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‘Ache revigoramento para a sua alma’A Sentinela — 1989 | 15 de julho
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“Entrai sob o meu jugo comigo”] e aprendei de mim, pois sou de temperamento brando e humilde de coração, e achareis revigoramento para as vossas almas. Pois o meu jugo é benévolo e minha carga é leve.” (Mateus 11:29, 30, Tradução do Novo Mundo com Referências, nota.) Tomar sobre si um jugo significa trabalho. Mas, note que Jesus não nos pede tomar sobre nós o jugo e fazer todo o trabalho sozinhos. Devemos entrar sob o jugo junto com ele. Neste caso, aceitar o jugo que Cristo oferece envolve fazer uma dedicação a Deus, simbolizando-a pelo batismo em água, e então assumir a responsabilidade de ser discípulo de Cristo. Mas, como pode tal jugo do discipulado dar revigoramento?
18. (a) Por que dá revigoramento aceitar o jugo de Cristo? (b) Como nos dá alegria e revigoramento a obra de pregação?
18 Aceitar o jugo de Cristo dá revigoramento porque Jesus é de temperamento brando e humilde de coração. Visto que ele não é desarrazoado, é revigorante trabalhar junto com ele sob o mesmo jugo. Ele toma em consideração nossas limitações e fraquezas. Conforme disse: “Meu jugo é benévolo.” De fato, o jugo do discipulado envolve trabalho, a mesma obra de pregação e ensino que Jesus fez, e para a qual treinou seus primitivos seguidores. (Mateus 28:19, 20; Atos 1:8) No entanto, quão revigorante é o trabalho de falar a outros sobre o nosso amoroso Deus, seu Filho e o Reino! Quão revigorante é dizer a outros como eles podem viver para sempre no Paraíso! E quando aceitam a mensagem vitalizadora do Reino e se juntam a nós em servir a Jeová Deus, quão grande se torna a nossa alegria! — 1 Timóteo 4:16.
19. Por que merece o conselho dado pelo sogro de Moisés ser hoje observado pelos anciãos congregacionais?
19 Nos últimos anos, milhões de pessoas que precisam de ajuda para aceitar o jugo de Cristo se chegaram à organização de Jeová, e isto aumenta o trabalho dos proclamadores do Reino e daqueles que os pastoreiam. Para tais pastores espirituais é digno de nota o conselho que o profeta Moisés recebeu de seu sogro. Ele deu a Moisés o seguinte conselho: “Não é bom o modo como o fazes. Por certo te esgotarás, tanto tu como este povo que está contigo, porque este assunto é pesado demais para ti. Não podes fazer isso sozinho.” De modo que aconselhou Moisés a escolher outros homens capazes, para compartilharem o trabalho de pastorear o povo. Seguir este conselho mostrou-se bem-sucedido. (Êxodo 18:17-27) Atualmente, o contínuo treinamento produzirá muitos homens capazes, “dádivas em homens”, os quais podem participar no pastoreio do rebanho, a fim de que os anciãos congregacionais não se esgotem. — Efésios 4:8, 16.
20. O que requerem de nós Jesus Cristo e seu Pai?
20 Embora Cristo exortasse seus seguidores a se esforçarem vigorosamente, nem ele nem seu Pai requerem que quaisquer de nós façamos mais do que é razoável fazer. Certa vez, quando alguns criticaram Maria, irmã de Lázaro, pelos seus esforços em favor de Jesus, ele os censurou, dizendo: “Deixai-a. . . . Ela fez o que pôde.” (Marcos 14:6-8; Lucas 13:24) E isso é tudo o que se espera de nós — fazer o que podemos. Essa atividade cristã não é um fardo, mas um revigoramento. Por quê? Porque dá verdadeira satisfação agora e a esperança certa de benefícios eternos no futuro.
21. (a) Em que consiste a carga leve de Cristo, e o que muitas vezes torna difícil a obra de pregação? (b) Qual deve ser a nossa firme determinação, e com que perspectiva certa?
21 É verdade que Satanás se empenhará em que sejamos perseguidos, assim como foi nosso companheiro no jugo, Jesus Cristo. (João 15:20; 2 Timóteo 3:12) Mas, lembre-se de que não é a carga leve de Cristo que constitui o fardo. Antes, é a oposição de Satanás e seus agentes que muitas vezes torna nosso trabalho tão difícil. A carga de Cristo consiste simplesmente em viver à altura dos requisitos de Deus, e estes não são pesados. (1 João 5:3) Portanto, continuemos sob o jugo de Jesus Cristo junto com ele, esforçando-nos na obra de pregação e de ensino, assim como ele fez. Procedendo assim, conforme ele prometeu, ‘acharemos revigoramento para a nossa alma’.
Como Responderia?
◻ Segundo Romanos 8:22 qual tem sido a situação da humanidade?
◻ Em que sentidos é que o conhecimento da verdade dá revigoramento?
◻ Por que é a esperança do Reino tão revigorante?
◻ Em que consiste o jugo de Jesus, e por que é benévolo?
◻ Levarmos que carga nos dará revigoramento?
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‘Mas eu não amo a Jeová!’A Sentinela — 1989 | 15 de julho
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‘Mas eu não amo a Jeová!’
ROBERTO era apenas menino quando sua mãe se tornou Testemunha de Jeová. Durante alguns anos, ele a acompanhava ao Salão do Reino, e até mesmo na pregação, embora nunca fosse batizado. Quando atingiu os fins da adolescência, porém, parou de se associar com as Testemunhas. Cambaleando de uma má situação para outra, arruinou a sua vida. Embora ainda afirme crer em muitas das coisas que aprendeu da Bíblia, isso não tem bastado para fazê-lo querer voltar à organização de Jeová. Por que se sente Roberto assim?
Considere outro exemplo. Davi fora por alguns anos ministro de tempo integral. Ocasionalmente, surgiam-lhe na mente perguntas sobre certos ensinos bíblicos. Mas ele sempre resolvia os problemas por raciocinar que, assim como na solução dum quebra-cabeça, não se desiste logo só porque uma ou duas peças não parecem prontamente encaixar-se. Contentava-se em esperar que Jeová provesse o esclarecimento. Mas, em certo ponto, no decorrer do tempo, Davi afirmou que ele não se podia mais satisfazer assim. Renunciou aos seus privilégios de serviço, e em pouco tempo abandonou a verdade. O que causou tal mudança de pensamento?
Certamente, é confrangedor ver aqueles que amamos desistirem da corrida pela vida. Sem dúvida, queremos fazer todo o possível para ajudá-los. (2 Coríntios 12:15; Gálatas 5:7) Mas o que realmente induz alguém a desviar-se da verdade? O que se pode fazer para ajudar a tais a voltar à corrida? E o que deve a pessoa fazer quando essas tendências começam a se desenvolver nela?
Coração, Consciência e Fé
Há uma coisa digna de nota a respeito daqueles que renunciaram à verdade. A maioria deles não o faz porque não mais acredita que esta seja a verdade. Muito pelo contrário, muitos deles dizem: “Sei que esta é a verdade, mas. . .”, ou: “Se existe alguma verdade, eu sei que é esta.” Bem no fundo do coração, muitos deles ainda crêem que
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