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  • A maneira de ensinar do Mestre
    A Sentinela — 1960 | 15 de outubro
    • elaborados para o seu hóspede, negligenciando as coisas espirituais mais importantes, e Jesus esclareceu isso. Mas, ele não andou pela Palestina dizendo às mulheres que não preparassem refeições abundantes para os seus hóspedes. A preocupação de Marta com os pormenores de seu trabalho doméstico era a sua pedra de tropeço pessoal. O conselho de Jesus ajustava-se às necessidades dela, bem como às de todos os que têm inclinações semelhantes a Marta. Outros casos de seu ensino evidenciam que Jesus mostrou o mesmo discernimento por destacar o obstáculo pessoal daquela pessoa e alertá-la sobre ele. Nós também devemos ser observantes, notando as inclinações e as reações dos que instruímos, tomando-as, então, em consideração ao continuarmos a ajudá-los.

      ELE ACABOU COM A COMPLACÊNCIA

      14, 15. Como iniciou Jesus o seu sermão do monte, e com que efeito?

      14 O famoso sermão do monte de Jesus não levaria mais de vinte minutos para proferir, conforme registrado em Mateus 5:1 a 7:27, mas ele durou por dezenove séculos e não foi igualado por nenhum sermão desde então! Ele estava perto de Cafarnaum e as multidões lhe seguiam, de modo que ele subiu ao monte e se assentou para instruir os que lhe seguiam. O que disse ele? Foi o que a maioria aceitaria prontamente? Disse ele que os ricos são os que não têm necessidades, ou que os felizes é que não precisam de consolo? Elogiou os que eram bem queridos pelos homens? Não! Antes, ele disse coisas surpreendentes:

      15 “Felizes sois vós, pobres, porque vosso é o reino de Deus. Felizes sois vós os que agora tendes fome, porque sereis fartos. Felizes sois vós os que agora chorais, porque haveis de rir. Felizes sois sempre que os homens vos odiarem, e sempre que vos excluírem e vituperarem, rejeitando vosso nome como iníquo, por causa do Filho do homem. Alegrai-vos naquele dia e exultai, pois, vede! vossa recompensa é grande no céu, pois estas são as mesmas coisas que os seus antepassados costumavam fazer aos profetas.” Declarou felizes os espiritualmente famintos, sedentos, vituperados, perseguidos, necessitados e tristes. — Luc. 6:20-23, NM.

      16. Que normas elevadas apresentou ele, e que efeito tinham estes ensinos sobre os seus ouvintes?

      16 Jesus continuou: “Ouvistes que se falou aos dos tempos antigos: ‘Não assassinarás; mas todo o que cometer homicídio prestará contas ao tribunal de justiça.’ Entretanto, eu vos digo que todo aquele que continua irado contra seu irmão, estará sujeito ao tribunal de justiça.” (Mat. 5:21, 22, NM) Muitos podem dizer: “Nunca assassinei a ninguém. Guardei esta lei.” Mas, quantos podem dizer: “Nunca me irei com meu irmão”? Jesus disse então: “Ouvistes que se disse: ‘Não deves cometer adultério.’ Mas eu vos digo que todo aquele que continuar a olhar para uma mulher, ao ponto de sentir paixão por ela, já cometeu adultério com ela no seu coração.” (Mat. 5:27, 28, NM) Muitos dos seus ouvintes talvez pudessem dizer: “Nunca cometi adultério”, mas quantos deles podiam honestamente dizer que nunca tiveram um pensamento sensual na sua vida? Jesus disse também: “Ouvistes que se disse: ‘Olho por olho e dente por dente.’ Eu, porém, vos digo: Não resistas àquele que é iníquo; mas, a qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra.” Muitos homens podem dizer que não andam comprando briga, mas, quando alguém se aproxima deles e os esbofeteia primeiro em provocação, quantos podem controlar a sua ira e suas mãos, e assim evitar uma luta? — Mat. 5:38, 39, NM.

