior.

      10 Não concorda que, em vez de assegurar a verdadeira paz, o medo causado pela ameaça dum ataque, na realidade, cria suspeita e tensão? Se estiver em paz com seu vizinho apenas porque sabe que ele está armado e ameaça usar suas armas, será esta uma verdadeira paz? Poderá sentir-se seguro enquanto este vizinho morar ao seu lado? Na realidade, este medo pode levar facilmente a ações precipitadas, impensadas e violentas. Por certo, o “equilíbrio de terror” que os líderes do mundo estabeleceram não é nenhuma base para uma paz genuína.

      11 É verdade que as nações podem assinar pactos de desarmamento ou tratados de paz. Mas, durante os séculos, assinaram-se literalmente milhares deles. Apesar disso, sempre que os sentimentos guerreiros se tornaram bastante fortes, estes tratados mostraram-se sem valor, apenas pedaços de papel. É realístico pensar-se que os líderes mundiais da atualidade manterão a sua palavra quando interesses nacionalistas, egoístas, parecerem exigir outra coisa? Ainda mais importante, arriscará a sua própria esperança de vida em paz e segurança pela promessa deles de manterem a paz?

      12, 13. (a) De que modo está aquilo que a Bíblia predisse sobre o fracasso do homem em trazer paz duradoura em harmonia com o que tem acontecido? (b) O que identifica a Bíblia como a causa real da guerra?

      12 Então, o que dizer da Bíblia? Exorta-nos ela a ter esperança e confiança nos esforços humanos de trazer paz, em face de toda a evidência que mostra a incapacidade do homem de conseguir isto? Ao contrário, ela predisse já há muito tempo que os homens, por si mesmos, nunca trariam a paz duradoura. Ela advertiu de antemão que, mesmo durante o período pouco antes de o reino de Deus eliminar da terra todos os que não têm verdadeiro amor à justiça, haveria “guerras e desordens”, ‘levantando-se nação contra nação e reino contra reino’ em guerra global. (Lucas 21:9, 10, 31; Revelação 6:1-4) A maior e mais destrutiva matança da história humana ocorreu em nossa geração, em duas guerras mundiais. E desde o fim da Segunda Guerra Mundial tem havido mais de 300 guerras ou levantes violentos, numa média de cerca de um por mês! O que a Bíblia predisse está em harmonia com o que realmente aconteceu. Ela não nos deu nenhuma esperança falsa.

      13 A Bíblia identifica também a verdadeira causa do problema. Ela mostra que a guerra não é causada por balas, bombas ou navios de guerra, mas sim por pessoas, pelo egoísmo humano. (Tiago 4:1-3) Se os homens hão de conseguir a paz duradoura, terão de produzir primeiro uma mudança mundial nas pessoas. Mas, baseado na atuação do homem durante os séculos, acha isto provável? Que dizer da atuação desta geração? Indica ela tal mudança como iminente — que as pessoas, em toda a parte, abandonam seu egoísmo, seu nacionalismo divisor, seu ódio racial e sua ganância comercial? Certamente que não! E a Bíblia diz verazmente que os homens nunca serão bem sucedidos, se buscarem a paz apenas para poderem continuar nos seus empenhos egoístas. — Isaías 57:19-21; 59:7, 8

      PODEM OS HOMENS IMPEDIR A EXPLOSÃO DA “BOMBA HUMANA”?

      14-17. (a) Quão rapidamente aumenta a população da terra, e o que significa isso quanto ao problema de se prover alimentos? (b) O que dizem os próprios cientistas sobre se eles têm ou não a necessária solução?

      14 A população da terra atingiu um bilhão de pessoas pela primeira vez no início do século dezenove. Em 1930, atingiu dois bilhões. Agora há mais de 3,6 bilhões de pessoas na terra, e calcula-se que a cifra ultrapassará os seis bilhões nos próximos trinta anos! O que significa isso?

      15 Significa que cada dia há cerca de 200.000 bocas a mais para alimentar. E a maioria destas estão em regiões onde a pobreza, a fome e a doença já afetam milhões de pessoas. Conforme disse o professor de nutrição, da Universidade Estadual de Michigan, E. U. A., Georg. Borgstrom:

      “Quem pensa que a atual crise mundial de proteína irá passar e cuidar de si mesma deve lembrar-se: os famintos do mundo se multiplicam duas vezes mais rápido do que os bem nutridos.”

      16 Mas, não desenvolveram os cientistas em agricultura novos tipos de arroz, trigo e milho de alta produção no que tem sido chamado de “revolução verde”? Sim, mas solucionará isto o problema da fome do mundo? São cada vez mais os peritos em alimentação que agora dizem que não. Muitos advertem que as novas variedades de cereais podem até mesmo contribuir para a fome. Como? Um despacho da Associated Press noticiou em 1971:

      “Os novos híbridos não são tão resistentes às pragas como os tipos mais antigos. Há a possibilidade de que a inteira colheita de um país — talvez uma colheita mundial — possa ser varrida por uma nova doença vegetal. Quase aconteceu no ano passado com a colheita de milho dos Estados Unidos.”5

      17 De fato, são os próprios cientistas que advertem com mais freqüência que eles não possuem a solução. Conforme o expressou um destacado biólogo:

      “Alguns acham que a batalha de alimentar a população do mundo já está perdida, e que é uma conclusão inevitável de que por volta de 1985 teremos uma fome mundial em que centenas de milhões de pessoas morrerão de fome. Devo admitir que, neste momento, não vejo nenhum grande programa de emergência que me faça divergir desta conclusão.”6

      18-21. (a) O que predisse a Bíblia sobre esta situação? (b) Seria o problema solucionado pela redução dos gastos militares? (c) Por que se desenvolveu uma situação tão séria assim?

      18 Apesar de toda a sua ciência agrícola, a sociedade moderna não conseguiu evitar as próprias condições a respeito das quais a Bíblia advertiu de antemão. Ela predisse com exatidão a ocorrência de uma severa escassez de víveres, em escala mundial, durante a “terminação do sistema de coisas”. — Mateus 24:3, 7; Revelação 6:5-8.

      19 Grande parte do problema não está primariamente nos métodos agrícolas, mas nas pessoas e nas suas atitudes contrárias aos princípios bíblicos. Já por décadas, as nações têm gasto vastas somas com armamentos, ao passo que milhões de pessoas em toda a terra encaram a fome. Segundo um relatório das Nações Unidas, as nações gastaram, em anos recentes, 200 bilhões de dólares por ano com suas forças armadas. Isto é mais do que o total da renda anual de um terço da população da terra!

      20 Mesmo que se abandonassem os enormes preparativos militares, o sistema econômico dividido do mundo frustraria qualquer alívio verdadeiro do problema. Mesmo quando há alimentos disponíveis, o desejo de maiores lucros amiúde impede a sua distribuição aos necessitados. Em alguns países, os governos pagam aos lavradores para não produzirem certas safras, e, em vez de deixarem que a grande produção reduza os preços, as safras são até mesmo destruídas.

      21 Quão diferente é tudo isto dos princípios apresentados na Bíblia, que estimulam a uma atitude amorosa para com os necessitados. (Deuteronômio 24:19-21) Os homens desenvolveram seus sistemas econômicos baseados no egoísmo, e, em vez de se trazer paz e segurança, desenvolveu-se uma situação que ameaça trazer conseqüências desastrosas. Mais cedo ou mais tarde, os homens ‘ceifarão o que semearam’, assim como a Bíblia salienta. — Gálatas 6:7.

      PODEM OS HOMENS FICAR EM PAZ COM A TERRA?

      22-25. (a) Quão sério é o problema da poluição? (b) Embora alguns esperem que a ciência humana forneça a solução, o que dizem os cientistas?

      22 Já durante dezenas de anos, os homens têm travado guerra com a própria terra em que vivem. Como? Pela poluição mundial. A poluição resulta dos resíduos nocivos produzidos pelo homem e ela tem atingido o seu suprimento de água, o ar que ele respira e o alimento que come, ao ponto de que ele não a pode mais eliminar. O homem tem assim posto em perigo os elementos mais básicos de que precisa para a vida.

      23 Os que confiam em que os homens produzam paz e segurança dizem que o homem encontrará meios para sobreviver a essa crise, assim como sobreviveu a crises no passado. Acham que a ciência humana proverá a solução.

      24 Mais uma vez, porém, são os próprios cientistas que hoje expressam as dúvidas mais sérias. Veja o seguinte:

      “O Dr. William D. McElroy, diretor demissionário da Fundação Nacional da Ciência [dos E. U. A.], disse recentemente que uma reação natural à ameaça representada pela poluição é que o homem já sobreviveu antes a outros perigos e pode fazê-lo novamente. Isto, infelizmente, ‘não está absolutamente em harmonia com os fatos. A verdade simples, hoje, é que a sobrevivência do homem numa sociedade aceitável de modo algum está assegurada . . . A auto-destruição pela degradação do ambiente é uma possibilidade real’.” — Journal de Atlanta.7

      25 Os homens podem inventar máquinas e produzi-las em massa, criando uma sociedade industrializada. Mas, no uso das máquinas, arruínam seu próprio meio ambiente. Conforme disse o Dr. René Dubos, autoridade em poluição:

      “Na minha opinião, não há possibilidade alguma de solucionar o problema da poluição — ou das outras ameaças à vida humana — se aceitarmos a idéia de que a tecnologia há de reger nosso futuro.”8

      26-28. (a) Predisse a Bíblia o desenvolvimento de tal situação crítica com respeito à terra? (b) Qual é a verdadeira causa do problema da poluição? (c) Para tratar dos problemas da ecologia, que conhecimento vital falta aos cientistas humanos, mas quem o possui?

      26 Novamente, a Bíblia predisse a falta de sabedoria do homem no seu uso das abundâncias da terra. A profecia em Revelação (Apocalipse) 11:18 predisse o tempo em que Deus teria de agir “para arruinar os que arruínam a terra”.

      27 E, novamente, torna-se claro que a Bíblia salienta de modo fidedigno a verdadeira causa dos problemas de poluição da humanidade. São a indústria e as máquinas? Não em primeiro lugar. Em primeiro lugar são as pessoas que causam a poluição. Poluem por causa do desejo egoísta ou da ignorância, ou por causa de ambos. Criaram os atuais sistemas econômicos para satisfazer os seus desejos, mas agora verificam que estes sistemas lhes tiram as próprias coisas de que precisam para usufruir a vida.

      28 É verdade que hoje se fala muito sobre a ecologia e a pesquisa do meio ambiente da terra. Mas os cientistas ainda não compreendem plenamente como funcionam os “ecosistemas” (as relações biológicas de que depende a vida) da terra. A revista Time disse a respeito destes ecosistemas:

      “Até mesmo o mais simples deles é tão complicado que o maior computador não consegue desvendá-lo plenamente.”9

      Os homens admitem que não compreendem a ecologia complexa da terra. Mas Deus a compreende, porque a criou. Não é sábio e prático recorrer ao Criador destas coisas para fornecer a solução dos problemas?

      SEGURANÇA PELA ELIMINAÇÃO DO CRIME

      29-31. (a) Quão amplo é o problema dos crimes? (b) Por que não seriam os crimes eliminados pela adoção de novas leis? (c) O que indica que a prosperidade material não solucionaria este problema?

      29 Embora a poluição ponha em perigo os próprios essenciais para a existência humana, é o aumento dos crimes que faz com que maior número de pessoas tenha medo. Os crimes roubam às pessoas constantemente mais da sua segurança pessoal, não só nas cidades grandes, mas também nas pequenas e nas zonas rurais. O que está em perigo não são apenas os bens, mas amiúde o próprio corpo da pessoa. Podem os homens dar-lhe verdadeira segurança contra estes perigos?

      30 Podem fazer isso por uma legislação nova? Já existem centenas e até mesmo milhares de leis nos códigos de leis do mundo. Contudo, elas não impediram o aumento dos crimes. A corrução profundamente arraigada desenvolve-se também amiúde nas próprias agências da lei. A desonestidade em lugares altos pode anular os esforços dos agentes da lei que são honestos. E resta o fato de que não se pode injetar a justiça no coração das pessoas por meio de leis.

      31 Acha-se a resposta em novos métodos de se descobrir e frustrar crimes? Para cada novo método produzido, os criminosos inventam novos modos de vencê-lo. Então, será o problema resolvido pela maior prosperidade numa “era de paz” criada pelo homem? Certamente é um engano concluir-se que o crime é característico apenas dos grupos de baixa renda. Por exemplo, veja esta notícia:

      “O número dos crimes cometidos por empresários e homens de profissões liberais na Austrália tem aumentado num grau espantoso nos últimos dois ou três anos.” — The Australian.10

      O Times de Nova Iorque também noticiou que o roubo no distrito financeiro de Wall Street é como um “vale-tudo”, acrescentando: “Todo o mundo rouba — os mensageiros, os funcionários, até os supervisores.”11 Os fatos mostram que a proporção mais elevada dos crimes é encontrada nas nações industriais mais ricas. E não se deve desperceber a crescente onda do vício dos entorpecentes.

      32. Cumpriu-se o que a Bíblia predisse sobre esta situação?

      32 O que está acontecendo foi predito há muito pelas profecias bíblicas: “Nos últimos dias haverá tempos críticos, difíceis de manejar. Pois os homens serão amantes de si mesmos, . . . sem autodomínio, ferozes, sem amor à bondade, . . . mais amantes de prazeres do que amantes de Deus.” (2 Timóteo 3:1-4) Especialmente digno de nota é que estas condições foram profetizadas como existentes entre os que afirmam ter fé em Deus, mas que se mostram falsos para com a sua afirmação. (2 Tim. 3 Versículo 5) E não verificamos hoje que as nações da cristandade são as mais atingidas pelos crimes e por outros males sociais similares? Jesus predisse também um “aumento do que é contra a lei” no período pouco antes de o reino de Deus destruir os iníquos, para fazer da terra um lugar a ser ‘herdado pelos de temperamento brando’. Este “aumento do que é contra a lei” é um fato da vida em nossos dias. — Mateus 24:12; 5:5.

      OS MAIORES PROBLEMAS DE TODOS

      33-38. (a) Mesmo que os homens pudessem solucionar todos os problemas considerados até aqui, que inimigos maiores da paz e da segurança ainda permaneceriam? (b) Que perspectivas vêem os pesquisadores da medicina para se vencer as grandes doenças que afligem a humanidade?

      33 Suponhamos que os homens pudessem solucionar os problemas da guerra, da pobreza, da fome, da poluição, do crime e do vício dos entorpecentes. Dar-lhe-ia isto plena paz e segurança? Não, ainda estaria faltando algo. Ainda permaneceriam a doença e a morte como inimigas invencíveis de sua segurança. De fato, o que significaria ou importaria a paz quanto a todos os outros problemas, se se tivesse de observar um membro querido da família adoecer e morrer, ou se o próprio corpo da pessoa fosse atacado por uma doença fatal?

      34 Em tempos recentes fizeram-se impressionantes progressos na medicina. Mas, que segurança real nos dá isso? O que admitem as próprias autoridades em medicina?

      35 Uma notícia no Wall Street Journal,12 sob o título “A Ciência Perde Terreno na Guerra Contra a Doença em Países Empobrecidos”, mostrou que três doenças (a malária, o tracoma e a esquistossomose) afligem agora 800 milhões de pessoas em tais nações. E os relatórios médicos indicam que o número dos afetados aumenta constantemente. De modo que quase uma quarta parte da população do mundo é afligida por apenas três das muitas doenças.

      36 Que dizer das nações mais abastadas? Nestas, as doenças cardíacas são o principal assassino. Numa recente Conferência Sobre Fome e Subnutrição, as doenças cardíacas foram chamadas “epidêmicas”. No Canadá, aflige um em cada quatro adultos. Nos Estados Unidos, mais de 50 por cento dos falecimentos, cada ano, são causados por doenças cardíacas, encontrando-se agora entre as vítimas muitos homens jovens. No entanto, segundo uma notícia publicada no jornal Times de Nova Iorque o “Dr. Moses, funcionário da Associação Cardiológica Americana disse que os médicos reconhecem que não podem ‘eliminar’ as doenças do coração”.13

      37 O número das vítimas da terrível doença do câncer também está aumentando. Qual é a esperança dum alívio? Harry Grundfest, Professor de Cirurgia da Universidade de Columbia, declarou: “Há apenas indícios vagos, por enquanto, no que tange à natureza do problema do câncer — e muito menos quanto à sua solução.”14

      38 Até mesmo os homens mais entusiásticos da medicina admitem que é improvável que em nossa vida se encontrem curas para as doenças cardíacas, o câncer, a malária e outras doenças muito mortíferas. Mesmo que fossem encontradas, eles se dão conta de que isto faria pouco para estender a duração mediana da vida da maioria das pessoas. As pessoas ainda envelheceriam e morreriam. Portanto, qual é a verdadeira segurança contra a doença, o envelhecimento e a morte que os homens podem oferecer?

      39. Onde podemos aprender o motivo de a vida humana ser tão curta e estar cheia de problemas?

      39 Embora escritas há milhares de anos atrás, continuam a ser verazes hoje as palavras encontradas na Bíblia, em Jó 14:1, 2: “O homem, nascido de mulher, é de vida curta e está empanturrado de agitação. Como a flor, ele brota e é cortado, e foge como a sombra e não permanece em existência.” A Bíblia mostra também o motivo disso, e ela identifica a causa primária e invisível de todos os problemas do homem, conforme veremos mais adiante.

      EM QUE DEPOSITARÁ SUA ESPERANÇA?

      40, 41. O que acha: é mais realístico esperar que os homens solucionem os problemas que confrontam a humanidade ou que só Deus pode fazer isso? Por quê?

      40 Sinceramente, pois, é ser realístico confiar nos líderes do mundo ou em outros homens para solucionar os problemas que confrontam a humanidade? Ou é mais realístico ter confiança na solução indicada pela Bíblia, a saber, a ação da parte do próprio Deus, por intermédio dum governo celestial justo? Há muito tempo atrás, o salmista inspirado escreveu as seguintes palavras:

      “Não confieis nos nobres, nem no filho do homem terreno, a quem não pertence a salvação. Sai-lhe o espírito, ele volta ao seu solo; neste dia perecem deveras os seus pensamentos. Feliz aquele que tem o Deus de Jacó por sua ajuda, cuja esperança é em Jeová, seu Deus, aquele que fez o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há.” — Salmo 146:3-6 (145:2-6, em algumas versões católicas).

      41 Nunca se esqueça de que, não importa quão sinceros sejam os homens ou quão influentes e poderosos sejam como líderes do mundo, todos eles são criaturas mortais. Não podendo salvar a si mesmos, como poderão salvar outros?

  • Fornecem as religiões do mundo a liderança certa?
    Verdadeira Paz e Segurança — De Que Fonte?
    • Capítulo 3

      Fornecem as religiões do mundo a liderança certa?

      1-3. (a) Que perguntas importantes se fazem aqui a respeito das religiões do mundo? (b) Por que são apropriadas estas perguntas?

      QUALQUER que seja a sua atitude para com a religião, certamente reconhece que ela exerce grande influência sobre a humanidade. Conforme declara a World Book Encyclopedia de 1970: “A religião tem sido uma das forças mais poderosas da história.”15

      2 Com toda a sua influência sobre centenas de milhões de pessoas, constituem as religiões do mundo uma força genuína para a paz e a segurança? Ou contribuíram para a turbulência existente na terra? Será que lhes cabe realmente a maior responsabilidade por levar a humanidade face a face com a destruição do mundo?

      3 Estas perguntas talvez surpreendam. Mas, talvez nos lembremos do que Cristo Jesus disse a respeito dos líderes religiosos dos seus dias: “Deixai-os. Guias cegos é o que eles são. Se, pois, um cego guiar outro cego, ambos cairão numa cova.” (Mateus 15:14) Hoje em dia há centenas de religiões que afirmam ser cristãs e que se jactam de ter quase um bilhão de membros. As nações da cristandade estão entre as mais poderosas do mundo. Certamente, o que foi ensinado pelas religiões da cristandade teve muito que ver com as condições do mundo. Portanto, justificam a sua afirmativa de representar a Deus e a Cristo Jesus, e de seguir a Bíblia como a Palavra de Deus? Ou será que elas, bem como as outras religiões do mundo, na realidade, levam a humanidade a um conflito com Deus, um conflito que só pode resultar em desastre?

      4, 5. Como podem as respostas a estas perguntas ajudar-nos a verificar quão fidedigna é a Bíblia?

      4 Se procurar uma vida pacífica e segura para si mesmo e para a sua família, deverá acolher com prazer uma consideração franca destas questões. A resposta a elas lhe revelará também outra coisa. Tornará possível que saiba exatamente quão fidedigna a Bíblia é e qual é a força da afirmação dela de ser a Palavra de Deus. Por quê?

      5 Porque a Bíblia diz que tanto há uma religião verdadeira como uma falsa. E ela declara que Deus aprova e abençoa apenas a religião que se funda na verdade, estando livre de hipocrisia e engano. (Mateus 15:7-9; João 4:23, 24; Tito 1:16) Ela declara que apenas a verdadeira adoração em plena harmonia com a Palavra de Deus pode produzir pessoas que vivam em paz e união, com genuíno amor mútuo. (Isaías 32:17, 18; João 13:35) Se este for o caso, então, certamente, a religião que for contrária à Bíblia nunca poderá ser bem sucedida em levar a humanidade à verdadeira paz e segurança. Tem este sido o caso?

      QUE LIDERANÇA FORNECE A RELIGIÃO DO MUNDO QUANTO À GUERRA?

      6. Antes de poder haver verdadeira paz, que terão de fazer as pessoas?

      6 A Bíblia se refere a Deus como sendo aquele “que dá paz”. (Romanos 16:20) E manda-se que seu povo “busque a paz e empenhe-se por ela”, que ‘forje das suas espadas relhas de arado’ e não aprenda mais a guerra. (1 Pedro 3:11; Isaías 2:2-4) Tal paz em toda a terra só pode vir se as pessoas primeiro ‘amarem o seu próximo como a si mesmas’. — Mateus 22:39.

      7-12. O que mostram os fatos quanto a se as religiões do mundo têm ensinado a espécie de amor que promoveria a paz internacional?

      7 Ensinaram as religiões deste mundo tal amor aos seus seguidores? Ensinaram-lhes que este amor deve vencer as barreiras nacionais e as diferenças raciais ou lingüísticas? Justificaram as igrejas da cristandade, católicas e protestantes, sua afirmação de seguir a Jesus Cristo “como o Príncipe da Paz”? Embora isto talvez surpreenda a muitos, a história prova o contrário.

      8 Conforme observou o jornal Times de Nova Iorque: “No passado, hierarquias católicas locais quase sempre têm apoiado as guerras de suas nações, abençoando as tropas e fazendo orações em prol da vitória, ao passo que outro grupo de bispos [católicos], do outro lado, orava publicamente por um resultado oposto.”16 Os líderes protestantes têm feito o mesmo.

      9 A Primeira Guerra Mundial que irrompeu no coração da cristandade foi típica neste respeito. A grande maioria dos homens em ambos os lados eram das mesmas religiões. O jornal belga La Dernière Heure relata que durante a guerra o cardeal católico romano Amette de Paris disse o seguinte aos soldados franceses:

      “Meus irmãos, companheiros do exército francês e de seus gloriosos aliados, o Deus Todo-poderoso está do nosso lado. . . . Deus está perto de nossos bravos soldados na batalha, dá-lhes força e os fortifica contra o inimigo. . . . Deus nos dará a vitória.”17

      10 Ao mesmo tempo, do outro lado, o arcebispo católico de Colônia, na Alemanha, disse aos soldados alemães:

      “Deus está conosco nesta luta pela justiça . . . Ordenamo-lhes, em nome de Deus, que lutem até à última gota de seu sangue para a honra e glória do país. . . . Deus sabe que estamos do lado da justiça e nos concederá a vitória.17

      11 Representam as igrejas a Deus quando fornecem uma liderança tão contraditória e cheia de ódio? Depois que a Itália invadiu a Etiópia, em 1935, o jornal Courier, de Pittsburgh, comentou:

      “A igreja segue a bandeira, mesmo que a bandeira esteja encharcada com o sangue das vítimas inocentes da loucura da guerra, chacinadas em nome da civilização . . .

      “É assim como a Igreja Católica que aprovou, ou raras vezes desaprovou este roubo, esta exploração e este assassinato internacionais, assim fizeram também as igrejas protestantes.

      “Em grande parte, a atual fraqueza espiritual da Igreja Cristã é atribuível à sua constante transigência com os males que supostamente deve combater.”18

      12 Durante a Segunda Guerra Mundial e nas guerras desde então, as igrejas seguiram o mesmo modelo. Então, que dizer das religiões fora da cristandade? É sua atuação diferente? Ao contrário, os membros destas mesmas religiões não-cristãs amiúde se mataram mutuamente em luta violenta e em guerra, conforme a história atesta abundantemente. Muitas vezes, seus ensinos religiosos apóiam tal violência e derramamento de sangue.

      13. Concorda a Bíblia com as ações dos clérigos que, em nome da paz, se empenham em protestos violentos contra os governos existentes?

      13 É verdade que em tempos de paz os líderes religiosos louvam a paz; é então popular fazer isso. E às vezes poderá ouvir ou ler a respeito de alguns que adotam uma atitude contra a guerra, mesmo quando tal atitude não é popular. Contudo, estes mesmos líderes religiosos freqüentemente mostram que não são genuinamente pacíficos, porque se empenham em ações de protesto que amiúde são violentas. Alguns até mesmo advogam a sabotagem e a revolta contra os governos existentes. Mas a Bíblia condena tal proceder. — Romanos 12:17-19; 13:1, 2.

      14. (a) Com que linguagem simbólica se descrevem na Bíblia as religiões do mundo? (b) Que culpa se atribui a “Babilônia, a Grande”?

      14 A influência das religiões do mundo sobre as nações da terra tem sido tão grande, que a Bíblia descreve estas religiões coletivamente como império. Fala-se delas sob o nome de “Babilônia, a Grande”, da qual se diz que é “a grande cidade que tem um reino sobre os reis da terra”. (Revelação 17:3-5, 15, 18) Visto que as nações do mundo inegavelmente se ‘prostituíram’ por lucro político, comercial e social, este império religioso, Babilônia, a Grande, é representado como “meretriz”. Diz-se a respeito deste império religioso, meretrício: “Nela se achou o sangue . . . de todos os que foram mortos na terra.” (Revelação 18:24) Parece isso chocante — que as religiões do mundo levem a culpa principal por todas as matanças na história do mundo? No entanto, a influência que exerceram e a liderança que proveram em apoio da guerra, bem como a realização de cruzadas violentas e de perseguição religiosa, lançam exatamente esta responsabilidade sobre elas. — Veja Mateus 23:33-36; 27:20-23, 25.

      15. Se aqueles que são membros das igrejas realmente quiserem a paz, que questões terão de estar dispostos a enfrentar quanto à sua própria igreja?

      15 A Bíblia ensina que “devemos ter amor uns pelos outros; não como Caim que se originou do iníquo [Satanás, o Diabo] e que matou a seu irmão”. (1 João 3:10-12) No entanto, a humanidade continua no proceder de Caim, e as religiões do mundo têm abençoado os que seguem tal proceder. Se for membro duma igreja, pergunte-se: ‘Que dizer de minha própria religião? Se todas as pessoas pertencessem à minha religião, teriam parado as guerras e seria esta terra agora um lugar de genuína paz?’

      PROMOVEM AS RELIGIÕES DO MUNDO A BOA MORALIDADE

      16. (a) Por que é o apego às normas verdadeiras da boa moral um fator importante para a paz e a segurança? (b) O que promove tal boa moralidade, conforme ensina a Bíblia?

      16 Pode alguém usufruir paz verdadeira com seu próximo ou segurança real, quando não há apego às normas verdadeiras da boa moralidade? É evidente que não. Sem isto, haverá mentiras, roubos, adultério e práticas similares. O genuíno amor ao próximo deve promover a boa moralidade. Conforme o expressa a Bíblia:

      “Quem ama o seu próximo tem cumprido a lei. Pois o código da lei: ‘Não deves cometer adultério; não deves assassinar, não deves furtar, não deves cobiçar’, e qualquer outro mandamento que haja, está englobado nesta palavra, a saber: ‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.’ O amor não obra o mal para com o próximo; portanto, o amor é o cumprimento da lei.” — Romanos 13:8-10.

      17, 18. (a) Podemos esperar usufruir a paz com Deus se não nos apegarmos às normas justas da boa moral? (b) Quem estabelece estas normas?

      17 O que é ainda mais importante, porém, é se crê que se possa estar em paz com Deus, com a garantia de Seu favor e de Sua proteção, sem se praticar a verdadeira moralidade. Poderia respeitar e honrar a Deus se ele não exigisse tal boa moralidade daqueles a quem aprova?

      18 Por certo, para Deus poder exigir justiça, teria de esclarecer às suas criaturas quais são as suas normas de moral. Dizer que cada um devia estabelecer as suas próprias normas e se orientar por elas não seria mais razoável do que dizer que cada um devia estabelecer as suas próprias leis de trânsito e se orientar por elas. Sabe qual seria o resultado disso. A Bíblia mostra logicamente que há apenas um caminho para a aprovação de Deus, e que qualquer outro caminho só leva à destruição. — Mateus 7:13, 14.

      19. Se as igrejas da cristandade fornecessem uma boa liderança na boa moralidade, o que se esperaria ver na vida de seus membros?

      19 Portanto, representam as igrejas da cristandade realmente a Bíblia, defendendo as suas normas de moral e provendo assim liderança para o resto do mundo? O que mostra a vida daqueles que pertencem a tais igrejas? A Bíblia diz que os “frutos do espírito [de Deus] são amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura, autodomínio”. (Gálatas 5:22, 23) São estes os frutos que as religiões do mundo produzem? Ou encontra, antes, uma surpreendente quantidade de frutos “podres”, “as obras da carne . . . fornicação, impureza, conduta desenfreada, idolatria, prática de espiritismo, inimizades, rixa, ciúme, acessos de ira, contendas, divisões, seitas, invejas, bebedeiras, festanças”? (Gálatas 5:19-21) Comparando os homens a árvores, a Bíblia diz que cada “árvore” que produz tais frutos deve ser destruída. — Mateus 7:17-19; 12:33.

      20-22. (a) Quanto à moralidade, que perguntas precisa fazer sobre os membros da sua própria igreja? (b) O que diz a Bíblia que se deve fazer com um membro da congregação, que se torna praticante da imoralidade? (c) Faz-se isso nas igrejas?

      20 Se pertencer a alguma religião, pergunte-se: ‘Quanta confiança e segurança tenho a respeito das normas de moral de seus membros? Se todas as pessoas da terra vivessem como os membros da minha religião, acabaria isto com o crime, as práticas comerciais desonestas, as contendas e a imoralidade sexual?’

      21 É evidente a verdade da advertência bíblica de que “um pouco de fermento leveda a massa toda” e que “más associações estragam hábitos úteis”. (Gálatas 5:9; 1 Coríntios 15:33) Este é o motivo por que o apóstolo inspirado escreveu aos cristãos: “[Cessai] de ter convivência com qualquer que se chame irmão, que for fornicador, ou ganancioso, ou idólatra, ou injuriador, ou beberrão, ou extorsor, nem sequer comendo com tal homem. . . . ‘Removei o homem iníquo de entre vós.’” — 1 Coríntios 5:11-13.

      22 É verdade que alguém pode cometer um erro momentâneo e depois recuperar-se. Mas que dizer daqueles a respeito dos quais o apóstolo escreveu, dos que praticam tais coisas, tornando-as parte de sua vida? Se estes afirmam servir a Deus, então são hipócritas. Certamente detesta a hipocrisia, e a Bíblia mostra que Deus a odeia, bem como os que a praticam. (Mateus 23:27, 28; Romanos 12:9) Então, que dizer de sua religião? Protegem seus líderes religiosos os membros dela contra o perigo espiritual por ‘repreender perante todos os espectadores aqueles que praticam pecado’? (1 Timóteo 5:20) Expulsam eles os que persistem na transgressão, não mostrando nenhum arrependimento genuíno? Ou permitem que tais permaneçam como membros de boa reputação, contagiando os outros? Ou aparentam apenas adotar a boa moralidade, ao passo que realmente toleram a transgressão ou ‘fecham os olhos’ a ela? — Mateus 15:7, 8.

      23. (a) O que dizem atualmente muitos clérigos a respeito de coisas tais como fornicação, adultério e homossexualismo? (b) O que diz a Bíblia sobre tal conduta?

      23 Em todo o mundo acumula-se evidência contra as religiões do mundo, evidência de que elas não têm sido uma força genuína a favor da boa moralidade, e da segurança e da paz resultantes. Hoje são cada vez mais os líderes religiosos que dizem publicamente que a fornicação, o adultério e o homossexualismo não necessariamente estão errados. Talvez tenha pessoalmente lido notícias neste sentido. Estes representam a tendência das religiões do mundo. Mas não representam a Bíblia, que diz:

      Não sejais desencaminhados. Nem fornicadores, nem idólatras, nem adúlteros, nem homens mantidos para propósitos desnaturais, nem homens que se deitam com homens, nem ladrões, nem gananciosos, nem beberrões, nem injuriadores, nem extorsores herdarão o reino de Deus.” — 1 Coríntios 6:9, 10.

      24. Como pode alguém certificar-se do que o ministro de sua igreja crê quanto a tal conduta?

      24 Talvez ache que os líderes de sua religião estão firmemente a favor das normas de boa moral. Mas já perguntou pessoalmente alguma vez ao seu ministro que conceitos ele tem sobre estes assuntos? Merece saber isso e precisa saber isso, porque está envolvida a sua própria esperança de vida.

      LIVRAMENTO DA GANÂNCIA E DO EGOÍSMO

      25. Que efeito tem o “amor ao dinheiro” sobre as relações humanas?

      25 A ganância e o egoísmo são claramente a raiz de grande parte da atual luta e insegurança. A Bíblia diz que “o amor ao dinheiro é raiz de toda sorte de coisas prejudiciais”. (1 Timóteo 6:10) Estão as religiões do mundo livres disso, e especialmente as da cristandade?

      26, 27. Como mostraram as religiões do mundo a sua atitude para com o dinheiro e o acúmulo de latifúndios?

      26 Não é verdade que é o costume regular das igrejas da cristandade cobrar taxas e dízimos, fazer passar o prato da coleta, promover campanhas de angariar fundos e pedir publicamente dinheiro em programas religiosos de rádio e televisão ou pelo correio? Quando os membros das igrejas desejam os serviços dos líderes religiosos, não se sentem em geral obrigados a pagar — por exemplo, pelo batismo, pelo casamento ou por serviços fúnebres? E em todo o mundo se pede e pressiona as pessoas realmente pobres para financiarem a construção de dispendiosas catedrais e templos.

      27 Em muitas terras, as religiões do mundo criaram fama por acumularem riquezas e grandes latifúndios. No século dezenove, a Igreja Católica Romana no México era dona de nada menos do que a metade de todos os bens imóveis daquele país.19 Também em muitos países que têm religiões não-cristãs, o maior acúmulo de riquezas amiúde está nos templos religiosos, em geral em vívido contraste com a pobreza de grande parte da população em volta.

      28. Como se contrasta esta prática com os ensinos de Jesus Cristo e seus apóstolos?

      28 Contraste isto com o ensino de Jesus Cristo, que disse aos seus discípulos: “De graça recebestes, de graça dai.” (Mateus 10:8) O registro bíblico mostra que entre os cristãos originais todas as dádivas eram voluntárias, sem pressão. (Atos 11:29, 30; 2 Coríntios 9:7) Os que tomavam a dianteira, os apóstolos e outros, não eram um fardo para seus irmãos cristãos, nem se enriqueceram às custas de seus irmãos. Trabalharam com as próprias mãos. (Atos 18:1-4; 20:33-35) Dá-se o mesmo no caso dos líderes religiosos que conhece?

      29. Que similaridades vê entre os líderes religiosos do mundo, nos nossos dias, e aqueles que se opuseram a Jesus no primeiro século E. C.?

      29 Compare os líderes religiosos do mundo atual com os líderes religiosos que se opuseram a Jesus no primeiro século E. C. Embora fizessem certas obras caridosas, aqueles homens amavam a glória e o destaque, e cultivavam o favor dos líderes políticos. (Mateus 6:2; Marcos 12:38-40; João 11:47, 48; 19:12) Jesus disse claramente a tais “amantes do dinheiro” que eles eram repugnantes aos olhos de Deus, porque eram hipócritas. Ele os comparou a “sepulcros caiados, que por fora, deveras, parecem belos, mas que por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda sorte de impureza”, e depois lhes disse: “Do mesmo modo, vós também, deveras, pareceis por fora justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e do que é contra a lei.” — Lucas 16:14, 15; Mateus 23:27, 28.

      EM QUE RESULTOU A REJEIÇÃO DA BÍBLIA?

      30. Conforme se mostra em Isaías 48:17, 18, qual é o resultado quando as pessoas prestam atenção aos mandamentos de Jeová?

      30 Registra-se que Jeová Deus disse ao povo de Israel, nação que afirmava adorá-lo: “Eu, Jeová, sou teu Deus, Aquele que te ensina a tirar proveito . . . Oh! se tão-somente prestasses realmente atenção aos meus mandamentos! A tua parte se tornaria então como um rio e a tua justiça como as ondas do mar.” — Isaías 48:17, 18.

      31-33. O que se mostra aqui quanto à atitude de muitos clérigos para com a Palavra de Deus?

      31 Mas a evidência considerada mostra que as religiões do mundo não prestaram atenção aos mandamentos de Deus. Na cristandade, de fato, são cada vez mais os clérigos que expressam abertamente a sua falta de fé na Bíblia, como sendo a Palavra inspirada de Deus. A revista Science, de novembro de 1972, descreveu uma reunião da junta de educação da Califórnia, em que um “bispo mórmon e o deão da Catedral Episcopal da Graça, de São Francisco”, argumentaram a favor da evolução, contrário à narrativa da criação no livro bíblico de Gênesis.20

      32 A Nova Enciclopédia Católica (em inglês), embora afirme aceitar essencialmente a Bíblia como inspirada, diz: “Não obstante, é evidente que muitas declarações bíblicas simplesmente não são verazes, quando julgadas à luz do moderno conhecimento da ciência e da história.”21

      33 Um conceito similar é expresso no Broadman Bible Commentary, batista.22 Em 1972, num congresso dos Batistas do Sul (o maior grupo protestante dos Estados Unidos), apresentou-se uma resolução para se recolher e rescrever esta obra, porque ela não defendia a veracidade da Bíblia. Mas a resolução foi rejeitada por voto na proporção de cerca de 4 contra 1. — The Christian Century, 2 de agosto de 1972.

      34, 35. (a) Qual tem sido o resultado da rejeição dos ensinos da Bíblia? (b) Portanto, podemos razoavelmente esperar que as religiões do mundo conduzam a humanidade à paz e à segurança?

      34 Qual tem sido o resultado de tudo isso? Puderam as religiões do mundo demonstrar que podem rebaixar os ensinos da Bíblia e ainda assim produzir boa moral, conducente à paz e à segurança? Ao contrário, as condições pioram em toda a terra, e a cristandade tem estado por muito tempo entre os mais duramente atingidos pelo crime, pela imoralidade, pelo vício dos entorpecentes, pelas lutas raciais e pela guerra. As nações com religiões não-cristãs também se tornam cada vez mais o cenário de desassossego e de divisão, de corrução política e de moral decadente. Conforme o expressa a Bíblia: “Rejeitaram a própria palavra de Jeová, e que sabedoria é que eles têm?” — Jeremias 8:9.

      35 A evidência, em todo o mundo, é inegável. Prova que as religiões do mundo não são uma verdadeira força em prol de paz e segurança. O que significa isso para nós?

      APROXIMA-SE O FIM DAS RELIGIÕES DO MUNDO

      36, 37. O que adverte a Bíblia quanto ao que sobrevirá às religiões do mundo?

      36 Jesus Cristo declarou: “Toda planta que meu Pai celestial não tiver plantado, será desarraigada.” (Mateus 15:13) Os maus frutos das religiões do mundo provam que elas não foram plantadas por Deus. Assim como a Bíblia adverte que tais religiões nunca trarão condições pacíficas e justas, ela adverte também da vindoura destruição de todos os falsos sistemas de adoração.

