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  • O Sermão do Monte — “Não vim destruir, mas cumprir”
    A Sentinela — 1978 | 1.° de outubro
    • O Sermão do Monte — “Não vim destruir, mas cumprir”

      NO SERMÃO do Monte, Jesus expressou seu profundo amor e respeito pela Palavra escrita de Deus. Disse: “Não penseis que vim destruir a Lei ou os Profetas [isto é, as inteiras Escrituras Hebraicas]. Não vim destruir, mas cumprir.” — Mat. 5:17.

      Jesus mostrou tanto em palavras como em atos que era diferente dos instrutores religiosos, judaicos, dos seus dias. Falou sobre o tempo em que as pessoas não mais adorariam a Deus no templo de Jerusalém. (João 4:21) Comparou seu ensino a “vinho novo” que os “odres velhos” não podiam conter. (Luc. 5:37) Jesus tomou também refeições com “cobradores de impostos e pecadores”, e realizou milagres de cura no sábado semanal. (Mar. 2:13-17; 3:1-5) Esta conduta não violava nenhuma lei de Deus; mas contrariava as tradições judaicas, que eram consideradas como sendo de maior importância do que as Escrituras Hebraicas.a Já que encaravam Jesus como sendo transgressor da lei de Deus, os fariseus e os herodianos haviam tramado matá-lo mesmo já antes de ele proferir seu famoso Sermão do Monte. — Mar. 3:6.

      No entanto, o Filho de Deus assegurou aos seus ouvintes que não viera para “destruir” a Lei. Ele nem desobedeceu aos seus mandamentos, nem declarou alguma parte dela como não sendo obrigatória para os israelitas. Em vez disso, Jesus veio “cumprir” esta legislação divina. Visto que não tinha pecado, guardava-a perfeitamente, “até à morte, sim, morte numa estaca de tortura” (Fil. 2:8; Heb. 4:15; 1 Ped. 2:22) Sua morte sacrificial também cumpriu tipos proféticos providos pelo sistema de sacrifícios de animais, na Lei. — Dan. 9:26, 27; Heb. 10:1-9.

      Jesus não cumpriu apenas a letra da Lei, mas também o espírito por detrás dela. Ao passo que a Lei proibia atos pecaminosos, Jesus denunciou as atitudes que motivam tais atos. Por exemplo, o assassinato e o adultério eram violações da lei de Deus; mas Jesus mostrou que continuar a irar-se com alguém e olhar para uma mulher com lascívia são disposições mentais que levam a tais transgressões. (Mat. 5:21, 22, 27, 28; Tia. 1:13-15) Além disso, o sacrifício voluntário que Jesus fez de sua vida humana em benefício da humanidade foi uma demonstração superlativa de amor, que a Bíblia chama de “cumprimento da lei”. — Rom. 13:8-10; veja João 15:13.

      A seguir, Jesus declarou no seu sermão: “Deveras, eu vos digo que antes passariam o céu e a terra, do que passar uma só letra menor ou uma só partícula duma letra da Lei sem que tudo se cumprisse.” — Mat. 5:18.

      Conforme se mostra na Tradução Interlinear do Reino (em inglês), Jesus usou aqui a palavra “amém”, que significa “deveras”, “assim seja”. Como Filho ungido de Deus, o prometido Messias, ele certamente podia garantir a veracidade de suas declarações. — Veja 2 Coríntios 1:20; Revelação 3:14.

      O cumprimento da lei de Deus atingiria até a “letra menor ou uma só partícula duma letra”. No alfabeto hebraico então corrente, a menor letra era o iode (י). Certas letras hebraicas apresentavam um minúsculo tracinho, pingo ou “partícula”. Os escribas e fariseus consideravam como altamente significativos não só as palavras e letras da lei de Deus, mas também esses tracinhos ou ‘menores partículas’. Uma lenda rabínica apresenta Deus como dizendo: “Salomão e mil iguais a ele desaparecerão, mas nenhuma partícula de ti (a Tora [Pentateuco]) deixarei ser expungida.”

      Tão remota era a possibilidade de qualquer fracasso no cumprimento até mesmo do mínimo pormenor da lei de Deus, que “antes passariam o céu e a terra”. Isto era equivalente a dizer “nunca”, porque as Escrituras indicam que os céus e terra literais permanecem eternamente. — Sal. 78:69; 119:90.

      Jesus deu ênfase adicional ao seu alto respeito pela lei de Deus, dizendo: “Quem, portanto, violar um destes mínimos mandamentos e ensinar a humanidade neste sentido, será chamado ‘mínimo’ com relação ao reino dos céus. Quanto àquele que os cumprir e ensinar, esse será chamado ‘grande, com relação ao reino dos céus.” — Mat. 5:19.

      Alguém poderia “violar” um dos mandamentos por desobedecer a ele deliberadamente. Ou poderia fazer o que era considerado como sendo ainda pior, a saber, ensinar outros judeus sujeitos à Lei que parte de suas ordens não eram obrigatórias. Enquanto o pacto da Lei estava em vigor, era expressão da vontade de Deus para seu povo. A transgressão ou o ensino de coisas contrárias aos mandamentos, que alguns poderiam considerar como até mesmo sendo “mínimos” em importância, seria apostasia contra Deus. — Veja Tiago 2:10, 11.

