-
É o seu lar um lugar de descanso e paz?A Sentinela — 1988 | 1.° de novembro
-
-
sabedoria edifica a família e torna possível sua bem-sucedida vida como unidade.
22. Aplicar as instruções de Deus resultará em quê?
22 Aplicar as instruções de Deus no seio da família resultará em paz, pois foi dito aos israelitas: “Eu, Jeová, sou teu Deus, Aquele que te ensina a tirar proveito, Aquele que te faz pisar no caminho em que deves andar. Oh! se tão-somente prestasses realmente atenção aos meus mandamentos! A tua paz se tornaria então como um rio e a tua justiça como as ondas do mar.” (Isaías 48:17, 18) Portanto, que todos os maridos, esposas e filhos piedosos apliquem a sabedoria celestial. Neste caso, o nosso lar será sempre um lugar de descanso e paz.
Lembra-se?
◻ Visando uma vida doméstica tranqüila, que escolha deve ser feita pelo cristão que pensa em se casar?
◻ Segundo Efésios 5:21-33, o que devem fazer os maridos e as esposas para que haja paz doméstica?
◻ Como pode a aplicação do conselho em Efésios 4:26, 27 ajudar a fazer do lar um lugar de paz?
◻ Como podem os filhos contribuir para a paz familiar?
◻ Como podemos manter o nosso lar como lugar de descanso e paz?
-
-
Quando a paz conjugal estiver ameaçadaA Sentinela — 1988 | 1.° de novembro
-
-
Quando a paz conjugal estiver ameaçada
“A esposa não se afaste de seu marido; . . . e o marido não deve deixar a sua esposa.” — 1 CORÍNTIOS 7:10, 11.
1. Qual era o propósito de Jeová com relação ao casamento?
JEOVÁ DEUS uniu o primeiro casal humano em casamento e Sua intenção era de que esse vínculo de uma só carne fosse duradouro. Devia ser uma união abençoada que resultasse na felicidade do casal e na produção de uma prole justa, tudo para a glória de Deus. — Gênesis 1:27, 28; 2:24.
2. Qual é um dos fatores que levam ao rompimento dos laços conjugais?
2 Aquele arranjo conjugal ideal foi rompido por causa do modo de pensar independente e do pecado. (Gênesis 3:1-19; Romanos 5:12) De fato, o espírito de independência é um dos fatores que atualmente levam ao rompimento dos laços conjugais. Nos Estados Unidos, por exemplo, em 1985, houve 5 divórcios — em comparação com 10,2 casamentos — para cada 1.000 pessoas. Em 1986, um informe de Moscou indicou que apenas 37 por cento dos casamentos na União Soviética duram três anos, e 70 por cento acabam dentro de uma década.
3. (a) O que pode causar brigas conjugais? (b) No que tange ao casamento, quem é o principal perturbador da paz?
3 O espírito de independência pode causar brigas conjugais. Também inibe o desenvolvimento espiritual, pois “o fruto da justiça tem a sua semente semeada sob condições pacíficas”. (Tiago 3:18) Mas, quem é o principal perturbador da paz? É Satanás. E quão triste é quando um servo de Deus “[dá] margem ao Diabo” e assim deixa de usufruir um lar de descanso e paz! — Efésios 4:26, 27.
4. O que deve reconhecer o casal cristão que tiver graves problemas conjugais, e o que deve fazer?
4 Quando cônjuges cristãos vêem a separação como única solução para seus problemas conjugais, eles correm o risco de sucumbir aos desígnios de Satanás, e há algo seriamente errado espiritualmente. (2 Coríntios 2:11) Um deles, ou ambos, não estão aplicando plenamente os princípios de Deus. (Provérbios 3:1-6) Assim, devem fazer prontamente esforços com oração para resolver suas desavenças. Se estas parecerem irreconciliáveis, pode-se consultar anciãos congregacionais. (Mateus 18:15-17) Embora estes não estejam autorizados a dizer a concrentes exatamente como resolver seus problemas conjugais, eles podem apontar para o que a Bíblia diz. — Gálatas 6:5.
5. Em que base é biblicamente aceitável o divórcio com a possibilidade de casar-se de novo com outra pessoa?
5 Se a situação conjugal estiver tão ruim a ponto de o casal cristão cogitar até mesmo o divórcio, os anciãos podem frisar que o divórcio e um novo casamento são biblicamente aceitáveis apenas se um dos cônjuges tiver cometido “fornicação”. Este termo abrange adultério e outras formas de relações e perversões sexuais imorais. (Mateus 19:9; Romanos 7:2, 3; veja A Sentinela de 15 de setembro de 1983, página 31.) Mas, que dizer se, embora não tenha havido “fornicação”, a paz conjugal estiver seriamente ameaçada? O que diz a Bíblia sobre separação legal ou de fato?
