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A segurança que nem o dinheiro pode comprarA Sentinela — 1968 | 15 de julho
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INSEGURANÇA DA PRÓPRIA VIDA
Quão fugaz é a segurança, e quão tolo é pôr a inteira confiança da pessoa nos bens materiais, Jesus Cristo ilustrou quando disse:
“A terra de certo homem [rico] produziu bem. Conseqüentemente, ele começou a raciocinar no seu íntimo, dizendo: ‘Que farei, agora que não tenho onde ajuntar as minhas safras?’ De modo que ele disse: ‘Farei o seguinte: Derrubarei os meus celeiros e construirei maiores, e ali ajuntarei todos os meus cereais e todas as minhas coisas boas; e direi à minha alma: “Alma, tens muitas coisas boas acumuladas para muitos anos; folga, come, bebe, regala-te.”’
“Mas Deus disse-lhe: ‘Desarrazoado, esta noite te reclamarão a tua alma [vida]. Quem terá então as coisas que armazenaste?’
“Assim é com o homem que acumula para si tesouro, mas não é rico para com Deus.” — Luc. 12:16-21.
O ponto da ilustração de Jesus é que a verdadeira segurança por meio de bens materiais é uma ilusão. Até mesmo se a pessoa conseguir apegar-se a seus bens materiais durante toda a vida, que bem lhe farão quando morrer? Não pode levá-los com ela para o túmulo. Conforme disse Jó: “Nu, saí do ventre de minha mãe, nu, tornarei para [a terra].” — Jó 1:21, CBC.
A verdade do assunto é exatamente como escreveu sob inspiração o apóstolo Paulo: “Não trouxemos nada ao mundo, nem podemos levar nada embora.” — 1 Tim. 6:7.
PROVISOR DE VERDADEIRA SEGURANÇA
Disse Jesus Cristo: “Mesmo quando alguém tem abundância, sua vida não vem das coisas que possui.” (Luc. 12:15) Nenhum bem material pode dar vida. Nenhum pode manter a pessoa indefinidamente viva, tampouco. E, por certo, nenhuma coisa material pode fazer os mortos retornarem à vida.
É só o Deus Onipotente que tem o poder de dar vida. (Atos 17:25, 28) Também tem o poder de conceder a vida eterna. (João 17:3) E Deus prometeu restituir a vida àqueles que já morreram, se estiverem dentro do escopo do sacrifício resgatador de Cristo! É por isso que Jó foi movido a dizer: “Se, pelo menos, me escondesses no scheol [o túmulo], . . . se me fixasses um limite em que te lembrasses de mim!” (Jó 14:13, CBC) Sim, Deus se lembra daqueles que depositam sua confiança na provisão Dele antes que nos bens materiais. Até a morte não obterá vitória permanente sobre eles, porque, em Seu novo sistema de coisas, Deus ressuscitará, ou restaurará à vida, as pessoas que estiverem sob o benefício do sacrifício resgatador de Cristo. — João 5:28, 29.
Quem mais lhe pode garantir a vida de novo? Quem mais pode prometer-lhe uma terra paradísica restaurada, mesmo se morrer antes de chegar esse tempo? — Rev. 21:1-4.
Os escritores da Bíblia não só possuíam tal confiança de serem trazidos de volta à vida na ressurreição, mas eles também sabiam que seu Deus, Jeová, cuidaria deles enquanto estivessem vivos.
O mesmo se dá atualmente. Aqueles que depositam sua confiança em Deus, e não nos bens materiais, têm esta segurança. A perda das coisas materiais, ao passo que talvez cause dificuldades, não os faz perder o equilíbrio ou desistir de tudo. Visto que não põem sua confiança nestas coisas, não ficam indevidamente perturbados se as perderem. Mantêm sua calma mental e sua felicidade porque sabem que Deus cuidará deles. Avaliam que não existe verdadeira segurança em nenhuma parte, senão a que é provida por Jeová Deus.
Neste respeito, note quão sólida é a base de sua confiança. A Bíblia declara em Hebreus 13:5, 6: Que “vossa maneira de viver esteja livre do amor ao dinheiro, ao passo que estais contentes com as coisas atuais. Pois [Deus] disse: ‘De modo algum te deixarei e de modo algum te abandonarei.’ Para que tenhamos boa coragem e digamos: ‘Jeová é o meu ajudador; não terei medo. Que me pode fazer o homem?’”
Como pode o leitor, ou outrem, ter tal confiança na segurança provida por Jeová? Por fazer aquilo que tem feito toda pessoa que já tem tal segurança; estudar a Palavra de Deus, a Bíblia; determinar qual é a vontade de Deus; e segui-la. Então, sem falha, estará seguro de que Deus cuidará de seus melhores interesses. Ele o ajudará no tempo de sua necessidade, pois “Deus é fiel, e ele não deixará que sejais tentados além daquilo que podeis agüentar, mas, junto com a tentação, ele proverá também a saída, a fim de que a possais agüentar”. — 1 Cor. 10:13.
