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  • Recuperada a carteira
    A Sentinela — 1969 | 1.° de março
    • Recuperada a carteira

      ◆ Quando os membros do departamento de limpeza primeiro entraram no Auditório Memorial de Utica, em Nova Iorque, para prepará-lo para a Assembléia de Distrito “Fazer Discípulos” das Testemunhas de Jeová, no ano retrasado, acharam uma carteira de dinheiro com sessenta e dois dólares. Esta foi entregue ao Departamento de Achados e Perdidos da assembléia, e quando ninguém a reclamou até o fim da assembléia, foi entregue ao superintendente do congresso, que a revistou e nela encontrou alguma identificação e um número de telefone.

      Telefonando para o homem, descobriu-se que ele perdera a carteira em 1.° de julho de 1966, ao assistir a uma formatura naquele ano. A primeira coisa que perguntou foi:

      “Há dinheiro nela?”

      Fêz-se-lhe a pergunta: “Quanto dinheiro tinha nela?”

      Ele respondeu: “Sessenta dólares.”

      Quando se lhe informou que agora havia 62 dólares nela, ficou sem fala. Ele ficou muito impressionado com a honestidade das testemunhas de Jeová.

  • Duma pequeníssima semente
    A Sentinela — 1969 | 1.° de março
    • Duma pequeníssima semente

      ● A semente duma gigantesca sequóia da Califórnia pesa apenas 1/106 dum grama. Mas, de tais pequeníssimas sementes se desenvolvem árvores de bem mais de 60 metros de altura. Uma de tais árvores tem 84 metros de altura e tem na base uma circunferência de mais de trinta metros, o que quer dizer que levaria cerca de dezessete homens com os braços estendidos para cingi-la. Este é apenas um exemplo da mão-de-obra de Deus.

  • Persistência recompensada
    A Sentinela — 1969 | 1.° de março
    • Persistência recompensada

      Uma jovem irmã de dez anos de idade, na Polônia, procurava dar testemunho às suas colegas de escola, mas nenhuma das outras meninas se interessava na mensagem. Ela não desistiu, mas começou a falar sobre o reino de Deus com o porteiro, durante os intervalos e antes do inicio das aulas, de manhã. Ele fazia muitas perguntas, e ela lhe dava regularmente revistas para ler. Não demorou muito até que o segundo porteiro da escola, por engano, se dirigiu à irmã carnal dela, que freqüentava a mesma escola e que era dois anos mais velha. Ele lhe perguntou se não podia também receber aquelas revistas que ela dava ao outro porteiro, pois pensou que fosse ela que as fornecia. Quando ela lhe disse que não compreendia de que estava falando, ele foi correndo ao seu apartamento apanhar um exemplar da revista A Sentinela para lhe mostrar. Seu colega já começara a falar-lhe sobre a verdade. Naturalmente, ele também foi suprido de revistas.

  • “O que o homem semear, isso também ceifará”
    A Sentinela — 1969 | 1.° de março
    • “O que o homem semear, isso também ceifará”

      “Não vos deixeis desencaminhar: De Deus não se mofa. Pois, o que o homem semear, isso também ceifará; porque aquele que semeia visando a carne, ceifará da carne corrupção, mas aquele que semeia visando o espírito, ceifará do espírito vida eterna.” — Gál. 6:7, 8.

      1, 2. (a) De que modo se mostra veraz o princípio declarado em Gálatas 6:7 quanto à semeadura literal? (b) Como é o princípio aplicado por Paulo aos cristãos?

      Quão bem o lavrador sabe a veracidade deste princípio, “o que o homem semear, isso também ceifará”, tanto quanto se pode aplicar à semeadura e ceifa literais! Depois de ter semeado aveia no seu campo e chegar o tempo de as novas lâminas brotarem é tarde demais para querer que tivesse plantado trigo. Não importa quanto o deseje, nada transformará a sua safra em outra coisa. Não! O lavrador ceifará forçosamente aquilo que semeou. Está em operação uma lei imutável da natureza, lei que se originou do Criador de todas as coisas viventes. Conforme nos diz o relato inspirado da criação: “E Deus prosseguiu, dizendo: ‘Faça a terra brotar relva, vegetação que dê semente, árvores frutíferas que dêem fruto segundo as suas espécies, cuja semente esteja nele, sobre a terra.’” (Gên. 1:11) “De Deus não se mofa”, na operação desta lei natural. “Pois, o que o homem semear, isso também ceifará.” — Gál. 6:7.

      2 A inevitabilidade desta lei natural acentua a força das palavras de Paulo no versículo oito deste capítulo da sua carta aos gálatas: “Porque aquele que semeia visando a sua carne, ceifará da carne corrupção, mas aquele que semeia visando o espírito, ceifará do espírito vida eterna.” Sim, aquilo que semeamos, no solo de nossa vida, forçosamente também terá frutos ‘segundo a sua espécie’, dependendo de ser boa ou má a semente que semeamos, visando o espírito ou visando a carne. Visto que “de Deus não se mofa” tampouco neste respeito, cabe-nos cuidar bem de como semeamos agora.

      3. No que se refere à nossa vida pessoal, que se pode dizer sobre a semente que podemos semear e sobre o nosso motivo em semear?

      3 No que se refere à nossa vida pessoal, o objetivo com que semeamos é tão importante como a própria semente. Podemos ter boa “semente” para semear, mas o motivo errado, ‘semeando visando a carne’. Isto pode corromper a semente e produzir fruto corrupto. A saúde, as energias, o tempo, a faculdade da fala, a audição, a capacidade de saber ler, outras capacidades naturais, as oportunidades de estar com outros, a responsabilidade para como outros — cada uma e todas estas coisas podem ser usadas para o bem ou para o mal, para a gratificação egoísta da carne ou para a edificação da nossa própria vida espiritual e da de outros.