      37 Falando de tal império religioso sob o símbolo da meretrícia “Babilônia, a Grande”, Deus diz:

      “Os pecados dela acumularam-se até o céu, e Deus se lembrou dos atos injustos dela. . . . as pragas dela virão num só dia, morte, e pranto, e fome, e ela será completamente queimada em fogo, porque Jeová Deus, quem a julga, é forte.” — Revelação 18:5-8.

      38. Como virá tal destruição e de que fonte?

      38 Note que a destruição do império mundial da religião falsa deve vir com repentinidade surpreendente, como que “num só dia”. Todas as riquezas que ela acumulou serão devastadas pelas nações políticas, para a surpresa e a consternação de muitas pessoas. — Revelação 18:10-17, 21; 17:12, 16.

      39. (a) Em Revelação 18:4, o que se exorta as pessoas a fazer, se desejarem ter a aprovação de Deus? (b) O que as induz a tal ação?

      39 Por isso se faz a chamada divina: “Saí dela, povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte das suas pragas.” (Revelação 18:4) Tomar tal ação significará encarar, da sua parte, este império mundial da religião falsa assim como Deus o encara, e detestá-lo por causa de seus frutos podres, de sua hipocrisia e de sua superstição. Deve-se sentir repugnância pela maneira em que “Babilônia, a Grande”, tem difamado a Deus perante a humanidade e pelo sofrimento, pela opressão e pelo esmagamento do povo, para os quais isto contribuiu. (Romanos 2:24; Jeremias 23:21, 22) Se reconhecer isto, retirará dela todo apoio que lhe dá, demonstrando assim seu pleno apoio do julgamento dela por Deus.

      40. (a) Além disso, o que precisará a pessoa achar se quiser usufruir uma vida pacífica e segura? (b) Que espécie de pessoas se deve buscar, ao procurar achar os que praticam a verdadeira adoração?

      40 No entanto, não basta apenas retirar-se, se quiser uma vida pacífica e segura para si mesmo e para sua família. Terá de procurar e achar agora a adoração verdadeira, sem hipocrisia, que lhe trará a paz e a proteção de Deus ao vir a predita destruição. Os empenhados em tal adoração verdadeira precisam ser pessoas que ‘forjaram das suas espadas relhas de arado e não aprendem mais a guerra’. (Isaías 2:4) Precisam ser pessoas que crêem na Palavra de Deus e vivem genuinamente segundo ela, deixando-a ser a força orientadora na sua vida. (Salmo 119:105 [118:105, em versões católicas]) Precisam mostrar amor genuíno e sem hipocrisia ao seu próximo. (João 13:35; Romanos 13:8) Há tais pessoas hoje em dia. E a paz e segurança que usufruem vindica a veracidade e o poder da Palavra de Deus, a Bíblia.

      41. O que poderá observar de primeira mão ao freqüentar as reuniões das testemunhas de Jeová no seu Salão do Reino?

      41 Aqueles por meio dos quais recebeu este livro, as testemunhas cristãs de Jeová, estão vivamente preocupados com a situação perigosa a que a religião falsa tem levado as pessoas. Esforçam-se sinceramente a dar à Palavra de Deus o primeiro lugar na sua vida. Está cordialmente convidado a freqüentar suas reuniões, no seu Salão do Reino local, e investigar por si mesmo até que ponto mostram os frutos do espírito de Deus e usufruem a paz e a segurança que isto traz. Verá também como aprendem e aplicam o que Deus exige de cada pessoa que há de sobreviver para a Sua nova ordem justa.

      [Foto na página 25]

      Sabia que as igrejas estavam tão profundamente envolvidas na guerra?

      [Estas são traduções de recortes de publicações em língua inglesa.]

      [Foto na página 30]

      É esta a espécie de orientação que deseja para a sua família?

      [Estas são traduções de recortes de publicações em língua inglesa.]

  • Primeiro a destruição mundial — depois a paz mundial
    Verdadeira Paz e Segurança — De Que Fonte?
    • Capítulo 4

      Primeiro a destruição mundial — depois a paz mundial

      1-3. (a) Sobre que destruição mundial advertem os líderes humanos? (b) Por que não é a esta que a Bíblia se refere como sendo a destruição mundial que pavimentará o caminho para a duradouro paz e segurança nesta terra’

      SEGUNDO a profecia bíblica, antes de a humanidade poder usufruir paz duradoura, precisa haver uma destruição mundial Por que precisa ser assim? De que fonte virá a predita destruição? E que resultados terá para os homens neste planeta?

      2 Primeiro, precisamos reconhecer que a destruição mundial predita pela Bíblia não é a mesma coisa que a catástrofe global sobre a qual advertem certos líderes do mundo, cientistas e outros. A calamidade sobre a qual eles falam viria em forma de ampla fome, peste, poluição ou guerra nuclear,- ou duma combinação destas. Mas tal catástrofe nunca pavimentaria o caminho para duradoura paz e segurança neste planeta. Por que não?

      3 Porque arruinaria o planeta completamente para todas as criaturas viventes, como que por poluição radioativa por meio de uma guerra total ou então não deixaria os sobrevivestes em situação nada melhor — e possivelmente pior — do que os que morressem. A sobrevivência assim seria na maior parte uma questão de acaso, embora os pobres provavelmente estivessem entre os primeiros a sofrer. Qual seria a sua esperança segura de estar entre os sobrevivestes de tal catástrofe mundial? Mesmo que estivesse entre estes sobreviventes, que esperança poderia ter de que a vida não recaísse na mesma incerteza cheia de disputas que agora prevalece?

      O QUE A BÍBLIA PREDIZ DA ESPERANÇA

      4. Quem será destruído na destruição mundial de que a Bíblia fala?

      4 A destruição mundial que a Bíblia prediz será seletiva e terá objetivo. Não será alguma calamidade resultante apenas como “culminação dos infinitos erros do homem”. Em vez de causar a morte indiscriminada a qualquer pessoa, eliminará da terra aqueles que realmente merecem a destruição, os quais são responsáveis pelas más condições na terra. Estará de acordo com o princípio divino em Provérbios 2:21, 22:

      “Pois os retos são os que residirão na terra e os inculpes são os que remanescerão nela. Quanto aos iníquos, serão decepados da própria terra; e quanto aos traiçoeiros, serão arrancados dela.”

      5, 6. (a) O que acontecerá à própria terra durante esta destruição mundial? (b) Neste respeito, de que modo será “assim como eram os dias de Noé”?

      5 Então, o que será destruído? Muitos acham que a Bíblia prediz a queima total do planeta Terra e de tudo o que há nele. Mas isto não se dará. O próprio Jesus Cristo disse: “Felizes os de temperamento brando, porque herdarão a terra.” (Mateus 5:5) Tal ‘herança’, por certo, não devem ser cinzas queimadas, sem vida! A Bíblia apresenta também a garantia definitiva de Deus de que a terra permanecerá para sempre como lugar de moradia de pessoas. — Salmo 104:5 (103:5, em ver. cat.); Isaías 45:18; Mateus 6:9, 10.

      6 Em harmonia com isto, a Bíblia fala a respeito dos sobreviventes que permanecerão na terra depois de passar esta destruição. (Revelação 7:9, 10, 13, 14) Jesus Cristo disse que, “assim como eram os dias de Noé, assim será a presença do Filho do homem”. Quando ocorreu a destruição global no tempo de Noé, também houve sobreviventes. — Mateus 24:37; 2 Pedro 2:5, 9.

      7. O que é que acabará neste tempo?

      7 Então, o que há de ser destruído é o sistema Mundial de coisas criado pelos homens na terra — junto com todos os que o apoiam, em vez de olharem para Deus e sua regência prometida da terra. (Salmo 73:27, 28 [72:27, 28, ver. cat.]) Este é o motivo por que, em vez de usar a frase “fim do mundo”, encontrada em algumas traduções da Bíblia, outras traduções vertem com mais exatidão a expressão da língua original (grega) como “fim da era” (Nova Bíblia Inglesa), “consumação do século” (ALA) e “terminação do sistema de coisas” (NM). — Mateus 24:3.

      8. (a) De que fonte virá a destruição? (b) Isto terá de acontecer antes de o atual sistema mundial atingir que estágio?

      8 A fonte da vindoura destruição mundial não serão os homens, mas sim Jeová Deus. As modernas crises de poluição, fome e outras coisas similares, que resultaram da ignorância, do erro e da corrução dos homens não causarão a destruição. Antes, são prova do egoísmo e do completo fracasso do atual sistema mundial. Fornecem uma causa justa para Jeová Deus eliminar completamente este sistema. Ele promete tomar tal ação antes de o atual sistema mundial atingir o estágio do colapso ou causar a sua própria destruição. (Revelação 11:17, 18) Mas, é tal ação drástica realmente a única saída?

      POR QUE ESTE SISTEMA MUNDIAL TERÁ DE FINDAR PARA HAVER VERDADEIRA PAZ

      9, 10. Como mostra a história humana que se precisa de algo mais drástico do que apenas uma reforma do atual sistema mundial?

      9 Talvez pareça a alguns que Deus poderia simplesmente fazer algumas mudanças no atual sistema mundial, em vez de destruí-lo totalmente. Mas a Bíblia mostra que Deus reconhece de modo realístico que este sistema mundial de coisas está além de reforma.

      10 Pense só nas centenas de mudanças que os homens fizeram durante os séculos. Pense em todas as diversas espécies de governos que os homens desenvolveram — cidades-estados, monarquias, democracias, governos comunistas e socialistas, e até mesmo ditaduras. Lembre-se de quantas vezes o governante existente, ou o governo inteiro, foi deposto e substituído por um novo — por eleição, por golpe de estado, por revolução — mas sem uma solução duradoura para os problemas da humanidade. Até mesmo homens bem intencionados, que procuram melhorar a sorte do homem, vêem seus esforços bloqueados pelo sistema mundial no qual eles mesmos se acham presas. Conforme descobriu um governante sábio dos tempos antigos, pelos meros esforços humanos, “aquilo que foi feito torto não pode ser endireitado”. — Eclesiastes 1:14, 15.

      11-13. (a) O que impede os homens de fazer mudanças no atual sistema, para o bem de toda a humanidade? (b) Portanto, como se poderá ilustrar o alcance da mudança necessária?

      11 As cidades do mundo, por exemplo, são afligidas por problemas, mas os homens não podem desfazê-las e começar de novo. O mesmo se dá com o inteiro sistema econômico e industrial do mundo. Os interesses próprios e o nacionalismo minam e bloqueiam qualquer mudança real para o bem da humanidade como um todo.

      12 O inteiro sistema mundial é assim como uma casa construída sobre um alicerce péssimo, com planos deficientes e materiais defeituosos. De que proveito seria rearranjar a mobília, ou consertar ou remodelar a casa? Enquanto ficar de pé, os problemas continuarão e a casa continuará a decair. A única coisa sensata a fazer é derrubá-la e construir outra, sobre um bom alicerce.

      13 Jesus Cristo usou uma ilustração bastante similar, ao dizer que não “se põe vinho novo em odres velhos”. Os odres velhos rebentariam com o vinho novo. (Mateus 9:17) Por isso, não tentou reformar o sistema judaico de coisas sob o qual viveu, mas pregou o reino de Deus como a única esperança de paz e segurança. (Lucas 8:1; 11:2; 12:31) Assim também em nossos dias, Jeová Deus não arrumará ou reajustará simplesmente o atual sistema do mundo, porque isto não traria proveito duradouro.

      14. Faria a adoção de novas leis que as pessoas amassem a justiça?

      14 A Palavra de Deus salienta a verdade de que é impossível legislar a justiça para vigorar no coração das pessoas. Se não tiverem amor pelo que é direito, nenhuma espécie de legislação poderá colocá-lo ali. Lemos em Isaías 26:10: “Ainda que se mostre favor ao iníquo, ele simplesmente não aprenderá a justiça. Na terra da direiteza ele agirá injustamente e não verá a alteza de Jeová.” — Veja Provérbios 29:1.

      15, 16. Como mostram muitos falta de verdadeiro amor à justiça na sua reação à vontade de Deus?

      15 O fato sólido é que muitos preferem continuar com este atual sistema, apesar de seus fracassos e de seus males — em vez de se voltar para a justiça e se sujeitar à regência da parte de Deus. Embora vejam a corrução e a fraude de seus sistemas políticos, a futilidade de suas guerras, a hipocrisia das religiões do mundo e a evidência clara de que a sua tecnologia científica criou ainda mais problemas grandes do que solucionou — apesar de tudo isso, muitos se negam a olhar para Deus e seu reino como a fonte verdadeira de paz e segurança. São como os israelitas a respeito dos quais Deus disse: “Os próprios profetas realmente profetizam em falsidade; e quanto aos sacerdotes, estão subjugando segundo os seus poderes. E meu próprio povo amou-o assim; e que fareis vós ao final disso?” — Jeremias 5:31; Isaías 30:12, 13.

      16 Embora talvez ache isso difícil de compreender, deve ter visto pessoalmente como as pessoas desconsideram toda a evidência de que certo proceder é prejudicial. Sem dúvida, tem visto pessoas que continuam com certas práticas ou hábitos de que sabem que põem em perigo a sua própria saúde e segurança, bem como a de sua família, e que resistem a todos os esforços humanos de ajudá-las a mudar. Mas, quando alguém resiste ao conselho e à orientação de Deus, então isso se torna muito mais sério. Os que fazem isso mostram que realmente não amam a verdade e a justiça. Por isso, a Bíblia diz a respeito de tais: “Pois o furor de Deus está sendo revelado desde o céu contra toda a impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade de modo injusto . . . Pois as suas qualidades invisíveis são claramente vistas desde a criação do mundo em diante, porque são percebidas por meio das coisas feitas, mesmo seu sempiterno poder e Divindade, de modo que eles são inescusáveis.” (Romanos 1:18-20) Jesus Cristo disse a respeito de pessoas similares: “Pois o coração deste povo tem ficado embotado e seus ouvidos têm ouvido com aborrecimento, e eles têm fechado os olhos; para que nunca vissem com os olhos, nem ouvissem com os ouvidos, nem entendessem com os corações e se voltassem, e [Deus] os sarasse.” — Mateus 13:15.

      17. Se é verdade que Deus não tem prazer em causar a destruição da humanidade, então por que a causa?

      17 A paciência e a misericórdia de Deus têm corretamente os seus limites. Do contrário, onde estaria seu amor para como os justos? Ele não pode fazer ouvidos surdos às suas súplicas de alívio do sofrimento causado pela iniqüidade nesta terra. (Lucas 18:7, 8; Provérbios 29:2, 16) Portanto, as circunstâncias exigem uma destruição mundial; obrigam Deus a fazer isso, se ele há de permanecer fiel ao que é reto e justo e se há de mostrar compaixão para com os que também amam o que é reto. Contudo, o caso não é que Deus tenha prazer em causar destruição na humanidade. Conforme ele diz: “‘Acaso me agrado de algum modo na morte do iníquo’, é a pronunciação do [Soberano] Senhor Jeová, ‘e não em que ele recue dos seus caminhos e realmente continue a viver?’ . . . ‘Portanto, fazei um recuo e continuai a viver.’” — Ezequiel 18:23, 32; NM ed. ingl. 1971.

      18. Qual é o preço que se terá de pagar para remir da insegurança os que amam o que é reto?

      18 A destruição dos que continuarem com este atual sistema mundial, portanto, é o preço que se terá de pagar para remir da insegurança e do sofrimento aqueles que amam o que é reto. Isto está em harmonia com o princípio bíblico: “O iníquo é resgate para o justo.” — Provérbios 21:18; veja Isaías 43:1, 3, 4.

      RESULTADOS BENÉFICOS

      19. Que barreiras à paz mundial serão removidas pela destruição deste sistema de coisas?

      19 O que resultará da destruição do atual sistema mundial e de seus apoiadores? Permitirá uma regência justa em toda a terra, sob a qual os sobreviventes poderão trabalhar em união, não em competição egoísta. Acabar-se-á com as fronteiras nacionais divisórias e as barreiras políticas. Acabar-se-á com as barreiras tarifárias e as barreiras fiscais. Desaparecerá o peso esmagador dos gastos militares. E desaparecerão também as barreiras sociais, que impedem que a humanidade seja uma família unida na terra. Um fator vital em tudo isso será que todos os que então viverem falarão uma “língua pura” de verdade uns com os outros, adorando seu Criador “com espírito e verdade”, sem ser divididos por superstições e tradições religiosas, e crenças inventadas pelo homem. — Sofonias 3:8, 9; João 4:23, 24.

      20. Conforme indicado pelo Salmo 72, que condição virá a existir em toda a terra?

      20 Quando o governo de Deus por seu Filho Jesus Cristo exercer o domínio exclusivo sobre toda a terra, o antigo salmo da Bíblia verá um cumprimento muito maior do que nos dias do antigo Israel: “Nos seus dias florescerá o justo e a abundância de paz até que não haja mais lua. E terá súditos de mar a mar e desde o Rio até os confins da terra.” — Salmo 72:7, 8 (71:7, 8, ver. cat.).

      21. Como se beneficiará a própria terra com a vindoura destruição mundial?

      21 A própria terra será beneficiada com a vindoura destruição mundial. Não mais ficará estragada e manchada por poluidores gananciosos e destruidores impiedosos. Os lagos, os rios e os oceanos, bem como a atmosfera, serão aliviados de todos os refugos lançados neles, e em pouco tempo se purificarão. Deus demonstrará assim que ele não abandonou seu propósito original, de ter um planeta limpo e ajardinado, cheio de pessoas que reflitam as qualidades esplêndidas de Seu próprio Criador. — Gênesis 1:26-28; Isaías 45:18; 55:10, 11

      22. De que modo é causar Deus tal destruição coerente com ele ser ‘Deus de paz’?

      22 Portanto, trazer Deus uma destruição mundial não é contrário a ele ser o ‘Deus de paz’, nem é contrário a seu rei messiânico, Jesus, ser o “Príncipe da Paz”. Eles tomam esta ação de restabelecer a terra a um estado puro e justo por causa de seu amor à paz e à justiça. — 1 Coríntios 14:33; Isaías 9:6, 7.

      23, 24. O que é vital que façamos agora individualmente, se havemos de usufruir um futuro de paz e segurança?

      23 Então, o que poderemos fazer nós, individualmente? Jesus Cristo mostrou que os que desconsideram as instruções de Deus, ensinadas por Jesus, baseiam suas esperanças pessoais do futuro em “areia”, e que tal edifício nunca suportará as tempestades destrutivas da adversidade. Ele mostrou a necessidade vital de basearmos nossa esperança na obediência à Palavra de Deus, se quisermos ter um futuro pacífico e seguro. — Mateus 7:24-27.

      24 Mas, por que esperou Deus até agora para agir, a fim de acabar com a iniqüidade e o sofrimento? A Bíblia responde também a esta pergunta e mostra o que Deus tem feito durante todos os séculos passados para cumprir o seu propósito.

  • Uma questão que envolve a sua pessoa
    Verdadeira Paz e Segurança — De Que Fonte?
    • Capítulo 5

      Uma questão que envolve a sua pessoa

      1. Por que têm alguns dificuldade em entender o motivo pelo qual Deus permitiu a maldade entre a humanidade?

      APESAR do desejo comum de paz e segurança, a história do homem, quase desde o início, foi maculada pelo derramamento de sangue e por outras maldades. Visto que a Bíblia mostra que Deus detesta tais coisas, por que ele não impediu já antes estas condições? Certamente, não pode ser por falta de interesse. A Bíblia, bem como a beleza da obra terrestre de Deus, fornecem evidência abundante de seu amor e de seu interesse na humanidade. (1 João 4:8) O que é mais importante, está envolvida a honra do próprio nome de Deus, visto que estas condições fizeram com que as pessoas o vituperassem. Então, que motivo pode haver para ele suportar milhares de anos de desassossego e de violência?

      2. (a) Onde, na Bíblia, ficamos sabendo por que Deus permitiu as condições más por tanto tempo? (b) O que torna evidente que a narrativa bíblica sobre Adão e Eva é um fato histórico?

      2 A resposta é encontrada no primeiro livro da Bíblia, no que ele diz sobre Adão e Eva. Esta narrativa não é mera alegoria. É um fato histórico. A Bíblia fornece um registro genealógico completo e documentado, que remonta desde o primeiro século E. C. ao primeiro homem. (Lucas 3:23-38; Gênesis 5:1-32; 11:10-32) Sendo nosso antepassado, Adão teve influência em nós. E aquilo que a Bíblia nos diz sobre ele nos ajuda a compreender as circunstâncias que afetam hoje nossa vida.

      3. Que espécie de provisões fez Deus para a humanidade logo no começo?

      3 A Bíblia revela que todas as provisões de Deus para o primeiro casal humano foram muito boas. Eles tinham tudo para ter uma vida feliz — um lar semelhante a um parque, na região chamada Éden, variedade abundante de alimento, trabalho satisfatório, a perspectiva de ver sua família crescer e encher a terra, e a bênção de seu Criador (Gênesis 1:28, 29; 2:8, 9, 15) Quem é que poderia razoavelmente pedir mais do que isso?

      4. (a) Quando o homem foi criado, em que diferiu das outras criaturas terrestres? (b) De que maneira proveu-se a orientação necessária para Adão?

      4 O registro inspirado de Gênesis revela que o homem ocupava uma posição sem igual na terra. Só o homem foi feito “à imagem de Deus”. (Gênesis 1:27) Dessemelhante dos animais, ele tinha um coração capaz de um senso de moral e estava dotado do livre arbítrio. Por isso foi dotado da faculdade do raciocínio e do critério. Para orientar o homem, Deus deu ao homem a faculdade da consciência, para que, como homem perfeito à “imagem” de seu Criador, suas inclinações normais fossem para o bem. (Romanos 2:15) Além disso, Deus falou ao seu filho terrestre, dizendo-lhe por que estava vivo, o que devia fazer e quem proverá todas as coisas esplêndidas em volta dele. (Gênesis 1:28-30) Então, como explicamos as más condições agora existentes?

      5. (a) Que requisito simples impôs Deus ao homem, e por que motivo? (b) Por que estava corretamente envolvida a perspectiva futura de vida do homem?

      5 O registro bíblico mostra que surgiu uma questão — uma que envolve a cada um de nós hoje. Surgiu devido às circunstâncias que se desenvolveram pouco depois da criação do primeiro casal humano. Deus deu ao homem a oportunidade de demonstrar apreço amoroso por seu Criador pela obediência a um requisito simples. O requisito não insinuava que o homem tivesse tendências desatenciosas ou mesmo depravadas que precisavam ser refreadas. Antes, envolvia algo que em si mesmo era normal e correto — comer alimento. Conforme Deus disse ao homem: “De toda árvore do jardim podes comer à vontade. Mas, quanto à árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau, não deves comer dela, porque no dia em que dela comeres, positivamente morrerás.” (Gênesis 2:16, 17) Este requisito não privava o homem de algo necessário à vida; ele podia comer de todas as outras árvores no jardim. Entretanto, sua perspectiva de vida tutora estava decididamente envolvida, e isso de direito. Por quê? Porque Aquele que deu esta ordem era a própria Fonte e o próprio Sustentador da vida do homem.

      6, 7. (a) Nossos primeiros pais teriam vivido para sempre, se tivessem agido em harmonia com que verdade básica a respeito de regência? (b) Por que devia Adão ter-se sentido induzido a obedecer a Deus?

      6 Não era do propósito de Deus que o homem morresse. Não se fez nenhuma menção de morte a Adão, exceto como punição da desobediência. Nossos primeiros pais tinham diante de si a Grandiosa perspectiva de viver para sempre no seu lar pacífico, semelhante a um parque. O que se exigia deles, para realizá-la? Simplesmente que reconhecessem que a terra na qual viviam pertencia a Deus, Aquele que a fez, e que, como Criador, Deus é o Regente legítimo de sua criação. (Salmo 24:1, 10 [23:1, 10, ver. cat.]) Certamente, Aquele que havia dado ao homem tudo o que este possuía, até mesmo a própria vida, merecia obediência apreciativa em qualquer requisito que impusesse ao homem. Esta obediência, porém, não havia de ser imposta. Devia ser motivada pelo amor. — 1 João 5:3.

      7 Adão deixou de mostrar tal amor. Como aconteceu isso?

      A ORIGEM DA OPOSIÇÃO A REGÊNCIA DIVINA

      8. (a) Onde mostra a Bíblia que começou a oposição à regência de Deus? (b) Por que é razoável crer-se na existência do domínio espiritual?

      8 A Bíblia mostra de Deus começou primeiro, não na terra, mas no domínio espiritual, um domínio invisível aos olhos humanos. Devíamos nós, iguais a muitos outros, duvidar da existência deste domínio, só porque é invisível para nós? Não; isto não seria razoável. A gravidade não pode ser vista, nem tampouco o vento. Contudo, pode-se observar seus efeitos. Assim se pode também observar os efeitos do domínio espiritual. “Deus é espírito”, e suas obras de criação se encontram em todo o nosso redor. Se cremos nele, somos obrigados a crer na existência dum domínio espiritual. (João 4:24; Romanos 1:20) Mas quem mais habita neste domínio?

      9. Que espécie de pessoas são os anjos?

      9 Milhões de pessoas espirituais, anjos, trazidos à existência antes do homem. (Salmo 103:20 [102:20, ver. volt.]) Todas estas foram criadas perfeitos, nenhuma delas tinha tendências más. Contudo, assim como a criação posterior de Deus, o homem, elas tinham livre arbítrio. Portanto, podiam escolher o proceder de fidelidade ou o de infidelidade para com Deus.

      10, 11. (a) Como e possível que uma criatura espiritual perfeita se sinta inclinada a fazer o errado? (b) Portanto, como veio um dos anjos a tornar-se Satanás?

      10 Mas a pergunta que muitos fazem é: Como podia qualquer destas, como criaturas perfeitos, até mesmo só sentir inclinações para fazer o errado? Ora, nós mesmos sabemos como pode surgir na nossa vida uma circunstância que nos confronta com diversas possibilidades — algumas boas, outras más. Só porque temos a inteligência de discernir as más possibilidades não faz com que automaticamente sejamos maus, não é verdade? A questão real é: Em que proceder fixaremos a mente e o coração? Se retivermos pensamentos maus, isto nos induzirá a cultivar desejos errados no coração, e estes desejos nos induzirão finalmente a cometer atos errados. É assim que o escritor bíblico Tiago explica que nasce o. pecado. “Cada um é provado por ser provocado e engodado pelo seu próprio desejo. Então o desejo, tendo-se tornado fértil, dá à luz o pecado; o pecado, por sua vez, tendo sido consumado, produz a morte.” — Tiago 1:14, 15.

      11 As Escrituras revelam que um dos filhos espirituais de Deus deixou que se desenvolvesse nele um desejo errado. Ele viu a possibilidade de a criação humana de Deus poder ficar sujeita a ele, em vez de a Deus, e por fim começou a almejar pelo menos uma parte da adoração que se prestava a Deus. (Lucas 4:5-8) Atuando em harmonia com o seu desejo, tornou-se opositor de Deus. Por este motivo ele é chamado na Bíblia de Satanás, que significa Opositor. — Jó 1:6.

      12. Que base sólida há para se crer que Satanás realmente existe?

      12 É verdade que neste materialístico século vinte a crença em tal pessoa espiritual, como Satanás, não é popular. Mas, então, a popularidade nunca foi um guia seguro para se chegar à verdade. Entre os que estudam as doenças, costumava ser impopular crer que germes invisíveis fossem um fator a considerar, mas agora se conhece bem a sua influência. Certamente, se aquilo que é popular sempre tivesse sido guia verdadeiro para a vida, este mundo estaria numa condição bem diferente do que está agora. Jesus Cristo, que também procedeu do domínio espiritual, podia falar com autoridade sobre a vida ali. Ele se referiu definitivamente a Satanás como pessoa espiritual, cuja influência podia causar sérias provações na vida das pessoas. (João 8:23; Lucas 13:16; 22:31) Apenas por tomarmos em consideração a existência deste Adversário espiritual poderemos entender como as condições más começaram nesta terra.

      13. Como se comunicou Satanás com a mulher Eva, e por que desta maneira?

      13 O registro inspirado, em Gênesis, capítulo 3, descreve como ele agiu no empenho de satisfazer seu desejo errado. No Jardim do Éden, ele se dirigiu à mulher Eva, mas fazendo isso de maneira enganosa, para ocultar a sua verdadeira identidade. Era invisível aos olhos dela e ainda não tinha agente humano por meio do qual pudesse agir; portanto, o registro mostra que ele empregou um animal que o casal humano costumava ver — uma serpente. Evidentemente, usando o que nós chamaríamos de ventriloquismo, fez parecer como se suas palavras procedessem desta criatura, cujos modos cautelosos por natureza se ajustavam bem à impressão que quis dar. — Gênesis 3:1; Revelação 12:9.

      14. O que disse satanás a Eva, e com que intenção evidente?

      14 Em vez de fazer um convite direto para que a mulher o considerasse como seu governante, Satanás procurou primeiro criar dúvidas na mente dela, perguntando: “É realmente assim que Deus disse, que não deveis comer de toda a árvore do jardim?” Dizia realmente: ‘É uma pena que Deus te dissesse que não podes comer de todas as árvores do jardim.’ Por meio disso dava a entender que Deus possivelmente lhe negava algo de bom. Eva respondeu por citar a proibição de Deus, que envolvia apenas uma única árvore, bem como mencionando a pena de morte que a desobediência traria. Então, Satanás tentou minar o respeito pela lei de Deus, dizendo: “Positivamente não morrereis. Porque Deus sabe que, no mesmo dia em que comerdes dele, forçosamente se abrirão os vossos olhos e forçosamente sereis como Deus, sabendo o que é bom e o que é mau.” (Gênesis 3:1-5) O que teria feito se se confrontasse com tal situação?

      15. (a) Por que caiu Eva vítima de Satanás? (b) O que fez Adão?

      15 O registro bíblico mostra que Eva se deixou engodar pelo desejo egoísta e comeu o que Deus havia proibido. Depois, às instancias dela, seu marido Adão também comeu, preferindo lançar sua sorte com ela, em vez de com seu Criador. Qual foi o resultado? — Gênesis 3:6; 1 Timóteo 2:14.

      16. Portanto, o que explica o motivo dos crimes e da violência, bem como da doença e da morte, que marcaram a existência humana desde o tempo de Adão?

      16 A inteira família humana foi lançada no pecado e na imperfeição. Adão não podia transmitir à sua descendência a perfeição que não mais possuía. Quando se fazem reproduções de alguma coisa com um molde ou modelo defeituoso — todas as reproduções terão o mesmo defeito. Por isso, todos os descendentes de Adão nasceram em pecado, com a tendência herdada para o egoísmo. (Gênesis 8:21) Tem sido esta inclinação, quando deixada sem controle, que tem levado ao roubo, ao estupro, ao assassinato e a todas as outras maldades, que tiraram a paz e a segurança da humanidade. d: também esta herança do pecado que tem resultado em doenças e na morte. — Romanos 5:12.

      A QUESTÃO SUSCITADA

      17, 18. (a) Para entendermos por que Deus tolerou esta situação por tanto tempo, que questão importante precisamos reconhecer? (b) Qual foi realmente a questão suscitada?

      17 À luz destes fatos, nossa mente volta à pergunta suscitada já previamente: Por que tolerou Deus esta situação, permitindo que se desenvolvesse ao ponto em que se desenvolveu? Foi por causa da questão suscitada e do efeito dela sobre todo o universo. Como?

      18 Por meio de seu argumento de que a lei de Deus dada a Adão não era boa para o homem e por questionar o que Deus disse sobre o resultado da desobediência, Satanás questionou a regência de Deus. Não questionou que Deus fosse regente. Antes, a questão suscitada por Satanás focalizava a legitimidade da regência de Jeová e a justiça de Seu proceder. Satanás argumentou enganosamente que o homem se sairia melhor por agir de modo independente, fazendo as suas próprias decisões, em vez de se sujeitar à direção de Deus. (Gênesis 3:4, 5) Na realidade, porém, por fazer isso, o homem seguiria a liderança do adversário de Deus.

      19. (a) O que mais estava envolvido na questão, e onde se mostra isso na Bíblia? (b) Como ficamos nós envolvidos nesta questão?

      19 Estava também envolvida outra questão. Visto que estas criaturas de Deus se haviam voltado contra ele, lá no Éden, o que fariam as outras? Mais tarde, nos dias do homem Jó, Satanás levantou a acusação aberta de que os que servem a Jeová fazem isso, não por amor a Deus e à sua regência, mas por egoísmo, porque Deus lhes provê tudo. Satanás deu a entender que ninguém, sob pressão, se mostraria apoiador leal da soberania de Jeová. A lealdade e integridade de toda criatura inteligente, no céu e na terra, estavam sendo questionadas. A questão envolve assim também a sua ‵pessoa, leitor. — Jó 1:8-12; 2:4, 5.

      20, 21. Por adiar a destruição dos rebeldes, que oportunidade ofereceu Jeová as suas criaturas, tanto anjos como homens?

      20 O que faria Jeová ao ser confrontado com tal desafio? Ele poderia ter fácil e legitimamente destruído Satanás, Adão e Eva, por ocasião da rebelião no Éden. Isto teria demonstrado o poder soberano de Jeová. Mas, teria respondido às perguntas suscitadas então na mente de todas as criaturas de Deus que observaram estes acontecimentos? A eterna paz e segurança do universo exigiam que estas questões fossem resolvidas completamente, de uma vez para sempre. Além disso, questionara-se também a integridade e lealdade de todas as criaturas inteligentes de Deus. Se realmente o amassem, desejariam elas mesmas responder a esta acusação falsa. Jeová decidiu dar-lhes a oportunidade de fazer isso e de mostrar a verdadeira atitude de seu coração para com a regência soberana dele. Também, por permitir que Adão e Eva tivessem descendência (embora imperfeito), Deus impediria a extinção da família humana então ainda por nascer — família que passou a incluir todos nós os que hoje vivemos. Daria assim a estes descendentes a oportunidade de escolher por si mesmos se queriam ou não obedecer à regência divina. Esta é a escolha que também o confronta agora, leitor!

      21 Portanto, em vez de executar logo a pena de morte, no Jardim do Éden, Jeová permitiu que os rebeldes permanecessem por um tempo. Adão e Eva foram expulsos do Éden, para morrer antes de se acabarem mil anos. (Gênesis 5:5; compare Gênesis 2:17 com 2 Pedro 3:8.) Satanás também havia de ser destruído no tempo devido, como se fosse uma serpente cuja cabeça se esmagasse. — Gênesis 3:15; Romanos 16:20.

      O QUE SE REVELOU COM O PASSAR DO TEMPO

      22, 23. (a) No que se refere à regência, o que fizeram Satanás e a humanidade durante o tempo concedido por Deus? (b) O que mostra a história humana durante os últimos seis mil anos quanto ao governo que De empenha em desconsiderar a Deus?

      22 O que resultou de Deus aceitar o desafio quanto à legitimidade de sua soberania? Tirou o homem proveito para si mesmo por escutar o adversário de Deus e por se esforçar a cuidar dos seus próprios negócios ele mesmo? Permitiu-se que Satanás desenvolvesse “forças espirituais iníquas”, organizando-as em ‘governos, autoridades e governantes mundiais’. (Efésios 6:11, 12) Concedeu-se à humanidade a oportunidade de experimentar todo tipo concebível de governo. Jeová não permitiu apenas a vinda e a ida de algumas poucas gerações, impedindo depois os esforços do homem antes de se ver o pleno resultado deles. Mesmo há um século atrás já teria sido cedo demais. O homem só acabava de entrar na “era da tecnologia” e apenas começava a fazer grandes afirmações quanto ao que podia realizar.

      23 Mas, precisar-se-á agora de outro século para ver o resultado do proceder de independência do homem para com a vontade de Deus? Até mesmo homens de destaque nos campos de governo e de ciência reconhecem que, a julgar pelas atuais tendências, a terra e a vida nela enfrentam agora o sério perigo de reina. Deus certamente não precisa permitir a completa ruína para provar o fracasso total do governo independente do homem. Tendo o testemunho de seis mil anos para atestar os resultados dum governo que se empenha em desconsiderar a Deus, nunca poderão os homens — nem os rebeldes espirituais — dizer que não tiveram bastante tempo para provar o seu desafio. Os fatos mostram que nenhum governo que age independente de Deus pode trazer verdadeira paz e segurança a toda a humanidade.

      24. O que ocorrerá em breve para preparar o caminho para a regência justa da terra pelo Filho de Deus?

      24 Conforme veremos mais adiante, Jeová Deus marcou com muita antecedência e com perfeita cronometragem a geração atual como aquela durante a qual ele eliminaria do universo toda a rebelião contra a sua regência divina. Não só seriam os homens iníquos destruídos para sempre, mas também Satanás e seus demônios ficariam restritos como que num abismo, incapazes de influenciar os assuntos dos homens ou dos anjos. Isto abrirá o caminho para a regência justa da terra pelo governo do Filho de Deus. Este governo, durante um período de mil anos, desfará todo o dano causado pelos milhares de anos de governo egoísta do homem. Restituirá a esta terra sua beleza paradísica e fará a humanidade obediente voltar à perfeição que gozava no Éden. — Revelação 20:1, 2; 21:1-5; 1 Coríntios 15:25, 26.

      25. (a) Por que serão Satanás e seus demônios soltos no fim de mil anos? (b) Qual será o resultado?

      25 No fim desta regência de mil anos, a Bíblia diz que o adversário de Deus, junto com seus demônios, será solto de sua restrição, por um curto tempo. Por quê? Para que todos os que então viverem tenham a oportunidade e o privilégio de dar uma resposta final e retumbante à questão do desafio suscitado, mostrando-se de todo o coração a favor da regência soberana de Jeová Deus e leais a ela. Um número incontável de pessoas terá voltado na ressurreição. Para muitas delas, esta será a primeira oportunidade de demonstrarem sob prova sua devoção e seu amor ao Dador da vida, Jeová Deus. E mesmo os que já no passado se mantiveram firmes sob provas, no estado de imperfeição e no meio das condições péssimas deste atual sistema, poderão então fazer isso em perfeição humana e num ambiente similar ao do Éden. A questão será a mesma suscitada lá no Éden se eles, individualmente, apoiarão ou não a soberania de Jeová pela obediência fiel e pela integridade inquebrantável à Sua vontade expressa. Jeová Deus deseja como seus súditos apenas os que têm amor que motiva tal devoção. Os que quiserem tomar o lado do adversário de Deus e dos seus demônios, em qualquer tentativa vã que estes fizerem para perturbar novamente a paz do universo de Deus, terão a liberdade de fazer esta escolha. Mas, ao assim desprezarem o governo de Deus, merecerão a destruição, e esta vez ela virá prontamente, como que por fogo do céu. Todos os rebeldes, espirituais e humanos, perecerão então para todo o sempre. — Revelação 20:7-10.

      26, 27. Como resultou em benefício para cada um de nos a maneira em que Jeová tratou do assunto?

      26 É verdade que a humanidade sofreu muitas dificuldades durante milhares de anos. Mas isto se deve à escolha do primeiro homem, não à de Deus. Deus suportou vitupério e agüentou coisas que lhe são detestáveis durante todo este tempo. Mas Deus, para quem ‘mil anos são apenas como um dia’, pode encarar as coisas dum ponto de, vista de longo alcance, e isto resulta no bem para suas criaturas. Conforme escreveu o apóstolo inspirado: “Jeová não é vagaroso com respeito à sua promessa, conforme alguns consideram a vagarosidade, mas ele é paciente convosco, porque não deseja que alguém seja destruído, mas deseja que todos alcancem o arrependimento.” (2 Pedro 3:9) Se não fosse pela paciência e pela longanimidade de Deus, que oportunidade de salvação teria qualquer um de nós hoje em dia?

      27 Entretanto, não devemos concluir disso que o papel de Deus, durante os últimos seis mil anos, foi apenas passivo, que ele simplesmente foi tolerante para com a iniqüidade que se desenvolveu, sem tomar nenhuma ação. Conforme veremos, os fatos mostram exatamente o contrário.

  • O que tem feito Deus?
    Verdadeira Paz e Segurança — De Que Fonte?
    • Capítulo 6

      O que tem feito Deus?

      1. (a) Quando alguns dizem que “Deus está morto”, o que querem dizer com isso? (b) Concorda com eles?

