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  • A semente finalmente brotou
    A Sentinela — 1974 | 1.° de julho
    • A semente finalmente brotou

      PERTO de Tóquio, no Japão, foram recuperadas três sementes de loto, a respeito das quais os peritos verificaram que haviam ficado enterradas numa canoa sob uma turfeira, por 2.000 anos. Um perito em plantas de loto preparou as sementes e colocou-as na água. Duas das sementes antigas brotaram e produziram flores de loto plenamente desenvolvidas e belas. Embora tivessem ficado dormentes por cerca de dois milênios, as sementes ainda podiam brotar e se desenvolver sob as condições certas. — The Plants, página 94.

      Jesus, na sua ilustração de diferentes tipos de solos, falou a respeito de outra espécie de semente, dizendo: “A semente é a palavra de Deus.” (Luc. 8:11) Este tipo de semente também pode ficar dormente por algum tempo e finalmente brotar, quando as condições estão certas. Isto é bem exemplificado com o que aconteceu recentemente na parte sulina dos Estados Unidos. Envolve uma moça que havia tido seu primeiro contato com a verdade real da Palavra de Deus alguns anos antes.

      À idade de treze anos, a moça havia ficado bastante interessada na política. Certo dia, a moça perguntou à criada da família em quem ela ia votar nas eleições. A criada, sendo testemunha de Jeová, disse à moça que não votava nas eleições políticas por causa do que a Bíblia diz sobre a situação dos cristãos no mundo. (João 17:16) A moça nunca ouvira nada igual. Portanto, nos dias e semanas seguintes, seguia a criada em volta da casa, fazendo muitas perguntas sobre a Bíblia. Os pais da moça objetaram a isso, porém, e despediram a criada. Mas as sementes da verdade já haviam sido plantadas.

      Não havia congregação das testemunhas de Jeová na cidade onde a família morava, e assim, durante os próximos cinco anos, estas sementes da verdade ficaram dormentes. No entanto, ela fez um voto de que, quando viesse o tempo de sair de casa e ir para a universidade, entraria novamente em contato com as testemunhas de Jeová. Ela diz: “Nunca consegui tirar da mente as coisas que eu havia aprendido da criada.”

      Finalmente, quando ela foi para cursar uma universidade, obteve um exemplar da Sentinela com o artigo “O Que Vem Primeiro — Sua Igreja ou Deus?”. Este a induziu a escrever à sede da Sociedade Torre de Vigia. Em pouco tempo, uma das testemunhas de Jeová foi posta em contato com ela. Logo começou a freqüentar suas reuniões cristãs. Contava à sua companheira de quarto o que aprendia e esta também começou a freqüentar as reuniões. Ambas progrediam bem no seu estudo da Palavra de Deus.

      Durante as férias de verão, a moça voltou para casa. Toda feliz, contou aos seus pais as boas coisas que aprendeu da Bíblia. Seus pais ficaram muito perturbados e nem mesmo quiseram que ela se correspondesse com as Testemunhas. Embora ela amasse e respeitasse seus pais, deu-se conta de que não podia desarraigar as sementes da verdade bíblica semeadas no seu coração e que então cresciam. Assim, quando voltou à escola, no outono, começou a associar-se novamente com as testemunhas cristãs e continuou a compartilhar com a sua colega de quarto e com outras moças no dormitório o que aprendia. A moça começou também a fazer ajustes nas suas atividades, visto que era presidenta duma organização batista para mulheres, era professora da Escola Dominical, presidenta de seu dormitório e funcionária do governo estudantil da universidade. Ela compreendeu da Bíblia que devia tomar medidas para terminar seu envolvimento em tais atividades, e fez isso.

      Deu-se também conta de que era preciso outro ajuste; precisava deixar de ser membro de sua igreja anterior. Um clérigo local com quem falou disse que ele achava que a narrativa da criação em Gênesis e outras partes da Bíblia não podiam ser tomadas literalmente. Além disso, ele admitiu que muitas das coisas ensinadas nas igrejas eram de origem pagã. Depois de repetidos esforços de sua parte, a moça foi finalmente exonerada da igreja.

      Ao continuar a progredir com seu estudo e com a aplicação da Palavra de Deus, ela foi batizada como testemunha cristã de Jeová. Voltando novamente para casa, nas férias, ela disse aos pais que se sentia feliz de estar com a família, mas que sua consciência não lhe permitia participar nas atividades religiosas deles na igreja. Seus pais lhe tornaram claro que ela teria de escolher entre sua religião e eles. Estava a verdade tão arraigada no seu coração de modo que pudesse perseverar?

      Ela estava programada a ter uma parte na Escola do Ministério Teocrático na congregação das testemunhas de Jeová na cidade universitária. Sua mãe indicou-lhe que, quando a filha fosse para dar aquele discurso, não poderia levar absolutamente nada consigo, exceto a roupa que usava. Depois de chegar à cidade universitária e fazer a sua parte na congregação, telefonou para os pais para deixá-los saber que havia chegado a salvo. Sua mãe lhe disse que não se incomodasse em voltar para casa. — Mat. 10:32-38.