      4. Qual é um modo de se ‘semear visando a carne’?

      4 Uma vez que semear com vistas à carne significa ceifar a corrupção, certamente desejará evitar esta espécie de semeadura. Como é que se ‘semeia visando a carne’? Logo ocorrem à mente várias coisas devidamente incluídas nesta espécie de semeadura. Nem vem por última entre elas a busca de bens materiais como fim em si mesmo. Verifica que está descontente com as coisas que possui? Está ciumento e invejoso do que os outros têm? Deixa-se envolver na luta frenética para não ficar atrás dos vizinhos? Em caso afirmativo, já é tempo de examinar honestamente de que modo está semeando. Talvez seja visando a carne.

      5. Como podemos semear visando o espírito, mesmo com relação às coisas materiais?

      5 O caso não é que seja errado ter algum interesse nas coisas materiais. O homem que tem família precisa dar certa consideração a prover as necessidades materiais da vida: alimento, roupa e abrigo adequado para sua esposa e seus filhos. Diz-se a respeito do cristão que deixa de fazer tal provisão que ele “tem repudiado a fé e é pior do que alguém sem fé”. (1 Tim. 5:8) Mas o cristão não quer ‘empenhar-se avidamente’ na satisfação das suas necessidades materiais como alvo da sua vida, como se dá com os povos das nações como um todo. (Mat. 6:32) Jesus ordenou: “Persisti, pois, em buscar primeiro o reino e a Sua justiça, e todas estas outras coisas vos serão acrescentadas.” (Mat. 6:33) Por isso, o caso é de manter as coisas no seu devido lugar, de não ‘semear visando a carne’, tendo por alvo na vida as coisas materiais, mas de usarmos nossos bens materiais como meio para aumentar nosso louvor e serviço ao verdadeiro Deus, Jeová. Assim semearemos para beneficiar nossa vida espiritual e tomaremos em consideração a vontade de Jeová, o Grande Espírito, conforme esta é esclarecida para nós pela operação do seu espírito santo ou força ativa, e por meio de sua Palavra da verdade.

      6. De que modo evidenciavam muitos dos judeus que seguiram Jesus um conceito errado sobre o seu ministério?

      6 Muitos dos judeus que seguiram a Jesus por um tempo evidenciavam que faziam isso ‘visando a carne’ e não visando coisas espirituais. Em certa ocasião, uma multidão de judeus seguiu a Jesus desde a margem oriental do Mar da Galiléia até Cafarnaum. Quando finalmente alcançaram Jesus, ele lhes disse: “Digo-vos em toda a verdade: Vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e ficastes satisfeitos. Trabalhai, não pelo alimento que perece, mas pelo alimento que permanece para a vida eterna.” (João 6:26, 27) Visto que acabavam de participar dum mais que abundante suprimento de comida, provido milagrosamente para os 5.000, eles achavam que seguir Jesus era um modo fácil de saciar os seus apetites egoístas. Não deram consideração ao significado dos milagres que observaram, os quais, na realidade, eram sinais que provavam que Jesus era o Messias há muito aguardado, o próprio “pão da vida”. — João 6:41-48.

      7. Que oportunidades e perigos acompanham as riquezas materiais, com que conseqüências possíveis?

      7 Pode ser verdade que a posse de bens materiais dá um certo prazer. O cristão que possui riquezas, de fato, está em condições de fazer muito bem aos outros, e, especialmente, na promoção dos interesses do reino de Deus. Fazer isso resulta em genuíno prazer e satisfação. Mas, demasiadas vezes, a posse de bens leva à busca de prazeres egoístas, a ‘semear visando a carne’. O dinheiro abre a porta para oportunidades de prazeres mundanos até então negados, e é grande a tentação de usufruí-los enquanto a porta está aberta. Quando “o poder enganoso das riquezas” cria raízes, ele sufoca o amor à verdade, e, em pouco tempo, faz a pessoa tornar-se ‘infrutífera’ quanto às coisas espirituais. (Mat. 13:22, e nota ao pé da página na edição inglesa de 1950) Sim, “os que estão resolvidos a ficar ricos caem em tentação e em laço, e em muitos desejos insensatos e nocivos, que lançam os homens na destruição e na ruína. Porque o amor ao dinheiro é raiz de toda sorte de coisas prejudiciais.” (1 Tim. 6:9, 10) Portanto, não desejará ser desencaminhado neste respeito. Se semear visando a carne, por amor ao dinheiro, forçosamente ceifará corrupção, sim, destruição e ruína. Pois, “de Deus não se mofa” tampouco quanto à operação desta lei da vida.

      DESEJO SEXUAL IMPRÓPRIO

      8-10. (a) Como se pode semear na mente as sementes do desejo sexual impróprio? (b) Se não for reprimido, a que conduz inevitavelmente tal desejo?

      8 Abrigar desejos sexuais impróprios constitui igualmente ‘semear visando a carne’, que, se não for reprimido, certamente produzirá por fim os frutos da corrupção. Em Gálatas 5:19, o apóstolo Paulo alista em primeiro lugar entre “as obras da carne” os frutos dos desejos sexuais impróprios, a saber, “fornicação, impureza, conduta desenfreada”.

      9 Neste respeito, talvez possamos refletir por um momento na ilustração do lavrador que semeia seus campos. Na realidade, os grãos de semente que semeia são muito pequenos, e, quando caem no solo, tornam-se praticamente invisíveis. Assim, também, é com respeito aos desejos sexuais impróprios. A semente lançada talvez seja pequena e quase indiscernível para os outros, possivelmente até para nós mesmos. Hoje em dia nos assediam, de todos os lados, os induzimentos aos desejos sexuais impróprios, especialmente aos adolescentes. Novelas “românticas”, e especialmente as revistas baratas do tipo das fotonovelas, salientam os atrativos da fornicação e do adultério sob o disfarce de “amor real”, o herói salvando a heroína de um “casamento infeliz”, e coisas assim. Poucos filmes, hoje em dia, podem esperar alcançar bom êxito sem satisfazerem em alguma parte do texto o gosto moral pervertido da maioria dos freqüentadores de cinema. Estudantes, especialmente nas escolas secundárias, estão expostos à conversa de seus colegas de estudos, a qual muitas vezes envereda para o sexo e para as “aventuras” com os do sexo oposto, reais ou imaginárias.