OS IRMÃOS ESPIRITUAIS LHE DÃO AJUDA
A pessoa que serve ao verdadeiro Deus tem irmãos espirituais que também vêm ajudá-la no tempo de necessidade. Essas são pessoas que crêem no verdadeiro Deus e o servem assim como ela o faz. Nem são poucos estes irmãos espirituais. São muitos! Com efeito, tais irmãos espirituais que servem ao verdadeiro Deus, Jeová, se encontram em 197 terras em todo o mundo. Bem mais de um milhão de pessoas se associam ativamente com esta organização, e alegremente fornecem ajuda no tempo de necessidade. A ajuda que prestam é muitíssimo substancial!
Por exemplo, em setembro de 1967, o furacão “Beulá” assolou a parte sul do Texas e o norte do México junto à costa do golfo. Muitas testemunhas de Jeová perderam virtualmente todos os seus bens materiais. Quando isto se tornou conhecido, seus irmãos espirituais em áreas vizinhas imediatamente agiram, enviando milhares de dólares em dinheiro, alimentos e roupas. Caminhões cheios das coisas necessárias foram mandados para aqueles que foram duramente afligidos. Quando as águas da enchente obrigaram muitos a fugir de suas casas, foram recebidos nos lares de suas co-testemunhas em lugares seguros. O alimento, o abrigo e a roupa lhes foram fornecidos. Tais demonstrações da hospitalidade cristã são parte do amor que assinala os verdadeiros adoradores de Jeová Deus, pois disse o próprio Jesus: “Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” — João 13:35.
Uma das muitas ofertas de ajuda veio das congregações das testemunhas de Jeová em Nova Orleães. Tendo ouvido falar das dificuldades devidas ao furacão “Beulá”, escreveram: “Os irmãos desta localidade gostariam de saber o que podem fazer para ajudar e auxiliar nossos irmãos em tais áreas.” Tinham profunda apreciação do privilégio de ajudar a outros porque eles mesmos tinham sido recebedores de tal ajuda! Em 1965, estavam na trilha do furacão “Betsy” quando assolou a área de Nova Orleães, deixando um rastro de edifícios destruídos e enchentes. Naquele tempo, os ministros-presidentes das congregações das testemunhas de Jeová ali organizaram imediatamente uma “contagem por cabeça” para ver quem precisava de ajuda. Ainda que 80 por cento dos telefones não funcionassem, e tivessem de passar pela água e destroços que amiúde continham cobras, chegaram a incluir cada um de seus irmãos espirituais na contagem!
Nessa ocasião, milhares de pessoas necessitadas de ajuda foram recebidas nos lares de co-Testemunhas. E, de todo o país seus irmãos espirituais enviaram ajuda na forma de milhares de dólares, alimento, roupa e outros itens necessários. Um dos que receberam tal ajuda disse: “O que me impressionou foi o amor que os irmãos demonstraram em juntar todas essas coisas para ajudar a todos nós. Foi certamente uma demonstração de verdadeiro amor.” Sim, tais cristãos em Nova Orleães e na vizinhança sentiam profundíssima apreciação do privilégio de ajudar seus irmãos no Texas e no México que foram afetados pelo “Beulá”!
Daí, também, quando os motins irromperam no verão setentrional passado nas cidades estadunidenses, nos casos em que isto foi necessário, os ministros das testemunhas de Jeová entraram em contato cora seus irmãos espirituais e lhes disseram que permanecessem em casa. Foram feitos arranjos para que alimentos e outros itens fossem levados a eles, de modo que a maioria evitasse expor-se ao perigo. E, em Detroit, quando uma das testemunhas de Jeová viu sua casa ser destruída pelo fogo, foi prontamente mudada para outro lugar e os irmãos cristãos dela contribuíram alimento, roupa e dinheiro até que ela pôde cuidar de suas necessidades.
JEOVÁ SEMPRE PROVÊ
No entanto, até mesmo quando concristãos não estão disponíveis para prestar ajuda, Deus cumpre sua promessa de prover segurança para seus servos. Pode abrir o coração de qualquer pessoa quando surge a necessidade. É por isso que o salmista pôde observar: “Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão.” — Sal. 37:25, Al.
Jeová se deleita de forma especial em prover as necessidades daqueles que são pregadores de tempo integral de Seu reino. Ao devotarem a vida à obra de Deus, voltam-se para Deus para prover as coisas, conforme prometeu. Jamais ficam desapontados. É por isso que Jesus disse: “Buscai continuamente o . . . Reino [de Deus], e estas coisas vos serão acrescentadas.” — Luc. 12:31.
