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“Ouro negro” no quintal dos fundos do AlascaDespertai! — 1970 | 8 de dezembro
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As companhias petrolíferas derramaram mais de Cr$ 4.500 milhões no tesouro do estado quando concorreram ao privilégio de arrendar 167.043 hectares de terra da Vertente Norte para exploração. A crescente demanda mundial de petróleo, junto com os perigos associados à entrega de petróleo do Oriente Médio, politicamente turbulento, tornam este projeto ainda mais atraente. As nações ocidentais esperam que as reservas petrolíferas do Alasca aliviem a situação.
No entanto, trata-se dum empreendimento muitíssimo custoso. Os arrendamentos petrolíferos já custaram mais de cinco bilhões de cruzeiros. Os primeiros poços, sem a certeza da existência real de petróleo, custam entre Cr$ 10 a Cr$ 20 milhões cada um. Os custos da exploração inicial e também agora do oleoduto elevaram deveras a empresa toda ao custo de centenas de milhões de cruzeiros.
Daí, há outros custos, não medidos de imediato em cruzeiros e centavos. Os conservacionistas têm berrado abertamente a respeito do que isso custará à terra e suas belezas naturais. Estudos de ecologia, feitos pelas companhias petrolíferas, procuram meios de limitar os danos causados à vegetação da tundra. A fina camada de musgo e liquens na superfície serve para isolar o solo permanentemente congelado. Uma vez removida esta camada protetora, o resultante degelo do solo permanentemente congelado pode produzir a erosão, o afundamento e queda da superfície do solo. No caso de ficar afetada a vegetação da tundra, deve-se fazer esforço de encontrar plantas e pastagens que a substituam e consigam crescer neste clima rigoroso.
E o que dizer do custo no que tange à vida animal? Será que os milhares de caribus ficarão livres para emigrar e imigrar pela tundra cada ano, conforme o têm feito por séculos? Podem as aves aquáticas continuar a gozar lagos e tanques não poluídos? Será que a raposa do Ártico, o urso pardo, o lobo e o esquilo continuarão a perambular pelas encostas sem ser molestados?
Os conservacionistas apelam para que se dê um fim ordeiro aos detritos e ao lixo. Tambores de óleo, maquinaria velhos e outros refugos pontilham a Vertente desde as primeiras explorações. O aço e outros materiais sólidos dificilmente se deterioram neste clima frígido. As companhias de petróleo se tornam cada vez mais cônscias de suas responsabilidades neste particular, e tomam algumas medidas para preservar o terreno, proteger a vida selvática e reduzir os custos em termos de sacrificar as belezas naturais. Projetos de limpeza já foram iniciados e tomam-se precauções para o futuro.
O vasto trabalho envolvido em explorar a indústria petrolífera nesta localidade bem distante ao norte é deveras impressionante. E os alasquenses se congratulam pelo fato de que dentro em breve as pessoas em todo o mundo estarão usando parte deste “ouro negro” produzido em seu quintal dos fundos.
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Revistas amplamente lidasDespertai! — 1970 | 8 de dezembro
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Revistas amplamente lidas
✔ The Word, revista católica internacional, publicada na Irlanda, recentemente relatou: “A Sociedade Torre de Vigia sempre tem sublinhado a palavra impressa. . . . Sua revista A Sentinela relata uma circulação cerca de quatro vezes superior à circulação do maior periódico católico do mundo. Sua publicação companheira, a Despertai!, afirma gozar uma circulação de 4 milhões.” Sim, tais revistas são lidas por milhões de pessoas que amam a Palavra de Deus em todas as partes do mundo. Com efeito, desde que o escritor do artigo citado acima obteve suas estatísticas, tanto A Sentinela como Despertai! aumentaram sua circulação em mais de 50 por cento.
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