      10 O jovem cristão talvez se sinta tentado a dizer que pode escutar tal conversa sem prejuízo. “Entram por um ouvido e saem pelo outro”, pode dizer. Mas, acautele-se! Ao passo que a informação entra por um ouvido e sai pelo outro, ela passa pela mente, e, em caminho, pequenas sementes de pensamentos impuros podem arraigar-se e depois germinar em desejo sexual impróprio. De certo, quando se passa tempo com livros sobre “sexo” e se deixa a mente entreter-se com o que se lê ou se vê em filmes sobre “sexo”, forçosamente resultarão pensamentos impuros, junto com desejo sexual impróprio. E tal ‘semear visando a carne’, embora no retiro da sua própria mente, pode no tempo devido conduzir àquelas obras da carne, “fornicação, impureza, conduta desenfreada”. “Não vos deixeis desencaminhar: De Deus não se mofa”, pois, aquele que semeia assim, deveras ceifará do mesmo modo, e também “da carne corrupção”.

      11. (a) A conduta sexual desenfreada conduz a que corrupção ainda maior? (b) Portanto, que admoestação é apropriada?

      11 Embora seja verdade que essa conduta sexual desenfreada conduza na metade das vezes à corrupção literal da carne, no sentido de resultar em sífilis, gonorréia e outras doenças sociais, ‘semear visando a carne’ resulta na corrupção maior que significa a perda de toda a vida provinda de Deus, a perda da esperança de viver eternamente. Paulo escreveu aos romanos: “A mentalidade segundo a carne significa morte, mas a mentalidade segundo o espírito significa vida e paz; porque a mentalidade segundo a carne significa inimizade com Deus, . . . os que estão em harmonia com a carne não podem agradar a Deus.” (Rom. 8:6-8) Sim, o tempo para tal ‘semear visando a carne’ já deve ter passado para os que vieram à luz da verdade. Não querem mais ceifar os frutos da escuridão, mas querem ceifar os frutos da luz. “Pois outrora éreis escuridão”, escreveu o apóstolo, “mas agora sois luz em conexão com o Senhor. Prossegui andando como filhos da luz, pois os frutos da luz consistem em toda sorte de bondade, e justiça, e verdade. . . . Assim, mantende estrita vigilância para não andardes como néscios, mas como sábios, comprando para vós todo o tempo oportuno, porque os dias são iníquos.” — Efé. 5:8-16.

      O MOTIVO CORRETO

      12. Que efeito tem o motivo errado sobre a vida espiritual do cristão?

      12 Mas, há outras maneiras de ‘semear visando a carne’, que talvez não sejam tão óbvias, e que, não obstante, podem influir muito no nosso desenvolvimento espiritual como cristãos e até ser desastrosas para nós. Podemos até mesmo estar fazendo coisas que são direitas e boas em si mesmas, mas, se o motivo for errado, se nossas ações forem de auto-justificação, de auto-elogio ou provirem de um espírito de ciúme ou rivalidade, nossas boas obras podem ser sem valor e podemos ver a corrupção de nossa vida espiritual. — Rom. 10:3; Pro. 14:30.

      13. Por que não levou a Lei a maioria dos judeus a aceitar Cristo?

      13 Esta mesma atitude corrompeu a nação de Israel. Jeová Deus, através do mediador Moisés, deu àquela nação uma série de leis, “a Lei”. Na sua carta aos gálatas, Paulo explicou que a Lei “foi acrescentada para tornar manifestas as transgressões”, a fim de lembrar aos judeus que eles eram pecadores necessitados da espécie de sacrifício que realmente pudesse tirar pecados e livrá-los da condenação à morte. Realmente, estavam “sendo guardados debaixo de lei, entregues juntos à detenção”, que devia ter resultado em aguardarem “a fé que estava destinada a ser revelada”. Deste modo, a Lei teria sido para eles um “tutor, conduzindo a Cristo”. (Gál. 3:19, 23, 24) Mas os judeus, como nação, não o queriam assim. Guardavam muitas das coisas da Lei, mas não alcançaram o objetivo ao qual a Lei os levava. “Israel, embora se empenhasse por uma lei da justiça, não alcançou a lei. Por que razão? Porque se empenhou por ela, não pela fé, mas como por obras.” Os judeus queriam “apresentar uma aparência agradável na carne” e queriam que outros fossem circuncidados e guardassem a Lei, para que tivessem “causa para jactância na . . . carne” dos outros. — Rom. 9:31, 32; Gál. 6:12, 13.

      14, 15. (a) Como ilustrou Jesus a atitude auto-justa dos fariseus? (b) Como podem os cristãos, hoje em dia, cair neste mesmo laço de serem justos aos seus próprios olhos?

      14 Discernindo este espírito nos líderes judaicos dos seus dias, Jesus “contou a seguinte ilustração também a alguns que confiavam em si mesmos como sendo justos e que consideravam os demais como nada: ‘Dois homens subiram ao templo para orar, um sendo fariseu e o outro cobrador de impostos. O fariseu estava em pé e começou a orar as seguintes coisas no seu íntimo: “Ó Deus, agradeço-te que não sou como o resto dos homens, extorsores, injustos, adúlteros, ou mesmo como este cobrador de impostos. Jejuo duas vezes por semana, dou o décimo de todas as coisas que adquiro.” O cobrador de impostos, porém, estando em pé à distância, não estava nem disposto a levantar os olhos para o céu, mas batia no peito, dizendo: “Ó Deus, sê clemente para comigo pecador.” Digo-vos: Este homem desceu para sua casa provado mais justo do que aquele homem; porque todo o que se enaltecer será humilhado, mas quem se humilhar será enaltecido.’” — Luc. 18:9-14.

