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  • Apreço do tesouro do serviço sagrado
    A Sentinela — 1977 | 1.° de junho
    • Apreço do tesouro do serviço sagrado

      “É a Jeová, teu Deus, que tens de adorar e é somente a ele que tens de prestar serviço sagrado.” — Mat. 4:10.

      1-4. (a) Muitos acharam ser uma honra fazer sacrifícios pessoais em prol de que serviços, e como foram encarados pelo mundo? (b) Que situação, porém, ainda confronta a humanidade?

      ATRAVÉS dos séculos, homens e mulheres acharam ser elevada honra colocar-se à disposição de alguma causa meritória, considerada nobre por eles.

      2 Milhões têm tido como da maior importância o serviço prestado ao estado político onde vivem. Diz-se dos que faleceram numa guerra pela sua nação que eles fizeram “o sacrifício supremo”.

      3 Outros têm olhado para além dos limites de suas fronteiras nacionais, colocando-se à disposição de toda a humanidade, sem consideração de nação ou raça. Têm usado seus talentos e recursos, e até mesmo têm sacrificado sua saúde e energia, a fim de realizar algum bem para a humanidade, talvez encontrando a cura para doenças ou trazer alívio aos pobres e oprimidos. As pessoas têm elogiado tais homens e mulheres como sendo “humanitários” e “filantropos”. Em memória dos atos e sacrifícios dos mais destacados destes erigiram-se monumentos, e seus nomes foram dados a edifícios e logradouros públicos.

      4 Contudo, apesar de todos estes serviços prestados, não há hoje nação na face da terra que não se confronte com problemas graves. Muitas delas estão crivadas de crimes e de corrução, e os sistemas da maioria delas estão num estado geral de crise. A humanidade, como um todo, tem permanecido uma raça doentia, perturbada e moribunda. — Mat. 9:36; Rom. 8:22.

      5. Que serviço é de interesse para os genuínos discípulos de Cristo Jesus, e de que podem estar cabalmente convencidos?

      5 Os verdadeiros cristãos, por certo, devem estar vivamente interessados em serviço, pois o serviço é o âmago do cristianismo. Como Testemunhas de Jeová, o serviço que nos interessa ultrapassa em honra e valor a qualquer outro que os homens possam prestar. Poderá custar-nos muito — tempo, esforço, sacrifícios, sim, poderá custar-nos até mesmo a vida. Não nos trará louvores do mundo; não se erguerão monumentos, nem se dará nosso nome a ruas, em nossa homenagem. Mas, apesar de todos estes fatores, sabemos o seguinte: vale a pena. Sim, sabemos e estamos firmemente convencidos de que podemos empenhar-nos no serviço mais nobre, mais excelente, e que nos trará o maior e mais duradouro benefício, um benefício universal. Este serviço é o serviço de nosso grandioso Criador, Jeová Deus, deveras um serviço sagrado. Igual ao “glorioso conhecimento de Deus pelo rosto de Cristo”, é um tesouro maravilhoso. — 2 Cor. 4:6-10, 16-18.

      POR QUE É SUPERIOR?

      6. Qual é um dos motivos pelos quais esse “serviço sagrado” é muito superior a qualquer outro em que nos poderíamos empenhar?

      6 Por que é este “serviço sagrado” tão superior a qualquer outro em que nos possamos empenhar? Em primeiro lugar, contribuirá para que pessoas de todas as raças e nações vejam a realização de coisas que a humanidade tem ansiado em toda a história e que nunca alcançou — uma terra de paz e inexistência de fome, pobreza, doença e opressão. Muito além disso, porém, contribui para se alcançar algo que a maioria das pessoas até mesmo já hesitaria em esperar — ficar livre da própria morte. — Rom. 8:18-21; Heb. 2:15.

      7-9. (a) Como mostrou o Filho de Deus a classificação superior que atribuiu a tal “serviço sagrado”, em comparação com serviços mundanos? (b) Como salienta isso o motivo mais forte para se prezar esse serviço acima de todos os outros?

      7 Nenhum governo criado pelo homem, nenhum esforço filantrópico ou humanitário pode realizar tais coisas. Nunca poderão vir à parte de Deus e de Seus propósitos. Foi por este motivo que seu Filho, Jesus Cristo, negou-se a se deixar escolher qual rei de sua própria pátria, pelas multidões entusiasmadas, que apreciavam os poderes que ele tinha para realizar enormes benefícios, de modo humanitário. (João 6:15, 25-27) Foi por isso que ele rejeitou também a oferta de controlar todos os governos desta terra, porque aquele que lhe ofereceu isso quis tirar a Deus completamente desta questão. O preço da aceitação, de fato, era um ato de adoração, não a Deus, mas ao que ofereceu isso. A resposta de Jesus foi: “Vai-te, Satanás! Pois está escrito: ‘É a Jeová, teu Deus, que tens de adorar e é somente a ele que tens de prestar serviço sagrado.’” — Mat. 4:8-10.

      8 Há nisso um motivo ainda maior pelo qual devemos prezar tanto este “serviço sagrado” — Aquele a quem o prestamos. Os que vivem debaixo de monarquias consideram-no algo grandioso e uma glória serem nomeados para um cargo, em que possam dizer orgulhosamente: “Estou a serviço de Sua Majestade.” Quanto mais grandioso e mais glorioso é poder dizer: “Estou a serviço do Criador do céu e da terra, o Ser Supremo, o Soberano de todo o universo”!