      EM ANOS recentes, alguns, especialmente líderes religiosos, têm dito que “Deus está morto”. Querem dizer com isso que Deus Não existe? Na maioria dos casos, não. Usualmente querem dizer que não acreditam que ele esteja ativamente interessado na terra ou que esteja fazendo algo quanto aos problemas que atribulam a humanidade. Mas a verdade é que Deus está bem vivo e que se importa. É verdade que talvez não tenha feito o que os homens esperavam dele. Mas isto não significa que não fez nada. Na realidade, tem estado ativo à favor da humanidade desde o começo da história humana e até a atualidade.

      2. Que influência talvez tenha a brevidade da vida do homem sobre o seu modo de pensar neste respeitos

      2 Um motivo de alguns acharem que “Deus está morto” é a curta duração da vida do homem. Isto torna o homem impaciente quanto a realizar coisas no curto tempo que a vida lhe concede. Às vezes, seus esforços se mostram prematuros e por isso deixam de alcançar o objetivo pretendido. Mas seu desejo de obter resultados durante a sua própria vida domina seu modo de pensar. Tem a tendência de julgar Deus erroneamente à base de tal experiência humana, com todas as suas limitações.

      3. Como influi a duração da vida de Jeová na sua capacidade de lidar com situações do melhor tempo possível?

      3 Por outro lado, Jeová vive para sempre. (Salmo 102:24 [101:25, ver. cat.]; Isaías 44:6) Ele não precisa ficar impaciente. Pode examinar a situação e ver exatamente onde na Corrente do tempo sua ação produzirá o maior bem para todos os envolvidos, bem como para a realização eficiente de seu propósito. (Isaías 40:22; 2 Pedro 3:8, 9) Isto é exatamente o que Deus tem feito.

      COMO DEUS SE REVELOU

      4. O que declarou Jeová ser seu propósito, e, portanto, que conhecimento forneceu à humanidade?

      4 O propósito declarado de Deus é prover a toda a criação uma administração justa, que habilite a humanidade a viver em paz e união, usufruindo plena segurança. (Efésios 1:9, 10; Provérbios 1:33) Entretanto, Deus não obriga ninguém a servi-lo. Ele traz sob a sua administração apenas os que voluntariamente reconhecem a posição dele e que amam a sua regência. Visando o lançamento do alicerce para todo um mundo da humanidade que vivesse em harmonia com os seus requisitas, Deus passou a fornecer à humanidade o conhecimento de normas e de princípios de sua administração justa, e como esta funciona. Ao mesmo tempo, tornou possível que a humanidade obtivesse conhecimento vital a respeito do próprio Deus e de suas qualidades pessoais. — João 17:3.

      5. O que podemos aprender sobre Deus em vista das obras da criação?

      5 Visto que Jeová é espírito, ele é naturalmente invisível ao homem. Portanto, como pode fazer que homens de carne e sangue entendam estas coisas? Muita coisa pode ser aprendida a respeito das qualidades do Criador pela observação de suas obras. (Romanos 1:20) A maravilhosa interpelação dos processos terrenos da vida dão testemunho de sua sabedoria. O enorme poder manifesto nos oceanos, no tempo e nos movimentos controlados dos corpos celestes evidenciam a sua onipotência. (Jó 38:8-11, 22-33; 40:2) E a variedade de alimentos que a terra produz, junto com a beleza das flores, dos pássaros, do nascer e do por do sol, e das momices dos animais, todos revelam o amor do Criador à humanidade e seu desejo de que tenhamos prazer na vida. Mas, a revelação que Deus fez de si mesmo não parou com isso.

      6. (a) Por que meio proveu Deus revelações específicas de sua vontade? (b) Por que outros meios revelou Deus seus princípios e suas qualidades ao homem?

      6 Em diversas ocasiões ele falou também desde os céus, em alguns casos pessoalmente, e em outros casos por meio de anjos. Assim, ele familiarizou aos poucos o homem com Suas normas justas e com Sua vontade. Fez isso no Monte Sinai, na Península Arábica, onde falou de modo imponente, dando sua lei a milhões de israelitas reunidos ali. (Êxodo 19:16-19; 20:22) Daí, por meio de seus profetas, comunicou-se com os homens durante um período de muitos séculos, e ele mandou que escrevessem as revelações de Sua vontade. (2 Pedro 1:21) Além disso, Deus decidiu revelar seus princípios e suas qualidades por meio dos tratos com seu povo, acrescentando assim atrativo cordial da experiência humana à sua Palavra inspirada, registrada. Quanto mais instrutivo, convincente e comovente é não só ouvir e ler as declarações do propósito de Deus, mas também poder ler no inapagável registro histórico exemplos que nos habilitam a compreender Sua vontade para nós. (1 Coríntios 10:11) O que revela este registro?

      7. (a) Como demonstrou Deus que ele não tolera para sempre a injustiça? (b) O que devemos fazer, ao aprender como Deus encara tal conduta?

      7 Fornece ao homem a evidência de que Deus não tolera para sempre a injustiça. É verdade que deixou os descendentes de Adão seguir o seu próprio caminho, produzindo o registro inevitável da incapacidade do homem de governar a si mesmo com bom êxito. Mas Deus não deixou a humanidade sem evidência de Seu julgamento expresso contra o proceder injusto dela. Por isso trouxe um dilúvio nos dias de Noé, porque ‘a terra havia ficado cheia de violência’. (Gênesis 6:11-13) Destruiu as cidades de Sodoma e Gomorra, sexualmente depravadas. (Gênesis 19:24; Judas 7) Deixou que a nação de Israel, que professava servi-lo, fosse ao exílio por ter praticado a falsidade. (Jeremias 13:19, 25) Ao sabermos como Deus encara tal conduta, temos a oportunidade de fazer mudanças na nossa vida, para mostrar nosso amor à justiça. Faremos isso?

      8. Quando Deus trouxer a destruição, haverá sobrevivestes? Ilustre isso.

      8 Mas outro ponto vital que o registro revela ao homem é que Deus não elimina os justos junto com os iníquos. No dilúvio global, Deus não destruiu a Noé, que era “pregador da justiça”, mas poupou-o junto com mais sete. (2 Pedro 2:5) E antes de chover fogo e enxofre sobre Sodoma, fez-se possível que o justo Ló e sua família escapassem. — Gênesis 19:15-17; 2 Pedro 2:7.

      9, 10. (a) Como reage ao modo em que Deus tratou com Israel visto ele ter instado vez após vez com eles para que se desvias sem da maldade? (b) Além de ele ser paciente, que mais nos ensinam estas narrativas sobre Deus?

      9 O que fez Deus, quando o povo de Israel, que estava numa relação pactuada com ele, mostrou-se infiel a ele? Não os rejeitou imediatamente. Conforme lhes disse por meio de seu profeta Jeremias: “Eu continuei a enviar-vos todos os meus servos, os profetas, diariamente levantando-me cedo e enviando-os.” Mas eles não escutaram. (Jeremias 7:25, 26) Mesmo ao se aproximar o tempo do próprio sítio e da destruição de Jerusalém, Jeová falou por meio de seu profeta Ezequiel, dizendo: “‘Acaso me agrado de algum modo na morte do iníquo’, é a pronunciação do [Soberano] Senhor Jeová, ‘e não em que ele recue dos seus caminhos e realmente continue a viver? . . . Portanto, fazei um recuo e continuai a viver’.” — Ezequiel 18:23, 32.

      10 Que vemos, então? Que Jeová, dum modo que toca profundamente o coração dos dispostos à justiça, esclareceu a sua grande paciência com a humanidade. Ao mesmo tempo, pelos seus tratos, infunde-nos também vigorosamente seu amor à justiça e a importância de se viver em harmonia com Seus requisitos.

      11. (a) Que declaração de propósito fez Jeová no Éden? (b) O que tem feito Deus desde então?

      11 Destaca-se assim mais uma coisa, muito básica. Vemos que Deus, desde o início, teve um propósito definido em tudo o que fez, e ele nunca deixou de agir quando a realização de seu propósito exigiu ação. Declarou-se seu propósito fundamental logo ali no Éden, embora em linguagem velada. Ao sentenciar Satanás, Jeová predisse que este teria a oportunidade de criar um “descendente”, ou seja, aqueles que manifestariam a tendência de Satanás e fariam a sua vontade. Predisse também a produção de outro “descendente”, um libertador justo. Este aplicaria um golpe fatal à “serpente original, o chamado Diabo e Satanás”, e assim livraria a humanidade de seu domínio iníquo. (Gênesis 3:15; Revelação 12:9) Depois de declarar assim seu propósito, Jeová passou a fazer preparativos definidos para a administração final dos assuntos da terra sob o “descendente” prometido. Este trabalho preparatório levou tempo, conforme veremos.

      POR QUE ELE TRATOU ESPECIFICAMENTE COM ISRAEL

      12, 13. (a) Por que escolheu Deus a Israel e deu suas leis apenas àquela única nação? (b) Portanto, o que podemos aprender da história de Israel e daquela das outras nações?

      12 Muito antes de as nações de nosso tempo virem à existência, Deus escolheu uma nação como seu próprio povo, durante centenas de anos. Por quê? Para dar uma demonstração viva do funcionamento de seus princípios justos. Esta nação se compunha dos descendentes de Abraão, homem que havia demonstrado grande fé no Criador. Jeová disse-lhes: “Não foi por serdes o mais populoso de todos os povos, que Jeová vos teve afeição ao ponto de vos escolher, pois éreis o mínimo de todos os povos. Mas foi por Jeová vos amar e por ele cumprir a declaração juramentada que fizera aos vossos antepassados.” — Deuteronômio 7:7, 8; 2 Reis 13:23 (4 Reis 13:23, ver. cat.).

      13 Depois de libertá-los da escravidão no Egito, Jeová os levou ao Monte Sinai e ali lhes ofereceu uma relação pactuada com ele. Eles responderam: “Tudo o que Jeová falou estamos dispostos a fazer.” (Êxodo 19:8) Jeová passou a dar-lhes então seus regulamentos e suas decisões judiciais. Isto os colocou à parte de todas as outras nações e forneceu informações detalhadas aos homens a respeito das normas justas do próprio Deus. (Deuteronômio 4:5-8) Portanto, a história de Israel fornece um registro do que acontece quando se obedece ou desobedece às leis justas e sábias de Deus. Ao mesmo tempo, a história das outras nações fornece um contraste, revelando o resultado para os que vivem sem a lei de Deus.

      14. (a) Prejudicou Deus as nações não-israelitas por não interferir nos seus assuntos? (b) Contudo como se beneficiaram com a benignidade imerecida de Deus?

      14 Que dizer daquelas outras nações? Seguiram seu próprio caminho, escolhendo suas próprias formas de governo. Seu povo não ficou totalmente privado de toda a bondade na sua vida. Ainda tinham a faculdade da consciência, e esta às vezes os induzia a agir com preocupação humanitária para com seu próximo. (Romanos 2:14; Atos 28:1, 2) Mas a sua herança do pecado e sua rejeição da orientação divina fizeram com que seguissem basicamente o proceder egotista. Isto levou a guerras cruéis e a práticas depravadas para satisfazer suas paixões egoístas. (Efésios 4:17-19) Deus não era responsável pelas aflições que causavam a si mesmos. Eles mesmos escolhiam seu proceder na vida. Deus não interferiu nisso, exceto quando suas atividades estavam em conflito com a realização de Seus propósitos. No entanto, na sua benignidade imerecida, concedeu-lhes usufruir o sol e a chuva, as belezas de sua criação e os frutos da terra. — Atos 14:16, 17.

      15. Que arranjos para a bênção final das pessoas das nações estava Deus preparando?

      15 Jeová tampouco excluiu estas nações de estar entre os que finalmente poderiam receber bênçãos por meio do Descendente prometido. Abraão foi informado de que o Descendente viria da linhagem de sua família, e Jeová disse a respeito do resultado disso: “Todas as nações da terra hão de abençoar a si mesmas por meio de tua descendência, pelo fato de que escutaste a minha voz.” (Gênesis 22:18) Vemos assim que, embora Jeová tratasse exclusivamente com Israel, realizava seu propósito imparcialmente para abençoar as outras nações mais tarde, embora estas desconsiderassem este fato. — Atos 10:34, 35.

      16. (a) Durante todo este tempo, o que fazia Deus com relação à promessa a respeito do Descendente? (b) Quem veio a ser este Descendente da promessa?

      16 Durante o tempo em que Jeová tratava com o Israel carnal, forneceu numerosas profecias para satisfazer uma necessidade vital. Elas habilitavam os homens de fé a identificar o Descendente prometido, o Ungido de Jeová, quando finalmente aparecesse. Especificou-se a linhagem de sua família — por intermédio da tribo de Judá e da casa de Davi. (Gênesis 49:10; Salmo 89:35, 36 [88:36, 37, ver. cat.]) Forneceu-se o nome do lugar de seu nascimento, Belém. (Miquéias 5:2) Indicou-se com séculos de antecedência o próprio tempo em que ele, como homem crescido, seria ungido, tornando-se assim o Messias. (Daniel 9:24-27) Prefiguraram-se seus serviços sacerdotais a favor da humanidade, bem como o sacrifício de si mesmo, que ele ofereceria, a fim de abrir o caminho, para que pessoas de todas as nações tivessem a oportunidade de vida eterna, ao chegar o Dia de Juízo de Deus. (Hebreus 9:23-28) Assim, quando chegou o tempo designado, tudo identificava inequivocamente a Jesus Cristo como aquele que Jeová enviou como o Descendente da promessa, aquele por meio de quem finalmente viriam bênçãos a toda a humanidade. — Gálatas 3:16, 24; 2 Coríntios 1:19, 20.

      A PREPARAÇÃO DOS REGENTES DA HUMANIDADE

      17. O que irá Deus realizar por meio de Jesus, e como foi isto salientado por ocasião do nascimento deste?

      17 Este era então aquele por meio de quem Deus concederia paz à humanidade. Antes de seu nascimento, um anjo de Deus informou sua mãe Maria que o filho dela receberia um reino eterno. Pastores perto de Belém foram avisados a respeito de seu nascimento, e depois ouviram uma multidão dos exércitos do céu louvar a Deus e dizer: “Glória a Deus nas maiores alturas, e na terra paz entre homens de boa vontade.” — Lucas 1:31-33; 2:10-14.

      18. (a) De que modo o preparou sua experiência na terra para os cargos de rei e de sacerdote? (b) Que efeito teve sua morte sobre a obtenção da paz?

      18 Considere as vantagens de este futuro rei celestial ter vivido na terra. Como homem, veio a conhecer e a compreender os problemas dos homens. Viveu e trabalhou com eles, compartilhando seu pesar e sofrendo pessoalmente dificuldades. Provou sua lealdade a Jeová e seu amor à justiça sob as provas mais severas. Tudo isto fazia parte do modo de Deus prepará-lo para ser Rei sobre o céu e a terra, e Sumo Sacerdote para administrar os benefícios vitalizadores à humanidade. (Hebreus 1:9; 4:15; 5:8-10) Além disso, por meio de sua própria vida deposta em sacrifício, Jesus Cristo abriu o caminho para a humanidade recuperar a relação pacifica com Deus. — 1 Pedro 3:18.

      19. (a) Como sabemos que Jesus foi ressuscitado e subiu ao céu? (b) Quanto ao seu reinado, o que fez ele depois de retornar ao céu?

      19 Depois de sua morte, Deus o ressuscitou novamente à vida e cuidou de que houvesse mais de quinhentos testemunhas humanas para atestar que isto realmente aconteceu. (1 Coríntios 15:3-8) Daí, quarenta dias depois, enquanto seus discípulos observavam, subiu para o céu e desapareceu da sua vista. (Atos 1:9) Desde o céu, ele passou a exercer seu reinado para com os seus próprios seguidores fiéis, e os beneficias de sua regência fizeram com que se destacassem em contraste com os demais da humanidade. Mas, era então o tempo para ele receber autoridade régia sobre as nações? Não, porque havia outros assuntos no grande programa de Deus que exigiam atenção. — Hebreus 10:12, 13.

      20. Que obra nova iniciou Jesus para seus discípulos na terra?

      20 Era preciso fazer um grande trabalho em toda a terra. Antes da morte e da ressurreição de Jesus, nenhum israelita havia saído como pregador pára converter outras nações — embora qualquer pessoa que desejasse adotar a adoração de Mova pudesse sempre receber bênçãos junto com Israel. (1 Reis 8:41-43 [3 Reis 8:41-43, em algumas versões católicas]) No entanto, começando com o cristianismo, iniciou-se uma nova obra. O próprio Jesus Cristo deu o primeiro exemplo disso em Israel. Daí, enquanto ainda estava com os seus discípulos, antes de sua ascensão ao céu, disse-lhes: “Sereis testemunhas de mim tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até à parte mais distante da terra.” — Atos 1:8.

      21. Em vez de realizar a conversão do mundo, o que realizava Deus por meio deste testemunho?

      21 Tinha-se por objetivo a conversão do mundo? Não. Antes, conforme Jesus mostrou numa ilustração a respeito do “reino dos céus”, o que se realizaria durante o período até a “terminação do sistema de coisas” seria o ajuntamento dos “filhos do reino”. Sim, era preciso escolher os outros membros do vindouro governo do Reino. (Mateus 13:24-30, 36-43) Qualquer pessoa que leia as Escrituras Gregas Cristãs poderá ver prontamente que, a partir de Pentecostes de 33 E.C., a esperança que se ofereceu aos crentes era participar com Jesus Cristo na regência de seu Reino no céu. — 2 Timóteo 2:12; Hebreus 3:1; 1 Pedro 1:3, 4.

      22. (a) Que qualidades exigiu Deus destes prospectivos herdeiros do reino celestial? (b) Portanto, fez-se a escolha às pressas?

      22 A escolha destes futuros co-regentes da humanidade levaria tempo. Por quê? Porque, em primeiro lugar, esta esperança, mais preciosa do que as melhores jóias, havia de ser oferecida a pessoas de todas as nações. Embora muitos professassem aceitá-la, poucos provaram realmente que eram seguidores fiéis do Filho de Deus. (Mateus 13:45, 46; 22:14) Era necessário satisfazer normas elevadas. Os cristãos não têm vivido como grupo separado das outras pessoas, assim como fez o Israel carnal. Em resultado disso, sua fé e sua perseverança foram severamente provadas. Eles têm sido como estrangeiros no mundo, advogando outro modo de vida, um que está em harmonia com os princípios justos de Deus. (1 Pedro 2:11, 12) Para serem aprovados, precisam manter-se livres das práticas imorais e corretas do mundo em volta deles. (1 Coríntios 6:9, 10) Se realmente hão de ser “filhos de Deus”, precisam mostrar-se “pacíficos”, não se empenhando nas guerras das nações, nem exercendo represálias quando perseguidos pela sua fé. (Mateus 5:9; 26:52; Romanos 12:18, 19) Exigiu-se que demonstrassem lealdade inabalável à regência de Deus, recusando-se a ser identificados com os que advogam governos políticos da humanidade, aos quais a Bíblia se refere como ‘feras’. (Revelação 20:4, 6) Por causa disso, e por terem aderido ao nome de Jesus Cristo, como rei ungido de Deus, têm sido “pessoas adiadas por todas as nações”. (Mateus 24:9) Portanto, os que hão de ser regentes celestiais da humanidade, junto com Cristo, não foram escolhidos às pressas.

      23. (a) Quantos são os que hão de estar neste grupo administrativo, celestial, junto com Cristo? (b) Dentre quem foram escolhidos, e por quê?

      23 Não levou este tempo porque o número escolhido havia de ser grande. Segundo as Escrituras, Deus limitou o número deste grupo administrativo, seleto, sob Jesus Cristo, a 144.000 pessoas (Revelação 14:1-3) Mas Deus as escolheu com cuidado. Foram tiradas “dentre toda tribo, e língua, e povo, e nação”. (Revelação 5:9, 10) Entre elas há pessoas de todas as rodas da vida, homens e mulheres, pessoas que compartilharam todos os diversos problemas da humanidade. Enquanto se revestem da nova personalidade cristã, simplesmente não há problema que alguns deles não tenham de enfrentar e vencer. (Efésios 4:22-24; 1 Coríntios 10:13) Quão gratos podemos ser por isso, visto que nos assegura que serão reis e sacerdotes compadecidos e misericordiosos, capazes de ajudar homens e mulheres de toda espécie, auxiliando-os a se apoderar da provisão de vida eterna feita por Deus.

      24. Que dizer dos milhões de outras pessoas que viveram e morreram durante este tempo, muitas delas nem sabendo da Bíblia?

      24 Que dizer da humanidade fora desta congregação cristã? Durante todo este tempo, Deus não interveio nos assuntos governamentais do mundo. Deixou os homens seguir o caminho que quisessem. Naturalmente, milhões de pessoas viveram e morreram, muitas delas nunca sabendo nada da Bíblia ou do reino de Deus. Contudo, Deus não se esqueceu delas. Ele preparou a ocasião a respeito da qual o apóstolo Paulo falou a um governador romano dos seus dias, dizendo: “Eu tenho esperança para com Deus, . . . de que há de haver uma ressurreição tanto de justos como de injustos.” (Atos 24:15) Então, sob as condições mais favoráveis na nova ordem de Deus, estes hão de receber a oportunidade de aprender os modos de Jeová e decidir que atitude querem pessoalmente tomar na questão da soberania universal. Se se mostrarem amantes da justiça, poderão viver para sempre.

      AO SE APROXIMAR “O FIM”

      25, 26. (a) No tempo devido, que autoridade adicional se daria a Cristo, e contra quem agiria ele? (b) Como afetaria isso as condições da terra?

      25 Antes da vinda desta nova ordem, haviam de ocorrer acontecimentos emocionantes. A Bíblia predisse uma mudança momentosa nos assuntos do mundo. Jesus Cristo seria entronizado como rei, não apenas para reger sobre seus próprios discípulos, mas com autoridade para agir para com o mundo inteiro. Nesta ocasião se faria no céu a proclamação: “O reino do mundo tornou-se o reino de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre.” (Revelação 11:15) Autorizado por Deus para agir contra seus inimigos, ele atuaria primeiro contra o próprio “governante do mundo”, Satanás, o Diabo, e seus demônios. (João 14:30) Estas forças iníquas seriam lançadas para baixo, desde os céus, e restritas à vizinhança da terra. Qual seria o resultado?

      26 A descrição profética deste acontecimento, encontrada em Revelação ou Apocalipse, registra uma voz desde o céu dizendo: “Por esta razão, regozijai-vos, o céus, e vós os que neles residis! Ai da terra e do mar, porque desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo.” (Revelação 12:12) Haveria entre as nações tumultos sem precedência, mas o fim não viria logo.

      27. (a) Ao se aproximar “o fim”, que grande obra de separação se faria, e como? (b) Quão grande será a predita destruição mundial?

      27 Este seria o tempo em que se faria uma grande obra de separação. Sob a direção de Jesus Cristo, atuando desde o seu trono celestial, os seguidores fiéis dele levariam a pregação destas “boas novas do reino” a toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações. (Mateus 24:14; 25:31-33) As pessoas em toda a parte receberiam a oportunidade de mostrar sua atitude para com a regência divina. Realizado isso, então, conforme Jesus explicou, “virá o fim”. Isto será “uma grande tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem tampouco ocorrerá de novo”. (Mateus 24:21) Nunca mais perguntarão os homens: O que tem feito Deus? Os únicos sobrevivestes serão aqueles que se importaram o bastante para descobrir o que ele tem feito e para harmonizar a sua vida com os requisitas dele antes de vir a destruição mundial.

      28. (a) Quando ocorrem a entronização de Cristo e a separação das pessoas de todas as nações? (b) Portanto, o que deve fazer cada um de nós urgentemente?

      28 Mas, quando devem acontecer estas coisas? Quando recebe Cristo o poder para reinar e para passar a separar as pessoas de todas as nações? Os fatos mostram que se trata de coisas que Deus tem feito neste século vinte. Cristo já está no seu trono celestial e a obra de separação aproxima-se de seu término. O tempo restante, em que poderá identificar-se como estando do lado de Jeová na questão da soberania universal, é muito curto. A “grande tribulação” já está próxima! Isto é provado veraz por um exame cuidadoso da profecia bíblica à luz da história recente. Exortamo-lo a dar-lhe cuidadosa consideração.

  • Quando virá a predita destruição mundial?
    Verdadeira Paz e Segurança — De Que Fonte?
    • Capítulo 7

      Quando virá a predita destruição mundial?

      1. Qual é o propósito grandioso de Deus para com a humanidade?

      QUANTO alívio não daria ver acabar a guerra, o crime e a poluição da terra! Quão agradável seria viver sob uma administração realmente justa, em que se poderia usufruir plena segurança, junto com a família! A Bíblia mostra que Deus tornará estas coisas uma realidade. Mas quando?

      2. (a) Ao vir o “dia de Jeová”, quem será apanhado de surpresa? (b) Como poderemos evitar que isto aconteça a nós?

      2 Com referência à destruição mundial que preparará o caminho para a nova ordem justa de Deus, o apóstolo de Jesus Cristo escreveu: “O dia de Jeová vem exatamente como ladrão, de noite.” Dirigindo-se então aos que estudam e acatam a Palavra de Deus, ele acrescentou: “Mas vós, irmãos, não estais em escuridão, de modo que aquele dia vos sobrevenha assim como a ladrões.” (1 Tessalonicenses 5:2, 4) Os que deixarem de acatar a advertência serão tomados de surpresa. Quando chegar o “dia de Jeová”, serão como um animal apanhado de repente num laço do qual não pode escapar. Mas isto não se precisará dar no seu caso. Conforme diz o texto, há pessoas que ‘não estão em escuridão’. Isto não se deve a qualquer sabedoria delas. Antes, é porque estudam a Palavra de Deus e a tomam a peito. O que diz esta Palavra a respeito dos nossos dias? — Lucas 21:34-36.

      3, 4. (a) Onde se explica o pleno significado dos acontecimentos do século vinte? (b) Que quatro pontos principais, apresentados na profecia bíblica, examinaremos agora?

      3 Ela descreve os acontecimentos deste século vinte. Mas fez isto com uns dois mil anos de antecedência! Embora muitos dos acontecimentos sejam do conhecimento público, apenas a Bíblia salienta o seu pleno significado.

      4 Entre as informações contidas na Bíblia a respeito dos nossos dias encontram-se as seguintes: (1) A identificação de um ano específico como o tempo em que Deus dá a regência sobre o “reino da humanidade” “a quem quiser”. (2) Uma lista de acontecimentos significativos que ocorreriam durante o período conhecido como “a terminação do sistema de coisas”. (3) A indicação da duração do tempo desde o começo da “terminação do sistema de coisas” até chegar a predita destruição mundial. (4) A menção dum acontecimento notável nos assuntos mundiais como último sinal de que a destruição mundial está prestes a começar. Examinemos estes pontos, um por vez.

      O ANO MARCADO — 1914 E.C.

      5. Já desde quando se aperceberam as testemunhas de Jeová de que a Bíblia apontava para 1914 E.C. como ano significativo?

      5 O ano 1914 E.C. é marcado pela profecia bíblica como um tempo em que acontecimentos grandes nos céus teriam efeitos de longo alcance sobre os assuntos humanos. Já em 1876, as testemunhas de Jeová (então conhecidas como “Estudantes da Bíblia”) aperceberam-se disso e deram-lhe ampla publicidade. Poderá examinar os pormenores por si mesmo, na sua própria Bíblia.

      6. (a) Abra a sua Bíblia em Daniel, capítulo 4, e mostre o que se discute ali do Dan. 4 versículo 3 ao Dan. 4 versículo 17. (b) Quem é aquele a quem Jeová dá o “reino”?

      6 Abra a sua Bíblia em Daniel, capítulo 4. Ali encontrará uma profecia que revela o propósito de Deus de exercer sua soberania sobre a terra. Declara-se que o objetivo desta profecia é “para que os viventes saibam que o Altíssimo é Governante no reino da humanidade e que ele o dá a quem quiser”. (Dan. 4 Versículos 3, 17) Sabemos que este, a “quem” o Altíssimo escolhe dar o “reino” é Cristo Jesus. O último livro da Bíblia fala do tempo em que “o reino do mundo” é dado a Cristo, como rei celestial. (Revelação 11:15; 12:10) Isto significa, então, que a profecia de Daniel trata do tempo em que o Deus Altíssimo interviria nos assuntos humanos por dar “o reino do mundo” ao seu próprio Filho, Jesus Cristo. Quando se daria isto, segundo a profecia?

      7. Qual é o teor do sonho profético em Daniel, capítulo 4, e como se aplicou ao Rei Nabucodonosor?

      7 O sonho profético registrado por Daniel menciona uma enorme árvore que foi cortada e enfaixada com ferro e cobre até que passassem sobre ela “sete tempos”. Disse-se que, durante este tempo, dar-se-lhe-ia “um coração de animal”. (Daniel 4:10-17) O que significa isso? Deus fez com que seu próprio profeta Daniel o explicasse: Nabucodonosor, rei de Babilônia, seria removido de seu trono e expulso de entre os homens, para viver como animal. Depois de sete anos, voltou a sanidade mental do rei, ele reconheceu a superioridade da regência de Deus e ele próprio foi restabelecido no seu trono. (Daniel 4:20-37) Tudo isso, porém, teve um significado maior, e por isso está registrado na Bíblia.

      8. (a) A que reino se refere o significado maior da profecia? (b) Neste cumprimento maior, o que é representado pelo corte da árvore, e como ‘se lhe deu um coração de animal’?

      8 Este significado maior relaciona-se com uma regência que beneficiaria todas as coisas viventes na terra. A profecia disse que dela procederia “alimento para todos” e haveria proteção até mesmo para os animais e as aves. (Daniel 4:12; veja Mateus 13:31, 32) A única regência que realmente pode prover isto é o reino de Deus. Os princípios justos deste reino foram demonstrados durante séculos por meio do governo de Judá, com seu rei da linhagem real de Davi em Jerusalém. Mas, por causa da infidelidade deles, Jeová os deixou ser vencidos pelo rei babilônico Nabucodonosor. Foi como se a árvore enorme, vista no sonho, tivesse sido cortada e o toco enfaixado. Governos gentios exerceram então o domínio do mundo, e Babilônia, governada por Nabucodonosor, tinha o maior destaque. Esses reinos gentios são representados na Bíblia por “feras” ou “animais”. (Daniel 8:1-8, 20-22) Portanto, o que acontecia nos assuntos governamentais era assim como anunciara o anjo desde o céu: “Dê-se-lhe um coração de animal, e passem sobre ele sete tempos.” (Daniel 4:16) No entanto, estes “sete tempos” expirariam finalmente, as ‘bandas’ seriam removidas e a “árvore” cresceria, ao passo que o domínio do mundo começasse a ser exercido por aquele a quem Jeová disse que daria o “reino do mundo”.

      9, 10. (a) No cálculo da duração dos “sete tempos”, quanto dura cada ‘tempo’? Como é isto indicado pela Bíblia? (b) Quando começaram os “sete tempos”, quantos anos abrangem e quando terminam?

      9 Quanto tempo durariam estes “sete tempos”? Eram muito mais do que sete anos literais, porque centenas de anos depois, Jesus Cristo indicou que ainda não haviam expirado. No primeiro século de nossa Era Comum, ele mencionou-os como sendo “os tempos designados das nações”, quer dizer, das nações gentias, que haviam exercido o domínio do mundo desde que Babilônia conquistou Jerusalém em 607 A.E.C. — Lucas 21:24.

      10 Poderá observar por si mesmo como a Bíblia se refere a “tempos” proféticos. Revelação 11:2, 3, mostra que 1.260 dias constituem quarenta e dois meses ou três anos e meio. Revelação 12:6, 14, menciona o mesmo número de dias (1.260), mas refere-se a eles como sendo “um tempo, e tempos, e metade de um tempo”, ou três “tempos” e meio. Então, cada um destes “tempos” deve ser de 360 dias (3 1/2 x 360 = 1.260). Além disso, cada dia dos “tempos” proféticos da profecia de Daniel representa um ano inteiro, segundo a regra: “Um dia por um ano”, conforme registrada sob inspiração por dois profetas distintos de Deus. (Números 14:34; Ezequiel 4:6) Verificado isto, não é difícil saber-se que “sete tempos” (7 x 360) são 2.520 anos. Contados desde o outono (do hemisfério setentrional) de 607 A.E.C., quando o reino típico de Deus, em Judá, foi derrubado por Babilônia, os 2.520 anos nos levam ao outono de 1914 E.C. (606 1/4 + 1.913 3/4 = 2.520) como o tempo em que “o reino do mundo” seria entregue a Jesus Cristo no seu trono celestial.

      11. O que dizem historiadores sobre a importância do ano de 1914?

      11 Depois de se darem conta de que a Bíblia indicava deveras o ano de 1914 E.C., as testemunhas de Jeová tiveram de esperar várias décadas antes de ver o resultado. No início do ano de 1914, a condição pacífica da situação mundial fazia com que parecesse a muitos, inclusive aos líderes do mundo, que nada iria acontecer. Mas, antes de acabar o verão no hemisfério setentrional, o mundo estava mergulhado numa guerra sem precedentes em toda a história humana. O historiador de Oxford A. L. Rowse escreveu sobre os acontecimentos daquele ano:

      “Se já houve ano que assinalasse o fim duma era e o começo de outra, foi 1914. Tal ano levou ao fim do velho mundo com seu senso de segurança e começou a era moderna, cuja característica é a insegurança, que é nossa porção diária.”23

      E o relatório sobre um livro a respeito da vida do estadista britânico Winston Churchill também observou:

      “O tiro que foi dado em 28 de junho de 1914, em Sarajevo, despedaçou o mundo de segurança e senso criativo . . . O mundo nunca mais foi o mesmo desde então. . . . Marcou o momento decisivo, e o mundo maravilhoso, calmo e atraente de ontem se desvaneceu para nunca mais reaparecer.” — Crítica do livro Winston S. Churchill, volume 2, de Randolph Churchill.24

      Aquele ano, indicado pela profecia bíblica cerca de dois milênios e meio antes, mostrou realmente ser o momento decisivo na história. Seu verdadeiro significado tornou-se ainda mais claro com o desenrolar de eventos adicionais.

      12. Qual foi o motivo da grande sublevação nos assuntos humanos em 1914 e depois?

      12 Talvez pareça no início estranho que a ocasião em que Cristo havia de ocupar seu trono para governar sobre o mundo da humanidade fosse assinalado por uma guerra sem precedentes na terra. Mas, não se esqueça de que o “governante do mundo” da humanidade apartada de Deus é Satanás, o Diabo. (João 14:30) Ele não quis ver que o reino recém-nascido de Deus, às mãos de Cristo, assumisse o controle dos assuntos da terra. Evidentemente, num esforço de desviar a atenção dos homens deste acontecimento de importância universal, ele os manobrou numa guerra para defender a sua própria reivindicação à soberania. Além disso, conforme a Bíblia mostra, quando o Reino foi dado à luz e entrou em pleno funcionamento, Satanás e seus demônios estavam prontos para devorar o governo recém-nascido. Qual foi o resultado disso? “Irrompeu uma guerra no céu.” “Foi lançado para baixo o grande dragão, a serpente original, o chamado Diabo e Satanás, que está desencaminhando toda a terra habitada; ele foi lançado para baixo, à terra, e os seus anjos foram lançados para baixo junto com ele.” Satanás sabia que lhe restava apenas “um curto período de tempo”. Sua ira era grande. (Revelação 12:3-12) Qual seria o resultado? A Bíblia forneceu uma descrição exata com dezenove séculos de antecedência.

      ACONTECIMENTOS DE SIGNIFICADO ESPECIAL

      13. O que levou Jesus a indicar o ‘sinal da sua presença e da terminação do sistema de coisas’?

      13 Lá no ano 33 E.C., Jesus havia descrito em pormenores ‘o sinal de sua presença e da terminação do sistema de coisas’. Isto está registrado na Bíblia, em Mateus, capítulos 24 e 25, Marcos 13 e Lucas 21. Enquanto Jesus estava com um grupo de seus discípulos em Jerusalém, ele predisse a destruição do magnífico templo que havia ali. Pouco depois, quando se assentou num morro fora da cidade, seus discípulos pediram-lhe mais informações, dizendo: “Dize-nos: Quando sucederão estas coisas e qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas?” — Mateus 24:1-3.

      14. Mencione alguns acontecimentos significativos que Jesus incluiu no “sinal”.

      14 Depois de adverti-los de não se deixarem desencaminhar por impostores, os quais, num esforço de conseguir seguidores, afirmariam ser Cristo, ele disse em resposta: “Ouvireis falar de guerras e relatos de guerras; vede que não fiqueis apavorados. Pois estas coisas têm de acontecer, mas ainda não é o fim [ou: não ocorre imediatamente]. Porque nação se levantará contra nação e reino contra reino, e haverá escassez de víveres e terremotos num lugar após outro. Todas essas coisas são um princípio das dores de aflição.” Conforme mostra Lucas 21:11, ele fez também menção de ‘pestilências num lugar após outro’. Ele advertiu contra o “aumento do que é contra a lei”, e, por causa disso, ele disse que “o amor da maioria se esfriará”. E é significativo que ele predisse: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” — Mateus 24:4-14.

      15, 16. (a) Aconteceram algumas destas coisas antes de Jerusalém ser destruída em 70 E.C.? (b) Como sabemos que deve haver também outro cumprimento, ainda mais importante?

      15 Mas, pode-se fazer a pergunta: ‘Não se cumpriram algumas destas profecias antes da destruição de Jerusalém pelos romanos no ano 70 E.C.?’ Sim, algumas delas foram cumpridas; mas, havia de vir mais, conforme mostram as próprias profecias. Jesus respondeu a uma pergunta que era de interesse imediato para seus discípulos, mas, ao fazer isso, aproveitou a oportunidade de fornecer informação de longo alcance sobre assuntos de importância ainda maior. Ele lhes disse que falava também sobre o tempo em que viria “o Filho do homem” “com poder e grande glória”, e que aquilo que dizia referia-se à vinda do “reino de Deus”. — Lucas 21:27, 31.

      16 Estas coisas não ocorreram por volta do tempo da destruição de Jerusalém em 70 E.C. O último livro da Bíblia, Revelação ou Apocalipse, escrito pouco antes do fim do primeiro século, mostra que estes acontecimentos com relação ao Reino eram então futuros. (Revelação 1:1; 11:15-18; 12:3-12) Em linguagem simbólica, o livro de Revelação mostrou também que a guerra, a escassez de víveres e a pestilência que Jesus predisse teriam um cumprimento futuro, em escala extraordinária, no tempo em que Cristo Jesus começaria e terminaria sua vitória sobre todos os opositores do reino de Deus. (Revelação 6:1-8) Mas visto que grande parte da profecia de Jesus aos seus discípulos teve um cumprimento no primeiro século, ela é assinalada como verdadeira, e isto fornece um motivo sólido para se ter confiança no cumprimento de tudo o mais nesta profecia.

      17. São as condições no mundo atual realmente muito diferentes daquelas que existiam antes de 1914?

      17 Tiveram estas profecias este cumprimento maior e completo neste século vinte? Para os não informados de menos de setenta anos de idade, as condições que os cercam no mundo atual talvez não pareçam especialmente significativas. Não tendo vivido numa época em que a vida era muito diferente, talvez achem que os nossos tempos são bastante ‘normais’. Mas os mais idosos, bem como os informados nos assuntos da história, sabem que não é assim. Neste respeito, um compêndio de história usado nas escolas suíças diz a respeito dos acontecimentos que sobrevieram ao mundo no ano de 1914 E.C.:

      “Apenas quinze países não ficaram envolvidos na guerra . . . Mas entre eles não havia nenhum país grande que tivesse tido o poder de agir como mediador. Isto nunca aconteceu antes na história do mundo; nenhuma guerra jamais teve tais dimensões. A profecia da Bíblia Sagrada: ‘Nação se levantará contra nação e reino contra reino’, cumpriu-se literalmente.” — Schweizergeschichte vom Dreiländerbund bis zum Völkerbund, de Gustav Wiget.25

      18. Por que estaríamos errados se concluíssemos que aquela guerra ampla era tudo o que havia no “sinal”?

      18 Mas não era apenas ‘nação levantando-se contra nação e reino contra reino’ que Jesus mencionou como sendo “o sinal”. Usando uma ilustração, ele disse: “Reparai na figueira e em todas as outras árvores: Quando já estão em flor, sabeis por vós mesmos, observando isso, que já está próximo o verão. Deste modo também vós, quando virdes estas coisas ocorrer, sabei que está próximo o reino de Deus. Deveras, eu vos digo: Esta geração de modo algum passará até que todas estas coisas ocorram.” (Lucas 21:29-32) Se visse apenas uma árvore brotar fora da estação, não se deixaria enganar a pensar que o verão já estava próximo. Mas, quando vê todas as árvores brotar, sabe o que isto significa. Do mesmo modo, Jesus predisse que sua “presença” e a “terminação do sistema de coisas” não seriam assinaladas apenas por guerra, mas por uma série de coisas ocorrendo todas numa só geração.

