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Medo global — evidência de quê?Despertai! — 1983 | 8 de julho
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seres humanos serem mortos, quer sejam russos, quer sejam americanos.”
Aí está o chefe de medicina nuclear de um dos maiores hospitais de Nova Iorque. Por que participa na manifestação? Ele responde com uma só palavra: “Apavorado!” Quer que a energia nuclear seja usada pacificamente na medicina, não na guerra.
O pastor de uma universidade de Kentucky participa na marcha porque acha que as manifestações pró-congelamento nuclear “forçarão os líderes do governo a estabelecerem a paz”.
O cidadão comum — surpreendentemente — marcha lado a lado com grupos organizados de profissionais e membros de sindicatos. Os clérigos estão visíveis em todas as partes. Aqui e acolá se vêem grupos de religiosos no meio da multidão de manifestantes. À primeira vista, um grupo unido. Uma olhada mais de perto, porém, revela existir por baixo um apoio fragmentado. Por se comparar os dizeres nas faixas e cartazes e ouvir as ideologias deles nota-se uma diferença de opinião quanto a que contorno final deve o congelamento nuclear assumir. Também, considerável número de manifestantes promovem seus descontentamentos pessoais ou causas políticas preferidas via questão do congelamento nuclear.
Enormes e brancas, as máquinas de limpeza motorizadas esperam até que os manifestantes terminem a sua marcha. À medida que estes se dispersam, logo na sua retaguarda vêm uma série desses mamutes mecânicos devorando a papelada no chão e limpando as ruas. Se o movimento de congelamento nuclear vai falhar e ser varrido da mente dos políticos, e se tais manifestações surtirão algum efeito, tal como crescente pressão sobre governos para que façam proclamações de paz, resta ver.
Contudo, se não pudermos olhar com confiança para movimentos humanos como o congelamento nuclear, a que podemos recorrer em busca de esperança de paz e segurança duradouras?
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Verdadeira paz e segurança — pelo congelamento nuclear ou pelo Reino de Deus?Despertai! — 1983 | 8 de julho
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Verdadeira paz e segurança — pelo congelamento nuclear ou pelo Reino de Deus?
CONGELAR os arsenais nucleares nos níveis atuais é como deter a temperatura de um paciente febril com 40 graus centígrados. Não basta! Armas e febres são meros sintomas de um mal mais profundo. A cura resulta de se eliminar a causa do problema. Por exemplo, a atual estocagem de armas nucleares contém o potencial explosivo equivalente a mais de três toneladas de TNT para cada homem, mulher e criança na terra — 13.000.000.000 de toneladas! Sente-se seguro vivendo sob tal ameaça?
Visto que o congelamento das armas nucleares não é o suficiente, que dizer sobre a eliminação de todas as armas nucleares? Desarmamento global não é idéia nova. O famoso físico Albert Einstein advogou-a. E desde 1945 se tem ouvido a voz de uma hoste de outros dignitários apelando em favor do desarmamento nuclear global. Contudo, nos últimos 10 anos o total em conjunto de ogivas nucleares dos EUA da União Soviética mais do que duplicou. Crê realmente que estamos agora mais perto do desarmamento nuclear do que 37 anos atrás?
Livrar a terra de armas nucleares não findará as guerras. Desde o último uso da bomba atômica há três décadas, mais de 130 guerras foram travadas. Assim, teria você genuína paz e segurança se desaparecessem todas as armas de guerra?
Eliminar todos os instrumentos de guerra é um passo gigantesco em direção à paz e à segurança, mas não é suficiente. E necessário tocar, educar e mudar o coração das pessoas. Movimento humano algum pode fazer isso. Mas Deus pode. O Todo-Poderoso Deus Jeová pode ler e curar corações. (Jeremias 17:10; Salmo 51:10) Mas, ele fará mais do que isso. O Reino de Deus, o governo celestial pelo que há muito se ora, estabelecerá paz e segurança na terra. (Mateus 6:10) Acha realista essa solução?
O livro antiguerra nuclear The Fate of the Earth (O Destino da Terra) vê um governo mundial como único meio seguro de se evitar um holocausto nuclear, e propõe adicionalmente: “Em suma, a tarefa não é nada menos do que reformular a política: reformular o mundo.” E isso é justamente o que Jeová se propõe fazer. Crê honestamente que as nações abdicarão voluntariamente de sua soberania?