      9 Sim, acima de todas as outras satisfações que possamos tirar de saber quanto nosso “serviço sagrado” beneficia e ainda beneficiará a humanidade, temos a satisfação de saber que ele dá honra ao nome do Deus Altíssimo. Em vista de todos os atos amorosos que ele realizou no passado, e dos que ainda realizará no futuro, ele, acima de todos os demais, merece nosso serviço devoto e apreciativo. Devemos-lhe a vida e tudo o que temos e usufruímos. — Sal. 104:1, 14, 15, 24.

      10. Que grandiosa recompensa deve impelir-nos em tal “serviço sagrado”?

      10 Em apreço de nosso serviço, Deus nos promete — não monumentos, que por fim caem em ruínas — mas a vida, a vida numa nova ordem justa de paz, saúde e felicidade. Ele promete conceder a uma inúmera grande multidão de pessoas, de todas as nações e todos os povos, sobreviver a uma grande tribulação que se aproxima rapidamente, para entrar numa nova ordem estabelecida por Ele. O apóstolo João teve o privilégio de ver em visão profética aqueles que sobreviverão, e ele escreveu sobre tais, em Revelação 7:14, 15: “Estes são os que saem da grande tribulação, e lavaram as suas vestes compridas e as embranqueceram no sangue do Cordeiro. É por isso que estão diante do trono de Deus; e prestam-lhe serviço sagrado, dia e noite, no seu templo.”

      11, 12. (a) Quem afirma hoje prestar “serviço sagrado”? (b) Que circunstâncias lançam dúvida sobre esta afirmação?

      11 Que certeza podemos ter de que prestamos realmente “serviço sagrado” que tenha a aprovação de Deus? Agora, quase um bilhão de pessoas constam como membros das igrejas da cristandade. Elas acham que servem ao Deus da Bíblia. Milhões de judeus circuncisos, naturais, apóiam suas sinagogas e seus rabinos, pensando que estão no caminho certo da adoração de Deus. Outros bilhões servem deuses de religiões não-cristãs, em todo o mundo.

      12 Isso é verdade, mas quando examinamos as atuais condições religiosas e o estado moral existente, em país após país, temos de perguntar-nos sobre se os conceitos de tais pessoas não estão errados. Onde é que está a evidência de que se purificaram pela fé no “sangue do Cordeiro” e que aceitaram o discipulado que acompanha inseparavelmente a fé? Mantiveram-se separadas do mundo e imaculadas da imoralidade sexual, da mentira, do furto, e estão pessoalmente ajudando outros a entender a Palavra de Deus, auxiliando novos discípulos a prestar “serviço sagrado” a Jeová, o Deus Todo-poderoso? — João 15:27 a 16:3; Atos 24:13, 14.

      13, 14. Por que é tão vital saber o que constitui genuíno “serviço sagrado” e o que não?

      13 Todos nós precisamos saber a resposta correta, pois, se essas pessoas religiosas estiverem enganadas, o resultado do proceder delas só pode ser um desapontamento chocante. Toda a evidência indica que tal resultado se mostrará em breve.

      14 No vindouro tempo de dificuldades, Jesus Cristo não concederá favor nem proteção a ninguém que não preste verdadeiro “serviço sagrado” a Deus, assim como ele fez. Ele disse: “Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome e não expulsamos demônios em teu nome, e não fizemos muitas obras poderosas em teu nome?’ Contudo eu lhes confessarei então: Nunca vos conheci! Afastai-vos de mim, vós obreiros do que é contra a lei.” (Mat. 7:22, 23) Serviço errôneo prestado realmente não é “serviço sagrado”, nem é o modo de se sobreviver à iminente grande tribulação, que antecede à nova ordem de justiça, de Deus.

      DEFINIÇÃO DO SIGNIFICADO DE “SERVIÇO SAGRADO”

      15, 16. Em que difere o termo grego para ‘prestar serviço sagrado’ (latréuo) do termo para “ministrar” (diakonéo)?

      15 A Bíblia fornece-nos os meios para definir o que constitui “serviço sagrado” que traz a aprovação e proteção de Deus. A palavra grega que Jesus usou ao rejeitar a tentação é o verbo latréuo. (Mat. 4:10) Esta palavra difere do termo grego diakonéo, vertido por “servir” ou “ministrar” em muitas traduções. Qual é a diferença?

      16 Embora ambas as palavras se refiram a serviço, diakonéo é usado regularmente com referência a serviço de natureza pessoal, prestado por uma pessoa a outras pessoas. (Luc. 12:37) Mas, latréuo conforme usado nas Escrituras, limita-se estritamente ao serviço prestado a Deus, ou, em poucos casos, a serviço prestado aos considerados como deuses, deuses falsos. — Atos 7:42; Rom. 1:25.

      17, 18. (a) Que referência faz o apóstolo Paulo a “serviço sagrado” prestado em tempos pré-cristãos? (b) Limita-se o “serviço sagrado” dos cristãos a certos lugares ou a uma classe especial dentro da congregação?