      19. (a) Conforme mostra a tabela acompanhante, como se cumpriram desde 1914 as diversas particularidades do “sinal”? (b) Por que não constituíam as anteriores guerras, escassez de víveres, terremotos e assim por diante o “sinal” de que Jesus falou?

      19 Ocorreram estas coisas? Examine a tabela acompanhante, que leva o título “Qual Será o Sinal?”. Ao fazer isso, talvez se lembre de ler a respeito de guerras em séculos anteriores. Mas é evidente que a Primeira Guerra Mundial se destaca de todas as outras como diferente, como ponto crítico da história. Talvez se lembre também de que os historiadores relataram grande escassez de víveres, pestilências, terremotos ou épocas de desacato à lei como ocorrendo antes de 1914. Contudo, em nenhuma outra época da história ocorreram todas estas coisas numa única geração em tal medida extraordinária. As outras particularidades do “sinal”, registradas pelos escritores evangélicos, também estão bem em evidência. Sinceramente, se os acontecimentos desde 1914 não cumprem o sinal, então o que mais se requer? Sem dúvida, vivemos na geração da qual Jesus falou.

      20, 21. Como se mostrou que os acontecimentos associados com a Primeira Guerra Mundial foram apenas “um princípio das dores de aflição”, conforme Jesus predisse?

      20 O aparecimento destas particularidades do “sinal” não significava que o reino de Deus eliminaria imediatamente toda a iniqüidade da terra. Conforme Jesus predisse, “todas essas coisas são um princípio das dores de aflição”. (Mateus 24:8) Outras haviam de se seguir. Quanto ao que se seguiu, a World Book Encyclopedia diz: “A Primeira Guerra Mundial e suas conseqüências levaram à maior depressão econômica da história, durante a primeira parte da década dos 1930. As conseqüências da guerra e os problemas do ajuste à paz levaram ao desassossego em quase cada nação.”26 Alguns anos depois, irrompeu a Segunda Guerra Mundial, muitas vezes mais horrível do que a primeira. Desde então, aumentou o desrespeito para com a vida e a propriedade, e o medo dos crimes tornou-se parte da vida cotidiana. A boa moral tem sido posta de lado. A “explosão demográfica” apresenta problemas para os quais não há verdadeira solução, segundo dizem os líderes. A poluição do ambiente estraga a qualidade da vida e ameaça exterminá-la. Em resultado, um relatório sobre uma Conferência das Nações Unidas Sobre o Ambiente Humano declarou que a família humana está no limiar duma “crise mais repentina, mais global, mais inescapável e mais desconcertante do que a espécie humana já encontrou”.27

      21 Quando foi que começaram estas “dores de aflição”? O jornal Star de Londres observou: “Algum historiador no século que vem poderá concluir que o dia em que o mundo enlouqueceu foi [em] . . . 1914.”28 Conforme já vimos, aquele ano de 1914 E.C. fora marcado com muita antecedência pela profecia bíblica.

      NOTÁVEIS DESENVOLVIMENTOS RELIGIOSOS

      22. (a) Com que associou Jesus sua previsão do aumento do que é contra a lei e o esfriamento do amor? (b) Como contribuíram os ensinos dos clérigos da cristandade para esta situação?

      22 Entre os acontecimentos significativos que Jesus avistou como devendo ocorrer durante a “terminação do sistema de coisas” encontrava-se o seguinte: “Surgirão muitos falsos profetas, e desencaminharão a muitos; e, por causa do aumento do que é contra a lei, o amor da maioria se esfriará.” (Mateus 24:11, 12) Deve ser observado que Jesus associou o aumento do que é contra a lei e o esfriamento do amor com a influência de falsos profetas, quer dizer, de instrutores religiosos que afirmam falsamente falar em nome de Deus. Já anteriormente neste livro apresentou-se evidência mostrando que os clérigos da cristandade têm abençoado as guerras das nações, têm advogado a idéia de que as normas bíblicas de moralidade são antiquadas e têm classificado partes da Bíblia como “mito”. Qual foi o resultado disso? O ‘esfriamento’ do amor a Deus e da preocupação com a Sua lei. Este tem sido um dos grandes fatores do colapso geral da boa moral, inclusive do desrespeito pela autoridade e da falta de interesse no próximo. — 2 Timóteo 3:1-5.

      23, 24. Em resultado disso, o que tem acontecido às igrejas nos anos recentes?

      23 Por causa das condições que se desenvolveram, as pessoas abandonam aos milhares as organizações religiosas da cristandade. Algumas se voltam para a Bíblia e harmonizam sua vida com os seus modos. Outras apenas se retiram em desapontamento e aborrecimento, vendo que as igrejas falharam em prover genuína ajuda espiritual. Muitos se tornam inimigos das igrejas.

      24 Foi por isso que o jornal Post de Nova Iorque podia dizer: “O setor em que a velha ordem parece desenrolar-se diante de nós com a velocidade da luz é a religião.”29 E o jornal Times de Nova Iorque noticiou: “A religião institucional está acabando, disse hoje um perito alemão em sociologia de religião.”30 O semanário do Vaticano L’Osservatore Della Domenica admitiu que a Igreja Católica Romana nos Estados Unidos estava sendo abalada por um “tremendo terremoto”.31 Disse que quase cada dia sobrevém “algum novo desastre” à igreja, tal como sacerdotes desertando, freiras desistindo e escolas e seminários católicos fechando. Em todas as religiões da cristandade, menos jovens ingressam nos seminários, as escolas religiosas fecham as portas e grande número de revistas religiosas deixam de ser publicadas. As igrejas, em geral, verificam que a sua assistência diminui. Muitos edifícios de igreja estão à venda.

      25. (a) Em contraste, o que indica a Bíblia que aconteceria com respeito à verdadeira adoração neste tempo? (b) Sob a direção de quem se faz este ajuntamento de adoradores do verdadeiro Deus, e em que base? (c) Portanto, que questão confronta as pessoas de todas as nações?

      25 Em contraste com isso, a Bíblia indica que uma “grande multidão” de todas as nações seria atraída à adoração verdadeira neste tempo do fim. (Revelação 7:9, 10, 14) Este ajuntamento de adoradores do verdadeiro Deus é feito sob a direção de Cristo Jesus. Ele predisse que, quando voltasse “na sua glória”, daria atenção às pessoas de todas as nações, separando-as umas das outras, visando sua preservação através da “grande tribulação” ou a sua destruição eterna. (Mateus 25:31-33) Em que base seriam separadas? Jesus disse que seria à base de como tratam seus “irmãos” espirituais aqui na terra. Por quê? Porque estes são representantes do reino de Deus às mãos de Jesus Cristo. Em obediência a ele, pregam a mensagem destas “boas novas do reino”. E fazem isso “em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações”. (Mateus 24:14) Estas novas do Reino confrontam as pessoas de todas as nações com a questão da soberania universal. Estão a favor da regência por Deus? Ou estão em harmonia com as instâncias de Satanás no Éden, querendo a regência independente dos homens? Jeová Deus, por meio de seu Filho, dá às pessoas a oportunidade de escolherem.

      26, 27. (a) Até que ponto já se fez esta obra de testemunho? (b) Por que é a maneira de se reagir à mensagem do Reino um assunto sério?

      26 Está sendo dado um testemunho mundial. As testemunhas cristãs de Jeová visitam as pessoas nos seus lares, em 208 terras, e se oferecem a estudar a Bíblia com qualquer família ou pessoa, sem custo. As publicações que usam para anunciar o reino de Deus estão entre as mais amplamente divulgadas na terra, disponíveis em mais de 160 idiomas.

      27 Esta obra de separação já está em andamento por muitos anos. Já está agora muito perto de seu fim. Segundo a Palavra de Deus, os que deliberadamente rejeitaram a regência de seu Reino, bem como os indiferentes que não se aproveitam da oportunidade de saber a respeito dele, serão então cortados da vida na destruição eterna. (Mateus 25:34, 41, 46; 2 Tessalonicenses 1:6-9) Quanto aos outros que voluntariamente e de bom grado se identificam como apoiadores genuínos do reino de Deus, isto assinala para eles um tempo de grande alívio. Então, o que indica a Bíblia sobre quão cedo virá esta expressão de julgamento?

      “ESTA GERAÇÃO DE MODO ALGUM PASSARÁ”

      28. Quão cedo viria a predita destruição mundial, segundo Jesus disse?

      28 “Acerca daquele dia e daquela hora”, disse Jesus, “ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, mas unicamente o Pai”. (Mateus 24:36) Mas Jesus deu um indício útil do tempo ao dizer: “Esta geração de modo algum passará até que todas estas coisas ocorram.” (Mateus 24:34) Que coisas? Todas as diversas particularidades do “sinal” a respeito do qual ele estava falando, bem como a “grande tribulação”, que também mencionara. Ocorrerem estas coisas dentro de uma geração significaria que os que estiveram presentes para ver o que aconteceu em 1914 E.C. no começo da “terminação do sistema de coisas”, ainda estariam vivos no fim deste período, ao vir a “grande tribulação”. Os que se lembram dos acontecimentos de 1914 já estão ficando avançados em anos. Muitos deles já morreram. Mas, Jesus assegura-nos que dentro desta ‘geração’, antes de todos eles terem morrido, virá a destruição deste sistema iníquo de coisas.

      29. Por Deus permitir que os acontecimentos desde 1914 se desenvolvessem ao ponto em que estão, como tornou ele mais fácil que os homens tomem a decisão certa?

      29 Quão paciente tem sido Deus em conceder este período de tempo! Durante esta geração, pela primeira vez na história, um problema após outro atingiu proporções gigantescas — guerra, poluição, excesso de população e mais. Qualquer destas coisas poderia trazer a ruína completa. Por deixar que a evidência se acumulasse, Deus tornou mais fácil para os homens se darem conta de que a regência pelo homem não oferece nenhuma solução real. Ao mesmo tempo, por meio da pregação das “boas novas do reino”, ele tem ajudado os sinceros a reconhecer que o reino de Deus é a única esperança de verdadeira paz e segurança e a identificar-se como estando do seu lado na grande questão.

      O ÚLTIMO SINAL

      30. Que último sinal da proximidade da destruição mundial indica a Bíblia?

      30 Há mais um acontecimento definido a vir, que servirá como sinal inconfundível de que está iminente a destruição do mundo. Este sinal foi indicado pelo apóstolo Paulo ao escrever: “O dia de Jeová vem exatamente como ladrão, de noite. Quando estiverem dizendo: ‘Paz e segurança!’ então lhes há de sobrevir instantaneamente a repentina destruição . . . e de modo algum escaparão.” — 1 Tessalonicenses 5:2, 3; Lucas 21:34, 35.

      31, 32. (a) Serão genuínas a “paz e segurança” proclamadas pelos governantes políticos? (b) Por que seria perigoso deixar-se enganar por isso?

      31 Os líderes políticos do mundo sabem que, se ficassem envolvidos numa guerra nuclear, não haveria vencedor. Ela resultaria virtualmente na extinção total. Além disso, os graves problemas da poluição do ambiente, a “explosão demográfica” e outros problemas locais exigem atenção e dinheiro. Por isso, empenharam-se arduamente em conseguir o afrouxamento das relações internacionais tensas. Naturalmente, suas negociações não causam nenhuma mudança real nas pessoas, ao ponto de estas se amarem mutuamente. Não acabam com os crimes, nem eliminam as doenças e a morte. No entanto, a profecia mostra que virá o tempo em que dirão que por fim há “paz e segurança”. Quando isto acontecer, então virá “instantaneamente a repentina destruição” sobre estes desencaminhadores da humanidade, junto com todos os que têm confiança neles.

      32 Mas haverá sobreviventes. Estará entre estes?

      [Quadro nas páginas 82, 83]

      “Qual Será o Sinal?”

      “NAÇÃO SE LEVANTARÁ CONTRA NAÇÃO” —

      “A Primeira Guerra Mundial introduziu o século da Guerra Total — pela primeira vez no pleno sentido da expressão — de guerra global. . . . Antes de 1914-1918, nunca uma guerra . . . abrangeu tão grande parte de terra. . .. Nunca fora a matança tão compreensiva e tão indiscriminada.” — “World War I”, de H. W. Baldwin.

      A Primeira Guerra Mundial matou mais de 9 milhões de combatentes e outros milhões de civis.

      A Segunda Guerra Mundial deixou 55 milhões de mortos. Dentro de cerca de duas décadas após a Segunda Guerra Mundial, houve mais de 300 golpes de estado, levantes e rebeliões adicionais em todo o mundo.

      “HAVERÁ ESCASSEZ DE VÍVERES” —

      A escassez de víveres afligiu muitas terras depois da Primeira Guerra Mundial e novamente após a Segunda Guerra Mundial.

      Apesar de anos de progresso científico sem precedentes, relatou-se em 1967 que 10.000 morriam cada dia e 3.500.000 cada ano por causa da subnutrição.

      “Na década de 1970, o mundo enfrentará fomes — centenas de milhões de pessoas irão morrer de fome apesar de quaisquer programas de emergência empreendidos agora.” — “The Population Bomb”, Dr. Paul Ehrlich.

      “PESTILÊNCIAS” —

      Nenhuma pestilência registrada jamais igualou à da gripe espanhola de 1918-1919. Ela atacou pelo menos 500 milhões de pessoas; mais de 20 milhões foram mortas.

      Na atualidade, a pesquisa médica não tem conseguido impedir que as doenças cardíacas atingissem proporções epidêmicas; o câncer é comum. O números dos casos de doenças venéreas aumentou vertiginosamente.

      “TERREMOTOS” EM MUITOS LUGARES —

      Em 1915, em Avezzano, na Itália, morreram 29.970 pessoas num terremoto; 180.000 morreram na China, em 1920; 143.000 no Japão, em 1923; 60.000 na Índia, em 1935. O ano de 1960 presenciou grandes terremotos no Irã, no Chile, em Marrocos, na Iugoslávia, na Líbia, em El Salvador, na Rússia, na Colômbia, na França, na Indonésia e na Turquia, entre outros países. Em 1970, um terremoto no Peru matou 70.000 pessoas, e mais de 12.000 morreram em Nicarágua em 1972.

      “AUMENTO DO QUE É CONTRA A LEI” —

      Sabe dos fatos. Sua própria vida foi afetada. O que tem acontecido nas escolas, na sua localidade? Existe o uso ilegal de entorpecentes lá onde mora? Que dizer da desonestidade nos negócios? Quão seguro se sente nas ruas, à noite?

      A “crise do crime” é tão ampla, que o Secretário-Geral das Nações Unidas pediu, em 1972, uma ação internacional.

      As violações da lei não só abrangem a lei humana, mas desconsidera-se ainda mais a lei de Deus.

      PREGAÇÃO MUNDIAL DO REINO DE DEUS —

      Esta obra é feita regularmente em 208 terras. Só durante os últimos trinta anos, as testemunhas cristãs de Jeová dedicaram 3.676.343.869 horas à pregação pública desta mensagem. Neste mesmo período, publicaram, em mais de 160 línguas, acima de 5 bilhões de exemplares de publicações que salientam o reino de Deus como a única esperança da humanidade.

      De que são estas coisas um “sinal”? De que vivemos agora na “terminação do sistema de coisas”. De que Cristo já se assentou no seu trono celestial e está separando dentre as pessoas de todas as nações aqueles que realmente fazem a vontade de Deus. De que está muito próxima a “grande tribulação”!

      (Para obter mais detalhes, leia Mateus, capítulos 24, 25, Marcos 13 e Lucas 21.)

  • Quem sobreviverá?
    Verdadeira Paz e Segurança — De Que Fonte?
    • Capítulo 8

      Quem sobreviverá?

      1. De que dependerá a sobrevivência para a nova ordem pacífica de Deus?

      A SOBREVIVÊNCIA à vindoura destruição mundial não será uma questão do acaso, assim como muitas vezes se dá nas guerras humanas. Ela não dependerá da parte da terra em que se vive. Nem resultará de alguém se apressar para um abrigo contra bombas ou outro refúgio, ao toque dum sinal de alarma. A sobrevivência dependerá da misericórdia de Deus, junto com a escolha deliberada feita pela pessoa, antes de começar a predita “grande tribulação”. Como poderá fazer tal escolha que o coloque entre os que sobreviverão para a vida numa nova ordem pacífica?

      O MODELO PROFÉTICO DO PASSADO

      2. Quem estabelece os termos para a sobrevivência, e onde são encontrados?

      2 A Bíblia não só prediz que haverá sobreviventes da vindoura destruição mundial. Ela também fornece um modelo para nos habilitar a saber que espécie de pessoas serão. Visto que Deus torna possível a sobrevivência, estabelece corretamente os termos dela.

      3. Para haver paz e segurança, por que é necessário decepar da vida os malfeitores?

      3 Deus cuidará com sabedoria e justiça de que os que sobrevivam à vindoura “grande tribulação” sejam os que farão o bem na sua nova ordem, não causando danos. Ele preservará apenas aqueles que amam a justiça. Se não fizesse assim, e se deixasse sobreviver os injustos, não haveria paz e segurança. Os lares e a segurança pessoal dos retos ainda estariam em perigo. Mas a sua Palavra inspirada promete: “Os próprios malfeitores serão decepados, mas os que esperam em Jeová são os que possuirão a terra. E apenas mais um pouco, e o iníquo não mais existirá . . . Mas os próprios mansos possuirão a terra.” Apenas por Deus aplicar o pleno alcance da norma estabelecida aqui no Salmo 37:9-11 (36:9-11, ver. cat.) poderão os sobreviventes ‘deleitar-se na abundância de paz’, conforme se promete adicionalmente neste texto. Como Deus fará isto se pode ver no registro de ocasiões passadas em que a iniqüidade dos homens obrigou a Deus a trazer a destruição.

      EXEMPLOS DE SOBREVIVÊNCIA NO PASSADO

      4-6. (a) O que atesta que a destruição de Jerusalém em 70 E.C. é um fato histórico? (b) Por que houve aquela destruição? (c) O que tornou possível que os discípulos de Jesus Cristo escapassem?

      4 Na cidade de Roma existe ainda hoje um arco do primeiro século da Era Comum, conhecido como o Arco de Tito. Nas suas paredes interiores representa-se como se tiraram objetos do templo de Jerusalém, depois da destruição desta cidade em 70 E.C. Esta destruição é um fato histórico. Também é um fato histórico que, décadas antes daquela destruição, Jesus predisse tanto a sua vinda como a maneira em que pessoas poderiam sobreviver a ela.

      5 O povo judaico se havia desviado de Deus; seguiam homens e as tradições religiosas de homens, não a Deus e sua Palavra. (Mateus 15:3-9) Tinham fé nos governantes políticos humanos e não no reino prometido de Deus. (João 19:15) Foram ao ponto de rejeitar e até mesmo combater a verdade proclamada pelo Filho de Deus e por seus apóstolos. Cristo Jesus advertiu a respeito das conseqüências a que tal proceder levaria inevitavelmente. — Mateus 23:37, 38; 24:1, 2.

      6 O resultado foi exatamente como predito na Bíblia. No ano 66 E.C. os judeus revoltaram-se contra Roma. A um ataque inicial dos romanos contra Jerusalém seguiu-se a sua retirada inesperada. Este foi o sinal e a oportunidade para os que criam na Palavra de Deus fazer o que seu Filho dissera: Fugir — sair da cidade condenada e de toda a província da Judéia, sem importar o que se tivesse de deixar para trás. Os discípulos genuínos de Jesus Cristo fizeram exatamente isso. Daí, no ano 70 E.C., os romanos voltaram, e, depois de um sítio, destruíram Jerusalém. O historiador judaico Josefo, que foi testemunha ocular disso, afirma que 1.100.000 pessoas morreram em Jerusalém de fome, doença, luta civil ou pela espada dos romanos. No entanto, os cristãos que agiram positivamente, demonstrando fé pela obediência, escaparam daquela destruição. — Lucas 19:28, 41-44; 21:20-24; Mateus 24:15-18.

      7. O que precisavam fazer as pessoas, a fim de sobreviverem quando Babilônia destruiu a nação israelita?

      7 Uma situação similar prevalecera cerca de sete séculos antes. Naquele tempo, Jeová Deus permitiu que as forças babilônicas sob o Rei Nabucodonosor (II) destruíssem a nação israelita. Esta destruição também é assunto da história. Durante anos antes disso, Deus advertiu o povo apóstata, por meio de seus profetas, que o proceder deles levaria ao desastre. “Recuai, recuai dos vossos maus caminhos, pois, por que devíeis morrer?” exortava-os Deus. (Ezequiel 33:11) A maioria não tinha fé no aviso dado. Mesmo quando Jerusalém foi sitiada pelas forças de Babilônia, aqueles israelitas esperavam que não viesse a destruição. Não obstante, ela veio conforme predita. Contudo, Deus cumpriu sua promessa de preservar os que demonstravam sua fé nele pela obediência. — Jeremias 39:15-18; Sofonias 2:2, 3.

      8-10. (a) Por que causou Jeová uma destruição mundial nos dias de Noé? (b) Por que foram poupados Noé e sua família?

      8 Mais atrás, na história humana, encontramos a primeira expressão do modelo divino para a sobrevivência. Não envolvia uma destruição nacional, mas uma destruição mundial, e esta também é um fato histórico. Ela veio no dilúvio global que ocorreu nós anos 2370/2369 A. E. C., nos dias de Noé. A narrativa histórica diz a respeito das condições prevalecentes antes daquela destruição mundial: “Por conseguinte, Jeová viu que a maldade do homem era abundante na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era só má, todo o tempo. E a terra veio a estar arruinada à vista do verdadeiro Deus, e a terra ficou cheia de violência.” — Gênesis 6:5, 11.

      9 A iniqüidade e a violência obrigaram Deus a agir. Na terra, só Noé e sua família mostraram fé e obediência. Em misericórdia para com eles, e para preservar a justiça e o juízo na terra, Jeová Deus “não se refreou de punir um mundo antigo . . . de pessoas ímpias”. O resultado foi que “o mundo daquele tempo sofreu destruição, ao ser inundado pela água.” — 2 Pedro 2:5; 3:5-7.

      10 Mas, Noé e sua família sobreviveram. Por quê? Primeiro, Noé e sua família não acompanharam aquele “mundo de pessoas ímpias” na sua injustiça. Não se deixaram absorver tanto pelas coisas comuns da vida, pelo comer, pelo beber e pelo casamento, ao ponto de ficarem insensíveis para com a vontade de Deus ou surdos ao seu aviso. Noé ‘andava com Deus’ em justiça. Isto não era apenas algo negativo. Ele e sua família não se refrearam apenas de fazer atos maus. Tomaram ação positiva; fizeram coisas, atos justos. Realmente creram no que Deus disse e mostraram isso por construírem obedientemente uma arca de três conveses, semelhante a uma caixa, de mais de cento e trinta metros de comprimento, segundo as especificações divinas. Noé era também “pregador da justiça”, falando a respeito dos propósitos de Deus e defendendo o caminho da justiça. — Gênesis 6:9, 13-16; Mateus 24:37-39; Hebreus 11:7.

      11. Conforme indicado por estes exemplos de aviso, o que temos de fazer se queremos sobreviver à vindoura destrutivo mundial?

      11 Estas oito pessoas sobreviveram por causa da fé e das obras de fé. Visto que o próprio Filho de Deus e seus apóstolos se referiram àquela destruição mundial como profética daquilo que confronta as pessoas neste “tempo do fim”, torna-se claro que nós também precisamos dissociar-nos do proceder errado do atual mundo da humanidade, que é em tudo tão ímpio como o dos dias de Noé. Nós também precisamos trabalhar em harmonia com a vontade de Deus. Não podemos simplesmente ser guiados pelas nossas próprias normas e ainda assim esperar sobreviver. A Palavra de Deus diz: “Há um caminho que é reto diante do homem, mas o fim posterior dele são os caminhos da morte.” (Provérbios 16:25) Nem se sobreviverá por qualquer aparência superficial de justiça. Porque Jeová vê o que há no coração. — Provérbios 24:12; Lucas 16:15.

      O QUE JEOVÁ PROCURA NO CORAÇÃO HUMANO

      12, 13. (a) O que faz muitos querer mudar para condições melhores? (b) Por que não basta isso para assegurar a sua sobrevivência para a nova ordem de Deus? (c) A fim de estarmos entre os sobreviventes, o que terá de motivar nossa aflição por causa das atuais condições más?

      12 Hoje há muitos que se sentem infelizes com as condições atuais. Mostram isso por suas queixas, demonstrações e greves, e, em alguns países, pela revolta violenta. Muitos se ressentem dos impostos elevados e do aumento vertiginoso do custo de vida. Em muitas regiões, lamentam o perigo dos crimes. O medo faz com que queiram uma mudança. Mas, basta isso para assegurar sua sobrevivência para a nova ordem de Deus? Não, não basta. Por que não?

      13 Porque alguém poderá sentir-se infeliz com estas condições e ainda assim ser egoísta. Talvez aprove até mesmo certas formas de desonestidade e de imoralidade — desde que ele mesmo não sofra com isso. No entanto, quando alguém obtém conhecimento da Bíblia, pode ver que estas condições más são apenas evidências externas da verdadeira doença deste mundo. Discerne que atrás destes sintomas há o desrespeito pelos princípios corretos e até mesmo pelo próprio Deus, uma falta de interesse em se saber e fazer a vontade de Jeová Deus e em se observar as Suas normas justas. As pessoas sinceras, em vez de ficar principalmente perturbadas e aflitas por não poderem obter certas coisas materiais ou certos direitos sociais, ou por causa do perigo do crime, da poluição e da ameaça de guerra, sentem-se especialmente aflitas ao ver a humanidade difamar o nome de Deus por meio de seu proceder corruto. E lastimam que outros, não só elas mesmas, sofram muito em resultado disso.

      14. Quem eram os ‘marcados’ para a sobrevivência, no tempo em que Babilônia destruiu Jerusalém?

      14 Para estarmos entre os sobreviventes da vindoura destruição mundial, teremos de ser iguais aos que Deus poupou quando permitiu que os exércitos de Babilônia destruíssem Jerusalém. Os marcados para a sobrevivência foram descritas como os ‘que suspiravam e gemiam por causa de todas as coisas detestáveis’ que se faziam no meio da cidade. (Ezequiel 9:4) As condições estavam muito ruins ali; os pobres eram oprimidos, e alguns deles até mesmo eram ilegalmente mantidos escravos pelos seus patrícios. (Jeremias 34:13-16) Jerusalém e o reino de Judá haviam ficado ainda piores do que o reino setentrional de Israel e sua capital, Samaria, a respeito dos quais o profeta Oséias escrevera anteriormente: “Irrompeu o proferimento de maldições, e a prática do engano, e assassinato, e furto . . . e atos de derramamento de sangue têm tocado em outros atos de derramamento de sangue.” (Oséias 4:2; Ezequiel 16:2, 51) Apenas os que sentiam o coração aflito por causa de tal injustiça e do desrespeito que mostrava para com Deus foram ‘marcados’ para a sobrevivência. — Ezequiel 9:2, 4-6.

      15. O que faz com que alguns se refreiem de fazer as necessárias mudanças, a fim de estarem entre os sobreviventes da vindoura destruição mundial?

      15 Existem hoje muitos que gostariam de usufruir a vida em paz, estando livres do medo e em situação próspera e confortável. Mas não querem mudar seu modo de vida por aprender o que a Palavra de Deus diz e por seguir seu modelo de vida correta. Eles realmente não têm amor à justiça, nem se interessam sinceramente no seu próximo. Visto que a nova ordem de Deus produzirá uma nova sociedade terrestre, em que “há de morar a justiça”, as boas novas a seu respeito serão agradáveis apenas aos que amam a justiça; os outros se sentem condenados por elas. — 2 Pedro 3:13; 2 Coríntios 2:14-17.

      O QUE PODERÁ FAZER AGORA

      16-18. (a) Como se pode chegar a ser ‘marcado’ para a sobrevivência à vindoura destruição mundial? (b) Portanto, que ação se precisa tomar primeiro para com a adoração falsa e depois para com a adoração verdadeira?

      16 Jeová salvará os que sinceramente desejarem viver sob a sua regência justa. Não obrigará a ninguém a viver na sua prometida nova ordem em circunstâncias que eles mesmos dizem que não querem. Mas a falta de desejo deles não refreará Deus de abençoar os que amarem a justiça. Portanto, ele preservará durante a vindoura destruição mundial aqueles que provarem agora que aceitam genuinamente a Sua regência divina. Ficam assim ‘marcados’ para a sobrevivência por se revestirem da “nova personalidade”, harmonizando sua vida com os modos de Deus e evidenciando que são realmente discípulos dedicados e batizados do Filho de Deus. Participam ativamente em fazer a vontade de Deus. Assim ‘escolhem a vida’ e as bênçãos, não a morte. (Colossenses 3:5-10; Deuteronômio 30:15, 16, 19) Escolherá também a vida assim?

      17 Exigem-se lealdade e submissão a Deus, e estas coisas envolvem a adoração. Cristo Jesus disse: “Vem a hora, e agora é, quando os verdadeiros adoradores adorarão o Pai com espírito e verdade, pois, deveras, o Pai está procurando a tais para o adorarem.” (João 4:23) Portanto, a sobrevivência à vindoura destruição mundial exige que abandonemos toda a adoração falsa e participemos zelosamente na adoração verdadeira.

      18 Bênçãos intermináveis aguardam os que adotam este proceder que leva à sobrevivência. Veja agora algumas das coisas grandiosas que Deus promete aos que têm fé na sua Palavra e que mostram esta fé por ação positiva.

  • Paz e segurança em toda a terra — uma esperança segura
    Verdadeira Paz e Segurança — De Que Fonte?
    • Capítulo 9

      Paz e segurança em toda a terra — uma esperança segura

      1, 2. Que condições preditas na Bíblia tornariam esta terra um lugar muito agradável para se viver?

      ESTA terra poderia ser um lugar mais agradável e mais interessante em que viver — se prevalecessem em toda a terra condições realmente pacíficas e seguras. Embora ela esteja agora longe disso, a Bíblia prediz que a terra ainda virá a ser um lar esplêndido para a humanidade, em que a família humana poderá usufruir plenamente a vida.

      2 Quais são as bênçãos prometidas e como podemos ter certeza de que se cumprirão?

      BASE SÓLIDA PARA CONFIANÇA

      3, 4. (a) O que aprendemos da fidedignidade das leis básicas que controlam o universo? (b) Quem é o Criador destas leis, e, portanto, em que mais temos bons motivos para ter confiança?

      3 O universo é controlado por leis básicas. Fiamo-nos em muitas delas. O nascer e o pôr do sol, as fases da lua e as estações vêm e vão dum modo que contribui para a estabilidade da vida humana. Os homens elaboram calendários e planejam atividades com anos de antecedência, sabendo que os movimentos do sol, da lua e dos planetas são seguros. O que podemos aprender disso?

      4 O Criador destas leis é fidedigno; o que ele diz e faz é digno de confiança. É em seu nome, como Criador do céu e da terra, que se fazem as promessas bíblicas a respeito de uma nova ordem justa. (Isaías 45:18, 19) Na rotina diária da pessoa, é normal confiar em certa medida nos outros — nos que levam gêneros alimentícios ao mercado para vender, nos que entregam o correio e em amigos íntimos. Não devemos ter muitíssimo mais confiança em Deus e na certeza do cumprimento de suas promessas? — Isaías 55:10, 11.

      5. Existe alguma motivação egoísta no que Deus prometeu, de modo que tenhamos motivos para duvidar de que ele faça o que disse que ia fazer?

      5 É verdade que os homens, por motivos egoístas, amiúde mostram que não se pode confiar neles. Mas todas as promessas de Deus contidas na Bíblia são claramente para o nosso bem, não para satisfazer qualquer egoísmo da Sua parte. Ele não precisa nada de nós; nem resulta nossa crença na sua Palavra em lucro egoísta para qualquer homem. Mas Deus agrada-se dos que têm fé nele, por causa de seu amor a ele e de seu apreço do modo de agir dele. — Salmo 50:10-12, 14, 15 (49:10-12, 14, 15, ver. cat.).

      6. Que espécie de fé nos ajuda a Bíblia a adquirir?

      6 Por outro lado, a Bíblia agrada também à nossa faculdade de raciocínio; não exige fé cega ou credulidade. De fato, ela define a verdadeira fé como “a expectativa certa de coisas esperadas, a demonstração evidente de realidades, embora não observadas”. (Hebreus 11:1) Deus fornece-nos na Bíblia uma base sólida para termos fé. Esta base torna-se cada vez mais evidente ao aumentarmos em conhecimento da Palavra de Deus e vermos quão veraz ela mostra ser na nossa vida e no cumprimento de suas profecias. — Salmo 34:8-10 (33:9-11, ver. cat.).

      7. Ao examinarmos as promessas bíblicas de bênçãos futuras, o que não devemos esperar que a crença nelas requeira de nós?

      7 As promessas bíblicas de bênçãos futuras vão muito além do que os homens se atrevem a oferecer. No entanto, estas promessas não exigem que creiamos em coisas contrárias a toda a experiência humana. Tampouco são contrárias ao que é normal para os homens desejarem. Considere algumas destas grandiosas bênçãos e veja quão veraz isto é.

      A TERRA SE TORNARÁ UM LAR AJARDINADO

      8, 9. (a) Que idéia deve formar nossa mente sobre o termo “paraíso”? (b) Já existiu algo assim na terra? (c) O que mostra que Deus tem o propósito de haver um Paraíso em toda a terra?

      8 Para muitos, a palavra “paraíso” contém a idéia de algo extra-terreno a até mesmo irreal. Mas “paraíso” vem de palavras similares usadas nos tempos antigos (em hebreu: pardés; em persa: pairidáeza; em grego: parádeisos), palavras usadas para descrever coisas então realmente existentes na terra. Todas estas palavras contêm a idéia básica de um ‘belo parque’ ou de um ‘jardim semelhante a um parque’. Assim como na antiguidade, também hoje há muitos de tais lugares, alguns deles sendo parques de grande tamanho. E o homem tem um anseio natural por sua beleza. A Bíblia promete que virá o dia em que todo este planeta será tal jardim semelhante a um parque, ou um paraíso.

      9 Quando Deus criou o primeiro casal humano, deu-lhes por lar o Jardim do Éden, nome que significa Paraíso de Prazer (ou Delícias). O paraíso não se devia limitar, porém, àquele único lugar. Conforme a Bíblia relata: “Deus os abençoou e Deus lhes disse: ‘Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra, e sujeitai-a.’” (Gênesis 1:28; 2:8, 9) Isto envolvia a ampliação dos limites do Paraíso até os confins da terra. O proceder desobediente de Adão e Eva não pôs término a este propósito declarado de Deus. Mostrando que a terra paradísica ainda era do propósito de Deus, Cristo Jesus prometeu a um homem que morria ao lado dele e que mostrava fé em Jesus, como Filho de Deus, que ele teria a oportunidade de viver em tal Paraíso terrestre. (Lucas 23:39-43) Como se dará isso?

      10. Em Revelação 11:18, que obstáculos ao Paraíso promete Deus remover?

      10 Na vindoura “grande tribulação”, Deus promete eliminar todos os obstáculos a tal paraíso por arruinar os que arruínam a terra. (Revelação 11:18) Deus fará assim o que os governos humanos nunca poderiam fazer. Eliminará todos os que egoistamente poluem e estragam a terra para satisfazer sua ganância comercial, todos os que travam guerras devastadoras por causa de sua sede de poder e todos os que usam mal a terra por causa de sua falta de gratidão e respeito para com as dádivas abundantes que Deus proveu.

      11. (a) Que acontecimento histórico mostra que o restabelecimento do estado paradísico na terra não é contrário à experiência humana? (b) Isto fortalece a nossa fé em que bênção prometida?

      11 A terra inteira florescerá então com beleza; seu ar, sua água e sua terra terão então frescor e pureza. Este restabelecimento do Paraíso não é algo além da possibilidade de se crer ou contrário à experiência humana. Há muitos séculos atrás, quando os da nação de Israel saíram do cativeiro em Babilônia, Jeová Deus restabeleceu-os na sua pátria. Ao retornarem, o país era um baldio desolado. No entanto, visto que Deus abençoou a eles e o seu trabalho, a terra mudou logo, ao ponto de os povos vizinhos exclamarem: ‘Ela se tornou igual ao jardim do Éden!’ Onde antes havia matas de espinhos e abrolhos, cresciam então juníperos e murteiras. A terra se tornou muito produtiva, removendo qualquer ameaça de fome. (Ezequiel 36:29, 30, 35; Isaías 35:1, 2; 55:13) O que Deus fez então naquela pequena região da Palestina prometeu fazer em escala global, para que todas as pessoas vivas usufruíssem os prazeres divinamente providos da vida no Paraíso. — Salmo 67:6, 7 (66:7, 8, ver. cat.); Isaías 25:6.

      FIM DA POBREZA E DA ESCRAVIDÃO ECONÔMICA

      12. Que condições econômicas e de trabalho precisam ser sanadas, se há de haver usufruto real da vida?

      12 É bem conhecido que a pobreza e a escravidão ao sistema econômico são encontradas em toda a terra. Não poderia haver nenhum usufruto real da vida na nova ordem de Deus, se esta condição não fosse solucionada, se milhões de pessoas continuassem a trabalhar apenas para prover o mais necessário à vida ou se fizessem trabalho monótono e que transforma o homem num dente de engrenagem impessoal numa enorme máquina.

      13-15. (a) Onde encontramos um exemplo histórico que nos mostra o que Deus fará para o homem neste respeito? (b) Como contribuiu tal arranjo para a segurança e o usufruto da vida de cada pessoa e família?

      13 A vontade de Deus para o homem, neste respeito, vê-se na maneira em que orientou as questões no antigo Israel. Ali, cada família recebeu uma propriedade hereditária de terra. (Juízes 2:6) Embora esta pudesse ser vendida e embora até mesmo pessoas pudessem vender-se em servidão, se ficassem endividadas, ainda assim, Jeová fez provisões para impedir o acúmulo de grandes latifúndios ou a escravização a longo prazo das pessoas. De que maneira?

      14 Por meio das provisões da Lei que deu ao seu povo. O sétimo ano de servidão havia de ser um ‘ano de remissão’, em que qualquer israelita assim em servidão tinha de ser posto em liberdade. Também, cada qüinquagésimo ano era um ano “de jubileu” para a nação inteira, ano em que se havia de “proclamar liberdade no país, a todos os seus habitantes”. (Deuteronômio 15:1-9; Levítico 25:10) Nesta ocasião, qualquer propriedade hereditária vendida era restituída ao seu dono original, e todos os em servidão eram libertos, mesmo que ainda não tivessem acabado sete anos. Era uma ocasião alegre de reunião familiar feliz e de um ‘novo começo’ econômico na vida. De modo que nenhuma terra podia ser vendida para todo o sempre, mas a sua venda era, na realidade, apenas um ‘arrendamento’, que terminaria, no máximo, no ano de jubileu. — Levítico 25:8-24.

      15 Tudo isto contribuiu esplendidamente para a estabilidade econômica da nação, e para a segurança e a paz de cada família. Quando observado, impedia que a nação caísse na situação triste que vemos hoje em muitos países, onde existem apenas duas classes, os extremamente ricos e os extremamente pobres. Os benefícios concedidos à pessoa individual fortaleciam a nação, porque ninguém precisava ser desprivilegiado e esmagado por motivo de más condições econômicas. Conforme se relatava durante o reinado do Rei Salomão, que recorria a Jeová para obter sabedoria: “Judá e Israel continuaram a morar em segurança, cada um debaixo da sua própria videira e debaixo da sua própria figueira.” (1 Reis 4:25 [3 Reis 4:25, ver. cat.]) Hoje em dia, muitos realmente não podem usar seus talentos e sua iniciativa, porque estão presos num sistema econômico que os prende, fazendo-os servir os desejos de uma só pessoa ou de um grupo pequeno de pessoas. Sob a lei de Deus, a pessoa diligente era ajudada a contribuir sua plena capacidade para o bem-estar e o usufruto de todos. Isto nos dá pelo menos uma pequena idéia da medida de liberdade pessoal e do senso do valor e da dignidade pessoais que serão usufruídos pelos que obterão a vida na nova ordem de Deus.