Conselho Inspirado de Paulo
6. (a) Qual é a essência do conselho de Paulo em 1 Coríntios 7:10, 11? (b) Como deve o casal cristão resolver seus problemas conjugais?
6 No empenho de ajudar um casal cristão cujos vínculos conjugais estejam ameaçados, os anciãos podem indicar as palavras do apóstolo Paulo: “Aos casados dou ordens, contudo, não eu, mas o Senhor, que a esposa não se afaste de seu marido; mas, se ela realmente se afastar, que permaneça sem se casar, ou, senão, que se reconcilie novamente com seu marido; e o marido não deve deixar a sua esposa.” (1 Coríntios 7:10, 11) O casal cristão deve poder resolver os seus problemas, fazendo concessões à imperfeição humana. Problema algum deve ser tão grande que não se possa resolvê-lo por orar sinceramente a respeito, por aplicar princípios bíblicos e por mostrar amor, que é um dos frutos do espírito de Deus. — Gálatas 5:22; 1 Coríntios 13:4-8.
7. (a) Se o casal cristão realmente se separar, qual é a posição bíblica deles? (b) Como pode a separação conjugal de dois cristãos influir em seus privilégios de serviço?
7 Mas, que dizer se o casal cristão realmente se separar? Eles precisam ‘permanecer sem se casar, ou, senão, que se reconciliem’. A menos que seja uma questão de divórcio obtido à base de “fornicação”, nenhum dos dois está biblicamente livre para casar-se de novo. Por causa disso e da “prevalência da fornicação”, seria bom que se ‘reconciliassem’ sem demora. (1 Coríntios 7:1, 2) Não cabe aos anciãos exigir que o homem e a mulher voltem a se juntar, mas talvez eles não se qualifiquem para certos privilégios de serviço por causa de seus problemas conjugais. Por exemplo, se um homem “não souber presidir à sua própria família”, evidentemente falta-lhe habilidade para “[tomar] conta da congregação de Deus” como superintendente. — 1 Timóteo 3:1-5, 12.
8. Qual é a essência do conselho de Paulo em 1 Coríntios 7:12-16?
8 A ênfase é no sentido de se preservar o casamento, mesmo que só um dos cônjuges seja crente. Paulo escreveu: “Se algum irmão tiver esposa incrédula, e ela, contudo, estiver disposta a morar com ele, que ele não a deixe; e a mulher que tiver marido incrédulo, e ele, contudo, estiver disposto a morar com ela, não deixe seu marido. . . . Mas, se o incrédulo passar a afastar-se, deixa-o afastar-se; o irmão ou a irmã não está em servidão em tais circunstâncias, mas Deus vos chamou à paz. Pois, esposa, como sabes se não hás de salvar o teu marido? Ou, marido, como sabes se não hás de salvar a tua esposa?” (1 Coríntios 7:12-16) Se o descrente preferir afastar-se, o cristão o deixará ir. O crente, porém, na esperança de que o descrente possa ser atraído ao cristianismo, não tomará a iniciativa no rompimento. A mãe de Timóteo, Eunice, aparentemente ficou com seu marido incrédulo, mas, deu instrução espiritual ao seu filho. — 2 Timóteo 1:5; 3:14, 15.
Motivos Para Separação
9, 10. (a) Em vista de 1 Timóteo 5:8, qual é uma das bases para a separação de um casal? (b) O que devem fazer os anciãos designados caso um cristão for acusado de recusar-se a sustentar sua esposa e filhos?
9 As palavras de Paulo em 1 Coríntios 7:10-16 incentivam o casal a ficar junto. Não obstante, alguns, após terem tentado muitíssimo preservar a sua relação marital, finalmente decidiram que, de plena consciência, não tinham outra opção senão se separar. Quais são os possíveis motivos para tal passo?
10 Deliberadamente deixar de prover o sustento é uma das bases para a separação. Ao se casar, o marido assume o dever de prover para a esposa e os filhos que venham a ter. O homem que não provê para os membros de sua família “tem repudiado a fé e é pior do que alguém sem fé”. (1 Timóteo 5:8) Assim, é possível a separação no caso de descumprimento intencional dessa obrigação. Naturalmente, os anciãos designados devem examinar a fundo a acusação de que um cristão se recusa a prover para sua esposa e filhos. A recusa obstinada de sustentar a família pode resultar em desassociação.