      17 A Bíblia revela que o “serviço sagrado” prestado, na terra, ao verdadeiro Deus não se originou de Cristo Jesus e da fundação do cristianismo. O apóstolo Paulo mostra isso ao escrever, em Hebreus 8:5, a respeito dos sacerdotes israelitas como sendo os que “prestam serviço sagrado mima representação típica e como sombra das coisas celestiais”, quando serviam no tabernáculo, oferecendo sacrifícios a Deus. — Heb. 9:1, 6; 10:2; 13:10.

      18 Pois bem, limita-se o “serviço sagrado” dos cristãos a algum lugar especial ou a vários lugares, ou restringe-se a uma classe ou grupo especial, assim como foi o antigo sacerdócio de Israel? Não, porque até mesmo entre os israelitas não eram apenas os designados para servir no tabernáculo que se deviam empenhar em “serviço sagrado”. Era o privilégio e o dever de todo o povo de Israel empenhar-se em tal serviço. — Êxo. 3:12; Atos 7:6, 7; Rom. 9:4.

      19, 20. Por que podia o apóstolo Paulo dizer que, nos seus dias, as doze tribos de Israel estavam prestando “intensamente serviço sagrado [a Deus], noite e dia”?

      19 Quando o apóstolo Paulo estava em julgamento perante o Rei Agripa, ele disse que naquela mesma época, não só a tribo de Levi, com seu sacerdócio arônico, mas todas as “doze tribos” do Israel carnal ainda esperavam obter o cumprimento da promessa de Deus feita aos antepassados deles. E como manifestavam esta esperança? Em Atos 26:7, Paulo disse que manifestavam isso por “prestarem intensamente [a Deus] serviço sagrado, noite e dia”. Como faziam isso?

      20 Ana, a profetisa, era uma de tais pessoas, sendo que ela, segundo Lucas 2:37, “nunca estava ausente [de onde?] do templo, prestando noite e dia serviço sagrado, [como?] com jejuns e súplicas”. Era constante e regular em todos os serviços públicos no templo. Nem todos os judeus moravam em Jerusalém, e, por isso, não podiam estar tantas vezes no templo. Mas os judeus em todo o Israel podiam, e muitos deles o faziam, como disse Paulo, ‘servir dia e noite’ por mostrar zelo pelo pacto da Lei e seus estatutos, por pagar a décima parte de seus produtos pelo serviço do templo, por sacrifícios e por orações matinais e vesperais, assim como por freqüentarem regularmente as sinagogas, onde se considerava a Palavra de Deus.a

      21, 22. Por que não gira hoje o “serviço sagrado” em torno do pacto da Lei e de seus sacrifícios?

      21 Será que o “serviço sagrado” prestado a Deus gira hoje em torno de tal pacto da Lei e de seus sacrifícios? Não, pois, assim como também declarou o apóstolo, todas estas coisas eram apenas como “representação típica e como sombra” de coisas maiores no futuro. (Heb. 8:5) E ele disse, em Hebreus 9:9, 10, que aqueles sacrifícios no tabernáculo eram “exigências legais referentes à carne e foram impostas até o tempo designado para se endireitar as coisas.” — Veja Filipenses 3:3.

      22 O ‘tempo para se endireitarem as coisas’ veio com Cristo Jesus. Ele cumpriu as ‘sombras’ da Lei. (Heb. 10:1-4) Como Cordeiro de Deus, ele “se ofereceu a Deus sem mácula”, entregando sua vida como sacrifício perfeito, que não precisa de repetição. E, como o apóstolo declarou em Hebreus 9:14, é o sangue derramado de Cristo que, por causa de nossa fé, pode purificar “as nossas consciências de obras mortas, para que prestemos serviço sagrado ao Deus vivente”.

      MODELO PARA O “SERVIÇO SAGRADO”, CRISTÃO

      23. Na queda de Jerusalém, por que não trouxe proteção divina a muitos judeus, por eles prestarem “serviço sagrado” noite e dia?

      23 O serviço noite e dia, que tantos judeus prestavam nos dias de Paulo, não lhes granjeou a proteção divina e a sobrevivência durante a intensa tribulação que sobreveio a Jerusalém no primeiro século, tribulação que fora predita pelo Filho de Deus. Por que não? Paulo disse a respeito deles: “Têm zelo de Deus, mas não segundo o conhecimento exato.” (Rom. 10:2) Deixaram de ver em Cristo Jesus o cumprimento de profecias bíblicas e de aperceber-se de que, por meio dele, Deus estava então estabelecendo a norma para todo o futuro “serviço sagrado” prestado a Ele. Perderam de vista o fato de que o coração é a chave para se agradar a Deus e deixaram seu coração ficar insensível para com a direção e orientação de Deus. (Deu. 10:12-14, 16; Mat. 15:8) Se quisermos evitar as sérias conseqüências que isto lhes trouxe teremos de aprender agora tudo o que pudermos sobre o Filho de Deus, a fim de que nosso serviço a Deus seja aceitável.

      24, 25. (a) De que maneiras diferentes estabeleceu Cristo Jesus a norma para o “serviço sagrado”? (b) De que maneiras mostrou ele compaixão pelo povo?