      16. Quanto às condições de vida e à situação econômica da pessoa, o que proverá o reino de Deus para todos nós, os que somos seus súditos?

      16 Em toda a terra haverá um grande cumprimento de Miquéias 4:3, 4. Os pacíficos que viverão sob a regência justa de Deus “sentar-se-ão, cada um debaixo da sua videira e debaixo da sua figueira, e não haverá quem os faça tremer, porque a própria boca de Jeová dos exércitos falou isso.” Nenhum dos súditos do reino de Deus viverá em favelas imundas ou em prédios apinhados de gente. Terão terra e lares próprios (Isaías 65:21, 22) O rei, Cristo Jesus, prometeu há muito tempo atrás que os ‘de temperamento brando herdarão a terra’, e ele tem ‘toda a autoridade no céu e na terra’ para cuidar de que isto aconteça. — Mateus 5:5; 28:18.

      SAÚDE E VIDA DURADOURAS

      17-19. (a) O que mostra que a boa saúde, junto com a vida longa, são desejos naturais da humanidade? (b) Que fatos a respeito da vida humana e o respeito da vegetação fazem parecer estranha a brevidade da vida do homem? (c) O que a respeito do cérebro humano, mostra que é bem razoável crer-se que o homem foi destinado a viver para sempre?

      17 Nenhuma destas condições, porém, poderia tornar sua vida realmente pacífica e segura enquanto a doença, a velhice e a morte obscurecessem o futuro. É desarrazoado ou contrário à experiência humana esperar alívio destas coisas? Certamente não é contrário à natureza humana querer isso, porque os homens gastam a sua vida e indizíveis somas de dinheiro na pesquisa de meios para conseguir isso.

      18 Em vez de ser desarrazoada a esperança de se ter saúde e vida duradouras, não é o contrário que é irracional? Não é desarrazoado que os homens, justamente quando atingem a idade em que começam a ter um bom fundo de conhecimento, experiência e capacidade para fazer coisas meritórias, passem a morrer? Por outro lado, há árvores que vivem milhares de anos. Por que devia o homem, dotado de inteligência, viver apenas uma fração do tempo que alguma vegetação inconsciente e ininteligente vive? Não é razoável que ele viva muitíssimo mais tempo?

      19 O livro Science Year (Ano da Ciência) de 1967 diz que para os especialistas do estudo do envelhecimento “o processo de envelhecimento ainda é na maior parte um mistério”.32 Para os cientistas é também mistificador que o cérebro humano obviamente foi projetado para assimilar virtualmente quantidades ilimitadas de informação. Conforme salientou o bioquímico Isaac Asimov, o “sistema de arquivo” do cérebro é “perfeitamente capaz de absorver qualquer quantidade de saber e memória que o ser humano possa lançar sobre ele — e também um bilhão de vezes mais do que esta quantidade”.33 Isto significa que seu cérebro não só é capaz de manejar tudo o que possa por nele durante uma vida de setenta ou oitenta anos, mas um bilhão de vezes mais! Não é de se admirar que o homem tenha tal sede de conhecimento, tal desejo de aprender a fazer e a realizar coisas. Entretanto, ele é impedido pela brevidade de sua vida. É razoável que o homem possua um órgão tão fantástico como o cérebro humano e depois nunca chegue a usá-lo mais do que numa pequena fração de seu potencial? Não é muito mais razoável, conforme mostra a Bíblia, que Jeová Deus fez o homem para viver para sempre na terra e lhe deu um cérebro admiravelmente adequado para este fim?

      20. O que diz a Bíblia sobre o que Deus prometeu fazer para a humanidade quanto aos efeitos do pecado, inclusive da própria morte?

      20 A Bíblia mostra que o homem teve originalmente a oportunidade de viver para sempre, mas que a perdeu por causa da rebelião; que “por intermédio de um só homem [Adão] entrou o pecado no mundo, e a morte por intermédio do pecado, e assim a morte se espalhou a todos os homens, porque todos tinham pecado”. (Romanos 5:12) A experiência humana concorda com isso, pois o pecado e a morte são universais entre a humanidade. Mas a Bíblia contém também a promessa de Deus de que, no Paraíso restabelecido, “não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor”. (Revelação 21:3, 4; 7:16, 17) Declara especificamente que a vida eterna, livre dos efeitos do pecado, é do propósito de Deus para a humanidade. (Romanos 5:21; 6:23) Mais do que isso, ela promete que as bênçãos da nova ordem de Deus estarão disponíveis aos muitos milhões que morreram no passado. Como? Pela ressurreição da morte, sim, pelo esvaziamento da sepultura comum de toda a humanidade. Jesus Cristo predisse confiantemente a respeito disso: “Vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz e sairão.” — João 5:28, 29.

      21, 22. Por que é a perspectiva do restabelecimento à plena saúde não algo bom demais para se esperar?

      21 Os cientistas da medicina moderna, hoje em dia, produzem “remédios milagrosos” e realizam façanhas cirúrgicas que teriam parecido incríveis há séculos atrás. Devemos duvidar de que o Criador do homem possa fazer coisas muito maiores e mais espantosas para restituir aos de coração reto a saúde vibrante, invertendo até mesmo o processo do envelhecimento — tudo sem recorrer a hospitais, salas de operação e órgãos artificiais? Deus, na consideração que tem, forneceu-nos a evidência de que não é demais esperar-se tais bênçãos.

      22 Enquanto seu Filho estava na terra, ele lhe deu poder para realizar obras poderosas de cura. Estas obras asseguram-nos que nenhuma fraqueza, nenhum defeito ou nenhuma doença estão além do poder de curar de Deus. Quando um homem, cuja carne estava cheia de lepra, implorou a Jesus para que o curasse, Jesus, compassivamente, tocou no homem e disse: “Torna-te limpo.” E, conforme diz o registro histórico, “ele ficou imediatamente limpo da lepra”. (Mateus 8:2, 3) Jesus não fazia tais coisas em algum lugar isolado, fora da vista do público. O historiador Mateus Levi relata: “Aproximaram-se-lhe então grandes multidões, trazendo coxos, aleijados, cegos, mudos e muitos outros, e quase que os lançavam aos seus pés, ele os curava; de modo que a multidão ficou pasmada . . . e glorificavam o Deus de Israel.” (Mateus 15:30, 31) Leia por si mesmo a narrativa em João 9:1-21 como exemplo de quão real e fiel à vida é tal relato histórico destas curas. Estes acontecimentos foram atestados por muitas testemunhas, inclusive um médico, o doutor Lucas. — Marcos 7:32-37; Lucas 5:12-14, 17-25; 6:6-11; Colossenses 4:14.

      23, 24. Por que não é desarrazoado crer-se que os mortos realmente podem ser e serão restabelecidos à vida sob o reino de Deus?

      23 Por motivos similares, não precisamos achar que seja incrível a promessa clara da Bíblia de que “há de haver uma ressurreição” dos mortos. (Atos 24:15) Os homens podem hoje registrar a voz, a aparência e as ações duma pessoa num pequeno pedaço de filme ou vídeo tape, para que possam ser reproduzidas mesmo anos depois de sua morte. Não deveria, então, Aquele que criou o homem, que logicamente conhece a estrutura atômica e molecular exata do homem, poder fazer muito mais? Se os computadores de fabricação humana podem armazenar e coordenar literalmente bilhões de dados, não seria Deus capaz de se lembrar com exatidão da personalidade das pessoas, a fim de trazê-las de volta à vida? — Jó 14:13.

      24 De novo, Jeová Deus forneceu-nos bondosamente os meios de fortalecer nossa fé em tal enorme esperança. Ele concedeu ao seu Filho o poder de demonstrar em pequena escala o que fará em escala enorme durante sua regência justa sobre a terra. Jesus Cristo ressuscitou mortos, muitas vezes em plena vista dos espectadores. O homem Lázaro, a quem ressuscitou perto de Jerusalém, até mesmo já estava morto por bastante tempo para seu corpo começar a decompor-se. Vê-se assim que a esperança da ressurreição tem uma base sólida. — Lucas 7:11-17; 8:40-42, 49-56; João 11:38-44.

      A CAPACIDADE DA TERRA DE CONTER TAL POPULAÇÃO

      25, 26. Quando os mortos forem ressuscitados, onde haverá lugar para todos morarem?

      25 Pode este planeta prover espaço confortável para a vida de tal população, como resultaria da ressurreição dos mortos? Em 1960 o Dr. Albert L. Elder, presidente da Sociedade Química Americana declarou:

      “Foram precisos mais de 5000 anos da história humana, até por volta de 1820, para se atingir a população mundial de 1,1 bilhão de pessoas. No século seguinte, a população dobrou. Agora, reside por volta de 2,8 bilhões e poderia atingir 3 bilhões no início da década de 1960 [como aconteceu mesmo]. Assim, em menos de 50 anos houve um aumento da população equivalente ao que ocorreu durante os primeiros 50 séculos.”34

      26 Os atualmente vivos, portanto, representam uma boa parte do total que já viveu na terra. De fato, declarou-se em 1966: “Calcula-se agora que 25 por cento de todas as pessoas que já viveram estão vivas atualmente.”35 Nesta base, a população total em toda a história humana pode ser calculada em cerca de 14.000.000.000 de pessoas. A área terrestre da terra é de mais de 14.500.000.000 de hectares. Isto concederia mais de um hectare por pessoa. Isto não só deixaria espaço para a produção de alimentos, mas também para florestas, montanhas e assim por diante, sem apinhar indevidamente a terra paradísica. Depois, é preciso lembrar também que a Bíblia mostra que de modo algum todos os que agora vivem sobreviverão para viver nesta nova ordem.

      27. Poderá a terra produzir alimentos suficientes para todas estas pessoas?

      27 Mas, poderia a terra produzir bastante alimento para tantas pessoas? Os cientistas afirmam hoje que poderiam fazer isso até sob as condições atuais. A revista Time (13 de julho de 1970) noticiou que a Organização de Alimentação e Agricultura das Nações Unidas “sustenta agora que o potencial agrícola do mundo é suficientemente grande para alimentar 157 bilhões de pessoas”. Isto é muitíssimo mais do que o cálculo do número total dos que já viveram na terra.

      28. Por que não há perigo de que a terra fique com o tempo superpovoada quando as pessoas viverem para sempre?

      28 Devemos notar que o propósito que Deus originalmente declarou ao primeiro casal humano era de que ‘enchessem a terra e a sujeitassem’, estendendo os limites do Éden até os confins da terra. (Gênesis 1:28) Isto não significaria superlotar a terra de pessoas, mas enchê-la confortavelmente, ao ponto de ainda permitir a ‘sujeição’ da terra para ser um parque global, similar ao original lar do homem, semelhante a um parque. Portanto, esta ordem divina indica que, no tempo devido de Deus e ao seu modo, cessaria finalmente a reprodução da humanidade. Isto não é grande problema para Deus, que dotou o homem com a faculdade da reprodução.

      UMA BASE SEGURA PARA A FELICIDADE DURADOURA

      29, 30. (a) Que efeito têm as relações com outras pessoas sobre a felicidade da própria pessoa? (b) Como sabemos que os que obterão a vida eterna na nova ordem de Deus serão apenas aqueles que realmente contribuem para a paz e segurança de seu próximo?

      29 Mesmo que pudesse viver num ambiente belo, de prosperidade material, fazer trabalho interessante e gozar de saúde relativamente boa, ainda assim não teria garantia de felicidade duradoura. Existem hoje pessoas que têm tais coisas e ainda assim são infelizes. Por quê? Por causa de suas relações com os outros em volta delas, com os que talvez sejam egoístas, contenciosos, hipócritas ou odiosos. A felicidade duradoura na nova ordem de Deus resultará em grande medida da atitude mudada das pessoas, em toda a terra. Seu amor e respeito a Deus, e procurarem cumprir os propósitos dele, trarão prosperidade espiritual. Sem esta, a prosperidade material torna-se vã, dessatisfatória e fútil.

      30 O prazer, em vez de resultar de coisas materiais, vem ainda mais de se estar com pessoas bondosas, humildes, amistosas, pessoas que realmente pode amar e em quem pode confiar, e que sentem o mesmo a seu respeito. (Salmo 133:1 [132:1, ver. cat.]; Provérbios 15:17) O amor a Deus é o que garante o verdadeiro amor ao próximo, e tornará a vida muito agradável na Sua nova ordem justa. Os que Deus favorecerá com a vida eterna serão todos pessoas que provaram seu amor a ele e ao seu próximo. Com tais pessoas por vizinhos, amigos e colegas de trabalho, poderá usufruir verdadeira paz e segurança, bem como felicidade duradoura. — 1 João 4:7, 8, 20, 21.

      31. O que devemos fazer agora, se realmente quisermos viver na nova ordem de Deus?

      31 Visto que se lhe abre tal grandiosa perspectiva, é sábio descobrir o que se exige para que possa alcançá-la. Agora é o tempo de harmonizar sua vida com os requisitas justos que Deus especificou na sua Palavra para os que querem ser poupados através da vindoura “grande tribulação”. — 2 Pedro 3:11-13.

  • Está disposto a encarar a verdade na sua vida?
    Verdadeira Paz e Segurança — De Que Fonte?
    • Capítulo 10

      Está disposto a encarar a verdade na sua vida?

      1, 2. (a) Que proveito nos pode trazer a verdade? (b) Qual é sua crença pessoal quanto à verdadeira fonte da qual provirão paz e segurança reais?

      A VERDADE é muito desejável. Se agir em harmonia com ela, poderá protegê-lo contra o dano ou a perda, e assim contribuir para a sua felicidade, sua segurança e seu bem-estar. Isto se dá especialmente no caso da verdade a respeito do que esta geração enfrentará no futuro.

      2 À luz dos fatos já apresentados neste livro, talvez concorde que o homem não pode trazer verdadeira paz e segurança. Talvez se dê conta de que aquilo que a Bíblia diz é a verdade — que apenas Deus pode solucionar os problemas que confrontam a humanidade, e que ele fará isso por meio do reino que confiou ao seu Filho. Neste caso, não seria sábio da sua parte agir em harmonia com o que sabe ser a verdade? (Tiago 1:22) O que está envolvido nisso?

      3. Quão importantes são as mudanças que a pessoa precisa fazer na sua vida, se quiser ser preservada por Deus para a nova ordem Dele?

      3 A Bíblia estabelece normas que precisam ser satisfeitos por aqueles que Deus preservará para a sua nova ordem justa. Estas normas exigem mudanças na vida de todo aquele que quer tornar-se servo de Deus. É verdade que nem todos levaram uma vida que do ponto de vista humano seja considerada má. Não obstante, as mudanças que se precisa fazer não são de pouca importância; envolvem uma maneira completamente nova de encarar a vida. É por isso que Romanos 12:2 diz: “Cessai de ser modelados segundo este sistema de coisas, mas sede transformados por reformardes a vossa mente, a fim de provardes a vós mesmos a boa, e aceitável, e perfeita vontade de Deus.”

      4. Se realmente havemos de ‘andar no Caminho da verdade’ à base de que teremos de determinar o que é certo e o que é errado?

      4 Tal transformação afetará a base em que podemos saber o que é direito e o que é errado. No passado, talvez nos tenhamos estribado nas opiniões imperfeitas dos outros ou tentado estabelecer nossas próprias normas de conduta. Mas agora nos damos conta de que foi por estabelecerem a sua própria norma quanto ao que era bom e ao que era mau que Adão e Eva rejeitaram a Deus como o seu Governante, com conseqüências desastrosas. Se quisermos ter a aprovação de Deus, teremos de recorrer a ele em busca de orientação, para saber o que é direito e o que é errado à base do que a Bíblia diz. Ao escolhermos sujeitar-nos à vontade de Deus, não estamos em perigo de ser desencaminhados. Conforme diz o Salmo 119:151 (118:151, ver. cat.): ‘Todos os seus mandamentos são verdade’, e, portanto, harmonizar-se com eles significa ‘andar no caminho da verdade’. (Salmo 86:11 [85:11, ver. cat.]) Não é isto o que deseja realmente fazer?

      A NECESSIDADE DE CONSELHO E DE DISCIPLINA

      5. (a) Se havemos de fazer mudanças na nossa vida, que verdade a respeito de nós mesmos teremos de estar dispostos a encarar? (b) O que impede muitas vezes que alguém admita um engano, e com que resultado?

      5 Para alguém fazer mudanças na sua vida, precisa estar disposto a reconhecer o errado e compreender a necessidade de fazer melhoras. Não é que todos nós cometemos enganos e por isso precisamos de correção? “Não há homem que não peque”, diz a Bíblia. (1 Reis 8:46 [3 Reis 8:46, ver. cat.]) No entanto, muitos não querem admitir seus erros. Por quê? Seu orgulho o impede. Em vez de humildemente reconhecerem seu erro, amiúde culpam outros. Isto somente piora a situação.

      6. A que fonte devemos recorrer em busca de conselho e disciplina, e por quê?

      6 Um problema igualmente grande é que, por sermos imperfeitos, nem sempre percebemos o proceder correto a adotar. Podemos até mesmo ser enganados a pensar que um proceder prejudicial seja bastante certo. (Provérbios 16:25) Por isso precisamos de conselho e de disciplina duma fonte superior ao homem, a fim de agirmos com sabedoria, dum modo que seja nos nossos melhores interesses e nos melhores interesses de nosso próximo. A Fonte desta disciplina é Jeová Deus. Por isso aconselha Provérbios 3:11: “Filho meu, não rejeites a disciplina de Jeová.”

      7. (a) Como chega a nós a disciplina da parte de Jeová? (b) O que mostra a nosso respeito aceitarmos e aplicarmos tal disciplina?

      7 Como fornece Jeová esta disciplina? Fornece-a por meio de sua Palavra, a Bíblia Sagrada. Portanto, quando lemos a Bíblia ou um concrente traz à nossa atenção o que ela diz, e quando chegamos a reconhecer que de algum modo não estamos satisfazendo os requisitas divinos, então recebemos disciplina de Deus. Por aceitarmos esta disciplina como certa e a aplicarmos, provamos que encaramos a verdade. Reconhecemos o direito de Deus de nos dar orientação e nos mostrar que somos da espécie de pessoas que ele deseja ter na sua nova ordem. Nossa vida depende de aceitarmos a disciplina divina. — Provérbios 4:13.

      8. (a) Por que realmente nos prejudicaríamos se apenas fingíssemos aceitar a disciplina, mas realmente não mudássemos nosso proceder? (b) Por que é consolador saber que Jeová nos vê onde quer que estejamos?

      8 Certamente, se havemos de tirar proveito da disciplina de Deus, precisamos ser honestos com nós mesmos. Pouco nos serviria fingir quando somos observados por outros, apenas para voltarmos ao nosso proceder anterior quando eles estão fora da vista. Fazermos o papel de hipócritas não nos ajudará a mudar do proceder errado; apenas tornaria nossa consciência obtusa. Também, embora homens possam encarar-nos com admiração, não podemos enganar o Criador. Nada daquilo que fazemos escapa de sua observação. Provérbios 15:3 nos diz: “Os olhos de Jeová estão em todo o lugar, vigiando os maus e os bons.” Saber que Jeová nos observa deve refrear-nos de fazer o errado. Ao mesmo tempo, consola-nos a garantia de que ele olha favoravelmente ‘para os bons’ e os sustentará em tempos de provação. Quem são “os bons” que Deus favorece assim?

      “FALAI VERAZMENTE UNS COM OS OUTROS”

      9. (a) No que se refere a falar a verdade, o que é aceito como normal no mundo? Por quê? (b) Portanto, quando alguém quer ‘deixar de ser modelado segundo este sistema de coisas’, que mudança terá de fazer?

      9 Embora não afirmem aderir estritamente à Palavra de Deus, muitos não se consideram hoje como desonestos. Mas quantos há que falam constantemente a verdade? Antes, não se dá que muitos estão dispostos a ocultar a verdade ou dizer apenas aquilo que acham que servirá aos seus próprios fins? Embora isto seja considerado como normal no mundo, não o torna direito, não é verdade? O mundo da humanidade apartada de Deus “jaz no poder do iníquo”. Este “iníquo”, Satanás, o Diabo, é “o pai da mentira”. A mentira originou-se com ele. (1 João 5:19; João 8:44) Por isso não deve surpreender a ninguém se verificar que precisa fazer uma mudança bastante grande no seu conceito sobre a veracidade, se quiser ‘deixar de ser modelado segundo este sistema de coisas’.

      10. De que modo opera o círculo vicioso da desonestidade contra a verdadeira paz e segurança?

      10 Este é um bom motivo para se desejar ser honesto. Nada mina mais a paz e a segurança do que não ser honesto em todas as ocasiões e em toda a parte — no lar, no trabalho ou o negócio, na recreação e nas relações sociais. Quando as pessoas não cumprem a sua palavra, quando violam as promessas, enganando ou defraudando, ninguém sai ganhando. As vítimas da desonestidade ficam desapontadas e amiúde se tornam amarguradas e iradas. Além das pressões emocionais e mentais, a desonestidade é também responsável por danos físicos e até mesmo pela morte. Isto se dá, por exemplo, quando um trabalho péssimo, materiais inferiores e afirmações enganosas contribuem para acidentes sérios. Aquele que pensa que está ganhando algo com a sua desonestidade está ao mesmo tempo perdendo por causa da desonestidade de outros. Paga também um preço mais elevado por mercadorias e serviços, por causa dos furtos tanto de empregados como de fregueses. A desonestidade causa assim um círculo vicioso. Quanto mais as pessoas se aproveitam dos outros, tanto mais aumentam as frustrações, os desapontamentos, a violência, ferimentos e mortes.

      11. O que pensa Deus a respeito da desonestidade e da mentira?

      11 Em vista de tais frutos maus, Jeová Deus nunca poderia aprovar a desonestidade e a mentira. Entre as coisas que “Jeová deveras odeia” estão a mentira, o perjúrio, e pesos e medidas falsas. (Provérbios 6:16-19; 20:23) Os mentirosos habituais não terão nenhuma participação nas bênçãos que Deus tem em reserva para os que o amam. (Revelação 21:8) Não é isto o que esperaríamos dum Deus justo? Se Deus continuasse a tolerar os que desejam tirar proveito da fraude às custas de seu próximo, como poderia alguém sentir-se seguro na sua nova ordem?

      12, 13. (a) O que diz a própria Bíblia sobre a fala veraz? (b) Que influência tem a nossa honestidade sobre se podemos ou não servir a Jeová como suas testemunhas?

      12 Por isso, a Bíblia não fala levianamente quando ordena: “Falai verazmente uns com os outros.” (Zacarias 8:16; Efésios 4:25) Quanto às promessas ou aos acordos, nosso “Sim” deve significar Sim e nosso “Não”, Não. (Tiago 5:12) Não deve requerer um juramento para tornar nossa expressão mais fidedigna ou mais crível. Se quisermos representar a “Jeová, Deus da verdade”, teremos de ser coerentes em falar a verdade. (Salmo 31:5 [30:6, ver. cat.] ) Quando alguém não diz a verdade, não pode obter o respeito de Deus ou de seu próximo, nem pode representar a Deus como uma de Suas testemunhas. O salmista disse: “Ao iníquo, Deus terá de dizer: ‘Que direito tens de enumerar os meus regulamentos, e para levares meu pacto na tua boca? Soltaste a tua boca para o que é mau, e manténs a tua língua ligada ao engano.’” — Salmo 50:16, 19 (49:16, 19, ver. cat.).

      13 Mas, alguns talvez se perguntem: Como se pode prosseguir neste mundo e ainda ser veraz e honesto? Como se pode prosseguir nos negócios sem fazer o que todos os demais fazem?

      DEUS CUIDA DOS QUE APLICAM A VERDADE

      14. Como nos ajuda a Bíblia a reconhecer que é possível ganhar a vida neste mundo sem se ser desonesto?

      14 Dizer que não se pode ganhar a vida sem ser desonesto significaria dizer que Deus não cuida dos que o amam. Isto não é verdade. É contrário à experiência dos servos de Deus durante milhares de anos. (Hebreus 13:5, 6) Por exemplo, o salmista Davi observou: “Eu era moço, também fiquei velho, e no entanto, não vi nenhum justo completamente abandonado, nem a sua descendência procurando pão.” (Salmo 37:25 [36:25, ver. cat.]) Isto não significa que pessoas justas não sintam dificuldades ou apertos. O próprio Davi foi obrigado a viver por um tempo como proscrito da sociedade humana, mas ele tinha o necessário à vida.

      15. O que disse Jesus a respeito do interesse de Deus em obtermos coisas materiais para sustentar a vida?

      15 O atrativo da adoração verdadeira não é o lucro material; no entanto, Jesus Cristo ensinou a seus seguidores que é correto orar para que Deus abençoe seus esforços a fim de obter o “pão para o dia, segundo as exigências do dia”. (Lucas 11:2, 3) Não depreciou a necessidade que tinham de alimento e roupa, e assegurou aos seus discípulos: “Vosso Pai sabe que necessitais de todas essas coisas.” Mas exortou-os: “Persisti, pois, em buscar primeiro o reino e a Sua justiça, e todas estas outras coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6:25-34) Acredita nisso? Em caso afirmativo, não será tentado a rejeitar as normas justas de Deus, só porque outros o fazem. Antes, reconhecerá a sabedoria do que se acha registrado em 1 Timóteo 6:6-8, que diz: “De certo, é meio de grande ganho, esta devoção piedosa junto com a auto-suficiência. Pois não trouxemos nada ao mundo, nem podemos levar nada embora. Assim, tendo sustento e com que nos cobrir, estaremos contentes com estas coisas.”

      16. Como nos pode proteger aplicarmos a verdade expressa nestes textos?

      16 Acatar esta admoestação exige um ponto de vista bastante diferente do que é comum no mundo atual. Isto também está envolvido em ‘transformar a mente’. Contentarmo-nos com as necessidades da vida impedirá que transformemos o dinheiro em nosso deus e que nos deixemos escravizar ao seu serviço. (Mateus 6:24) Protege a pessoa contra fazer das coisas materiais o objetivo principal na vida e contra ser tentado a defraudar e a se aproveitar de outros para obtê-las. (Provérbios 28:20; 1 Timóteo 6:9, 10) Os que têm as riquezas por objetivo talvez pensem que estas representam segurança e felicidade. Mas, é isto verdade? Não se dá antes, conforme diz a Bíblia, que o “amante da prata não se fartará de prata, nem o amante da opulência, da renda”? (Eclesiastes 5:10) Os que têm muito, querem mais. Amiúde sacrificam sua saúde e o usufruto da companhia de sua família para obtê-lo. Em vez de se sentirem seguros, vivem em temor de perder o que têm.

      17. (a) Quando alguém fixa o coração em obter riqueza material, que verdade desconsidera ele? (b) Que evidência há de que é prático em nossos dias aplicar os princípios da honestidade e da veracidade em se ganhar o sustento?

      17 Quando alguém se entrega ao desejo de riquezas, não está encarando o fato de que, conforme disse Jesus Cristo, “mesmo quando alguém tem abundância, sua vida não vem das coisas que possui”. (Lucas 12:15) É muito melhor ter fé na capacidade de Deus, de fazer provisões para seus servos. Em mais de duzentas terras, entre os mais de um milhão e meio de testemunhas de Jeová, há prova viva de que Deus faz provisões. As Testemunhas de todas as raças e formações, vivendo sob todas as formas de governo e estando em toda espécie de emprego legítimo, podem continuar a levar uma vida feliz e ter todas as suas necessidades supridas. É verdade que sofrem zombaria e em alguns lugares perseguição física por causa de sua fé. Contudo, sua fé na capacidade de Deus, de fazer provisões mesmo quando a honestidade os coloca aparentemente em desvantagem, tem sido recompensada. Obtiveram o respeito de seu próximo e muitas vezes são preferidos como empregados por causa de sua honestidade. Mesmo neste mundo desonesto, as pessoas ainda querem tratar com os que são dignos de confiança. Mais importante, porém, os retos gozam de uma boa consciência por causa de sua honestidade; e, visto que fazem a vontade de Deus, têm a perspectiva de vida eterna na Sua nova ordem.

      18, 19. (a) Por que mudaram estas pessoas seu modo de vida para se harmonizar com estas normas? (b) Que espécie de pessoas procura Deus para preservar para a Sua nova ordem?

      18 No passado, antes de se tornarem testemunhas cristãs de Jeová, acompanharam o mundo em grau maior ou menor. Mas, depois de estudar a Bíblia e obter um conhecimento da verdade, abandonaram as práticas más. Agora se empenham arduamente a continuar a fazer melhoras. Esforçam-se a exibir “plenamente uma boa fidelidade, para que adornem o ensino de nosso Salvador, Deus, em todas as coisas”. (Tito 2:10) Nem sempre foi fácil para eles encarar a verdade e fazer mudanças na vida. Mas o amor à verdade os ajudou a agirem em harmonia com ela.

      19 Ama similarmente a verdade? Em caso afirmativo, é da espécie de pessoa que Deus procura para preservar viva para a sua nova ordem. Os que ele aceita “têm de adorá-lo com espírito e verdade”. (João 4:24) Isto os assinala como diferentes do mundo em seu redor. Há também outras maneiras em que precisam ser diferentes do mundo, se realmente hão de agradar bem a Jeová. Quais são?

  • É preciso que os que hão de sobreviver ‘não façam parte do mundo’
    Verdadeira Paz e Segurança — De Que Fonte?
    • Capítulo 11

      É preciso que os que hão de sobreviver ‘não façam parte do mundo’

      1, 2. (a) Que disse Jesus a respeito da relação de seus discípulos com o mundo? (b) O que não significa isto, e por que não?

      TODOS nós, humanos, estamos “no mundo”, quer dizer, vivemos no mundo da humanidade. No entanto, Jesus Cristo disse que seus seguidores não devem ‘fazer parte do mundo’. (João 17:11, 14) O que queria dizer com isso? Se esperamos estar entre os que hão de sobreviver para a vida na nova ordem de Deus, teremos de compreender isso.

      2 Primeiro, veja o que ‘não fazer parte do mundo’ não significa. Não significa que nos tenhamos de isolar das pessoas. Não significa vivermos como ermitãos numa caverna ou nos recolhermos a um mosteiro ou outro lugar isolado. Ao contrário, na noite antes da sua morte, Jesus orou a seu Pai a favor de seus discípulos, dizendo: “Solicito-te, não que os tires do mundo, mas que vigies sobre eles por causa do iníquo. Não fazem parte do mundo, assim como eu não faço parte do mundo.” — João 17:15, 16.

      3, 4. (a) Em que atividades é necessário que os cristãos tenham contato com as pessoas do mundo? (b) Mas o que precisam evitar?

      3 Em vez de se ocultar das pessoas, os discípulos de Jesus foram ‘enviados ao mundo’ para divulgar a verdade. (João 17:18) Deviam servir como “a luz do mundo”, deixando a luz da verdade brilhar perante os homens, para que estes vissem como a verdade de Deus afeta a vida das pessoas para o bem. — Mateus 5:14-16.

      4 Os cristãos, necessariamente, precisam ter contato com muitas pessoas ao trabalharem para sustentar a si mesmos e sua família e ao proclamarem as boas novas do reino de Deus à humanidade. Portanto, conforme mostra o apóstolo Paulo, não se espera que ‘saiam do mundo’ de modo físico. Não podem inteiramente ‘cessar de ter convivência’ com pessoas do mundo. Mas podem e devem impedir que o proceder errado da maioria da humanidade influa neles e na congregação cristã. — 1 Coríntios 5:9-11.

      5. Como se ilustra a separação necessária do mundo no caso de Noé e de sua família.

      5 Portanto, precisam ser semelhantes a Noé e sua família. Nos dias de Noé, “todo mortal corrompera a sua conduta sobre a terra”. (Gênesis 6:12, PIB) Mas Noé e sua família eram diferentes. Por negar-se a participar com os demais da humanidade no seu proceder ímpio e por pregar a justiça, Noé “condenou o mundo”, mostrando que este era inescusável no seu desacordo com a vontade de Deus. (Hebreus 11:7; 2 Pedro 2:5) Este é o motivo pelo qual ele e sua família sobreviveram, quando o dilúvio global acabou com a humanidade ímpia. Eles estavam “no mundo”, mas ao mesmo tempo ‘não faziam parte do mundo’. — Gênesis 6:9-13; 7:1; Mateus 24:38, 39.

      QUAL É O AMOR CORRETO PARA COM OS DO MUNDO?

      6. É correto mostrar amor para com as pessoas do mundo?

      6 Será que ‘não fazer parte do mundo’ significa que é preciso tornar-se ‘odiador da humanidade’? De modo algum. Antes, deve imitar a Jeová Deus. Conforme registrado em João 3:16, Jesus Cristo nos diz: “Deus amou tanto o mundo [da humanidade], que deu o seu Filho unigênito, a fim de que todo aquele que nele exercer fé não seja destruído, mas tenha vida eterna.” A benignidade e a compaixão de Deus para com toda espécie de pessoas nos fornecem o exemplo a seguir. — Mateus 5:44-48.

      7, 8. (a) O que disse o apóstolo João a respeito de se amar o mundo? (b) O que significa isso, e como é isto demonstrado pelo comentário adicional de João?

      7 Mas não nos diz o apóstolo João: “Não estejais amando nem o mundo, nem as coisas no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele”? Se Deus amou o mundo, então por que é que o apóstolo diz isso? — 1 João 2:15.

      8 A Bíblia mostra que Deus amou o mundo da humanidade simplesmente como humanos, pessoas num estado imperfeito e moribundo, desesperadas em necessidade de ajuda, quer reconhecessem isso, quer não. Mas ele não amou as qualidades ímpias que tinham e que se manifestavam em desejos errados. Ele não amou os atos ímpios que praticavam. O apóstolo João advertiu contra o amor aos desejos errados e aos atos errados do mundo da humanidade, dizendo: “Porque tudo o que há no mundo — o desejo da carne, e o desejo dos olhos, e a ostentação dos meios de vida da pessoa — não se origina do Pai, mas origina-se do mundo. Outrossim, o mundo está passando, e assim também o seu desejo, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” — 1 João 2:15-17.

      9, 10. (a) Como se pode dizer que estes desejos se ‘originam do mundo’? (b) Que efeito tiveram estes desejos sobre a humanidade?

      9 Sim, tais desejos da carne e dos olhos, e o desejo de enaltecimento pessoal, ‘originam-se do mundo’ — foram criados pelos primeiros pais da humanidade e os levaram a um proceder de rebelião. (Gênesis 3:1-6, 17) O desejo errado os induziu a procurar ser independentes de Deus, para que pudessem seguir interesses egoístas, em desacordo com a vontade dele. Seguirem estes desejos egoístas levou-os a violar a lei de Deus.

      10 Veja o que pode observar em sua volta, em nosso tempo. Não desenvolvem a maioria das pessoas atualmente sua vida em torno dos desejos da carne e dos olhos, e da “ostentação dos meios de vida da pessoa”? Não são estas as coisas que formulam as esperanças e os interesses da grande maioria da humanidade, governando seu modo de agir e seus tratos com outros? Sim, e isto os levou a violar as leis de Deus. Por causa disso, a história da humanidade é um longo registro de desunião e de guerra, de imoralidade e de crime, de ganância comercial e de opressão, e de ambição orgulhosa e empenho por fama e poder.

      11. Então, por que não é incoerente o amor de Deus ao mundo com o que o apóstolo João condena?

      11 Podemos assim ver a diferença entre amar o mundo assim como Deus amou e amar seus desejos e suas práticas erradas, o que o apóstolo condena. O amor de Deus ao mundo da humanidade expressou-se no próprio objetivo de abrir o caminho para que esta se libertasse destes desejos pecadores e de seus maus resultados, inclusive da própria morte. Ele expressou este amor a um grande custo para si mesmo, entregando seu próprio Filho como sacrifício para resgatar a humanidade. Mas, quanto a todo aquele que rejeitar este sacrifício e continuar deliberadamente desobediente, a Bíblia diz que “o furor de Deus permanece sobre ele”. — João 3:16, 36; Romanos 5:6-8.

      12. Como podemos analisar se o amor que temos às pessoas do mundo agrada a Deus ou não?

      12 Que dizer, então, de nós? Amamos as pessoas do mundo por causa do interesse sincero nelas como outros humanos, como pessoas que precisam de ajuda para encontrar o caminho da vida no favor de Deus? Ou amamos as próprias coisas que as refreiam de se tornar servos de Deus — o proceder independente, em que passam a violar as leis de Deus para satisfazer seus interesses carnais egoístas e sua preocupação com a sua própria importância e glória, em vez de as de Deus? Se nos sentirmos atraídos a pessoas e gostarmos de estar com elas por causa destas qualidades más, então amamos o mundo dum modo contra o qual o apóstolo advertiu.

      13. Como poderia o amor ao mundo refrear alguém de servir a Deus?

      13 Visto que muitos, nos dias de Jesus, amavam o proceder mau do mundo, evitavam tomar posição firme como discípulos de Jesus. Não queriam perder sua popularidade e sua posição entre as pessoas de seus círculos sociais e religiosos. Amavam o louvor dos homens mais do que a aprovação de Deus. (João 12:42, 43) Alguns faziam obras de caridade e outros atos religiosos — mas principalmente porque queriam ter prestígio perante os homens, sim, perante o mundo da humanidade. (Mateus 6:1-6; 23:5-7; Marcos 12:38-40) Não observa pessoas, mesmo grande número das da cristandade, que mostram a mesma espécie de amor ao proceder errado do mundo atual? Sim, a Bíblia mostra que este não é o proceder que leva à sobrevivência.

      NÃO SE DEIXE DOMINAR PELO “GOVERNANTE DESTE MUNDO”

      14. Quem sujeitou Jesus a uma tentação quando estava na terra, e com que resultado?

      14 O próprio Filho de Deus ficou sujeito à tentação neste mesmo sentido. Fez-se o esforço de estimular nele o desejo egoísta da carne e dos olhos, e de induzi-lo a uma ostentação para impressionar as pessoas — para se tornar igual ao mundo. Ofereceu-se-lhe até mesmo a regência de todos os reinos do mundo, com a sua glória. Ele rejeitou redondamente tal oferta. Sabia mostrar amor ao mundo em harmonia com a vontade de seu Pai. Mas quem lhe fez esta oferta de induzimento ao egoísmo? Aquele que primeiro desafiou a soberania de Jeová Deus, a saber, Satanás, o Diabo, o mesmo que induziu nossos primeiros pais a ser infiéis ao seu Criador. (Lucas 4:5-8) Este é um ponto vital que precisamos reconhecer. Por quê?

      15. Mostre com a Bíblia quem é o “governante deste mundo”.

      15 Porque mostra que o mundo da humanidade, em geral, inclusive seus reinos mundanos e outras regências, têm por governante invisível o adversário de Deus. O próprio Jesus chamou este principal opositor de Deus de “governante deste mundo”. (João 12:31; 14:30; 2 Coríntios 4:4) O apóstolo Paulo referiu-se também às “forças espirituais iníquas”, ou demônios, sob o domínio de Satanás, como constituindo invisíveis ‘governos, autoridades e governantes mundiais desta escuridão’, contra os quais os cristãos precisam defender-se por meio duma armadura espiritual. — Efésios 6:10-13.

      16. Que parte deste mundo tem sido desencaminhada por Satanás e está no seu poder?

      16 Apenas uma minoria sempre se manteve livre do domínio deste governante invisível e de suas forças. Mas o “mundo”, quer dizer, a massa da humanidade em geral, “jaz no poder do iníquo”. Por meio de influência demoníaca, ele ‘desencaminha toda a terra habitada’, inclusive os governantes terrenos, levando-os a um choque com Deus e seu reino por Cristo Jesus. — 1 João 5:19; Revelação 12:9; 16:13, 14; 19:11-18.