      17. A quem devemos amar, e por quê? E como podemos vencer o ódio?

      17 “Ouvistes que foi dito: ‘Tens de amar o teu próximo e odiar o teu inimigo.’ Eu, porém, vos digo: Continuai a amar vossos inimigos e a orar pelos que vos perseguem. Pois, se amardes os que vos amam; que recompensa tendes?” (Mat. 5:43, 44, 46, NM) É fácil amar os que o amam, mas é extremamente difícil amar os que o odeiam e perseguem. Jeová é capaz de amar os seus inimigos, e nós temos de copiá-lo se queremos ser os seus filhos. Por que deixar que os outros governem a sua conduta? Por que odiar só porque os outros odeiam? Por que entrar no círculo vicioso de retribuir mal por mal? Por que rebaixar-se ao nível vil dos seus inimigos? Enfrentar o ódio com o ódio traz dificuldades, ao passo que enfrentá-lo com amor pode acabar com a dificuldade. Que bênção seria se pudesse convencer o seu inimigo pela sua conduta correta! “A ninguém torneis mal por mal”, disse Paulo. “Mas continua a vencer o mal com o bem.” — Rom. 12:17, 21, NM.

      18. Como chegava Jesus ao fundo do problema, no seu ensino, e como reagem os cristãos quanto ao seu conselho?

      18 Jesus, no seu ensino, chegava ao fundo do assunto, acabando com o sentimento de complacência autojusta da pessoa. Mostrou que havia mais envolvido do que apenas refrear-se de atos de violência e de imoralidade. Indicou os pensamentos que levariam a tais ações erradas e insistiu em outros pensamentos, para cultivar desejos piedosos, para que os atos retos deles fossem governados pelo amor. Assim evitariam cair no ciclo mortífero descrito mais tarde por Tiago, ao dizer ele: “Cada um é tentado por ser atraído e engodado pelo seu próprio desejo. Então o desejo, quando se torna fértil, dá à luz o pecado; por sua vez, o pecado, sendo consumado, gera a morte.” (Tia. 1:14, 15, NM) Os cristãos tomam a peito o conselho de Jesus e se esforçam sinceramente a aplicá-lo, porém, que homem pecador pode dizer honestamente que satisfaz plenamente aquela norma perfeita? Quem pode dizer que não precisa da longanimidade de Jeová Deus e da Sua provisão do Messias? Nos dias de Jesus, tais verdades, chamando atenção às faltas humanas, perturbavam grandemente os tradicionalistas religiosos, cuja autojustiça era observar externamente as regras e os regulamentos. (Mat. 23:23) Jesus atacou a complacência, a fim de trazer ao juízo os honestos e salvá-los dos laços do orgulho e da justiça própria.

      JESUS PREGOU ATIVIDADE

      19. Que ansiedades eram conhecidas de Jesus, mas, em que nos ensinou a fixarmos a nossa atenção?

      19 Seu sermão continuou: “Deixai de estar ansiosos pelas vossas almas, quanto a que haveis de comer ou que haveis de beber, ou pelos vossos corpos, quanto a que haveis de vestir. Não significa a alma mais do que comida e o corpo mais do que roupa?” Daí, usando uma ilustração ali presente na encosta do morro, ele lhes disse que observassem os pássaros, que comiam sem semear, e os lírios dos campos, que estavam tão belamente vestidos sem tecerem. Também o homem devia aprender a olhar para Deus e agradecer a Ele as coisas que proveu. “Então, se Deus veste assim a vegetação do campo que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vestirá ele antes a vós, ó vós que tendes pouca fés” Jesus enfatizou que se deviam pôr em primeiro lugar as coisas espirituais, o Reino e a justiça de Deus, em vez de se gastar muito tempo e ansiedade com coisas materiais. — Mat. 6:25-34, NM.

      20. (a) Que coisas enfatizou Jesus, e que evidência disso pode apresentar? (b) Afeta isso o nosso ensino? Como?