      24 Jesus Cristo disse a respeito de sua vinda à terra: “Para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade.” (João 18:37) Deu testemunho da verdade por falar destemidamente, ocupando os últimos três anos e meio de sua vida com a proclamação das boas novas do reino de Deus em toda a extensão de Israel. Mas, não bastava que falasse sobre a verdade. Ele tinha de vivê-la. Tinha de provar que a Palavra de Deus era veraz, por fazer tudo o que essa Palavra predissera a seu respeito, e levar uma vida que habilitasse os homens a chegar a conhecer e entender seu Pai, e os modos e normas de seu Pai. (João 1:14, 18) Cuidou bem de toda a sua conduta, para não lançar vitupério sobre o nome de Deus, o qual ele sempre santificou acima de tudo. — Mat. 6:9.

      25 Igual ao seu Pai, Jesus tinha profunda compaixão, de coração, pelas pessoas dos seus dias. A Bíblia diz que, “vendo as multidões, sentia compaixão delas, porque andavam esfoladas e empurradas dum lado para outro como ovelhas sem pastor”. (Mat. 9:36) Consolou-as com as boas novas do Reino. E não era alguém que apenas falasse ou proferisse discursos. Fazia coisas em prol do povo, em matéria de atos de bondade humana. Depois de falar a uma grande multidão que havia chegado para ouvi-lo, ele disse: “Tenho pena da multidão, porque já faz três dias que permanecem perto de mim e não têm nada para comer; e, se eu os enviar em jejum para seus lares, desfalecerão pela estrada.” Assim, ele os alimentou milagrosamente. (Mar. 8:2, 3) Quando um leproso disse, com fé, que Jesus podia curá-lo, ‘se apenas quisesse’, Jesus disse: “Eu quero”, e curou-o imediatamente. — Mar. 1:40, 41.

      26. O que motivou primariamente estes atos humanitários por parte de Jesus?

      26 Por que fazia Jesus tais obras para aliviar o sofrimento do povo? Só porque era humanitário ou filantropo? Não, fazia essas boas coisas físicas e materiais para que houvesse uma base sólida para as pessoas terem fé nas boas novas, como sendo de fato de Deus. Ele indicava não apenas suas palavras, mas também as suas obras, como sendo testemunho de que era realmente representante de Deus. Por que deviam as pessoas aceitá-lo como sendo o Messias, se não mostrasse pelas suas obras que tinha as qualidades de Deus, que tentava fazer o povo conhecer? — João 10:37, 38.

      27. Qual deve ser agora nossa resolução, se prezarmos este privilégio do “serviço sagrado”?

      27 Nós, hoje, temos de seguir o modelo dele, se nosso serviço a Deus há de ser aceitável. Reconhecendo o enorme bem que pode resultar de usarmos nossa vida desta maneira, continuemos firmes e vejamos o apoio que Deus nos dá durante toda a dificuldade ou oposição que nos possa sobrevir. E ouça Deus nossa oração, assim como a de Zacarias, “de nos conceder, depois de termos sido resgatados das mãos dos inimigos, o privilégio de lhe prestarmos destemidamente serviço sagrado, com lealdade e justiça, diante dele, todos os nossos dias”. — Luc. 1:74, 75.

  • Preste serviço sagrado noite e dia
    A Sentinela — 1977 | 1.° de junho
    • Preste serviço sagrado noite e dia

      “Deus, a quem Presto serviço sagrado com o meu espírito, em conexão com as boas novas a respeito de seu Filho.” — Rom. 1:9.

      1, 2. Como mostra a Bíblia que há sacrifícios envolvidos em nosso “serviço sagrado” a Deus?

      NÃO se exige hoje dos servos de Deus que ofereçam sacrifícios segundo o pacto da lei, que Cristo Jesus cumpriu e que Deus, por isso, tirou do caminho. Mas, há sacrifícios que são parte vital de nosso “serviço sagrado”. Quais são?

      2 Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, mostra-nos isso em Hebreus 13:15, 16. Depois de falar sobre o “serviço sagrado” no tabernáculo, prestado pelos sacerdotes de Israel, e como isso se cumpriu em Jesus, Paulo diz: “Por intermédio dele, ofereçamos sempre a Deus um sacrifício de louvor, isto é, o fruto de lábios que fazem declaração pública do seu nome.”

      3. O que exigem de nós as palavras inspiradas de Paulo, em Hebreus 13:15?

      3 O que significa isso para nós? Significa que devemos querer divulgar a verdade sobre Jeová Deus e sobre as boas novas do seu Reino. E devemos fazer isso não só de vez em quando, ocasionalmente, apenas nos fins de semana ou nas noites de reunião, mas, como disse o apóstolo, “sempre” — cada dia, noite e dia, atentos às oportunidades de fazer isso.

      4. É nosso “serviço sagrado” prestado apenas com os lábios? (1 João 3:18)

      4 Significa isso que nosso “serviço sagrado” é inteiramente uma questão de falar? Não, porque depois de mencionar o “sacrifício de louvor”, o apóstolo prossegue falando sobre outros sacrifícios que Deus quer de nós. Ele diz, no Heb 13 versículo 16: “Além disso, não vos esqueçais de fazer o bem e de partilhar as coisas com outros, porque Deus se agrada bem de tais sacrifícios.” Sim, nosso “serviço sagrado” precisa ser equilibrado, contrabalançando as palavras de louvor a Deus com atos, com “fazer o bem e . . . partilhar as coisas com outros”.

      5. (a) Como pode toda a nossa vida dar testemunho das boas novas? (b) Que efeito terá isso sobre os outros na nossa comunidade?