      15 Embora os cristãos, hoje, não estejam sob a Lei dada a Israel por intermédio de Moisés, contudo, sendo imperfeitos e estando sujeitos ao pecado, podem cair no mesmo laço de serem justos aos seus próprios olhos, demonstrando “parcialidade” à base das obras da carne, buscando justiça, “não pela fé, mas como por obras”. (Tia. 3:17; Rom. 9:32) Portanto, lembremo-nos sempre de que qualquer posição que tenhamos no que se refere à justiça perante Deus, existe só em resultado da benignidade imerecida de Deus, à base do sacrifício de resgate de seu Filho amado, Jesus.

      16. Por que guardam as testemunhas de Jeová um registro do trabalho feito no ministério, e qual é o objetivo de se estabelecerem alvos no ministério?

      16 As testemunhas de Jeová são um povo ocupado. Têm “sempre bastante para fazer na obra do Senhor” e estão confiantes em que, ao manterem puro o seu motivo para o seu serviço, e na base do amor, seu “labor não é em vão em conexão com o Senhor”. (1 Cor. 15:58) Convidam outros, de todas as nações, a participarem com elas na sua boa obra de proclamar as boas novas do reino de Deus, reconhecendo que “Deus não é parcial, mas, em cada nação, o homem que o teme e que faz a justiça lhe é aceitável”. (Atos 10:34, 35) Estando interessadas no progresso desta obra do Reino, guardam registros de sua atividade, das horas gastas na pregação e dos resultados obtidos. Isso, além de prover encorajamento, ao passo que se nota progresso, ajuda também as congregações a verem prontamente onde poderia haver melhora e como o ministério poderia ser realizado com mais eficiência. Tais registros provêem também a base para se prestar ajuda pessoal, amorosa, aos novos ministros e aos que encontram dificuldades em progredir no ministério. Para prover também alguma base para a consideração do progresso da congregação como um todo, sugeriram-se alvos médios como meio de incentivar um ministério equilibrado, para que se dê atenção a abranger o território regularmente por meio de visitas de casa em casa, além de se fazerem revisitas e se realizarem estudos bíblicos domiciliares com pessoas interessadas.

      17. O que não se deve tomar como base para se julgar a integridade dos concristãos, e por que não?

      17 Mas, tais alvos sugeridos nunca podem ser usados como base para se medir a integridade do cristão. Nem deve o trabalho de alguém, no ministério, tornar-se a base para se fazer comparações com outros cristãos, levando assim à justiça própria e à jactância. Muitos anos de pregação de tempo integral ou de servir em alguma posição de destaque na organização de Jeová não fornecem base para se ser parcial e se tornar como aqueles a quem Jesus deu a ilustração já mencionada, aqueles “que confiavam em si mesmos como sendo justos e que consideravam os demais como nada”. (Luc. 18:9) Nem todos se encontram no mesmo estágio do crescimento à madureza cristã. Também, as circunstâncias e as capacidades naturais determinam, até certo ponto, o que alguém pode ou não pode fazer no que se refere à atividade cristã, do mesmo modo como talvez determinem o que alguém pode fazer no que se refere a dar apoio financeiro à obra de Deus, conforme Jesus ilustrou nos seus comentários sobre a contribuição para o templo, feita por uma viúva necessitada. — Luc. 21:1-4.

      18. Que atitude correta para com seu ministério desejará ter o cristão?

      18 O ministro cristão nunca deverá querer tornar-se escravo de números; de gastar tempo pregando só para alcançar certa quota de horas ou para alcançar um certo registro de serviço na sua congregação ou na Sociedade Torre de Vigia. Embora seja elogiável que o ministro procure alcançar ou ultrapassar os alvos sugeridos para um ministério equilibrado, realmente, não é sábio fazer deles um objetivo em si mesmo. O ministro cristão sempre desejará manter vivo, no coração e na mente, os motivos corretos para a sua atividade de serviço, deveras, em tudo o que fizer com relação à congregação. “O que for que fizerdes, trabalhai nisso de toda a alma como para Jeová, e não como para homens, pois sabeis que é de Jeová que recebereis a devida recompensa da herança.” — Col. 3:23, 24.

      19, 20. Por que é apropriado e benéfico fazer uma oração antes de empreender a atividade pregadora?

      19 Por isso é bem apropriado que cada uma das testemunhas dedicadas de Jeová gaste algum tempo em oração antes de cada ocasião em que participa no ministério. Onde quer que as testemunhas de Jeová se reúnam, antes de participarem na atividade pregadora em grupo, faz-se sempre uma oração pedindo a bênção de Jeová sobre a sua atividade. Em primeiro lugar, isto as ajuda a terem em mente o objetivo de sua pregação. Acima de tudo, este é o de declarar o grande nome e propósito de Jeová. Depois, também, oferece oportunidade para ajudar os de disposição justa a encontrar o caminho da salvação e da vida, dando-se, ao mesmo tempo, o aviso dos julgamentos de Jeová, prestes a vir sobre o atual sistema mau de coisas. Também, o ministério oferece a cada um de nós a oportunidade de demonstrar sua lealdade e integridade ao Deus Todo-poderoso.

      20 A pregação, com tal pensamento em mente, sempre resulta em satisfação alegre, não importa como as pessoas acolham a mensagem. Deveras, assim se semeia visando o espírito.

      21. Por que pode o ministério cristão tornar-se incômodo para alguns, e que perigo se apresenta então?

      21 Talvez seja alguém que tem participado no ministério cristão já por vários anos, mas agora sente que falta aquela sensação de satisfação alegre. Talvez a pregação das boas novas do reino de Deus se tenha tornado algo tão incômodo, que está quase que deixando de fazer totalmente esta obra bendita, ou talvez já a tenha deixado de fazer. Por que se dá isso? Houve tempo em que tinha alegria no serviço de Deus, não tinha? Sim, houve tempo em que estava cheio de entusiasmo e zelo. Podia dizer que tinha o “espírito” do serviço cristão. Começara a semear visando o espírito. Mas, em alguma parte ao longo do caminho mudou de hábito quanto ao semear. Será o caso que se deixou cair no hábito de considerar as coisas do ângulo carnal, vendo apenas quotas, números, trabalhando apenas por causa do próprio trabalho, sem ter em mente o alvo real e sem manter viva a sua fé por alimentar-se da Palavra de Deus? Depois de ter começado bem a semear visando o espírito, talvez esteja agora em perigo de falhar completamente em alcançar a inteireza da madureza espiritual, que nunca poderá ser alcançada semeando-se para a carne. — Gál. 3:2, 3.