      17. (a) O que atesta o “espírito” revelado pelo mundo quanto àquele que lidera a humanidade? (b) Seria agradável ao Criador se manifestássemos tal espírito?

      17 Parece isso difícil de crer? No entanto, não manifesta a maioria das pessoas deste mundo claramente o “espírito” — a atitude predominante e a força impelente — e as obras que caracterizam o adversário de Deus? Em todo o mundo vemos a mentira, a fraude, o ódio, a violência e o assassinato que a Bíblia diz que identificam os que ‘se originam do Diabo’, quer dizer, que o têm por “pai” espiritual. (Efésios 2:2, 3; João 8:44; 1 João 3:8-12) Este espírito do mundo certamente não provém dum Criador amoroso.

      18. Como mostra nossa atitude para como a regência se estamos livres ou não do domínio do “governante deste mundo”?

      18 Não observamos também que a vasta maioria das pessoas confiam em planos e projetos humanos para trazer-lhes paz e segurança na terra? Quantas pessoas conhece que realmente esperam que Deus e o reino de Seu Filho solucionem os problemas da terra, em vez de o fazerem os sistemas políticos humanos? No entanto, Jesus disse: “Meu reino não faz parte deste mundo.” Seu reino não tem este mundo por sua “fonte”, porque não são os homens que lhe dão sua autoridade ou o estabelecem, nem o mantêm em poder. Esta é a provisão do próprio Deus. (João 18:36; Isaías 9:6, 7) Portanto, para estarmos entre os que esperam sobreviver quando este reino vier contra todos os seus opositores, teremos de reconhecer o fato sólido do domínio que Satanás exerce sobre este mundo e seus sistemas. Teremos de manter-nos livres deles por nossa posição firme a favor do governo justo de Jeová por Cristo Jesus. — Mateus 6:10, 24, 31-33.

      19. Conforme atesta a história, como mostraram os primitivos cristãos que ‘não faziam parte do mundo’?

      19 A história mostra como os primitivos cristãos, embora fossem cidadãos respeitosos e acatadores da lei, estavam decididos a não ‘fazer parte do mundo’, embora isto lhes trouxesse severa perseguição. Lemos declarações tais como as seguintes:

      “O primitivo cristianismo foi pouco entendido e foi considerado com pouco favor pelos que governavam o mundo pagão. . . . Os cristãos recusavam-se a participar em certos deveres dos cidadãos romanos. . . . Não queriam ocupar cargos políticos.” — On the Road to Civilization, A World History, de Heckel e Sigman, págs. 237, 238.

      “Negaram-se a tomar qualquer parte ativa na administração civil ou na defesa militar do império. . . . era impossível que os cristãos, sem renunciarem ao mais sagrado dever, pudessem assumir o caráter de soldados, de magistrados ou de príncipes.” — History of Christianity, Edward Gibbon, págs. 162, 163.

      “Orígenes [que viveu no segundo e no terceiro século da Era Comum] . . . observa que ‘a Igreja Cristã não pode travar guerra com qualquer nação. Aprenderam de seu Líder que eles são filhos da paz.’ Naquele período, muitos cristãos foram martirizados por recusarem o serviço militar. Em 12 de março de 295, Maximiliano, filho do famoso veterano romano, foi convocado para servir no exército romano e negou-se a isso, dizendo simplesmente: ‘Sou cristão.’” — H. Ingli James, citado em Treasury of lhe Christian World, editado por A. Gordon Nasby, pág. 369.

      20. Para continuarem a estar livres do domínio do “governante deste mundo”, de que atividades divisórias do mundo precisam abster-se os servos de Jeová?

      20 Por se manterem assim isentos do envolvimento nos assuntos do mundo, os servos de Jeová não contribuem para as suas lutas, seu nacionalismo ou racismo divisório, nem para seus conflitos sociais. Sua atitude orientada por Deus contribui para a paz e a segurança entre toda a sorte de homens. (Atos 10:34, 35) Os sobreviventes da vindoura “grande tribulação”, de fato, procederão “de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas”. — Revelação 7:9, 14.

      AMIGOS DO MUNDO OU AMIGOS DE DEUS?

      21. Por que tampouco pode aquele que segue a Bíblia esperar ser amado pelo mundo?

      21 Jesus disse aos seus discípulos: “Se vós fizésseis parte do mundo, o mundo estaria afeiçoado ao que é seu. Agora, porque não fazeis parte do mundo, mas eu vos escolhi do mundo, por esta razão o mundo vos odeia. . . . Se me perseguiram a mim, perseguirão também a vós.” (João 15:19, 20) A verdade simples é que a única maneira de se ter a amizade do mundo é tornar-se igual a ele, compartilhar seus desejos, suas ambições e seus preconceitos, admirando seu modo de pensar e suas filosofias e adotando suas práticas e modos de agir. Mas os apoiadores deste mundo não gostam que se exponham os erros deles ou que sejam avisados a respeito dos perigos a que tal proceder leva. Este é o motivo pelo qual, quando se segue a Bíblia, quando se apóia seus ensinos quanto à conduta e à maneira de vida, bem como quando se fala a favor dela, simplesmente não se pode escapar do ódio do mundo. — João 17:14; 2 Timóteo 3:12.

      22. Que escolha quanto às amizades confronta a cada um de nós?

      22 Portanto, a Bíblia mostra que temos uma escolha clara. Lemos em Tiago 4:4: “Não sabeis que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Portanto, todo aquele que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” Deus também tem suas normas de amizade e estas não estão em harmonia com as do mundo da humanidade pecadora. — Salmo 15:1-5 (14:1-5, ver. cat.).

      23. (a) Como revelaria alguém que ele é amigo do mundo? (b) Como podemos mostrar que somos amigos de Deus?

      23 Termos a amizade de Deus, que resulta na sobrevivência para a sua nova ordem, depende de muito mais do que pertencermos ou não a certas organizações deste mundo. Se evidenciarmos o espírito do mundo, se compartilharmos do seu ponto de vista mundano quanto à vida, então nos identificaremos como amigos do mundo, e não de Deus. O espírito do mundo produz as “obras da carne”, coisas tais como “fornicação, impureza, conduta desenfreada, idolatria, prática de espiritismo, inimizades, rixa, ciúme, acessos de ira, contendas, divisões, seitas, invejas, bebedeiras, festanças e coisas semelhantes a estas”. A Bíblia diz claramente que “os que praticam tais coisas não herdarão o reino de Deus”. Exatamente ao contrário, se formos amigos de Deus teremos o seu espírito junto com os frutos de “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura, autodomínio”. — Gálatas 5:19-23.

      24. (a) Por que não é sábio tornar-se imitadores daqueles que o mundo honra? (b) Como pode nossa atitude para com os bens materiais revelar a amizade de quem realmente procuramos?

      24 Então, o espírito de quem refletimos nós? Isto nos ajudará a saber os amigos de quem realmente somos. Visto que vivemos neste atual mundo mau, sujeitos às suas influências, não devemos ficar surpresos se acharmos necessário fazer mudanças na nossa vida, a fim de agradar a Deus. As pessoas do mundo, por exemplo, honram e glorificam pessoas cujo impulso ambicioso os leva a ter grande riqueza, poder ou fama. As pessoas se amoldam a tais heróis e ídolos mundanos, imitando-os na fala, na conduta, na aparência e na vestimenta. Quer ser identificado como admirador de tais? As consecuções de tais pessoas são exatamente contrárias ao que a Palavra de Deus nos exorta a tomar por objetivo na vida. A Bíblia indica-nos a riqueza espiritual e a força e honra de se servir como representantes e porta-vozes de Deus na terra. (1 Timóteo 6:17-19; 2 Timóteo 1:7, 8; Jeremias 9:23, 24) A propaganda comercial do mundo volta as pessoas para o materialismo. Chegam a crer que a sua felicidade depende só dos bens materiais e dão a estes muito mais importância do que à Palavra de Deus ou às coisas de valor espiritual. Tais bens lhe obterão a amizade do mundo, mas o cortarão da amizade com Deus. O que lhe é de mais importância? O que lhe trará felicidade maior e mais duradoura?

      25. (a) O que devemos esperar do mundo quando abandonamos seus modos? (b) O que nos habilitará realmente a ‘transformar a mente’ com vistas às coisas que Deus faz?

      25 É fácil seguir o modelo do mundo. E por causa de seu mau espírito, os apoiadores deste mundo ressentem-se quando adota um proceder separado. (1 Pedro 4:3, 4) Exercerão pressão sobre sua pessoa para se amoldar a eles, para deixar que a sociedade humana, mundana, o amolde à sua semelhança. A sabedoria do mundo — suas filosofias sobre o que dá bom êxito na vida — serão usadas para controlar seu modo de pensar. Por isso, requer verdadeiro esforço e fé ‘transformar a mente’ para ver as coisas do ponto de vista de Deus e compreender por que ‘a sabedoria deste mundo é tolice aos seus olhos’. (1 Coríntios 1:18-20; 2:14-16; 3:18-20) Por meio do estudo diligente da Palavra de Deus, podemos perceber a sabedoria falsa do mundo, ver os maus resultados que ela já está trazendo e o fim desastroso a que terá de levar. Assim podemos também chegar a reconhecer plenamente a sabedoria do modo de agir de Deus e as bênçãos certas que isto garante.

      É INÚTIL DEDICAR A VIDA E AS ENERGIAS A UM MUNDO QUE DESAPARECERÁ

      26. Seria sábio envolver-se nas obras de organizações humanitárias do mundo, visando melhorar as condições?

      26 Alguns talvez objetem: ‘Mas, não fazem muitas organizações do mundo boas coisas, trabalhando para a proteção, a saúde, a educação e a liberdade das pessoas?’ É verdade que certas organizações produzem certo alívio temporário para algumas das dificuldades do povo. Mas, todas elas fazem parte do mundo apartado de Deus e desviam a atenção das pessoas para a perpetuação deste atual sistema de coisas. Nenhuma delas advoga o governo de Deus para a terra, seu reino por seu Filho. Afinal, até mesmo alguns criminosos que se empenham em atividades vis e prejudiciais podem constituir família, prover-lhe sustento e até mesmo fazer obras caridosas para a comunidade. Mas justificam estas coisas darmos de algum modo nosso apoio às organizações criminosas? — Veja 2 Coríntios 6:14-16.

      27. Qual é a única maneira em que podemos ajudar as pessoas deste mundo a ser sobreviventes para a nova ordem de Deus?

      27 Podemos mostrar realmente verdadeiro amor à humanidade por nos associarmos com quaisquer dos planos do mundo, dedicando tempo e energia a fazê-los bem sucedidos? Se quisesse ajudar pessoas doentias e enfermas, faria isso por se associar com elas de tal maneira que contraísse os padecimentos e as doenças delas? Ou seria de muito maior ajuda para elas se continuasse sadio e tentasse ajudá-las a encontrar um meio de recuperar a saúde? A atual sociedade humana está espiritualmente doente e enferma. Nenhum de nós pode salvá-la, porque a Palavra de Deus mostra que sua doença a levará à morte. (Veja Isaías 1:4-9.) Mas podemos ajudar pessoas no mundo a achar o caminho para a saúde espiritual e a sobrevivência para uma nova ordem justa — desde que nós mesmos nos mantenhamos separados do mundo. (2 Coríntios 6:17) É sábio, pois, que evite envolver-se nos planos do mundo e que se esforce a evitar ficar influenciado pelo espírito do mundo e passar a imitar seus modos injustos. Nunca se esqueça de que “o mundo está passando, e assim também o seu desejo, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre”. — 1 João 2:17.

  • O respeito pela autoridade é essencial para uma vida pacífica
    Verdadeira Paz e Segurança — De Que Fonte?
    • Capítulo 12

      O respeito pela autoridade é essencial para uma vida pacífica

      1-3. (a) O que tem contribuído para a rejeição ampla da autoridade em nossos dias? (b) De que diversos modos se expressa esta atitude? (c) Onde se sente o efeito disso?

      O MUNDO dos nossos dias está impregnado dum espírito de independência. Especialmente entre os nascidos depois da Segunda Guerra Mundial desenvolveu-se a rejeição total da autoridade. Por quê? Em primeiro lugar, seus pais haviam observado e sofrido opressão em escala sem precedentes, bem como presenciado táticas arbitrárias e corrutas dos em poder. Criaram um conceito péssimo da autoridade. Por conseguinte, muitos deles, ao se tornarem pais, não incutiram em seus filhos o respeito pela autoridade. Nem ajudaram nisso as injustiças vistas pelos filhos. Em resultado, a rebelião contra a autoridade tornou-se coisa comum.

      2 Esta rebelião expressa-se de várias maneiras. Às vezes, revela-se pela adoção de um tipo de vestimenta que indica a rejeição das “normas aceitas”. Pode envolver também a resistência pública à polícia ou até mesmo violência e derramamento de sangue. Mas não fica limitado a isso. Mesmo entre os que não se expressam de maneira aberta assim, quantos não são os que desconsideram e burlam as leis ou outros regulamentos, se não concordarem com eles ou se acharem inconveniente fazer o que estes exigem?

      3 Esta situação afetou profundamente o ambiente no lar, na escola, no lugar de emprego e nos contatos com autoridades governamentais. São cada vez mais os que simplesmente não querem que outros lhes digam o que fazer. Procuram o que eles acham ser maior liberdade. Confrontado com esta situação, o que fará?

      4. Nossa atuação neste assunto mostra nossa atitude para com que questão?

      4 Seu proceder indicará inevitavelmente qual a sua posição com relação à questão da legitimidade da soberania universal de Jeová. Considera realmente Jeová como a Fonte da verdadeira paz e segurança? Procurará e aplicará na sua vida aquilo que a Palavra dele diz? Ou acompanhará os da humanidade, os quais, desencaminhados por Satanás, acham que devem fazer as suas próprias decisões quanto ao que é bom e ao que é mau? — Gênesis 3:1-5; Revelação 12:9.

      5. (a) O que resulta muitas vezes de se seguir a liderança de homens que prometem “liberdade”? (b) Quão livre está aquele que faz a vontade de Deus?

      5 Todo aquele que permitir que seu modo de pensar seja controlado por aquilo que é “popular” será facilmente desencaminhado. (Jeremias 8:6) Mas o conhecimento exato da Bíblia é uma proteção. Pode protegê-lo contra simplesmente trocar uma situação má por outra, por ter dado ouvidos àqueles que, embora “prometam liberdade, eles mesmos existem como escravos da corrução”. Seguir a liderança de tais pessoas só o colocaria na mesma condição escravizada. (2 Pedro 2:18, 19) A verdadeira liberdade só pode ser obtida por se aprender e fazer a vontade de Deus. Sua lei é “a lei perfeita que pertence à liberdade”. (Tiago 1:25) Jeová não nos restringe desnecessariamente, cercando-nos de regras que não sirvam a nenhum fim útil. Mas ele provê a espécie de orientação que habilita a pessoa a usufruir a paz e segurança resultantes de se gozar de uma boa relação com Deus e com o próximo. Não é isto o que deseja?

      6, 7. (a) Quem está em melhores condições para fazer algo a respeito do abuso da autoridade neste sistema de coisas? (b) Como mostrou Jesus o que acontece àqueles que procuram fazer justiça pelas próprias mãos?

      6 Deus, melhor do que qualquer outro, sabe até que ponto prevalece a corrução e o abuso da autoridade neste velho sistema de coisas. E ele deu a sua Palavra que, não importa em que situação elevada estejam os que causam a opressão, ele os chamará às contas. (Romanos 14:12) No tempo designado de Deus, os “iníquos . . . serão decepados da própria terra; e quanto aos traiçoeiros, serão arrancados dela”. (Provérbios 2:22) Mas não resultará no nosso bem duradouro se ficarmos impacientes e fizermos justiça por conta própria. — Romanos 12:17-19.

      7 Na noite em que Jesus Cristo foi traído e preso, no jardim de Getsêmane, ele salientou isto aos seus apóstolos. Em vista das condições existentes no país, inclusive a presença de animais selvagens, os judeus amiúde levavam armas, e nesta ocasião havia duas espadas com os apóstolos de Jesus. (Lucas 22:38) O que aconteceu então? Pois bem, quando viram uma deturpação violenta da justiça — o esforço de prender Jesus sem causa justa e sob a cobertura da escuridão — o apóstolo Pedro puxou impulsivamente da espada e decepou a orelha de um dos homens. Mas Jesus restaurou a orelha decepada e disse a Pedro: “Devolve a espada ao seu lagar, pois todos os que tomarem a espada, perecerão pela espada.” (Mateus 26:52) Muitos, mesmo em nossos dias, podiam ter escapado a uma morte prematura se tivessem seguido este conselho. — Provérbios 24:21, 22.

      CONCEITO CORRETO SOBRE A AUTORIDADE SECULAR

      8. (a) Conforme se declara em Romanos 13:1, 2, como encaram os cristãos os governantes seculares? (b) Que se quer dizer com a declaração de que elas foram “colocadas por Deus nas suas posições relativas”?

      8 Quando o apóstolo Paulo escreveu aos cristãos em Roma, ele foi inspirado por Deus a considerar como estes se deviam comportar com relação às autoridades seculares. Ele disse: “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores, pois não há autoridade exceto por Deus; as autoridades existentes acham-se colocadas por Deus nas suas posições relativas. Portanto, quem se opõe à autoridade, tem tomado posição contra o arranjo de Deus; os que têm tomado posição contra este receberão um julgamento para si mesmos.” (Romanos 13:1, 2) Significa isso que Deus colocou estes governantes seculares no poder? A Bíblia responde definitivamente que não! (Lucas 4:5, 6; Revelação 13:1, 2) Mas eles existem por sua permissão, e a ‘posição relativa’ que eles têm ocupado no decorrer da história humana foi determinada por Deus. Qual tem sido esta posição?

      9. Quando autoridades se empenham em práticas erradas, como podemos respeitá-las?

      9 O texto que acabamos de citar diz que as autoridades são “superiores”. Assim, as autoridades governamentais não devem ser tratadas com desrespeito. Não se deve desconsiderar as leis que põem em vigor. Isto não necessariamente significa que as pessoas gozem de sua admiração, nem que aprove qualquer corrução em que talvez se empenhem. Mostra-se, porém, o devido respeito por causa do cargo que ocupam. — Tito 3:1, 2.

      10. Como se deve encarar o pagamento de impostos, e por quê?

      10 Em grande parte, as leis seculares resultam em bem para as pessoas. Ajudam a manter a ordem e asseguram certa medida de proteção para a pessoa e para a propriedade. (Romanos 13:3, 4) Além disso, o governo costuma prover estradas, serviço sanitário, proteção contra incêndios, educação e outros serviços em benefício do povo. Deve ser pago por estes serviços? Devemos pagar impostos? Esta é uma questão que envolve às vezes fortes emoções, por causa da taxa elevada dos impostos e do freqüente mau uso dos fundos públicos. No tempo do ministério terrestre de Jesus, esta questão também teve implicações políticas. Mas Jesus não adotou a atitude de que a situação existente justificava uma recusa de pagamento. Referindo-se ao dinheiro cunhado pelo César romano, ele disse: “Portanto, pagai de volta a César as coisas de César, mas a Deus as coisas de Deus.” (Mateus 22:17-21; Romanos 13:6, 7) Sabendo dos resultados que poderiam facilmente surgir, Jesus não endossou a idéia de que cada um fizesse o que bem entendesse.

      11, 12. (a) Como mostram os textos em consideração que há também outra autoridade a ser considerada? (b) O que deverá fazer quando os governantes seculares derem ordens que entram em conflito com os requisitos de Deus, e por quê?

      11 Deve-se notar, porém, que Jesus mostrou na sua resposta que o estado secular não é a única autoridade a ser considerada. As “autoridades superiores” não são superiores a Deus, nem mesmo são iguais a ele. Ao contrário, “acham-se colocadas por Deus nas suas posições relativas”. (Romanos 13:1) Sua autoridade é limitada, não absoluta. Por causa disso, os cristãos se viram freqüentemente confrontados com uma decisão crítica. É uma decisão que também terá de fazer, leitor. Quando os homens em poder exigirem para si mesmos aquilo que pertence a Deus, o que fará? Se eles proibirem aquilo que Deus ordena, a quem obedecerá?

      12 Os apóstolos de Jesus Cristo, preferindo defender a soberania de Jeová, explicaram sua atitude respeitosamente, mas com firmeza, aos membros do supremo tribunal de Jerusalém: “Se é justo, à vista de Deus, escutar antes a vós do que a Deus, julgai-o vós mesmos. Mas, quanto a nós, não podemos parar de falar das coisas que vimos e ouvimos. . . . Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens.” (Atos 4:19, 20; 5:29) Os governos políticos talvez imponham restrições ao número de pessoas que se podem reunir; podem também proibir certas atividades públicas. A Palavra de Deus não exige que seu povo se reúna em grandes multidões para adoração, nem diz que há apenas um modo correto de se entrar em contato com outras pessoas, para falar-lhes sobre a vontade de Deus. Por outro lado, se a conformidade com as restrições governamentais tornasse impossível cumprir com as obrigações dadas por Deus, o que se faria então? Quem pode negar que a coisa certa a fazer seria “obedecer a Deus como governante antes que aos homens”?

      13, 14. (a) Quão cuidadosos devemos ser em não desobedecer às leis seculares só por motivos pessoais? (b) Indique o motivo disso com as Escrituras.

      13 Isto é bem diferente de se fazer independentemente aquilo que agrada aos interesses egoístas, em vez de se fazer o que a lei exige. É verdade que, do ponto de vista pessoal, certas leis talvez pareçam desnecessárias ou indevidamente restritivas. Mas justifica isso que se desconsidere a lei? Qual seria o resultado se todos obedecessem apenas às leis que achassem ser de proveito pessoal para eles? Levaria à anarquia.

      14 Há um grave perigo em se desconsiderar a autoridade e em se fazer apenas o que agrada à própria pessoa, só porque é improvável que haja uma punição imediata. Embora tal desconsideração da lei talvez envolva primeiro apenas questões comparativamente pequenas, quando alguém passa sem punição, poderá ficar animado a praticar maior violação da lei, até que fique arraigado neste proceder mau. Sobre isso, Eclesiastes 8:11 diz: “Por não se ter executado prontamente a sentença contra um trabalho mau é que o coração dos filhos dos homens ficou neles plenamente determinado a fazer o mal.” Qual é o verdadeiro motivo de se obedecer à lei? Deve ser apenas o temor da punição da desobediência? No caso do cristão, deve haver um induzimento muito mais forte — aquele a que o apóstolo Paulo se referiu como “razão compulsiva” — e este é o desejo de se ter uma consciência limpa. (Romanos 13:5) Quando a consciência de alguém foi educada em harmonia com as Escrituras, ele sabe que, se adotasse um proceder contrário à lei, tomaria posição “contra o arranjo de Deus”. Não importa se outros homens sabem ou não o que estamos fazendo, Deus sabe, e nossa perspectiva de vida futura depende dele. — 1 Pedro 2:12-17.

      15. (a) O que deve orientar a pessoa na sua atitude para com um professor ou o patrão? (b) Assim evitaremos ser influenciados pelo espírito de quem?

      15 O mesmo se dá com respeito à atitude dum jovem para com seu professor e a atitude dum adulto para com seu patrão secular. Fazerem muitos outros em volta de nós o que é errado não deve ser o fator determinante. Não devia fazer diferença se o professor ou o patrão sabe ou não o que fazemos. A questão é: O que é direito? O que agrada a Deus? Os professores, em geral, são representantes do governo secular, agentes das “autoridades superiores”, e por isso merecem respeito. E quanto aos empregadores seculares, a Bíblia aconselha: ‘Agradai-lhes bem . . . exibindo plenamente uma boa fidelidade, para que adorneis o ensino de nosso Salvador, Deus, em todas as coisas.’ (Tito 2:9, 10) Ao fazermos isso, mostraremos que não cedemos à influência de Satanás, cujo espírito “opera nos filhos da desobediência”. Antes, faremos uma contribuição genuína para as relações pacíficas com nosso próximo. — Efésios 2:2, 3.

      AUTORIDADE DENTRO DO LAR

      16. Que requisito se declara em 1 Coríntios 11:3 para haver uma vida harmoniosa em família?

      16 Outro lugar em que as relações pacíficas são muito desejáveis é o círculo familiar. Muitas vezes falta uma relação sadia, resultando num rompimento das relações familiares — em muitos casos até mesmo na dissolução da família. O que se pode fazer para melhorar a situação? Um requisito básico é o respeito pelo arranjo de chefia feito por Jeová. Conforme se escreveu em 1 Coríntios 11:3, este arranjo é o seguinte: “A cabeça de todo o homem é o Cristo; por sua vez, a cabeça da mulher é o homem; por sua vez, a cabeça do Cristo é Deus.”

      17. (a) Qual é a posição do homem quanto à chefia? (b) Que bom exemplo de chefia marital deu Cristo?

      17 Note que a declaração começa com a posição do homem, não apontando primeiro para a sua chefia, mas, antes, trazendo à atenção o fato de que, no arranjo de Jeová, há alguém para quem o homem deve olhar em busca de orientação, alguém cujo exemplo deve seguir. Cristo é a cabeça do homem, e nos seus tratos com a sua congregação, que é comparada a uma noiva, Cristo demonstrou a maneira de tornar a chefia marital bem sucedida. Seu bom exemplo produz em reação uma boa disposição nos seus seguidores. Em vez de ser chefão, duro e exigente para com eles, Jesus havia sido “de temperamento brando e humilde de coração”, de modo que seus seguidores encontraram revigoramento para as suas almas. (Mateus 11:28-30) Depreciou-os ele pelas suas faltas? Ao contrário, depôs a sua vida para purificá-los dos pecados. (Efésios 5:25-30) Quanta bênção é para uma família ter um homem que sinceramente se empenha em seguir este exemplo!

      18. (a) Como pode a esposa mostrar que ela respeita a autoridade de seu marido? (b) Como devem os filhos mostrar respeito pelos pais e por quê?

      18 Quando existe tal chefia no lar, não é difícil para a mulher respeitar o marido. E a obediência dos filhos aos pais é prestada com maior prontidão. No entanto, há muita coisa que a esposa e os filhos podem contribuir para a felicidade da família. Por ser diligente em cuidar da casa, também por aceitar as decisões de seu marido e se empenhar em torná-las bem sucedidas, a esposa evidencia que realmente tem “profundo respeito pelo seu marido”. Acontece isso na sua família? (Efésios 5:33; Provérbios 31:10-15, 27, 28) Quanto aos filhos, se forem voluntariamente obedientes tanto ao pai como à mãe, revelarão que honram seus pais, e isto é o que Deus exige. (Efésios 6:1-4) Não concorda que haveria muito mais paz, e muito maior sensação de segurança pessoal, numa família assim, do que numa em que falta o respeito pela autoridade?

      19. Se for o único na família que procura ser orientado pela Palavra de Deus, então o que deverá fazer?

      19 Poderá ajudar a fazer de seu lar tal lugar. Quer os outros membros da família desejem defender o modo de proceder de Jeová, quer não, poderá fazer isso pessoalmente. Outros da família talvez sigam seu bom exemplo. (1 Coríntios 7:16; Tito 2:6-8) Mesmo que não o façam, ainda assim, aquilo que fizer será uma demonstração de sua fé na justeza dos modos de Deus, e isto é algo que não é de pouco valor. — 1 Pedro 3:16, 17.

      20, 21. (a) Como mostra a Bíblia que a autoridade do marido e dos pais não é absoluta? (b) Portanto, com que decisão talvez se confrontem a esposa cristã ou os filhos crentes e o que deverá motivá-los?

      20 Lembre-se de que toda a estrutura da autoridade familiar origina-se de Deus. Por isso, ele não pode ser deixado fora de consideração, pode? De modo que se manda que as esposas estejam em sujeição aos seus maridos “assim como é decente no Senhor”. E aconselha-se aos filhos a serem obedientes aos pais, “pois isso é bem agradável no Senhor”. (Colossenses 3:18, 20) Isto significa que a autoridade do marido sobre a esposa e dos pais sobre seus filhos é relativa. Se o marido ou os pais forem incrédulos, esta idéia talvez desagrade no princípio. Mas realmente resulta no seu bem, porque ajudará a tornar o crente mais fidedigno e mais respeitoso.

      21 Naturalmente, se o marido exigir da esposa algo que não é “decente no Senhor”, aquilo que ela fará demonstrará se realmente “teme o verdadeiro Deus” ou não. (Eclesiastes 12:13) Do mesmo modo, quando os filhos já têm bastante idade para entender a Palavra de Deus e para obedecer a ela, então, quando os pais não compartilham o seu desejo de servir a Jeová, os filhos terão de decidir se querem provar sua lealdade a Jeová ou se querem compartilhar a sorte dos pais que não o fazem. Sua perspectiva de vida eterna está envolvida. (Mateus 10:37-39) Não obstante, além de sua obrigação prioritária para com Deus, tais filhos devem ser submissos em “tudo”, mesmo que signifique fazer coisas que não são do seu agrado. (Colossenses 3:20) Fazendo isso, talvez possam ajudar também os pais a aceitar as provisões de Jeová para a salvação. Quando a motivação da pessoa não é a desobediência nascida dum espírito independente, mas a lealdade a Jeová e aos seus modos justos, então isto é mesmo “bem agradável no Senhor”.

      NA CONGREGAÇÃO CRISTÃ

      22, 23. (a) O que fazem os superintendentes cristãos a favor dos membros da congregação? (b) Portanto, que atitude se deve ter para com eles, conforme mostra Hebreus 13:17?

      22 O mesmo espírito de lealdade a Jeová deve ser refletido na nossa atitude para com a sua congregação cristã e para com os que cuidam dos interesses dela. Jeová proveu na congregação superintendentes para pastorear o “rebanho”. Estes não recebem salários pelo seu trabalho, mas, antes, gastam-se em interesse genuíno pelo bem-estar de seus irmãos e irmãs cristãos. (1 Tessalonicenses 2:8, 9) Ajudam a congregação a realizar a obra especial que lhe foi confiada, a saber, a pregação das boas novas do reino de Deus. Interessando-se no bem-estar individual dos membros da congregação, também ajudam estes a aprender como aplicar os princípios da Bíblia na sua vida diária. Além disso, quando algum membro da congregação, embora sabendo o que Deus exige, deliberadamente persiste numa séria transgressão, os superintendentes responsáveis cuidarão de que seja expulso, e assim se protegerá os demais da congregação contra a sua influência corrompedora. — 1 Coríntios 5:12, 13.

      23 Em apreço desta provisão amorosa de Jeová para assegurar um espírito pacífico entre os de seu povo, devemos acatar a admoestação encontrada em Hebreus 13:17, a saber: “Sede obedientes aos que tomam a dianteira entre vós e sede submissos, pois vigiam sobre as vossas almas como quem há de prestar contas; para que façam isso com alegria e não com suspiros, porque isso vos seria prejudicial.”

      24, 25. (a) Como deve aquilo que os anciãos ensinam influenciar nosso modo de encará-los? (b) Quando e onde devemos aplicar o que se nos ensina da Bíblia? Por quê?

      24 Ser obediente “aos que tomam a dianteira”, porém, não significa tornar-se apenas bajulador de homens. A Bíblia salienta que o motivo principal de estes superintendentes ou anciãos merecerem respeito é que ensinam a “Palavra de Deus”. (Hebreus 13:7; 1 Timóteo 5:17) E a respeito desta palavra, diz Hebreus 4:12, 13: “A palavra de Deus é viva e exerce poder, e é mais afiada do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito, e das juntas e da sua medula, e é capaz de discernir os pensamentos e as intenções do coração. E não há criação que não esteja manifesta à sua vista, mas todas as coisas estão nuas e abertamente expostas aos olhos daquele com quem temos uma prestação de contas.”

      25 Esta “palavra de Deus” revela realmente o que a pessoa é no íntimo. Expõe a diferença entre o que talvez pareça ser e a atitude predominante que a induz a falar e a agir do modo como faz. Se tiver realmente fé em Deus e for motivada pelo desejo genuíno de agradar a seu Criador, não recairá na transgressão quando estiver fora da vista dos anciãos da congregação. Tampouco se empenhará em alguma conduta antibíblica só porque esta não está entre as transgressões sérias pelas quais alguém possa ser expulso da congregação. Não tem o desejo de pecar, mas sim o de refletir corretamente “a glória de Deus”. (Romanos 3:23) Por outro lado, quando alguém está inclinado a dar pouca importância a qualquer conselho encontrado na Palavra de Deus, deve examinar com cuidado qual é realmente sua atitude para com Deus. Torna-se ele semelhante àquele a respeito de quem o Salmo 14:1 (13:1, ver. cat.) diz: “O insensato disse” — não publicamente — mas “no seu coração: ‘Não há Jeová”’?

      26, 27. (a) Por que é importante tomar a sério “cada pronunciação” de Jeová? (b) Como é nossa vida afetada quando mostramos assim respeito pela autoridade?

      26 Ao ser tentado pelo Diabo, Jesus Cristo disse firmemente: “O homem tem de viver . . . de cada pronunciação procedente da boca de Jeová.” (Mateus 4:4) Pensa assim neste respeito? Acha que “cada pronunciação” de Jeová é importante e que nenhuma delas deve ser desconsiderada? Simplesmente não basta obedecer a alguns requisitos de Jeová, e tratar outros como sem importância. Nós, ou defendemos a legitimidade da soberania de Jeová ou tomamos o lado do Diabo na questão, estabelecendo a nossa própria norma do que é bom e do que é mau. Felizes os que mostram que realmente amam a lei de Jeová. — Salmo 119:165 (118:165, ver. cat.).

      27 Tais pessoas não são enlaçadas pelo espírito divisório do mundo. Nem se entregam à conduta vergonhosa dos que lançam de si o freio moral. O profundo respeito por Jeová e por seus modos justos dá estabilidade à sua vida.

  • Seu conceito sobre o sexo — que diferença faz?
    Verdadeira Paz e Segurança — De Que Fonte?
    • Capítulo 13

      Seu conceito sobre o sexo — que diferença faz?

      1-3. (a) Como mostra a Bíblia que as relações sexuais entre homem e mulher têm a aprovação divina? (b) É para o bem da pessoa entregar-se ao uso irrestrito de sua faculdade sexual?

      HÁ PESSOAS que são da opinião de que a Bíblia desaprova tudo o que tem que ver com o sexo. Isto, naturalmente, não é o que a própria Bíblia diz. Depois de falar a respeito de Deus criar o primeiro homem e a primeira mulher, a Bíblia prossegue: “Deus os abençoou e Deus lhes disse: ‘Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra.’” — Gênesis 1:27, 28.

      2 Portanto, as relações sexuais entre homem e mulher têm a aprovação divina. Mas, deviam entregar-se a elas sem limitações? Resultaria tal conceito em obtermos o maior usufruto da vida? Traria verdadeira paz e segurança para nós e para os em volta de nós?

      3 O sexo está tanto sujeito a ser usado mal como estão outras funções humanas. Comer é bom e essencial à vida; no entanto, a glutonaria pode prejudicar a saúde e abreviar a vida. Dormir também é vital; mas o excesso disso priva a vida de realizações, e pode até mesmo enfraquecer o corpo. Assim como o verdadeiro usufruto da vida não resulta da glutonaria, da bebedice e da preguiça, também não resulta do uso irrestrito das faculdades sexuais. Isto é atestado pela experiência humana durante milhares de anos. Será preciso que nós descubramos isso pela nossa própria experiência amarga? Há um modo melhor.

      4. O que nos deve motivar a apoiar as normas de Deus com respeito ao sexo?

      4 A Palavra de Deus oferece um conceito equilibrado do sexo, que protegerá nossa felicidade atual e no futuro. No entanto, não é apenas para a nossa própria paz e segurança, mas, ainda mais importante, é por respeito ao nosso Criador que devemos procurar aprender e nos apegar às suas normas a respeito do uso destas faculdades com que dotou a humanidade. Colocamo-nos realmente do lado dele na questão que envolve a legitimidade de sua regência? Então nos sujeitaremos de bom grado também neste assunto à sua sabedoria e autoridade superiores como Soberano Universal. — Jeremias 10:10, 23.

      MANTER O MATRIMÔNIO HONROSO ENTRE TODOS

      5. O que diz a Bíblia a respeito de se empenhar em relações sexuais fora do matrimônio?

      5 A Bíblia exorta: O matrimônio seja honroso entre todos e o leito conjugal imaculado, porque Deus julgará os fornicadores e os adúlteros.” (Hebreus 13:4) Portanto, Deus é contra aqueles que se empenham nas relações sexuais fora do matrimônio. Isto é coerente com o fato de que Deus, ao dar ao primeiro homem um cônjuge, ele mostrou que era da sua vontade que o homem e sua esposa se tornassem “uma só carne”, numa união duradoura. Cerca de quatro mil anos depois, o Filho de Deus mostrou que seu Pai não havia abandonado esta norma. (Gênesis 2:22-24; Mateus 19:4-6) Mas é tal norma desnecessariamente restritiva? Priva-nos de algo bom? Vejamos.

      6. O que mostra que a lei de Deus contra o adultério é para nosso bem?

      6 O adultério viola a norma divina e Jeová promete ser “testemunha veloz” em julgamento contra os adúlteros. (Malaquias 3:5) Os frutos péssimos das relações sexuais com alguém fora do vínculo marital salientam a sabedoria da lei de Deus. O adultério destrói a confiança e cria desconfiança. Causa insegurança e mina a paz marital. A resultante amargura e mágoa amiúde resultam em divórcio. Os filhos sofrem, ao verem sua família desfazer-se. Ao considerar estas coisas, não concorda que a condenação do adultério por Deus é para o nosso bem? A sua Palavra mostra que aquele que tem genuíno amor ao próximo não comete adultério. — Romanos 13:8-10.

      7. O que se quer dizer com “fornicação”, conforme mencionada na Bíblia?

      7 Conforme também já vimos, a Bíblia expressa também o julgamento de Deus contra os fornicadores. Exatamente o que é “fornicação”? Embora o uso bíblico deste termo possa incluir as relações sexuais por parte de pessoas não casadas, bem como o adultério, tem um significado muito mais amplo. A palavra para “fornicação”, usada ao se registrarem as declarações de Jesus e de seus discípulos, é a palavra grega porneía. Deriva-se da mesma raiz como o termo moderno “pornografia”. Porneía foi usada nos tempos bíblicos para descrever todas as formas de relações sexuais ilícitas. (The Vocabulary of the Greek New Testament, de Moulton e Milligan) Não inclui apenas as relações sexuais comuns entre pessoas não casadas entre si, mas também relações sexuais pervertidas entre tais pessoas. Neste respeito, outra obra de referência diz que porneía “pode também ser um ‘vício desnatural’, . . . sodomia”.36

      8. Por que motivos fortes exortou o apóstolo Paulo os cristãos a se ‘absterem da fornicação’?

      8 Quando instou com seus irmãos cristãos para que se ‘abstivessem da fornicação’, o apóstolo Paulo apresentou fortes motivos para fazerem isso, dizendo: “Que ninguém vá ao ponto de prejudicar e de usurpar os direitos de seu irmão neste assunto, pois Jeová é quem exige punição por todas estas coisas . . . Pois Deus nos chamou, não com uma concessão para a impureza. . . . Assim, pois, quem mostra falta de consideração, não desconsidera o homem, mas a Deus.” — 1 Tessalonicenses 4:3-8.

      9, 10. (a) Freqüentemente, por que se refreia alguém dum casamento legal, embora viva com alguém do sexo oposto? (b) Mesmo que a fornicação seja praticada por consentimento mútuo, de que maneira ‘prejudica e usurpa os direitos dos outros’?

      9 Quem comete fornicação deveras ‘prejudica e usurpa os direitos dos outros’. Isto se dá, por exemplo, com pessoas que vivem com alguém do sexo oposto sem o benefício dum casamento legal. Por que fazem isso? Freqüentemente, o motivo é para que possam abandonar a união sempre que queiram. Não fornecem ao seu parceiro em tal arranjo nenhuma segurança que um casamento responsável devia fornecer. Mas o que se dá quando ambos se empenham voluntariamente em fornicação, com consentimento mútuo? Estão ainda assim ‘prejudicando e usurpando os direitos dos outros’? Decididamente que sim.

