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Um ano de prosperidade no BrasilA Sentinela — 1968 | 1.° de junho
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seu Salão, verificaram que tinham um vizinho católico de um lado e um protestante do outro, ambos os quais se opunham às testemunhas de Jeová. No primeiro domingo, os dois vizinhos se dirigiram a uma autoridade municipal e lhe disseram que as testemunhas de Jeová erguiam enorme edifício sem permissão e trabalhavam no domingo de modo a não serem apanhadas. Queriam que a autoridade fosse imediatamente e parasse a obra. Ele se recusou, mas disse que cuidaria do assunto na segunda-feira. Entrou em contato com os irmãos no dia seguinte e verificou que realmente tinham licença de construir, e explicaram-lhe que trabalhavam no domingo porque todos eram trabalhadores voluntários. Ele ficou favoravelmente impressionado e mostrou interesse pessoal na obra, ajudando aos irmãos de diferentes formas. Foi construído um bonito Salão do Reino em apenas dez semanas, e mais de quinhentas pessoas estavam presentes na dedicação.
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Verdadeira segurança — onde?A Sentinela — 1968 | 1.° de junho
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Verdadeira segurança — onde?
HÁ CERCA de três mil anos atrás, o fiel Rei Davi de Israel confessou a fonte de sua segurança. Escreveu ele: “Em paz tanto me deitarei como dormirei, pois somente tu, ó Jeová, me fazes morar em segurança.” (Sal. 4:8) Todavia, nos anos desde que tais palavras foram escritas, quantas pessoas têm deixado de se voltar para Jeová como sendo a verdadeira fonte de segurança! Os homens, ao invés, colocam suas esperanças em contas bancárias, seguros contra a velhice e planos de aposentadoria. Sendo a situação econômica do mundo sujeita a rápidas mudanças, quão frágeis são as esperanças de segurança que se baseiam inteiramente nas finanças!
Tendo abundante prova de que Jeová irá restabelecer um paraíso na terra em nosso tempo, temos muito mais razão de nos voltarmos para ele em busca de segurança. Esta atitude, porém, surgiu como um choque para um vendedor de seguros em Connecticut, EUA, que visitou certa noite o lar de umas das testemunhas de Jeová. A Testemunha relata o que aconteceu:
“Ele me solicitou alguns minutos do meu tempo para explicar os pontos de destaque de um programa de seguro que achava seria de interesse e de importância para mim. Concordando em ter uma breve palestra, escutei-o à medida que delineava um programa de segurança e aposentadoria. Embora ficasse profundamente impressionado pelo seu modo sincero, não pude deixar de sorrir ao descrever ele os benefícios que minha família teria por volta do fim do século. Sentindo que eu achava graça, perguntou-me: ‘Não concorda o senhor que um programa desta natureza é a maneira mais sensata de se encarar a verdadeira segurança?’
“Respondi-lhe: ‘Minha idéia do que constitui a verdadeira segurança e a sua idéia da verdadeira segurança estão a mundos de distância.’ ‘O que o senhor quer dizer com isso?’— perguntou. Respondendo-lhe: ‘Estou contente de ter feito tal pergunta’, apanhei minha Bíblia e comecei a mostrar-lhe o que eu considerava a verdadeira segurança.”
A palestra durou pouco mais de três horas — cinco minutos para o seguro, três horas para as verdades bíblicas. Várias vezes o corretor de seguros perguntou: “Mas, como sabe que isso é verdade?” O ministro respondia: “Nunca saberá ou ficará seguro a menos que investigue por si mesmo, de forma cuidadosa, metódica e cabal.”
Cerca de um mês depois, o ministro ficou contente de receber um telefonema do corretor de seguros. Parecia que desejava uma Bíblia em linguagem moderna, como a que foi usada durante a palestra. A Testemunha concordou em levar uma ao escritório dele e levou também um exemplar dum compêndio bíblico. Aceitando a ambos, o corretor de seguros perguntou: “O que eu ganharia por estudar a Bíblia conforme o senhor sugeriu?” O que responderia a essa pergunta? O ministro respondeu: “A satisfação de conhecer a verdade sobre Deus e seus propósitos para a terra e o homem. Também, a habilidade de obter seu favor e merecer a vida no prometido novo sistema de coisas, para não se mencionar a obtenção da verdadeira e permanente segurança.”
Pode imaginar a alegria da Testemunha ao poder responder afirmativamente à pergunta: “Poderia o senhor fazer arranjos para que alguém considerasse semanalmente a Bíblia comigo?” O corretor de seguros progride agora rapidamente em aumentar seu conhecimento das verdades bíblicas.