Para os que se opõem ao governo justo, Deus usará seu poder do Reino de maneira controlada, destruindo todas as nações contrárias ao Seu movimento de paz. (Daniel 2:44) Em adição, o sistema educacional do Reino de Deus instruirá a todo amante sincero da paz nos verdadeiros caminhos do desarmamento, de modo que ‘espadas se transformem em relhas de arado’. — Isaías 2:4; Salmo 46:8, 9.
Portanto, não se engane em pensar que movimentos humanos podem trazer salvação, pois a Bíblia avisa: “Quando estiverem dizendo: ‘Paz e segurança!’ então lhes há de sobrevir instantaneamente a repentina destruição, assim como as dores de aflição vêm sobre a mulher grávida, e de modo algum escaparão.” (1 Tessalonicenses 5:3) Mas para os de coração honesto há uma esperança segura. Confiam — e você também pode confiar — em que Deus em breve introduzirá verdadeira paz e segurança, que será duradoura. — Salmo 72:7, 8; Isaías 9:6, 7.
[Foto na página 12]
FORJAREMOS ESPADAS [MÍSSEIS] EM RELHAS DE ARADO
[Foto/Gráfico na página 12]
(Para o texto formatado, veja a publicação)
Aumento previsto do arsenal mundial de ogivas nucleares nesta década.
75.000 OGIVAS EM 1990
50.000 OGIVAS EM 1972
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Desarmamento ou desilusão?Despertai! — 1983 | 8 de julho
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Desarmamento ou desilusão?
“Eliminar a ameaça de uma guerra mundial — uma guerra nuclear — é a mais crítica e urgente tarefa da atualidade. A humanidade confronta-se com uma opção: precisamos parar a corrida armamentista e passar ao desarmamento ou enfrentar a aniquilação.” — Documento Final da Primeira Sessão Especial das Nações Unidas Sobre Desarmamento, 1978.
Fez-se progresso em ‘eliminar a ameaça de uma guerra nuclear’? Para responder a essa pergunta e dar um passo rumo ao desarmamento global, reuniu-se a Segunda Sessão Especial Sobre Desarmamento, de 7 de junho a 9 de julho de 1982. Note os comentários de chefes de estado e líderes mundiais nessa Segunda Sessão Especial:
● Primeiro-ministro do Japão, Sr. Zenko Suzuki: “Nesses quatro anos a corrida armamentista agravou a ameaça à paz, aumentando a ansiedade dos povos e impondo cargas mais pesadas a cada nação, às custas de seu desenvolvimento econômico e social.”
● Mensagem papal pronunciada pelo cardeal Agostino Casaroli, secretário de estado da Santa Sé: “Parece haver pouquíssima melhora. Alguns na verdade acham ter havido uma piora, pelo menos no sentido de que as esperanças nascidas daquele período podiam agora ser descritas como meras ilusões.”
● Primeiro-ministro da República da Finlândia, Sr. Kalevi Sorsa: “Estadistas dedicados e sinceros, muitos deles neste recinto, têm feito o máximo para deter esse desenvolvimento. Contudo, a corrida armamentista prossegue. É como se a corrida armamentista tivesse escapado ao controle humano racional.”
● Primeiro-ministro da República de Uganda, Sr. M. Otema Allimadi: “O quadro é sem dúvida sombrio. . . . Nos últimos quatro anos, as esperanças outrora suscitadas . . . se têm desgastado quase a ponto de desespero.”
● Presidente dos Estados Unidos, Sr. Ronald Reagan: “As Nações Unidas estão dedicadas à paz mundial e sua Carta proíbe claramente o uso internacional da força. Contudo, a onda de beligerância continua a aumentar. A influência da Carta se tem enfraquecido mesmo nos quatro anos desde a primeira sessão especial sobre desarmamento.”
● Primeiro-ministro do Canadá, Sr. Pierre Elliot Trudeau: “Creio que temos de aceitar o fato de que a total segurança se tornou para todos os países um objetivo incansável no mundo de hoje.”
● Primeira-ministra do Reino Unido, Sra. Margaret Tatcher: “Precisamos procurar um sistema melhor do que a coibição nuclear, para evitar a guerra. Mas, sugerir que entre o Oriente e o Ocidente existe ao alcance tal sistema na época atual, seria uma pretensão perigosa.”
Foi a Segunda Sessão Especial mais bem-sucedida do que a Primeira? O Sr. Kittani, presidente da Assembléia Geral da ONU, responde: “Apesar de todos os nossos preparativos e esforços, esta sessão não foi um sucesso. Nossas esperanças e aspirações, junto com as de incontáveis milhões, permanecem longe de serem concretizadas.”
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