11. Que outra base para separação existe, mas, o que pode tornar suportável a situação?
11 Maus-tratos físicos extremos é outra base para separação. Suponha que um cônjuge descrente freqüentemente se embriague, se enfureça e provoque danos físicos no crente. (Provérbios 23:29-35) Através da oração e por demonstrar os frutos do espírito de Jeová, o crente talvez consiga prevenir tais acessos e tornar suportável a situação. Mas, se chegar ao ponto em que a saúde e a vida do cônjuge maltratado realmente correrem risco, a separação seria biblicamente permitida. Também aqui os anciãos congregacionais devem examinar as acusações de maus-tratos físicos, caso o casamento atribulado envolva dois cristãos, e talvez seja necessário tomar medidas de desassociação. — Veja Gálatas 5:19-21; Tito 1:7.
12. (a) Como pode a espiritualidade do crente influir na questão da separação? (b) O que se sugere caso exista uma situação espiritual muito doentia num lar cristão?
12 O absoluto perigo à espiritualidade também provê base para a separação. O crente num lar dividido em sentido religioso deve fazer todo o possível para aproveitar-se das provisões espirituais de Deus. Mas, permite-se a separação caso a oposição do cônjuge descrente (talvez incluindo coibição física) realmente impossibilite praticar a adoração pura e deveras puser em risco a espiritualidade do crente. No entanto, que dizer se existir uma condição espiritual muito doentia num lar em que ambos os cônjuges são crentes? Os anciãos devem prestar ajuda, mas especialmente o marido batizado deve empenhar-se com diligência para remediar a situação. Naturalmente, se um cônjuge batizado age como apóstata e tenta impedir que seu parceiro sirva a Jeová, os anciãos devem tratar o caso à luz da Bíblia. Se ocorrer a desassociação em casos que envolvam absoluto perigo à espiritualidade, deliberada recusa de prover o sustento ou maus-tratos físicos extremos, o cristão fiel que buscasse a separação legal não estaria violando o conselho de Paulo sobre levar um crente ao tribunal. — 1 Coríntios 6:1-8.
13. Sob que circunstâncias pode-se justificar a separação de um casal?
13 Portanto, se as circunstâncias forem extremas, pode-se justificar a separação. Mas, pretextos triviais obviamente não devem ser usados para obter a separação. Todo cristão que se separar deve assumir a responsabilidade pessoal por tal ação e dar-se conta de que todos nós prestaremos contas a Jeová. — Hebreus 4:13.
Uma Medida Sensata?
14. (a) Que problema a separação provavelmente criará? (b) Como pode a separação afetar os filhos?
14 Deve-se considerar com oração os problemas que a separação provavelmente trará. Por exemplo, a família de genitor único raramente provê o que a família de dois genitores pode prover em questão de equilíbrio e disciplina. E a separação pode exercer sobre os filhos um impacto similar ao do divórcio, a respeito do que a revista India Today disse: “Sheena, de grandes olhos que parecem abarcar o mundo inteiro, tem seis anos. Os seus pais se divorciaram dois anos atrás, após uma feia batalha no tribunal. Pouco depois, o pai dela casou-se com outra mulher. Por um ano Sheena sofreu fortes ataques de asma e constantemente chupa o polegar. Ela mora com a mãe em Nova Délhi. Diz a mãe: ‘Minha tristeza passou para Sheena. . . . Ela sente falta do pai. . . . Ela é mais madura do que a maioria das crianças da sua idade. Mas, ela tem esses incontroláveis acessos de choro, como se quisesse tirar algo de dentro de si. A escola foi um problema. As crianças podem ser muito cruéis. Muitas vezes ela se retira para um mundo de faz-de-conta: inventa para seus amigos uma história a respeito de todos nós sairmos juntos.’”
15. Que efeito pode a separação ter sobre um marido ou uma esposa cristãos?
15 Em muitos casos, a separação tampouco produz bons resultados para o marido e a esposa cristãos. Eles logo se dão conta de que, sem o cônjuge ou as crianças, há um vazio atormentador. Tampouco se deve desperceber as pressões resultantes da separação. Será possível cuidar dos assuntos financeiros, ou de outros aspectos? E, que dizer se a pressão da separação resultar em imoralidade? Jesus disse: “A sabedoria é provada justa pelas suas obras.” (Mateus 11:19) Especialmente quando ambos os cônjuges são cristãos, o resultado da separação às vezes mostra ser muito insensato.
Tente Resolver os Problemas
16. O que deve fazer o casal cuja paz conjugal estiver ameaçada?
16 O casal cristão cuja paz conjugal estiver seriamente ameaçada deve conversar sobre as suas desavenças de um modo digno dos que servem a Deus. E, certamente, deve levar em conta a imperfeição. (Filipenses 2:1-4) Mas, o que mais se pode fazer?