Quão feliz pode ser o quinhão de pessoas que agora dão o passo positivo no sentido de adquirirem a verdadeira segurança! Tal segurança será a do tipo mais fidedigno, tendo a Jeová Deus como sua Fonte. Ele nos assegura de que a segurança em sua nova ordem não será maculada pelas guerras ou pela carência de algo. (Sal. 72:7, 16) Os homens então provarão a segurança às mãos de Jeová, pois ele promete: “Eu os farei deitar em segurança.” — Osé. 2:18.
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Perguntas dos LeitoresA Sentinela — 1968 | 1.° de junho
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Perguntas dos Leitores
● Como podia Asael ser alistado como comandante divisional no exército de Davi (1 Crô. 27:7) quando, de acordo com 2 Samuel 2:23, Asael foi morto bem antes de Davi se tornar rei de todo o Israel? — R. F., EUA.
Em 1 Crônicas 27:7 (ALA), alista-se Asael como comandante divisional do arranjo de tropas, mês por mês: “O quarto, para o quarto mês, Asael, irmão de Joabe, e depois dele Zebadias, seu filho; também em seu turno havia vinte e quatro mil.” O texto em 2 Samuel 2:23 mostra que, depois da luta provadora junto ao tanque de Gibeom e o subseqüente desbaratamento das forças israelitas sob Abner, Asael perseguiu pertinazmente ao fugitivo Abner e foi finalmente morto por Abner, quando recusou desistir da perseguição. (2 Sam. 2:12-28) Visto que Asael morreu antes de Davi se tornar rei sobre todo o Israel, alguns comentaristas crêem que sua menção aqui prova que o arranjo aqui mencionado foi feito, até certo ponto, antes de todas as tribos virem a Davi em Hebrom a fim de reconhecê-lo qual Rei. Neste particular, The Interpreter’s Dictionary of the Bible (Vol. 1, página 244) diz: “É possível que tenhamos aqui o protótipo da milícia davídica, organizada anteriormente no domínio judeu do rei, e que sua lista original tenha sido atualizada com a inclusão de Zebadias, filho e sucessor de Asael em seu comando.” — Compare-se com 1 Crônicas, capítulo 12.
Outra sugestão surge de que, em 1 Crônicas 27:7, se diz que o comandante da quarta divisão era, não só Asael, mas “depois dele Zebadias seu filho”. Esta posição de comandante durante um mês era um privilégio tido por um meritório veterano, e, em alguns casos, tal honra talvez tenha sido póstuma. Por isso, o nome “Asael” aqui talvez tenha referência a sua casa, representada em seu filho Zebadias, que é mencionado como sendo o sucessor de Asael.
● Será que há alguma objeção bíblica a que se doe o corpo para uso na pesquisa médica ou que se aceitem órgãos para transplante de tal fonte? — W. L., EUA.
Várias questões se acham envolvidas neste assunto, inclusive se são apropriados os transplantes de órgãos e as autopsias. Com muita freqüência, as emoções humanas constituem o único fator considerado quando as pessoas decidem sobre estes assuntos. Seria bom, porém, que os cristãos considerassem os princípios bíblicos aplicáveis, e, então, fizessem decisões em harmonia com tais princípios, de modo a serem agradáveis a Jeová. — Atos 24:16.
Primeiro, seria bom ter presente que as operações de transplante de órgãos, tais como as que são agora efetuadas na tentativa de se reconstituir o corpo ou estender o período de vida, não eram costumeiras há milhares de anos, de modo que não podemos esperar achar legislação na Bíblia sobre o transplante de órgãos humanos. Todavia, isto não significa que não tenhamos indício algum do conceito de Deus sobre tais assuntos.
Quando Jeová permitiu pela primeira vez que as criaturas humanas comessem carne animal, explicou da seguinte forma o assunto a Noé: “O medo de vós e o terror de vós continuará sobre toda a criatura vivente na terra e sobre toda a criatura volante do céu, sobre tudo o que se arrasta pelo chão, e sobre todos os peixes do mar. Ficam agora entregues na vossa mão. Todo o animal movente que vive pode servir-vos de alimento. Como no caso da vegetação verde, eu vos dou tudo. Somente a carne com sua alma — seu sangue — não deveis comer.” (Gên. 9:2-4) Essa concessão foi feita a Noé, de quem descendeu toda pessoa humana que agora vive. Por isso, aplica-se a todos nós.
Deus permitiu que os humanos comessem carne animal e sustentassem suas vidas humanas por tirarem as vidas dos animais, embora não se lhes permitisse comer sangue. Será que isto incluía comer carne humana, sustentar a vida duma pessoa por meio do corpo ou de parte do corpo de outro humano, vivo ou morto? Não! Isso seria canibalismo, costume repugnante a todas as pessoas civilizadas. Jeová fez clara distinção entre as vidas
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