      10 Em primeiro lugar, quem participa em fornicação participa em prejudicar a consciência da outra pessoa, bem como qualquer posição limpa que tenha perante Deus. O fornicador destrói também a oportunidade da outra pessoa de contrair um matrimônio com um começo limpo. É provável que lance desrespeito, vitupério e aflição sobre os membros da família da outra pessoa, bem como da sua própria. Pode também pôr em perigo a saúde mental, emocional e física da outra pessoa. Freqüentemente se relacionam com tal imoralidade sexual as temíveis doenças venéreas. Embora a culpa por tal dano recaia mais pesadamente sobre aquele que promove a fornicação, não obstante, ambas as partes compartilham a culpa.

      11. Por que não há motivo para se crer que Deus tolerará a fornicação?

      11 O desejo apaixonado pode fazer com que as pessoas prefiram cegar-se para com tais danos. Mas, acha que Deus, na sua justiça, passará por alto ou tolerará tal desrespeito calejado para com os direitos dos outros? A Palavra de Deus exige que se ame o próximo como a si mesmo e que se ‘honre’, não rebaixe ou repudie, seu arranjo sagrado para o matrimônio. — Mateus 22:39; Hebreus 13:4.

      12. (a) O que mostra o conceito de Deus sobre o homossexualismo? (b) Contra que nos protege a lei de Deus que proíbe o homossexualismo?

      12 Que dizer do homossexualismo? Conforme já vimos, esta prática está abrangida pela palavra porneía (“fornicação”), usada por Jesus e pelos seus discípulos. O discípulo Judas usou esta palavra ao se referir aos atos sexuais desnaturais dos homens de Sodoma e Gomorra. (Judas 7) O homossexualismo causou ali a degradação que produziu um alto “clamor de queixa” e levou a Deus destruir estas cidades e seus habitantes. (Gênesis 18:20; 19:23, 24) Mudou Deus de conceito desde então? Não. Por exemplo, 1 Coríntios 6:9, 10 alista os “homens que se deitam com homens, entre os que, se continuarem com tal prática, não herdarão o reino de Deus. Também, descrevendo o resultado para os que ‘desonram seus corpos com a impureza’, indo “após a carne para uso desnatural”, o apóstolo Paulo escreve que eles “ficaram violentamente inflamados na sua concupiscência de uns para os outros, machos com machos, praticando o que é obsceno e recebendo em si mesmos a plena recompensa que se devia ao seu erro”. (Romanos 1:24, 27) Tais pessoas não só caem sob a condenação de Deus. Recebem também uma “recompensa” de corrução mental e física. Por exemplo, hoje há muita sífilis entre os homossexuais. A norma elevada estabelecida na Palavra de Deus, em vez de nos privar de algo bom, protege-nos contra tal dano.

      ACEITAÇÃO DO CONCEITO DE DEUS SOBRE O DIVÓRCIO

      13. Quão sério é o assunto da fidelidade aos votos maritais?

      13 “Aborreço o divórcio.” Foi assim que Jeová Deus expressou sua forte opinião ao repreender os que ‘agem aleivosamente’ com seu cônjuge. (Malaquias 2:14-16, Brasileira) Sua Palavra fornece conselho abundante para ajudar as pessoas a tornar o casamento bem sucedido e a evitar a amargura do divórcio. Ela torna também claro que Deus considera a fidelidade aos votos maritais como responsabilidade sagrada.

      14, 15. (a) Qual é o único motivo correto para o divórcio? (b) Rompe tal “fornicação’’ automaticamente os vínculos maritais? (c) Em que circunstâncias é permissível um novo casamento?

      14 Isto é salientado por ele reconhecer apenas um motivo válido para o divórcio. Seu Filho mostrou qual é: “Eu vos digo que todo aquele que se divorciar de sua esposa, exceto em razão de fornicação [porneía], e se casar com outra, comete adultério.” (Mateus 19:9; 5:32) Porneía, conforme já vimos, refere-se a todas as relações sexuais imorais fora do matrimônio, quer naturais, quer desnaturais.

      15 Quando o cônjuge de alguém se torna hoje culpado de tal “fornicação”, rompe isto automaticamente o vínculo marital? Não, pois o cônjuge inocente pode decidir se quer perdoar-lhe ou não. Quando se decide o divórcio, o reconhecimento da autoridade respectiva do governo secular, por parte do cristão, fará com que ele dissolva o casamento de modo legal, fazendo-o em base verídica e legal. (Romanos 13:1, 2) Ao se concluir este processo, é permissível um novo casamento. Mas as Escrituras aconselham que tal casamento deve ser apenas com outro cristão ou cristã, alguém que está realmente “no Senhor”. — 1 Coríntios 7:39.

      16. Nos países em que a lei secular não permite o divórcio em nenhuma base, como mostram as testemunhas cristãs de Jeová o devido respeito pela lei de Deus neste assunto?

      16 O que se dá, porém, quando as leis do país não permitem nenhuma espécie de divórcio, nem mesmo por motivo de imoralidade sexual? O cônjuge inocente, em tal caso, talvez possa obter um divórcio num país onde se permite o divórcio. As circunstâncias, naturalmente, talvez não tornem isto possível. Mas é possível que se consiga alguma forma de separação legal no próprio país, que se possa procurar obter. Qualquer que seja o caso, o cônjuge inocente pode separar-se do culpado e apresentar prova definitiva do motivo bíblico para o divórcio aos anciãos que servem em cargo judicativo na congregação local das testemunhas cristãs de Jeová. Depois, se mais tarde se decidir a tomar outro cônjuge, a congregação não agirá para excluí-lo da congregação como adúltero, desde que entregue à congregação uma declaração escrita. Esta declaração precisa conter um voto de fidelidade ao cônjuge atual e a concordância de obter uma certidão legal de casamento, caso o cônjuge afastado morra. Não obstante, esta pessoa terá de enfrentar quaisquer conseqüências que lhe possam resultar no que se refere ao mundo fora da congregação. Pois o mundo, em geral, não reconhece a superioridade da lei da Deus às leis humanas, e que tais leis humanas só têm autoridade relativa. — Veja Atos 5:29.

      É SÁBIO EVITAR TODA A IMPUREZA E A COBIÇA SEXUAL

      17. Explique à base das Escrituras o lugar correto que as relações sexuais têm na vida dos casados.

      17 As relações sexuais ocupam claramente um lugar devido na vida dos casados. Deus providenciou-as como meio pelo qual se pode ter filhos, e também como fonte de satisfação agradável para os pais. (Gênesis 9:1; Provérbios 5:18, 19; 1 Coríntios 7:3-5) Não obstante, ele adverte contra o abuso deste dom.

      18, 19. (a) Por que é a prática da masturbação imprópria para o cristão? (b) O que poderá ajudar a pessoa a evitar tal prática?

      18 Em vista da ênfase que se dá ao sexo na sociedade moderna, muitos jovens verificam que seu desejo de satisfação sexual é estimulado já antes de estarem em condições de se casar. Em resultado disso, alguns procuram tirar prazer da excitação que eles próprios praticam com os órgãos sexuais. Isto é masturbação. É correto e sábio fazer isso?

      19 As Escrituras aconselham: “Amortecei, portanto, os membros do vosso corpo que estão na terra, com respeito à fornicação, impureza, apetite sexual, desejo nocivo e cobiça.” (Colossenses 3:5) Será que aquele que pratica a masturbação ‘amortece os membros de seu corpo com respeito ao apetite sexual’? Ao contrário, ele estimula o apetite sexual. Passa a ansiar uma atividade que ainda não é própria para ele, de maneiras que satisfaz o anseio de modo impuro. (Efésios 4:19) A Bíblia exorta que se evite a espécie de pensamento e conduta que possa criar tais problemas, empenhando-se, em vez disso, em atividade sadia e em cultivar o autodomínio. (Filipenses 4:8; Gálatas 5:22, 23) Quando se faz um empenho sério neste sentido, pode-se evitar tal abuso de si mesmo, com benefícios mentais, emocionais e espirituais para a pessoa.

      20. O que mostra que não seria correto que o marido e a mulher abandonassem todas as restrições nas suas relações sexuais entre si?

      20 O que a Bíblia diz a respeito de “impureza, apetite sexual, desejo nocivo”, aplica-se a todos os cristãos, solteiros ou casados. É verdade que marido e mulher têm o direito bíblico e legal de se empenhar em relações sexuais entre si e de ter satisfação nisso. Mas, significa isso que podem deixar de lado todos os freios? A exortação que a Palavra de Deus faz a todos os cristãos, para cultivarem o autodomínio, argumenta contra tal conceito. (2 Pedro 1:5-8) O escritor bíblico inspirado não precisou explicar aos casados a maneira natural em que os órgãos reprodutivos do marido e da esposa se complementam. As relações homossexuais evidentemente não seguem esta maneira natural. Assim, homossexuais masculinos e femininos usam outras formas de relações no que o apóstolo chama de satisfazer “ignominiosos apetites sexuais” e práticas ‘obscenas’. (Romanos 1:24-32) É razoável que os casados imitem as formas homossexuais de relações nas suas próprias relações maritais e ainda assim fiquem livres de ter tais “ignominiosos apetites sexuais” ou “desejo nocivo” aos olhos de Deus?

      21. Não importa qual tenha sido o modo de vida de alguém no passado, que oportunidade se lhe abre agora?

      21 Ao examinar o que as Escrituras dizem, alguém talvez se dê conta de que sua anterior maneira de pensar nestes assuntos foi moldada por pessoas que, conforme diz a Bíblia, ficaram “além de todo o senso moral”. Mas é possível fazer uma mudança. Com a ajuda de Deus, a pessoa se pode “revestir da nova personalidade”, que é moldada segundo a verdadeira justiça. (Efésios 4:17-24) Assim mostrará que fala realmente sério quando diz que quer fazer a vontade de Deus.

      SEU CONCEITO INFLUI DE MODO VITAL NA SUA PAZ E SEGURANÇA

      22. Que benefícios imediatos resultam para os que aplicam o conselho da Palavra de Deus a respeito da moralidade sexual?

      22 Realmente, não é pesado aplicar o conselho da Palavra de Deus com respeito à moralidade sexual. Contraste os frutos do proceder delineado pela Bíblia com a elevada proporção de divórcios, no mundo, seus lares rompidos, os filhos delinqüentes, sua prostituição, e a violência e os assassinatos cometidos em conexão com a paixão sexual. (Provérbios 7:10, 25-27) Quão evidente é a sabedoria da Palavra de Deus! Se rejeitar o modo mundano de pensar, baseado em desejo e cobiça egoístas, e se harmonizar seu modo de pensar com o conselho de Jeová, seu coração se fortalecerá muito com desejos corretos. Em vez de prazeres passageiros de imoralidade sexual, usufruirá uma boa consciência e duradoura paz mental. O matrimônio e os vínculos familiares se fortalecerão com o desenvolvimento da confiança mútua entre os cônjuges e do respeito por parte de seus filhos.

      23. De que modo é o conceito que se tem sobre o sexo um fator em se ser ‘marcado’ para a sobrevivência para a “nova terra” de Deus?

      23 E não perca de vista que está envolvida a sua própria esperança de vida eterna. A moralidade bíblica contribuirá para mais do que a sua saúde atual. (Provérbios 5:3-11) Formará parte da evidência de que realmente lamenta as coisas detestáveis feitas por aqueles que hipocritamente professam crer em Deus, e que foi ‘marcado’ para a sobrevivência para a “nova terra”, de Deus, onde há de morar a justiça. Então, quão vital é que ‘faça o máximo para ser finalmente achado por Deus sem mancha nem mácula, e em paz’. — Ezequiel 9:4-6; 2 Pedro 3:11-14.

  • Respeito pelo dom da vida
    Verdadeira Paz e Segurança — De Que Fonte?
    • Capítulo 14

      Respeito pelo dom da vida

      1, 2. Por que devemos mostrar profundo respeito pelo dom da vida?

      O PROFUNDO respeito pelo dom da vida é a base de verdadeira paz e segurança. Mas tal respeito falta lamentavelmente entre muitos. Conforme se sabe, os homens podem tirar a vida por matarem; mas nenhum homem pode restabelecer a vida depois que ela se foi.

      2 Devemos mostrar respeito pela vida como obrigação sagrada. Para com quem? Para com o Dador da vida, aquele de quem o salmista disse: “Pois contigo”, a saber, com Jeová Deus, “está a fonte da vida”. (Salmo 36:9 [35:10, ver. cat.]) Devemos nossa vida a ele, não só porque ele criou o homem, mas também porque permitiu que a humanidade continuasse a se reproduzir até agora e porque proveu os meios de sustentar a vida. (Atos 14:16, 17) Mais do que isso, fez com que seu Filho se tornasse o Resgatador ou Redentor da família humana, comprando-a com o seu próprio precioso sangue vital. (Romanos 5:6-8; Efésios 1:7) Em resultado, ele oferece agora a todos os que quiserem a grandiosa esperança de vida na sua nova ordem justa. Isto é algo que realmente queremos, não é? Em vista de tudo isso, não devemos respeitar profundamente e apreciar o dom da vida dado por Deus? Como podemos fazer isso?

      3. Como influi na atitude da pessoa para com a vida observar ela a violência como diversão?

      3 Em primeiro lugar, se seriamente mostrarmos respeito pela vida, não participaremos com os que por simples diversão nutrem a mente com programas que apresentam violência. Aceitar a violência como “diversão” fez com que muitos ficassem endurecidos e insensíveis para com o sofrimento humano e a perda da vida. Aprendem a viver apenas para o presente e mostram pouco interesse no bem-estar futuro de si próprios ou de outros. Mas, se formos gratos pela bondade de Deus e pela esperança que ele oferece, resistiremos a tal espírito. Cultivaremos o apreço pela vida como dádiva da parte de Deus. Isto influirá na nossa maneira de viver, na maneira em que tratamos os outros e até mesmo em como encaramos os que ainda não nasceram.

      RESPEITO PELA VIDA DOS POR NASCER

      4. (a) Quando se transmite a vida ao filho? (b) O que mostra se Deus se interessa ou não na vida humana antes do nascimento?

      4 A faculdade de transmitir a vida é um grandioso privilégio dado por Deus. Esta vida é transmitida, não por ocasião do nascimento, mas por ocasião da concepção. Conforme diz a Encyclopœdia Britannica, é então que ‘começa a história da vida do indivíduo como entidade distinta e biológica’.37 De modo similar, o interesse de Deus na vida humana começa antes do nascimento. O salmista Davi escreveu, dizendo a Deus: “Mantiveste-me abrigado no ventre de minha mãe. . . . Teus olhos viram até mesmo meu embrião, e todas as suas partes estavam assentadas por escrito no teu livro.” — Salmo 139:13-16 (138:13-16, ver. cat.); Eclesiastes 11:5.

      5. Por que não são válidos os argumentos apresentados no empenho de se justificar o aborto?

      5 Nos tempos modernos, a vida de milhões de crianças por nascer é deliberadamente terminada por meio de aborto. É isso direito? Alguns argumentam que o bebê ainda não nascido não tem apreço consciente do que é a vida e é incapaz duma existência separada fora do ventre. Mas isto, basicamente, é também verdade quanto ao bebê recém-nascido. Ao nascer, não tem nenhuma compreensão do significado da vida, nem poderia continuar a existir separado do cuidado dos pais ou de outros. A célula viva formada no ventre por ocasião da concepção tem toda a possibilidade de se tornar um bebê, se não sofrer interferência. Em quase toda a parte se considera como crime tirar a vida dum bebê recém-nascido. Mesmo quando os bebês nascem prematuramente, fazem-se grandes esforços para salvá-los. Então, por que não devia também ser encarado como crime quando alguém tira a vida dum bebê ainda não nascido, para impedir seu desenvolvimento e nascimento? Por que se devia encarar a vida como sagrada apenas depois de deixar o ventre e não também enquanto está dentro do ventre?

      6. Como indica a Bíblia o conceito de Deus sobre tirar-se deliberadamente a vida duma criança por nascer?

      6 O importante não é apenas como os homens talvez encarem o assunto, mas o que Deus, o Dador da vida, diz sobre ele. Para Jeová Deus, a vida duma criança por nascer é preciosa e não se deve brincar com ela. Ele deu ao antigo Israel uma lei para proteger especificamente a vida dum bebê por nascer. Se numa luta entre dois homens uma mulher grávida fosse ferida e resultasse um aborto, esta lei especificava penalidades severas. (Êxodo 21:22, 23) É evidente que tirar deliberadamente a vida dum bebê ainda por nascer seria ainda mais sério. Segundo a lei de Deus, sempre que se tirava uma vida humana deliberadamente, o culpado era sentenciado à morte como assassino. (Números 35:30, 31) Deus mantém agora o mesmo respeito elevado pela vida.

      7. Contra que ficamos protegidos quando respeitamos a vontade de Deus a respeito da vida duma criança ainda por nascer?

      7 O profundo respeito pela lei de Deus, quanto à vida duma criança por nascer, produz verdadeiros benefícios. Por tornar ele os pais plenamente responsáveis pela vida do ainda não nascido, ele provê um freio para a promiscuidade sexual com todos os seus efeitos péssimos — as doenças venéreas, a gravidez indesejável, os filhos ilegítimos, famílias dissolvidas e a tensão mental duma consciência culpada. Isto pode contribuir agora para a paz da família e é um fator importante em obtermos bênçãos futuras.

      RESPEITO PELA SUA PRÓPRIA VIDA

      8. Por que devemos mostrar respeito pela vontade de Deus na maneira em que tratamos nosso próprio corpo?

      8 Que dizer do modo em que trata a sua própria vida e o que faz com ela? Alguns dizem: ‘Não fui eu que pedi para nascer. Portanto, o que faço com a minha vida é assunto meu. Faço o que bem entender.’ Mas é preciso que se solicite um presente para que o recebedor o aprecie? A vida em si mesma é inegavelmente boa; é somente a maldade dos homens e a imperfeição humana que privam a vida de grande parte de sua alegria. A culpa não cabe a Jeová Deus; ele promete corrigir isso por meio do governo de seu Reino. Portanto, enquanto vivemos, devemos viver dum modo que mostre respeito para com sua vontade e seu propósito. — Romanos 12:1.

      9. O que diz a Bíblia sobre a glutonaria e a embriaguez?

      9 Um modo em que podemos mostrar tal respeito é a moderação no comer e no beber. A glutonaria e a embriaguez são condenadas por Deus. (Provérbios 23:20, 21) Por outro lado, assim como comer com moderação é correto, assim também é o uso de bebidas alcoólicas com moderação. Há muitos textos que mostram isso. — Deuteronômio 14:26; Isaías 25:6; Lucas 7:33, 34; 1 Timóteo 5:23.

      10. (a) Como mostra o bêbedo desrespeito pela vida? (b) Conforme se mostra em 1 Coríntios 6:9, 10, por que é importante evitar a embriaguez?

      10 Portanto, não é o beber, mas a embriaguez que a Bíblia condena. E com bons motivos. A embriaguez prejudica o corpo, faz a pessoa agir de modo estúpido e pode até mesmo transformá-la em perigo para outros. (Provérbios 23:29-35; Efésios 5:18) Pode abreviar a vida, amiúde causando cirrose do fígado. Só nos Estados Unidos, onde talvez nove milhões de pessoas mostram alguma forma de alcoolismo, a perda total, cada ano, em salários potenciais, acidentes, tratamento médico e crimes é calculada em mais de 750 milhões de dólares. O custo em lares dissolvidos, vidas arruinadas e sofrimento humano é “além de cálculo”. (The Pharmacological Basis of Therapeutics, 1970, p. 291) Portanto, não é de surpreender que o apóstolo Paulo diga: “Não sejais desencaminhados. Nem fornicadores, . . . nem beberrões, nem injuriadores, nem extorsores herdarão o reino de Deus.” — 1 Coríntios 6:9, 10.

      11. É sensato tentar escapar dos problemas pessoais por beber excessivamente?

      11 É verdade que alguns sentem vivamente o efeito deprimente da situação mundial. Suas guerras, seu crime, sua inflação e sua pobreza, as tensões e as pressões contribuem para os problemas pessoais que aborrecem. Mas nada se ganha com tentar escapar disso por meio de excessos prejudiciais. Estes só criam mais problemas para a pessoa e para os outros, e, ao mesmo tempo, destroem a dignidade da pessoa e seu objetivo na vida.

      O USO DE ENTORPECENTES

      12. Por que recorrem muitos ao uso de entorpecentes?

      12 São cada vez mais as pessoas que recorrem aos entorpecentes no seu empenho de escapar dos problemas da vida. Naturalmente, muitos entorpecentes têm utilidade na medicinas Os doentes talvez precisem usá-los para se recuperar duma doença. Mas que dizer do uso dos entorpecentes quando não está envolvido o tratamento duma doença e quando aquele que os usa só deseja ter uma sensação sonhadora ou até mesmo entrar numa espécie de transe? Como afeta isso a vida de quem os usa?

      13. Que efeito têm alguns dos entorpecentes sobre os que os usam, e, por isso, o que indicam os princípios bíblicos sobre o uso deles?

      13 Muitos procuram hoje estes prazeres com o uso de entorpecentes “fortes” tais como a heroina e a cocaína, ou recorrem aos chamados entorpecentes “psicodélicos”, tais como LSD. Outros tomam grandes doses de pílulas de anfetamina e de barbituratos. Com que resultado? O uso destas drogas leva facilmente à perda do autodomínio e produz efeitos similares aos observados num bêbedo. (1 Coríntios 6:9, 10; Provérbios 23:33) É geralmente reconhecido, mesmo pelos que os usam, que estes entorpecentes podem ser perigosos. Por exemplo, na cidade de Nova Iorque, o vício da heroína é a principal causa de morte entre os que têm entre 18 e 35 anos de idade. Quão flagrante é esta desconsideração pelo dom da vida!

      14, 15. Embora a maconha, em geral, seja considerada como não sendo viciadora, por que não mostram respeito pelo dom da vida aqueles que a fumam?

      14 Que dizer do uso da maconha, geralmente considerada como entorpecente que não vicia? Ela também pode ser perigosa, de diversas maneiras. Um modo disso foi mencionado num panfleto publicado pelo Departamento de Saúde, Educação e Bem-Estar Social dos E. U. A. Este explicou que “os que usam uma droga ilícita podem ficar expostos a uma variedade delas, em vista do seu contato com os vendedores de entorpecentes e outros viciados”. Um relatório similar foi publicado na revista U.S. News & World Report, de 1.º de fevereiro de 1971, sob o cabeçalho: “Últimas Descobertas sobre a Maconha”, dizendo que “há evidência de que os que recorrem a este entorpecente por motivos psicológicos — na crença de que aliviem tensões e depressões — provavelmente passarão para entorpecentes mais fortes”.

      15 Mesmo que isto não aconteça, porém, fumar maconha pode ser perigoso em si mesmo. Embora os conceitos difiram um pouco, é digno de nota que certa investigação revelou o seguinte: “As doses suficientemente elevadas . . . podem causar episódios psicóticos imprevisíveis, agudos — embora temporários — manifestando-se na forma de ilusões, alucinações, paranóia, depressão e pânico.”38 O mesmo relatório disse também que o uso continuado e regular da maconha pode causar efeitos físicos adversos, tais como “dano ao fígado, defeitos genéticos, danos cerebrais e moléstias do aparelho superior de respiração”. Em vista de tais possíveis riscos, mostra aquele que usa maconha que respeita o dom da vida?

      16. A que outros perigos sérios pode o uso dos entorpecentes expor a pessoa, e como deve isto influir no nosso conceito sobre o assunto?

      16 Há outro motivo forte para se evitar o uso de entorpecentes para se obter um falso senso de bem-estar. Podem abrir o caminho para a pessoa cair sob o controle dos demônios. Muitos dos que usam entorpecentes reconhecem eles mesmos que o uso deles amiúde é acompanhado pelo envolvimento em práticas ocultas. Esta relação dos entorpecentes com o ocultismo de modo algum é nova. Os feiticeiros do passado empregavam entorpecentes. O Dicionário Expositivo de Palavras do Novo Testamento, de Vine (em inglês) observa: “Na feitiçaria, o uso de drogas, quer simples, quer fortes, era geralmente acompanhado por encantamentos e invocações de poderes ocultos . . . [para] impressionar o cliente com os recursos misteriosos e os poderes do feiticeiro.” Estes comentários são feitos em conexão com a palavra grega traduzida “prática de espiritismo” (pharmakia, literalmente “drogaria”) em Gálatas 5:20. (Veja também Revelação 9:21; 18:23.) Hoje, assim como no passado, os entorpecentes podem expor a pessoa à influência dos demônios. Como poderia alguém que deseja ser servo leal de Jeová expor-se a tal perigo só por uma sensação momentânea de enlevo?

      17, 18. (a) Que outros maus frutos ficaram associados com o uso de entorpecentes? (b) Portanto, como encaram as testemunhas cristãs de Jeová o uso dos entorpecentes?

      17 Conforme se sabe, o uso dos entorpecentes está inseparavelmente relacionado com os crimes e o colapso da moral na sociedade. A venda ilegal de entorpecentes é uma das grandes fontes de renda do crime organizado. Uma grande porcentagem dos viciados praticam furtos e roubos para sustentar seu hábito. Outras pessoas se entregam à prostituição. Milhares de famílias se desfizeram quando um de seus membros se tornou viciado. As mães grávidas transmitem o vício aos seus bebês, que às vezes morrem durante as agonias da desintoxicação. E na maioria dos países, é ilegal a posse e o uso de tais drogas perigosas para outros fins, não como medicamento. — Mateus 22:17-21.

      18 Quer envolver-se numa prática associada com todos esses maus frutos? As testemunhas cristãs de Jeová não o querem! Não querem ter nenhuma parte no uso de entorpecentes para fins de emoções ou para fugir da realidade. Têm elevado respeito pela vida e querem usar sua vida dum modo coerente com a vontade de Deus.

      O USO DE FUMO E DE OUTROS PRODUTOS SIMILARES

      19. Por que influi o respeito pelo dom da vida no conceito que se tem para com o uso do fumo, da noz-de-bétele e das folhas de coca?

      19 Ainda mais comum, hoje em dia, é o uso de fumo, e, em alguns países, da noz-de-bétele ou noz-de-areca e das folhas de coca. Embora sejam usados por milhões de pessoas em todo o mundo, sabe-se que cada uma destas coisas é prejudicial para o corpo, e, em alguns casos, para a mente. O fumo tem sido objeto de avisos governamentais a respeito de sua relação com doenças tais como o câncer pulmonar, doenças cardíacas, bronquite crônica e enfizema. Mostra respeito pelo dom da vida usar tais produtos viciadores e prejudiciais?

      20, 21. (a) É direito usá-los só porque a Bíblia não condena tais hábitos por nome? (b) Que princípios bíblicos mostram que tais hábitos não têm lugar na vida da pessoa que seriamente quer fazer a vontade de Deus?

      20 Talvez se diga que todas estas coisas são a criação de Deus. É verdade; mas também a são os cogumelos, contudo, certas variedades deles são fatais para o homem quando os come. Alguém poderia dizer também que a Bíblia não menciona nem condena especificamente tais hábitos. Não, mas conforme já vimos, há muitas coisas que não são especificamente condenadas na Bíblia, mas que são obviamente erradas. A Bíblia, em parte alguma, proíbe especificamente usar o quintal do vizinho como depósito de lixo. No entanto, a ordem de ‘amar o próximo como a si mesmo’ deve bastar para qualquer de nós reconhecer quão errado isso seria. — Mateus 22:39.

      21 A Palavra de Deus nos diz em 2 Coríntios 7:1 que ‘nos purifiquemos de toda imundície da carne e do espírito, aperfeiçoando a santidade em temor de Deus’. Ser algo “santo” significa que é “brilhante, limpo, imaculado, incorruto”. O próprio Jeová Deus mantém-se puro e livre da corrução, nunca se rebaixando a agir de maneira não santa. Deus espera corretamente que continuemos a ‘aperfeiçoar a santidade’ ao ponto que é possível a nós humanos. (Romanos 12:1) Espera também que ‘o amemos de todo o coração, alma, mente e força’; mas como poderia alguém fazer isto se se entregasse a práticas que aviltam o corpo, prejudicam a saúde e abreviam a vida? — Marcos 12:29, 30.

      22. O que pode habilitar alguém a romper com tais maus hábitos que talvez tenha?

      22 Embora um ou outro de tais hábitos possa manter a pessoa ‘presa’, ela poderá vencê-lo e ficar livre. O conhecimento de Deus e de seus grandiosos propósitos fornece uma forte motivação para se fazer isso. A pessoa pode ‘ser feita nova na força que ativa a sua mente’. (Efésios 4:23) Isto abre um novo caminho para a vida, resultando em contentamento pessoal e em honra para Deus.

      RESPEITO PELA VIDA CONFORME REPRESENTADA PELO SANGUE

      23. (a) Qual é o único uso do sangue aprovado por Deus na sua lei dada a Israel? (b) Por que deve o significado destes sacrifícios induzir-nos a considerar com cuidado a vontade de Deus neste assunto?

      23 Nosso sangue, também, merece consideração ao falarmos da vida. Deus constituiu o sangue, tanto do homem como dos animais, em símbolo da vida. Isto é demonstrado na lei que ele deu a Noé e aos filhos deste, dos quais todos nós descendemos, e na sua lei posterior para a nação de Israel. O único uso do sangue aprovado ali por Deus era nos sacrifícios ofertados no altar, em harmonia com as suas instruções. (Gênesis 9:3, 4; Levítico 17:10-14) Todos estes sacrifícios representavam o único sacrifício do próprio Filho de Deus, por meio do qual ele derramou seu sangue vital a favor da humanidade. (Hebreus 9:11-14) Só isto já nos deve induzir a prestar bem atenção à vontade de Deus neste assunto

      24. O que diz Atos 15:28, 29, quanto ao conceito que os cristãos devem ter a respeito do uso do sangue?

      24 Ainda está em vigor para os verdadeiros cristãos a restrição de Deus quanto ao uso do sangue? Sim, conforme mostra a declaração oficial dos apóstolos e outros anciãos da congregação cristã do primeiro século. Eles escreveram sob a orientação do espírito de Deus: “Pareceu bem ao espírito santo e a nós mesmos não vos acrescentar nenhum fardo adicional, exceto as seguintes coisas necessárias: de vos abaterdes de coisas sacrificadas a ídolos, e de sangue, e de coisas estranguladas [portanto, não sangradas], e de fornicação. Se vos guardardes cuidadosamente destas coisas, prosperareis.” — Atos 15:28, 29.

      25. Que práticas do mundo mostram que este desrespeita a vontade de Deus a respeito do sangue?

      25 Hoje em dia, porém, muitos mostram completo desrespeito para com a vontade de Deus a respeito deste elemento vital da vida. Usam o sangue indiscriminadamente em alimentos, para fins medicinais e até mesmo como ingredientes em produtos comerciais, inclusive fertilizantes. No entanto, não é isto característico de um mundo em que há tanta falta de consideração com o próprio dom da vida? Contudo, se apreciarmos sinceramente a vida e nossa responsabilidade perante Deus, não desconsideraremos a sua vontade, nem o insultaremos por violar suas ordens expressas.

      26, 27. Por que não mostraria genuíno respeito pelo dom da vida dado por Deus caso se fizessem esforços de preservar a vida atual por se desobedecer a Deus?

      26 Assim, embora devamos preocupar-nos com a nossa saúde e tentar proteger nossa vida, como dádiva de Deus, mesmo nisso devemos observar certos limites. O Filho de Deus tornou isto claro ao dizer: “Quem estiver afeiçoado à sua alma [ou: vida], destruí-la-á, mas quem odiar a sua alma neste mundo, protegê-la-á para a vida eterna.” — João 12:25.

      27 O que significa isso? Significa que, quando a questão é enfrentar a morte por se obedecer a Deus ou desobedecer a ele para preservar a vida atual, o verdadeiro servo de Deus prefere a morte à desobediência. O próprio Jesus Cristo poderia ter escapado da morte por ser pendurado numa estaca se tivesse desobedecido a Deus, mas ele não fez isso. E homens antes dele haviam mostrado a mesma devoção inquebrantável à vontade de Deus. (Mateus 26:38, 39, 51-54; Hebreus 11:32-38) Não permitiram que sua vida atual interferisse em se habilitarem para a vida eterna.

      28. Ao cultivarmos apreço pelo conceito bíblico sobre a vida, para que nos preparamos?

      28 É assim também que encara a vida? Reconhece que, para a vida ter verdadeiro significado, tem de ser levada em harmonia com a vontade de Deus? Cultivar este ponto de vista agora faz parte da preparação para a vida na nova ordem de Deus. Quão seguro e salvo se sentirá então, em qualquer parte e a qualquer hora, sabendo que todos os que então viverem na terra têm verdadeiro respeito pelo dom da vida dado por Deus.

  • Por que importar-se com o que acontece aos outros?
    Verdadeira Paz e Segurança — De Que Fonte?
    • Capítulo 15

      Por que importar-se com o que acontece aos outros?

      1. (a) O que induziu muitos a concluir que deviam cuidar de si mesmos e não se preocupar demais com os outros? (b) Qual foi o resultado disso?

      A PREOCUPAÇÃO altruísta com o bem-estar dos outros é muito rara atualmente. É verdade que todos nós nascemos com a capacidade de amar. Mas quando alguém verifica que os outros procuram aproveitar-se dele ou quando entendem mal os seus esforços de mostrar amor, talvez chegue à conclusão de que seria melhor simplesmente cuidar de si mesmo. Outros, vendo que os que exploram seu próximo para fins egoístas amiúde prosperam materialmente, talvez pensem que este é o caminho para se ser bem-sucedido. O resultado é que a maioria das pessoas têm muito poucos amigos verdadeiros, se é que os têm. Existe o espírito de desconfiança e de suspeita. Qual é o motivo desta situação infeliz?

      2. (a) Como identifica a Bíblia a raiz deste problema? (b) O que significa “conhecer” a Deus?

      2 O que falta é o amor, a espécie de amor que é um interesse sincero no bem-estar eterno dos outros. E por que falta? Tocando na raiz do problema, a Bíblia diz: “Quem não amar, não chegou a conhecer a Deus, porque Deus é amor.” (1 João 4:8) Sim, é verdade que há pessoas egotistas que professam crer em Deus e que até mesmo freqüentam uma igreja. Mas acontece que elas realmente não conhecem a Deus. “Conhecer” a Deus significa estar bem familiarizado com a sua personalidade, reconhecer sua autoridade e então agir em harmonia com isso. (Jeremias 22:16; Tito 1:16) Portanto, para usufruirmos realmente a vida que só é possível quando o amor é expresso liberalmente e também recebido dos outros, teremos de chegar a conhecer bem a Deus e a aplicar o que aprendemos.

      3. De que modo mostrou Deus notavelmente seu amor à humanidade?

      3 “Por meio disso é que se manifestou o amor de Deus em nosso caso, porque Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que ganhássemos a vida por intermédio dele”, escreveu o apóstolo João. “O amor é neste sentido, não que nós tenhamos amado a Deus [primeiro], mas que ele nos amou e enviou seu Filho como sacrifício propiciatório pelos nossos Recados. Amados, se é assim que Deus nos amou, então nós mesmos temos a obrigação de nos amarmos uns aos outros.” (1 João 4:9-11) Deus não se refreou, deixando que a conduta desamorosa da humanidade reprimisse seu próprio amor. Conforme se declara em Romanos 5:8: “Deus recomenda a nós o seu próprio amor, por Cristo ter morrido por nós enquanto éramos ainda pecadores.”

      4. A que sentimentos pessoais o induz isso para com Deus?

      4 Quantas pessoas ama tanto que estaria disposto a dar a vida por elas — pessoas que nunca fizeram nada a seu favor? Se for pai, ou mãe, movido pelo afeto natural que o induz a proteger a vida de seu filho com o risco de sua própria, a favor de quem estaria disposto a deixar seu filho morrer? Esta é a espécie de amor que Deus mostrou ter a nós. (João 3:16) A que sentimento para com Deus o induz isso? Se realmente apreciarmos o que ele fez, verificaremos que não é pesado obedecer aos seus mandamentos. — 1 João 5:3.

      5. (a) Qual é o “novo mandamento” que Jesus deu aos seus discípulos? (b) Como está envolvida nisso nossa devoção a Deus como governante? (c) Então, quais são algumas das coisas que devemos fazer a favor de nossos conservos de Deus?

      5 Na noite antes de sua morte, Jesus deu aos seus discípulos um destes mandamentos. Este os identificaria como sendo diferentes dos demais do mundo. Ele disse: “Eu vos dou um novo mandamento, que vos ameis uns aos outros.” O mandamento era “novo” por se lhes dizer que deviam amar outros, não apenas como a si mesmos, mas, conforme Jesus disse, “assim como eu vos amei”. Isto significava estarem dispostos a dar a vida uns pelos outros. (João 13:34, 35; 1 João 3:16) Nós também mostraremos nossa devoção a Deus por demonstrarmos esta espécie de amor. De que modo? Por provarmos que o Diabo é mentiroso ao acusar os homens de que nenhum deles continuaria a obedecer a Deus se a sua própria vida, sua alma, estivesse em perigo. (Jó 2:1-10) E evidente, pois, que a obediência a este “novo mandamento” exige um profundo interesse mútuo. Significa não poupar esforços, nem mesmo a própria vida, para prover ajuda espiritual e material aos outros servos de Deus, onde for necessário. — Tiago 1:27; 2:15, 16; 1 Tessalonicenses 2:8.

      6. Para quem mais se deve mostrar amor, e por quê?

      6 As ações de amor, no entanto, não se deviam limitar a concrentes. Cristo morreu pelo mundo da humanidade, não só apenas a favor dos que se haviam tornado seus discípulos durante o seu ministério terrestre. Por isso, as Escrituras nos exortam: “Enquanto tivermos tempo favorável para isso, façamos o que é bom para com todos, mas especialmente para com os aparentados conosco na fé.” (Gálatas 6:10) Há muitas oportunidades de fazermos isto cada dia de nossa vida. Se não formos tacanhos, mas sim liberais e generosos em mostrar amor aos outros, daremos evidência de que realmente somos ‘filhos de nosso Pai nos céus, visto que ele faz o seu sol levantar-se sobre iníquos e sobre bons, e faz chover sobre justos e sobre injustos’. — Mateus 5:43-48.

      RESPEITO PELA PESSOA E PELA PROPRIEDADE DOS OUTROS

      7. O que poderá influenciar facilmente o modo de tratarmos a pessoa e a propriedade dos outros?

      7 Vivemos no meio dum mundo desamoroso. Talvez se dê conta de que nem sempre mostrou consideração para com os outros assim como poderia ter feito. Mesmo os que sabem o que é direito imitam facilmente os maus hábitos dos outros. (1 Coríntios 15:33) Portanto, quando se quer servir a Deus, é preciso fazer um esforço consciencioso de ‘transformar a mente’. (Romanos 12:1, 2) É preciso mudar de atitude para com a pessoa e a propriedade dos outros.

      8. (a) O que mostra o amplo desrespeito para com a propriedade dos outros? (b) O que há na Bíblia, que, quando aplicado, refrearia a pessoa de fazer tais coisas?

      8 Em algumas regiões, há uma desconsideração chocante para com os bens dos outros. Os jovens, apenas para sentir “emoções”, destroem tanto propriedade particular como pública, ou danificam deliberadamente objetos que outros trabalharam arduamente para adquirir. Ainda outros, que talvez expressem consternação diante de tal vandalismo, contribuem para ele por lançar lixo nos parques, nas ruas ou em edifícios públicos, onde quer que estejam. É isto amoroso? É coerente com a admoestação de Jesus: “Todas as coisas, portanto, que quereis que os homens vos façam, vós também tendes de fazer do mesmo modo a eles?” (Mateus 7:12) Demonstra tal conduta que se está de pleno acordo com o propósito de Deus para com esta terra, de ela se tornar um Paraíso?

      9. (a) Como afetam os furtos a vida de todos? (b) Por que é o furto errado aos olhos de Deus?

      9 A preocupação com a vida e a propriedade torna necessário, em muitos lugares, manter as portas fechadas ou as janelas trancadas, ou ter um cão de guarda. As lojas tiveram de aumentar os preços para compensar os furtos. Furtar é comum; mas isto não tem lugar na vida dos que se preparam para a vida na nova ordem de Deus. Precisam aprender a agir dum modo que contribua para a segurança de seu próximo. A Bíblia mostra que é a “dádiva de Deus” que o homem “veja o que é bom por todo o seu trabalho árduo”. Por isso é errado tentar privá-lo dos resultados de seu trabalho. (Eclesiastes 3:13; 5:18) Há muitos que no passado foram desonestos, mas que mudaram. Não só se refreiam de furtar; aprenderam também a alegria de dar a outros. (Atos 20:35) Com o desejo de agradar a Deus, tomaram a peito o que está escrito em Efésios 4:28: “O gatuno não furte mais, antes, porém, trabalhe arduamente, fazendo com as mãos bom trabalho, a fim de que tenha algo para distribuir a alguém em necessidade.”