      22. (a) Que incentivo temos para semear “visando o espírito”? (b) Que frutos podem colher agora os que semeiam em harmonia com o espírito de Deus?

      22 Considere sinceramente a pergunta: Como está semeando? Visando a carne ou visando o espírito? Sem dúvida, seu desejo é semear visando o espírito. Pois, do contrário, por que estaria lendo esta revista? Pode ter a certeza do seguinte: assim como “aquele que semeia visando a sua carne, ceifará da carne corrupção”, assim, “aquele que semeia visando o espírito” ceifará algo com a mesma certeza. O quê? A vida eterna! (Gál. 6:8) Que incentivo para cuidarmos bem de que modo semeamos, para aprendermos a semear em harmonia com o espírito de Deus, para o interesse eterno de nossa vida espiritual! Mesmo agora já podemos colher frutos abundantes, ao passo que semeamos visando o espírito. De todos os modos, pois, “persisti em andar por espírito. . . os frutos do espírito são [mesmo já agora] amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura, autodomínio. . . . Se estamos vivendo por espírito, continuemos também a andar ordeiramente por espírito.” — Gál. 5:16, 22-25.

      “Visto que todas estas coisas hão de ser assim dissolvidas, que sorte de pessoas deveis ser em atos santos de conduta e em ações de devoção piedosa, aguardando e tendo bem em mente a presença do dia de Jeová.” — 2 Ped. 3:11, 12.

  • “Não desistamos de fazer aquilo que é excelente”
    A Sentinela — 1969 | 1.° de março
    • “Não desistamos de fazer aquilo que é excelente”

      1. Que espécie de superintendente do rebanho de Deus mostrou ser Paulo, e qual foi a reação de seu irmãos cristãos?

      O APÓSTOLO Paulo, como superintendente e pastor fiel do rebanho de Deus, estava sempre ansiosamente preocupado com ajudar outros a progredir na sua vida espiritual. Ele escreveu aos cristãos em Roma: “Anseio ver-vos, para vos conferir algum dom espiritual, a fim de que sejais firmados.” (Rom. 1:11) Foi este interesse cordial, amoroso, nos outros, que tornou o ministério deste apóstolo tão bem sucedido e tamanha bênção para os com quem serviu. Seus irmãos cristãos avaliavam seu amor. A idéia de perderem este seu irmão bastou para fazer “os homens mais maduros da congregação” de Éfeso se sentirem “especialmente condoídos”, sim, até mesmo chorarem. Num gesto espontâneo de seu amor para com ele “lançaram-se ao pescoço de Paulo e o beijaram ternamente”. — Atos 20:17, 37, 38.

      2. Que admoestação deu Paulo aos homens mais maduros da congregação de Éfeso?

      2 Apenas alguns momentos antes desta ocasião comovedora, Paulo estivera encorajando os homens mais maduros da congregação de Éfeso a terem a mesma preocupação amorosa para com os sob os seus cuidados espirituais. Queria que fizessem também todo o possível para ajudar os membros da congregação a ‘semear visando o espírito’. Disse-lhes seriamente: “Prestai atenção a vós mesmos e a todo o rebanho, entre o qual o espírito santo vos designou superintendentes para pastorear a congregação de Deus, que ele comprou com o sangue do seu próprio Filho.” — Atos 20:28.

      3. Que espécie de superintendentes se precisa na congregação do povo de Deus hoje em dia?

      3 Há certamente necessidade desta espécie de superintendentes na congregação cristã hoje em dia. Não, não apenas de homens zelosos do ministério, de homens que podem fornecer excelente liderança na pregação pública de casa em casa, de homens que podem proferir discursos públicos motivadores da tribuna e que demonstram ter excelente conhecimento do ensino bíblico. Realmente, tais qualidades são elogiáveis e são de muito proveito, tanto para a congregação como para os outros que escutam a pregação das “boas novas”. Mas, a preocupação de Paulo, como superintendente, conforme indicada nas passagens bíblicas citadas, era para com o rebanho já ajuntado. Preocupava-se com o seu crescimento espiritual, tornarem-se homens espirituais ‘plenamente desenvolvidos’, “à medida do desenvolvimento que pertence à plenitude do Cristo”. O apóstolo expressou-se nestas mesmas palavras quando escreveu à congregação de Éfeso após a sua chegada a Roma, como prisioneiro. (Efé. 4:11-13) Esta se torna, então, a preocupação principal dos superintendentes cristãos e de seus ajudantes ministeriais, hoje em dia: ajudar a cada um na congregação a crescer espiritualmente, ajudar a cada um a semear “visando o espírito”, para que cada um possa ‘ceifar do espírito vida eterna’, não desistindo “de fazer aquilo que é excelente”. — Gál. 6:8, 9.

      4. Ao se ajudar outros a fazer progresso espiritual, que palavras de Paulo aos gálatas é bom ter em mente?

      4 É verdade que ajudarmos alguém a gastar mais tempo na pregação das boas novas pode ser um modo de se ajudar um membro da congregação a semear mais visando o espírito. Mas, não necessariamente é assim. Poderia fazer até mesmo a pessoa pensar que está fazendo progresso espiritual, quando, de fato, é deficiente em alguns dos aspectos mais essenciais do crescimento espiritual. Portanto, com relação ao crescimento espiritual, é bom que o cristão individual e o superintendente tenham em mente as seguintes palavras adicionais da carta de Paulo aos gálatas: “Pois, se alguém acha que ele é alguma coisa, quando não é nada, está enganando a sua própria mente. Mas, prove ele quais são as suas próprias obras, e então terá causa para exultação, apenas com respeito a si próprio e não em comparação com outra pessoa. Pois cada um levará a sua própria carga.” — Gál. 6:3-5.