      A Lei foi dada para conduzir os israelitas ao Messias, o qual seria o principal governante no reino de Deus. (Gál. 3:24; Isa. 11:1-5; Dan. 7:13, 14) Por isso, no que se referia a entrar no reino de Deus, os que violassem as ordens de Deus seriam ‘chamados “mínimos”’. Não entrariam absolutamente no reino. — Mat. 21:43; Luc. 13:28.

      Por outro lado, os que observassem a lei mosaica da melhor maneira que podiam seriam ‘chamados “grandes” com relação ao reino dos céus’. Seriam a espécie de pessoas que aceitariam a Jesus como o Messias e subseqüentemente seriam chamadas a compartilhar com ele no Reinado. (Luc. 22:28-30; Rom. 8:16, 17) É interessante notar que as Escrituras chamam os da realeza de “grandes”. — Pro. 25:6; Luc. 1:32.

      Jesus fez a seguir uma declaração que talvez tenha surpreendido seus ouvintes: “Eu vos digo que, se a vossa justiça não abundar mais do que a dos escribas e fariseus, de modo algum entrareis no reino dos céus.” — Mat. 5:20.

      Os “escribas” dos dias de Jesus eram uma classe de homens especialmente versados na Lei. Embora alguns deles possam ter pertencido aos saduceus, muitos escribas eram da “seita” dos fariseus, cujas exigências com respeito à pureza cerimonial, ao pagamento dos dízimos e a outros deveres religiosos ultrapassavam os requisitos mosaicos. — Atos 15:5.

      Aqueles líderes religiosos adotavam um conceito estrito e legalista sobre a obtenção da justiça. Acreditavam que ela provinha exclusivamente de atos que se apegassem literalmente à letra da lei. Segundo a tradição judaica, cada vez que alguém observasse um mandamento, ganhava um “mérito”. Cada transgressão era considerada como contrair uma “dívida”. Um saldo de méritos era considerado como fazendo a pessoa “justa”, ao passo que a superabundância de dívidas a tornava “iníqua”

      Tal conceito legalista, porém, não chegava nem perto da norma de Deus sobre o que é direito. (Rom. 10:2, 3) Dava-se pouca atenção ao desenvolvimento de qualidades tais como amor, justiça, mansidão, benignidade e fidelidade. Contudo, Deus as encara como mais importantes do que a observância literal de preceitos legais. (Deu. 6:5; Lev. 19:18; Miq. 6:8) Jesus podia exclamar com boa razão: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o décimo da hortelã, e do endro, e do cominho, mas desconsiderastes os assuntos mais importantes da Lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fidelidade.” — Mat. 23:23; veja Lucas 11:42.

      A justiça cristã teria de “abundar mais do que a dos escribas e fariseus”. Segundo disse Jesus, todos os que desejam ser verdadeiros adoradores de Deus têm de ‘adorar o Pai com espírito e verdade’. (João 4:23, 24) Sua adoração não deve consistir apenas em atos externos de piedade, que se harmonizem com um código legal, mas ser “com espírito”, com motivação dum coração cheio de fé e amor. — Mat. 22:37-40; Gál. 2:16.

      [Nota(s) de rodapé]

      a O antigo código da lei Judaica conhecido como A Míxena declara: “Maior rigor é aplicado à [observância] das palavras dos escribas do que à [observância] das palavras da Lei [escrita].’, Segundo o tratado Sanhedrin, 11:3, traduzido ao Inglês por Herbert Danby.

  • Eliabe — judeu desqualificado para o reinado
    A Sentinela — 1978 | 1.° de outubro
    • Eliabe — judeu desqualificado para o reinado

      UMA profecia proferida no leito de morte pelo patriarca Jacó tornou claro que o reinado seria algum dia exercido pelos descendentes de Judá, seu quarto filho. Jacó disse: “O cetro [a soberania régia] não se afastará de Judá, nem o bastão de comandante [autoridade de comando] de entre os seus pés, até que venha Siló [o Messias]; e a ele pertencerá a obediência dos povos.” (Gên. 49:10) Mas, quem seria o primeiro judeu a exercer a autoridade e o poder régios?

      Esta pergunta recebeu resposta mais de 600 anos após Jacó ter feito sua declaração profética. O profeta Samuel foi enviado a Belém, a fim de ungir ali como Rei um dos filhos do judeu Jessé. Do ponto de vista humano, a escolha lógica recairia sobre o primogênito de Jessé, Eliabe. Ele era homem de notável aparência, alto e bonito. Vendo-o, Samuel disse a si mesmo: “Seguramente está perante Jeová o seu ungido.” (1 Sam. 16:6) Mas, não era. A palavra de Jeová dizia: “Não olhes para a sua aparência e para a altura da sua estatura, pois o rejeitei. Porque não como o homem vê é o modo de Deus ver, pois o mero homem vê o que aparece aos olhos, mas quanto a Jeová, ele vê o que o coração é.” (1 Sam. 16:7) Um incidente posterior na vida de Eliabe ilustra bem por que não era apto para o reinado.

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