      5 Assim, iguais a Jesus, queremos que toda a nossa vida seja testemunho da verdade. Deveras, não podemos realizar milagres assim como Jesus, para ajudar as pessoas, mas nossa boa conduta, honestidade, sinceridade e prestimosidade para com as pessoas, quando podemos e com aquilo que temos, são igualmente aceitáveis. Podemos fazer como exorta Gálatas 6:10: “Realmente, então, enquanto tivermos tempo favorável para isso, façamos o que é bom para com todos, mas especialmente para com os aparentados conosco na fé.” Por meio deste proceder, podemos lançar o alicerce para que as pessoas abram os ouvidos para com a verdade. Não nos devemos, pois, refrear de proclamar as boas novas a todos, livre e destemidamente, ‘da abundância do coração’. Senão, como poderíamos realmente ajudar os que observam nossas boas obras e nossa maneira excelente de viver? Temos de deixar as pessoas saber que foram as boas novas de Deus que nos induziram a fazer as obras excelentes. (Mat. 5:16; 12:34, 35) Deste modo verão que há possibilidade de se tornarem como nós, se também aprenderem as boas novas. A menos que tenhamos tanto obras excelentes, prestimosas e bondosas, junto com uma boa conduta, quanto o “sacrifício de louvor, isto é, o fruto de lábios que fazem declaração pública do seu nome”, não estaremos prestando plenamente “serviço sagrado” a Deus. — Heb. 13:15.

      6. O que se exige, então, para nosso “serviço sagrado” ser completo?

      6 Em vista do exemplo de Jesus e daquele dos apóstolos, é evidente, então, que nosso “serviço sagrado” não é inteiramente uma questão de mudarmos de personalidade e fazermos coisas bondosas. Esta é uma parte, a base, de nosso serviço, à qual acrescentamos o sacrifício de louvor. (Sal. 106:12) Nosso “serviço sagrado” não pode ser completo, a menos que tanto vivamos como proclamemos as boas novas.

      7. Quem decide quanto tempo gastamos com os diferentes sacrifícios que constituem nosso “serviço sagrado”?

      7 Todos nós, hoje, podemos mostrar que estamos entre aqueles que prestam “serviço sagrado” a Deus, dia e noite. Jeová Deus não especificou para nós nenhum código legal, sobre quanto tempo temos de gastar em oferecer o sacrifício de louvor (exceto que diz “sempre”), ou em outros sacrifícios com que Deus se agrada bem. Nós mesmos temos de equilibrar isso. Mas, em todos estes sacrifícios — os frutos de nossos lábios, fazendo uma declaração pública de seu nome, e fazer o bem e compartilhar as coisas com outros — todos estes devem existir e ter lugar na nossa vida, nas horas diurnas e nas horas noturnas. — Veja Atos 26:7.

      8. Que exemplo de serviço prestado “noite e dia” nos forneceu Jesus? (Mar. 1:35 Luc. 6:12)

      8 Jesus teve as boas novas no coração, meditou sobre elas e considerou como transmitir a mensagem às pessoas. Sempre esteve pronto, “noite e dia”, para falar sobre as boas novas, mesmo quando muito cansado. Sempre foi zeloso em proclamar a verdade. (João 2:17) Lembre-se de como ele falou com uma mulher, uma samaritana, povo que os judeus consideravam incapazes de apreciar coisas sagradas. (João 4:7-26) Mas, Jesus não julgou aquela mulher, embora soubesse que ela vivia de modo imoral. Seu testemunho a ela resultou numa maravilhosa proclamação do nome e dos propósitos de Deus. — João 4:39-42.

      TODO O NOSSO PROCEDER NA VIDA É “SERVIÇO SAGRADO”

      9. Em essência, o que abrange o “serviço sagrado” e como é isto salientado nos escritos inspirados de Paulo? (Col. 3:17)

      9 O “serviço sagrado”, portanto, não é algo que ocupa apenas parte de nossa vida. Não se limita apenas a uma só atividade ou a certo número de atividades, mas abrange todo aspecto de nossa vida diária. Em suma, significa ‘fazer todas as coisas como para Jeová, quer comer, quer beber ou fazer qualquer outra coisa’. (1 Cor. 10:31) Mostrando quão inclusivo esse serviço deve ser, o apóstolo diz em Romanos 12:1, 2: “Eu vos suplico, irmãos, pelas compaixões de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e aceitável a Deus, um serviço sagrado com a vossa faculdade de raciocínio. E cessai de ser modelados segundo este sistema de coisas.”a

      10. (a) O que decide se determinada atividade faz parte de nosso “serviço sagrado”? (b) Que serviço prestado “noite e dia” requer a Palavra de Deus dos pais, e como devem encarar isso?