17. Em que sentido mostrar sabedoria com relação a coisas materiais pode contribuir para a paz conjugal?
17 Mostrar sabedoria com relação a coisas materiais pode contribuir para a paz conjugal. Para ilustrar: Depois de considerar o ponto de vista negativo de sua esposa, um homem talvez decida, mesmo assim, ser sensato que a sua família se mude para outro lugar. Isto talvez pareça aconselhável por razões econômicas, mas talvez também possibilite que a família promova os interesses do Reino por servir onde a necessidade é maior. (Mateus 6:33) A esposa cristã talvez não apóie a mudança porque ela teria de deixar seus pais ou um ambiente conhecido. Mas, ela será sensata se cooperar plenamente com seu esposo, que é o cabeça da família e tem a responsabilidade de determinar onde a família morará. Ademais, a sua submissão e cooperação amorosa contribuirá para a paz doméstica. — Efésios 5:21-24.
18. Que oportunidades tem o casal cristão de fazer coisas juntos?
18 A paz familiar floresce e os problemas parecem menos sérios quando marido e mulher fazem coisas juntos. Por exemplo, o casal cristão tem esplêndidas oportunidades de trabalhar juntos no ministério de campo. Se fizerem isso regularmente, levando junto os filhos, a família inteira se beneficiará. Talvez também haja várias oportunidades de fortalecer o vínculo marital por se dedicarem a outras atividades salutares que sejam do especial agrado do marido ou da esposa.
19. Que tipo de chefia contribuirá para a paz familiar?
19 A chefia corretamente exercida fortalecerá os vínculos conjugais. Naturalmente, o marido cristão maduro não será ditador. Antes, ‘persistirá em amar a sua esposa e não se irará amargamente com ela’. Jeová espera que ele exerça uma chefia amorosa. (Colossenses 3:18, 19) Tal chefia, por sua vez, promove a paz familiar.
Em Famílias Divididas
20, 21. Como pode a razoabilidade ser benéfica quando a paz estiver ameaçada num lar dividido em sentido religioso?
20 Ser razoável ajuda a resolver problemas conjugais de um casal cristão. (Filipenses 4:5) Mas, a razoabilidade é também importante se a paz estiver ameaçada numa família dividida em sentido religioso. Se o marido descrente procurar impedir que a esposa cristã sirva a Jeová, ela pode tentar raciocinar com ele, dizendo, com tato, que ela lhe concede liberdade religiosa e deveria logicamente receber um tratamento similar. (Mateus 7:12) Embora deva estar em sujeição relativa a seu marido descrente, nos casos de conflito deve-se fazer a vontade de Deus. (1 Coríntios 11:3; Atos 5:29) Assistir a reuniões cristãs três vezes por semana certamente não é demais. No entanto, a esposa crente verificará ser sensato estar em casa nas outras noites e programar a maior parte de seu ministério de campo para as horas em que seu marido estiver trabalhando e os filhos na escola. Com razoabilidade e bom planejamento, ela não precisa “[desistir] de fazer aquilo que é excelente”. — Gálatas 6:9.
21 A razoabilidade também se aplica a outros assuntos. Por exemplo, a pessoa tem o direito de praticar a religião de sua escolha. Mas, seria razoável e sensato a esposa cristã não deixar a sua Bíblia e seus compêndios bíblicos em lugares em que um marido fortemente opositor pudesse objetar. Pode-se evitar conflito se tais publicações forem guardadas junto a seus pertences pessoais e se ela os estudar de maneira reservada. Naturalmente, ela não deve transigir em princípios justos. — Mateus 10:16.
22. O que se pode fazer caso o motivo do rompimento da paz doméstica for a instrução religiosa dos filhos?
22 Se o rompimento da paz doméstica for por causa da instrução religiosa dos filhos, a esposa crente pode jeitosamente providenciar que eles a acompanhem às reuniões e ao ministério de campo. Mas, se o marido e pai descrente impedir isso, ela pode ensinar princípios bíblicos aos filhos de modo que, ao crescerem e deixarem a casa, provavelmente praticarão a adoração pura. Se o crente for o marido, como cabeça da família, ele tem a obrigação bíblica de criar seus filhos como cristãos. Assim, deve estudar a Bíblia com eles, levá-los às reuniões e treiná-los no ministério de campo. (Efésios 6:4) Naturalmente, deve ser bondoso, amoroso e razoável nos seus tratos com a esposa descrente.
Mantenha a Paz Como Família Unida
23. Se a paz conjugal estiver ameaçada, o que poderá ser útil?
23 Visto que os cônjuges são “uma só carne”, eles devem conviver em paz segundo o arranjo de Deus para os casados, em especial se ambos forem cristãos. (Mateus 19:5; 1 Coríntios 7:3-5) Mas, se a paz conjugal estiver ameaçada em seu caso, recapitule com oração os pontos bíblicos aqui apresentados. Talvez também seja útil lembrar o seu tempo de namoro. Quão arduamente ambos tentavam fazer o que era correto e lançar a base para uma união feliz! Farão agora empenhos similares para preservar o seu casamento?