      5. De que modo estavam alguns cristãos judeus na Galácia “enganando a sua própria mente” na sua maneira de raciocinar?

      5 Os cristãos judeus nas congregações da província da Galácia, que davam muita importância ao fato de terem sido circuncidados, estavam realmente “enganando a sua própria mente”. Tendo uma vez professado ter fé em Cristo Jesus e no seu sacrifício, como meio de salvação do pecado e da morte, agora ‘repeliam a benignidade imerecida de Deus’. Conforme Paulo lhes escreveu bem a propósito: “Se a justiça é por intermédio da lei, Cristo realmente morreu em vão.” Aceitarem tal idéia era ‘insensato’, estavam sendo ‘submetidos à influência má’. Portanto, o apóstolo raciocinou com eles: “Depois de terdes principiado em espírito, estais agora sendo completados em carne”? Impossível! Considerar as coisas de modo carnal não os podia completar como homens espirituais, visando a vida eterna. Eles achavam que eram alguma coisa, quando não eram nada. Fazerem comparações à base da carne, preferindo a circuncisão à incircuncisão, não os colocava à frente de seus irmãos cristãos, incircuncisos, quanto ao desenvolvimento para a madureza espiritual. Ao contrário, em vista de tal atitude, sofrerem pelo nome de Cristo, de fato, não teria objetivo. Deixariam de ceifar a vida eterna, por semearem visando a carne em vez de o espírito. — Gál. 2:21; 3:1-4.

      6, 7. (a) De que modo caíram hoje alguns cristãos na armadilha de tentar ser completados “em carne”, depois de terem começado “no espirito”? (b) Portanto, ao ajudarmos outros, que desejaremos fazer?

      6 Assim, também, suportarmos hoje sofrimento e perseguição, nossas obras excelentes de pregação e ensino no ministério público, podem deixar de ter objetivo se começarmos a confiar nestas nossas obras como base para a justiça, em vez de na benignidade imerecida de Deus. Estaríamos também pensando que somos alguma coisa quando não somos nada, enganando nossa mente. Alguns caíram nesta armadilha e ficaram confiantes demais na sua posição, comparando sua atividade e seu registro como sendo superiores aos dos outros. Estão realmente tentando ser “completados” como cristãos “em carne”, em vez de dum modo espiritual.

      7 Portanto, se estivermos em condições de ajudar outros no caminho da madureza cristã, desejaremos ajudá-los a alcançar este alvo dum modo correto. Desejaremos ajudar a cada um a semear visando o espírito, para que possa ceifar frutos espirituais e fazer verdadeiro progresso espiritual, visando a vida eterna. Como se pode fazer isso? Uma boa sugestão feita por Paulo se nota em Gálatas 6:4: “Prove ele quais são as suas próprias obras, e então terá causa para exultação, apenas com respeito a si próprio e não em comparação com outra pessoa.”

      8. Por que é tão importante a empatia para se dar a espécie correta de auxílio aos outros?

      8 O superintendente cristão desejará ter este princípio em mente quando dá ajuda a outros membros da congregação. Isto exige verdadeira empatia ou sentir pela outra pessoa, a capacidade de colocar-se na situação da outra pessoa. Os membros individuais da congregação, dependendo duma variedade de fatores, tais como os anos e a experiência na verdade, a capacidade de compreender e reter informação, bem como aplica-lá, o treinamento cedo na juventude, os atuais problemas da vida diária e assim por diante, encontram-se em diversos estágios de desenvolvimento espiritual. O próximo passo que devem dar depende na maior parte de onde se encontram na estrada à madureza cristã. O superintendente precisa discernir isso, para dar o conselho e o encorajamento que cada pessoa necessita pessoalmente.

      9. Que espécie de progresso queremos que outros façam, e por quê?

      9 Por exemplo, vê-se prontamente que alguém que ainda não começou a freqüentar as reuniões com regularidade não está em condições de dar o passo para entrar no ministério público, de pregar as boas novas a outros, de casa em casa. O esforço espiritual para dar tal grande passo à frente poderia resultar numa queda em prejuízo da fé, em vez de em progresso espiritual em direção à madureza, sem se mencionar o fato de que tal pessoa não está em condições de representar a congregação de modo correto, visto que ainda não se associa regularmente com ela. É verdade que queremos que todos os interessados na Palavra de Deus progridam ao ponto de participarem no ministério cristão. Esta é a vontade de Jeová para eles. Mas, eles precisam fazer o progresso passo por passo, progredindo ordeiramente, segundo uma boa rotina espiritual.

      10. (a) Por que é importante que o pai, ou mãe, note o progresso feito pelos seus filhos e dê elogio apropriado? (b) Em que base encorajará o pai sábio que seus filhos façam progresso?

      10 É realmente encorajador quando podemos ver que fazemos progresso. Isto é assim em tudo o que fazemos, não é? É assim no que se refere à criancinha, quando primeiro aprende a fazer algo novo: gatinhar, dar seus primeiros passos, falar suas primeiras palavras. Gorgoleja de deleite quando consegue fazer algo. As vezes o progresso é quase imperceptível, pois requer tempo. O mesmo se dá com o crescimento. Poderá sentar-se e observar uma planta no seu jardim, por horas a fio, sem discernir qualquer evidência de crescimento. Mas, ela está crescendo! Depois de ter ficado longe por alguns dias, quando volta — ora, são fáceis de ver as mudanças no jardim, mudanças devidas ao crescimento. O pai, ou a mãe, vendo seu filho cada dia, talvez não esteja tão cônscio do crescimento da criança, mas, algum amigo, voltando após meses de ausência, observará imediatamente ao menino: “Como você cresceu!” É animador para o jovem, ao ganhar idade, quando também se nota seu desenvolvimento em outros sentidos. Quando se lhe ajuda a ver quanto progresso está fazendo nas suas lições escolares, ele se sente animado e provavelmente se esforçará mais ainda. Tem a sensação de realização, de satisfação. O pai perspicaz olha também para o desenvolvimento espiritual de seus filhos e dá elogios cordiais, amorosos, quando apropriados. Ele guia sabiamente seus filhos para avançarem no desenvolvimento espiritual segundo as suas necessidades e capacidades individuais. Refreia-se de fazer comparações desanimadoras com outros filhos, mas ajuda a cada filho a ‘provar quais são as suas próprias obras’, como está fazendo progresso, e o filho encontra assim “causa para exultação, apenas com respeito a si próprio e não em comparação com” outra criança, o que o poderia desanimar, ou, em alguns casos, dar uma base falsa para encorajamento.