      10 Há muitas coisas envolvidas, mas nosso objetivo, nosso alvo e nossa motivação do coração são fatores-chaves para sabermos se aquilo que fazemos realmente é prestar “serviço sagrado” ou não. Por exemplo, muitos entre nós são progenitores. Uma parte, de fato, uma grande parte de seu “serviço sagrado” a Deus envolve seus filhos. O Salmo 127:3 diz que eles são “uma herança da parte de Jeová”. Está cuidando desta herança como para ele e para a glória dele? Este também é um aspecto de seu serviço “noite e dia”, porque a Palavra de Deus salienta que os pais devem incutir princípios excelentes em seus filhos, desde a hora em que se levantam até que se deitam. (Deu. 6:4-9) Para fazer isso, é básico que se estude a Bíblia com eles. Mas, o pai, ou a mãe, não deve dizer para si mesmo: ‘Eu realizo com meus filhos um estudo bíblico uma vez por semana, assim como faço com outras pessoas. Portanto, isso basta para eles saberem o que é direito e seguirem princípios bíblicos.’ Isto simplesmente não é verdade. Lembre-se de que a Bíblia diz que seus filhos são considerados por Deus como “santos” ou sagrados. (1 Cor. 7:14) Como trataria algo deixado aos seus cuidados, de que soubesse que é sagrado para Deus? Não o zelaria bem, cada dia, dia e noite?

      11. Por que não podem os pais negligenciar este aspecto do “serviço sagrado”?

      11 O que agora ensinar a seus filhos e a disciplina que lhes der poderá muito bem salvá-los. Por outro lado, se for remisso agora, poderá perdê-los. Quer dizer, de repente virá o tempo — antes que se aperceba disso — quando as suas palavras dirigidas a eles encontrarão ouvidos fechados. O mundo terá mais influência sobre eles do que a palavra de você, pai ou mãe. Então, como considerará Deus o modo em que tratou da propriedade que lhe era sagrada!

      12, 13. (a) Como podem os pais sabiamente e com eficácia pôr em prática a exortação em Deuteronômio 6:4-9? (b) Por que desejam os pais cristãos mais do que apenas um “bom filho” do ponto de vista mundano? (Pro. 3:14)

      12 Incutir a Palavra de Deus nos filhos, o dia inteiro, não significa pregar-lhes constantemente. Requer que exemplifique, por meio de sua vida diária e sua conversa, o que a verdade de Deus significa. Em cada ocasião, quer por sua amorosa e íntima relação com eles, quer por sua amigável e íntima associação, e livre comunicação com eles, poderá ajudá-los a apreciar a Jeová Deus, sua sabedoria, seu amor e a justeza de seus modos de agir. Escute-os, raciocine com eles. Quando lhes dá instruções ou tarefas a fazer, ou quando os disciplina, mostre por que o faz, e explique os bons resultados de lhe obedecerem, como pai ou mãe, e, por conseguinte, de obedecerem a Deus como Cabeça de todos.

      13 Não poderá simplesmente tentar ter um “bom filho” no sentido em que o mundo usa esta expressão. Naturalmente, quer que seu filho tenha boas maneiras, seja respeitoso, honesto e cortês com os outros. Mas, quer que ele ou ela seja assim porque, acima de tudo, seu filho chegou a conhecer e a amar a Jeová Deus. Para que o modo em que cria seu filho seja diferente daquele dos jovens do mundo, e para que seja mesmo “serviço sagrado”, é preciso que a mente e o coração do filho sejam voltados para Jeová, a fim de que se torne louvador de Jeová. — Sal. 148:12, 13.

      14. Como podem maridos e esposas prestar “serviço sagrado’’ mediante o arranjo marital?

      14 Os maridos e as esposas podem prestar “serviço sagrado” por tornar seu casamento bem sucedido e uma honra para a instituição do casamento por Deus. O homem ou a mulher podem ser muito bondosos e agradáveis para com os outros, suportando pacientemente seus erros ou mesmo agüentando indignidades e prejuízos da parte deles, sem revidarem. Mas, quando se trata do cônjuge, o marido ou a mulher talvez logo se ire, ‘subentendendo outra coisa’ naquilo que o cônjuge diz, com atitude ‘amuada’, procurando algo para criticar. Ou pode ser que o casal cortou as comunicações entre si. Não importa o que mais a pessoa casada possa fazer, ele ou ela não está plenamente prestando “serviço sagrado”, aceitável, a Deus, se ele ou ela desconsiderar o pacto sagrado do casamento. — Efé. 5:22-25, 29.

      15. Que grande contribuição pode a dona-de-casa fazer para a divulgação das boas novas na sua localidade?

      15 As donas-de-casa têm excelente oportunidade de prestar “serviço sagrado”, aceitável, a Deus. Suas obras excelentes, observadas pelos outros, certamente incluem manter uma casa limpa e esmerada, cuidar da cozinha e das necessidades de roupa da família. Pois, o que é mais revelador para os outros do que o lar da pessoa? A hospitalidade da esposa, sua prontidão de ajudar suas vizinhas, especialmente sua disposição de ‘fazer todo o possível’ para ajudar outras irmãs na congregação em qualquer necessidade que talvez tenham — estes são sacrifícios que agradam bem a Deus. Quando os outros chegarem a saber dessas coisas a seu respeito, a sua declaração pública das boas novas, no território da congregação, terá uma influência mais forte. — Atos 9:36-41; Tito 2:4, 5.