24. Que atitude devem os cristãos ter para com o casamento?
24 Os cristãos unidos em matrimônio têm uma maravilhosa dádiva da parte de Deus — seu casamento! Se viverem à altura de seus votos maritais e forem íntegros a Jeová, poderão aguardar o justo novo mundo em que as dolorosas separações e divórcios não mais afligirão a humanidade. Assim, mostre gratidão para com o casamento qual simbólico “cordão tríplice”, tendo a Jeová como parte vital dele. (Eclesiastes 4:12) E que todos os membros de sua unida família usufruam as bênçãos da felicidade familiar num lar de descanso e paz!
Qual É Sua Resposta?
◻ Como resumiria o conselho de Paulo em 1 Coríntios 7:10-16?
◻ Que razões válidas existem para a separação de um casal?
◻ Como podem os cristãos resolver problemas quando a paz conjugal estiver ameaçada?
◻ Em famílias divididas em sentido religioso, como pode a razoabilidade contribuir para a paz?
[Foto na página 23]
O casal cristão cuja paz conjugal estiver ameaçada deve conversar sobre seus problemas dum modo digno dos que servem a Jeová.
-
-
Será que Deus o chamou à paz?A Sentinela — 1988 | 1.° de novembro
-
-
Será que Deus o chamou à paz?
“Se o incrédulo passar a afastar-se, deixa-o afastar-se; o irmão ou a irmã não está em servidão em tais circunstâncias, mas Deus vos chamou à paz.” — 1 CORÍNTIOS 7:15.
1. Biblicamente, como se deve encarar o casamento?
JEOVÁ nunca quis que o casamento levasse a uma aflitiva separação ou divórcio. O casamento devia ser um vínculo duradouro de ‘uma só carne’, que resultasse em alegria, descanso e paz. (Gênesis 2:24; Rute 1:9) Em geral, a Bíblia aconselha os casados a permanecerem juntos, mesmo se um dos cônjuges for cristão e o outro descrente. (1 Coríntios 7:12-16) Ademais, o comportamento traiçoeiro que resulta no rompimento dos vínculos matrimoniais torna a pessoa moralmente responsável perante Deus, que ‘odeia o divórcio’. — Malaquias 2:13-16.
2. Como encaram os cristãos a separação e o divórcio?
2 A imperfeição humana e outros fatores às vezes têm levado à separação ou ao divórcio até mesmo servos batizados de Deus. Mas, devido ao elevado respeito dos cristãos para com o casamento, geralmente esses passos são dados apenas após persistentes esforços de salvar o casamento. Nisso, o próprio Deus dá o exemplo supremo. Como “dono marital” do antigo Israel, ele suportou séculos de obstinação, rebelião e adultério espiritual da parte de Seu povo. (Isaías 54:1-5; Jeremias 3:14-17; Oséias 1:10, 11; 3:1-5) Apenas depois de terem chegado a um ponto além de recuperação, Jeová os rejeitou como nação. — Mateus 23:37, 38.
3. (a) Por que razões biblicamente permissíveis pode o cristão separar-se de seu cônjuge? (b) O divórcio bíblico é possível sob que circunstâncias?
3 Às vezes, anciãos congregacionais são procurados por concrentes que desejam ajuda para resolver problemas conjugais sérios. Os anciãos não têm autorização para dizer a alguém que abandone seu cônjuge ou que se divorcie dele, mas eles podem indicar o que a Palavra de Deus diz sobre esses assuntos. Conforme vimos no artigo anterior, a separação é biblicamente permitida em casos de deliberada recusa de prover o sustento, maus-tratos físicos extremos ou quando a espiritualidade definitivamente corre perigo. Mencionou-se também que um divórcio bíblico com a possibilidade de futuro novo casamento com outra pessoa é possível caso o cônjuge tenha cometido “fornicação”, que inclui vários tipos de relações sexuais imorais. (Mateus 19:9) Naturalmente, a separação ou o divórcio não devem ser considerados inevitáveis, visto que talvez seja possível restaurar a paz conjugal, e até mesmo o adultério ou outras formas de fornicação podem ser perdoados pelo cônjuge inocente. — Mateus 5:31, 32; compare com Oséias 3:1-3.
4. (a) Resuma brevemente o que Paulo disse a cristãos casados em 1 Coríntios 7:10-16. (b) Quando é que se pode dizer: “Deus vos chamou à paz”?