      Esta jovem cristã continua a fazer progresso ao servir regularmente a Jeová Deus. Numa assembléia recente das testemunhas de Jeová, ela encontrou-se com a Testemunha que havia estado na sua família sete anos antes. Foi uma ocasião emocionante para ambas, mas especialmente para a Testemunha que primeiro havia plantado as sementes da verdade. Ela disse à moça: “Eu achei desde o começo que você tomaria sua posição a favor de Jeová, porque você demonstrou logo amor à Palavra de Deus.”

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1974 | 1.° de julho
    • Perguntas dos Leitores

      ● Qual é o conceito das testemunhas de Jeová sobre o casamento inter-racial?

      As testemunhas de Jeová sempre procuram refletir o conceito bíblico sobre os assuntos. A Bíblia não trata especificamente do casamento inter-racial. No entanto, ela mostra como Jeová Deus considera a humanidade e fornece princípios orientadores para os que pensam em casar-se.

      Em parte alguma a Bíblia ensina ou dá a entender a superioridade racial. Jeová Deus aceita como seus servos aprovados as pessoas de todas as raças, sem discriminação. A Bíblia nos diz: “[Deus] fez de um só homem toda nação dos homens, para morarem sobre a superfície inteira da terra, e decretou as épocas designadas e os limites fixos da morada dos homens, para buscarem a Deus, se tateassem por ele e realmente o achassem.” (Atos 17:26, 27) “Deus não é parcial, mas, em cada nação, o homem que o teme e que faz a justiça lhe é aceitável.” — Atos 10:34, 35.

      De modo que a Bíblia, em parte alguma, dá a entender que as diferenças raciais, em si mesmas, tenham algo que ver com o que é próprio no casamento. O apóstolo Paulo escreveu a respeito dum novo casamento de viúvas: “A esposa está amarrada durante todo o tempo em que seu marido estiver vivo. Mas, se o seu marido adormecer na morte, ela está livre para se casar com quem quiser, somente no Senhor.” (1 Cor. 7:39) Assim, o cristão está livre para se casar com qualquer pessoa que estiver bíblica e legalmente livre para isso, desde que esta pessoa seja realmente concrente.

      Então, há outros fatores que mereçam ser considerados? Sim, pois os cristãos procuram usar de bom senso e sabedoria em tudo o que fazem. Entre outras coisas, são exortados a ‘prosseguir andando em sabedoria para com os de fora’, os de fora da congregação cristã. — Col. 4:5.

      Em muitas regiões, os casamentos inter-raciais se tornam cada vez mais comuns. As pessoas viajam mais, e amiúde acham atraentes os modos e costumes das pessoas de outras terras. A guerra também desempenhou um papel nisso, e muitos soldados europeus e norte-americanos tomaram esposas asiáticas. Existe assim um conceito mais amplo, da parte de muitos, sobre o casamento inter-racial.

      Não obstante, nem todos compartilham tal conceito amplo, nem apreciam todos as normas bíblicas. Ainda restam no mundo da humanidade muitos preconceitos arraigados. O cristão, sendo realístico, precisa encarar a vida como é — não como quer que seja.

      Em alguns poucos lugares, existem até mesmo leis que tornam ilegais os casamentos inter-raciais. Neste caso, os cristãos estão sob a obrigação bíblica de obedecer a elas, visto que tais leis não lhes tornam impossível adorar a Deus com “espírito e verdade”. (João 4:24; Rom. 13:1) Naturalmente, se o cristão prefere mudar-se para um lugar onde tais leis não vigoram, certamente tem a liberdade de fazer isso.

      Em outras comunidades, os preconceitos locais produzem discriminação e tratamento rude para com os de certas raças da humanidade. Tais preconceitos não fazem com que o casamento inter-racial seja errado. Para o cristão discernente, porém, podem ser motivo de reflexão quanto à prudência de tal casamento. Não importa qual a formação racial dos cônjuges, o próprio casamento exige muitos ajustes da parte de ambos para ser bem sucedido e dar felicidade. A imperfeição humana faz com que todos os casamentos produzam certa medida de ‘tribulação na carne’, conforme o apóstolo Paulo salienta sabiamente. (1 Cor. 7:28) Em certas localidades, onde os preconceitos raciais são fortes, isto pode aumentar a tensão da relação marital e pode ser especialmente provador para os filhos resultantes. Por isso, o cristão deve refletir bem nas prováveis conseqüências, antes de pensar na possibilidade dum casamento inter-racial.

      Os de raças diferentes podem ter formação muito similar, em sentido cultural, social e educacional. Ou sua formação respectiva pode ser bem diferente. Às vezes, os hábitos, atitudes e costumes diferentes parecem tornar mais interessante a união matrimonial. No entanto, formações muito divergentes, mesmo entre cônjuges da mesma raça, podem criar e às vezes criam problemas, tornando o ajuste matrimonial mais difícil. Ao fazer a sua decisão,

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