      16. Como podem os filhos e os Jovens prestar “serviço sagrado” a Deus, cada dia, com bens resultados?

      16 Se os filhos, na família, se preocuparem com prestar “serviço sagrado” a Jeová, poderão mostrar respeito ao pai e ajudar a mãe em dar honra a Deus, por ajudá-los a manter a casa em boa ordem e limpa. E quando os pais não estiverem na verdade, os filhos poderão fazer muito, neste sentido, para fazer com que os pais cheguem a conhecer a Deus. Sua conduta perante os colegas de escola, seu respeito pelos professores, falarem sobre as boas novas quando tiverem a oportunidade e cooperarem de perto com a congregação, nas coisas feitas no Salão do Reino, bem como participarem no serviço de campo, certamente são coisas que Deus considera como “serviço sagrado” prestado a ele. (Pro. 20:11; Tito 2:6-8) Uma boa prova de seu serviço, para ver se é verdadeiro “serviço sagrado”, ou não, é a pergunta que poderá fazer a si mesmo: ‘Vou ao serviço de campo, talvez levando literatura bíblica aos outros?’ Isto é elogiável. Mas, agora, pergunte-se também: ‘Na escola e em outra parte, qual é minha conduta? Faço o que os jovens mundanos fazem? Ou lembro-me de que devo prestar “serviço sagrado” a Jeová, noite e dia? Você, assim como os outros, pode fazer muito para interessar as pessoas nas boas novas, por meio de sua conduta diária e sua boa atitude.

      17. Que serviço, em especial, é exigido dos anciãos?

      17 Os anciãos cristãos também são convocados a prestar serviço noite e dia. Parte de seu “serviço sagrado” é a favor de seus irmãos, cuidando das necessidades espirituais deles. O apóstolo Paulo podia dizer aos anciãos da congregação de Éfeso: “Portanto, mantende-vos despertos e lembrai-vos de que por três anos, noite e dia, não cessei de admoestar a cada um de vós, com lágrimas.” (Atos 20:31) Seus irmãos precisam hoje não menos de sua ajuda do que os irmãos em Éfeso, lá no primeiro século, precisavam.

      18-21. (a) Em que consistia o “serviço sagrado” que Paulo prestava dia e noite? (b) Por que podia seu serviço secular ser qualificado como parte de seu “serviço sagrado” a Deus, e que lição provê isso para nós?

      18 Pode fazer o que Paulo fez, servindo dia e noite? As palavras de Paulo não necessariamente significam que ele gastava cada minuto em falar ou pregar. Não, pois, em Atos 20:34, ele passa a mencionar como trabalhou com suas próprias mãos em serviço secular, a fim de cuidar das necessidades materiais de si mesmo e dos que trabalhavam com ele. De fato, escrevendo aos tessalonicenses, ele disse: “Certamente vos lembrais, irmãos, de nosso labor e labuta. Foi trabalhando noite e dia, para não impormos a nenhum de vós qualquer fardo dispendioso, que vos pregamos as boas novas de Deus.” — 1 Tes. 2:9.

      19 Sim, Paulo estava às vezes ocupado não só de dia, mas também de noite, no trabalho secular, tal como a fabricação de tendas. Mas, é importante que nos perguntemos: Por que fez isso? Foi por motivos materialistas ou por ter o desejo de ter certo luxo? Não, mas, conforme ele mesmo diz, foi ‘para não impor um fardo dispendioso’ aos irmãos. Ele deu exemplo neste respeito, de modo que ninguém pudesse acusá-lo de levar uma vida mansa, por causa do apoio financeiro daqueles a quem servia as boas novas. Visto que sua motivação e objetivo eram promover a verdade e eliminar quaisquer pedras de tropeço na mente daqueles a quem servia, pode-se dizer que se empenhava no serviço de Deus até mesmo durante aquelas horas de trabalho secular. Mas, o que teria acontecido se a motivação dele tivesse sido egoísta, se não tivesse feito todas as coisas como para Jeová e para a promoção dos interesses do Reino? Então, seu trabalho não teria sido diferente daquele de qualquer outro serviço secular. Não teria sido “serviço sagrado”.

      20 Todavia, Paulo, com consciência limpa e a motivação correta no seu serviço secular, pôde harmonizar esta parte do seu “serviço sagrado” a Deus com a sua comissão dada por Deus, por proclamar as boas novas com muito denodo e zelo. E esse serviço sagrado foi muito abençoado por Deus. Todos nós, certamente, nos maravilhamos diante dos efeitos vastíssimos dos empenhos fiéis de Paulo, de prestar “serviço sagrado” a Deus.

      21 Cada um de nós, portanto, deve perguntar-se: O que penso eu do meu trabalho e o que pretendo alcançar? A única resposta razoável é encontrada no conselho que o apóstolo deu ao jovem Timóteo: “Treina-te com a devoção piedosa por teu alvo. Pois . . . a devoção piedosa é proveitosa para todas as coisas, visto que tem a promessa da vida agora e daquela que há de vir.” — 1 Tim. 4:7, 8; João 6:27.

      22. Que propósito duplo alcançamos por meio de nossa devoção piedosa?

      22 Sim, o objetivo principal de nossa devoção piedosa é prestar “serviço sagrado” a Jeová e dar honra ao seu nome, ajudando assim outros a reconhecer que espécie de Deus ele é e chegar a ter uma relação íntima com ele. Ao fazermos isso, porém, levaremos mesmo desde já, neste tempo, também uma vida muito mais feliz. E significará ‘a vida que há de vir’ não só para nós, mas também para nossa família e para todos os que são influenciados pela nossa conduta e pela nossa proclamação das boas novas.

      23, 24. O que nos incentiva a continuar a testar a genuinidade de nosso “serviço sagrado”?