4 Como mencionamos no artigo anterior, o apóstolo Paulo instou os cristãos casados a não deixarem o seu cônjuge. (1 Coríntios 7:10-16) Em vista das palavras de Paulo, se um cônjuge descrente prefere ficar com o seu parceiro cristão, o crente deve tentar ajudá-lo espiritualmente. (1 Pedro 3:1-4) A conversão dele contribuiria muito para tornar o lar um lugar de descanso e paz. Mas, se a objeção do descrente à fé do cônjuge crente for tão forte que ele prefira separar-se, o que pode o cristão fazer? Se o crente tentasse obrigá-lo a ficar, o descrente poderia tornar a situação tão desagradável que o cristão ficaria totalmente privado da paz. Assim, nos interesses da paz, o crente pode permitir que o descrente se afaste. (Mateus 5:9) Apenas quando um cônjuge descrente partir é que se pode dizer: “Deus vos chamou à paz.” Não se pode corretamente usar tais palavras para justificar a separação de dois cônjuges cristãos por motivos não bíblicos ou triviais.
5. Que perguntas merecem agora a nossa consideração?
5 Toda separação ou divórcio têm os seus próprios aspectos, e não existe “fórmula” que cubra todos os casos. Mas, que problemas pode enfrentar o cristão separado ou divorciado? O que se pode fazer a respeito? E como podem outros ajudar?
Necessidades Emocionais ou Sexuais
6. Quanto a problemas, que se pode dizer a respeito de separação ou divórcio?
6 A separação ou o divórcio biblicamente permitidos sanarão alguns problemas. Mas, tais passos basicamente resultam em trocar um conjunto de problemas por outro. Por exemplo, certa cristã divorciada disse: “Não posso deixar de agradecer a Jeová de que agora tenho paz.” Mas, ela admitiu: “Não é fácil criar filhos sozinha. E, às vezes, me sinto muito solitária e deprimida. Até mesmo em sentido sexual não é fácil. A pessoa precisa ajustar-se a uma vida inteiramente diferente.”a
7. Por que deve o cristão meditar bem sobre as conseqüências da separação ou do divórcio?
7 Se o cristão tiver opções, portanto, ele deve refletir bem sobre as possíveis conseqüências da separação ou do divórcio. Por exemplo, considere as necessidades emocionais, talvez o desejo da mulher de ter companheirismo masculino. (Veja Gênesis 3:16.) Uma mulher divorciada talvez alimente fortes esperanças de casar-se de novo. Alguns desejam livrar-se de um casamento provador, mas, estão preparados para aceitar a possibilidade de que talvez não haja oportunidade para um novo casamento?
8. (a) Em vista de 1 Coríntios 7:11, o que devem os cônjuges cristãos separados cogitar com oração? (b) Que necessidades não devem ser minimizadas ao cogitar a separação ou o divórcio?
8 Paulo escreveu: “Se ela realmente se afastar, que permaneça sem se casar, ou, senão, que se reconcilie novamente com seu marido.” (1 Coríntios 7:11) Com algum esforço, talvez seja possível a mulher ‘reconciliar-se’ com seu marido. Portanto, se um casal cristão se separou, deve cogitar a reconciliação com muita seriedade e orações. Ademais, não devem desperceber o fato de que os impulsos sexuais podem representar um perigo. Como é que Deus provavelmente os encararia se a não reconciliação resultasse num desvio para a imoralidade? Ilustrando esse perigo, há o caso de certa mulher batizada. Depois de se divorciar, ela passou a sair com um homem do mundo, logo engravidou e foi desassociada. Embora mais tarde fosse readmitida, a sua experiência frisa a necessidade de cautela e de piedosa confiança em Jeová a fim de evitar ‘pecar contra Deus’. (Gênesis 39:7-12) É também óbvio que as necessidades emocionais e sexuais não devem ser minimizadas ao se cogitar a separação ou o divórcio.
A Solidão Pode Ser Minimizada
9. Como podemos ajudar cristãos separados ou divorciados a combater a solidão?
9 Se a separação ou o divórcio forem inevitáveis, os problemas resultantes terão de ser encarados. Por exemplo, a solidão é um problema sério para alguns cristãos separados ou divorciados. O que podem outros fazer a respeito? Bem, os anciãos congregacionais e outros da congregação podem mostrar interesse espiritual neles, tentando animá-los. (Veja 1 Tessalonicenses 5:14.) Entre outras coisas, podemos ocasionalmente convidar essas pessoas e seus filhos à nossa casa, para uma refeição simples e conversação edificante com a nossa família. Não é preciso servir um banquete, pois “melhor um prato de verduras onde há amor, do que um touro cevado e com ele ódio”. (Provérbios 15:17) A visita pode incluir relatar experiências do ministério ou um estudo em grupo em preparação para uma reunião cristã.