      20 Jesus ensinou aos seus discípulos que a atividade era importante. Dava mais ênfase a se fazerem coisas boas do que a não se fazerem coisas más. Se fizer o que é direito, não poderá ao mesmo tempo fazer o que é errado. “Toda árvore boa dá bons frutos; porém a árvore má dá frutos maus. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má dar frutos bons. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” Não basta apenas afirmar ser cristão e refrear-se das obras más. Em vez de estipular uma longa lista de coisas que os seus discípulos não deviam fazer, Jesus instou com êles que fizessem a vontade de Deus. Na maior parte, ele tratou de ação positiva, não de ser bom em sentido negativo. Foram mais às vezes em que condenou as pessoas por não fazerem o bem do que por praticarem o mal. Por exemplo, houve o sacerdote e o levita, que passaram pelo outro lado da rua, deixando sem ajuda a vítima dum assalto, os semelhantes a cabritos, que se refrearam de fazer o bem aos irmãos do Rei, e o rico que não fez nada a favor de Lázaro, o mendigo. Jesus avisou os seus discípulos contra o proceder errado, mas dava ênfase ao proceder de Deus. Estabeleceu o modelo para os instrutores cristãos. — Mat. 7:17, 18, 21, NTR.

      21. Qual foi o efeito de seu sermão sobre os seus ouvintes, e o que ajudará a esclarecer os incidentes bíblicos em que estava envolvido?

      21 “Então, quando Jesus terminou estas declarações, o efeito foi que as multidões estavam admiradas do seu modo de ensinar; porque as ensinava como quem tem autoridade, e não como seus escribas.” Como ensinavam os escribas? Quem eram eles? Que outros grupos religiosos funcionavam na Palestina quando Jesus ensinava ali? Sabermos alguma coisa sobre a situação religiosa na Palestina no tempo da pregação de Jesus nos ajudará a entender melhor os muitos incidentes registrados na Bíblia. (Mat. 7:28, 29, NM) Entenderemos, também, melhor por que as multidões dos ouvintes ficavam admiradas com a diferença na maneira de ensinar do Mestre Jesus.

  • Atitudes religiosas quando o Mestre pregava
    A Sentinela — 1960 | 15 de outubro
    • Atitudes religiosas quando o Mestre pregava

      1. O que criam e praticavam os essênios?

      ALÉM da atividade zelosa de João Batista, havia vários grupos judaicos que moldavam as atitudes religiosas existentes na Palestina no tempo em que Jesus começou o seu ministério. Um destes grupos foram os essênios, não mencionados nos escritos inspirados dos apóstolos e discípulos de Jesus. Eles acreditavam que a piedade exigia deles punirem o corpo, jejuarem e viverem com austeridade, e por isso menosprezavam tudo o que era prazer para a carne. Eles se isolavam em pequenas comunidades. Os essênios não eram dos grupos religiosos maiores com que Jesus se defrontava na sua pregação, embora recentemente tivessem recebido destaque por causa do achado dos Rolos do Mar Morto de livros da Bíblia.

      2. Em que se interessavam os zelotes, e em que ocasião tornou-se evidente a sua influência?

      2 Depois havia o grupo dos zelotes ou nacionalistas. Eles queriam que surgisse um judeu para chefiá-los na revolta contra Roma, e queriam romper o jugo de Roma sobre os seus pescoços. A Galiléia era foco de sedições, e foi ali que Jesus se criara. Um dos discípulos de Jesus foi chamado de “zeloso” ou “Zelote”, e talvez tenha sido membro do partido dos zelotes. Contudo, ele não instigou logo um espírito nacionalista ou de autogoverno, depois de Jesus ter alimentado milagrosamente cinco mil homens. “Vendo, pois, os homens o sinal que Jesus fizera, disseram: Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo. Sabendo, pois, Jesus que estavam para vir com o intuito de arrebatá-lo para o proclamarem rei, retirou-se novamente,

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