      23 Com respeito ‘à vida que há de vir’, e, ainda mais, à oportunidade de ter vida ininterrupta, desde agora e por toda a eternidade, a visão do apóstolo João, a respeito da grande multidão sobrevivente, dá o maior encorajamento para ‘persistirmos em examinar se estamos na fé’, provando se realmente prestamos pleno “serviço sagrado”. (2 Cor. 13:5) Sim, Deus oferece-nos a esperança culminante de fazer parte daquela grande e inúmera massa de gente que ele vai preservar durante a vindoura grande tribulação e introduzir na sua nova ordem justa.

      24 Que perspectiva maravilhosa se nos apresenta por simplesmente fazermos a coisa certa, aquilo que é razoável e muito agradável! Ora, todos na terra, em breve, prestarão “serviço sagrado” a Deus, e que paraíso será então a terra! — Rev. 22:1-3.

      25. O que devemos fazer desde já, para sobreviver à iminente grande tribulação?

      25 Se havemos de estar entre aqueles que escapam da destruição durante a grande tribulação, teremos de fazer desde já o que João viu os daquela grande multidão fazer, após a tribulação. Eles “gritavam com voz alta, dizendo: ‘Devemos a salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro.’” (Rev. 7:10) Não com hesitação, nem com incerteza, mas como que com “voz alta”, motivados pela confiança e pelo amor de todo o coração e devoção de toda a alma — é assim que queremos fazer declaração pública do nome de Jeová Deus e de todas as coisas grandiosas que ele representa, bem como de todas as promessas gloriosas apoiadas por esse nome. Queremos sempre louvar a Jeová e seu Filho, e um ao outro, em nossos lares, nas nossas reuniões e perante todos os que escutarem, em nossa localidade ou onde quer que estejamos. E, se fizermos isso, todas as hostes celestiais, que “sempre observam o rosto” do Pai de Cristo, nos apoiarão plenamente, dizendo “amém” à proclamação das boas novas que fazemos como parte especialmente designada de nosso genuíno “serviço sagrado” a Deus. — Mat. 18:10; Rev. 7:12.

      26. O que motiva milhares de pessoas, em toda a terra, a buscarem hoje a Jeová, e que causa de alegria nos dá isso?

      26 É o “serviço sagrado” prestado pelo povo de Jeová que atrai hoje milhares de pessoas a Ele. Estas vêem a atitude de amor e de prestimosidade, a limpeza, a genuína integridade, a pacificidade e a pregação devota das Testemunhas de Jeová. Depois, ouvem e se sentem impelidas a escutar as boas novas, zelosamente proclamadas pelos servos de Deus. Jeová Deus é assim glorificado agora e ainda será glorificado mais com maior brilhantismo, em toda a terra, sendo grandemente louvado pelos sobreviventes apreciativos da tribulação — tudo isso em resultado ótimo e feliz de se prestar realmente “serviço sagrado” a Deus, dia e noite.

      [Nota(s) de rodapé]

      a O Dicionário Teológico do Novo Testamento (em Inglês), comentando o uso do verbo latréuein (prestar serviço sagrado), diz: “O uso compreensivo de latreuin para toda a conduta do justo para com Deus é encontrado primeiro em Luc. 1:74.” “ . . . em Fil. 3:3, encontramos novamente latréuein num amplo sentido metafísico, no qual abrange a inteireza da existência cristã.” — Vol. IV, pp. 63, 64.

  • Lembra-se?
    A Sentinela — 1977 | 1.° de junho
    • Lembra-se?

      Leu cuidadosamente os números recentes de A Sentinela? Em caso afirmativo, sem dúvida, lembrar-se-á dos seguintes pontos:

      ● O que significa o pedido: “Não nos leves à tentação”? — Mat. 6:13.

      É uma solicitação para que Deus se lembre de nós quando sofremos provação, fazendo-nos lembrar os fortes avisos de sua Palavra, para que não cedamos à tentação. É realmente um pedido para sermos fortalecidos pelo Altíssimo, a fim de perseverarmos, e não permitir que sucumbamos numa situação provadora. — P. 132.a

      ● Como devemos chegar-nos a Jeová Deus em oração?

      Isto deve ser feito em nome de Jesus Cristo e com profundo respeito, livre de repetições desnecessárias, reconhecendo que Jeová é o Criador todo-poderoso e Soberano Supremo. — P. 163.

      ● Em 2 Coríntios 10:4, que espécie de guerra teve Paulo em mente ao escrever que “as armas de nosso combate não são carnais”?

      Conforme mostra o contexto, Paulo estava considerando a guerra espiritual travada pela congregação, para proteger seus membros contra a destruição, contra os raciocínios e ensinos falsos. Nesta guerra não se usam as armas carnais: astúcia, truques ou linguagem pomposa. A arma principal é a “espada do espírito”, a mensagem ou palavra de Deus. — Pp. 235, 236.

      ● Por que foram os cristãos perseguidos pelas autoridades governantes de Roma?

      Os primitivos cristãos deram a Jeová Deus devoção exclusiva e negaram-se a adorar o imperador. Isto foi considerado pelas autoridades romanas como significando que os cristãos eram politicamente desleais, e, por isso, merecedores da mais severa punição. — P. 250.

      ● O que faz com que nosso “serviço sagrado” seja completo?

      Temos de proclamar as “boas novas” contidas na Bíblia e também viver de tal modo, que demos glória a Jeová Deus. — P. 338.

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