10, 11. (a) De que outro modo pode o cristão separado ou divorciado ser ajudado? (b) Que razão de cautela existe?
10 Providenciar que o genitor divorciado ou separado e seus filhos trabalhem junto com a sua família no ministério de campo também os pode ajudar a combater a solidão. Naturalmente, ninguém pode substituir o genitor ausente, mas, certa cristã divorciada disse: “As dificuldades em criar meus filhos sem um homem em casa foram consideravelmente minimizadas pela ajuda de anciãos e de servos da congregação que tentaram compensar isso de maneiras práticas.”
11 No entanto, há um motivo de cautela. Certa irmã admitiu: “Visto que meu filho é órfão de pai, um irmão muito bondoso se interessou por ele. . . . Passei a ver quão bondoso e generoso ele era para com meu filho, e começaram a surgir dentro de mim desejos errados. Era como Davi criando um desejo errado por algo que não lhe pertencia.” (2 Samuel 11:1-4) Embora não tivesse ocorrido imoralidade sexual, essa mulher envergonhou-se de seus pensamentos e flertes, buscou o perdão de Jeová e cortou a associação com aquele irmão. Quão bem isso ilustra a necessidade de rejeitar desejos errados e “[conservar-se] longe de toda a aparência de mal”! — 1 Tessalonicenses 5:22, Pontifício Instituto Bíblico; Gálatas 5:24.
12. Por tomar que medidas positivas pode a pessoa minimizar a sua solidão?
12 A solidão pode ser minimizada por fazer coisas em favor de outros. “Se você estiver atarefado em expandir-se e em ajudar outros, não haverá espaço para autocomiseração e solidão”, disse certa irmã cujos laços conjugais haviam sido rompidos. Tal “expandir-se” da parte de alguém separado ou divorciado pode incluir convidar uma família à sua casa para uma noitinha de associação espiritualmente edificante. Se isso for raramente possível por razões financeiras ou outras, você poderá visitar e encorajar os doentes, ou outros. Talvez também possa ajudar os mais idosos a fazer compras ou a cuidar de certas tarefas. Dê de si mesmo dessa maneira e terá aumentada prova de que “há mais felicidade em dar do que há em receber”. — Atos 20:35.
13. Que outra ajuda existe para vencer a solidão?
13 Outra ajuda para vencer a solidão é tomar regularmente a iniciativa de unir-se a concrentes na pregação do Reino. “Às vezes sinto realmente a falta de um marido”, admitiu certa irmã, “mas, com a minha aumentada atividade de serviço de campo e a nova liberdade de me associar com os irmãos e as irmãs, esses períodos são muito raros e curtos”. O testemunho regular de casa em casa pode conduzir a revisitas e estudos bíblicos domiciliares com os interessados, alguns dos quais talvez se tornem servos dedicados de Jeová. Naturalmente, vencer a solidão não é o que nos leva a participar no ministério, mas isso pode ser um dos efeitos dessa alegre e abençoada atividade. — Provérbios 10:22.
14. Que atividades devem ter bom efeito sobre cristãos separados ou divorciados?
14 Todos os do povo de Jeová podem beneficiar-se espiritualmente de participar no ministério, participar nas reuniões cristãs e ‘buscar primeiro o Reino’. (Mateus 6:33) Visto que essas saudáveis atividades têm excelente efeito sobre os servos de Jeová em geral, elas podem edificar também cristãos separados ou divorciados. Essas atividades não resolverão todos os seus problemas, é verdade, mas devem melhorar o seu enfoque das coisas.
A Oração Cumpre um Papel Vital
15. Que papel pode a oração desempenhar na vida dos que precisam reajustar-se à condição de solteiro?
15 Certa cristã que teve de se reajustar à condição de solteira, foi ajudada por “atarefar-se no serviço de campo . . . e em visitar os doentes, idosos e inativos”. Mas, ela acrescentou: “Sempre que me sinto só, faço visitas e oro pedindo força, sabendo que Satanás está bem ativo.” Sim, a oração fervorosa é vital para se manter a integridade a Deus. Nas suas orações, os cristãos separados ou divorciados podem pedir o espírito de Jeová e o autodomínio, que é um de seus frutos, para manter os impulsos sexuais sob controle. (Lucas 11:13; Gálatas 5:22, 23; Colossenses 3:5, 6) Além disso, visto que para algumas mulheres separadas ou divorciadas pode ser difícil tomar decisões que antes eram tomadas pelo marido, talvez precisem também pedir a ajuda de Deus em oração para decidir os assuntos corretamente e lidar com várias provações. — Tiago 1:2-8.