      10. (a) Como podemos mostrar consideração para com os outros pela maneira em que falamos com eles? (b) O que ajudara a pessoa a aprender a mostrar amor assim?

      10 Muitas vezes, os outros não necessitam de algo material, mas simplesmente bondade para com eles pessoalmente, em especial quando as coisas não vão bem. No entanto, ao se revelarem as faltas e os erros de alguém, o que acontece amiúde? Não é incomum ouvir acessos de ira, gritaria, linguagem abusiva ou observações mordazes. Mesmo alguns dos que reconhecem que isto é errado deixam de controlar sua língua. O que poderá ajudar a pessoa a vencer tal hábito? Basicamente, ele mostra falta de amor, e isto indica que há necessidade de se chegar a conhecer a Deus. Quando alguém realmente aprecia até que ponto Deus tem tratado misericordiosamente com ele, não achará tão difícil perdoar aos outros. Além disso, imitando o exemplo de Deus, poderá até mesmo começar a ver maneiras de vir em auxílio do ofensor, oferecendo-lhe ajuda bondosa com vistas a uma melhora. — Mateus 18:21-35; Efésios 4:31-5:2.

      11. Por que não devemos ser ultrajantes em nosso falar, mesmo quando os outros não são bondosos para conosco?

      11 É verdade que outros talvez não apliquem este bom conselho da Palavra de Deus nos seus tratos conosco. Apesar de nossa motivação sincera, talvez verifiquemos, às vezes, que somos alvo de seus ultrajes cruéis. O que faremos então? A Bíblia aconselha: “Não te deixes vencer pelo mal, porém, persiste em vencer o mal com o bem.” (Romanos 12:17-21; 1 Pedro 2:21-23) A bondade inesperada, da nossa parte, pode realmente abrandar a atitude deles e fazer com que revelem melhores qualidades. Qualquer que seja a reação deles, podemos ter a certeza de que, quando nos harmonizamos com os modos de Deus, damos evidência de que apoiamos Sua maneira de reger, que se baseia no amor.

      VENCER PRECONCEITOS RACIAIS, NACIONAIS E SOCIAIS

      12, 13. Como ajuda a Bíblia a eliminar quaisquer sentimentos de preconceito racial, nacional ou social?

      12 Quem tem verdadeiro amor não é influenciado pela raça, pela cor da pele, pela nacionalidade ou pela condição social. Por que não? Porque reconhece a verdade bíblica de que Deus “fez de um só homem toda nação dos homens”. (Atos 17:26) Portanto, todos os homens estão aparentados. Nenhuma raça é inerentemente superior a outra.

      13 Ninguém tem qualquer motivo de gabar-se por causa de seus antepassados, de sua raça, cor, nacionalidade ou condição na vida. “Todos pecaram e não atingem a glória de Deus.” (Romanos 3:23) Para alcançarem a justiça, todos precisam depender do sacrifício resgatados de Cristo. E a Bíblia mostra que os que fazem isso e que serão poupados durante a vindoura “grande tribulação” procedem de “todas as nações, e tribos, e povos, e línguas”. — Revelação 7:9, 14-17.

      14. Por que não são os apuros pessoais que se passaram com alguém motivo válido para se ter ressentimento contra alguém de certa raça ou nacionalidade?

      14 Na tentativa de justificar seu preconceito, um homem talvez se lembre dos apuros que alguém de certa raça ou nacionalidade talvez lhe tenha causado. Mas convém que nos lembremos de que nem todos daquela raça ou nacionalidade estavam envolvidos no proceder errado. Além disso, as pessoas de nossa própria raça ou nacionalidade, sem dúvida, têm sido culpadas destas mesmíssimas coisas. Se esperamos viver na nova ordem pacífica de Deus, temos de eliminar de nosso coração qualquer orgulho que tende a afastar-nos dos outros.

      15. Quando os comentários de alguém a respeito duma raça ou nacionalidade fizerem um concrente tropeçar, como afeta isso a posição da própria pessoa perante Deus e Cristo?

      15 Mais cedo ou mais tarde a nossa maneira de falar revelará o que temos no coração. Conforme disse Cristo Jesus: “É da abundância do coração que a . . . boca fala.” (Lucas 6:45) Mas o que acontece quando a fala mostra preconceito para com os de outra raça ou outra nacionalidade, fazendo tropeçar alguém que mostrou interesse na provisão de salvação feita por Deus? Isto poderia levar a serias conseqüências para aquele que falou desamorosamente. Cristo Jesus advertiu: “Quem fizer tropeçar a um destes pequenos que crêem, melhor lhe seria que se lhe pusesse em volta do pescoço uma mó daquelas que o burro faz girar e que fosse realmente lançado no mar.” — Marcos 9:42.

      16. Como indicou Jesus a imparcialidade com que devemos mostrar que nos importamos com outros?

      16 Sem consideração de raça, nacionalidade ou condição de vida, o cristão tem a obrigação de se interessar nos outros. (Tiago 2:1-9) Jesus expressou bem este ponto ao dizer: “Quando ofereceres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos; e serás feliz, porque eles não têm nada com que te pagar de volta.” (Lucas 14:13, 14) Quando mostramos assim que nos interessamos profundamente nos outros, evidenciamos que refletimos deveras as qualidades de Deus.

      INTERESSE AMOROSO NO BEM — ESTAR ETERNO DOS OUTROS

      17. (a) Qual é a coisa mais valiosa que podemos compartilhar com outros? (b) O que nos deve induzir a isso?

      17 Nosso interesse nos outros, naturalmente, não se deve limitar às suas necessidades físicas, atuais. Nem estaria nosso amor completo só porque fomos bondosos em nossos tratos com pessoas de todas as raças, nacionalidades e condições de vida. Para a vida ter verdadeiro significado, estas pessoas precisam obter conhecimento de Jeová Deus e de seus propósitos. Jesus Cristo disse numa oração a seu Pai: “Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo.” (João 17:3) Se tiver lido este livro desde o começo, sabe como obter este prêmio. Viu por si mesmo o que as Escrituras dizem a respeito da predita “grande tribulação” e sobre as evidências físicas que confirmam a sua proximidade. Sabe que o reino de Deus é a única esperança da humanidade. Outros também precisam deste conhecimento vital. Sente-se induzido pelo amor a Jeová e ao seu próximo a transmiti-lo a eles?

      18. (a) Em Mateus 24:14, que obra predisse Jesus para os nossos dias? (b) Como devemos encarar a participação nela?

      18 Ao falar sobre a “terminação do sistema de coisas”, Jesus predisse: “Estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” (Mateus 24:14) Quão grande é o privilégio de representar o Regente Soberano do universo, o próprio Jeová, como uma de suas testemunhas! Ainda está aberta a oportunidade de participar nesta obra especial predita pelo Filho de Deus, mas não por muito mais tempo.

      19. Por que não devemos deixar que um sentimento de falta de capacidade pessoal nos refreie de participar nesta obra?

      19 Ao pensar na perspectiva de participar neste trabalho como uma das testemunhas cristãs de Jeová, é bom dar-se conta de que não é a própria capacidade pessoal de falar, mas sim Deus quem abre o coração daqueles que escutam favoravelmente as boas novas. (Atos 16:14) Se for movido por um coração voluntário, então Jeová o poderá usar para realizar a sua vontade. A mensagem é dele e é ele quem faz que produza resultados. (1 Coríntios 3:6) Veja o que o apóstolo Paulo disse sobre o seu próprio caso: “Ora, é por intermédio do Cristo que temos esta sorte de confiança em Deus. Não é que de nós mesmos estejamos adequadamente habilitados para considerar qualquer coisa como procedente de nós mesmos, mas, estarmos adequadamente habilitados procede de Deus.” — 2 Coríntios 3:4-6.

      20. (a) Aceitarão todos favoravelmente as boas novas? (b) Que bem é realizado por se pregar às pessoas que são indiferentes ou mesmo opostas?

      20 Não devemos esperar, porém, que todos aceitem favoravelmente as boas novas. Muitos serão indiferentes; outros mostrarão oposição. No entanto, poderão mudar. Saulo de Tarso, que antes foi perseguidor dos cristãos, tornou-se apóstolo zeloso de Jesus Cristo. (1 Timóteo 1:12, 13) Quer os outros o saibam, quer não, precisam da mensagem do Reino; por isso devemos apresentá-la sinceramente. É preciso ter profundo interesse no seu bem-estar, não apenas no nosso. Tal interesse exige um empenho de todo o coração a favor deles, e a disposição de nos gastarmos para promover o bem-estar eterno deles. (1 Tessalonicenses 2:7, 8) Mesmo que não queiram a mensagem do Reino, realiza-se uma boa coisa. Dá-se um testemunho; o nome de Jeová é enaltecido; faz-se uma ‘separação’ entre as pessoas. — Mateus 25:31-33.

      IMPORTE-SE COM O QUE ACONTECE COM A SUA PRÓPRIA FAMÍLIA

      21. Que responsabilidade tem o chefe de família para com o bem-estar espiritual dos de sua própria família?

      21 O empenho que faz para ajudar outros a tirar proveito das provisões amorosas de Jeová, porém, não se deve dirigir apenas aos de fora de sua própria família. O chefe da família, por exemplo, tem a responsabilidade primária para com os de sua própria família. O desenvolvimento espiritual deles é influenciado diretamente pela regularidade com que providencia para que a família considere e estude junta a Palavra de Deus. E quando as orações do pai a favor da família mostram profunda devoção e gratidão, isto poderá influir na atitude da família inteira.

      22. Por que é importante que o pai discipline os filhos, e o que o deve motivar a isso?

      22 Sua responsabilidade inclui também aplicar disciplina. Ao surgiram problemas, talvez pareça mais fácil desconsiderá-los. Mas, quando se dá a disciplina apenas quando o pai fica irritado, ou quando se trata dos problemas apenas quando se tornam sérios, então falta alguma coisa. Provérbios 13:24 diz: ‘O pai que ama seu filho está à procura dele com disciplina.’ O pai é realmente amoroso quando mesmo estando cansado ao fim do dia é coerente em dar disciplina. É uma evidência adicional de seu amor se ele explicar pacientemente as coisas aos seus filhos e se tomar em consideração as limitações mentais, emocionais e físicas de cada um deles. (Efésios 6:4; Colossenses 3:21) Se for pai, tem esta espécie de amor aos seus filhos? A disposição de assumir esta responsabilidade mostra que não visa apenas o presente, mas também o bem-estar futuro de sua família. — Provérbios 23:13, 14; 29:17.

      23. Como pode a mãe mostrar que ela está vivamente interessada no bem-estar espiritual de sua família?

      23 A esposa também, por cooperar com o marido no cuidado da condição espiritual da família, faz uma grande contribuição para o bem-estar desta. Quando ela se importa profundamente com os filhos e faz bom uso de seu tempo para moldar a vida deles de modo piedoso, isto costuma refletir-se na conduta deles e na sua atitude para com ela. (Provérbios 29:15) Mesmo nos casos em que não há pai no lar, o ensino cuidadoso da Bíblia, conjugado com um bom exemplo, produzem bons resultados.

      24. (a) Quando confrontado com a oposição do cônjuge, que questão deve o crente manter em mente? (b) Em tais circunstâncias, como se mostrará verdadeiro amor ao cônjuge incrédulo?

      24 Mas o que acontece quando o pai no lar não aceita a Palavra de Deus? Talvez submeta até mesmo a esposa a uma perseguição. O que deverá fazer ela? Se amar a Jeová, certamente não dará as costas a Deus. É Satanás quem afirma que os homens abandonarão a Deus quando submetidos a dificuldades pessoais, e ela certamente não quer fazer a vontade de Satanás. (Jó 2:1-5; Provérbios 27:11) Ao mesmo tempo, a Bíblia a exorta a se importar o bastante com seu marido para procurar o duradouro bem-estar dele. Deixar de lado o que ela sabe ser a verdade não mostraria tal amor; o resultado seria, sem dúvida, a perda da vida eterna por ambos. Se ela permanecer firme na sua fé, porém, talvez o ajude a obter a salvação. (1 Coríntios 7:10-16; 1 Pedro 3:1, 2) Além disso, por continuar a honrar seus votos maritais, mesmo em dificuldades, mostrará seu profundo respeito pelo Autor do matrimônio, Jeová Deus.

      25. Como afeta a decisão dos pais as perspectivas de vida dos filhos?

      25 Há outro motivo forte para o pai, ou a mãe, crente permanecer fiel a Deus, mesmo quando confrontado com oposição. Este são os filhos. Deus encara com favor os filhos jovens de seus servos devotas e assegura que estes filhos, se forem obedientes, serão preservados através da vindoura “grande tribulação”. Mesmo que apenas um dos progenitores seja servo de Jeová, Deus considera bondosamente tais filhos como “santos”. (1 Coríntios 7:14) Mas o que se dará se o pai, ou a mãe, ‘se escusar’ de fazer a vontade de Deus? Tal progenitor, ou progenitora, renunciaria assim não só para si mesmo, mas também para seus filhos jovens à posição aprovada perante Deus. (Hebreus 12:25) Que perda trágica isto seria!

      26. O que precisamos fazer, para derivar verdadeiro benefício para nós mesmos e para outros?

      26 Não importa que aspecto da vida encaremos, pois, é evidente que é necessário que não consideremos apenas a nós mesmos, mas também os outros. Nós mesmos receberemos amor, se tomarmos por hábito agir em interesse altruísta nos outros. (Lucas 6:38) Mas, para demonstrarmos genuíno amor e não sermos desencaminhados por raciocínios humanos míopes teremos de chegar a conhecer a Jeová Deus e a usufruir uma boa relação com ele. Fazermos isso, porém, envolve uma escolha que teremos de fazer pessoalmente.

  • A escolha que assegura a vida em verdadeira paz e segurança
    Verdadeira Paz e Segurança — De Que Fonte?
    • Capítulo 16

      A escolha que assegura a vida em verdadeira paz e segurança

      1. Se fizermos a escolha correta, que paz e confiança podemos ter agora?

      QUANTA bênção é ter um objetivo real na vida e saber para onde vamos! E quão consolador é ter a certeza de que não há nada melhor, nem mais sábio, que se possa fazer! Quanta paz mental e do coração isto traz! Poderá ter tal paz e confiança, mas apenas se fizer agora a escolha correta, neste tempo de oportunidade.

      2. Como é toda nossa perspectiva de vida afetada por chegarmos a conhecer a Jeová e seus propósitos?

      2 Todas as evidências mostram que não podemos olhar para este mundo como fonte de verdadeira paz e segurança. A Bíblia não nos indica, portanto, nem o mundo, nem mesmo nós mesmos, mas sim Jeová Deus como a única Fonte de verdadeira paz e segurança. Quando chegamos a conhecer a ele e seus propósitos para com a humanidade, chegamos a compreender por que estamos aqui na terra e por que as coisas estão assim hoje. Ficamos sabendo da grande questão que confronta toda a humanidade e como esta questão, que envolve a soberania universal de Jeová, afeta a cada um de nós e a nossa esperança de vida. A luz da Palavra de Deus podemos ver a causa básica dos problemas da humanidade. Podemos aprender a avaliar a legitimidade e a sabedoria de nossos objetivos e a obter uma norma estável e fidedigna de moral segundo a qual viver. Sim, mesmo quando confrontados com doença, velhice ou a morte, podemos ter a certeza consoladora de que, por fazermos a vontade de Jeová, teremos a garantia da vida numa nova ordem justa e salutar, mesmo que isto seja necessário por uma ressurreição dentre os mortos.

      3. Por que é em Jeová que devemos depositar todas as nossas esperanças?

      3 Portanto, não é de se admirar que Isaías 26:4 exorte: “Confiai em Jeová para todo o sempre, pois em Já Jeová está a Rocha dos tempos indefinidos.” Jeová, imutável, todo-poderoso e eterno, é deveras aquele em quem depositamos todas as nossas esperanças. Deseja habilitar-se para usufruir sua orientação e proteção, não só na atualidade, mas em todo o tempo futuro, na sua prometida nova ordem? O que terá de fazer?

      4. Para obtermos o favor de Jeová, o que teremos de fazer, e o que torna isso possível?

      4 A humanidade como um todo ficou apartada de Deus por causa do pecado de nossos primeiros pais. Para obterem o favor de Jeová, todos precisam ser reconciliados com ele e entrar numa relação favorável com ele. Deus abriu o caminho para cada um poder fazer isso por meio de seu Filho e o sacrifício de seu Filho a favor do mundo. (2 Coríntios 5:19-21; Efésios 2:12, 13) Contudo, não basta que simplesmente digamos que queremos a amizade de Deus.

      5. Qual deve ser a nossa motivação em buscarmos a amizade de Jeová?

      5 Devemos estar dispostos, sim, ansiosos de provar-lhe que queremos isto e que queremos com o motivo certo. Jeová Deus certamente não se agradaria se procurássemos a sua amizade apenas como meio para fugir de algum desastre. Embora hoje exista uma verdadeira urgência, por causa da proximidade do julgamento de Deus, procurarmos uma condição certa perante ele não pode ser apenas por determinado período, nem apenas para sobrevivermos à vindoura “grande tribulação”. Precisa ser para todo o tempo futuro. Apenas o amor genuíno nos motivará assim. Portanto, a fim de demonstrarmos a sinceridade de nosso desejo, Jeová Deus estabeleceu na sua Palavra certas coisas que cada um terá de fazer para ser reconciliado com ele.

      UMA FÉ VIVA

      6. Para agradarmos a Deus, que confiança devamos ter nele?

      6 Jeová é o Deus da verdade. Podemos e realmente devemos ter absoluta confiança nas suas promessas. De fato, “sem fé é impossível agradar-lhe bem, pois aquele que se aproxima de Deus tem de crer que ele existe e que se torna o recompensador dos que seriamente o buscam”. (Hebreus 11:6) Tem tal fé? Se tiver, então terá confiança de que tudo o que Deus faz tem um objetivo bom e justo, e que ele sempre pensa nos nossos melhores interesses. Poderá ver à base de suas obras criativas e muito mais de sua Palavra escrita que ele não só é todo-sábio e todo-poderoso, mas também um Deus de benevolência. Naturalmente, ele nunca se desviará de suas normas justas nem abandonará seus propósitos. No entanto, embora sejamos imperfeitos e cometamos erros, o que ele faz resultará para a nossa bênção, se amarmos a justiça. Precisamos estar convencidos disso, se havemos de ter uma fé que nos dê força e consolo em todas as circunstâncias.

      7. Como seremos protegidos De a confiança na legitimidade e na sabedoria de Jeová?

      7 Daí, mesmo quando somos corrigidos, repreendidos ou disciplinados, saberemos que é para o nosso bem e para o nosso bem-estar eterno. Chegamos assim a confiar em Jeová Deus, como um filho ou uma filha confia no pai amoroso, Sábio e forte. (Salmo 103:13, 14 [102:13, 14, ver. cat.]; Provérbios 3:11, 12) Ao termos tal fé, não questionaremos nem duvidaremos de seu conselho sábio, nem da legitimidade de seus modos de agir, embora, por um tempo, talvez não entendamos inteiramente certos assuntos. Isto nos protegerá. Estaremos assim entre os que o salmista descreve, dizendo: “Paz abundante pertence aos que amam a tua lei, e para eles não há pedra de tropeço.” — Salmo 119:165 (118:165, ver. cat.); Provérbios

      8. (a) Por que não basta apenas ter fé? (b) A que ação mencionada em Atos 3:19 deve induzir-nos a fé?

      8 Mas “a fé à parte das obras é inativa”, “está morta”, conforme salienta Tiago 2:20, 26. A fé genuína induz a pessoa à ação. Qual é uma das primeiras coisas que a verdadeira fé induz a pessoa a fazer? Ela a induz a agir assim como o apóstolo Pedro exortou as pessoas nos seus dias, dizendo: “Arrependei-vos . . . e dai meia-volta, a fim de que os vossos pecados sejam apagados, para que venham épocas de refrigério da parte da pessoa de Jeová.” (Atos 3:19) O que significa isso?

      ARREPENDIMENTO E MEIA-VOLTA

      9. (a) Qual é o verdadeiro arrependimento? (b) De que nos temos de arrepender?

      9 Na Bíblia, arrependimento indica uma mudança — uma mudança de idéia acompanhada por pesar ou remorso, dum proceder anterior ou de atos maus cometidos. (2 Coríntios 7:9-11) Se havemos de usufruir as prometidas “épocas de refrigério” da parte de Deus, não podemos apenas arrepender-nos de um ou mais atos errados no passado. Antes, teremos de mostrar arrependimento por reconhecermos que, em resultado de sermos descendentes de Adão toda a nossa cata reza é pecaminosa. Conforme declarou o apóstolo João: “Se fizermos a declaração: ‘Não temos pecado’, estamos desencaminhando a nós mesmos . . . fazemo-lo [a Deus] mentiroso e a sua palavra não está em nós.” (1 João 1:8, 10) Devemos representar corretamente nosso Criador e servi-lo à ‘sua imagem e semelhança’. Contudo, o pecado herdado impede-nos de fazer isto de modo perfeito; ‘erramos o alvo’, que é o significado literal da palavra “pecado” usada na Bíblia. — Gênesis 1:26; Romanos 3:23.

      10, 11. (a) A quem devemos a vida, e por quê? (b) Portanto, como devemos usar a nossa vida?

      10 Por isso somos ‘devedores’ de Deus e necessitamos de seu perdão. (Mateus 6:12) Reconhecemos que devemos nossa vida a ele como nosso Criador. Mas aprendemos também agora que, pelo sacrifício da perfeita vida humana de seu Filho toda a humanidade foi comprada ou resgatada — e isto inclui também a nós. Fomos “comprados por um preço” de um valor tão grande assim, e por isso não devemos ser “escravos de homens”, nem mesmo de nós mesmos e de nossos próprios desejos egoístas. (1 Coríntios 7:23) Contudo, antes de aprendermos e aceitarmos a verdade, não é isto o que todos nós fomos? — João 8:31-34.

      11 Aprecia a dádiva que Deus fez de seu Filho e aprecia no seu coração o que Deus tem feito ao abrir o caminho para escaparmos da escravidão ao pecado e à morte? Então certamente lamentará com sinceridade todas as falhas passadas de usar sua vida em obediência ao seu Criador. Isto o induzirá a um arrependimento de coração, por ter seguido um proceder na vida similar ao do mundo, fora da harmonia com a vontade e os propósitos de Deus. — Atos 17:28, 30; Revelação 4:11.

      12. Como mostra o arrependido que realmente abandonou seu proceder anterior?

      12 Este verdadeiro arrependimento leva a se dar “meia-volta”, que é o significado da palavra “conversão”. O genuinamente arrependido não apenas lamenta o mau uso passado que fez de sua vida; ele rejeita este proceder errado e realmente passa a odiar seus modos errados. Mostra isto por dar “meia-volta” e fazer a vontade de Deus, harmonizando sua vida com os propósitos de Deus. Realiza “obras próprias de arrependimento”. — Atos 26:20; Romanos 6:11.

      13. (a) Qual é o significado da declaração de Jesus de que os que o seguem devem ‘negar-se a si mesmos’? (b) Por que motivo nos sujeitamos assim plenamente a Jeová, e como influi isso na nossa vida?

      13 Parte deste arrependimento e da meia-volta inclui fazer o que Jesus Cristo disse que seus discípulos tinham de fazer, a saber, ‘negar-se a si mesmos’. (Mateus 16:24) Quer dizer, não mais reivindicamos egoistamente a nós mesmos, nem qualquer suposto ‘direito’ de levar a nossa vida apenas segundo os nossos próprios desejos egoístas, sem nos preocuparmos com a vontade e os propósitos de Deus. Antes, reconhecemos que Jeová Deus deveras pode plenamente reivindicar nossa vida, não só por ser ele o Criador, mas especialmente por seu Filho ter comprado toda a raça humana por meio de seu sacrifício de resgate. Conforme o expressou o apóstolo Paulo, ‘não pertencemos a nós mesmos, porque fomos comprados por um preço’. (1 Coríntios 6:19, 20) De modo que não usamos mal esta grandiosa liberdade que a verdade nos tornou disponível, mas, antes, sujeitamo-nos plenamente a fazer a vontade de Deus, conforme mandado por seu Filho. (Gálatas 5:13; 1 Pedro 2:16) E fazemos isso não só porque é direito, mas porque amamos a Jeová Deus de ‘todo o coração, alma, mente e força’. (Marcos 12:29, 30) Isto certamente exige que cada um de nós leve uma vida de plena dedicação ou devoção a Deus. É tal proceder pesado ou opressivo? Ao contrário, habilita a pessoa a usufruir a vida como nunca antes. — Mateus 11:28-30.

      FAZER UMA DECLARAÇÃO PÚBLICA PARA A SALVAÇÃO

      14. (a) Quando alguém chega ao ponto de se sentir induzido a reconhecer que Jeová é o dono legítimo dele, como Pode expressar isso a Deus? (b) O que mais deverá desejar fazer, conforme indicado em Romanos 10:10, 13?

      14 É excelente fazer uma expressão a Deus, em oração, a respeito de nossa fé nas suas provisões, reconhecendo que ele é legitimamente nosso dono. Entretanto, podemos fazer mais ainda, e devemos fazer isso. Romanos 10:10, 13, nos diz: “Com o coração se exerce fé para a justiça, mas com a boca se faz declaração pública para a salvação”, e “todo aquele que invocar o nome de Jeová será salvo”. Portanto, devemos fazer de bom grado uma expressão pública da nossa fé em Jeová Deus e nas suas provisões, fazendo-o com um coração cheio de apreço. Um modo em que fazemos isso relaciona-se com o batismo em água.

      15. Por que devemos pensar seriamente no batismo em água?

      15 Quando Jesus Cristo começou seu ministério público no meio do mundo da humanidade, ele se apresentou a João Batista para ser imerso em água. A Bíblia descreve-o como dizendo então a Deus: “Eis aqui vim para fazer a tua vontade.” (Hebreus 10:9; Salmo 40:7, 8 [39:8, 9, ver. cat.]) Jesus mandou que todos os que passassem a ser seus discípulos também fossem batizados. Está pronto para o batismo em água em evidência de que é tal discípulo? — Mateus 28:19, 20.

      16. (a) Como poderá saber se está pronto para ser batizado? (b) O que fará o superintendente presidente para ajudar as pessoas na sua preparação para o batismo?

      16 É um grandioso privilégio tornar-se testemunha dedicada e batizada de Jeová, o único Deus verdadeiro, o Soberano legítimo de todo o universo. Examine de novo o que isto envolve: Jeová abriu amorosamente o caminho para que possa obter uma relação aprovada com ele. Mas, para isso, precisa ter fé. Precisa realmente crer que a Bíblia é a Palavra inspirada de Deus. (2 Timóteo 3:16, 17) Precisa ter fé em Cristo Jesus como o único meio pelo qual poderá obter uma posição aceitável perante Deus. (Atos 4:12) Terá de reconhecer sua completa dependência de Jeová Deus e desejar sinceramente sujeitar toda a sua vida a ele, para fazer a vontade dele, não apenas por alguns anos, mas para sempre. É isto realmente o que tem no coração? Conforme agora sabe, envolve ‘não fazer parte do mundo’. (João 17:16; 1 João 2:15) Em evidência de que se arrependeu e que deu “meia-volta”, terá de ter abandonado as práticas contrárias às normas justas de Deus e estar agora sinceramente empenhado a fazer as coisas que Deus ordena. Transformou a sua mente ao ponto de agora encarar a vida assim, por causa de seu amor de coração a Jeová? (Romanos 12:1, 2) Neste caso, a Bíblia exortou-o a fazer uma “declaração pública” desta fé. Se tiver este desejo, será apropriado que se dirija ao superintendente presidente da congregação das testemunhas cristãs de Jeová na sua localidade e expresse francamente o que sente. Ele providenciará que faça uma recapitulação dos ensinos básicos da Bíblia, em preparação para o batismo.

      17. De que maneira está o batismo decididamente envolvido na obtenção da salvação?

      17 As Escrituras associam o batismos com a salvação, e isto corretamente. O apóstolo Pedro, depois de mencionar a salvação de Noé e de sua família durante o dilúvio global, disse: “O que corresponde a isso salva-vos também agora, a saber, o batismo, (não a eliminação da sujeira da carne, mas a solicitação de uma boa consciência, feita a Deus,) pela ressurreição de Jesus Cristo.” (1 Pedro 3:21) Como se dá isso? Não é a própria água batismal que faz alguma coisa para os batizados. Mas aqueles que se apresentam para a imersão em água querem que Deus perdoe os seus pecados, para que possam ter uma boa consciência para com ele. Sabem que tal perdão é possível pela fé no valor do sangue derramado de Jesus Cristo. A base de tal fé, solicitam o perdão de Deus e tornam isto evidente por se apresentarem para o batismo. (Atos 2:38) Deus concede-lhes a boa consciência solicitada. A pessoa é assim liberta ou salva do atual sistema iníquo de coisas e tem a grandiosa perspectiva de pertencer aos que fazem a vontade de Deus. (Gálatas 1:3, 4; 1 João 2:17) Assim, o batismo cristão em água é vital para os que desejam ter vida na nova ordem justa de Deus, agora tão próxima.

      18. Use a Bíblia para mostrar que devemos continuar a fazer uma ‘declaração pública de nossa fé’.

      18 Ao dar este passo, naturalmente, não significará o fim de sua ‘declaração pública de fé’ A fim de continuar a ter a aprovação de Jeová, nunca deve deixar de invocar a Jeová e de recorrer a ele em busca de orientação. Precisa fazer isto não só no retiro de seu próprio lar, mas publicamente. Isto inclui participar zelosamente na obra especial que Cristo Jesus dá a todos os que se sujeitam à sua chefia. Esta obra é a pregação das boas novas do reino de Deus em todo o mundo e fazer discípulos de pessoas de todas as nações. — Mateus 24:14; 28:19.

      PREZE A SUA RELAÇÃO COM DEUS

      19, 20. Quão importante é o estudo pessoal para assegurar que a relação da pessoa com Jeová perdure?

      19 Então, como poderá garantir que a sua relação com Deus, uma vez obtida, seja duradoura, assegurando-lhe não só a sobrevivência à vindoura destruição mundial, mas uma eternidade de serviço a Jeová, em agradável paz e segurança?

      20 Em primeiro lugar, desejará continuar a aumentar em conhecimento Dele. O estudo pessoal de sua Palavra o ajudará nisso grandemente, e ainda mais o fará a aplicação das coisas aprendidas na sua vida diária. Poderá achar verdadeiro prazer em obter tesouros de conhecimento, entendimento e sabedoria, que Deus armazenou na sua Palavra, a Bíblia. Poderá ser igual àquele que foi descrito no Salmo 1:2, 3: “Seu agrado é na lei de Jeová, e narina lei ele lê dia e noite em voz baixa. E ele há de tornar-se qual árvore plantada junto a correntes de água, que dá fruto na sua estação e cuja folhagem não murcha, e tudo o que ele fizer será bem sucedido.” Sim, se tiver verdadeiro amor pela verdade e pelo conhecimento de Deus, será induzido a andar em “caminhos aprazíveis” e em ‘sendas de paz’, porque lhe dará sabedoria para enfrentar todos os problemas da vida. (Provérbios 3:13, 17, 18) Sua sede de conhecimento, evidenciada pelo seu verdadeiro interesse no estudo da Bíblia, mostrará que se está preparando para a vida na nova ordem, em que “a terra há de encher-se do conhecimento de Jeová assim como as águas cobrem o próprio mar”. — Isaías 11:9.

      21. Por que é assistir regularmente as reuniões uma necessidade na vida o povo de Jeová?

      21 Algo mais que lhe é vitalmente necessário se quiser ‘apegar-se à declaração pública de sua esperança, sem vacilação’, é congregar-se com outros servos devotados de Jeová. Ao freqüentar regularmente as reuniões do povo de Jeová achará genuíno estímulo ao amor e a obras excelentes, animação para continuar a manter a relação correta com Deus. (Hebreus 10:23-25) Encontrará evidência fortalecedora em tal associação agradável e familiar, de que a paz e segurança prometidas na nova ordem de Deus são uma realidade. — Salmo 133:1 (132:1, ver. cat.); 1 Coríntios 14:26, 33.

      22. Como podem os “anciãos” na congregação ajudar-nos em ocasiões de oposição e dificuldades pessoais?

      22 Na congregação poderá tirar proveito também de outra provisão amorosa. Jesus Cristo, que é o ‘pastor excelente’, tem ‘subpastores’ na terra, homens espiritualmente mais maduros ou “anciãos” que devem cuidar das “ovelhas” dele. Este é um forte fator já agora para o usufruto da paz e da segurança entre os do povo congregado de Deus, em toda a terra. (1 Pedro 5:2, 3) Estes homens mostram “ser como abrigo contra o vento e como esconderijo contra o temporal, como correntes de água numa terra árida, como a sombra dum pesado rochedo numa terra esgotada”. (Isaías 32:1, 2) Sim, estes homens espiritualmente mais maduros ou “anciãos” podem dar verdadeiro apoio, por meio de sua fé qual rocha e sua aderência firme a Palavra de Deus, em épocas tempestuosas de dificuldades, de pressões e de tensões por causa da oposição do mundo ou dificuldades pessoais. Podem dar-lhe conselho animador, ajuda e encorajamento.

      23. O que impedirá que deixemos que as imperfeições dos outros estorvem nossa relação com Jeová?

      23 É verdade que se manifestarão imperfeições humanas até mesmo entre os servos de Deus. Todos nós cometemos erros diariamente. (Tiago 3:2) Mas deixaremos que tropecemos por causa das imperfeições de outros e deixaremos que estas estorvem de algum modo nossa relação com Jeová Deus? Visto que nós também erramos e dizemos e fazemos coisas que depois lamentamos, não devemos mostrar aos outros a mesma misericórdia e perdão que queremos para nós mesmos? (Mateus 6:14, 15) Se quisermos mostrar-nos aptos para a vida na nova ordem pacífica de Deus, teremos de demonstrar agora nossa capacidade de viver em paz com os outros. Não podemos amar a Deus sem amar nosso irmão, pelo qual Cristo morreu. — 1 João 4:20, 21.

      24. Que lugar deve a oração ocupar em nossa vida?

      24 Sua relação correta com Deus oferece-lhe outro privilégio grandioso: dirigir-se a Deus em oração, com garantia de ser ouvido por ele. Preze este privilégio e use-o diariamente, durante todo o dia. Problemas surgirão; suas próprias imperfeições poderão atribulá-lo. Mas a Bíblia aconselha: “Não estejais ansiosos de coisa alguma, mas em tudo, por oração e súplica, junto com agradecimento, fazei conhecer as vossas petições a Deus; e a paz de Deus, que excede todo pensamento, guardará os vossos corações e as vossas faculdades mentais por meio de Cristo Jesus.” — Filipenses 4:6, 7.

      25. Quando confrontados com provações e perseguição por causa de nossa fé, o que nos ajudará a perseverar?

      25 Terá dado o começo certo ao escolher servir a Jeová Deus, a verdadeira Fonte de paz e segurança, e ao depositar sua esperança na nova ordem justa dele. Agora, conforme o expressa o apóstolo, ‘terá necessidade de perseverança, a fim de que, depois de ter feito a vontade de Deus, receba o cumprimento da promessa’. (Hebreus 10:36) Tendo provado as bênçãos da relação correta com Jeová Deus, decida nunca renunciar a isso. Nunca se deixe afastar pelos prazeres passageiros do mundo. Mesmo que as provações e as perseguições da parte do mundo inimigo se tornem severas, lembre-se de que isto também é apenas temporário. Comparado com as bênçãos que Jeová Deus concederá aos que o amam, tais sofrimentos não são nada. — 2 Coríntios 4:16-18.

      26. (a) Que motivo temos hoje para nos alegrar especialmente? (b) Iguais ao salmista, que sentimento devemos sempre ter para com Jeová e nossa relação com ele?

      26 Continue no rumo da devoção piedosa, confiante de que é o melhor modo de vida agora e que conduzirá infalivelmente à vida eterna na nova ordem de Deus. (1 Timóteo 4:8) Alegre-se com a evidência da proximidade desta nova ordem e da paz e segurança duradouras que ela trará. Ao continuar a desenvolver sua relação com Jeová Deus, sempre pense assim como o salmista inspirado, que escreveu:

      “Deus é a rocha de meu coração e meu quinhão por tempo indefinido. Pois, eis que perecerão os mesmos que se mantêm longe de ti. Certamente silenciarás a todo aquele que te abandona imoralmente. Quanto a mim, porém, chegar-me a Deus é bom para mim. Pus o meu refúgio no Soberano Senhor Jeová, para declarar todas as tuas obras.” — Salmo 73:26-28 (72:26-28, ver. cat.).

  • Referências
    Verdadeira Paz e Segurança — De Que Fonte?
    • Referências

      1. Times de Nova Iorque, 21 de janeiro de 1973, p. 32 B.

      2. Especial para o Post de Washington, publicado no The State Journal, Lansing — East Lansing, Michigan, 22 de julho de 1970 p. 1.

      3. World War I (1962) de Hanson W. Baldwin, p. 1.

      4. The Environmental Crisis (1970), editado por Harold W. Helfrich Jr., p. 84.

      5. Times-Advertiser de Trenton, New Jersey, 13 de junho de 1971, p. 16.

      6. Population and Food (1971), editado por R. S. Leisner e E. J. Kormondy, p. 18; também Readings in Human Population Ecology (1971), capítulo sobre “Prevalência do Povo”, de R. O. Greep, p. 21.

      7. Journal de Atlanta, 10 de dezembro de 1971.

      8. U.S. News & World Report, 1.º de maio de 1967, p. 64.

      9. Time, 2 de fevereiro de 1970, págs. 62, 63.

      10. The Australian, 3 de novembro de 1971.

      11. Times de Nova Iorque, 10 de junho de 1971.

      12. Wall Street Journal, 14 de abril de 1970.

      13. Times de Nova Iorque, 4 de abril de 1972.

      14. Times de Nova Iorque, 6 de junho de 1971, Seção 4, p. 14.

      15. World Book Encyclopedia (ed. 1970), Vol. 16, p. 207.

      16. Times de Nova Iorque, 29 de dezembro de 1966, p. 3.

      17. La Dernière Heure, 7 de janeiro de 1967.

      18. Courier de Pittsburgo, Pa., 9 de novembro de 1935.

      19. Encyclopœdia Britannica (1959), Vol. 15, p. 387.

      20. Science (Vol. 178, N. ° 4062), 17 de novembro de 1972, p. 725.

      21. New Catholic Encyclopedia (1967), Vol. 2, p. 384.

      22. Broadman Bible Commentary, Vol. 1, págs. 117, 198.

      23. Times de Nova Iorque, Book Review, 28 de junho de 1959.

      24. The Age, Melbourne, Austrália, 9 de dezembro de 1967.

      25. Schweizergeschichte vom Dreiländerbund bis zum Völkerbund, 11.ª edição inalterada, 1953, p. 198.

      26. World Book Encyclopedia (1970), Vol. 20, p. 379.

      27. Wall Street Journal, 15 de agosto de 1972.

      28. Star de Londres, 4 de agosto de 1960.

      29. Post de Nova Iorque, 14 de março de 1969, página 2 da seção de revista.

      30. Times de Nova Iorque, 25 de março de 1969.

      31. Times de Nova Iorque, 11 de maio de 1972.

      32. Science Year, The World Book Science Annual, p. 320.

      33. Times Magazine de Nova Iorque, 9 de outubro de 1966, p. 146.

      34. Decore, outono de 1960, p. 31.

      35. Journal de Jacksonville, Flórida, 18 de maio de 1966.

      36. Theological Dictionary of the New Testament (1959), editado por G. Friedrich, p. 587.

      37. Encyclopœdia Britannica (1959), Vol. 7, p. 110.

      38. Times de Nova Iorque, 25 de janeiro de 1971, p. 42.

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