Portanto, quando a pessoa busca a Deus e o serve, Deus promete cuidar dessa pessoa, prover-lhe as coisas. Não que proverá riquezas materiais agora, pois não prometeu isso. Jesus não incentivou seus discípulos a orar pedindo uma grande conta bancária. Ensinou-lhes a orar a Deus: “Dá-nos hoje o nosso pão para este dia.” (Mat. 6:11) É no novo sistema de Deus que Ele derramará uma chuva de prosperidade material. Então, todos os habitantes da terra usufruirão as boas coisas que Deus tem em reserva para aqueles que o amam.
Até que venha esse tempo, a atitude correta é a que possuía o apóstolo Paulo ao declarar: “Tendo sustento e com que nos cobrir, estaremos contentes com estas coisas.” (1 Tim. 6:8) Mas, também disse: “É meio de grande ganho, esta devoção piedosa junto com a auto-suficiência.” (1 Tim. 6:6) Sim, assimilar conhecimento de Deus, e, daí, servir a Ele, traz o maior lucro possível. Traz muitos irmãos espirituais que realmente se preocupam com o leitor, e profundamente o fazem. E traz a amizade e o cuidado de Deus. Essa é a segurança que o dinheiro não pode comprar, a segurança que somente Deus pode dar.
Tal segurança tampouco é temporária. Continuará para sempre. Aqueles que servem a Deus agora terão a aprovação de Deus e serão preservados vivos para a Sua nova ordem em que, em toda a terra, promete Jeová, “da terra tirarei o arco, e a espada, e a guerra, e os farei deitar em segurança”. — Osé. 2:18, Al.
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As igrejas representam mal a Deus!A Sentinela — 1968 | 15 de julho
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As igrejas representam mal a Deus!
SE FOR uma das 960 milhões de pessoas que consideram as igrejas da cristandade como representantes de Deus, talvez fique abalado com a declaração intrépida de que o representam mal. Por sua experiência pessoal, talvez não entenda como isso poderia acontecer, mas, permita-nos apresentar alguns fatos. Se não estiver temeroso da verdade, o leitor os considerará.
O nome pessoal de Deus aparece como quatro letras no trecho da Bíblia que foi escrito originalmente em hebraico. As igrejas sabem o que estas quatro letras representam. Até mesmo as colocaram em muitos de seus edifícios por todo o mundo, como a Capela de São Paulo na cidade de Nova Iorque, na Basílica de S. Vítor em Varese, Itália, e na igreja mais antiga de Paris, Saint Germain des Près, para mencionar alguns. Embora conhecendo o nome pessoal de Deus, as igrejas o mantiveram afastado do povo por suprimi-lo. Até mesmo fizeram isto em suas traduções da Bíblia.
TÍTULOS SUBSTITUTOS
Sempre que as quatro letras hebraicas para o nome de Deus aparecem nos manuscritos hebraicos da Bíblia, as igrejas quase que invariavelmente o substituíram pelo título “Senhor” em suas traduções. Em português, as letras para o seu nome são JHVH ou IHVH. Como se pode obter disso a palavra Senhor? Nem mesmo tem a aparência remota do nome pessoal de Deus, que, com o acréscimo das vogais, é Jeová, ou, como alguns preferem, Iavé ou Javé.
As organizações eclesiásticas produziram a Versão Rei Jaime da Bíblia (em inglês) e a Versão Soares, católica. A Versão Rei Jaime traduz o nome de Deus como Jeová apenas quatro vezes por si mesmo e apenas três vezes em combinação com o nome de um lugar ou altar, dentre as mais de 6.800 vezes que as letras para o Seu nome aparecem no hebraico. (Êxo. 6:3; Sal. 83:18; Isa. 12:2; 26:4; Gên. 22:14; Êxo. 17:15; Juí. 6:24) A Versão Soares não o traduz como Jeová nem sequer uma vez. Ambas usam o título indistinto “Senhor” ou “Deus” em lugar do seu nome, assim mudando o que a Bíblia realmente diz em seus idiomas originais. Ao passo que mantém o povo ignorante do nome de Deus, a igreja católica reconhece o nome em The Catholic Encyclopedia. Sua edição de 1910, no Volume 8, na página 329, afirma: “Jeová, o nome próprio de Deus no Velho Testamento.”
Muito embora “Jeová” talvez não seja a forma em que os hebreus originalmente pronunciavam o nome, isso não é argumento válido para não o usar. O nome “Jeová” preserva as quatro letras que representam o nome de Deus em hebraico e há muito tem sido reconhecido como seu nome pessoal. Distingue-o dos milhões de deuses feitos pelo homem, tais como os 330 milhões de deuses da Índia, o que não se pode dizer do título comum “Senhor”. Ao passo que rejeitam o nome Jeová, afirmando que não é a pronúncia exata hebraica do nome de Deus, as igrejas incoerentemente usam o nome próprio Jesus, embora essa não seja a exata
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