16. Com relação à separação ou ao divórcio, que se pode dizer sobre sentimentos de culpa?
16 Sentimentos de culpa talvez sejam provadores. Certa cristã admitiu: “A culpa que a pessoa sente durante o processo de divórcio, mesmo não sendo a parte culpada, pode ser esmagadora.” Naturalmente, os sentimentos de culpa são compreensíveis se a separação ou o divórcio ocorreu devido a uma injustificada recusa de cumprir obrigações conjugais. (1 Coríntios 7:3-5) Mas, se a separação ou o divórcio foi por motivo bíblico após reflexão feita com oração, seria próprio pedir em oração a ajuda de Jeová para vencer sentimentos de culpa injustificáveis. Pode-se acrescentar que os anciãos congregacionais devem cuidar de que seus conselhos se baseiem na Bíblia e de que não dêem conselhos numa direção que leve o cristão a se sentir culpado em obter ou permitir uma separação ou um divórcio biblicamente autorizado.
Guardados Pela “Paz de Deus”
17. O que pode ajudar a todos os cristãos a serem felizes e estáveis nesse mundo atribulado?
17 Cristãos separados ou divorciados muitas vezes têm problemas ímpares. Mas, até certo ponto, “as mesmas coisas, em matéria de sofrimentos, estão sendo efetuadas na associação inteira dos [nossos] irmãos no mundo”. (1 Pedro 5:6-11) Por exemplo, a perseguição afeta a todos os que servem a Jeová, e a maioria dos cristãos enfrenta problemas financeiros ou de saúde, desapontamentos, tentações, e assim por diante. Como outras testemunhas de Jeová, portanto, o cristão separado ou divorciado precisa continuamente suprir as suas necessidades espirituais por meio de estudo da Bíblia, assistência regular às reuniões, ativo ministério de campo, uma vida plena de serviços sagrados e constante oração para se manter achegado a Jeová. (Mateus 5:3) Deixar de fazer isso poria em perigo a espiritualidade de todo e qualquer cristão, ao passo que ‘buscar primeiro o Reino’ dá a toda testemunha leal de Jeová uma notável medida de felicidade e estabilidade nesse mundo turbulento.
18. Que perguntas e medidas merecem séria reflexão da parte de um casal cristão separado?
18 A nossa estabilidade espiritual depende da aplicação pessoal da Palavra de Deus. Portanto, se você é um cristão separado de um cônjuge que também é dedicado a Deus, tem considerado seriamente o conselho de Paulo em 1 Coríntios 7:10-16? Especialmente se a separação já dura algum tempo, fará bem em fazer da reconciliação um assunto de oração fervorosa. Também poderá perguntar-se: O que Jeová espera de mim como pessoa casada? Não devem os cônjuges cristãos harmonizar a sua vida com os requisitos divinos para os que se casam? Poderia ser que não estão tendo as bênçãos de Jeová porque deixaram de honrar os seus votos maritais? Pense no bem que se conseguiria se vocês considerassem os assuntos humildemente, orassem fervorosamente e se empenhassem diligentemente em aplicar a Palavra de Deus na vida. Quão excelente seria se vocês dois resolvessem seus problemas conjugais e de novo usufruíssem a vida juntos num lar de descanso e paz!
19. Segundo Filipenses 4:6, 7, que coisa preciosa podem todos os servos de Jeová usufruir?
19 Todos os servos fiéis de Jeová precisam e podem usufruir algo precioso — “a paz de Deus, que excede todo pensamento”. Como cristãos, podemos gozar dessa paz inestimável se acatarmos as palavras de Paulo: “Não estejais ansiosos de coisa alguma, mas em tudo, por oração e súplica, junto com agradecimento, fazei conhecer as vossas petições a Deus; e a paz de Deus, que excede todo pensamento, guardará os vossos corações e as vossas faculdades mentais por meio de Cristo Jesus.” — Filipenses 4:6, 7.
20. (a) O que é “a paz de Deus”? (b) Independente de nosso estado civil, o que devemos fazer?
20 Essa paz é a tranqüilidade e a calma que Deus dá à pessoa, mesmo em meio às mais provadoras circunstâncias. Ela parte de uma relação íntima com Jeová e de saber que estamos fazendo o que lhe agrada. Os que têm “a paz de Deus” permitem que o espírito dele os motive, e não são vencidos pela ansiedade. Por que não? Porque sabem que nada lhes acontece sem que seja por permissão divina. (Efésios 4:30; compare com Atos 11:26.) Portanto, quer sejamos solteiros, quer casados, separados ou divorciados, prezemos “a paz de Deus”. E tenhamos a mesma confiança de Davi, que declarou: “Vou tanto deitar-me como dormir em paz, pois somente tu, ó Jeová, me fazes morar em segurança.” — Salmo 4:8.
-