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Fixe alvos significativos para si mesmoDespertai! — 1975 | 22 de fevereiro
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bom uso de seu tempo. E os alvos em produzir os frutos do espírito de Deus — amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura e autodomínio — podem contribuir para seu crescimento espiritual.
Mas, nunca seja despercebido que fixar um alvo é apenas metade da batalha, com efeito, apenas o primeiro passo, por assim dizer. É preciso uma seqüência, perseverar nisso. É preciso apego, autodisciplina, e, de início, talvez haja falhas. Mas, continue tentando, aprenda a não ceder mui facilmente às suas inclinações ou à influência de outros, que, ao passo que são bem intencionados, talvez nem sempre sejam sábios. Tendo fixado para si um alvo, conserve-o, a menos que, com o passar do tempo, descubra que seu alvo foi fixado alto demais ou imprático demais. O apóstolo cristão Paulo certa vez ofereceu bons conselhos em relação a fazer contribuições para os concristãos necessitados: “Faça cada um conforme tem resolvido no seu coração.” Se tiver fixado um alvo sábio e digno, faça exatamente como resolveu, apegue-se a ele! — 2 Cor. 9:7.
Não se deixe levar corrente abaixo. Tenha um propósito, fixe alvos sábios para si mesmo, e leve uma vida mais rica e mais significativa.
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A discórdia abala concórdiaDespertai! — 1975 | 22 de fevereiro
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A discórdia abala concórdia
ONDAS de choque ainda sacodem o Seminário de Concórdia em S. Luís, Missúri. Por vários meses, a maior faculdade teológica luterana dos EUA se contorce sob os efeitos de revolta maciça. Para alguns, isto talvez constitua surpresa, mesmo numa época em que, virtualmente, todas as principais organizações religiosas estão sofrendo. Por quê?
Porque o seminário de Concórdia (significando “harmonia”), de 135 anos, parecia tão seguro. É apoiado pelo Sínodo de Missúri da Igreja Luterana, de três milhões de membros, conhecido por sua forte posição “conservadora” em questões religiosas.
O que aconteceu?
A Discórdia Abaladora
Em janeiro de 1974, John H. Tietjen, chefe do seminário, foi suspenso pela Junta de Controle da faculdade. A Junta citou como motivos: Conduta incorreta oficial na realização dos deveres do cargo, inclusive insubordinação ao presidente do Sínodo, J. A. O. Preus, e advogar falsa doutrina. Em reação à demissão, a maioria do corpo docente instituiu um boicote às aulas. Em questão de dias, 43 membros do corpo docente, ou todos, menos cinco, foram demitidos por se recusarem a voltar às suas turmas.
Um mês após a suspensão de Tietjen, mais de 450 estudantes dum total aproximado de 600, votaram acompanhar os membros expulsos do corpo docente num ‘seminário no exílio’, que veio a ser chamado Seminex. A ação estudantil foi voluntária. Acharam que permanecer em Concórdia subentenderia concordância com a demissão dos professores, medidas que deploraram como “anticristãs” e “imorais”.
O novo seminário funcionou na vizinha Escola de Teologia da Universidade de S. Luís, controlada pelos jesuítas, bem como no Seminário Teológico Éden, dirigido pela bem liberal Igreja Unida de Cristo. Seu programa era financiado pela ELIM, Luteranos Evangélicos em Missão, e dependia de contribuições. Em meados de março, cerca de um mês depois de as aulas serem reiniciadas nas novas instalações, a ELIM noticiou em sua publicação Missouri in Perspective, que recebera donativos e votos que se aproximavam de Cr$ 6 milhões.
Apenas alguns estudantes permaneceram em Concórdia. Os primeiros três meses da primavera só encontraram cerca de noventa estudantes e dezenove professores regulares e convidados na escola. Até mesmo muitos deles aparentemente teriam preferido juntar-se ao grupo separatista, mas a pressão parental ou receios financeiros e a incerteza quanto a suas carreiras os moveu a ficar. Vários estudantes abandonaram por completo seus estudos para o ministério.
Esta discórdia surgiu como uma mudança e tanto. Durante os anos 60, quando era moda os universitários se rebelarem contra as instituições, Concórdia ficou imóvel. Com efeito, uma piada no seu campus diz que, durante aquele período, a faculdade era um “foco de contentamento”.
No entanto, aqueles dias contentes sumiram para sempre. Por quê? O que agitou o fogo que resultou em tamanha discórdia?
Principal Causa da Discórdia
Bem, a raiz do problema são as diferenças doutrinais. Cada lado — o conservador e o moderado — tem argumentos extensos em apoio a seus conceitos. Em suma, o que dizem?
Os conservadores insistem que “cada palavra das Escrituras” deve ser considerada como inspirada diretamente por Deus. Crêem que quando a Bíblia afirma que grande peixe engoliu Jonas, foi realmente isso que ocorreu. Afirmam aceitar literalmente o relato sobre a criação, o Jardim do Éden e a queda no pecado, narrada em Gênesis, capítulos um a três.
Os moderados, no entanto, afirmam que “aceitam sem reservas a Bíblia como a inspirada e escrita palavra de Deus”. Mas, usam o que chamam de ‘método histórico-crítico’ para tentar interpretar a Bíblia. Segundo este sistema, o evangelho ou boas novas que Jesus pregou, como o entendem os moderados, deve ser o padrão pelo qual qualquer parte das Escrituras deve ser avaliada. Às vezes isso é chamado pelos conservadores de “reducionismo do Evangelho”.
Interessante é que os moderados tentam fazer com que a diferença entre sua posição e a dos conservadores pareça ser tão pequena quanto possível. Por quê? Porque muitos, no Sínodo de Missúri, preferem tradicionalmente o conceito conservador. Se os moderados parecessem patentemente, em qualquer sentido, duvidar da Bíblia, poderiam alienar-se de considerável parte da igreja.
Os moderados, portanto, não raro são prudentes e cautelosos em suas explicações das Escrituras. Poder-se-ia ilustrar isto. Se um conservador perguntasse a um moderado: “Crê que Jonas realmente viveu e que um grande peixe realmente o engoliu?”, como responderia o moderado? Bem, o professor moderado, Richard R. Caemmerer, afirma: “Acho que nunca pensei em Jonas como não sendo um personagem histórico, nem me senti tentado a mistificar a história como sendo milagrosa demais. O principal milagre sobre isso, achei, já nos meus anos de pastor, foi sua habilidade de lembrar-se das adoráveis palavras com que orou a Deus ‘dentro do ventre do peixe’ (2:1 e versículos seguintes.).”
O conservador, ouvindo ou lendo tal resposta, fica pensando: “Em que crê realmente o professor? Acha que realmente existiu um Jonas e que um grande
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