      11. (a) Para encorajar seu estudante da Bíblia, que desejará fazer o ministro discernente? (b) Que espécie de ajuda será de maior proveito para o espiritualmente doente, mas como deve ser dada? (c) O que dará ao recém-associado ou ao espiritualmente doente genuína causa para exultação?

      11 Deixar de ver qualquer progresso em si mesmo pode ser muito desanimador. Muitas vezes acontece que os recém associados com a congregação cristã, que já por algum tempo têm tido um estudo bíblico, talvez achem que não estão fazendo o progresso desejado. O instrutor discernente, portanto, ajudará a tais a verem o progresso que realmente estão fazendo, estando pronto para dar elogio cordial e sincero quando apropriado. Do mesmo modo, o superintendente desejará fazer a mesma coisa com os que se associam regularmente com a congregação. Não, não lisonjas. Quando alguém que se tem associado ativamente com a congregação se torna espiritualmente doente, ele precisa de ajuda genuína, de auxílio amoroso. Será de ajuda para ele ver exatamente quais são as suas obras, o que está faltando, e depois receber algumas sugestões práticas para solucionar o problema. Seu problema talvez seja que não sabe exatamente o que precisa fazer, que passo deve dar. Dará valor à ajuda e à orientação quanto a que deve fazer para fortalecer sua vida espiritual. É verdade que tal ajuda sempre deve ser dada de modo amoroso e com tato, mas precisa também ser honesta e realística. Quando tal ajuda for dada com amor e empatia, os ajudados ficarão gratos de serem ajudados a dar o passo correto na estrada para o desenvolvimento e a madureza espirituais. Conforme estes avançam, elogie-os sinceramente. Ajude-os a discernir seu próprio progresso. Eles terão assim causa para exultação, e isto com respeito a si mesmos, não em comparação com outra pessoa.

      ALERTA À PERDA DA ESPIRITUALIDADE

      12. Se quisermos ceifar o fruto da vida eterna de nossa semeadura, a que devemos estar alerta?

      12 Semear visando o espírito resulta em crescimento espiritual. Se pararmos de semear visando o espírito, paramos de crescer espiritualmente. Ainda pior, se voltarmos a semear visando a carne, deixamos de fazer o que é excelente, e nosso apreço das coisas espirituais desaparece, conduzindo à inatividade e à morte espirituais. Antigamente talvez tenhamos ‘andado segundo o sistema de coisas deste mundo’. “Sim, todos nós nos comportávamos outrora entre eles em harmonia com os desejos de nossa carne, fazendo as coisas da vontade da carne e dos pensamentos, e éramos por natureza filhos do furor, assim como os demais.” (Efé. 2:2, 3) Mas, quando começamos a nos alimentar da verdade da Palavra de Deus, quando começamos a discernir e a fazer o que o espírito santo de Jeová esclareceu ser a Sua vontade para nós, então começamos a passar a viver em sentido real. (1 Cor. 2:11, 12; 2 Cor. 3:6) Se continuarmos a semear visando o espírito, ‘ceifaremos do espírito vida eterna’. Não queremos perder esta colheita bendita da vida eterna, não é verdade? Então, precisamos estar alerta para discernir em nós mesmos qualquer tendência de voltar a semear visando a carne.

      13, 14. (a) Como se demonstra que se está agindo em harmonia com o espírito de Deus ao se tratar de problemas pessoais com outros? (b) Deixar de agir em harmonia com o espírito de Deus, em tais assuntos, pode levar a que conseqüências? (c) De que modo produz a espiritualidade boas relações entre irmãos cristãos?

      13 Pode ser, prezado leitor, que já seja membro duma congregação das testemunhas de Jeová. Pois bem, que conceito forma de seus concristãos? Sabe que o modo de encarar os outros lhe dará um claro indício de como está semeando? Revelar-lhe-á prontamente se está considerando as coisas puramente de modo carnal ou de modo espiritual. Por exemplo, se verificar que está começando a achar faltas, a mentalmente rebaixar os esforços dos outros no serviço de Jeová, então tem nisso um sinal de aviso de que está em perigo de voltar a semear visando a carne. Se tiver alguma razão para discordar de seu irmão ou sua irmã cristãos, se achar que tal pecou contra a sua pessoa, apresse-se a endireitar o assunto, quer por ‘não levar em conta o dano’ — e isto significa realmente tirá-lo da mente, não guardando ressentimento — quer por aplicar o conselho de Jesus, em Mateus 18:15-17, a fim de ganhar seu irmão. Isto significa agir em harmonia com o espírito de Deus. (1 Cor. 13:5) Qual é o resultado quando não segue este proceder? Guarda-se ressentimento no coração contra aquele irmão ou aquela irmã. Este, por sua vez, influi em toda a sua relação com tal. O comparecimento do “ofensor” na tribuna, para proferir um discurso bíblico ou tomar parte numa palestra ou demonstração, produz um sentimento de ressentimento, e descobre que está escutando com atitude crítica, em vez de com amor e apreço. Esta é a atitude de “homens carnais”, não a de “homens espirituais”, não é a de “homens espirituais”, não é? — 1 Cor. 3:1-3.

      14 Isto não significa que não percebemos as fraquezas dos outros. Mas, o homem de mentalidade espiritual, produzindo os frutos do espírito de Deus, é misericordioso, longânime, cheio de benignidade. Faz concessões aos outros. Tem em mente que cada um na congregação é servo de Jeová, procurando agradar a Ele.

