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Suportar provações que põem a nossa fé à provaA Sentinela — 1971 | 15 de agosto
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a vontade de Deus. Precisamos confiar em Jeová e fazer corajosamente o que ele manda. Muito em breve poderemos esperar que Satanás, no seu último ataque total contra o povo de Deus, nos cause enormes provações. Mas, na força de Deus, poderemos suportar estas provações que põem a nossa fé à prova. Sim, e pense também na grandiosa recompensa da vida eterna no seu novo sistema justo, com que Deus nos abençoará! — Tia. 1:12; Rev. 21:3, 4.
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É possível haver união entre todos os grupos étnicos?A Sentinela — 1971 | 15 de agosto
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É possível haver união entre todos os grupos étnicos?
HÁ QUALQUER base em que pessoas podem dar-se bem umas com as outras em verdadeiro amor e união de coração? É isso possível, especialmente quando são de raça ou nacionalidade, língua ou formação social diferentes?
Perto do fim de 1970, quando um grupo de 236 pessoas dos Estados Unidos e do Canadá visitou a África, teve a oportunidade de obter informação de primeira mão sobre este assunto. Onde mais se poderia encontrar uma maior variedade de grupos étnicos? E onde mais na terra existe agora expressão mais forte do empenho pela liberdade do que neste continente, que desperta como um gigante aos seus privilégios e ao seu lugar no mundo?
Os viajantes escolheram o dezembro para a sua viagem, porque durante este mês, as testemunhas de Jeová, na África, iriam realizar suas assembléias “Homens de Boa Vontade”. Estes congressos reuniriam milhares de Africanos de muitas tribos e diversas antecedências. O próprio grupo de viajantes era constituído por testemunhas de Jeová. Sabiam que a Bíblia diz que ‘Deus fez de um só homem toda nação dos homens’. E haviam visto união e cooperação na primeira série de tais assembléias, realizada na América do Norte, em meados daquele ano. Poderiam existir estas em todas as terras? Além disso, seriam estes visitantes norte-americanos recebidos como “irmãos” e sentir-se-iam, por sua vez, como irmãos dos congressistas na África?
DACAR, SENEGAL
Para que os viajantes pudessem visitar as dez assembléias, tomaram rumos diferentes, alguns visitando uma assembléia, e outros, outra. A primeira foi realizada em Dacar, no Senegal, na ponta mais ocidental do grande bojo da África no Oceano Atlântico.
Chegando a Dacar, os turistas foram cumprimentados cordialmente logo cedo de manhã, às 7,30 horas, por uma grande delegação de Testemunhas locais, que os ajudou a passar pela alfândega e a levar sua bagagem aos ônibus que esperavam por eles. Alguns foram acomodados perto do hotel principal em cabanas de forma cônica peculiar, à moda senegalesa, para logo sentirem que estavam na África.
A assembléia de quatro dias, iniciando-se em 1.º de dezembro, foi realizada em La Maison de Jeunes, ou na Casa dos Jovens. Embora o exterior do prédio fosse muito atraente, o interior havia ficado num estado de abandono. Mas as Testemunhas senegalesas passaram a atarefar-se com antecedência com baldes de água e sabão. Sem qualquer despesa para os proprietários do salão, usaram quase 390 litros de tinta, substituíram lâmpadas queimadas, consertaram e substituíram portas, desentupiram os esgotos e fizeram instalações de água. Depois de 1.200 horas de trabalho árduo, tudo estava pronto, inclusive o belo palco com um cenário nos fundos. Por certo, os visitantes vindos das bandas ocidentais não podiam ter algo mais limpo e mais confortável como lugar de reunião.
Neste país de cerca de quatro milhões de habitantes, oitenta por cento dos quais são muçulmanos, há 178 testemunhas de Jeová empenhadas na sua atividade de pregação. A assembléia não foi anunciada, mas era da natureza de uma reunião particular. O auge de assistência foi de 325 pessoas. Tanto o presidente N. H. Knorr como o vice-presidente F. W. Franz da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia apareceram diversas vezes no programa, falando por intermédio de intérpretes.
COMENTÁRIOS DO DIRETOR DO AUDITÓRIO
O que observavam ali os congressistas vindos do continente americano no que se referia à questão da união entre pessoas de diversas raças e línguas? Isto talvez seja refletido nos comentários do diretor de La Maison de Jeunes. Comentando a cooperação e a disciplina existentes, ele perguntou: “Por favor, digam-me como conseguem isto? Quando lhe foi explicado que não era conseguido por se fazer algum anúncio pelos alto-falantes, mas que era um modo de vida aprendido pelo estudo da Bíblia e praticado na vida diária, ele pediu assinaturas para as revistas A Sentinela e Despertai!, e quis um exemplar de todas as publicações da Torre de Vigia para a biblioteca da Casa dos Jovens. Na despedida, ele concluiu: “Eu nunca me dei conta de que possuem uma organização tão séria, com níveis tão elevados de limpeza e ordem. E estão sempre com disposição mental feliz; é evidente que têm um objetivo muito nobre.”
Um dos congressistas senegaleses exclamou, quando partiu o avião dos visitantes para a próxima assembléia: “Visto que eu não falava inglês, hesitava em me dirigir a eles e falar com eles, mas fiquei muito surpreso e feliz quando eles se dirigiram a mim e me cumprimentaram cordialmente, na sua chegada, e depois se despediram antes de partir. Eu me senti muito amado. O povo de Jeová nas outras partes do mundo são deveras meus irmãos e minhas irmãs.”
MONRÓVIA, LIBÉRIA
Enquanto a assembléia em Dacar estava no seu terceiro dia, outro avião cheio de viajantes aterrou na esplêndida cidade moderna de Monróvia, na Libéria. O Pavilhão Centenário era um local apropriado para esta assembléia. Mas o administrador do congresso foi avisado na última hora de que a universidade governamental havia contratado o pavilhão para a formatura dos alunos, durante o dia final, o dia da conferência pública. A reunião poderia ser realizada depois, às 18 horas. Este reajuste, porém, não parecia ser sábio, pois era possível que a formatura se prolongasse. A atenção se fixou então num segundo esforço de contratar o vizinho Edifício do Verdadeiro Partido Whig, de quatro milhões de dólares. Este prédio pertencia ao governo e estava ainda nas fases finais de construção. Ainda nunca tinha sido usado. Pois bem, para se obter a concessão de tal edifício, era preciso procurar neste
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