      15. O que indicam os sentimentos de ciúme e ressentimento, e a que atitude encoraja Tiago?

      15 A perda da espiritualidade pode revelar-se em sentimentos de ciúme. Talvez alguém tenha esperado receber uma designação ou um privilégio de serviço, mas, ele é passado por alto a favor de outro. O ‘homem carnal’, aquele que ‘semeia visando a carne’, sentirá o ressentimento surgir no coração. Este ressentimento dissipa a alegria, torna difícil ou mesmo impossível cooperar com o irmão agora designado. Não foi sem boa razão que o discípulo Tiago escreveu: “Quem é sábio e entendido entre vós? Mostre ele as suas obras pela sua boa conduta com a mansidão que pertence à sabedoria. Mas, se tiverdes ciúme amargo e briga nos vossos corações, não vos jacteis e não mintais contra a verdade. Esta não é a sabedoria que desce de cima, mas é a terrena, animalesca, demoníaca. Porque, onde há ciúme e briga, ali há desordem e toda coisa ruim.” — Tia. 3:13-16.

      16. Por que devemos combater qualquer tendência de rejeitar o encorajamento dado por outros ou de menosprezar o conselho?

      16 Um sinal seguro da perda da visão espiritual é quando começamos a ressentir o encorajamento ou o conselho dado por cristãos maduros, mesmo quando é apropriado, dado em amor e com o apoio das Escrituras. Esteja alerta a este sinal de perigo. Evite qualquer tendência de menosprezar o conselho por dizer a si mesmo: “Ora, quem está falando é só o velho fulano de tal”, considerando assim o conselho como procedente apenas de fonte humana, em vez de procedente de Jeová, através de um de seus servos. Realmente, visto que estamos associados com a verdadeira organização de Deus, podemos esperar que se nos ofereça ajuda pessoal, receber conselho e encorajamento conforme os necessitamos. Os ‘que têm qualificações espirituais’ estão sob ordens de cuidar do rebanho, de restabelecer num espírito de brandura aqueles que deram “um passo em falso”. (Gál. 6:1) Aceite tal ajuda. Fazendo isso, manifestará a espécie de humildade que resulta numa bênção de Jeová, em receber sua benignidade imerecida e ser enaltecido à vida na sua nova ordem justa. — Tia. 4:6, 10.

      17, 18. (a) Que outro sintoma da perda da espiritualidade mui provavelmente influi no cristão, e o que talvez contribua para isso? (b) Por que não é este o tempo de se desistir de fazer o que é excelente?

      17 Um sintoma comum da perda de espiritualidade é a perda de zelo pelo ministério cristão. O primeiro zelo da ‘infância cristã’, estimulado pela expectativa de em breve alcançar a esperança da vida em felicidade sob o reino de Deus, talvez esteja diminuindo. O tempo passa e o Armagedom não veio tão cedo quanto se esperava. Os problemas da vida diária se fazem sentir novamente e nos fazem lembrar de nossas imperfeições e fraquezas. Ou talvez verifiquemos que estamos anelando os atuais benefícios materiais usufruídos por outros, e a tentação de não perder os prazeres da vida atual debilita a nossa devoção à causa de Jeová.

      18 Mas, é este realmente o tempo de se desistir de fazer a obra excelente que Deus deu aos seus servos nestes “últimos dias”? De todos os tempos é este o de se mostrar perseverança no serviço de Jeová. Seu reino há muito prometido tem regido dos céus desde 1914. Estamos agora bem avançados no tempo do fim, nos últimos dias do atual sistema de coisas. O fim completo da iniqüidade está próximo, em nossa geração. A vida de milhões de pessoas está em jogo; elas têm urgente necessidade de nossa ajuda. Que privilégio é para os cristãos dedicados desviar homens e mulheres de coração sincero do proceder louco deste mundo para adotarem a adoração verdadeira que conduz à vida eterna! De todos os modos, pois, “não desistamos de fazer aquilo que é excelente, pois ceifaremos na época devida, se não desfalecermos. Realmente, então, enquanto tivermos tempo favorável para isso, façamos o que é bom para com todos, mas especialmente para com os aparentados conosco na fé”. — Gál. 6:9, 10.

      19. Com que “guerra” tem de lidar cada um, e que questão vital está em jogo?

      19 Não menospreze, como sem conseqüência, a tendência de ‘semear visando a carne’. Naturalmente, visto que ainda somos imperfeitos, ainda somos afligidos pelas fraquezas da carne. Verificamos que nem sempre fazemos o que gostaríamos de fazer, ou que fazemos o que não queremos fazer. Mas, não devemos ceder aos desejos da carne, “para viver de acordo com a carne”. Sim, no nosso íntimo trava-se uma guerra, entre a nossa mente, que se esforça a estar em harmonia com a orientação do espírito de Jeová, e a nossa carne. (Rom. 7:18-23; 8:12, 13) Ceder à carne, recomeçar a semear visando a carne, forçosamente significará ceifar a corrupção, sim, a morte. Mas, “aquele que semeia visando o espírito, ceifará do espírito vida eterna”. — Gál. 6:8.

      20. Que palavras encorajadoras estão registradas em Hebreus 6:9-12 para os que perseveram fielmente em fazer aquilo que é excelente?

      20 Aos que perseveram em fazer aquilo que é excelente dirigem-se as seguintes palavras amorosas de encorajamento e conselho: “No entanto, em vosso caso, amados, estamos convencidos de melhores coisas e de coisas acompanhadas de salvação, embora estejamos falando deste modo. Pois Deus não é injusto, para se esquecer de vossa obra e do amor que mostrastes ao seu nome, por terdes ministrado aos santos e por continuardes a ministrar. Mas, desejamos que cada um de vós mostre a mesma diligência, para ter a plena certeza da esperança até o fim, para que não fiqueis indolentes, mas sejais imitadores daqueles que pela fé e pela paciência herdam as promessas.” — Heb. 6:9-12.

      Digno és, Jeová, sim nosso Deus, de receber a glória, e a honra, e o poder, porque criaste todas as coisas e porque elas existiram e foram criadas por tua vontade. — Rev. 4:11

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